Primeiro evento-teste será realizado em setembro na Arena da Amazônia

Uma sequência de evento-teste será realizado a partir do mês de setembro, no podium da Arena da Amazônia. Após seis meses de estudos e coleta de dados, a Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), apresentou proposta ao Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Covid-19 do Governo do Estado e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP),  que aprovou a proposta no último dia 13, após criteriosa análise e ajustes no projeto. 

A proposta prevê que todos os participantes estejam vacinados com ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Eles e a equipe que estará trabalhando na organização serão testados 48 horas antes do evento. Se o resultado seja positivo, a pessoa será impedida de participar. A FVS-RCP deve ainda monitorar todos por até duas semanas. 

“Todo mundo que estiver envolvido no evento deverá estar vacinado com ao menos a primeira dose e deverá estar esperando a data para tomar a segunda dose. Quem estiver com a segunda dose atrasada não vai poder participar. Outro detalhe importante é que a pessoa deverá ter tomado a primeira dose 15 dias antes do evento”, afirma o presidente da Asseeam, Gerson Sampaio. 

Sampaio ressalta, ainda, que o setor foi o mais afetado pela pandemia, e depois da ampliação e celeridade no processo de vacinação, diminuição dos casos confirmados, diminuição no número de mortes e internações por covid, o setor consegue enxergar a possibilidade de retomar gradativamente suas atividades. 

“Nós do setor de entretenimento estamos há mais de 15 meses parados. Fomos os primeiros a parar nossas atividades, logo após a confirmação dos primeiros casos da doença aqui em Manaus, e estamos sendo os últimos a retomar. Nesse período, muitos estabelecimentos decretaram falência e não mais conseguirão retornar. Milhares de pessoas perderam seus postos de trabalho, passaram necessidades. Então, neste momento em que a vacinação tem avançado no Estado, os números de casos confirmados, de mortes e de internações diminuíram consideravelmente, colocando o Estado do Amazonas com um dos melhores índices no combate ao Covid-19, conseguimos elaborar essa proposta, apresentamos ao governo e aos órgãos de saúde e conseguimos a autorização para realizar estes eventos-teste”, complementa.

O governador do Amazonas, Wilson Lima destacou que a realização do evento só será possível devido à ampliação da imunização em todo o Estado. “A gente conseguiu avançar muito na questão da vacinação aqui no Amazonas e isso é uma condicionante para que a gente possa voltar a normalidade de nossas vidas. Agora em setembro, vamos fazer um evento teste com 3 mil pessoas e estamos trabalhando com a CBF a possibilidade da realização de um jogo da seleção brasileira em Manaus, com público”, afirmou o governador. 

Estrutura

O podium da arena será dividido em três setores diferenciados pelas cores vermelha, amarela e azul. A entrada individual será feita de acordo com cada setor. O palco ficará no meio do setor de cor amarela. Os outros dois setores ficarão em lados opostos. A proposta prevê ainda que as mesas sejam substituídas por cabines.

“Todos os protocolos de segurança serão seguidos rigorosamente durante o evento. Na entrada, a pessoa terá que apresentar a carteira de vacinação em dia e deverá estar fazendo o uso correto de máscara. Teremos equipes em cada entrada para aferir a temperatura, assim como colocaremos diversos totens com álcool em gel espalhados pelo local. O distanciamento social também será cumprido”, finaliza Gerson. 

Calendário

Ao todo, devem ser realizados cinco eventos-testes em Manaus, as datas estão sendo definidas e o cronograma completo deverá ser divulgado na terça-feira (31).

Foto: divulgação

Projeto inédito no mundo é usado no combate à dengue em Jacarezinho

A empresa israelense Forrest Innovations deu início à soltura de mosquitos estéreis em Jacarezinho (PR), uma ação inédita no mundo para o combate à dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O projeto da multinacional, que tem unidades em Israel, nos Estados Unidos e no Brasil, tem a parceria do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e da prefeitura da cidade situada no norte do estado.

A tecnologia desenvolvida pelo CEO da Forrest Innovations, o cientista israelense Nitzan Paldi, deve reduzir em 90% a população do Aedes aegypti – mosquito vetor de patógenos que causam dengue, febre amarela urbana, zika e chikungunya. A primeira soltura liberou cerca de 50 mil machos estéreis nas áreas selecionadas para o tratamento (Bairros Aeroporto, Novo Aeroporto e Vila Leão). O início oficial do trabalho reuniu no Centro da Juventude autoridades, investidores, cientistas e alunos das escolas locais.

A multinacional mantém um laboratório móvel em Jacarezinho, cidade com um dos maiores índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti no Paraná. “Há meses nossa equipe está na região trabalhando com pesquisa, visitando as residências das áreas mais atingidas e buscando conscientizar a população sobre a proliferação desse mosquito. A soltura é o momento em que colocamos nossa pesquisa em prática. Nos próximos oito meses ela será repetida de forma gradativa”, explica Elaine Santos, diretora da Forrest Brasil e membro do conselho Forrest Innovations.

A técnica é inédita e considerada natural, pois ela não utiliza manipulação genética. “A partir de ovos de mosquitos coletados na região afetada e levados para o laboratório, são produzidos mosquitos estéreis. A espécie é alimentada com ingredientes específicos nas fases de larva e pupa, capazes de tornar os machos estéreis quando atingem o estágio de mosquito adulto. Esses machos são soltos na natureza para copular com as fêmeas, que não são fertilizadas e por isso não reproduzem”, destaca o coordenador do projeto Emerson Soares Bernardes.

“Jacarezinho é a primeira cidade do mundo a receber projeto, o que é um passo gigantesco para o controle de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Em breve poderemos mostrar os resultados desse trabalho e, possivelmente, levá-lo para outras regiões afetadas, em qualquer lugar do mundo”, salienta o CEO Nitzan Paldi.

Para o prefeito de Jacarezinho, Sérgio Faria, a empresa está conseguindo sensibilizar a população. “O profissionalismo da Forrest faz a comunidade assimilar a relevância do trabalho e, inclusive, colaborar com ele. Jacarezinho é o município que mais preocupa a Secretaria da Saúde do Estado do Paraná com relação à dengue, pois registramos um alto índice do Aedes.”

O diretor industrial do Tecpar Rodrigo Silvestre destacou que o instituto trabalha em parceria com a Forrest no grande desafio do país de combater as arboviroses, especialmente a dengue. “Trata-se de uma técnica inovadora, eficaz e segura que nos interessou imediatamente”, diz ele.

Controle Natural de Vetores

A técnica desenvolvida pela Forrest Innovations, que atua no Controle Natural de Vetores (CNV), é baseada na criação massiva de machos estéreis para serem soltos na natureza. Quando uma fêmea silvestre copula com um macho estéril ela não gera descendentes, diminuindo assim a proliferação desses mosquitos.

O mosquito macho se alimenta apenas de seiva de plantas e, portanto, não pica e não oferece nenhum risco para a população. São as fêmeas que transmitem as doenças porque, além de consumirem seiva, precisam de sangue para completar o processo de maturação dos ovos e fazer a postura.

Foto: Hugo Batista/Talk Comunicação