Desenvolvimento sustentável: Manaus é a 11ª entre as capitais em ranking inédito da ONU

A poucos dias de completar 352 anos, no dia 24 de outubro, a cidade de Manaus aparece na 11ª posição entre as 26 capitais estaduais do estudo elaborado com base no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), o que mostra que a capital do Amazonas ainda tem grandes desafios a superar para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, estando distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS.

No ranking geral do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), que computou e analisou os dados de 770 municípios de todo o país, Manaus encontra-se na 260ª posição, com pontuação média de 57,60 considerando todos os objetivos a serem atingidos. Quanto mais próximo de 100, mais perto de alcançar as metas preconizadas pela ONU.

A cidade registra nove ODS assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice, sendo que os objetivos situados no patamar inferior da tabela estão os de número 2 – Fome zero e agricultura sustentável (42,3 pontos), 3 – Saúde e bem-estar (43,4 pontos), 4 – Educação de qualidade (44,4 pontos), 5 – Igualdade de Gênero (34,0 pontos), 6 – Água Limpa e Saneamento (61,4 pontos), 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (48,8 pontos), 10 – Redução das Desigualdades (39,1 pontos), 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (48, 0 pontos) e 16 – Paz, Justiça e Instituições eficazes (38,2 pontos), sendo que alguns desses pontos são desafios compartilhados por prefeitos e gestores públicos de todo o país.

Por outro lado, o índice mostra que Manaus está muito próxima de alcançar plenamente o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível (98,0 pontos), o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura (86,8 pontos) e o ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre (93,9 pontos).

Manaus está distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS definidos pela ONU (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades

Lançado recentemente (em 23/3), o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) é um estudo inédito desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros.

A iniciativa conta com o apoio do Projeto CITinova e consiste em um extenso trabalho de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Embora as cidades ainda tenham quase dez anos para avançar na Agenda 2030, o estudo mostra que a maioria dos municípios está muito distante de cumprir as metas estabelecidas em 2015.

O objetivo mais desafiador é o 3 – Saúde e Bem-Estar, justamente o que apresenta uma relação direta com a pandemia em sua meta 3.d, que preconiza: reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde.

Neste ODS, 756 das 770 cidades estão no pior quartil do sistema de classificação e as outras 14, no segundo pior. Nenhuma cidade está nas duas melhores faixas da escala, que significam que o objetivo foi atingido (no caso do melhor quartil) ou que há alguns desafios para atingi-lo (no caso do segundo melhor). Importante destacar que os dados e indicadores do índice não levam em consideração os efeitos da pandemia, uma vez que se referem a períodos anteriores à disseminação do novo coronavírus.

Por outro lado, Manaus está muito próxima de alcançar plenamente três ODS: Energia Limpa e Acessível; de Indústria, Inovação e Infraestrutura; e de Proteger a Vida Terrestre (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Metodologia

A metodologia do IDSC-BR foi elaborada pela SDSN (UN Sustainable Development Solution Network), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Lançada em 2012, a SDSN já desenvolveu índices para diversos países e cidades do mundo.

O IDSC-BR apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas dos objetivos ODS em 770 municípios, usando os dados mais atualizados (tipicamente entre 2010 e 2019) disponíveis em nível nacional e em fontes oficiais. As cidades foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: capitais brasileiras, cidades com mais de 200 mil eleitores, cidades em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) na gestão 2017-2020 e cidades com a Lei do Plano de Metas, além de contemplar todos os biomas brasileiros.

A pontuação do IDSC-BR é atribuída no intervalo entre 0 e 100 e pode ser interpretada como a porcentagem do desempenho ótimo. A diferença entre a pontuação obtida e 100 é, portanto, a distância em pontos porcentuais que uma cidade precisa superar para atingir o desempenho ótimo. Há uma pontuação para cada objetivo e outra para o conjunto dos 17 ODS.

O mesmo conjunto de indicadores foi aplicado a todos os 770 municípios para gerar pontuações e classificações comparáveis. Diferenças entre a posição de cidades na classificação final podem ocorrer por causa de pequenas distâncias na pontuação do IDSC.

Desse modo, o índice apresenta uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030.

FOTOS: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica

Amazônia: Exposição internacional de Sebastião Salgado será apresentada pela primeira vez no Brasil

Na primeira apresentação ao público brasileiro da sua exposição internacional “Amazônia”, o fotógrafo Sebastião Salgado mostrará 200 grandes painéis fotográficos sobre a região amazônica, durante a quinta reunião do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abordará a grandiosidade da floresta amazônica, sua diversidade e a necessidade de preservação, na terça-feira (14/9), às 14h, por videoconferência que será transmitida ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube.

Entre as fotografias, estão imagens pouco conhecidas do país, de matas, rios e montanhas da Amazônia, a exemplo do Monte Roraima, localizado na tríplice fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana e cuja fauna e flora ainda são um mistério para a humanidade. A exposição inclui ainda imagens de tribos indígenas que habitam a Amazônia, em um modo de vida ancestral associado à natureza.

