Arte dos povos indígenas do Rio Negro é destaque em São Paulo

Em 30 de abril, a arte dos povos indígenas do Rio Negro estará em evidência no evento “Indígena, ancestral e feminina: a arte do Rio Negro que é patrimônio do Brasil”. A ação será realizada na Bemglô (rua Oscar Freire, 1105, em São Paulo), espaço dedicado a produtos sustentáveis, que tem como sócios Gloria Pires, Orlando Morais e Betty Prado.

Programada para acontecer entre 11h e 17h, a iniciativa é promovida por Bemglô, Instituto Socioambiental (ISA), rede Origens Brasil® e Tucum.

O evento permitirá aos visitantes conhecer e adquirir produtos do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (conjunto de práticas e saberes milenares dos povos locais, reconhecido em 2010 como patrimônio imaterial do Brasil) e cerâmicas produzidas pelos povos Tukano e Baniwa. Parte de uma tradição milenar, as obras são feitas por mulheres e têm ligações profundas com a floresta e o sagrado.

Participantes podem apreciar a arte indígena, feminina e ancestral das cerâmicas Baniwa e Tukano (Fotos: Divulgação / Tucum Brasil)

As relações comerciais que levam as cerâmicas até os consumidores ocorrem no âmbito da rede Origens Brasil®, administrada pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e composta por empresas, povos indígenas e populações tradicionais, instituições de apoio e organizações comunitárias, com o objetivo de promover negócios que contribuam com o bem-viver dos povos da floresta e a conservação da Amazônia. Tanto as empresas e organizações que participam do encontro são membros da rede Origens Brasil®.

O evento também será palco do pré-lançamento dos livros de bolso Cerâmica Tukano e Cerâmica Baniwa, realizados em parceria entre a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e o ISA, com apoio de União Europeia e Nia Tero.

Roda de conversa

Além disso, os participantes poderão acompanhar uma roda de conversas para abordar temas ligados à cultura e aos produtos da Amazônia, das 15h às 16h, com André Baniwa, Adriana Rodrigues, Amanda Santana e Patrícia Cota Gomes. André Baniwa é vice-presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), liderança do povo Baniwa, além de empreendedor social e escritor.

A historiadora e pesquisadora dos temas política de patrimônio imaterial, sistema agrícola tradicional quilombola e tecnociência solidária, Adriana Rodrigues, atua como analista de pesquisa no Instituto Socioambiental (ISA) na área da economia da sociobiodiversidade e políticas públicas alimentares. Também participante da roda de conversa Amanda Santana é sócia-fundadora e diretora criativa da Tucum Brasil e atua como indigenista há 10 anos, auxiliando no desenvolvimento das cadeias produtivas do artesanato junto às comunidades e organizações indígenas do Brasil.

Patrícia Cota Gomes, engenheira florestal com mestrado em gestão de florestas tropicais, é gerente no Imaflora (onde atua há 21 anos) e na rede Origens Brasil®, também estará no encontro. Nos últimos anos, Patrícia tem trabalhado na articulação de pessoas e de soluções que ajudam a valorizar a Amazônia de pé e os povos da floresta.

Realizadores

A iniciativa é promovida por Bemglô, Instituto Socioambiental (ISA), rede Origens Brasil® e Tucum. A Bemglô é uma plataforma colaborativa, criada a partir da sociedade de Orlando Morais, Glória Pires e Betty Prado, que compartilha produtos que contam a história de quem faz, chamada carinhosamente de Rede do Bem. Uma Rede que conecta talentos, criatividade e saberes ancestrais, oferecendo produtos dentro da filosofia do Comércio Justo, nos segmentos de artesanato brasileiro, cosmética natural, design e moda consciente, além da gastronomia da floresta.

O Instituto Socioambiental (ISA), uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, desde 1994, atua na proposição de soluções integradas para questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos.

A rede Origens Brasil® surgiu em 2016, a partir de uma iniciativa entre produtores da floresta, o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e o ISA (Instituto Socioambiental). O Origens Brasil® é reconhecido e respeitado por seu fomento à economia local dos produtores da Amazônia.

E a Tucum, plataforma das Artes Indígenas do Brasil, desde 2013, integra o grupo de realizadores do evento. A Tucum apoia comunidades, artistas e iniciativas de mais de 50 povos indígenas na estruturação, logística, comunicação e comercialização de suas artes.

