Manaus participa de novo estudo fase 3 de antiviral que avalia potencial contra transmissão da Covid-19

O novo estudo na Fase 3 MOVe-AHEAD (MK-4482-013) do antiviral oral experimental molnupiravir, da farmacêutica americana MSD (Merck Sharp & Dohme, ou Merck & Co. nos Estados Unidos), como profilaxia pós-exposição para evitar a transmissão da Covid-19 em pessoas que moram com indivíduos recentemente diagnosticados com a doença, será realizado simultaneamente em diversos países e, no Brasil, incluirá a capital do Amazonas, Manaus, e mais seis cidades.

O molnupiravir será testado também em São Paulo (na Capital e em São José do Rio Preto, no interior do Estado), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Ijuí (RS), e Campo Grande (MS). Mais informações de como participar podem ser obtidas em http://msd.com.br/estudo013/.

O medicamento, que está sendo desenvolvido pela MSD em colaboração com a Ridgeback Biotherapeutics, atua impedindo a replicação do vírus e tem potencial de ação em diversos vírus RNA, incluindo o SARS-CoV-2.

Recentemente, a MSD divulgou os resultados interinos de Fase 3 do estudo MOVe-OUT (MK-4482-002), no qual molnupiravir foi usado como tratamento nos primeiros cinco dias de sintomas e demonstrou redução de aproximadamente 50% do risco de hospitalização ou morte em pacientes adultos não hospitalizados com Covid-19 leve a moderado.

“Como a pandemia continua a evoluir com novas variantes e, surtos estão sendo relatados em muitos lugares ao redor do mundo, é importante que investiguemos novas maneiras de prevenir que indivíduos expostos ao vírus desenvolvam a doença”, afirma Luis Filipe Delgado, diretor de Pesquisa Clínica da MSD Brasil. “Se for comprovada sua eficácia e segurança, molnupiravir pode fornecer uma opção adicional importante para reduzir o impacto da Covid-19 em nossa sociedade”, completa.

Ainda segundo o médico, as vacinas são essenciais na prevenção e, se for bem-sucedido, molnupiravir tem o potencial de ser utilizado como profilaxia pós-exposição, auxiliando no combate à pandemia.

Estudo Clínico

O estudo incluirá voluntários que tenham, no mínimo, 18 anos e que não tenham tomado a vacina contra Covid-19 ou tenham recebido apenas uma dose do imunizante nos últimos seis dias. Também precisam morar com uma pessoa que tenha testado positivo para Covid-19 e apresente pelo menos um sintoma da doença como febre, tosse ou perda do paladar ou do olfato e não pode estar hospitalizada, além de outros critérios específicos exigidos no protocolo de pesquisa.

O ensaio envolverá mais de 1.300 participantes ao redor do mundo que serão randomizados para receber molnupiravir (800 mg) ou placebo por via oral a cada 12 horas por cinco dias.

Com 130 anos, a MSD está presente no Brasil desde 1952, com divisões de Saúde Humana, Saúde Animal e Pesquisa Clínica. Além do Brasil, o estudo clínico também está sendo conduzido em países como Argentina, Colômbia, França, Guatemala, Hungria, Japão, México, Peru, Filipinas, Romênia, Rússia, África do Sul, Espanha, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos.

Metodologia

Atualmente a classe científica considera padrão-ouro estudos clínicos com algumas características que os tornam mais confiáveis e precisos. E o Estudo clínico global que acaba de iniciar é multicêntrico, duplo-cego, randomizado, controlado por placebo.

Um estudo multicêntrico ocorre de forma simultânea, por meio de um mesmo protocolo, em diversas instituições. Considerado capaz de abranger uma maior diversidade da população, sendo assim, aumentar a representatividade da amostra do estudo e, consequentemente, conferir um maior “poder”, já que seus resultados podem ser aplicáveis à população em geral.

O ensaio clínico randomizado é o tipo de estudo experimental mais frequentemente usado em pesquisa clínica. Os pacientes são alocados aleatoriamente para diferentes grupos dentro da pesquisa. Esse tipo de estudo é o padrão-ouro para determinação de eficácia de um medicamento ou vacinas.