A exposição foi inaugurada em maio deste ano na Filarmônica de Paris e seguirá para outras cidades, incluindo Londres, Roma, São Paulo e Rio de Janeiro. As fotos foram tiradas entre 2013 e 2019 durante viagens do fotógrafo à Amazônia em um registro estético que representa uma continuidade do trabalho “Gênesis”, sobre áreas do planeta ainda preservadas da ação humana.

Indígenas da etnia Ashaninka, no Acre. Foto: Sebastião Salgado / philharmoniedeparis.fr / reprodução

Proteção ambiental

A apresentação do fotógrafo brasileiro de reconhecimento internacional e membro do Observatório do Meio Ambiente ocorre em meio à crescente preocupação, no Brasil e no exterior, com a conservação da Amazônia. Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em agosto deste ano, a região registrou mais de 28 mil focos de calor, o terceiro maior número para meses de agosto desde 2010, abaixo apenas de 2019 e de 2020, refletindo a escalada do desmatamento e de atividades ilícitas como garimpo ilegal e contrabando de madeira.

O Poder Judiciário tem sido um aliado nas ações de preservação do meio ambiente e conservação da Amazônia. E tem reforçado seu compromisso por meio de uma série de medidas adotadas pelo CNJ e pela Justiça nos últimos anos para aprimorar a tutela ambiental.

Observatório

A criação do Observatório do Meio Ambiente, em novembro do ano passado, é uma dessas medidas e está voltada para viabilizar diagnósticos, dar visibilidade a boas práticas, formular políticas e implementar projetos que auxiliem a atividade jurisdicional de combate à degradação do ecossistema.

Integrado por representantes do poder público e da sociedade civil, o Observatório tem o objetivo de se tornar um núcleo de referência no acompanhamento e disseminação de dados, informações, instrumentalização de pesquisas, estudos, análises e debates.

Agenda 2030

Também são ações coordenadas pelo CNJ, a adoção da Agenda 2030 na Justiça, com a incorporação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas da Agenda de Sustentabilidade das Nações Unidas, a criação de meta nacional em 2021 para impulsionar dos processos ambientais pelos tribunais brasileiros e o lançamento da plataforma SireneJud, uma ferramenta de integração de dados do CNJ, cartórios de registro de imóveis e outras bases de informações sobre florestas públicas e temas relacionados ao meio ambiente.

Link para a 5ª Reunião do Observatório do Meio Ambiente – 14 de setembro/2021
https://www.youtube.com/watch?v=u-_9vo7Ce4I&authuser=0

Demarcação Já: Gilberto Gil, Elza Soares e BNegão se unem em live pela causa indígena

O Festival Demarcação Já Remix, projeto do DJ MAM abre a semana com uma programação on-line intensa de painéis para debates sobre a causa indígena, a qual inicia hoje com o tema “Meio Ambiente e Cultura: Do Rio Carioca à Amazônia”, às 18h, e encerra no sábado (11/09), com Gilberto Gil em seu canal no YouTube com live musical e presença de mais de 30 artistas, como Elza Soares, Bnegão, Dona Onete, Rodrigo Sha, Djuena Tikuna, Jonathan Ferr, Felipe Cordeiro, entre outros.

A abertura do festival, no Dia da Amazônia (5/9), teve ato cultural e político, de reparação histórica aos povos originários, no Museu do Amanhã e a presença do Coral Guarani Tenonderã. Nesta edição o evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.

Coral Guarani Tenonderã, na abertura do Festival Demarcação Já Remix, na Praça Mauá
(Foto: Eduardo Napoli)

Artistas e autoridades participam das conversas. Entre eles a líder indígena Sônia Guajajara, o artista multimídia indígena Kadu Xukuru; o ator Paulo Betti; o cantor e compositor Pedro Luis; o secretário municipal de Meio Ambiente do Rio, Eduardo Cavalieri, e o secretário municipal de Cultura do Rio, Marcus Faustini.

Conteúdo – Serão seis painéis, que acontecerão até sábado, sempre às 18 horas, com transmissão pelo Instagram do Festival. Entre os temas abordados, questões como ‘Meio Ambiente e Cultura’, ‘A Temática indígena e ambiental nas telas’ e ‘NFT Socioambiental’.

A live de encerramento será exibida no formato de programa de TV, com DJ MAM, direto do Museu do Amanhã, convidando os artistas a se juntarem à causa. As participações serão por meio de canto, música, clipe, fala.

Gilberto Gil, apoiador do festival, cedeu seu canal para transmissão e participará através dos clipes “Demarcação Já” e “Do Guarani ao Guaraná”.

Doações

O público poderá contribuir durante a live, através de QR Code, para a APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e para o Coral Guarani Tenonderã.

O Festival

O festival é uma extensão da campanha “Demarcação Já”, criada pelo Greenpeace e pelo Instituto Socioambiental, em 2017, a partir da canção de mesmo nome dos compositores Carlos Rennó e Chico César. Seu videoclipe e remixes lançados nas plataformas digitais por DJs e grandes nomes da MPB como Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Maria Bethânia, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Céu e Tropkillaz já ecoaram mais de 100 milhões de vezes a frase de ordem “Demarcação Já”.

DJ MAM comanda Festival Demarcação Jà Remix (Foto: Simone Kontraluz)

DJ MAM

Curador de séries fonográficas e festivais como o Sotaque Carregado, o Demarcação Já Remix, o Carnaval Remix e o inédito Amazônia Remix, DJ MAM mixa o Brasil às pistas globais. Prêmio Noite Rio de melhor DJ de MPB, já tocou em 15 países, tendo colaborações com Gilberto Gil, Dona Onete e BNegão.

