Simpósio internacional discute inovação e sustentabilidade na Amazônia

Nos próximos dias 26, 27 e 28 de outubro, o Instituto de Engenharia (IE) sedia o Simpósio Internacional: Uma Amazônia Inovadora e Sustentável (SIPAIS). O evento será realizado de modo on-line, respeitando as normas de prevenção à covid-19, com vários painéis e debates.

O evento do IE tem por objetivo sensibilizar sobre a importância de uma cooperação internacional, dos mais diversos ecossistemas, para desenvolver e escalar ações sinérgicas e sustentáveis com países da Amazônia. Desse modo, promover a verdadeira revolução ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) através da engenharia.

O simpósio também buscará iniciativas e projetos nas áreas de infraestrutura, energia e logística, educação e pesquisa, com foco no crescimento econômico sustentável da região amazônica.

Os debates devem trazer oportunidades do uso de fontes públicas e privadas para o financiamento da infraestrutura, mensuração do índice ESG, bem como motivações sociais em segurança, qualidade de vida, o ecossistema econômico, industrial e tecnológico, segurança jurídica e operacional de empreendimentos naquela região.

Para isso, entre os convidados a participar das discussões estão representantes de governos, entidades internacionais, empresas, academias, centros de pesquisa, ONGs, engenheiros e profissionais ligados às questões de inovação e sustentabilidade.

Propostas reais

Ao final, o SIPAIS consolidará uma síntese, sugestões e transcrição dos painéis realizados nos três dias de simpósio do Instituto de Engenharia e as contribuições voltadas para um desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O resultado desse trabalho será encaminhado ao Conselho da Amazônia Legal, ao Parlamento Amazônico, à Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (Otca), autoridades, embaixadas, setor financeiro e para toda a sociedade civil.

Inscrições

A inscrição ao SIPAIS será feita no site do Instituto de Engenharia (https://www.institutodeengenharia.org.br/SIPAIS). O inscrito receberá um link em seu e-mail e terá acesso às transmissões por plataforma eletrônica webinar.

Confira a programação

26 de outubro

13h30 – Abertura

15h30 – Projeto Amazônia e Bioeconomia Sustentada em CT&I

16h15 – Inclusão Geodigital da Gestão Produtiva – Práticas ESG com Tecnologia Aplicada

18h – Oportunidades para a melhoria da infraestrutura em segurança, logística, energia e telecomunicações

27 de outubro

13h30 – Comunidade Integrada e Participativa – Cooperativa e Agropecuária Familiar

16h – Educação, Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento Tecnológico – Intercâmbio e Potencial da Sociedade Amazônica

18h – Desenvolvimento Social, Econômico, Turístico e Cultural

28 de outubro

9h30 – Ecossistema Revolução ESG

13h30 – Desafios da Logística para o Desenvolvimento da Bioeconomia e da Bioengenharia na Amazônia

16h – Estabelecimento de Critérios Ambientais, Sociais e de Gerenciamento para uma Amazônia Sustentável

18h – Bacia Amazônica como um vetor de Integração Econômica

29 de novembro

17h – Entrega do caderno de conclusão dos painéis debatidos com as oportunidades de ações para a Amazônia

Foto: Vista da Amazônia / Bruno Cecim / Agência Pará

Manaus participa de novo estudo fase 3 de antiviral que avalia potencial contra transmissão da Covid-19

O novo estudo na Fase 3 MOVe-AHEAD (MK-4482-013) do antiviral oral experimental molnupiravir, da farmacêutica americana MSD (Merck Sharp & Dohme, ou Merck & Co. nos Estados Unidos), como profilaxia pós-exposição para evitar a transmissão da Covid-19 em pessoas que moram com indivíduos recentemente diagnosticados com a doença, será realizado simultaneamente em diversos países e, no Brasil, incluirá a capital do Amazonas, Manaus, e mais seis cidades.

O molnupiravir será testado também em São Paulo (na Capital e em São José do Rio Preto, no interior do Estado), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Ijuí (RS), e Campo Grande (MS). Mais informações de como participar podem ser obtidas em http://msd.com.br/estudo013/.

O medicamento, que está sendo desenvolvido pela MSD em colaboração com a Ridgeback Biotherapeutics, atua impedindo a replicação do vírus e tem potencial de ação em diversos vírus RNA, incluindo o SARS-CoV-2.

Recentemente, a MSD divulgou os resultados interinos de Fase 3 do estudo MOVe-OUT (MK-4482-002), no qual molnupiravir foi usado como tratamento nos primeiros cinco dias de sintomas e demonstrou redução de aproximadamente 50% do risco de hospitalização ou morte em pacientes adultos não hospitalizados com Covid-19 leve a moderado.

“Como a pandemia continua a evoluir com novas variantes e, surtos estão sendo relatados em muitos lugares ao redor do mundo, é importante que investiguemos novas maneiras de prevenir que indivíduos expostos ao vírus desenvolvam a doença”, afirma Luis Filipe Delgado, diretor de Pesquisa Clínica da MSD Brasil. “Se for comprovada sua eficácia e segurança, molnupiravir pode fornecer uma opção adicional importante para reduzir o impacto da Covid-19 em nossa sociedade”, completa.

Ainda segundo o médico, as vacinas são essenciais na prevenção e, se for bem-sucedido, molnupiravir tem o potencial de ser utilizado como profilaxia pós-exposição, auxiliando no combate à pandemia.

Estudo Clínico

O estudo incluirá voluntários que tenham, no mínimo, 18 anos e que não tenham tomado a vacina contra Covid-19 ou tenham recebido apenas uma dose do imunizante nos últimos seis dias. Também precisam morar com uma pessoa que tenha testado positivo para Covid-19 e apresente pelo menos um sintoma da doença como febre, tosse ou perda do paladar ou do olfato e não pode estar hospitalizada, além de outros critérios específicos exigidos no protocolo de pesquisa.

O ensaio envolverá mais de 1.300 participantes ao redor do mundo que serão randomizados para receber molnupiravir (800 mg) ou placebo por via oral a cada 12 horas por cinco dias.

Com 130 anos, a MSD está presente no Brasil desde 1952, com divisões de Saúde Humana, Saúde Animal e Pesquisa Clínica. Além do Brasil, o estudo clínico também está sendo conduzido em países como Argentina, Colômbia, França, Guatemala, Hungria, Japão, México, Peru, Filipinas, Romênia, Rússia, África do Sul, Espanha, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos.

Metodologia

Atualmente a classe científica considera padrão-ouro estudos clínicos com algumas características que os tornam mais confiáveis e precisos. E o Estudo clínico global que acaba de iniciar é multicêntrico, duplo-cego, randomizado, controlado por placebo.

Um estudo multicêntrico ocorre de forma simultânea, por meio de um mesmo protocolo, em diversas instituições. Considerado capaz de abranger uma maior diversidade da população, sendo assim, aumentar a representatividade da amostra do estudo e, consequentemente, conferir um maior “poder”, já que seus resultados podem ser aplicáveis à população em geral.

