Arte dos povos indígenas do Rio Negro é destaque em São Paulo

Em 30 de abril, a arte dos povos indígenas do Rio Negro estará em evidência no evento “Indígena, ancestral e feminina: a arte do Rio Negro que é patrimônio do Brasil”. A ação será realizada na Bemglô (rua Oscar Freire, 1105, em São Paulo), espaço dedicado a produtos sustentáveis, que tem como sócios Gloria Pires, Orlando Morais e Betty Prado.

Programada para acontecer entre 11h e 17h, a iniciativa é promovida por Bemglô, Instituto Socioambiental (ISA), rede Origens Brasil® e Tucum.

O evento permitirá aos visitantes conhecer e adquirir produtos do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (conjunto de práticas e saberes milenares dos povos locais, reconhecido em 2010 como patrimônio imaterial do Brasil) e cerâmicas produzidas pelos povos Tukano e Baniwa. Parte de uma tradição milenar, as obras são feitas por mulheres e têm ligações profundas com a floresta e o sagrado.

Participantes podem apreciar a arte indígena, feminina e ancestral das cerâmicas Baniwa e Tukano (Fotos: Divulgação / Tucum Brasil)

As relações comerciais que levam as cerâmicas até os consumidores ocorrem no âmbito da rede Origens Brasil®, administrada pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e composta por empresas, povos indígenas e populações tradicionais, instituições de apoio e organizações comunitárias, com o objetivo de promover negócios que contribuam com o bem-viver dos povos da floresta e a conservação da Amazônia. Tanto as empresas e organizações que participam do encontro são membros da rede Origens Brasil®.

O evento também será palco do pré-lançamento dos livros de bolso Cerâmica Tukano e Cerâmica Baniwa, realizados em parceria entre a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e o ISA, com apoio de União Europeia e Nia Tero.

Roda de conversa

Além disso, os participantes poderão acompanhar uma roda de conversas para abordar temas ligados à cultura e aos produtos da Amazônia, das 15h às 16h, com André Baniwa, Adriana Rodrigues, Amanda Santana e Patrícia Cota Gomes. André Baniwa é vice-presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), liderança do povo Baniwa, além de empreendedor social e escritor.

A historiadora e pesquisadora dos temas política de patrimônio imaterial, sistema agrícola tradicional quilombola e tecnociência solidária, Adriana Rodrigues, atua como analista de pesquisa no Instituto Socioambiental (ISA) na área da economia da sociobiodiversidade e políticas públicas alimentares. Também participante da roda de conversa Amanda Santana é sócia-fundadora e diretora criativa da Tucum Brasil e atua como indigenista há 10 anos, auxiliando no desenvolvimento das cadeias produtivas do artesanato junto às comunidades e organizações indígenas do Brasil.

Patrícia Cota Gomes, engenheira florestal com mestrado em gestão de florestas tropicais, é gerente no Imaflora (onde atua há 21 anos) e na rede Origens Brasil®, também estará no encontro. Nos últimos anos, Patrícia tem trabalhado na articulação de pessoas e de soluções que ajudam a valorizar a Amazônia de pé e os povos da floresta.

Realizadores

A iniciativa é promovida por Bemglô, Instituto Socioambiental (ISA), rede Origens Brasil® e Tucum. A Bemglô é uma plataforma colaborativa, criada a partir da sociedade de Orlando Morais, Glória Pires e Betty Prado, que compartilha produtos que contam a história de quem faz, chamada carinhosamente de Rede do Bem. Uma Rede que conecta talentos, criatividade e saberes ancestrais, oferecendo produtos dentro da filosofia do Comércio Justo, nos segmentos de artesanato brasileiro, cosmética natural, design e moda consciente, além da gastronomia da floresta.

O Instituto Socioambiental (ISA), uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, desde 1994, atua na proposição de soluções integradas para questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos.

A rede Origens Brasil® surgiu em 2016, a partir de uma iniciativa entre produtores da floresta, o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e o ISA (Instituto Socioambiental). O Origens Brasil® é reconhecido e respeitado por seu fomento à economia local dos produtores da Amazônia.

E a Tucum, plataforma das Artes Indígenas do Brasil, desde 2013, integra o grupo de realizadores do evento. A Tucum apoia comunidades, artistas e iniciativas de mais de 50 povos indígenas na estruturação, logística, comunicação e comercialização de suas artes.

Serviço
Onde
: R. Oscar Freire, 1105 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Quando: 30 de abril, das 11h às 16h

Fotos: Divulgação / Tucum Brasil

Hora do Planeta é muito mais que apagar luzes, é restauração da natureza e conexão com o meio ambiente

Pela terceira vez consecutiva e ainda no contexto da pandemia, a Hora do Planeta – ação realizada pela Rede WWF – terá formato digital. É neste sábado, 26 de março, com programação a partir das 17h30, até chegar a Hora do Planeta, das 20h30 às 21h30 (horas de Brasília). Este ano, o tema é #ConstruaNossoFuturo.

A programação digital contará com a participação de convidados e temas do nosso dia a dia, incluindo debates, um jogo – ao vivo – de perguntas e respostas e peça de teatro criada com exclusividade para a ação.