MAM é compositor e intérprete da trilha oficial do Rio de Janeiro, “Oba Rio” e do tema de 80 Anos do Cristo, “Redentor”. Seu álbum autoral Sotaque Carregado e remix Sotaque ReCarregado foram indicados ao Prêmio da Música Brasileira e chegaram ao Top 20 World Music Charts Europe.

Em 24 anos, seu selo, programas de rádio e festivais deram palco a mais de 500 nomes como Elza Soares, Hermeto Pascoal, Gaby Amarantos e BaianaSystem. Sua empresa foi indicada a diversos prêmios como o SIM – Semana Internacional da Música 2020, Brasil Criativo e Profissionais da Música nas categorias criatividade, inovação e transformação social.

Participações confirmadas

Gilberto Gil | Elza Soares | Ziraldo | Sonia Guajajara | BNegão | Dona Onete | Letícia Sabatella | DJ MAM | Coral Guarani Tenonderã | Digitaldubs | Oskar Metsavaht | Djuena Tikuna | Felipe Cordeiro | Jonathan Ferr | Zahy Guajajara | Pedro Luis | Carlos Rennó | Yaka Sales P | Andre Vallias | Rodrigo Sha | Paka Noke Koi | Batman Zavareze | VJ Carol Santana | Eric Marky | DJ Flavya | DJ Raiz | Kadu Xukuru | Manie Dansante | Silvan Galvão | Patricia Bastos | Banda Conceição | Roberta Carvalho | Aíla.

Painéis Demarcação Já Remix

Local: Instagram Festival Demarcação Já Remix

Horário: 18h

7 de setembro, terça-feira

Meio Ambiente e Cultura: Do Rio Carioca à Amazônia

Convidados: Marcus Faustini (Secretário Municipal de Cultura do Rio), Tica Minami

Mediação: DJ MAM

8 de setembro, quarta-feira

A Temática Indígena e Ambiental nas Telas

Convidados: Paulo Betti, Zahy Guajajara e Felipe Scapino

Mediação: DJ MAM

9 de setembro, quinta-feira

NFT Socioambiental: Green NFT, Música e Cryptoarte Indígena

Convidados: Raphael King (Brasil NFT), Byron Mendes (Metaverse Agency) e Fausto Vanin

Mediação: DJ MAM

10 de setembro, quinta-feira

Futurismo Indígena: A Arte e o Território da Ancestralidade ao Pop

Convidados: Ziraldo Artes Produções Julia Vidal e Kadu Xukuru

Mediação: DJ MAM

11 de setembro, sábado

Composição Engajada

Convidado: Carlos Rennó

Mediação: DJ MAM

Live Demarcação Já Remix

Local: YouTube Gilberto Gil

Horário: 21h

Foto Gilberto Gil: Gérard Giaume

Primeiro evento-teste será realizado em setembro na Arena da Amazônia

Uma sequência de evento-teste será realizado a partir do mês de setembro, no podium da Arena da Amazônia. Após seis meses de estudos e coleta de dados, a Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), apresentou proposta ao Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Covid-19 do Governo do Estado e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP),  que aprovou a proposta no último dia 13, após criteriosa análise e ajustes no projeto. 

A proposta prevê que todos os participantes estejam vacinados com ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Eles e a equipe que estará trabalhando na organização serão testados 48 horas antes do evento. Se o resultado seja positivo, a pessoa será impedida de participar. A FVS-RCP deve ainda monitorar todos por até duas semanas. 

“Todo mundo que estiver envolvido no evento deverá estar vacinado com ao menos a primeira dose e deverá estar esperando a data para tomar a segunda dose. Quem estiver com a segunda dose atrasada não vai poder participar. Outro detalhe importante é que a pessoa deverá ter tomado a primeira dose 15 dias antes do evento”, afirma o presidente da Asseeam, Gerson Sampaio. 

Sampaio ressalta, ainda, que o setor foi o mais afetado pela pandemia, e depois da ampliação e celeridade no processo de vacinação, diminuição dos casos confirmados, diminuição no número de mortes e internações por covid, o setor consegue enxergar a possibilidade de retomar gradativamente suas atividades. 

“Nós do setor de entretenimento estamos há mais de 15 meses parados. Fomos os primeiros a parar nossas atividades, logo após a confirmação dos primeiros casos da doença aqui em Manaus, e estamos sendo os últimos a retomar. Nesse período, muitos estabelecimentos decretaram falência e não mais conseguirão retornar. Milhares de pessoas perderam seus postos de trabalho, passaram necessidades. Então, neste momento em que a vacinação tem avançado no Estado, os números de casos confirmados, de mortes e de internações diminuíram consideravelmente, colocando o Estado do Amazonas com um dos melhores índices no combate ao Covid-19, conseguimos elaborar essa proposta, apresentamos ao governo e aos órgãos de saúde e conseguimos a autorização para realizar estes eventos-teste”, complementa.