O método duplo-cego, ou dupla ocultação, ocorre quando nem o paciente e nem o pesquisador sabem se receberam o medicamento ou placebo. O mascaramento (duplo-cego) é um dos princípios fundamentais para se evitar o viés na pesquisa, já que tanto pesquisadores como participantes podem ter noções preconcebidas, assim como esperanças e expectativas de que novas intervenções sejam mais benéficas que as antigas ou que o placebo.

Quanto ao termo controlado por placebo, significa que um grupo (de intervenção) vai receber o tratamento que se quer testar e o outro (controle) receberá placebo, para avaliar a segurança e eficácia da terapia em estudo.

A MSD está em contato com órgãos técnicos competentes para definir, caso os resultados de segurança e eficácia se confirmem, a melhor forma de acesso à população. O modelo de distribuição está sendo estudado e ainda não foi definido.

Para obter mais informações sobre os dois ensaios clínicos de molnupiravir, visite https://www.clinicaltrials.gov: estudo MOVe-OUT (MK-4482-002) – NCT04575597 e estudo MOVe-AHEAD (MK-4482-013) – NCT04939428 0

Foto: Pixabay (Reprodução)

Cartilha do Hospital do GRAACC orienta sobre a importância do diagnóstico precoce de câncer nos olhos

O Hospital do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), referência no tratamento de casos de alta complexidade do câncer infantojuvenil, acaba de lançar uma cartilha digital (https://bit.ly/retinoblastoma-graacc) com informações sobre os principais sintomas e como identificar precocemente a doença, que é um tipo de câncer nos olhos, considerado o terceiro mais comum entre crianças com até três anos de vida. São cerca de 250 novos casos diagnosticados anualmente, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Se detectado em estágio inicial e tratado em centros especializados, as chances de cura passam de 90%.

“O diagnóstico precoce é imprescindível em qualquer tipo de câncer, pois quanto mais cedo for descoberto maiores são as chances de cura. No caso do retinoblastoma, em mais de 60% dos casos, o tumor pode causar leucocoria, que é um reflexo anormal da pupila quando exposta à luz conhecido como ‘reflexo do olho de gato’. É perceptível em fotos com flash por meio de um brilho branco diferente no olho da criança”, comenta a Dra. Carla Macedo, oncologista pediátrica do GRAACC.

O lançamento da cartilha ocorreu para celebrar o Dia Nacional de Conscientização do Retinoblastoma (18/09). E a boa notícia é que o tratamento de câncer nos olhos, em casos diagnosticados em estágios iniciais e intermediários, tem avançado substancialmente na última década. O Hospital do GRAACC possui um dos mais modernos centros de tratamento do retinoblastoma, comparado aos principais serviços existentes em países da Europa e nos Estados Unidos.

São 10 anos de experiência na aplicação da quimioterapia intra-arterial, procedimento minimamente invasivo que injeta a medicação diretamente na artéria oftálmica agindo direto no foco da doença, com mais de 1500 quimio-cirurgias realizadas.

“Esse procedimento, juntamente com a quimioterapia sistêmica, quimioterapia intraocular e as demais técnicas de tratamento local, reduz, em média, para 20% as necessidades de enucleação, que é a remoção do globo ocular”, afirma Dr. Luiz Teixeira, oftalmologista do GRAACC.

Principais Sintomas

Os cuidados com os olhos, desde os primeiros dias de vida da criança, são fundamentais. “O exame de fundo de olho é o mais indicado na rotina de consultas com o pediatra para diagnosticar em estágio inicial qualquer alteração ocular nos bebês. Independente do surgimento ou não de sintomas aparentes é muito importante também que pais e responsáveis levem a criança para avaliação de um oftalmologista no primeiro ano de vida”, alerta a oncologista pediátrica.

Alguns sintomas podem revelar alterações oculares que devem ser investigadas. Os mais comuns são:

Reflexo branco na pupila: (reflexo do olho de gato). Pode ser percebido quando o olho da criança aparece com um brilho branco diferente em fotos tiradas com flash e, também, por meio de um exame oftalmológico. É considerado um dos principais sinais de retinoblastoma.

Estrabismo: desvio ocular que pode acontecer por conta da fraqueza do músculo que controla o movimento do olho, sendo o retinoblastoma uma das raras causas.

Proptose: deslocamento anterior do olho na cavidade da órbita.

Outros sinais também merecem atenção como, por exemplo: problemas de visão; aumento do tamanho do olho, dor nos olhos; vermelhidão da parte branca do olho e sangramento na parte anterior do olho.