Serviço
Onde
: R. Oscar Freire, 1105 – Jardim Paulista, São Paulo – SP
Quando: 30 de abril, das 11h às 16h

Fotos: Divulgação / Tucum Brasil

Hora do Planeta é muito mais que apagar luzes, é restauração da natureza e conexão com o meio ambiente

Pela terceira vez consecutiva e ainda no contexto da pandemia, a Hora do Planeta – ação realizada pela Rede WWF – terá formato digital. É neste sábado, 26 de março, com programação a partir das 17h30, até chegar a Hora do Planeta, das 20h30 às 21h30 (horas de Brasília). Este ano, o tema é #ConstruaNossoFuturo.

A programação digital contará com a participação de convidados e temas do nosso dia a dia, incluindo debates, um jogo – ao vivo – de perguntas e respostas e peça de teatro criada com exclusividade para a ação.

As atividades da Hora do Planeta começaram mais cedo, nos dias 22 e 23 de março, com o Cinedebate Amazônia Criadora, mediado pela jornalista, cineasta e diretora-executiva da Negritar Filmes e Produções, Joyce Cursino.

O Cinedebate Amazônia Criadora deriva do edital Amazônia Criadora, lançado pelo WWF-Brasil para inspirar pessoas a contar as histórias dos modos de viver e crescer que promovem equilíbrio entre as pessoas e a natureza. Oito coletivos de comunicação da Amazônia foram apoiados para contarem histórias de uma Amazônia que não precisa ser desmatada para crescer.

Mesa Restauração de Ecossistemas

Às 17h30, com a participação de especialistas e pessoas que atuam no seu dia a dia com o processo de restauração, o debate visa apontar a construção de um presente e um futuro em harmonia com a natureza. Para isso, a mesa vai apresentar histórias reais de coletivos que se dedicam à restauração em suas regiões e discutir como os resultados influenciam não apenas o contexto local.

Participam do debate Marcelle Souza, da WWF-Brasil, como mediadora; Alice Pataxó, comunicadora e ativista indígena; Flávia Balderi, do projeto Copaíba; e Ana Rosa Cyrus, do Engajamundo.

Gameshow

Às 18h30, será hora de testar os conhecimentos sobre vários temas ambientais. E fazer parte de uma trama para descobrir os envolvidos numa conspiração misteriosa, que vai apontar os maiores desafios ambientais. É o jogo interativo que terá artistas participando do desafio e respondendo sobre temas socioambientais e os caminhos possíveis para superarmos os desafios ambientais da atualidade.

Participam do gameshow o humorista Bruno Motta, a historiadora e ativista Keilla Vila Flor, e a ativista indígena Tukimã Pataxó.

Peça de teatro

Às 19h, para fechar a terceira edição do Festival Digital, tem participação especial do Improclube, coletivo teatral de improviso que apresentará um espetáculo autoral e interativo. Inspirado na dinâmica do clássico jogo do detetive, a peça traz para o nosso cotidiano o debate ambiental e todas as conexões com a nossa vida, de uma maneira divertida e inovadora.

Apagar das luzes

Após o encerramento da programação, às 20h20, chega a Hora do Planeta, das 20h30 às 21h30. “É importante ressaltar que a Hora do Planeta é muito mais que apagar as luzes de residências, monumentos, fachadas e prédios históricos pelo mundo. A ação realizada desde 2007 tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de restaurar a natureza e a nossa conexão com o meio ambiente”, declara Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

“Nesta edição, estamos dando a voz para os jovens, os povos tradicionais, dos indígenas, das comunidades extrativistas e das populações mais fragilizadas – como as negras e periféricas, pois acreditamos que juntos podemos vencer os desafios e retrocessos ambientais do nosso país”, pontuou.

Monumentos participantes

No Brasil, entre alguns dos monumentos confirmados estão o Cristo Redentor (RJ), Chalé da Pedra (Quixadá – CE), Edifício Matarazzo (SP), Espaço UFMG do Conhecimento (MG), Fonte luminosa da Praça Ari Coelho (MS), as três sedes do Instituto Moreira Salles (RJ, SP e MG), Jardim da Prefeitura Municipal de Campo Grande (MS), MAC (RJ), Monumento aos Pioneiros (MS), Monumento de alusão ao relógio da 14 (MS), Monumento Maria Fumaça (MS), Museu das Minas e dos Metais (MG), Museu do Amanhã (RJ), Museu Histórico de Santa Catarina (SC), Obelisco (MS), Ponte Octávio Frias de Oliveira (SP), Praça Pantaneira (MS), Teatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) e Viaduto do Chá (SP).

Movimento de base 

A Hora do Planeta é o principal movimento ambiental global da rede WWF. Nascida em Sydney em 2007, a Hora do Planeta cresceu e se tornou um dos maiores movimentos de base do mundo para o meio ambiente, inspirando indivíduos, comunidades, empresas e organizações em mais de 180 países e territórios a tomar ações ambientais tangíveis por mais de uma década.