O governador do Amazonas, Wilson Lima destacou que a realização do evento só será possível devido à ampliação da imunização em todo o Estado. “A gente conseguiu avançar muito na questão da vacinação aqui no Amazonas e isso é uma condicionante para que a gente possa voltar a normalidade de nossas vidas. Agora em setembro, vamos fazer um evento teste com 3 mil pessoas e estamos trabalhando com a CBF a possibilidade da realização de um jogo da seleção brasileira em Manaus, com público”, afirmou o governador. 

Estrutura

O podium da arena será dividido em três setores diferenciados pelas cores vermelha, amarela e azul. A entrada individual será feita de acordo com cada setor. O palco ficará no meio do setor de cor amarela. Os outros dois setores ficarão em lados opostos. A proposta prevê ainda que as mesas sejam substituídas por cabines.

“Todos os protocolos de segurança serão seguidos rigorosamente durante o evento. Na entrada, a pessoa terá que apresentar a carteira de vacinação em dia e deverá estar fazendo o uso correto de máscara. Teremos equipes em cada entrada para aferir a temperatura, assim como colocaremos diversos totens com álcool em gel espalhados pelo local. O distanciamento social também será cumprido”, finaliza Gerson. 

Calendário

Ao todo, devem ser realizados cinco eventos-testes em Manaus, as datas estão sendo definidas e o cronograma completo deverá ser divulgado na terça-feira (31).

Foto: divulgação

Sema promove série de cursos on-line para celebrar Semana da Amazônia

Em alusão ao dia 5 de setembro, data em que é celebrado o Dia da Amazônia, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) promove uma série de cursos on-line, com emissão de certificados de participação e horas complementares. A programação ocorre de 30 de agosto a 3 de setembro, no canal da Sema Amazonas no Youtube (https://bit.ly/3zrh5s9). 

Os cursos serão abertos ao público, sem restrição de participação. No entanto, para garantia do certificado é necessário preencher formulário disponível no link https://abre.ai/ddge. No dia da live, o participante também deverá confirmar presença, informando o nome completo, nos comentários na transmissão ao vivo. O certificado será emitido apenas para quem cumprir estas duas etapas. 

“A Amazônia é nosso maior patrimônio e não poderíamos deixar esta data sem comemoração. Dessa vez, trouxemos palestras com conteúdos que podem ser aplicados no dia a dia das pessoas, além de conteúdos que as ajudam a entender melhor essa imensidão que é o lugar onde vivemos”, pontuou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. 

Palestrantes

Entre os convidados a compartilhar conhecimento na Semana da Amazônia, estão nomes como o do pesquisador e especialista no estudo de plantas medicinais, Moacir Tadeu Biondo. 

O pesquisador é um dos pioneiros a contribuir para o resgate da medicina tradicional e é idealizador da metodologia construtiva “A montagem da paisagem do conhecimento local”, que alcançou cerca de 1,2 mil pessoas em mais de 50 comunidades no Amazonas. 

O mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais, professor Marcus Aurélio Pereira, também palestrará no evento. O biólogo e assessor técnico da Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc), falará sobre Plantas Alimentícias não Convencionais, as PANCs.

Também estão entre os palestrantes, o coordenador do Núcleo de Pesca da Sema, Eduardo Conde, e a assessora do Núcleo de Educação Ambiental da secretaria, Maria Edilene, que falarão sobre os potenciais da pesca esportiva no Amazonas e o voluntariado ambiental, respectivamente.

O encerramento será com um painel sobre bioeconomia em Unidades de Conservação, que reunirá o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira; o arquiteto Marcelo Rosenbaum; o superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana; e o artesão Manoel Garrido, vencedor do ‘Prêmio Casa Vogue Design 2021’. 

“Reunimos um time incrível de palestrantes. Pessoas com muita expertise para compartilhar conhecimentos com o público que quer saber mais sobre o meio ambiente e a Amazônia”, ressaltou Eduardo Taveira. 

Programação completa 

Segunda-feira (30/08)

Curso: Pescando sustentabilidade – potenciais do turismo de pesca esportiva no Amazonas, com Eduardo Conde, coordenador do Núcleo de Pesca da Sema.

Hora: 14h às 15h30.  

Terça-feira (31/08)

Curso: Como ser um multiplicador ambiental na sua comunidade local, com Maria Edilene, assessora do Núcleo de Educação Ambiental da Sema, especialista em Educação e Gestão Ambiental.

Hora: 14h às 15h30.

Quarta-feira (01/09)

Curso: PANCs – conheça as plantas alimentícias não convencionais da Amazônia, com o assessor técnico da Coordenação de Educação Ambiental da Seduc, professor Marcus Aurélio Pereira, mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Hora: 14h às 15h30.

Quinta-feira (02/09)

Curso: Plantas Medicinais e Saberes Tradicionais – remédio para o bem-estar do corpo e da mente, com o pesquisador e especialista no estudo de plantas medicinais, Moacir Tadeu Biondo.

Hora: 9h às 10h30.

Sexta-feira (03/09)

Curso: Empreendedorismo sustentável nas Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas, com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira; o superintendente da FAS, Virgílio Viana; o artesão e vencedor do prêmio ‘Casa Vogue’, Manoel Garrido; e o arquiteto Marcelo Rosenbaum.

Hora: 14h às 15h30.

