Desenvolvimento sustentável: Manaus é a 11ª entre as capitais em ranking inédito da ONU

A poucos dias de completar 352 anos, no dia 24 de outubro, a cidade de Manaus aparece na 11ª posição entre as 26 capitais estaduais do estudo elaborado com base no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), o que mostra que a capital do Amazonas ainda tem grandes desafios a superar para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, estando distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS.

No ranking geral do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), que computou e analisou os dados de 770 municípios de todo o país, Manaus encontra-se na 260ª posição, com pontuação média de 57,60 considerando todos os objetivos a serem atingidos. Quanto mais próximo de 100, mais perto de alcançar as metas preconizadas pela ONU.

A cidade registra nove ODS assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice, sendo que os objetivos situados no patamar inferior da tabela estão os de número 2 – Fome zero e agricultura sustentável (42,3 pontos), 3 – Saúde e bem-estar (43,4 pontos), 4 – Educação de qualidade (44,4 pontos), 5 – Igualdade de Gênero (34,0 pontos), 6 – Água Limpa e Saneamento (61,4 pontos), 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (48,8 pontos), 10 – Redução das Desigualdades (39,1 pontos), 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (48, 0 pontos) e 16 – Paz, Justiça e Instituições eficazes (38,2 pontos), sendo que alguns desses pontos são desafios compartilhados por prefeitos e gestores públicos de todo o país.

Por outro lado, o índice mostra que Manaus está muito próxima de alcançar plenamente o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível (98,0 pontos), o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura (86,8 pontos) e o ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre (93,9 pontos).

Manaus está distante das metas estabelecidas em nove dos 17 ODS definidos pela ONU (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades

Lançado recentemente (em 23/3), o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) é um estudo inédito desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros.

A iniciativa conta com o apoio do Projeto CITinova e consiste em um extenso trabalho de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Embora as cidades ainda tenham quase dez anos para avançar na Agenda 2030, o estudo mostra que a maioria dos municípios está muito distante de cumprir as metas estabelecidas em 2015.

O objetivo mais desafiador é o 3 – Saúde e Bem-Estar, justamente o que apresenta uma relação direta com a pandemia em sua meta 3.d, que preconiza: reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde.

Neste ODS, 756 das 770 cidades estão no pior quartil do sistema de classificação e as outras 14, no segundo pior. Nenhuma cidade está nas duas melhores faixas da escala, que significam que o objetivo foi atingido (no caso do melhor quartil) ou que há alguns desafios para atingi-lo (no caso do segundo melhor). Importante destacar que os dados e indicadores do índice não levam em consideração os efeitos da pandemia, uma vez que se referem a períodos anteriores à disseminação do novo coronavírus.

Por outro lado, Manaus está muito próxima de alcançar plenamente três ODS: Energia Limpa e Acessível; de Indústria, Inovação e Infraestrutura; e de Proteger a Vida Terrestre (Foto: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica)

Metodologia

A metodologia do IDSC-BR foi elaborada pela SDSN (UN Sustainable Development Solution Network), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Lançada em 2012, a SDSN já desenvolveu índices para diversos países e cidades do mundo.

O IDSC-BR apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas dos objetivos ODS em 770 municípios, usando os dados mais atualizados (tipicamente entre 2010 e 2019) disponíveis em nível nacional e em fontes oficiais. As cidades foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: capitais brasileiras, cidades com mais de 200 mil eleitores, cidades em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) na gestão 2017-2020 e cidades com a Lei do Plano de Metas, além de contemplar todos os biomas brasileiros.

A pontuação do IDSC-BR é atribuída no intervalo entre 0 e 100 e pode ser interpretada como a porcentagem do desempenho ótimo. A diferença entre a pontuação obtida e 100 é, portanto, a distância em pontos porcentuais que uma cidade precisa superar para atingir o desempenho ótimo. Há uma pontuação para cada objetivo e outra para o conjunto dos 17 ODS.