Tratamento

Como centro de referência no tratamento do câncer infantojuvenil, o Hospital do GRAACC possui equipe multidisciplinar especializada e todas as modalidades terapêuticas necessárias: quimioterapia intravenosa, quimioterapia intra-arterial, intravítrea, braquiterapia, laser e crioterapia.

“Um dos grandes avanços no combate ao retinoblastoma é a quimioterapia intra-arterial. Um microcateter é introduzido, normalmente em um acesso na virilha, e por meio de micronavegação é posicionado na artéria oftálmica do olho onde será injetada a medicação quimioterápica que tem concentração 80 vezes maior que a quimioterapia sistêmica. Geralmente são suficientes de 3 a 5 sessões para a remissão do câncer”, explica Dra. Carla.

O tratamento varia de acordo com cada caso e pode contemplar também: quimioterapia sistêmica que combina medicamentos administrados por via oral ou intravenosa; radioterapia; braquioterapia com dispositivos contendo material radioativo; terapia a laser; crioterapia e, como último recurso, a enucleação para a extração cirúrgica do globo ocular.

Retinoblastoma

Apesar de raro, é o tipo mais comum de câncer no olho em crianças, independentemente de sexo ou etnia. É formado na retina e 95% dos casos ocorre em crianças de até 5 anos. A maioria dos casos o retinoblastoma é unilateral, ou seja, se manifesta em apenas um dos olhos. 30 a 40 % restantes afetam os dois olhos (bilaterais). Também pode ser hereditário, o que ocorre em aproximadamente 40% dos casos.

A Classificação Internacional de Retinoblastoma intraocular é um sistema de estadiamento que divide os casos em 5 grupos:

A – Tumores pequenos na retina, de até 3 mm de diâmetro, que não estão perto de estruturas oculares importantes.

B – Tumores na retina maiores que 3 mm, mas próximos de estruturas oculares importantes.

C – Tumores definidos, com pequena dispersão sob a retina ou para dentro do material gelatinoso que preenche o olho.

D – Tumores grandes ou mal definidos com humor vítreo comprometido ou acometimento sub-retiniano longe do tumor retiniano. A retina pode se desprender da parte de trás do olho.

E – Tumor muito grande que se estende até perto da parte frontal do olho, é hemorrágico ou causa glaucoma, ou tem outras características que indicam a impossibilidade de o olho ser salvo.

Sobre o GRAACC

Criado em 1991 para atender crianças e adolescentes com câncer, o Hospital do GRAACC é referência no tratamento do câncer infantojuvenil, principalmente em casos de maior complexidade. Possui uma parceria técnica-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que possibilita, além de diagnosticar e tratar o câncer infantil, o desenvolvimento de ensino e pesquisa.

O GRAACC é a primeira instituição do País, especializada em câncer infantojuvenil, a receber a acreditação da Joint Commission International (JCI), uma das organizações mais conceituadas do mundo na área de certificações em serviços de saúde. Em 2020, o atendeu cerca de 4 mil pacientes de todo o País e realizou mais de 32 mil consultas, além de cerca de 1,5 mil procedimentos cirúrgicos, 20,5 mil sessões de quimioterapias e 66 transplantes de medula óssea.

A instituição completa 30 anos de atividades em 2021. Neste período, o Hospital do GRAACC elevou o patamar do tratamento de alta complexidade do câncer infantojuvenil no Brasil para 70% de chances de cura, em média.

Produto para saúde e bem-estar capilar chega com melhor acessibilidade ao Amazonas

Por César Augusto

Os cuidados pessoais tem demandado mais exigências por parte do consumidor quanto a qualidade, preço e comodidade para consumo dos produtos que diariamente são lançados nos nichos de mercado do bem-estar e saúde. Com base nessa necessidade nem sempre suprida pelas empresas do ramo, a agência Seevem Marketing Digital, de Manaus, apostou em um produto mais acessível do ponto de vista econômico e mais agradável para o consumo.