Historicamente, a Hora do Planeta se concentrou na crise climática. Mas, recentemente, se esforçou para trazer à tona a questão premente da perda da natureza. O objetivo é criar um movimento imparável para a natureza, como aconteceu quando o mundo se uniu para enfrentar as mudanças climáticas.

A realização é do WWF-Brasil, ONG brasileira que há 25 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas, em todo país, para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza. Estamos conectados numa rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática. Conheça a ONG.

Arte: Divulgação/WWF Brasil

Síndrome de Down: como a literatura pode servir de instrumento para falar sobre inclusão e diversidade

Nesta segunda-feira (21/03), comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down, data promovida pela Down Syndrome International e celebrada desde 2006, que tem como objetivo exaltar a vida das pessoas com Síndrome de Down e disseminar informações para promover a inclusão de todos.

A síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso faz com que as pessoas com síndrome de Down tenham 47 cromossomos em suas células ao invés de 46, como a maior parte da população. De acordo com o último censo do IBGE, existem aproximadamente 300 mil pessoas com Síndrome de Down no Brasil.

E a literatura auxilia no desenvolvimento dos pequenos com síndrome de Down e na disseminação de informação. Os livros infantis são ferramentas que podem colaborar muito com o desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, seja no acompanhamento profissional ou no dia a dia da família. O estímulo relacionado à ludicidade da literatura pode ser uma ótima forma de desenvolver os pequenos.

O hábito da leitura desperta as potencialidades das crianças com síndrome de Down, por meio de livros voltados para a estimulação de diversas áreas, como livros coloridos, lúdicos, sensoriais, interativos e que despertem o interesse. Por isso, é importante que a família introduza o hábito da leitura, desde cedo, em casa, lendo para seu pequeno, colocando-o em contato com os livros e dando a oportunidade de manuseá-los.

Além disso, livros que tratam sobre diversidade e inclusão e com protagonistas com Síndrome de Down, ajudam a introduzir o assunto com crianças e a discutir a inclusão de todas as pessoas desde a primeira infância.

Como parte do projeto da Leiturinha, um clube de livros infantis, de trazer diversidade e inclusão social para os seus conteúdos, confira abaixo livros selecionados que auxiliam neste debate:

Joca e Dado

Leituras como a de Joca e Dado são ideais para conversar com as crianças sobre inclusão. Você sabia que as personagens são inspiradas em pessoas reais? Além disso, as ilustrações do livro Original Leiturinha foram feitas por um estúdio com profissionais diversos. Dentre eles, pessoas com Síndrome de Down. Inspirador, não é mesmo? É importante conversar com as crianças sobre as infinitas possibilidades que todos nós temos como pessoas. Além disso, incentivar que a criança interaja com as atividades ao final do livro.

Yunis

Yunis é um menino com Síndrome de Down. Ele adora cozinhar. Faz doces e bolos maravilhosos e os decora com um desenho especial que virou sua marca. Todas as noites ele deixa alguns de seus deliciosos doces na porta de cada criança do seu vilarejo. Mas elas não sabem quem é o responsável por essas coisas tão gostosas e esse ato tão generoso. Elas só descobrirão depois… Yunis é uma história que promove a diversidade e a inclusão, e encoraja a gentileza e a aproximação entre as pessoas!

Não Somos Anjinho

As crianças com síndrome de Down são como qualquer outra criança! Ora estão felizes, ora estão tristes. Por vezes, são amorosas. Em outros momentos, fazem muitas travessuras! Por isso, de maneiras simples e lúdicas, o livro Não Somos Anjinhos desmente algumas crenças bastante difundidas sobre as crianças com síndrome de Down. E revela que, apesar das particularidades, elas são apenas crianças.

Alguém Muito Especial

O livro Alguém Muito Especial conta a história de Tico e China, irmãos que estão aprendendo a conviver. Isso porque, aos poucos, Tico passa a compreender seu irmão e, assim, surge uma bonita cumplicidade entre os dois!

Indicado para crianças a partir dos 8 anos de idade, Alguém Muito Especial é um livro delicado, poético e bastante sensível. Por isso, é uma ótima sugestão para falar com os jovens leitores sobre empatia e inclusão.

FAO discute o papel das florestas na garantia de produção e consumo sustentáveis

Neste Dia Internacional das Florestas 2022 – 21 de março, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), juntamente com a União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) e o Congresso Mundial da IUFRO 2024|Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU), realizam um painel de discussão de alto nível para celebrar a data mundial sob o tema “Inspire para o futuro: o​​ papel das florestas na garantia de produção e consumo sustentáveis”. 