O mesmo conjunto de indicadores foi aplicado a todos os 770 municípios para gerar pontuações e classificações comparáveis. Diferenças entre a posição de cidades na classificação final podem ocorrer por causa de pequenas distâncias na pontuação do IDSC.

Desse modo, o índice apresenta uma avaliação dos progressos e desafios dos municípios brasileiros para o cumprimento da Agenda 2030.

FOTOS: Lenise Ipiranga/Vida Amazônica

Anticorpos contra a Covid-19 podem ser transferidos aos bebês pelo leite materno

Na finalização do ‘Agosto Dourado’, campanha que reforça a importância do aleitamento materno tanto para as mamães, quanto para seus bebês, a ciência apontou mais um benefício dessa prática. Pesquisa recente desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e conduzida pelo Hospital das Clínicas, vinculado à instituição, mostrou que a amamentação pode ser uma arma contra a Covid-19, já que as lactantes imunizadas contra a doença produzem anticorpos que são transferidos aos recém-nascidos através do leite materno.

Mais um ótimo motivo para estimular a amamentação dos pequenos. Sobre o aleitamento, a enfermeira obstetra da Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Anne Santos, explica que o ideal é que o bebê seja alimentado até os seis meses, exclusivamente, com o leite materno, prática que dispensa, inclusive, a ingestão de água pelos pequenos. Isso porque, o leite materno é o alimento mais completo e saudável para crianças nessa idade, ajudando no fortalecimento da imunidade.

Além disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, recomenda a amamentação da criança até os dois anos de idade ou mais, sendo até os seis meses de forma exclusiva.

“Mas, cada caso é um caso e vai depender muito da realidade de cada família. O ideal é que sejam introduzidos, aos poucos, alimentos sólidos, que complementem a amamentação após os seis meses de idade. Mas, há casos em que as mães trabalham fora, e não conseguem manter a amamentação por um período maior”, destaca Anne Santos.

Para estimular a prática, a Segeam, principal prestadora de serviços especializados de enfermagem obstétrica ao SUS (Sistema Único de Saúde) no Amazonas, participou ativamente da programação desenvolvida pela SES-AM (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas), nas maternidades estaduais situadas em Manaus e também no Instituto da Mulher Dona Lindú.

Além de orientar sobre as boas práticas do aleitamento, os profissionais da Associação realizaram a segunda edição da campanha ‘Doe um Pote’, para a doação de potes de vidro com tampa de plástico à instituição. Os itens serão entregues, em data a ser definida, às maternidades que mantém em suas estruturas, os chamados ‘bancos de leite materno’, que ajudam as mamães que não podem amamentar seus recém-nascidos por motivos diversos, a alimentá-los com leite materno, combatendo, assim, a desnutrição e prevenindo outros problemas de saúde.

Pesquisa

Outro dado importante revelado pelo estudo da USP/Hospital das Clínicas é que a segunda dose do imunizante resultou em um incremento de anticorpos e mesmo meses após a aplicação da vacina, eles ainda se faziam presentes no leite materno.

Uma informação de extrema importância, haja vista que no Brasil, o número de pessoas completamente imunizadas ainda é tímido, não chegando aos 30%. As lactantes que fizeram parte da análise haviam recebido as doses da vacina Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan (SP), em parceria com o laboratório chinês Sinovac. 

Foto: Divulgação

Produto para saúde e bem-estar capilar chega com melhor acessibilidade ao Amazonas

Por César Augusto

Os cuidados pessoais tem demandado mais exigências por parte do consumidor quanto a qualidade, preço e comodidade para consumo dos produtos que diariamente são lançados nos nichos de mercado do bem-estar e saúde. Com base nessa necessidade nem sempre suprida pelas empresas do ramo, a agência Seevem Marketing Digital, de Manaus, apostou em um produto mais acessível do ponto de vista econômico e mais agradável para o consumo.