As atividades da Hora do Planeta começaram mais cedo, nos dias 22 e 23 de março, com o Cinedebate Amazônia Criadora, mediado pela jornalista, cineasta e diretora-executiva da Negritar Filmes e Produções, Joyce Cursino.

O Cinedebate Amazônia Criadora deriva do edital Amazônia Criadora, lançado pelo WWF-Brasil para inspirar pessoas a contar as histórias dos modos de viver e crescer que promovem equilíbrio entre as pessoas e a natureza. Oito coletivos de comunicação da Amazônia foram apoiados para contarem histórias de uma Amazônia que não precisa ser desmatada para crescer.

Mesa Restauração de Ecossistemas

Às 17h30, com a participação de especialistas e pessoas que atuam no seu dia a dia com o processo de restauração, o debate visa apontar a construção de um presente e um futuro em harmonia com a natureza. Para isso, a mesa vai apresentar histórias reais de coletivos que se dedicam à restauração em suas regiões e discutir como os resultados influenciam não apenas o contexto local.

Participam do debate Marcelle Souza, da WWF-Brasil, como mediadora; Alice Pataxó, comunicadora e ativista indígena; Flávia Balderi, do projeto Copaíba; e Ana Rosa Cyrus, do Engajamundo.

Gameshow

Às 18h30, será hora de testar os conhecimentos sobre vários temas ambientais. E fazer parte de uma trama para descobrir os envolvidos numa conspiração misteriosa, que vai apontar os maiores desafios ambientais. É o jogo interativo que terá artistas participando do desafio e respondendo sobre temas socioambientais e os caminhos possíveis para superarmos os desafios ambientais da atualidade.

Participam do gameshow o humorista Bruno Motta, a historiadora e ativista Keilla Vila Flor, e a ativista indígena Tukimã Pataxó.

Peça de teatro

Às 19h, para fechar a terceira edição do Festival Digital, tem participação especial do Improclube, coletivo teatral de improviso que apresentará um espetáculo autoral e interativo. Inspirado na dinâmica do clássico jogo do detetive, a peça traz para o nosso cotidiano o debate ambiental e todas as conexões com a nossa vida, de uma maneira divertida e inovadora.

Apagar das luzes

Após o encerramento da programação, às 20h20, chega a Hora do Planeta, das 20h30 às 21h30. “É importante ressaltar que a Hora do Planeta é muito mais que apagar as luzes de residências, monumentos, fachadas e prédios históricos pelo mundo. A ação realizada desde 2007 tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de restaurar a natureza e a nossa conexão com o meio ambiente”, declara Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

“Nesta edição, estamos dando a voz para os jovens, os povos tradicionais, dos indígenas, das comunidades extrativistas e das populações mais fragilizadas – como as negras e periféricas, pois acreditamos que juntos podemos vencer os desafios e retrocessos ambientais do nosso país”, pontuou.

Monumentos participantes

No Brasil, entre alguns dos monumentos confirmados estão o Cristo Redentor (RJ), Chalé da Pedra (Quixadá – CE), Edifício Matarazzo (SP), Espaço UFMG do Conhecimento (MG), Fonte luminosa da Praça Ari Coelho (MS), as três sedes do Instituto Moreira Salles (RJ, SP e MG), Jardim da Prefeitura Municipal de Campo Grande (MS), MAC (RJ), Monumento aos Pioneiros (MS), Monumento de alusão ao relógio da 14 (MS), Monumento Maria Fumaça (MS), Museu das Minas e dos Metais (MG), Museu do Amanhã (RJ), Museu Histórico de Santa Catarina (SC), Obelisco (MS), Ponte Octávio Frias de Oliveira (SP), Praça Pantaneira (MS), Teatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) e Viaduto do Chá (SP).

Movimento de base 

A Hora do Planeta é o principal movimento ambiental global da rede WWF. Nascida em Sydney em 2007, a Hora do Planeta cresceu e se tornou um dos maiores movimentos de base do mundo para o meio ambiente, inspirando indivíduos, comunidades, empresas e organizações em mais de 180 países e territórios a tomar ações ambientais tangíveis por mais de uma década.

Historicamente, a Hora do Planeta se concentrou na crise climática. Mas, recentemente, se esforçou para trazer à tona a questão premente da perda da natureza. O objetivo é criar um movimento imparável para a natureza, como aconteceu quando o mundo se uniu para enfrentar as mudanças climáticas.

A realização é do WWF-Brasil, ONG brasileira que há 25 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas, em todo país, para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza. Estamos conectados numa rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática. Conheça a ONG.

Arte: Divulgação/WWF Brasil

Síndrome de Down: como a literatura pode servir de instrumento para falar sobre inclusão e diversidade

Nesta segunda-feira (21/03), comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down, data promovida pela Down Syndrome International e celebrada desde 2006, que tem como objetivo exaltar a vida das pessoas com Síndrome de Down e disseminar informações para promover a inclusão de todos.

A síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso faz com que as pessoas com síndrome de Down tenham 47 cromossomos em suas células ao invés de 46, como a maior parte da população. De acordo com o último censo do IBGE, existem aproximadamente 300 mil pessoas com Síndrome de Down no Brasil.