O Lovyhair é uma pastilha de goma, um colágeno com vitaminas que auxiliam no fortalecimento capilar, das unhas, na saúde da pele e também no fortalecimento imunológico com uma composição feita a partir de pectina vegetal. A Seevem atua como distribuidora local, com foco inicial na região Norte, ao contrário de outros produtos que por falta desse direcionamento específico chegam ao consumidor com preços extremamente altos. Em termos de comparação, um produto unitário similar e mais conhecido no mercado nacional chega a custar o triplo do Lovyhair.

Há pouco mais de um ano e meio no mercado, a Seevem procurou uma novidade no ramo de produtos de saúde e bem-estar, chegando ao Lovyhair. “Encontramos um produto com potencial e valor acessível para a região, ao observarmos uma demanda alta”, conta Carlos Henrique Lúcio, sócio da agência juntamente com Gabriel Oliveira, Paulo Ellerton e Paulo César Viana.

Paulo Ellerton (E), Gabriel Oliveira e Carlos Henrique, sócios da Seevem: aposta em produto com qualidade e com melhor acessibilidade na região Norte

A apresentação do Lovyhair se tornou um atrativo também, sendo uma opção às cápsulas tradicionais e reunindo características atraentes tanto na constituição quanto na composição. Cada gominha tem o formato de um urso coala, com sabor agradável e – fatores cada vez mais importantes no mercado da saúde e bem-estar – livre de açúcar e de testagem em animais, permitindo sua fácil aceitação em outras regiões, entre outras vantagens também para o parceiro comercial, como descontos e ações de marketing que incentivam essa aceitação. “Um produto sem esses atrativos não gera lucro, e conseguimos não repassar os custos (aos revendedores), ao contrário dos demais”, aponta Henrique. “Nosso foco inicial é em Manaus, mas logo atenderemos outras regiões”, acrescenta.

As gominhas do Lovyhair possuem formato de urso coala e sabor agradável, sem adição de açúcar, quesito bastante valorizado em produtos de saúde e bem-estar (Foto: divulgação)

Composto

A marca Lovyhair está ligada à expressão “cabelo adorável”, com a junção das palavras em inglês “love” (amor) e “hair” (cabelo), aliando ao produto a imagem de um ursinho coala, com isso passando a idéia dos cuidados e carinho das mulheres com sua beleza e saúde – mas o colágeno não é de uso exclusivo feminino, diga-se de passagem.

O produto leva em sua composição vitaminas A, B5, B6, B12, C, D3 e E, biotina B6 (base da vitamina B7 que estimula a produção de queratina para a saúde e hidratação capilares e evitando o ressecamento da pele) e colágeno hidrolisado, item importante principalmente para fortalecimento de articulações, unhas e cabelos.

A Seevem disponibilizou mais informações sobre o novo produto e para sua aquisição no Instagram @lovyhairs e em seu site www.lovyhairs.com.br .

Fotos: César Augusto

Vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de intervalos entre doses menores

Em regiões de prevalência da variante delta do novo coronavírus, o intervalo entre doses de vacina de Covid-19 precisa ser mais curto do que doze semanas para que se tenha um controle efetivo da pandemia. É o que sugere modelo matemático desenvolvido pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) a partir de dados preliminares da eficácia da vacina para a variante delta. A ferramenta está descrita em artigo publicado na PNAS na quarta (18).

A tecnologia, criada pelo grupo ModCovid-19 com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP) projeta tempo seguro e ideal entre doses para controle da pandemia, a partir de dados de eficácia de vacinas. Ele mostra que vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de um intervalo menor de aplicação do que vacinas com taxas de eficácia maiores. Alimentada com estudos prévios sobre eficácia dos imunizantes, a tecnologia indica quando é possível adiar as doses e quando se atinge o máximo possível de proteção.

“O próprio algoritmo decide quando é melhor aplicar a segunda dose, levando em conta a primeira, de maneira a controlar o mais rápido possível a pandemia”, explica Paulo José da Silva e Silva, co-autor do estudo. Por isso, a ferramenta, que está disponível on-line, pode ajudar nas tomadas de decisão durante o processo de imunização da população brasileira e de outros países.

Paulo lembra que quando o artigo foi escrito, em fevereiro desse ano, a principal pergunta era se valeria a pena adiar a segunda dose e qual a maneira mais segura de se fazer isso, em virtude da quantidade limitada de doses. Nesse sentido, o estudo teve como base a fabricante Astrazeneca e concluiu que o percentual de eficácia entre a primeira dose e segunda era muito pequeno e por isso, comprovadamente, valeria a pena esperar e vacinar mais gente com 1ª dose.