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

2ª Edição do Manauara Cultural inicia mix de apresentações com artistas

O reencontro dos artistas com o público tem data marcada para acontecer no Teatro Manauara. Numa iniciativa do Manauara Shopping, começa nesta quinta-feira (19) e prossegue até o dia 22, a 2ª Edição do Manauara Cultural com o tema ‘Viva a arte que inspira’! Música, dança, arte, teatro e humor ocuparão o palco para alegria de quem estava com saudades de um bom espetáculo.

O teatro, que ficou fechado durante meses, reabre as portas seguindo os protocolos de segurança a fim de que as pessoas possam retomar uma rotina de diversão adequada.

Programação
A programação inicia no dia 19 de agosto às 20h com um show de stand up. O trio Roger Siqueira, Dhi Miranda e William de Oliveira trará o riso de volta abordando situações do cotidiano, com as quais a maioria das pessoas se identifica. “Eu gosto de ter um viés mais regionalista, de contar algumas viagens que já fiz pro interior, algumas curiosidades de quem vive o dia a dia do manauara, de compartilhar essa loucura que é Manaus. Pretendo trazer esse ponto de vista regionalista pro palco. Essa vai ser a pegada”, relatou o humorista Roger Siqueira.

Não é a primeira vez, que o artista ocupa o palco do teatro Manauara, mas não deixa de se emocionar quando relembra a trajetória para chegar ao espaço. “Comecei em um dos meus grandes sonhos e de toda a minha geração era fazer um show no Teatro Manauara. No ano passado, por causa do projeto, tive a oportunidade de apresentar a minha arte, foi empolgante. Este ano, vamos nos empenhar ainda mais, nos entregando para fazer um espetáculo que honre a casa por onde passaram grandes nomes e prestigiar o público, que merece um bom show”, declarou Roger.

Na sexta-feira (20) a partir das 20h, que encanta a plateia é a dupla Chapéu de Palha, composta por Helder Cruz e Giovanna Póvoas. Os artistas irão apresentar as faixas do último trabalho, que já alcançou mais de um milhão e meio de streaming nas plataformas digitais. As vozes doces e suaves são um convite ao relaxamento. Na mesma noite, a cantora Duda Raposo sobe ao palco trazendo uma proposta mais intimista. A jovem artista mescla ritmos diferentes nos trabalhos autorais. O repertório eclético tem conquista admirados.

No sábado, dia 21 às 18h, a noite será dos espetáculos de dança. A Cia de Dança Uatê, que significa espírito ancestral na língua Urubu-kaapó, apresenta Encontro dos Ritmos. O grupo valoriza a cultura indígena e utiliza na linguagem corporal a movimentação dos animais.

A Instituição Cultural Artes Sem Fronteira leva ao palco a coreografia ‘Ashaninka, A Última Fronteira’. O espetáculo retrata os costumes e tradições de uma tribo de origem peruana. Alguns integrantes se refugiaram no Acre a fim de manter sua independência. Os movimentos simbolizam sua resistência à dominação. Finalizando a noite, o ballet Dom Quixote da Cia Bellart, apresenta um trecho do espetáculo mundialmente conhecido por sua alegria, cores e saias rodadas.

No domingo, o teatro domina a cena. Às 16h a opereta infanto-juvenil ‘Cabelos Arrepiados’ irá conquistar o público apresentando um tema recorrente: os medos infantis. Cinco crianças acreditam que seus sonhos noturnos foram roubados e discutem a questão com leveza e bom humor.

Em celebração ao Agosto Lilás, mês em que se discute a violência contra a mulher, entra no palco do Teatro Manauara às 20h deste domingo, o espetáculo ‘Diário das Marias’. A Cia Trilhares apresenta os diversos tipos de opressão a que são submetidas as mulheres desde a infância a fase adulta.

Os ingressos não são pagos. Para assistir aos espetáculos, o interessado deve doar um pacote de fralda descartável dos tamanhos G, GG ou XG no stand situado no piso Castanheiras, em frente à Bemol Farma. As doações serão destinadas para o Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC).

Foto: Divulgação

Em data comemorativa, povos indígenas reafirmam luta por dignidade e reconhecimento

Por Alessandra Leite
Especial para o Portal Vida Amazônica

A esperança em resgatar a dignidade não apenas para si, mas para a grande família formada pelo povo indígena Warao, vindo da Venezuela para a capital do Amazonas em decorrência da grande crise no país – cuja recessão econômica começou em 2014 – motiva os passos da artesã Ermínia Ratti, 55, moradora de Manaus desde setembro de 2020.

Quando a crise se abateu sobre o país, deixando também o povo Warao sem comida e sem perspectiva de vida, Ermínia foi morar com a família na cidade de Boa Vista, em Roraima, em 2019. Desde então, vem tentando sobreviver junto com pelo menos 5 mil “parentes” de sua etnia que estão espalhados pelo Brasil.

A artesã é uma das artistas indígenas cujos trabalhos foram expostos durante a Feira Alusiva ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, realizadas nesta segunda-feira, 9 de agosto, na praça Dom Pedro II, área localizada no Centro Histórico de Manaus e onde está o recém-inaugurado Memorial “Aldeia da Memória Indígena”.