E a literatura auxilia no desenvolvimento dos pequenos com síndrome de Down e na disseminação de informação. Os livros infantis são ferramentas que podem colaborar muito com o desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, seja no acompanhamento profissional ou no dia a dia da família. O estímulo relacionado à ludicidade da literatura pode ser uma ótima forma de desenvolver os pequenos.

O hábito da leitura desperta as potencialidades das crianças com síndrome de Down, por meio de livros voltados para a estimulação de diversas áreas, como livros coloridos, lúdicos, sensoriais, interativos e que despertem o interesse. Por isso, é importante que a família introduza o hábito da leitura, desde cedo, em casa, lendo para seu pequeno, colocando-o em contato com os livros e dando a oportunidade de manuseá-los.

Além disso, livros que tratam sobre diversidade e inclusão e com protagonistas com Síndrome de Down, ajudam a introduzir o assunto com crianças e a discutir a inclusão de todas as pessoas desde a primeira infância.

Como parte do projeto da Leiturinha, um clube de livros infantis, de trazer diversidade e inclusão social para os seus conteúdos, confira abaixo livros selecionados que auxiliam neste debate:

Joca e Dado

Leituras como a de Joca e Dado são ideais para conversar com as crianças sobre inclusão. Você sabia que as personagens são inspiradas em pessoas reais? Além disso, as ilustrações do livro Original Leiturinha foram feitas por um estúdio com profissionais diversos. Dentre eles, pessoas com Síndrome de Down. Inspirador, não é mesmo? É importante conversar com as crianças sobre as infinitas possibilidades que todos nós temos como pessoas. Além disso, incentivar que a criança interaja com as atividades ao final do livro.

Yunis

Yunis é um menino com Síndrome de Down. Ele adora cozinhar. Faz doces e bolos maravilhosos e os decora com um desenho especial que virou sua marca. Todas as noites ele deixa alguns de seus deliciosos doces na porta de cada criança do seu vilarejo. Mas elas não sabem quem é o responsável por essas coisas tão gostosas e esse ato tão generoso. Elas só descobrirão depois… Yunis é uma história que promove a diversidade e a inclusão, e encoraja a gentileza e a aproximação entre as pessoas!

Não Somos Anjinho

As crianças com síndrome de Down são como qualquer outra criança! Ora estão felizes, ora estão tristes. Por vezes, são amorosas. Em outros momentos, fazem muitas travessuras! Por isso, de maneiras simples e lúdicas, o livro Não Somos Anjinhos desmente algumas crenças bastante difundidas sobre as crianças com síndrome de Down. E revela que, apesar das particularidades, elas são apenas crianças.

Alguém Muito Especial

O livro Alguém Muito Especial conta a história de Tico e China, irmãos que estão aprendendo a conviver. Isso porque, aos poucos, Tico passa a compreender seu irmão e, assim, surge uma bonita cumplicidade entre os dois!

Indicado para crianças a partir dos 8 anos de idade, Alguém Muito Especial é um livro delicado, poético e bastante sensível. Por isso, é uma ótima sugestão para falar com os jovens leitores sobre empatia e inclusão.

Parque Estadual Sumaúma tem programação especial nos dias da Floresta e da Água

Com ações educativas, o Parque Estadual Sumaúma, zona norte de Manaus, tem atividades nesta segunda e terça-feira (21 e 22/03), com entrada gratuita, em alusão aos dias Internacional da Floresta e Mundial da Água.

Na segunda-feira (21/03), Dia Internacional da Floresta, a equipe da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realiza, das 9h às 16h, visitação guiada pelas trilhas do Parque e distribuição de mudas de árvores frutíferas, medicinais, ornamentais, de arborização e nativas.

No período da manhã, das 9h às 10h, está programada a realização de plantio de mudas. E à tarde, das 13h às 16h, tem “Cine Ambiental”, com exibição de filmes e documentários voltados para a temática.

“Convidamos toda a população manauara a prestigiar o evento. Será um dia bem divertido, com programação para a família inteira”, antecipa Maria Edilene, técnica do Núcleo de Educação Ambiental da Sema.

O acesso ao Parque Sumaúma é realizado pela avenida Bacuri, no bairro Cidade Nova. O espaço recebe visitantes de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Dia Mundial da Água

Na terça-feira (22/03), Dia Mundial da Água, o Parque recebe o Projeto Biblioteca Móvel, do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Os alunos da Escola Estadual Dom João de Souza Lima e da Escola Estadual Professora Hilda de Azevedo Tribuzy participarão de uma série de atividades, que incluem exposição e demonstração do Corpo de Bombeiros, distribuição de água realizada pela concessionária Águas de Manaus e a participação especial dos Garis da Alegria, da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp).

No Dia Mundial da Água, a Sema também realizará uma roda de conversa com os alunos e a exibição de vídeos educativos da Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA).

Unidade de Conservação

O Parque Estadual (PES) Sumaúma é uma Unidade de Conservação (UC) de preservação integral. Dentro dele, existem mais de 80 espécies de aves e a presença de pequenos mamíferos, com destaque para o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), a única espécie entre os Callitrichideos amazônicos ameaçada de extinção.

O espaço conta com trilha educativa, viveiro de mudas, centro de convivência para reuniões e área de lazer.