Agora, com o avanço da variante delta em algumas regiões do Brasil e do mundo, as estratégias de vacinação podem ser revistas a partir deste modelo. “Se você está em um lugar onde ela é a variante prevalente, a eficácia da primeira dose, pelas primeiras estimativas que estão saindo agora, é muito menor do que era com a alfa, então muda a relação da eficácia entre primeira e segunda dose. Essas análises confirmam que a decisão é delicada e que tem que ser feita de maneira sistemática”, observa Paulo.

O portal buscou informações das secretarias de Saúde do Estado e do município sobre uma possível adoção da diminuição do tempo de vacinação diante da identificação de casos da variante Delta na região, entretanto não obteve retorno até o momento.

Fonte: Agência Bori

Foto: Depositphotos

Síndrome multissistêmica, Covid-19 pode resultar em casos de disfunção erétil

Considerada uma síndrome multissistêmica (que pode atingir vários aparelhos do organismo ao mesmo tempo), a Covid-19 já atrai a atenção de profissionais da Urologia, pois há relatos de sequelas importantes que afetam, inclusive, a saúde sexual masculina, com destaque para a disfunção erétil, conhecida popularmente como impotência sexual. O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que o problema ocorre a partir do comprometimento da musculatura e do sistema vascular.

” A ereção peniana ocorre a partir do aumento da dilatação dos vasos e do fluxo sanguíneo em até 60 vezes, cenário decorrente de estímulos eróticos. A disfunção erétil pós-covid-19 ocorre, segundo estudos recentes, a partir do comprometimento dessa estrutura. E se o paciente tiver outros fatores de risco associados, como o diabetes e a hipertensão arterial, por exemplo, os riscos de se adquirir esse tipo de alteração são potencializados”, explica Figliuolo, que é doutor em Saúde Coletiva.

Ele destaca que a disfunção sexual pode ocorrer por vários motivos. Entre eles, estão as causas orgânicas e as emocionais. “Vale ressaltar que cerca de 40% das pessoas que tiveram Covid-19 vão apresentar algum tipo de sequela. Nesse público, incluem-se pessoas com disfunção sexual”, assegurou.

De acordo com Figliuolo,  20% dessas pessoas têm associação com quadros depressivos e podem chegar a desenvolver  estresse pós-traumático,  ansiedade, entre outros. “Lembramos também que há a questão hormonal. A chegada da andropausa reduz a produção dos hormônios responsáveis pelo desejo sexual. Homens inseridos nesse contexto, e que passaram por quadros moderados ou mais graves de Covid-19, têm mais chances de sofrer de impotência “, ressaltou.

Figliuolo explica que as consequências da Covid-19 no aparelho sexual masculino se assemelham aos danos causados pelo Diabetes, uma vez que ambas as doenças estão ligadas a problemas na microvascularização. “O corpo cavernoso do pênis precisa do aumento no fluxo sanguíneo para chegar à ereção. Se os vasos são afetados, esse processo se torna mais difícil”.

Como a disfunção erétil pode ser decorrente de múltiplos fatores, é preciso avaliar do ponto de vista multidisciplinar,  considerando questões comportamentais, orgânicas, uso de certos medicamentos, entre outros.

O especialista assegura que, para a maior parte dos casos, há tratamento, que vai desde a reposição hormonal , até as terapias psicológicas e cirurgias para o implante de próteses. “Para os homens que já registraram perda de ereção pontual, lembramos que pode se tratar de fator fisiológico, não necessariamente de alguma doença que implique em tratamento medicamentoso. Nesses casos, acreditamos que a ansiedade pode ser a causadora do problema”, destacou o cirurgião.

Foto: Divulgação

Pandemia reforça preocupações com o hábito de fumar

Por César Augusto*

A pandemia do novo coronavírus veio reforçar o alerta quanto aos danos que pessoas doentes podem ter agravados por conta do tabagismo. Isso decorre por conta da irritação provocada pelas substâncias presentes no cigarro. “Elas afetam a pele que reveste a região da faringe e laringe, provocando um processo inflamatório crônico”, explica o otorrinolaringologista Cícero Matsuyama, do Hospital CEMA, de São Paulo.