O ensaio clínico randomizado é o tipo de estudo experimental mais frequentemente usado em pesquisa clínica. Os pacientes são alocados aleatoriamente para diferentes grupos dentro da pesquisa. Esse tipo de estudo é o padrão-ouro para determinação de eficácia de um medicamento ou vacinas.

O método duplo-cego, ou dupla ocultação, ocorre quando nem o paciente e nem o pesquisador sabem se receberam o medicamento ou placebo. O mascaramento (duplo-cego) é um dos princípios fundamentais para se evitar o viés na pesquisa, já que tanto pesquisadores como participantes podem ter noções preconcebidas, assim como esperanças e expectativas de que novas intervenções sejam mais benéficas que as antigas ou que o placebo.

Quanto ao termo controlado por placebo, significa que um grupo (de intervenção) vai receber o tratamento que se quer testar e o outro (controle) receberá placebo, para avaliar a segurança e eficácia da terapia em estudo.

A MSD está em contato com órgãos técnicos competentes para definir, caso os resultados de segurança e eficácia se confirmem, a melhor forma de acesso à população. O modelo de distribuição está sendo estudado e ainda não foi definido.

Para obter mais informações sobre os dois ensaios clínicos de molnupiravir, visite https://www.clinicaltrials.gov: estudo MOVe-OUT (MK-4482-002) – NCT04575597 e estudo MOVe-AHEAD (MK-4482-013) – NCT04939428 0

Foto: Pixabay (Reprodução)

Desenvolvimento sustentável: Manaus é a 11ª entre as capitais em ranking inédito da ONU

A poucos dias de completar 352 anos, no dia 24 de outubro, a cidade de Manaus aparece na 11ª posição entre as 26 capitais estaduais do estudo elaborado com base no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), o que mostra que a capital do Amazonas ainda tem grandes desafios a superar para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, estando distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS.

No ranking geral do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), que computou e analisou os dados de 770 municípios de todo o país, Manaus encontra-se na 260ª posição, com pontuação média de 57,60 considerando todos os objetivos a serem atingidos. Quanto mais próximo de 100, mais perto de alcançar as metas preconizadas pela ONU.

A cidade registra nove ODS assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice, sendo que os objetivos situados no patamar inferior da tabela estão os de número 2 – Fome zero e agricultura sustentável (42,3 pontos), 3 – Saúde e bem-estar (43,4 pontos), 4 – Educação de qualidade (44,4 pontos), 5 – Igualdade de Gênero (34,0 pontos), 6 – Água Limpa e Saneamento (61,4 pontos), 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (48,8 pontos), 10 – Redução das Desigualdades (39,1 pontos), 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (48, 0 pontos) e 16 – Paz, Justiça e Instituições eficazes (38,2 pontos), sendo que alguns desses pontos são desafios compartilhados por prefeitos e gestores públicos de todo o país.

Por outro lado, o índice mostra que Manaus está muito próxima de alcançar plenamente o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível (98,0 pontos), o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura (86,8 pontos) e o ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre (93,9 pontos).

Manaus está distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS definidos pela ONU (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades

Lançado recentemente (em 23/3), o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) é um estudo inédito desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros.

A iniciativa conta com o apoio do Projeto CITinova e consiste em um extenso trabalho de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Embora as cidades ainda tenham quase dez anos para avançar na Agenda 2030, o estudo mostra que a maioria dos municípios está muito distante de cumprir as metas estabelecidas em 2015.

O objetivo mais desafiador é o 3 – Saúde e Bem-Estar, justamente o que apresenta uma relação direta com a pandemia em sua meta 3.d, que preconiza: reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde.

Neste ODS, 756 das 770 cidades estão no pior quartil do sistema de classificação e as outras 14, no segundo pior. Nenhuma cidade está nas duas melhores faixas da escala, que significam que o objetivo foi atingido (no caso do melhor quartil) ou que há alguns desafios para atingi-lo (no caso do segundo melhor). Importante destacar que os dados e indicadores do índice não levam em consideração os efeitos da pandemia, uma vez que se referem a períodos anteriores à disseminação do novo coronavírus.

Por outro lado, Manaus está muito próxima de alcançar plenamente três ODS: Energia Limpa e Acessível; de Indústria, Inovação e Infraestrutura; e de Proteger a Vida Terrestre (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Metodologia

A metodologia do IDSC-BR foi elaborada pela SDSN (UN Sustainable Development Solution Network), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Lançada em 2012, a SDSN já desenvolveu índices para diversos países e cidades do mundo.

O IDSC-BR apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas dos objetivos ODS em 770 municípios, usando os dados mais atualizados (tipicamente entre 2010 e 2019) disponíveis em nível nacional e em fontes oficiais. As cidades foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: capitais brasileiras, cidades com mais de 200 mil eleitores, cidades em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) na gestão 2017-2020 e cidades com a Lei do Plano de Metas, além de contemplar todos os biomas brasileiros.

A pontuação do IDSC-BR é atribuída no intervalo entre 0 e 100 e pode ser interpretada como a porcentagem do desempenho ótimo. A diferença entre a pontuação obtida e 100 é, portanto, a distância em pontos porcentuais que uma cidade precisa superar para atingir o desempenho ótimo. Há uma pontuação para cada objetivo e outra para o conjunto dos 17 ODS.

O mesmo conjunto de indicadores foi aplicado a todos os 770 municípios para gerar pontuações e classificações comparáveis. Diferenças entre a posição de cidades na classificação final podem ocorrer por causa de pequenas distâncias na pontuação do IDSC.

Desse modo, o índice apresenta uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030.

FOTOS: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica

Dia Nacional de Doação de Órgãos: Transplantes mudam vidas

Os rins do contador Diego Lima de Albuquerque, de 28 anos, de Nova Iguaçu (RJ), pararam de funcionar adequadamente há doze anos, quando ele ainda era um adolescente de 16 anos que amava praticar esportes. Sem nenhum sintoma aparente, a doença renal de Diego foi descoberta porque ele ficou muito amarelo e o médico pediu exames. Logo, foram constatados problemas renais comprovados pela creatinina muito alta na urina.

A doença estava muito avançada e Diego já tinha que iniciar hemodiálise, o tratamento que garante a vida de pacientes renais cujos rins não conseguem mais filtrar o sangue. Mas para isso, o paciente precisa ir a uma clínica, no mínimo três vezes por semana, e ficar durante três a quatro horas com o braço ligado à máquina de hemodiálise. Uma rotina que para um adolescente parecia difícil de manter. Ele fez também a diálise peritoneal, em casa, mas era uma rotina que o incomodava.

Logo, os médicos disseram que ele poderia tentar realizar uma cirurgia de transplante, e que o rim poderia vir de um doador vivo ou não. A mãe de Diego se ofereceu, mas ele teve muito medo de submetê-la a uma cirurgia e foi adiando a ideia.