FOTO: Divulgação/Sema

FAO discute o papel das florestas na garantia de produção e consumo sustentáveis

Neste Dia Internacional das Florestas 2022 – 21 de março, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), juntamente com a União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) e o Congresso Mundial da IUFRO 2024|Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU), realizam um painel de discussão de alto nível para celebrar a data mundial sob o tema “Inspire para o futuro: o​​ papel das florestas na garantia de produção e consumo sustentáveis”. 

O evento acontece nesta segunda-feira (21/03), das 8h às 11h (Hora de Brasília), on-line e no Pavilhão Sueco, The Forest, na Expo 2020, em Dubai, com tradução será fornecida em árabe, chinês, inglês, francês, espanhol e russo. A inscrições podem ser feitas no aqui.

Atualmente, o mundo enfrenta desafios sem precedentes, sendo as mudanças climáticas uma das mais prementes de todas. Esses desafios ameaçam o bem-estar das pessoas e da natureza e exigem ação imediata para desenvolver soluções inovadoras e criativas, que coloquem o mundo no caminho da paz e da prosperidade em um planeta saudável.  

Neste evento, serão discutidas como as inovações de base florestal, eficiência de recursos, produtos de base florestal e serviços ecossistêmicos podem contribuir para um estilo de vida sustentável e acelerar uma mudança para um consumo e produção mais sustentáveis. Esses esforços ajudam a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, saúde, bem-estar e uma transição para economias verdes e de baixo carbono. 

Segurança alimentar

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é uma agência especializada das Nações Unidas que lidera os esforços internacionais para derrotar a fome. Nosso objetivo é alcançar a segurança alimentar para todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular a alimentos de alta qualidade suficientes para levar uma vida ativa e saudável. 

O Programa Florestal da FAO supervisiona mais de 230 projetos em 82 países, com um orçamento total disponível de US$ 246 milhões (a partir de 2019). A FAO é orientada em seu trabalho técnico florestal pelo Comitê Florestal (COFO) e seis comissões florestais regionais.

Desenvolvimento Sustentável

A União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) é uma organização mundial dedicada à pesquisa florestal e ciências relacionadas. Seus membros são instituições de pesquisa, universidades e cientistas individuais, bem como autoridades decisórias e outras partes interessadas com foco em florestas e árvores. A IUFRO visa contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas.  

Congresso Mundial da IUFRO 2024|SLU

A Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU) é uma agência governamental e universidade internacional de classe mundial com pesquisa, educação e avaliação ambiental dentro das ciências para a vida sustentável. A SLU realiza educação, pesquisa e monitoramento e avaliação ambiental em colaboração com a sociedade em geral. A SLU é a organização anfitriã da Suécia do Congresso Mundial da IUFRO 2024, de 23 a 29 de junho em Estocolmo, em colaboração com a IUFRO e os países parceiros nórdicos e bálticos.  

Turismo Ecológico é vocação natural do Amazonas

Neste dia 1º de março, é Dia Nacional do Turismo Ecológico, vocação natural do Amazonas e da Amazônia, onde é possível conhecer de perto a floresta, seus habitantes, rios, cachoeiras, fauna e flora. É natureza, aventura, lazer e, também, é conscientização e desenvolvimento sustentável. O Portal Vida Amazônica destaca alguns tesouros que traduzem a diversidade do bioma Amazônia na vivência do ecoturismo.

Entre as 42 Unidades de Conservação do Amazonas, as Áreas de Proteção Ambiental (APA) são opções em alguns municípios como Iranduba, Novo Airão, Manacapuru, Manaus, Nhamundá, Parintins e Presidente Figueiredo. Neste último, a Área de Proteção Ambiental (APA) Caverna do Maroaga, abriga uma área de 374.700 hectares de um conjunto de cavernas, grutas e cachoeiras, que formam uma das mais belas paisagens do Amazonas.

A APA é um destino de fácil acesso para a prática do ecoturismo, saindo de Manaus, pela rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista), onde é possível conhecer 15 locais de uso turístico, entre caverna, gruta, corredeiras e cachoeiras.

Localizadas na estrada de Balbina/AM-240, estão: Caverna do Maroaga e Gruta da Judeia, no Km 6; Cachoeira Santuário, no Km 12; Cachoeira dos Pássaros, Cachoeira da Porteira e Cachoeira da Maroca, no Km 13; Corredeira Sossego da Pantera, no Km 20; Cachoeira da Neblina e Corredeira da Neblina, no Km 51; Cachoeira da Pedra Furada e Cachoeira Santo do Ypi, no Km 57. E localizadas na BR-174, estão: Cachoeira das Quatro Quedas e Cachoeira das Orquídeas, no Km 107; Cachoeira/Corredeira das Lages 2, no Km 112; e Cachoeira do Castanhal (da loira), no Km 134. Além de outras áreas de acesso restrito, com entrada somente com a autorização do proprietário.

Paraiso Ecológico

Estar no município de Novo Airão é estar em um paraíso ecológico, no coração dos parques estadual e nacionais do Rio Negro – Setor Norte, de Anavilhanas e do Jaú. A 115 quilômetros de Manaus, o acesso pode ser por via terrestre – pela AM-070 e AM-352, no máximo em 2h30 faz o percurso –, ou fluvial, em barcos regionais e lanchas rápidas em 9 a 3 horas, respectivamente.