“Quando a fome chegou à nossa comunidade, não tínhamos nada para comer ou sequer dar aos nossos filhos, foi quando viemos para o Brasil e fomos recebidos de braços abertos. Hoje muitos de nós vivem de aluguel, pago unicamente com a venda dos nossos artesanatos, e outra parte segue nos dois abrigos na região do Tarumã”, conta Ermínia.

Ao ser questionada sobre o que mais precisa para sobreviver com dignidade com sua família, ela diz que um ponto fixo para a venda das biojoias seria o ideal, já que muitas vezes precisa vender o artesanato na rua. “Nossa matéria-prima não é barata e pode se estragar nas ruas. Nisso a Copime está nos ajudando, para que possamos ter um local fixo para expor o nosso trabalho”, diz a artesã venezuelana.

O evento, realizado, em parceria pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e o Centro de Medicina Indígena BAHSE RIKOWI, é uma celebração em homenagem ao dia 9 de agosto, para saudar os 26 anos de existência do Dia Internacional dos Povos Indígenas da Mãe Gaia. Sua origem remonta ao começo do século 20, quando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi a primeira organização intergovernamental a se envolver em assuntos nativos e indígenas, segundo carta assinada pelo sociólogo João Garcia de Carvalho.

A OIT, ainda sob as Ligas das Nações, elaborou a convenção 50, no ano de 1936, sobre o trabalho indígena; a Convenção 64, de 1939, sobre o contrato de trabalho indígena; e a Convenção 65, de 1939, sobre sanções penais a trabalhadores indígenas.

Memorial

Para o presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, o evento é um reflexo do reconhecimento que vem acontecendo desde o último 19 de abril, quando a praça Dom Pedro II tornou-se o Memorial da Aldeia da Memória Indígena de Manaus. “Aquele foi o marco inicial. Hoje estamos aqui para prestigiar, mais uma vez, os nossos irmãos indígenas, que há muito não recebiam atenção e cuidado. O segmento indígena tem um potencial fabuloso, e é aí que entra a parceria com as nossas instituições, para fomentarmos e tornarmos, o quanto antes, esse segmento em um grande espaço para os empreendedores da cultura indígena”, declarou Oliveira.

Diversidade e conflitos

Tradicionalmente formado por habitantes do delta do rio Orinoco, na Venezuela, o povo Warao é um grupo étnico bastante diverso no que diz respeito às suas formas de organização social e costumes, compartilhando uma língua comum, de nome homônimo, totalizando, atualmente, cerca de 19 mil indivíduos.

Essa diversidade dentro do povo Warao tem trazido alguns conflitos internos entre os moradores dos abrigos, que não compartilham da mesma cultura, segundo a coordenadora da Copime, a líder indígena Marcivana Sateré. “Existe também uma dificuldade de adaptação, porque o regime dos abrigos foge à nossa questão cultural, e alguns conflitos internos acabam ocorrendo. Trazê-los para o nosso convívio, além de retirá-los do isolamento, tem também o propósito de discutir situações como essa. Outro ponto importante é a questão da alimentação deles. São muitos pontos”, disse Marcivana.

Para os povos indígenas, conforme a coordenadora da Copime, os limites territoriais não existem e a discussão em torno do assunto sempre ocorre. “Nós discutimos muito com os que estão nas fronteiras. É bem difícil o entendimento disso. Nesse contexto também estão os parentes do Warao, que vêm de outra região (não fronteiriça) mas não deixam de ser indígenas”, pondera.

Para Marcivana, a ausência de políticas públicas para os indígenas de outras regiões é semelhante a sofrida pelos povos moradores de Manaus. “É uma invisibilidade total. É preciso criar essas políticas públicas, tanto para nós quanto para os parentes do Warao, pois todos temos direito à educação, à saúde, sem os quais não temos condições de manter viva a nossa cultura”, reivindicou.

Sobre a data comemorativa, a líder da Copime enfatiza a simbologia da luta e da resistência em torno do dia, criado em 1995 na busca pela garantia da autodeterminação e dos direitos humanos às diversas etnias indígenas do planeta. “Para além de uma data comemorativa, é uma data de luta e de resistência. Há 26 anos as nossas lideranças encampavam lá fora essa luta pelo reconhecimento dos direitos dos povos indígenas. É uma conquista de um reconhecimento dentro da própria ONU (Organização das Nações Unidas). Todos esses direitos adquiridos são importantíssimos, sobretudo neste nosso cenário político, pandêmico e social”, ressaltou.

Marcivana Sateré chamou a atenção para os retrocessos e ataques enfrentados todos os dias na Câmara Federal, com as “PECs da morte” (Propostas de Emenda Constitucional), que, nas suas palavras, vão de encontro à vida dos povos indígenas. “É também um dia para falarmos sobre essas lutas, nesse momento tão dramático da nossa história, para que não sejamos mais atacados como estamos sendo. O movimento indígena tem lançado essa campanha pelo direito à vida e, para termos direito à vida, precisamos do reconhecimento dos nossos povos, do respeito aos nossos territórios, precisamos parar com os retrocessos dos direitos que já estão garantidos”, enfatiza.

Além da feira de artesanato, o evento contou com apresentação musical, danças seculares e comidas típicas.