O evento acontece nesta segunda-feira (21/03), das 8h às 11h (Hora de Brasília), on-line e no Pavilhão Sueco, The Forest, na Expo 2020, em Dubai, com tradução será fornecida em árabe, chinês, inglês, francês, espanhol e russo. A inscrições podem ser feitas no aqui.

Atualmente, o mundo enfrenta desafios sem precedentes, sendo as mudanças climáticas uma das mais prementes de todas. Esses desafios ameaçam o bem-estar das pessoas e da natureza e exigem ação imediata para desenvolver soluções inovadoras e criativas, que coloquem o mundo no caminho da paz e da prosperidade em um planeta saudável.  

Neste evento, serão discutidas como as inovações de base florestal, eficiência de recursos, produtos de base florestal e serviços ecossistêmicos podem contribuir para um estilo de vida sustentável e acelerar uma mudança para um consumo e produção mais sustentáveis. Esses esforços ajudam a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, saúde, bem-estar e uma transição para economias verdes e de baixo carbono. 

Segurança alimentar

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é uma agência especializada das Nações Unidas que lidera os esforços internacionais para derrotar a fome. Nosso objetivo é alcançar a segurança alimentar para todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular a alimentos de alta qualidade suficientes para levar uma vida ativa e saudável. 

O Programa Florestal da FAO supervisiona mais de 230 projetos em 82 países, com um orçamento total disponível de US$ 246 milhões (a partir de 2019). A FAO é orientada em seu trabalho técnico florestal pelo Comitê Florestal (COFO) e seis comissões florestais regionais.

Desenvolvimento Sustentável

A União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) é uma organização mundial dedicada à pesquisa florestal e ciências relacionadas. Seus membros são instituições de pesquisa, universidades e cientistas individuais, bem como autoridades decisórias e outras partes interessadas com foco em florestas e árvores. A IUFRO visa contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas.  

Congresso Mundial da IUFRO 2024|SLU

A Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU) é uma agência governamental e universidade internacional de classe mundial com pesquisa, educação e avaliação ambiental dentro das ciências para a vida sustentável. A SLU realiza educação, pesquisa e monitoramento e avaliação ambiental em colaboração com a sociedade em geral. A SLU é a organização anfitriã da Suécia do Congresso Mundial da IUFRO 2024, de 23 a 29 de junho em Estocolmo, em colaboração com a IUFRO e os países parceiros nórdicos e bálticos.  

Desenvolvimento sustentável: Manaus é a 11ª entre as capitais em ranking inédito da ONU

A poucos dias de completar 352 anos, no dia 24 de outubro, a cidade de Manaus aparece na 11ª posição entre as 26 capitais estaduais do estudo elaborado com base no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), o que mostra que a capital do Amazonas ainda tem grandes desafios a superar para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, estando distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS.

No ranking geral do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), que computou e analisou os dados de 770 municípios de todo o país, Manaus encontra-se na 260ª posição, com pontuação média de 57,60 considerando todos os objetivos a serem atingidos. Quanto mais próximo de 100, mais perto de alcançar as metas preconizadas pela ONU.

A cidade registra nove ODS assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice, sendo que os objetivos situados no patamar inferior da tabela estão os de número 2 – Fome zero e agricultura sustentável (42,3 pontos), 3 – Saúde e bem-estar (43,4 pontos), 4 – Educação de qualidade (44,4 pontos), 5 – Igualdade de Gênero (34,0 pontos), 6 – Água Limpa e Saneamento (61,4 pontos), 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (48,8 pontos), 10 – Redução das Desigualdades (39,1 pontos), 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (48, 0 pontos) e 16 – Paz, Justiça e Instituições eficazes (38,2 pontos), sendo que alguns desses pontos são desafios compartilhados por prefeitos e gestores públicos de todo o país.

Por outro lado, o índice mostra que Manaus está muito próxima de alcançar plenamente o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível (98,0 pontos), o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura (86,8 pontos) e o ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre (93,9 pontos).

Manaus está distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS definidos pela ONU (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades

Lançado recentemente (em 23/3), o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) é um estudo inédito desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros.

A iniciativa conta com o apoio do Projeto CITinova e consiste em um extenso trabalho de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Embora as cidades ainda tenham quase dez anos para avançar na Agenda 2030, o estudo mostra que a maioria dos municípios está muito distante de cumprir as metas estabelecidas em 2015.