O Lovyhair é uma pastilha de goma, um colágeno com vitaminas que auxiliam no fortalecimento capilar, das unhas, na saúde da pele e também no fortalecimento imunológico com uma composição feita a partir de pectina vegetal. A Seevem atua como distribuidora local, com foco inicial na região Norte, ao contrário de outros produtos que por falta desse direcionamento específico chegam ao consumidor com preços extremamente altos. Em termos de comparação, um produto unitário similar e mais conhecido no mercado nacional chega a custar o triplo do Lovyhair.

Há pouco mais de um ano e meio no mercado, a Seevem procurou uma novidade no ramo de produtos de saúde e bem-estar, chegando ao Lovyhair. “Encontramos um produto com potencial e valor acessível para a região, ao observarmos uma demanda alta”, conta Carlos Henrique Lúcio, sócio da agência juntamente com Gabriel Oliveira, Paulo Ellerton e Paulo César Viana.

Paulo Ellerton (E), Gabriel Oliveira e Carlos Henrique, sócios da Seevem: aposta em produto com qualidade e com melhor acessibilidade na região Norte

A apresentação do Lovyhair se tornou um atrativo também, sendo uma opção às cápsulas tradicionais e reunindo características atraentes tanto na constituição quanto na composição. Cada gominha tem o formato de um urso coala, com sabor agradável e – fatores cada vez mais importantes no mercado da saúde e bem-estar – livre de açúcar e de testagem em animais, permitindo sua fácil aceitação em outras regiões, entre outras vantagens também para o parceiro comercial, como descontos e ações de marketing que incentivam essa aceitação. “Um produto sem esses atrativos não gera lucro, e conseguimos não repassar os custos (aos revendedores), ao contrário dos demais”, aponta Henrique. “Nosso foco inicial é em Manaus, mas logo atenderemos outras regiões”, acrescenta.

As gominhas do Lovyhair possuem formato de urso coala e sabor agradável, sem adição de açúcar, quesito bastante valorizado em produtos de saúde e bem-estar (Foto: divulgação)

Composto

A marca Lovyhair está ligada à expressão “cabelo adorável”, com a junção das palavras em inglês “love” (amor) e “hair” (cabelo), aliando ao produto a imagem de um ursinho coala, com isso passando a idéia dos cuidados e carinho das mulheres com sua beleza e saúde – mas o colágeno não é de uso exclusivo feminino, diga-se de passagem.

O produto leva em sua composição vitaminas A, B5, B6, B12, C, D3 e E, biotina B6 (base da vitamina B7 que estimula a produção de queratina para a saúde e hidratação capilares e evitando o ressecamento da pele) e colágeno hidrolisado, item importante principalmente para fortalecimento de articulações, unhas e cabelos.

A Seevem disponibilizou mais informações sobre o novo produto e para sua aquisição no Instagram @lovyhairs e em seu site www.lovyhairs.com.br .

Fotos: César Augusto

Primeiro evento-teste será realizado em setembro na Arena da Amazônia

Uma sequência de evento-teste será realizado a partir do mês de setembro, no podium da Arena da Amazônia. Após seis meses de estudos e coleta de dados, a Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), apresentou proposta ao Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Covid-19 do Governo do Estado e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP),  que aprovou a proposta no último dia 13, após criteriosa análise e ajustes no projeto. 

A proposta prevê que todos os participantes estejam vacinados com ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Eles e a equipe que estará trabalhando na organização serão testados 48 horas antes do evento. Se o resultado seja positivo, a pessoa será impedida de participar. A FVS-RCP deve ainda monitorar todos por até duas semanas. 

“Todo mundo que estiver envolvido no evento deverá estar vacinado com ao menos a primeira dose e deverá estar esperando a data para tomar a segunda dose. Quem estiver com a segunda dose atrasada não vai poder participar. Outro detalhe importante é que a pessoa deverá ter tomado a primeira dose 15 dias antes do evento”, afirma o presidente da Asseeam, Gerson Sampaio. 