Foto principal: Cristóvão Nonato/Concultura

Espetáculo ‘Preciso Falar’ inicia circulação pelo interior do Amazonas

A Cacompanhia de Artes Cênicas iniciou a circulação do espetáculo ‘Preciso Falar’ por municípios do interior do Amazonas. A peça explora a linguagem da palhaçaria feminina para tratar da solidão da mulher negra. As primeiras localidades a receberem foram Novo Airão (dia 26 de junho) e Manacapuru (27). Em julho, é a vez de Itacoatiara (dia 3), Itapiranga (4), Careiro da Várzea (18), Autazes (24) e Maués (31), além de Nova Olinda do Norte (data ainda a ser definida), com entrada gratuita, faixa etária mínima de 12 anos, e respeitando os protocolos de segurança para a prevenção da Covid-19 estabelecidos pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM).

Com Daniely Lima no elenco e direção de Jean Palladino, ‘Preciso Falar, a Circulação’ foi contemplada pelo Prêmio Encontro das Artes, promovido pela Lei Aldir Blanc através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC/AM). 

‘Preciso Falar’ aborda narrativas pessoais e coletivas da vivência, enquanto mulher negra, de Lola, a palhaça de Daniely. “O espetáculo é um grito. Começou com um desejo de denúncia e de colocar o assunto em pauta. Lola, a minha palhaça, conta as nossas memórias da infância, adolescência, início da fase adulta e como é estar inserida em uma universidade. A partir de cada fase, ela vai desenhando territórios no chão. Para cada um, Lola dá vida a um personagem que atravessou esses momentos de micro e macro violências simbólicas”, disse a atriz Daniely que também assume a dramaturgia em parceria com Palladino.

Dialogando com a comunidade

A circulação pelo interior do Amazonas e na periferia de Manaus é um desejo antigo da produção. “Temos como público-alvo mulheres, jovens e adolescentes, que estão em fase de descoberta e reconhecimento enquanto indivíduos no mundo. É muito válido compartilhar nosso processo. Circular era algo que almejamos há muito tempo e estou feliz”, complementou Daniely. Após cada apresentação, uma roda de conversa mediada pela artista Andreza Afro Amazônica ocorrerá para levantar questões sobre o espetáculo, a negritude e demais temáticas pertinentes.

As atividades de ‘Preciso Falar, a Circulação’ ocorrerão até o fim de julho. A programação e mais informações podem ser encontradas nos perfis do Instagram @daniely.lima_ e @cacompanhia ou pelo site www.cacompanhia.com.

Sinopse

E a palhaça negra o que é?  Lola desenha um mapa de seus territórios, seus rastros se tornam cartografias, histórias remendadas, porque ligeiramente são silenciadas, apagadas. A Palhaça é mulher, negra e resistente, desenhando em solo seu local de fala.

Ficha Técnica

Daniely Lima –  Atriz e Dramaturga 

Jean Palladino – Diretor e Dramaturgo 

Kelly Vanessa – Produção 

Andreza Afro Amazônica – Provocadora Cênica 

Fotografa –  Laryssa Gaynett

Serviço

O quê? Circulação do espetáculo ‘Preciso Falar’

Onde? Itacoatiara (03/07), Itapiranga (04/07), Careiro da Várzea (18/07), Autazes (24/07), Maués (31/07) e Nova Olinda do Norte

Quanto? Gratuito

Faixa Etária: 12 anos

Foto: divulgação

Semana da Arte 2021 aborda ‘Arte como instrumento de apreciação da vida’

Platão definia arte como a capacidade humana de fazer coisas de maneira inteligente através do aprendizado, sendo um reflexo da capacidade criadora do ser humano. Manifestada em várias linguagens, dialoga com cada indivíduo de maneira única, o que pode ser um meio para o desenvolvimento das emoções e para a compreensão da vida.

Esta é a tônica da Semana da Arte, evento anual promovido pela Organização Internacional Nova Acrópole Brasil que acontece de 24 a 26 de junho, às 20h (BSB)com atividades gratuitas transmitidas pelo canal da instituição no Youtube, atualmente com mais de 720 mil inscritos.  Este é o segundo ano consecutivo que a programação acontece de forma online.

“A vida como arte” é a palestra que abre a programação cultural na quinta-feira, 24.06, às 20h (BSB). O diretor-presidente de Nova Acrópole Brasil- divisão Norte, Luís Carlos Marques Fonseca aborda aspectos filosóficos de como podemos reconhecer a existência da arte e apreciá-la enquanto modo de vida.

Na sexta-feira, 25.06, no mesmo horário, o professor Leandro Aguiar aborda a vivência e as lições que podem ser apreendidas da obra do compositor e músico alemão Johann Sebastian Bach na palestra “Aprendendo com J. S Bach e sua música”. Considerado um dos mais importantes artistas da história da música, grande intérprete do cravo e do órgão, Bach e sua obra foram responsáveis por marcar o período histórico conhecido como Barroco.

A professora Lucia Helena Galvão encerra a Semana da Arte com a palestra “Reflexões para perceber a Beleza”, também às 20h (BSB). A busca pelo sentido da beleza é também a busca pelo sentido da vida, conforme ressalta a filósofa e professora de Nova Acrópole.