“Descobrir-se um doente renal é bem difícil. A vida muda, passamos a ter que tomar remédio, fazer dietas bastante restritivas, eu acabei abandonando a escola porque faltava muito. Então foi aí que decidi buscar, depois de algum tempo, o transplante, apesar de muitas pessoas dizerem que eu viveria pior, porque tomaria remédios imunodepressores e ficaria sempre doente”, conta.

E destaca o apoio e o tratamento que recebeu da Clínica de Doenças Renais (CDR) de Nova Iguaçu. “Foram grandes diferenciais para eu, primeiramente, enfrentar a doença renal com todas as mudanças e depois ter coragem de transplantar”.

Mudança de Vida

Diego fazia aulas de ensino para jovens e adultos à noite, num supletivo, porque tinha deixado a escola e queria ir adiante. “Logo depois do transplante, em 2011, terminei o EJA. Fiz um curso de tecnólogo e depois faculdade de ciências contábeis. Já são dez anos de transplante. Eu só tenho a agradecer por toda a superação que consegui alcançar e sempre que posso vou à clínica contar a minha história aos outros pacientes, porque a gente precisa vencer os medos e os preconceitos. Eu não adoeci porque transplantei, como as pessoas diziam que ia acontecer, e até a Covid eu superei, não tive sequelas. Imagina se não tivesse transplantado. Como poderia estar a minha vida? Eu era muito jovem para desistir dos meus sonhos”, enfatiza o jovem.

“Agradeço muito também a minha mãe, que sempre esteve do meu lado. A melhor escolha é buscar um transplante, e se cuidar para que seja viável. Hoje vou ao médico a cada três meses, trabalho normalmente, vou para a academia. Tenho sim algumas limitações, não posso ter impacto no abdômen, como em alguns esportes”, esclarece. E acrescenta a sua qualidade de vida é quase igual a de quem nunca passou por uma doença renal.

Doação de órgãos

A médica nefrologista Dra, Ana Beatriz Barra, explica que o transplante é a opção para a falência renal que mais se aproxima de uma vida normal, por oferecer mais liberdade e maior expectativa de vida.

“Todos os pacientes em diálise devem discutir esta opção de tratamento com seus médicos”, diz a especialista da Fresenius Medical Care, empresa fornecedora líder mundial de produtos e serviços para indivíduos com doenças renais, presente no Brasil há 25 anos.

Mas nem sempre os pacientes conseguem passar pelo transplante. Muitos aguardam na fila por anos. Por isso, quanto mais pessoas se declararem doadoras de órgãos, melhor é. Pois existem muitos casos de incompatibilidade.

“O Diego teve a sorte de a mãe poder doar e eles serem compatíveis. Mas muitos não encontram essa facilidade. Enquanto o rim não chega, a missão da clínica de hemodiálise é deixar o paciente com a melhor condição de saúde possível. E depois do transplante, a nefrologia trabalha para que o paciente reduza seu risco de rejeição ao órgão. Nos orgulhamos muito dos resultados alcançados e temos a certeza e esperança de que ainda teremos muito mais transplantes no Brasil”, finaliza a médica.

Foto: Divulgação

Cartilha do Hospital do GRAACC orienta sobre a importância do diagnóstico precoce de câncer nos olhos

O Hospital do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), referência no tratamento de casos de alta complexidade do câncer infantojuvenil, acaba de lançar uma cartilha digital (https://bit.ly/retinoblastoma-graacc) com informações sobre os principais sintomas e como identificar precocemente a doença, que é um tipo de câncer nos olhos, considerado o terceiro mais comum entre crianças com até três anos de vida. São cerca de 250 novos casos diagnosticados anualmente, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Se detectado em estágio inicial e tratado em centros especializados, as chances de cura passam de 90%.

“O diagnóstico precoce é imprescindível em qualquer tipo de câncer, pois quanto mais cedo for descoberto maiores são as chances de cura. No caso do retinoblastoma, em mais de 60% dos casos, o tumor pode causar leucocoria, que é um reflexo anormal da pupila quando exposta à luz conhecido como ‘reflexo do olho de gato’. É perceptível em fotos com flash por meio de um brilho branco diferente no olho da criança”, comenta a Dra. Carla Macedo, oncologista pediátrica do GRAACC.

O lançamento da cartilha ocorreu para celebrar o Dia Nacional de Conscientização do Retinoblastoma (18/09). E a boa notícia é que o tratamento de câncer nos olhos, em casos diagnosticados em estágios iniciais e intermediários, tem avançado substancialmente na última década. O Hospital do GRAACC possui um dos mais modernos centros de tratamento do retinoblastoma, comparado aos principais serviços existentes em países da Europa e nos Estados Unidos.

São 10 anos de experiência na aplicação da quimioterapia intra-arterial, procedimento minimamente invasivo que injeta a medicação diretamente na artéria oftálmica agindo direto no foco da doença, com mais de 1500 quimio-cirurgias realizadas.

“Esse procedimento, juntamente com a quimioterapia sistêmica, quimioterapia intraocular e as demais técnicas de tratamento local, reduz, em média, para 20% as necessidades de enucleação, que é a remoção do globo ocular”, afirma Dr. Luiz Teixeira, oftalmologista do GRAACC.

Principais Sintomas

Os cuidados com os olhos, desde os primeiros dias de vida da criança, são fundamentais. “O exame de fundo de olho é o mais indicado na rotina de consultas com o pediatra para diagnosticar em estágio inicial qualquer alteração ocular nos bebês. Independente do surgimento ou não de sintomas aparentes é muito importante também que pais e responsáveis levem a criança para avaliação de um oftalmologista no primeiro ano de vida”, alerta a oncologista pediátrica.

Alguns sintomas podem revelar alterações oculares que devem ser investigadas. Os mais comuns são:

Reflexo branco na pupila: (reflexo do olho de gato). Pode ser percebido quando o olho da criança aparece com um brilho branco diferente em fotos tiradas com flash e, também, por meio de um exame oftalmológico. É considerado um dos principais sinais de retinoblastoma.

Estrabismo: desvio ocular que pode acontecer por conta da fraqueza do músculo que controla o movimento do olho, sendo o retinoblastoma uma das raras causas.

Proptose: deslocamento anterior do olho na cavidade da órbita.

Outros sinais também merecem atenção como, por exemplo: problemas de visão; aumento do tamanho do olho, dor nos olhos; vermelhidão da parte branca do olho e sangramento na parte anterior do olho.

Tratamento

Como centro de referência no tratamento do câncer infantojuvenil, o Hospital do GRAACC possui equipe multidisciplinar especializada e todas as modalidades terapêuticas necessárias: quimioterapia intravenosa, quimioterapia intra-arterial, intravítrea, braquiterapia, laser e crioterapia.