O objetivo mais desafiador é o 3 – Saúde e Bem-Estar, justamente o que apresenta uma relação direta com a pandemia em sua meta 3.d, que preconiza: reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde.

Neste ODS, 756 das 770 cidades estão no pior quartil do sistema de classificação e as outras 14, no segundo pior. Nenhuma cidade está nas duas melhores faixas da escala, que significam que o objetivo foi atingido (no caso do melhor quartil) ou que há alguns desafios para atingi-lo (no caso do segundo melhor). Importante destacar que os dados e indicadores do índice não levam em consideração os efeitos da pandemia, uma vez que se referem a períodos anteriores à disseminação do novo coronavírus.

Por outro lado, Manaus está muito próxima de alcançar plenamente três ODS: Energia Limpa e Acessível; de Indústria, Inovação e Infraestrutura; e de Proteger a Vida Terrestre (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Metodologia

A metodologia do IDSC-BR foi elaborada pela SDSN (UN Sustainable Development Solution Network), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Lançada em 2012, a SDSN já desenvolveu índices para diversos países e cidades do mundo.

O IDSC-BR apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas dos objetivos ODS em 770 municípios, usando os dados mais atualizados (tipicamente entre 2010 e 2019) disponíveis em nível nacional e em fontes oficiais. As cidades foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: capitais brasileiras, cidades com mais de 200 mil eleitores, cidades em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) na gestão 2017-2020 e cidades com a Lei do Plano de Metas, além de contemplar todos os biomas brasileiros.

A pontuação do IDSC-BR é atribuída no intervalo entre 0 e 100 e pode ser interpretada como a porcentagem do desempenho ótimo. A diferença entre a pontuação obtida e 100 é, portanto, a distância em pontos porcentuais que uma cidade precisa superar para atingir o desempenho ótimo. Há uma pontuação para cada objetivo e outra para o conjunto dos 17 ODS.

O mesmo conjunto de indicadores foi aplicado a todos os 770 municípios para gerar pontuações e classificações comparáveis. Diferenças entre a posição de cidades na classificação final podem ocorrer por causa de pequenas distâncias na pontuação do IDSC.

Desse modo, o índice apresenta uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030.

FOTOS: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica

Anticorpos contra a Covid-19 podem ser transferidos aos bebês pelo leite materno

Na finalização do ‘Agosto Dourado’, campanha que reforça a importância do aleitamento materno tanto para as mamães, quanto para seus bebês, a ciência apontou mais um benefício dessa prática. Pesquisa recente desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e conduzida pelo Hospital das Clínicas, vinculado à instituição, mostrou que a amamentação pode ser uma arma contra a Covid-19, já que as lactantes imunizadas contra a doença produzem anticorpos que são transferidos aos recém-nascidos através do leite materno.

Mais um ótimo motivo para estimular a amamentação dos pequenos. Sobre o aleitamento, a enfermeira obstetra da Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Anne Santos, explica que o ideal é que o bebê seja alimentado até os seis meses, exclusivamente, com o leite materno, prática que dispensa, inclusive, a ingestão de água pelos pequenos. Isso porque, o leite materno é o alimento mais completo e saudável para crianças nessa idade, ajudando no fortalecimento da imunidade.

Além disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, recomenda a amamentação da criança até os dois anos de idade ou mais, sendo até os seis meses de forma exclusiva.

“Mas, cada caso é um caso e vai depender muito da realidade de cada família. O ideal é que sejam introduzidos, aos poucos, alimentos sólidos, que complementem a amamentação após os seis meses de idade. Mas, há casos em que as mães trabalham fora, e não conseguem manter a amamentação por um período maior”, destaca Anne Santos.

Para estimular a prática, a Segeam, principal prestadora de serviços especializados de enfermagem obstétrica ao SUS (Sistema Único de Saúde) no Amazonas, participou ativamente da programação desenvolvida pela SES-AM (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas), nas maternidades estaduais situadas em Manaus e também no Instituto da Mulher Dona Lindú.

Além de orientar sobre as boas práticas do aleitamento, os profissionais da Associação realizaram a segunda edição da campanha ‘Doe um Pote’, para a doação de potes de vidro com tampa de plástico à instituição. Os itens serão entregues, em data a ser definida, às maternidades que mantém em suas estruturas, os chamados ‘bancos de leite materno’, que ajudam as mamães que não podem amamentar seus recém-nascidos por motivos diversos, a alimentá-los com leite materno, combatendo, assim, a desnutrição e prevenindo outros problemas de saúde.

Pesquisa

Outro dado importante revelado pelo estudo da USP/Hospital das Clínicas é que a segunda dose do imunizante resultou em um incremento de anticorpos e mesmo meses após a aplicação da vacina, eles ainda se faziam presentes no leite materno.