Sampaio ressalta, ainda, que o setor foi o mais afetado pela pandemia, e depois da ampliação e celeridade no processo de vacinação, diminuição dos casos confirmados, diminuição no número de mortes e internações por covid, o setor consegue enxergar a possibilidade de retomar gradativamente suas atividades. 

“Nós do setor de entretenimento estamos há mais de 15 meses parados. Fomos os primeiros a parar nossas atividades, logo após a confirmação dos primeiros casos da doença aqui em Manaus, e estamos sendo os últimos a retomar. Nesse período, muitos estabelecimentos decretaram falência e não mais conseguirão retornar. Milhares de pessoas perderam seus postos de trabalho, passaram necessidades. Então, neste momento em que a vacinação tem avançado no Estado, os números de casos confirmados, de mortes e de internações diminuíram consideravelmente, colocando o Estado do Amazonas com um dos melhores índices no combate ao Covid-19, conseguimos elaborar essa proposta, apresentamos ao governo e aos órgãos de saúde e conseguimos a autorização para realizar estes eventos-teste”, complementa.

O governador do Amazonas, Wilson Lima destacou que a realização do evento só será possível devido à ampliação da imunização em todo o Estado. “A gente conseguiu avançar muito na questão da vacinação aqui no Amazonas e isso é uma condicionante para que a gente possa voltar a normalidade de nossas vidas. Agora em setembro, vamos fazer um evento teste com 3 mil pessoas e estamos trabalhando com a CBF a possibilidade da realização de um jogo da seleção brasileira em Manaus, com público”, afirmou o governador. 

Estrutura

O podium da arena será dividido em três setores diferenciados pelas cores vermelha, amarela e azul. A entrada individual será feita de acordo com cada setor. O palco ficará no meio do setor de cor amarela. Os outros dois setores ficarão em lados opostos. A proposta prevê ainda que as mesas sejam substituídas por cabines.

“Todos os protocolos de segurança serão seguidos rigorosamente durante o evento. Na entrada, a pessoa terá que apresentar a carteira de vacinação em dia e deverá estar fazendo o uso correto de máscara. Teremos equipes em cada entrada para aferir a temperatura, assim como colocaremos diversos totens com álcool em gel espalhados pelo local. O distanciamento social também será cumprido”, finaliza Gerson. 

Calendário

Ao todo, devem ser realizados cinco eventos-testes em Manaus, as datas estão sendo definidas e o cronograma completo deverá ser divulgado na terça-feira (31).

Foto: divulgação

Sema promove série de cursos on-line para celebrar Semana da Amazônia

Em alusão ao dia 5 de setembro, data em que é celebrado o Dia da Amazônia, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) promove uma série de cursos on-line, com emissão de certificados de participação e horas complementares. A programação ocorre de 30 de agosto a 3 de setembro, no canal da Sema Amazonas no Youtube (https://bit.ly/3zrh5s9). 

Os cursos serão abertos ao público, sem restrição de participação. No entanto, para garantia do certificado é necessário preencher formulário disponível no link https://abre.ai/ddge. No dia da live, o participante também deverá confirmar presença, informando o nome completo, nos comentários na transmissão ao vivo. O certificado será emitido apenas para quem cumprir estas duas etapas. 

“A Amazônia é nosso maior patrimônio e não poderíamos deixar esta data sem comemoração. Dessa vez, trouxemos palestras com conteúdos que podem ser aplicados no dia a dia das pessoas, além de conteúdos que as ajudam a entender melhor essa imensidão que é o lugar onde vivemos”, pontuou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. 

Palestrantes

Entre os convidados a compartilhar conhecimento na Semana da Amazônia, estão nomes como o do pesquisador e especialista no estudo de plantas medicinais, Moacir Tadeu Biondo. 