“Um dos grandes avanços no combate ao retinoblastoma é a quimioterapia intra-arterial. Um microcateter é introduzido, normalmente em um acesso na virilha, e por meio de micronavegação é posicionado na artéria oftálmica do olho onde será injetada a medicação quimioterápica que tem concentração 80 vezes maior que a quimioterapia sistêmica. Geralmente são suficientes de 3 a 5 sessões para a remissão do câncer”, explica Dra. Carla.

O tratamento varia de acordo com cada caso e pode contemplar também: quimioterapia sistêmica que combina medicamentos administrados por via oral ou intravenosa; radioterapia; braquioterapia com dispositivos contendo material radioativo; terapia a laser; crioterapia e, como último recurso, a enucleação para a extração cirúrgica do globo ocular.

Retinoblastoma

Apesar de raro, é o tipo mais comum de câncer no olho em crianças, independentemente de sexo ou etnia. É formado na retina e 95% dos casos ocorre em crianças de até 5 anos. A maioria dos casos o retinoblastoma é unilateral, ou seja, se manifesta em apenas um dos olhos. 30 a 40 % restantes afetam os dois olhos (bilaterais). Também pode ser hereditário, o que ocorre em aproximadamente 40% dos casos.

A Classificação Internacional de Retinoblastoma intraocular é um sistema de estadiamento que divide os casos em 5 grupos:

A – Tumores pequenos na retina, de até 3 mm de diâmetro, que não estão perto de estruturas oculares importantes.

B – Tumores na retina maiores que 3 mm, mas próximos de estruturas oculares importantes.

C – Tumores definidos, com pequena dispersão sob a retina ou para dentro do material gelatinoso que preenche o olho.

D – Tumores grandes ou mal definidos com humor vítreo comprometido ou acometimento sub-retiniano longe do tumor retiniano. A retina pode se desprender da parte de trás do olho.

E – Tumor muito grande que se estende até perto da parte frontal do olho, é hemorrágico ou causa glaucoma, ou tem outras características que indicam a impossibilidade de o olho ser salvo.

Sobre o GRAACC

Criado em 1991 para atender crianças e adolescentes com câncer, o Hospital do GRAACC é referência no tratamento do câncer infantojuvenil, principalmente em casos de maior complexidade. Possui uma parceria técnica-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que possibilita, além de diagnosticar e tratar o câncer infantil, o desenvolvimento de ensino e pesquisa.

O GRAACC é a primeira instituição do País, especializada em câncer infantojuvenil, a receber a acreditação da Joint Commission International (JCI), uma das organizações mais conceituadas do mundo na área de certificações em serviços de saúde. Em 2020, o atendeu cerca de 4 mil pacientes de todo o País e realizou mais de 32 mil consultas, além de cerca de 1,5 mil procedimentos cirúrgicos, 20,5 mil sessões de quimioterapias e 66 transplantes de medula óssea.

A instituição completa 30 anos de atividades em 2021. Neste período, o Hospital do GRAACC elevou o patamar do tratamento de alta complexidade do câncer infantojuvenil no Brasil para 70% de chances de cura, em média.

Amazônia: Exposição internacional de Sebastião Salgado será apresentada pela primeira vez no Brasil

Na primeira apresentação ao público brasileiro da sua exposição internacional “Amazônia”, o fotógrafo Sebastião Salgado mostrará 200 grandes painéis fotográficos sobre a região amazônica, durante a quinta reunião do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abordará a grandiosidade da floresta amazônica, sua diversidade e a necessidade de preservação, na terça-feira (14/9), às 14h, por videoconferência que será transmitida ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube.

Entre as fotografias, estão imagens pouco conhecidas do país, de matas, rios e montanhas da Amazônia, a exemplo do Monte Roraima, localizado na tríplice fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana e cuja fauna e flora ainda são um mistério para a humanidade. A exposição inclui ainda imagens de tribos indígenas que habitam a Amazônia, em um modo de vida ancestral associado à natureza.

A exposição foi inaugurada em maio deste ano na Filarmônica de Paris e seguirá para outras cidades, incluindo Londres, Roma, São Paulo e Rio de Janeiro. As fotos foram tiradas entre 2013 e 2019 durante viagens do fotógrafo à Amazônia em um registro estético que representa uma continuidade do trabalho “Gênesis”, sobre áreas do planeta ainda preservadas da ação humana.

Indígenas da etnia Ashaninka, no Acre. Foto: Sebastião Salgado / philharmoniedeparis.fr / reprodução

Proteção ambiental

A apresentação do fotógrafo brasileiro de reconhecimento internacional e membro do Observatório do Meio Ambiente ocorre em meio à crescente preocupação, no Brasil e no exterior, com a conservação da Amazônia. Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em agosto deste ano, a região registrou mais de 28 mil focos de calor, o terceiro maior número para meses de agosto desde 2010, abaixo apenas de 2019 e de 2020, refletindo a escalada do desmatamento e de atividades ilícitas como garimpo ilegal e contrabando de madeira.

O Poder Judiciário tem sido um aliado nas ações de preservação do meio ambiente e conservação da Amazônia. E tem reforçado seu compromisso por meio de uma série de medidas adotadas pelo CNJ e pela Justiça nos últimos anos para aprimorar a tutela ambiental.

Observatório

A criação do Observatório do Meio Ambiente, em novembro do ano passado, é uma dessas medidas e está voltada para viabilizar diagnósticos, dar visibilidade a boas práticas, formular políticas e implementar projetos que auxiliem a atividade jurisdicional de combate à degradação do ecossistema.

Integrado por representantes do poder público e da sociedade civil, o Observatório tem o objetivo de se tornar um núcleo de referência no acompanhamento e disseminação de dados, informações, instrumentalização de pesquisas, estudos, análises e debates.

Agenda 2030

Também são ações coordenadas pelo CNJ, a adoção da Agenda 2030 na Justiça, com a incorporação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas da Agenda de Sustentabilidade das Nações Unidas, a criação de meta nacional em 2021 para impulsionar dos processos ambientais pelos tribunais brasileiros e o lançamento da plataforma SireneJud, uma ferramenta de integração de dados do CNJ, cartórios de registro de imóveis e outras bases de informações sobre florestas públicas e temas relacionados ao meio ambiente.

Link para a 5ª Reunião do Observatório do Meio Ambiente – 14 de setembro/2021
https://www.youtube.com/watch?v=u-_9vo7Ce4I&authuser=0

Demarcação Já: Gilberto Gil, Elza Soares e BNegão se unem em live pela causa indígena

O Festival Demarcação Já Remix, projeto do DJ MAM abre a semana com uma programação on-line intensa de painéis para debates sobre a causa indígena, a qual inicia hoje com o tema “Meio Ambiente e Cultura: Do Rio Carioca à Amazônia”, às 18h, e encerra no sábado (11/09), com Gilberto Gil em seu canal no YouTube com live musical e presença de mais de 30 artistas, como Elza Soares, Bnegão, Dona Onete, Rodrigo Sha, Djuena Tikuna, Jonathan Ferr, Felipe Cordeiro, entre outros.