Os danos à garganta podem comprometer a fala, causar alterações de deglutição e motricidade de toda essa região anatômica, e isso inclui não somente o cigarro, mas também o charuto, cachimbo, narguilé e similares. O processo irritativo pode ainda favorecer o aparecimento da Covid-19, tendo em vista que o fumante passa por diversos processos inflamatórios no aparelho respiratório e pode, ainda, desenvolver quadros mais graves. “A infecção pelo vírus SARS-COV2 é basicamente devido a dois princípios, a de uma pneumonia viral que pode ocasionar uma pneumonia bacteriana secundária gravíssima; e uma vasculite que pode atingir tanto vasos de pequeno calibre como de grande calibre, daí o perigo de tromboses e embolias”, explica Matsuyama. “A pessoa tabagista já possui lesões inflamatórias pulmonares, então é fácil entender que com um processo de pneumonia, seja viral ou bacteriana, associada a uma vasculite, o risco de evolução para complicações graves é evidente e frequente”, acrescenta.

Cícero Murayama, otorrinolaringologista do Hospital CEMA

Entre os diversos tipos de produtos da indústria tabagista, o grau de risco chega a ser relativo. Segundo Murayama, o cigarro comum tem inúmeras substâncias cancerígenas em sua constituição, por isso a preocupação para doenças mais graves. “Mas, o fumo utilizado no narguilé, cachimbo e outros por vezes tem constituição desconhecida, que pode variar de acordo com a origem da sua produção, ficando difícil uma padronização para possíveis avaliações científicas do perigo da aquisição de doenças originadas nestes diferentes tipos de tabagismo”, afirma.

Apesar da queda apontada no número de fumantes no país – 46% entre 1989 e 2010, segundo o Ministério da Saúde – com papel importante das campanhas de conscientização sobre os efeitos nocivos do tabagismo, principalmente o Dia Mundial de Combate ao Cigarro, em 31 de maio, a continuidade desse trabalho é imprescindível. Entretanto, há uma falsa impressão de que o tabagismo está em queda ou em desuso pela população em geral. Conforme o otorrinolaringologista, uma das razões talvez seja o convívio das pessoas com tabagistas, principalmente no momento de descontração, de lazer e relaxamento, e principalmente por causa do negacionismo das pessoas por nunca admitirem que elas potencialmente podem ser vítimas de patologias oriundas do ato de fumar.

“O tabagismo é um ato que acompanha a civilização humana há centenas de anos, e seria muito inocente pensar que campanhas antitabagistas seriam eficazes somente com 30 a 40 anos na mídia escrita ou eletrônica”, declara. Para ele, a eficiência dessas medidas deveria ser diária, vinculada nas várias formas de mídia, com orientação rigorosa nas escolas, tanto em cursos do ensino fundamental, médio e superior como nos canais de tv aberta ou nas emissoras de rádios, em uma luta constante e persistente.

A frequência tem um papel importante no desenvolvimento de doenças mais graves causadas pelo cigarro. “Quanto mais se fuma, maiores as chances de que a pessoa tenha enfermidades, como tumores na garganta”, detalha o especialista do CEMA.

Atualmente, o total de adultos fumantes no Brasil fica em torno de 12,6%, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). “A luta contra o tabagismo é feita há décadas. Houve muito progresso, mas tenho notado um crescente aumento do hábito de fumar em pessoas mais jovens. Então fica a mensagem que as leis são importantes, mas as orientações sobre os malefícios do tabagismo devem ser constantes. Só dessa forma conseguiremos diminuir um hábito tão agressivo ao corpo humano”, resume Matsuyama.

“Estudos demonstram que quanto mais se fuma, maiores as chances de complicações decorrentes do tabagismo, porém o que se tem observado é que existe uma predisposição importante pessoal na aquisição destas complicações”, atesta o médico. “Então, observamos pessoas que fumaram durante a vida, com uma frequência muito grande, apresentando tumores em todo trato respiratório ou enfisemas pulmonares, mas também em pessoas com doenças graves que fumaram somente em momentos de lazer ou passivos, é lógico numa frequência bem menor, mas ela não é totalmente nula”.