O pesquisador é um dos pioneiros a contribuir para o resgate da medicina tradicional e é idealizador da metodologia construtiva “A montagem da paisagem do conhecimento local”, que alcançou cerca de 1,2 mil pessoas em mais de 50 comunidades no Amazonas. 

O mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais, professor Marcus Aurélio Pereira, também palestrará no evento. O biólogo e assessor técnico da Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc), falará sobre Plantas Alimentícias não Convencionais, as PANCs.

Também estão entre os palestrantes, o coordenador do Núcleo de Pesca da Sema, Eduardo Conde, e a assessora do Núcleo de Educação Ambiental da secretaria, Maria Edilene, que falarão sobre os potenciais da pesca esportiva no Amazonas e o voluntariado ambiental, respectivamente.

O encerramento será com um painel sobre bioeconomia em Unidades de Conservação, que reunirá o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira; o arquiteto Marcelo Rosenbaum; o superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana; e o artesão Manoel Garrido, vencedor do ‘Prêmio Casa Vogue Design 2021’. 

“Reunimos um time incrível de palestrantes. Pessoas com muita expertise para compartilhar conhecimentos com o público que quer saber mais sobre o meio ambiente e a Amazônia”, ressaltou Eduardo Taveira. 

Programação completa 

Segunda-feira (30/08)

Curso: Pescando sustentabilidade – potenciais do turismo de pesca esportiva no Amazonas, com Eduardo Conde, coordenador do Núcleo de Pesca da Sema.

Hora: 14h às 15h30.  

Terça-feira (31/08)

Curso: Como ser um multiplicador ambiental na sua comunidade local, com Maria Edilene, assessora do Núcleo de Educação Ambiental da Sema, especialista em Educação e Gestão Ambiental.

Hora: 14h às 15h30.

Quarta-feira (01/09)

Curso: PANCs – conheça as plantas alimentícias não convencionais da Amazônia, com o assessor técnico da Coordenação de Educação Ambiental da Seduc, professor Marcus Aurélio Pereira, mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Hora: 14h às 15h30.

Quinta-feira (02/09)

Curso: Plantas Medicinais e Saberes Tradicionais – remédio para o bem-estar do corpo e da mente, com o pesquisador e especialista no estudo de plantas medicinais, Moacir Tadeu Biondo.

Hora: 9h às 10h30.

Sexta-feira (03/09)

Curso: Empreendedorismo sustentável nas Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas, com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira; o superintendente da FAS, Virgílio Viana; o artesão e vencedor do prêmio ‘Casa Vogue’, Manoel Garrido; e o arquiteto Marcelo Rosenbaum.

Hora: 14h às 15h30.

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

Vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de intervalos entre doses menores

Em regiões de prevalência da variante delta do novo coronavírus, o intervalo entre doses de vacina de Covid-19 precisa ser mais curto do que doze semanas para que se tenha um controle efetivo da pandemia. É o que sugere modelo matemático desenvolvido pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) a partir de dados preliminares da eficácia da vacina para a variante delta. A ferramenta está descrita em artigo publicado na PNAS na quarta (18).

A tecnologia, criada pelo grupo ModCovid-19 com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP) projeta tempo seguro e ideal entre doses para controle da pandemia, a partir de dados de eficácia de vacinas. Ele mostra que vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de um intervalo menor de aplicação do que vacinas com taxas de eficácia maiores. Alimentada com estudos prévios sobre eficácia dos imunizantes, a tecnologia indica quando é possível adiar as doses e quando se atinge o máximo possível de proteção.

“O próprio algoritmo decide quando é melhor aplicar a segunda dose, levando em conta a primeira, de maneira a controlar o mais rápido possível a pandemia”, explica Paulo José da Silva e Silva, co-autor do estudo. Por isso, a ferramenta, que está disponível on-line, pode ajudar nas tomadas de decisão durante o processo de imunização da população brasileira e de outros países.