A orla de Novo Airão é o Arquipélago Fluvial de Anavilhanas, o segundo maior do planeta, quase totalmente protegido pelo Parque Nacional de Anavilhanas. Com infraestrutura básica e turística – de gastronomia regional, hospedagens, passeios e atividades aquáticas, a cidade está inserida no Programa de Regionalização do Turismo e faz parte do Mapa do Turismo Brasileiro.

Com área total de 350.018,00 hectares, dos quais 29,50% estão em Manaus e 70,43% em Novo Airão, o Parque Nacional de Anavilhanas está localizado na bacia do Rio Negro, em regime de restrição de proteção integral com o objetivo de preservar o arquipélago fluvial de Anavilhanas e suas diversas formações florestais, mas permite turismo sustentável nas áreas previstas pelo instrumento de gestão da Unidade de Conservação, aberto o ano todo com seu labirinto de ilhas e águas negras.

São mais de 400 ilhas, em uma extensão de, aproximadamente, 130 km e largura média de 20 km, na parte fluvial do parque, equivalentes a 60% da unidade; com mais 40% de terra firme, a Unidade de Conservação federal é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).

Entre os maiores encantos e atrativos está o turismo de interação com botos-vermelhos, ou botos cor-de-rosa como são mais conhecidos. Além das praias, presentes no período da seca dos rios, de setembro a fevereiro; e das trilhas aquáticas de igapó, no período da cheia, de março a agosto. A vista de cima das ilhas é um encontro inesquecível com a natureza e com a Amazônia.

Atividade náutica na orla de Novo Airão (Foto Sandventure/Divulgação)

Flora e fauna também são atrativos exuberantes do ambiente amazônico. E atividades náuticas e os passeios de barco pelo arquipélago das Anavilhanas, com possibilidade de conhecer comunidades tradicionais ribeirinhas e o artesanato de Novo Airão, compõem um roteiro ecológico de valor inestimável.

Arquipélago Fluvial de Mariuá (Foto Frank Garcia/Ascom-Prefeitura de Barcelos)

Subindo um pouco mais o Rio Negro, o município de Barcelos surpreende com seus atrativos ecológicos monumentais. Cachoeira do El Dorado, Abismo Guy Collet, localizados no Parque Estadual Serra do Aracá e o Arquipélago Fluvial de Mariuá traduzem a dimensão da diversidade e importância da Amazônia, em cenários inigualáveis.

De Anavilhanas, em Novo Airão, chega-se à Mariuá, em Barcelos, o maior arquipélago fluvial do planeta, a 400 quilômetros de Manaus, com mais de 1.400 ilhas, em 275 quilômetros de extensão, num trecho de rio que chega a quase 20 quilômetros de largura.

O Arquipélago Fluvial de Mariuá faz parte do Parque Nacional do Jaú, do Parque Estadual Serra do Aracá e de Área de Proteção Ambiental Mariuá. E durante o verão amazônico, a cidade de Barcelos oferece além da estrutura de hospedagem e gastronomia regional, cerca de 40 quilômetros de praias de areia branca, a partir das ilhas do Arquipélago de Mariuá.

Além de Mariuá, Barcelos acolhe outros dois grandiosos pontos naturais, localizados no Parque Estadual Serra do Aracá, de acesso mais remoto e restrito, que necessitam de expedições específicas.

Parque Estadual Serra do Aracá em Barcelos (Foto Frank Garcia/Ascom-Prefeitura de Barcelos)

A mais alta queda d’água do país, a Cachoeira do El Dorado, com 353 metros de altura, equivalente a um prédio de 126 andares, distante 211 quilômetros em linha reta da sede do município ou 393 pelo trajeto do rio.

E o abismo Guy Collet, catalogado em 2006, por pesquisadores da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SB) e da ONG Akakor Geographical Exploring, durante uma expedição ao interior da Amazônia, formada por quartzito, com 671 metros de profundidade, considerado inicialmente a caverna mais profunda do Brasil, da América do Sul e mais profunda em quartzito do mundo.

Educação ambiental, compromisso e maturidade para lidar e proteger os habitantes e todos esses tesouros, além dos outros milhares existentes no bioma Amazônia, são essenciais em todos os segmentos, especialmente na atividade do turismo ecológico e na atitude dos ecoturistas.

Parque Estadual Serra do Aracá em Barcelos (Foto Frank Garcia/Ascom-Prefeitura de Barcelos)

Foto Topo: Barcelos (Foto Frank Garcia/Ascom-Prefeitura de Barcelos)

Desenvolvimento sustentável: Manaus é a 11ª entre as capitais em ranking inédito da ONU

A poucos dias de completar 352 anos, no dia 24 de outubro, a cidade de Manaus aparece na 11ª posição entre as 26 capitais estaduais do estudo elaborado com base no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), o que mostra que a capital do Amazonas ainda tem grandes desafios a superar para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, estando distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS.