Foto principal: Rogério Uchôa / Agência Pará

Foto do médico: Divulgação

*com matéria da assessoria de comunicação

Alteração que atinge 5% das mulheres grávidas, cistite aumenta as chances de partos prematuros

Causada geralmente por infecção bacteriana, a cistite (inflamação na bexiga) atinge principalmente pessoas do sexo feminino e pode evoluir para outras partes do trato urinário, como uretra e rins, causando desconforto, dores e outros sintomas. Estão inseridas nesse contexto, 5% das mulheres gestantes, que quando acometidas pela alteração, têm os riscos de partos prematuros e até abortos, potencializados, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo.

Doutor em saúde coletiva, Figliuolo explica que, no caso das mulheres grávidas, o alargamento do trato urinário, ocasionado pelas mudanças hormonais, as torna mais propensas a esse tipo de problema, quadro que facilita o acesso das bactérias à bexiga e até ao útero, provocando, em casos mais graves, a antecipação dos partos.

Pessoas fora dessa condição também são alvos fáceis e podem desenvolver a cistite de forma repetitiva. Quando isso ocorre, a orientação é que haja uma avaliação clínica com um urologista, para a correção do problema e a melhoria da qualidade de vida do paciente.

O especialista ressalta que a principal causadora da cistite, também conhecida como infecção urinária, ou, Infecção do Trato Urinário (ITU), é a bactéria Escherichia coli, ou, E.coli, que integra a microbiota intestinal e acaba migrando para o sistema urinário. “No caso das mulheres, a cistite é mais comum porque a uretra feminina é mais curta que a masculina, o que facilita o acesso da bactéria ao organismo”, destacou.

De acordo com o especialista, sintomas como necessidade urgente de urinar com mais frequência, liberação de quantidade pequena de urina, ardor ao fazer xixi, dores pélvicas e na bexiga, nas costas, sangue na urina e febre, podem indicar a presença da alteração, que se não tratada adequadamente, com a dosagem medicamentosa prescrita por um médico, pode evoluir para quadros de infecção generalizada e levar, inclusive, à morte.

Prevenção

Apesar de comum, a cistite pode ser prevenida com medicas simples no dia-a-dia, como consumir muita água (pelo menos dois litros ao dia para ajudar a eliminar as bactérias da bexiga durante a micção), esvaziar com frequência a bexiga – segurar o xixi por tempo prolongado é contraindicado -, reforçar os cuidados com a higiene pessoal, urinar após as relações sexuais, usar sempre o papel higiênico na direção da frente para trás e, se possível, lavar a região após evacuar.

“Roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, ajudam na proliferação dessas bactérias nocivas. Na região Norte, onde o calor é potencializado pela proximidade com a Linha do Equador, isso fica mais evidente e os cuidados devem ser redobrados”, frisou.

Foto: divulgação

Alteração silenciosa, gordura no fígado atinge cerca de 30% dos brasileiros

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que cerca de 30% da população brasileira é acometida pela esteatose hepática não alcoólica, alteração negligenciada por boa parte dos indivíduos e que tem como uma das principais características, o desenvolvimento silencioso e assintomático inicialmente. Especialistas alertam que, se não tratada a tempo e da forma adequada, a doença pode evoluir para a morte ou levar a quadros graves de saúde.

A presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Karina Barros, explica que a gordura no fígado, também classificada como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), está diretamente associada à má alimentação (rica em gorduras saturadas presentes em fast-food, enlatados e embutidos, por exemplo), ao diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo e outros fatores de risco, como as síndromes metabólicas (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides – nesses últimos dois casos, denomina-se dislipidemia).

No entanto, há pessoas magras (sem tendência a engordar) que também desenvolvem o problema, devido ao consumo de alimentos muito gordurosos.

“Há alguns anos, estimava-se que o número de brasileiros acometidos pela esteatose hepática chegava a 20%. Com a vida corrida, a falta de tempo e a comodidade de pedir um alimento pronto para consumo em casa ou no trabalho, sem a devida atenção às orientações nutricionais gerais, esse número já chega a 30%. Por isso, é preciso alertar as pessoas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, através de um check up médico anual, por exemplo, e do controle das doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, que associadas à gordura no fígado, podem levar a quadros mais complicados à saúde e a tratamentos mais prolongados”, destaca Karina Barros.

Detectada geralmente por exames de imagem, como a ultrassonografia, a esteatose também pode estar associada, segundo pesquisas na área, a doenças no fígado, como a hepatite, e até a alterações no ovário, conhecidas como ovário policístico, além do hipotireoidismo e ao uso de corticoides e outros medicamentos.