Paulo lembra que quando o artigo foi escrito, em fevereiro desse ano, a principal pergunta era se valeria a pena adiar a segunda dose e qual a maneira mais segura de se fazer isso, em virtude da quantidade limitada de doses. Nesse sentido, o estudo teve como base a fabricante Astrazeneca e concluiu que o percentual de eficácia entre a primeira dose e segunda era muito pequeno e por isso, comprovadamente, valeria a pena esperar e vacinar mais gente com 1ª dose.

Agora, com o avanço da variante delta em algumas regiões do Brasil e do mundo, as estratégias de vacinação podem ser revistas a partir deste modelo. “Se você está em um lugar onde ela é a variante prevalente, a eficácia da primeira dose, pelas primeiras estimativas que estão saindo agora, é muito menor do que era com a alfa, então muda a relação da eficácia entre primeira e segunda dose. Essas análises confirmam que a decisão é delicada e que tem que ser feita de maneira sistemática”, observa Paulo.

O portal buscou informações das secretarias de Saúde do Estado e do município sobre uma possível adoção da diminuição do tempo de vacinação diante da identificação de casos da variante Delta na região, entretanto não obteve retorno até o momento.

Fonte: Agência Bori

Foto: Depositphotos

‘Infecção cruzada’ em ambiente hospitalar pode ser evitada com adesão a protocolos de biossegurança

Ambientes com risco de contaminação biológica, como é o caso da maioria das unidades hospitalares, são também propícios ao que especialistas chamam de ‘contaminação cruzada’. Ela pode ocorrer quando um visitante, paciente ou profissional, transporta e/ou transfere micro-organismos de fora para dentro dos hospitais, e vice-versa. De acordo com a enfermeira da Associação Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas (Segeam), Hanna Carvalho, estudos recentes apontam que esse tipo de situação ocorre com uma frequência de 13% a 34,3% dentro das unidades de saúde, mas pode ser evitada através de medidas simples, focadas em protocolos de biossegurança.

Segundo a supervisora do Programa Pé Diabético, coordenado pela Segeam em unidades públicas de saúde vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde (SES), é importante explicar, inicialmente, que a infecção cruzada é um tipo de infecção hospitalar, a qual é adquirida após a admissão do paciente em instituição de saúde. “Ela pode se manifestar durante a internação ou após a alta médica e, pela sua gravidade, e aumento do tempo de internação do paciente, é causa importante de morbimortalidade, caracterizando-se assim como problema de saúde pública”, frisou.

Uma das maiores formas de disseminação de micro-organismos, atualmente, em unidades hospitalares, ocorre através da infecção cruzada, com propagação de agentes que são nocivos à saúde, durante os cuidados voltados aos pacientes, executados por profissionais de saúde. “Por isso, a adoção de protocolos como o de higienização das mãos, uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), de limpeza de superfícies, esterilização de equipamentos e materiais e o correto descarte de perfurocortantes (seringas e bisturis etc), é tão importante, e deve ser redobrada atualmente, já que estamos enfrentando uma pandemia mundial”, assegurou Hanna Carvalho.

Outro ponto levantado pela especialista é a reciclagem profissional, com foco no conhecimento e atualização de medidas que reduzam os riscos de transmissão de organismos como vírus e bactérias, além da correta prática clínica. “O conhecimento sobre os vários riscos de transmissão é fundamental para o controle das infecções hospitalares. No caso da infecção cruzada no ambiente clínico, a qual ocorre através do contato de ‘pessoa para pessoa’, pelo ar, ou, por meio de objetos compartilhados, há de se esclarecer como isso pode ser evitado”, esclareceu.

Limpeza e desinfecção

No contexto da pandemia da Covid-19, ela explica que, por ser o coronavírus um agente altamente transmissível, o contágio ocorre a partir de tosse, espirros e gotículas de saliva, por exemplo. Além de atingir diretamente indivíduos próximos, o vírus pode acabar depositado em superfícies, o que exige uma limpeza frequente dos ambientes.