No ranking geral do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), que computou e analisou os dados de 770 municípios de todo o país, Manaus encontra-se na 260ª posição, com pontuação média de 57,60 considerando todos os objetivos a serem atingidos. Quanto mais próximo de 100, mais perto de alcançar as metas preconizadas pela ONU.

A cidade registra nove ODS assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice, sendo que os objetivos situados no patamar inferior da tabela estão os de número 2 – Fome zero e agricultura sustentável (42,3 pontos), 3 – Saúde e bem-estar (43,4 pontos), 4 – Educação de qualidade (44,4 pontos), 5 – Igualdade de Gênero (34,0 pontos), 6 – Água Limpa e Saneamento (61,4 pontos), 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (48,8 pontos), 10 – Redução das Desigualdades (39,1 pontos), 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (48, 0 pontos) e 16 – Paz, Justiça e Instituições eficazes (38,2 pontos), sendo que alguns desses pontos são desafios compartilhados por prefeitos e gestores públicos de todo o país.

Por outro lado, o índice mostra que Manaus está muito próxima de alcançar plenamente o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível (98,0 pontos), o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura (86,8 pontos) e o ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre (93,9 pontos).

Manaus está distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS definidos pela ONU (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades

Lançado recentemente (em 23/3), o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) é um estudo inédito desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros.

A iniciativa conta com o apoio do Projeto CITinova e consiste em um extenso trabalho de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Embora as cidades ainda tenham quase dez anos para avançar na Agenda 2030, o estudo mostra que a maioria dos municípios está muito distante de cumprir as metas estabelecidas em 2015.

O objetivo mais desafiador é o 3 – Saúde e Bem-Estar, justamente o que apresenta uma relação direta com a pandemia em sua meta 3.d, que preconiza: reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde.

Neste ODS, 756 das 770 cidades estão no pior quartil do sistema de classificação e as outras 14, no segundo pior. Nenhuma cidade está nas duas melhores faixas da escala, que significam que o objetivo foi atingido (no caso do melhor quartil) ou que há alguns desafios para atingi-lo (no caso do segundo melhor). Importante destacar que os dados e indicadores do índice não levam em consideração os efeitos da pandemia, uma vez que se referem a períodos anteriores à disseminação do novo coronavírus.

Por outro lado, Manaus está muito próxima de alcançar plenamente três ODS: Energia Limpa e Acessível; de Indústria, Inovação e Infraestrutura; e de Proteger a Vida Terrestre (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Metodologia

A metodologia do IDSC-BR foi elaborada pela SDSN (UN Sustainable Development Solution Network), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Lançada em 2012, a SDSN já desenvolveu índices para diversos países e cidades do mundo.

O IDSC-BR apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas dos objetivos ODS em 770 municípios, usando os dados mais atualizados (tipicamente entre 2010 e 2019) disponíveis em nível nacional e em fontes oficiais. As cidades foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: capitais brasileiras, cidades com mais de 200 mil eleitores, cidades em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) na gestão 2017-2020 e cidades com a Lei do Plano de Metas, além de contemplar todos os biomas brasileiros.

A pontuação do IDSC-BR é atribuída no intervalo entre 0 e 100 e pode ser interpretada como a porcentagem do desempenho ótimo. A diferença entre a pontuação obtida e 100 é, portanto, a distância em pontos porcentuais que uma cidade precisa superar para atingir o desempenho ótimo. Há uma pontuação para cada objetivo e outra para o conjunto dos 17 ODS.

O mesmo conjunto de indicadores foi aplicado a todos os 770 municípios para gerar pontuações e classificações comparáveis. Diferenças entre a posição de cidades na classificação final podem ocorrer por causa de pequenas distâncias na pontuação do IDSC.

Desse modo, o índice apresenta uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030.

FOTOS: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica

Expedição Abaré: Comunidades ribeirinhas e indígenas do rio Tapajós são atendidas por alunos e professores de Medicina de SP

Dez alunos do sexto ano do curso de Medicina e cinco professores da Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) participam da Expedição Abaré, até o dia 29 de agosto. Os atendimentos de saúde são realizados na embarcação hospital-escola, a moradores de 75 comunidades ribeirinhas e indígenas da região do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Aveiro e Belterra, no estado do Pará. Ao todo, devem ser realizados até 3,8 mil atendimentos.

O navio Abaré presta serviços de assistência à saúde aos moradores da região há 14 anos. A equipe multidisciplinar e multiprofissional envolvida conta com a participação de professores dos cursos de Enfermagem, Fonoaudiologia e Medicina. A ação é desenvolvida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), juntamente com as secretarias de Saúde dos três municípios e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

De acordo com a chefe do Departamento de Atenção Primária da FCMSCSP, a pediatra Maria José Carvalho Sant’anna, a experiência servirá como estágio curricular na disciplina Desenho de Carreira. “A proposta é assistencial: vamos elaborar um diagnóstico para o reconhecimento dos maiores problemas dessa população, que é vulnerável”, disse. “Queremos que esse atendimento passe a fazer parte da formação anual e seja incluído no Programa de Extensão da Faculdade”, frisou.