A abertura do festival, no Dia da Amazônia (5/9), teve ato cultural e político, de reparação histórica aos povos originários, no Museu do Amanhã e a presença do Coral Guarani Tenonderã. Nesta edição o evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.

Coral Guarani Tenonderã, na abertura do Festival Demarcação Já Remix, na Praça Mauá
(Foto: Eduardo Napoli)

Artistas e autoridades participam das conversas. Entre eles a líder indígena Sônia Guajajara, o artista multimídia indígena Kadu Xukuru; o ator Paulo Betti; o cantor e compositor Pedro Luis; o secretário municipal de Meio Ambiente do Rio, Eduardo Cavalieri, e o secretário municipal de Cultura do Rio, Marcus Faustini.

Conteúdo – Serão seis painéis, que acontecerão até sábado, sempre às 18 horas, com transmissão pelo Instagram do Festival. Entre os temas abordados, questões como ‘Meio Ambiente e Cultura’, ‘A Temática indígena e ambiental nas telas’ e ‘NFT Socioambiental’.

A live de encerramento será exibida no formato de programa de TV, com DJ MAM, direto do Museu do Amanhã, convidando os artistas a se juntarem à causa. As participações serão por meio de canto, música, clipe, fala.

Gilberto Gil, apoiador do festival, cedeu seu canal para transmissão e participará através dos clipes “Demarcação Já” e “Do Guarani ao Guaraná”.

Doações

O público poderá contribuir durante a live, através de QR Code, para a APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e para o Coral Guarani Tenonderã.

O Festival

O festival é uma extensão da campanha “Demarcação Já”, criada pelo Greenpeace e pelo Instituto Socioambiental, em 2017, a partir da canção de mesmo nome dos compositores Carlos Rennó e Chico César. Seu videoclipe e remixes lançados nas plataformas digitais por DJs e grandes nomes da MPB como Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Maria Bethânia, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Céu e Tropkillaz já ecoaram mais de 100 milhões de vezes a frase de ordem “Demarcação Já”.

DJ MAM comanda Festival Demarcação Jà Remix (Foto: Simone Kontraluz)

DJ MAM

Curador de séries fonográficas e festivais como o Sotaque Carregado, o Demarcação Já Remix, o Carnaval Remix e o inédito Amazônia Remix, DJ MAM mixa o Brasil às pistas globais. Prêmio Noite Rio de melhor DJ de MPB, já tocou em 15 países, tendo colaborações com Gilberto Gil, Dona Onete e BNegão.

MAM é compositor e intérprete da trilha oficial do Rio de Janeiro, “Oba Rio” e do tema de 80 Anos do Cristo, “Redentor”. Seu álbum autoral Sotaque Carregado e remix Sotaque ReCarregado foram indicados ao Prêmio da Música Brasileira e chegaram ao Top 20 World Music Charts Europe.

Em 24 anos, seu selo, programas de rádio e festivais deram palco a mais de 500 nomes como Elza Soares, Hermeto Pascoal, Gaby Amarantos e BaianaSystem. Sua empresa foi indicada a diversos prêmios como o SIM – Semana Internacional da Música 2020, Brasil Criativo e Profissionais da Música nas categorias criatividade, inovação e transformação social.

Participações confirmadas

Gilberto Gil | Elza Soares | Ziraldo | Sonia Guajajara | BNegão | Dona Onete | Letícia Sabatella | DJ MAM | Coral Guarani Tenonderã | Digitaldubs | Oskar Metsavaht | Djuena Tikuna | Felipe Cordeiro | Jonathan Ferr | Zahy Guajajara | Pedro Luis | Carlos Rennó | Yaka Sales P | Andre Vallias | Rodrigo Sha | Paka Noke Koi | Batman Zavareze | VJ Carol Santana | Eric Marky | DJ Flavya | DJ Raiz | Kadu Xukuru | Manie Dansante | Silvan Galvão | Patricia Bastos | Banda Conceição | Roberta Carvalho | Aíla.

Painéis Demarcação Já Remix

Local: Instagram Festival Demarcação Já Remix

Horário: 18h

7 de setembro, terça-feira

Meio Ambiente e Cultura: Do Rio Carioca à Amazônia

Convidados: Marcus Faustini (Secretário Municipal de Cultura do Rio), Tica Minami

Mediação: DJ MAM

8 de setembro, quarta-feira

A Temática Indígena e Ambiental nas Telas

Convidados: Paulo Betti, Zahy Guajajara e Felipe Scapino

Mediação: DJ MAM

9 de setembro, quinta-feira

NFT Socioambiental: Green NFT, Música e Cryptoarte Indígena

Convidados: Raphael King (Brasil NFT), Byron Mendes (Metaverse Agency) e Fausto Vanin

Mediação: DJ MAM

10 de setembro, quinta-feira

Futurismo Indígena: A Arte e o Território da Ancestralidade ao Pop

Convidados: Ziraldo Artes Produções Julia Vidal e Kadu Xukuru

Mediação: DJ MAM

11 de setembro, sábado

Composição Engajada

Convidado: Carlos Rennó

Mediação: DJ MAM

Live Demarcação Já Remix

Local: YouTube Gilberto Gil

Horário: 21h

Foto Gilberto Gil: Gérard Giaume

Fórum Virada Sustentável discute a Amazônia e os impactos do seu desmatamento na sociedade

Na segunda-feira (13/9), a 11ª Virada Sustentável apresenta o painel Amazônia e o Futuro do Brasil em sua programação, que começou na quinta-feira (2/9), na capital paulista, e segue até o dia 22. O desmatamento e os impactos sociais causados por isso são questões-chave da discussão.

Para situar o debate, a descrição do painel aponta que no início o desmatamento foi para projetos de infraestrutura e, hoje, a Floresta perde espaço pelos extrativismos vegetal e mineral e para a produção agropecuária, numa troca que pode ter consequências sérias para a sociedade, em especial, a questão climática e o equilíbrio biológico do mundo.

A discussão terá moderação de Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável, além da presença dos palestrantes Paulo Artaxo, vice-presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, USP, e Roberto Waack Arapyaú, presidente do Instituto Arapyaú. O painel sobre a Amazônia será às 14h (hora de Brasília), com transmissão pelas redes sociais do evento.

Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável
(Foto: Divulgação)

#MinhaMensagem

Neste ano, o tema do maior festival de sustentabilidade do país é #MinhaMensagem, que traz 100 mensagens importantes sobre este momento de construção coletiva para o futuro pós-pandemia. O tema permeia toda a programação do evento, que é gratuita e repete o modelo híbrido experienciado na edição de 2020.