Uma informação de extrema importância, haja vista que no Brasil, o número de pessoas completamente imunizadas ainda é tímido, não chegando aos 30%. As lactantes que fizeram parte da análise haviam recebido as doses da vacina Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan (SP), em parceria com o laboratório chinês Sinovac. 

Foto: Divulgação

Produto para saúde e bem-estar capilar chega com melhor acessibilidade ao Amazonas

Por César Augusto

Os cuidados pessoais tem demandado mais exigências por parte do consumidor quanto a qualidade, preço e comodidade para consumo dos produtos que diariamente são lançados nos nichos de mercado do bem-estar e saúde. Com base nessa necessidade nem sempre suprida pelas empresas do ramo, a agência Seevem Marketing Digital, de Manaus, apostou em um produto mais acessível do ponto de vista econômico e mais agradável para o consumo.

O Lovyhair é uma pastilha de goma, um colágeno com vitaminas que auxiliam no fortalecimento capilar, das unhas, na saúde da pele e também no fortalecimento imunológico com uma composição feita a partir de pectina vegetal. A Seevem atua como distribuidora local, com foco inicial na região Norte, ao contrário de outros produtos que por falta desse direcionamento específico chegam ao consumidor com preços extremamente altos. Em termos de comparação, um produto unitário similar e mais conhecido no mercado nacional chega a custar o triplo do Lovyhair.

Há pouco mais de um ano e meio no mercado, a Seevem procurou uma novidade no ramo de produtos de saúde e bem-estar, chegando ao Lovyhair. “Encontramos um produto com potencial e valor acessível para a região, ao observarmos uma demanda alta”, conta Carlos Henrique Lúcio, sócio da agência juntamente com Gabriel Oliveira, Paulo Ellerton e Paulo César Viana.

Paulo Ellerton (E), Gabriel Oliveira e Carlos Henrique, sócios da Seevem: aposta em produto com qualidade e com melhor acessibilidade na região Norte

A apresentação do Lovyhair se tornou um atrativo também, sendo uma opção às cápsulas tradicionais e reunindo características atraentes tanto na constituição quanto na composição. Cada gominha tem o formato de um urso coala, com sabor agradável e – fatores cada vez mais importantes no mercado da saúde e bem-estar – livre de açúcar e de testagem em animais, permitindo sua fácil aceitação em outras regiões, entre outras vantagens também para o parceiro comercial, como descontos e ações de marketing que incentivam essa aceitação. “Um produto sem esses atrativos não gera lucro, e conseguimos não repassar os custos (aos revendedores), ao contrário dos demais”, aponta Henrique. “Nosso foco inicial é em Manaus, mas logo atenderemos outras regiões”, acrescenta.

As gominhas do Lovyhair possuem formato de urso coala e sabor agradável, sem adição de açúcar, quesito bastante valorizado em produtos de saúde e bem-estar (Foto: divulgação)

Composto

A marca Lovyhair está ligada à expressão “cabelo adorável”, com a junção das palavras em inglês “love” (amor) e “hair” (cabelo), aliando ao produto a imagem de um ursinho coala, com isso passando a idéia dos cuidados e carinho das mulheres com sua beleza e saúde – mas o colágeno não é de uso exclusivo feminino, diga-se de passagem.

O produto leva em sua composição vitaminas A, B5, B6, B12, C, D3 e E, biotina B6 (base da vitamina B7 que estimula a produção de queratina para a saúde e hidratação capilares e evitando o ressecamento da pele) e colágeno hidrolisado, item importante principalmente para fortalecimento de articulações, unhas e cabelos.

A Seevem disponibilizou mais informações sobre o novo produto e para sua aquisição no Instagram @lovyhairs e em seu site www.lovyhairs.com.br .

Fotos: César Augusto

Primeiro evento-teste será realizado em setembro na Arena da Amazônia

Uma sequência de evento-teste será realizado a partir do mês de setembro, no podium da Arena da Amazônia. Após seis meses de estudos e coleta de dados, a Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), apresentou proposta ao Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Covid-19 do Governo do Estado e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP),  que aprovou a proposta no último dia 13, após criteriosa análise e ajustes no projeto. 

A proposta prevê que todos os participantes estejam vacinados com ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Eles e a equipe que estará trabalhando na organização serão testados 48 horas antes do evento. Se o resultado seja positivo, a pessoa será impedida de participar. A FVS-RCP deve ainda monitorar todos por até duas semanas. 