Entre os serviços de atenção básica à saúde, serão realizadas consultas médicas, odontológicas e de enfermagem, vacinação, coleta para exame de Papanicolau, testes rápidos de Covid-19, HIV, sífilis e hepatites virais, exames de laboratório – bioquímicos e hematológicos – e dispensação de medicamentos. Além disso, devem ser disponibilizados exames de ultrassonografia em algumas comunidades de Santarém, com a utilização de um aparelho portátil.

“A ideia é levar o aluno até um ambiente de realidade diferente, em que seja possível o reconhecimento da população. Eles irão realizar atendimentos sem muita tecnologia, respeitando a integralidade dessa comunidade e valorizando o trabalho em equipe”, disse a médica pediatra. “As habilidades de gestão desenvolvidas pelos discentes durante esse projeto de extensão, a percepção da relação de saúde com as políticas públicas e a adequação às necessidades da comunidade são elementos importantes para a formação dos alunos”, pontuou.

Alunos e professores da Faculdade da Santa Casa de São Paulo estão embarcados no hospital-escola, até o final do mês, com previsão de 3,8 mil atendimentos de saúde

Exercício prático e nova realidade

Outro aspecto importante na ação é que o deslocamento dos discentes e docentes até as comunidades abre espaço para o entendimento da situação brasileira de assistência na prática, de forma a entender as principais dificuldades enfrentadas e seus potenciais.

“Essa vivência possibilita a criação de um vínculo que vai além da relação médico-paciente, pois permite a construção de um pensamento crítico, além do fortalecimento de lutas sociais em busca de um atendimento integral e de qualidade”, disse a professora Maria José.

Expedição Abaré

O projeto do navio foi criado em 2006, com o objetivo de possibilitar o acesso da população ribeirinha da Amazônia ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2010, foi implementado como Política de Saúde e Saúde da Família Fluvial com repasse de recursos pelo Ministério da Saúde. Em 2017, a embarcação foi doada para a Ufopa.

Atualmente, existe um termo de acordo de cooperação mútua, entre a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Ufopa. A Ufopa é responsável pela manutenção e guarda da embarcação e a Semsa pelas ações assistenciais de saúde para as comunidades. Em 2020, a Rede de Integrada de Desenvolvimento Humano (RIDH), órgão da universidade que assumiu a gestão do Navio Abaré.

FOTOS: Divulgação/FCMSCSP

Consciência e Atitudes

Neste dia 5 de junho de 2021, nossa consciência deve estar em sintonia com a Casa Comum de todos os viventes em nosso planeta e Mãe Terra, com profundo zelo com a Ecologia Integral, que devemos enquanto comunidade, seres humanos, ser solidários, com respeito à natureza, que tanto nos beneficia com os recursos naturais e que devem ser geridos com sustentabilidade, para que possamos entregar aos nossos filhos e netos um planeta digno de se viver em harmonia, com as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo – que é DEUS!

Temos ainda de combater a pobreza extrema dos que estão sofrendo de fome, de falta de abrigo e amor fraterno! Temos que sair de nossas zonas de conforto e praticarmos a caridade com compaixão dos que mais precisam, em tempos tão difíceis, em meio a essa pandemia avassaladora e cruel.

Nesse sentido, precisamos “Pensar global e agir local”, devemos estar atentos e conscientes do que acontece no mundo, mas a nossa atuação pode e deve ser em nosso meio, em nosso lar, comunidade e trabalho. Podemos influenciar nossos amigos, vizinhos e familiares. E essa corrente sustentável pode atingir pessoas influentes e distantes. Podemos conservar, preservar e de forma sustentável ajudar o mundo, apenas melhorando hábitos com respeito ao planeta e todas as suas criaturas existentes.

Temos, ainda, o desmatamento na Amazônia Brasileira que diminui a quantidade de árvores e, com isso, diminui: a densidade da floresta; a assimilação de CO2; o Regime Hidrológico, responsável pela evapotranspiração dos vapores d’água, transportados pelos rios voadores, para o equilíbrio e manutenção das chuvas para o resto do mundo.

Devemos priorizar a segurança dos recursos naturais, com um monitoramento perene e eficaz contra as forças destrutivas que insistem em desmatar e promover queimadas criminosas, as quais destroem a flora e a fauna implacavelmente, colocando em risco a vida e a sobrevivência dos povos tradicionais e indígenas em nossa casa comum. Devemos preservar as áreas de extrema significância ecológica e ambiental, para podermos proporcionar as conexões biológicas, transições gênicas das espécies do reino animal, insecta, aquático dentre outros no contexto do bioma amazônico.

Mais que um Dia mundial de comemorações, precisamos ter CONSCIÊNCIA E ATITUDES globais e locais para nossa casa comum em nossa ecologia integral.

Jurimar Collares Ipiranga
Engenheiro Florestal | CREA AM 8687-D
Mestre em Gestão Ambiental e Áreas Protegidas – UFAM/FCA
Avaliador e Perito Florestal – IBAPE

FOTO: Bruno Kelly|Amazonia Real | Fotos Públicas | Queimada vista aérea floresta próximo a Porto Velho/RO

Mini We’e’ena Tikuna: Boneca de pano, de cultura e de resistência indígena

Por Lenise Ipiranga

Com pinturas no rosto e vestimentas com grafismos sagrados, as bonecas de pano da artista plástica e proprietária da marca que leva seu nome, a We’e’ena Tikuna – Arte Indígena, carregam significados e a herança cultural originária do Brasil. Muito mais que bonecas, as Mini We’e’ena Tikuna, de forma lúdica e educativa, inspiram crianças a valorizar e respeitar a cultura indígena, a sabedoria da ancestralidade.