As frases da campanha foram elaboradas por 100 organizações de diversos setores da sociedade civil. “Estamos dando voz para várias organizações da sociedade civil para que possamos nos inspirar para construir um mundo mais sustentável e igualitário”, conta Mariana Amaral.

Pela primeira vez, a programação do Fórum Virada Sustentável foi construída a partir de uma pesquisa com representantes da iniciativa privada e sociedade sobre quais temas e assuntos eles consideram urgentes de serem conversados. A partir daí a programação do Fórum foi agrupada por temas de interesse apresentados na pesquisa: água, economia circular, empreendedorismo em comunidades, agenda ESG, mudanças climáticas, Amazônia, questões indígenas, habitação, segurança alimentar e diversidade. 

Em paralelo, várias manifestações e intervenções artísticas ocorrem pela cidade de São Paulo refletindo os pontos abordados virtualmente.

“Nosso objetivo é promover uma visão inspiradora sobre um futuro sustentável. Além disso, o festival, desde sua primeira edição, funciona como um grande reforço às redes de transformação e impacto social existentes, reunindo sociedade, organizações da sociedade civil, artistas, agentes públicos e marcas nesta construção”, complementa André Palhano, também fundador da Virada Sustentável.

Jazz ao Pôr do Sol na Virada Sustentável 2021
(Foto: Bruno Noda)

Conteúdo

Com 26 painéis virtuais, o Fórum Virada Sustentável amplia a possibilidade de participação para pessoas de fora de São Paulo. Todas as atividades contam com tradução em Libras e tradução simultânea nas palestras de convidados internacionais. Para participar, os interessados precisam se inscrever gratuitamente no site da Virada Sustentável: www.viradasustentavel.org.br /palestras

Um dos destaques do Fórum é o painel do dia 13, apresentado pelo economista estadunidense Jeffrey Sachs. Em sua palestra Mensagens para o Mundo Pós-Pandemia, às 10h (hora de Brasília), ele fala sobre a importância de uma agenda política alinhada às pautas de desenvolvimento sustentável para um crescimento socioeconômico global. Ao fim da exposição, Sachs responderá perguntas do público.

Os rumos da agenda ESG estão presentes nos encontros em que serão discutidas a importância da Amazônia para a economia, a questão da biodiversidade dentro do contexto da agenda ESG e as tendências do consumo on-line com impacto positivo.

No dia 15 de setembro, o Fórum Virada Sustentável traz desigualdade e diversidade de gênero para o debate na conversa Oportunidades e desafios da equidade de gênero nas organizações com Margareth Goldenberg (Movimento Mulher 360), Camili Calixto (Mais Diversidade) e Suellen Moraes (BALL), que analisam a situação atual do mercado de trabalho para as mulheres, a partir do dado do IBGE de que em 2021, a participação feminina no mercado teve o menor índice dos últimos 30 anos. E no dia 22, às 11h30, o painel Inclusão e diversidade: a importância de metas para impulsionar a agenda também traz, como parte da pauta ESG, a necessidade de construir ambientes empresariais inclusivos e uma cultura corporativa guiada pelo combate às desigualdades.

Economia circular é o eixo da programação dos dias 8 e 9 de setembro. As conversas abordam desde como a sociedade pode começar a se engajar sobre este tema, passando por questões de reciclagem, tanto de embalagens usadas em domicílios como o aço produzido pela indústria.

O tema volta a ser debatido no painel Educação e Economia Circular: Construindo um Mundo sem lixo no dia 20, às 15h15, que discute caminhos e propostas para que se possa trazer o conceito da economia circular para o dia a dia, a partir de propostas e possibilidades para professores, gestores e famílias.

A questão da água é o tema do painel Despoluir é necessário. Manter o Rio Pinheiros limpo é obrigação de todos marcado para o dia 15 de setembro, às 15h15.

No dia 16 de setembro, o Fórum Virada Sustentável abarca várias frentes sobre a questão da alimentação: o painel Entendendo o supermercado: um diálogo sobre a agricultura brasileira e fome; a mesa Redução de Emissões na Gestão de Resíduos: um Coringa para Alcançar as Metas Desejadas; Fome e Desenvolvimento: o futuro dos alimentos e a soberania alimentar em um mundo pós-pandemia, em que o público é convidado para o debate sobre a questão.

No penúltimo dia de programação do Fórum, 20 de setembro, moradia e cidades inteligentes são pontos-chave das discussões promovidas nos debates Habitação Pós-Pandemia: A sua casa é a sua causa! e Cidades Inteligentes e Sustentáveis – Mais Conectadas, Criativas e Sustentáveis.

O último dia do Fórum Virada Sustentável, 22 de setembro, também marca o encerramento da 11ª edição da Virada Sustentável. Com uma programação intensa composta por 6 painéis, a agenda do dia discute os principais tópicos abordados ao longo do evento.

Após sua realização, todas as atividades da programação do Fórum Virada Sustentável ficarão disponíveis com tradução em Libras e legenda no canal da Virada Sustentável no Youtube (https://www.youtube.com/user/ViradaSustentavel).

Economista estadunidense Jeffrey Sachs integra o Fórum Virada Sustentável
(Foto: Divulgação)

A Virada Sustentável

O maior festival de sustentabilidade do Brasil envolve articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades. O festival tem como objetivo apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, gerando reflexão e discussões a fim de promover um futuro sustentável e reforçando as redes de transformação e impacto social existentes.

O evento, que pelo segundo ano apresenta atividades em formato híbrido, acontece por meio de intervenções em diversas áreas da cidade de São Paulo e em plataformas virtuais, com programação completamente gratuita que apresenta instalações, projeções, grafites, performances, teatro, programação de bem-estar, além do Fórum Virada Sustentável.

A Virada Sustentável São Paulo 2021 é apresentada por Braskem, com patrocínio master da Isa Cteep, patrocínio da Ambev, Gerdau, Sabesp, co patrocínio de Electrolux, Mercado Livre, Novelis, Tetra Pak e apoio das empresas Ball, Deloitte, Instituto Center Norte, Instituto Vedacit e ValGroup. Além da co-realização com a Prefeitura de São Paulo e parceria com PNUD, Instituto Alana, Metrô SP, Pacto Global, Rotary Club, Sesc, Estadão, Eletromidia e Ótima.