“Todo mundo que estiver envolvido no evento deverá estar vacinado com ao menos a primeira dose e deverá estar esperando a data para tomar a segunda dose. Quem estiver com a segunda dose atrasada não vai poder participar. Outro detalhe importante é que a pessoa deverá ter tomado a primeira dose 15 dias antes do evento”, afirma o presidente da Asseeam, Gerson Sampaio. 

Sampaio ressalta, ainda, que o setor foi o mais afetado pela pandemia, e depois da ampliação e celeridade no processo de vacinação, diminuição dos casos confirmados, diminuição no número de mortes e internações por covid, o setor consegue enxergar a possibilidade de retomar gradativamente suas atividades. 

“Nós do setor de entretenimento estamos há mais de 15 meses parados. Fomos os primeiros a parar nossas atividades, logo após a confirmação dos primeiros casos da doença aqui em Manaus, e estamos sendo os últimos a retomar. Nesse período, muitos estabelecimentos decretaram falência e não mais conseguirão retornar. Milhares de pessoas perderam seus postos de trabalho, passaram necessidades. Então, neste momento em que a vacinação tem avançado no Estado, os números de casos confirmados, de mortes e de internações diminuíram consideravelmente, colocando o Estado do Amazonas com um dos melhores índices no combate ao Covid-19, conseguimos elaborar essa proposta, apresentamos ao governo e aos órgãos de saúde e conseguimos a autorização para realizar estes eventos-teste”, complementa.

O governador do Amazonas, Wilson Lima destacou que a realização do evento só será possível devido à ampliação da imunização em todo o Estado. “A gente conseguiu avançar muito na questão da vacinação aqui no Amazonas e isso é uma condicionante para que a gente possa voltar a normalidade de nossas vidas. Agora em setembro, vamos fazer um evento teste com 3 mil pessoas e estamos trabalhando com a CBF a possibilidade da realização de um jogo da seleção brasileira em Manaus, com público”, afirmou o governador. 

Estrutura

O podium da arena será dividido em três setores diferenciados pelas cores vermelha, amarela e azul. A entrada individual será feita de acordo com cada setor. O palco ficará no meio do setor de cor amarela. Os outros dois setores ficarão em lados opostos. A proposta prevê ainda que as mesas sejam substituídas por cabines.

“Todos os protocolos de segurança serão seguidos rigorosamente durante o evento. Na entrada, a pessoa terá que apresentar a carteira de vacinação em dia e deverá estar fazendo o uso correto de máscara. Teremos equipes em cada entrada para aferir a temperatura, assim como colocaremos diversos totens com álcool em gel espalhados pelo local. O distanciamento social também será cumprido”, finaliza Gerson. 

Calendário

Ao todo, devem ser realizados cinco eventos-testes em Manaus, as datas estão sendo definidas e o cronograma completo deverá ser divulgado na terça-feira (31).

Foto: divulgação

Sema promove série de cursos on-line para celebrar Semana da Amazônia

Em alusão ao dia 5 de setembro, data em que é celebrado o Dia da Amazônia, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) promove uma série de cursos on-line, com emissão de certificados de participação e horas complementares. A programação ocorre de 30 de agosto a 3 de setembro, no canal da Sema Amazonas no Youtube (https://bit.ly/3zrh5s9). 

Os cursos serão abertos ao público, sem restrição de participação. No entanto, para garantia do certificado é necessário preencher formulário disponível no link https://abre.ai/ddge. No dia da live, o participante também deverá confirmar presença, informando o nome completo, nos comentários na transmissão ao vivo. O certificado será emitido apenas para quem cumprir estas duas etapas. 

“A Amazônia é nosso maior patrimônio e não poderíamos deixar esta data sem comemoração. Dessa vez, trouxemos palestras com conteúdos que podem ser aplicados no dia a dia das pessoas, além de conteúdos que as ajudam a entender melhor essa imensidão que é o lugar onde vivemos”, pontuou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. 

Palestrantes

Entre os convidados a compartilhar conhecimento na Semana da Amazônia, estão nomes como o do pesquisador e especialista no estudo de plantas medicinais, Moacir Tadeu Biondo. 

O pesquisador é um dos pioneiros a contribuir para o resgate da medicina tradicional e é idealizador da metodologia construtiva “A montagem da paisagem do conhecimento local”, que alcançou cerca de 1,2 mil pessoas em mais de 50 comunidades no Amazonas. 

O mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais, professor Marcus Aurélio Pereira, também palestrará no evento. O biólogo e assessor técnico da Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc), falará sobre Plantas Alimentícias não Convencionais, as PANCs.