O quadro de esteatose hepática se dá através do acúmulo excessivo de gordura (lipídios) nas células do fígado (os hepatócitos). Os laudos da esteatose hepática podem apontar grau 1 (esteatose hepática leve) quando há pequeno acúmulo de gordura; grau 2, quando há acúmulo moderado e esteatose hepática; grau 3, quando o acúmulo de gordura no fígado é grande e o quadro é mais preocupante.

Na maioria dos casos, o tratamento é feito através de dieta com acompanhamento nutricional, uso de medicamentos e exercícios físicos regulares, além de avaliação médica especializada e acompanhamento de clínico geral ou hepatologista.

Segundo a Associação Brasileira de Hepatologia (ABH), “desde que controlado os fatores que causaram a doença, a esteatose pode permanecer estável em torno de 70 a 80% dos pacientes. Em 20 a 30% dos casos a esteatose pode evoluir para esteatoepatite, que pode ser controlada com o tratamento adequado. Entretanto essa forma da doença tem maior potencial de progressão ao longo dos anos para cirrose e carcinoma hepatocelular, se não for devidamente orientada”, destaca a entidade.

Foto: divulgação

Inscrições abertas para o Programa Educacional de Vigilância em Saúde na Fronteira da Fiocruz

Para fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), lançou a primeira seleção pública do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de abril. O edital completo está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O VigiFronteiras-Brasil oferece gratuitamente 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Técnico Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia – Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM).

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas.

Etapas

As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 30 de abril no link indicado no edital, cujo download deve ser feito no site: formacaovigisaude.fiocruz.br. No edital estão listados todos os documentos necessários, a forma de apresentação, além do cronograma de seleção. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo – prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista – na mesma página em que se inscreveu. As aulas serão iniciadas em agosto.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço:

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: de 22 de março a 30 de abril de 2021

Para quem: profissionais e gestores que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Início das aulas: agosto de 2021

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

Foto: reprodução

Associação de enfermagem lança programa com dicas de saúde no YouTube

Com foco na promoção à saúde, a Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) lançou, na última semana, em seu canal no YouTube, o programa “Pé de saúde em casa”, uma iniciativa que visa facilitar, durante o período da pandemia do novo coronavírus, o acesso da população a informações relevantes, voltadas à prevenção de doenças, fatores de risco e reabilitação.

Embora o nome do projeto faça alusão ao programa “Pé Diabético”, desenvolvido pela Segeam na rede pública estadual de saúde do Amazonas, a série de vídeos abordará temas variados. A primeira edição, publicada na última semana nas plataformas digitais, está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=CsNTI0ar7Kk, e traz como mote uma sequência de “exercícios respiratórios”, importantes ao processo de reabilitação e bem-estar de pacientes com problemas no aparelho respiratório, entre eles, sequelas provocadas pela Covid-19.

No vídeo, de pouco mais de quatro minutos, a fisioterapeuta Paula Gondim, que atua no Ambulatório de Egressos, um dos braços do programa Pé Diabético em Manaus, explica como executar cada exercício, as posições indicadas, número de repetições, entre outros detalhes.

A presidente da Segeam, enfermeira Karina Barros, explica que, mesmo com as dicas, é importante que haja um acompanhamento médico, dependendo do quadro clínico de cada paciente.

Ela destaca, ainda, que a produção dos vídeos ocorrerá por tempo indeterminado e frisa a importância das tecnologias para o momento atual vivido pela humanidade. “Como já sabemos, autoridades em saúde, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), têm reforçado a importância de se manter o distanciamento social, como medida de combate à pandemia. No Amazonas, vivemos, há poucas semanas, momentos muito difíceis. Por isso, decidimos utilizar a internet, para estreitar a relação com a população e, ao mesmo tempo, contribuir com as ações em saúde, levando orientação e reforçando protocolos já utilizados em atendimentos domiciliares e até mesmo hospitalares”, enfatizou. Os vídeos serão publicados no canal do YouTube (Segeam) e serão reproduzidos nos perfis da Associação no Instagram (@segeam_amazonas) e Facebook (@Segeam). Os personagens atenderão a critérios técnicos, como formação e especialização nas áreas de abordagem.

Foto: divulgação