Programação

A programação completa pode ser acompanhada nos seguintes canais:
Site: https://www.viradasustentavel.org.br
Instagram: @viradasustentavel
Facebook: facebook.com/viradasustentavel
Youtube: https://www.youtube.com/ViradaSustentavel

Dia 08/09

14h – Economia Circular: Tudo que você precisa saber para se engajar
Descrição
: Dados recentes mostram que o atual sistema linear de “extração-produção-descarte” apresenta claros sinais de esgotamento, demonstrando a necessidade premente de uma transição para um modelo mais circular. No entanto, levantamento internacional identificou que há cerca de cinquenta definições para o termo Economia Circular. Como alinhar esse conceito e implementar um sistema de EC na região? E quem serão os principais protagonistas nessa transição?
Moderador:
Carlos RV Silva Filho: Diretor-presidente da ABRELPE/ISWA
Palestrantes:
Carolina Zoccoli: Especialista em sustentabilidade da Firjan
Flavio Ribeiro: Engenheiro e professor da Unisantos
Alexandre Citvaras: diretor de novos negócios e ESG da Orizon

15h15 – Do fim ao começo: a reciclagem transformando vidas
Descrição
: Como o fim da vida útil das embalagens pode ser o começo da transformação da vida de pessoas que trabalham com a reciclagem e também o começo da vida útil de novos produtos que geram renda para indústrias recicladoras.
Moderadora:
Roberta Jansen, Jornalista
Palestrantes:
Patricia Rosa: Coordenadora de projetos sociais, captação de recursos e gestão institucional da Cataki
Rodrigo Creato: Diretor industrial da NBR Plásticos de Engenharia
Valéria Michel: Diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul

16h30 – O Aço como agente transformador

Dia 09/09

14h – Futuro da reciclagem
Moderador:
Wagner Soares Costa: Gerente de Meio Ambiente da FIEMG
Palestrantes:
Fabiana Quiroga: Diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul da Braskem
Eduardo Berkovitz: Diretor de Relações Institucionais da Valgroup
Roger Koeppl: Diretor-presidente da YouGreen Cooperativa
Rodrigo Figueiredo: Vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da América do Sul da Ambev.

15h15 – Inovação na reciclagem de embalagens flexíveis
Moderadora:
Roberta Jansen: Jornalista
Palestrantes:
Marcelo Guerreiro Mason: Head de Sustentabilidade da Deink
Karina Turci: Gerente de Sustentabilidade de Embalagens da Ambev

Dia 13/09

10h – Mensagens para o Mundo Pós-Pandemia
Descrição
: Palestra com Jeffrey D. Sachs, professor de economia de renome mundial, autor de best-sellers, educador inovador e líder global em desenvolvimento sustentável.
Moderador:
Jorge Soto: Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem
Palestrante: Jeffrey Sachs

14h – Amazônia e o Futuro do Brasil
Descrição
: O início do desmatamento foi para projetos de infraestrutura, hoje a Floresta perde espaço pelos extrativismos vegetal e mineral e para a produção agropecuária numa troca que pode ter consequências sérias para a sociedade, em especial, a questão climática e o equilíbrio biológico do mundo.
Moderador:
Virgílio Viana: Superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)
Palestrantes:
Paulo Artaxo: Vice-presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, USP
Roberto Waack Arapyaú: Presidente da Instituto Arapyaú

15h15 – Proteger sem Possuir | A Importância da Biodiversidade dentro de Contexto de Agenda
Descrição
: Na agenda ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança), a proteção da biodiversidade vai muito além do impacto ambiental positivo – é a perfeita harmonia entre a conservação dos biomas, o estímulo a alternativas econômicas sustentáveis e o benefício às comunidades locais. Mas de quem é essa responsabilidade? Nesta sessão, os palestrantes vão conversar sobre iniciativas e práticas de preservação e conservação inovadoras e como cada um de nós pode ir além e fazer a diferença.
Moderador:
Bárbara Lins, jornalista
Palestrantes:
Rui Chammas: Diretor-Presidente da ISA CTEEP
Mário Haberfeld: Presidente e co-fundador do Onçafari
Gabriela Yamaguchi: Diretora de Sociedade Engajada da WWF

16h30 – Tendências do consumo online com impacto positivo
Descrição
: A busca por um modo de vida e, consequentemente, um consumo mais sustentável está crescendo no Brasil, e a comercialização online amplia as possibilidades de pessoas encontrarem produtos e marcas de impacto positivo. O objetivo deste painel é debater as tendências do consumo online com impacto positivo a partir da apresentação de dados sobre o consumo de produtos sustentáveis no Mercado Livre e da experiência de dois empreendedores de impacto que alcançaram seus impactos positivos por meio da venda online.
Mediadora:
Laura Motta: Gerente de Sustentabilidade do Mercado Livre
Palestrantes:
Paulo Reis: Pesquisador e diretor da Manioca, premiada indústria de alimentos especializada nos sabores da Amazônia

Dia 15/09

14h – Governança, Sustentabilidade e Geração de Valor
Descrição
: O painel abordará sobre como as boas práticas de Governança podem agregar valor para as empresas, abordar a influência dos aspectos ESG e qual é o processo de implantação dessas boas práticas.
Mediador:
Rodrigo Miguel Trentin: Gerente de Educação Corporativa do IBGC
Palestrantes:
Thiago Salgado: Diretor do FAMÍLIA S.A e Membro da Comissão Empresas Familiares do IBGC

15h15 – Despoluir é necessário. Manter o Rio Pinheiros limpo é obrigação de todos

16h30 – Oportunidades e desafios da equidade de gênero nas organizações
Descrição
: Quais os desafios e oportunidades para implementação da equidade de gênero nas organizações? A sociedade brasileira ainda precisa percorrer um longo caminho para tornar efetiva a igualdade entre homens e mulheres, declarada na Constituição de 1988. Segundo o IBGE, a participação feminina no mercado de trabalho chegou em 2021 ao seu menor índice em 30 anos (46,3%), retornando aos números da década de 1990. Gerar oportunidades e criar um ambiente inclusivo é o caminho para reinserir essas mulheres cujas carreiras foram ainda mais afetadas pela pandemia no mercado de trabalho e ampliar a presença delas em diferentes funções, cargos e níveis hierárquicos. Muitas empresas, cientes de sua força transformadora, vêm trabalhando para desenvolver ambientes mais inclusivos onde seus funcionários possam prosperar. Além disso, já foi comprovado que a diversidade entre indivíduos e as equipes ajuda a revelar ideias e estimula a inovação, promovendo o crescimento e o valor em toda a organização.
Palestrantes:
Margareth Goldenberg: CEO Goldenberg Diversidade e gestora executiva do Movimento Mulher 360
Camili Calixto: Consultora de diversidade e inclusão na consultoria Mais Diversidade
Suellen Moraes: Gerente de Diversidade e Inclusão Ball Corporation para a América do Sul

Dia 16/09

14h – Entendendo o supermercado: um diálogo sobre a agricultura brasileira e fome
Descrição
: O Brasil retorna ao mapa da fome da ONU no mesmo ano em que o setor agrícola bate recordes de exportação de commodities do campo. Como compreender o aumento da produtividade agrícola em um país em que 58 milhões de pessoas correm o risco de deixar de comer por não ter renda suficiente para sobreviver, onde nem todos possuem poder de compra (uma vez que os preços do feijão, do arroz, da carne e outros insumos estão alarmantes nos supermercados) e nem acesso a uma alimentação equilibrada, saudável e sustentável? Neste painel será explorado esse paradoxo entre a superprodução de alimentos base e, como esta produção não resulta em comida no prato dos brasileiros, intensificando a discussão sobre a insegurança alimentar.
Mediadora:
Marina Esteves: Assistente de projetos em práticas empresariais e políticas públicas – Instituto Ethos
Palestrantes:
Paola Loureiro Carvalho: diretora de Relações Institucionais e Internacionais, Rede Brasileira de Renda Básica (RBRB)
Scarlett Rodrigues: Coordenadora de Práticas Empresariais e Políticas Públicas em Direitos Humanos do Instituto Ethos