Também estão entre os palestrantes, o coordenador do Núcleo de Pesca da Sema, Eduardo Conde, e a assessora do Núcleo de Educação Ambiental da secretaria, Maria Edilene, que falarão sobre os potenciais da pesca esportiva no Amazonas e o voluntariado ambiental, respectivamente.

O encerramento será com um painel sobre bioeconomia em Unidades de Conservação, que reunirá o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira; o arquiteto Marcelo Rosenbaum; o superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana; e o artesão Manoel Garrido, vencedor do ‘Prêmio Casa Vogue Design 2021’. 

“Reunimos um time incrível de palestrantes. Pessoas com muita expertise para compartilhar conhecimentos com o público que quer saber mais sobre o meio ambiente e a Amazônia”, ressaltou Eduardo Taveira. 

Programação completa 

Segunda-feira (30/08)

Curso: Pescando sustentabilidade – potenciais do turismo de pesca esportiva no Amazonas, com Eduardo Conde, coordenador do Núcleo de Pesca da Sema.

Hora: 14h às 15h30.  

Terça-feira (31/08)

Curso: Como ser um multiplicador ambiental na sua comunidade local, com Maria Edilene, assessora do Núcleo de Educação Ambiental da Sema, especialista em Educação e Gestão Ambiental.

Hora: 14h às 15h30.

Quarta-feira (01/09)

Curso: PANCs – conheça as plantas alimentícias não convencionais da Amazônia, com o assessor técnico da Coordenação de Educação Ambiental da Seduc, professor Marcus Aurélio Pereira, mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Hora: 14h às 15h30.

Quinta-feira (02/09)

Curso: Plantas Medicinais e Saberes Tradicionais – remédio para o bem-estar do corpo e da mente, com o pesquisador e especialista no estudo de plantas medicinais, Moacir Tadeu Biondo.

Hora: 9h às 10h30.

Sexta-feira (03/09)

Curso: Empreendedorismo sustentável nas Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas, com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira; o superintendente da FAS, Virgílio Viana; o artesão e vencedor do prêmio ‘Casa Vogue’, Manoel Garrido; e o arquiteto Marcelo Rosenbaum.

Hora: 14h às 15h30.

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

Vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de intervalos entre doses menores

Em regiões de prevalência da variante delta do novo coronavírus, o intervalo entre doses de vacina de Covid-19 precisa ser mais curto do que doze semanas para que se tenha um controle efetivo da pandemia. É o que sugere modelo matemático desenvolvido pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) a partir de dados preliminares da eficácia da vacina para a variante delta. A ferramenta está descrita em artigo publicado na PNAS na quarta (18).

A tecnologia, criada pelo grupo ModCovid-19 com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP) projeta tempo seguro e ideal entre doses para controle da pandemia, a partir de dados de eficácia de vacinas. Ele mostra que vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de um intervalo menor de aplicação do que vacinas com taxas de eficácia maiores. Alimentada com estudos prévios sobre eficácia dos imunizantes, a tecnologia indica quando é possível adiar as doses e quando se atinge o máximo possível de proteção.

“O próprio algoritmo decide quando é melhor aplicar a segunda dose, levando em conta a primeira, de maneira a controlar o mais rápido possível a pandemia”, explica Paulo José da Silva e Silva, co-autor do estudo. Por isso, a ferramenta, que está disponível on-line, pode ajudar nas tomadas de decisão durante o processo de imunização da população brasileira e de outros países.

Paulo lembra que quando o artigo foi escrito, em fevereiro desse ano, a principal pergunta era se valeria a pena adiar a segunda dose e qual a maneira mais segura de se fazer isso, em virtude da quantidade limitada de doses. Nesse sentido, o estudo teve como base a fabricante Astrazeneca e concluiu que o percentual de eficácia entre a primeira dose e segunda era muito pequeno e por isso, comprovadamente, valeria a pena esperar e vacinar mais gente com 1ª dose.

Agora, com o avanço da variante delta em algumas regiões do Brasil e do mundo, as estratégias de vacinação podem ser revistas a partir deste modelo. “Se você está em um lugar onde ela é a variante prevalente, a eficácia da primeira dose, pelas primeiras estimativas que estão saindo agora, é muito menor do que era com a alfa, então muda a relação da eficácia entre primeira e segunda dose. Essas análises confirmam que a decisão é delicada e que tem que ser feita de maneira sistemática”, observa Paulo.

O portal buscou informações das secretarias de Saúde do Estado e do município sobre uma possível adoção da diminuição do tempo de vacinação diante da identificação de casos da variante Delta na região, entretanto não obteve retorno até o momento.

Fonte: Agência Bori

Foto: Depositphotos