“Somos os próprios protagonistas da nossa história. Tenho orgulho, pois vencemos o medo de expressar a nossa cultura através da arte. E agora podemos mostrar para a sociedade que existe também uma boneca que representa o povo indígena”, ressalta a artista, ao destacar que as bonecas possibilitam que os pais possam educar os seus filhos sobre a importância da cultura indígena. “A educação e respeito vem de berço. Ninguém nasce com pré-conceito”, enfatiza.

We’e’ena Tikuna e suas miniaturas lúdicas e educativas de pano

We’e’ena Tikuna explica que as crianças estão acostumadas com um padrão de bonecas (brancas, loiras e magras) e, por isso, ela observou a necessidade de ter uma representatividade indígena de bonecas. Como brinquedo educativo, para que as crianças possam se conectar diretamente com a cultura indígena e quebrar todo o preconceito com a cultura e, principalmente, com as pessoas.

“As bonecas nasceram do não conhecimento da verdadeira história dos povos indígenas. A partir da criação da coleção de looks de We’e’ena Tikuna Arte Indígena”, conta a artista, ao explicar que, em 2019, ela lançou sua grife de roupas no Brasil Eco Fashion Week e, em 2020, foi convidada VIP pela produção para apresentar uma nova coleção. E acrescenta que como nem todas as pessoas poderiam ter roupas da sua coleção, ela criou as miniaturas, as Mini We’e’ena Tikuna. E cada uma tem seu nome Indígena Tikuna: a We’e’ena, a Djuena e a Memena.

“Na aldeia nunca tivemos bonecas nas nossas brincadeiras, brincamos mais nos rios, com os animais, em conexão com a natureza”, ressalta a artista, ao falar que toda arte é forma de resistência para os povos indígenas. E ela quer dar essa visibilidade à cultura indígena com sua arte, com suas roupas e bonecas.

Coleção da We’e’ena Tikuna lançada no Brasil Eco Fashion Week, em novembro de 2020

A estilista We’e’ena destaca o evento Brasil Eco Fashion Week, por ter incluído a coleção da sua Arte Indígena em suas duas últimas edições, e da importância de participar de um evento nacional de moda e representar seu povo, sua ancestralidade, sua Amazônia, como forma de valorizar e dar visibilidade à história e cultura dos povos indígenas e, assim, tentar diminuir o preconceito e a desinformação sobre seu povo.

Uma história de superação

We’e’ena Tikuna significa “a onça que nada para o outro lado no rio”, da cultura do povo Tikuna, originária da Aldeia de Umariuaçu, no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, na região do Alto Rio Solimões, Região Norte.

É artista plástica formada pelo Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura do Amazonas – IDC, em dezembro de 2004, com diversas premiações e exposições já realizadas e dedicada ao trabalho de inclusão social dos povos indígenas por meio da sua arte.

Viveu na aldeia toda sua infância, é a quarta filha de Nutchametü rü Metchitücü, seu pai, nome que na cultura Tikuna quer dizer “onça com rosto redondo e bonito “. Sua mãe se chama Totchimaüna, ”Três araras voando”. E um dia seus pais decidiram morar na capital do Amazonas, em Manaus, para que seus seis filhos pudessem estudar.

Ao mudarem para capital, seus pais criaram a comunidade indígena Tikuna em Manaus, para que os filhos não perdessem os costumes e a tradição de povo originário. Foi assim que We’e’e’na cresceu, no entreviver de duas culturas, das tradições da aldeia aos costumes da cidade, onde sofreu racismo e foi humilhada por não falar o português, repetiu o colegial várias vezes por não entender o idioma, pois até os 12 anos só tinha contato com a língua nativa Tikuna, sua língua Mãe.

Mas, como filha Tikuna, We’e’e’na é uma mulher guerreira que venceu todos os obstáculos e o racismo. Por meio de sua história de superação ela inspira muitos e muitas indígenas. Além de artista plástica, We’e’e’na é cantora, palestrante, nutricionista, designer de moda e também ativista dos direitos indígenas e youtuber.

We’e’ena enfatiza que arte é forma de resistência para os povos indígenas. E ela quer dar essa visibilidade à cultura indígena com sua arte, com suas roupas e bonecas

Serviço:
Palestras, Oficinas, exposições, Shows e desfiles de moda

> weenaticuna@gmail.com / +55(21)99554-1608
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>Instagram Grife @weenatikunaarteindigena
>YouTube : https://www.youtube.com/user/weenaticuna

Bonecas

>Unidades limitadas, feitas à mão
>30 cm
>100 % algodão
>Antialérgica
>Pintura com grafismo sagrados Tikuna representando o Urucum e o Jenipapo nas cores.
>Modelos: Cada uma tem seu nome Indígena Tikuna: We’e’ena, Djuena e Memena
>Vendas no link: weenatikuna.com/collections/bonecas-indigenas-we-e-ena-tikuna-novidade