15h15 – Redução de Emissões na Gestão de Resíduos: um Coringa para Alcançar as Metas Desejadas
Descrição:
Ser responsável por cerca de 4% das emissões de poluentes climáticos parece muito pouco, mas o setor de resíduos é dos únicos que podem zerar sua contribuição para as mudanças do clima. E mais que isso: contribuir com a diminuição das emissões dos outros.
Mediadora:
Gabriela GP Otero: Coordenadora Técnica da ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais)
Palestrantes:
Sandra Mazo-Nix: Coordenadora da Iniciativa de Resíduos da Coalizão pelo Clima e Ar Limpos, CCAC
Patricia Iglecias: Presidente da CETESB

16h30 – Fome e Desenvolvimento: o futuro dos alimentos e a soberania alimentar em um mundo pós-pandemia
Descrição
: Há comida suficiente no mundo para alimentar todas as pessoas, mas, por causa das falhas nos sistemas alimentares, cerca de 811 milhões de pessoas vão para a cama com fome todas as noites, enquanto 2 bilhões estão acima do peso. Alcançar a meta de Fome Zero até 2030 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2) requer soluções que abordem ineficiências sistêmicas, crises políticas e mudanças climáticas, reunindo políticas, intervenções impactantes, infraestrutura, serviços, inovação e tecnologia com liderança política e investimentos. Para aliviar a fome crônica, é necessário pensar no alimento como um direito humano básico, não apenas uma mercadoria, e abordar os problemas específicos de cada país que enfrenta a insegurança alimentar.

Foto Desmatamento: Alex Ribeiro/Ag. Pará/Fotos Públicas

Azul realiza 60 voos para Parintins e São Gabriel da Cachoeira em um mês de operação

Os voos da empresa aérea Azul que conectam a capital Manaus às cidades amazonenses de Parintins e São Gabriel da Cachoeira, bem no coração da maior floresta tropical do planeta, completaram um mês de operação, na sexta-feira (03/09). E nesse período foram 60 voos e cerca de seis mil pessoas transportadas entre Parintins, São Gabriel da Cachoeira e a capital amazonense.

Antes operados com aeronaves Cessna Grand Caravan da Azul Conecta, as frequências em Parintins passaram a ser cumpridas com aeronaves maiores – os Embraer E1, com 118 assentos -, aumentando assim a oferta, além de proporcionar voos ainda mais rápidos e confortáveis. A mesma aeronave também vem operando em São Gabriel da Cachoeira, destino inédito que passou a contar com o modal aéreo no início do mês passado.

“Estamos muito otimistas e satisfeitos com o balanço deste primeiro mês de operação nos destinos do Amazonas. Crescemos a oferta em Parintins de nove para 118 assentos e iniciamos, com o mesmo avião, as inéditas ligações entre São Gabriel e Manaus”, afirma Vitor Silva, gerente de Planejamento de Malha da Azul. E acrescenta que a nova rota e o incremento de operação foram apostas da Azul que têm se mostrado muito acertadas.

Segundo o gerente, cada vez mais pessoas estão usando o modal aéreo para deslocamento. “E temos recebido comentários positivos sobre a regularidade de nossos voos para estas regiões importantes no interior do estado. Caso a demanda siga correspondendo e percebamos a consolidação destes mercados, temos, sim, a intenção de aprimorar o serviço que oferecemos, incluindo, por exemplo, mais voos semanais nestas rotas”, avalia Vitor Silva.

Fotos: Divulgação/Azul

Anticorpos contra a Covid-19 podem ser transferidos aos bebês pelo leite materno

Na finalização do ‘Agosto Dourado’, campanha que reforça a importância do aleitamento materno tanto para as mamães, quanto para seus bebês, a ciência apontou mais um benefício dessa prática. Pesquisa recente desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e conduzida pelo Hospital das Clínicas, vinculado à instituição, mostrou que a amamentação pode ser uma arma contra a Covid-19, já que as lactantes imunizadas contra a doença produzem anticorpos que são transferidos aos recém-nascidos através do leite materno.

Mais um ótimo motivo para estimular a amamentação dos pequenos. Sobre o aleitamento, a enfermeira obstetra da Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Anne Santos, explica que o ideal é que o bebê seja alimentado até os seis meses, exclusivamente, com o leite materno, prática que dispensa, inclusive, a ingestão de água pelos pequenos. Isso porque, o leite materno é o alimento mais completo e saudável para crianças nessa idade, ajudando no fortalecimento da imunidade.

Além disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, recomenda a amamentação da criança até os dois anos de idade ou mais, sendo até os seis meses de forma exclusiva.

“Mas, cada caso é um caso e vai depender muito da realidade de cada família. O ideal é que sejam introduzidos, aos poucos, alimentos sólidos, que complementem a amamentação após os seis meses de idade. Mas, há casos em que as mães trabalham fora, e não conseguem manter a amamentação por um período maior”, destaca Anne Santos.

Para estimular a prática, a Segeam, principal prestadora de serviços especializados de enfermagem obstétrica ao SUS (Sistema Único de Saúde) no Amazonas, participou ativamente da programação desenvolvida pela SES-AM (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas), nas maternidades estaduais situadas em Manaus e também no Instituto da Mulher Dona Lindú.

Além de orientar sobre as boas práticas do aleitamento, os profissionais da Associação realizaram a segunda edição da campanha ‘Doe um Pote’, para a doação de potes de vidro com tampa de plástico à instituição. Os itens serão entregues, em data a ser definida, às maternidades que mantém em suas estruturas, os chamados ‘bancos de leite materno’, que ajudam as mamães que não podem amamentar seus recém-nascidos por motivos diversos, a alimentá-los com leite materno, combatendo, assim, a desnutrição e prevenindo outros problemas de saúde.

Pesquisa

Outro dado importante revelado pelo estudo da USP/Hospital das Clínicas é que a segunda dose do imunizante resultou em um incremento de anticorpos e mesmo meses após a aplicação da vacina, eles ainda se faziam presentes no leite materno.

Uma informação de extrema importância, haja vista que no Brasil, o número de pessoas completamente imunizadas ainda é tímido, não chegando aos 30%. As lactantes que fizeram parte da análise haviam recebido as doses da vacina Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan (SP), em parceria com o laboratório chinês Sinovac. 

Foto: Divulgação