Como exemplo, ela lembra a citação de Curuppumullage Jinarajadasa, filósofo e escritor cingalês e um dos mais importantes autores teosóficos do mundo, autor de mais de 50 livros e 1,6 mil artigos em periódicos no mundo: “Todas as verdadeiras formas de arte fazem a consciência humana compreender na vida aqueles valores que a Alma já conhece no plano da intuição”. “Vemos que só se reconhece a beleza na vida por que ela está dentro de nós; é como um espelho, um reflexo da Alma e aí reside o grande potencial da arte na vida”, afirma.

Programação Semana da Arte 2021

Quinta-feira, 24.06 – 20h (BSB)

“A vida como arte” – Luís Carlos Marques Fonseca

Sexta-feira, 25.06 – 20h (BSB)

“Aprendendo com J. S. Bach e sua música” – Leandro Botelho Aguiar

Sábado, 26.06 – 20h (BSB)

“Reflexões para perceber a Beleza” – Lúcia Helena Galvão

SERVIÇO

O QUÊ: Semana da Arte 2021

QUANDO: 24 a 26 de junho

HORÁRIO:20h (Brasília)

ONDE: youtube.com/NovaAcropole

QUANTO: Gratuito

Sobre os palestrantes

Luís Carlos Marques Fonseca é diretor presidente da Nova Acrópole Brasil – divisão Norte, responsável pela gestão de mais de 35 sedes localizadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Há 37 anos atua como instrutor de filosofia, ministrando diversos cursos oferecidos regularmente pela Nova Acrópole, dentre os quais se destacam: Ética e Moral; Sociopolítica; Filosofia da História; Oratória; Administração do Tempo; História da Filosofia Antiga e Medieval; Simbologia Teológica; Mitologia e Sabedoria Oriental.É formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília, tendo atuado por mais de 30 anos como executivo em empresas de telecomunicações que operam no Brasil.

Leandro Botelho Aguiar – iniciou o estudo da filosofia na Organização Nova Acrópole em 1995 e é instrutor das cátedras de ética, sociopolítica, filosofia da história, simbologia e história da filosofia do oriente e ocidente. Possui experiência em música nas áreas de coral, apreciação musical e artística em geral.

Lúcia Helena Galvão Maya é professora de filosofia da Organização Nova Acrópole há 31 anos.  Ministra aulas sobre os mais variados temas: ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros. Poetisa, já publicou quatro livros, além de produzir artigos e crônicas frequentemente publicados pela imprensa de todo o país. Profere ainda palestras e conferências regularmente para grandes públicos no Brasil.

Foto: Divulgação

Consciência e Atitudes

Neste dia 5 de junho de 2021, nossa consciência deve estar em sintonia com a Casa Comum de todos os viventes em nosso planeta e Mãe Terra, com profundo zelo com a Ecologia Integral, que devemos enquanto comunidade, seres humanos, ser solidários, com respeito à natureza, que tanto nos beneficia com os recursos naturais e que devem ser geridos com sustentabilidade, para que possamos entregar aos nossos filhos e netos um planeta digno de se viver em harmonia, com as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo – que é DEUS!

Temos ainda de combater a pobreza extrema dos que estão sofrendo de fome, de falta de abrigo e amor fraterno! Temos que sair de nossas zonas de conforto e praticarmos a caridade com compaixão dos que mais precisam, em tempos tão difíceis, em meio a essa pandemia avassaladora e cruel.

Nesse sentido, precisamos “Pensar global e agir local”, devemos estar atentos e conscientes do que acontece no mundo, mas a nossa atuação pode e deve ser em nosso meio, em nosso lar, comunidade e trabalho. Podemos influenciar nossos amigos, vizinhos e familiares. E essa corrente sustentável pode atingir pessoas influentes e distantes. Podemos conservar, preservar e de forma sustentável ajudar o mundo, apenas melhorando hábitos com respeito ao planeta e todas as suas criaturas existentes.

Temos, ainda, o desmatamento na Amazônia Brasileira que diminui a quantidade de árvores e, com isso, diminui: a densidade da floresta; a assimilação de CO2; o Regime Hidrológico, responsável pela evapotranspiração dos vapores d’água, transportados pelos rios voadores, para o equilíbrio e manutenção das chuvas para o resto do mundo.

Devemos priorizar a segurança dos recursos naturais, com um monitoramento perene e eficaz contra as forças destrutivas que insistem em desmatar e promover queimadas criminosas, as quais destroem a flora e a fauna implacavelmente, colocando em risco a vida e a sobrevivência dos povos tradicionais e indígenas em nossa casa comum. Devemos preservar as áreas de extrema significância ecológica e ambiental, para podermos proporcionar as conexões biológicas, transições gênicas das espécies do reino animal, insecta, aquático dentre outros no contexto do bioma amazônico.

Mais que um Dia mundial de comemorações, precisamos ter CONSCIÊNCIA E ATITUDES globais e locais para nossa casa comum em nossa ecologia integral.

Jurimar Collares Ipiranga
Engenheiro Florestal | CREA AM 8687-D
Mestre em Gestão Ambiental e Áreas Protegidas – UFAM/FCA
Avaliador e Perito Florestal – IBAPE

FOTO: Bruno Kelly|Amazonia Real | Fotos Públicas | Queimada vista aérea floresta próximo a Porto Velho/RO