“Destacamos a importância da limpeza dentro desse contexto, além dos cuidados pessoais. Limpar e desinfectar os ambientes corretamente, seguindo as normas e protocolos preconizados, é imprescindível. Os enfermeiros também devem atentar para a importância da orientação aos pacientes e acompanhantes durante a internação, reforçando as medidas de prevenção, especialmente, a de higienização das mãos e uso de máscaras faciais”, mencionou a enfermeira.

De acordo com ela, o check list e a promoção dessas medidas fazem parte das atribuições de enfermeiros, mas também devem ser disseminados por todo o corpo profissional das instituições de saúde, tratando a questão da forma mais abrangente possível e inserindo as medidas na rotina hospitalar.

Foto: Reprodução

Síndrome multissistêmica, Covid-19 pode resultar em casos de disfunção erétil

Considerada uma síndrome multissistêmica (que pode atingir vários aparelhos do organismo ao mesmo tempo), a Covid-19 já atrai a atenção de profissionais da Urologia, pois há relatos de sequelas importantes que afetam, inclusive, a saúde sexual masculina, com destaque para a disfunção erétil, conhecida popularmente como impotência sexual. O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que o problema ocorre a partir do comprometimento da musculatura e do sistema vascular.

” A ereção peniana ocorre a partir do aumento da dilatação dos vasos e do fluxo sanguíneo em até 60 vezes, cenário decorrente de estímulos eróticos. A disfunção erétil pós-covid-19 ocorre, segundo estudos recentes, a partir do comprometimento dessa estrutura. E se o paciente tiver outros fatores de risco associados, como o diabetes e a hipertensão arterial, por exemplo, os riscos de se adquirir esse tipo de alteração são potencializados”, explica Figliuolo, que é doutor em Saúde Coletiva.

Ele destaca que a disfunção sexual pode ocorrer por vários motivos. Entre eles, estão as causas orgânicas e as emocionais. “Vale ressaltar que cerca de 40% das pessoas que tiveram Covid-19 vão apresentar algum tipo de sequela. Nesse público, incluem-se pessoas com disfunção sexual”, assegurou.

De acordo com Figliuolo,  20% dessas pessoas têm associação com quadros depressivos e podem chegar a desenvolver  estresse pós-traumático,  ansiedade, entre outros. “Lembramos também que há a questão hormonal. A chegada da andropausa reduz a produção dos hormônios responsáveis pelo desejo sexual. Homens inseridos nesse contexto, e que passaram por quadros moderados ou mais graves de Covid-19, têm mais chances de sofrer de impotência “, ressaltou.

Figliuolo explica que as consequências da Covid-19 no aparelho sexual masculino se assemelham aos danos causados pelo Diabetes, uma vez que ambas as doenças estão ligadas a problemas na microvascularização. “O corpo cavernoso do pênis precisa do aumento no fluxo sanguíneo para chegar à ereção. Se os vasos são afetados, esse processo se torna mais difícil”.

Como a disfunção erétil pode ser decorrente de múltiplos fatores, é preciso avaliar do ponto de vista multidisciplinar,  considerando questões comportamentais, orgânicas, uso de certos medicamentos, entre outros.

O especialista assegura que, para a maior parte dos casos, há tratamento, que vai desde a reposição hormonal , até as terapias psicológicas e cirurgias para o implante de próteses. “Para os homens que já registraram perda de ereção pontual, lembramos que pode se tratar de fator fisiológico, não necessariamente de alguma doença que implique em tratamento medicamentoso. Nesses casos, acreditamos que a ansiedade pode ser a causadora do problema”, destacou o cirurgião.

Foto: Divulgação

Consciência e Atitudes

Neste dia 5 de junho de 2021, nossa consciência deve estar em sintonia com a Casa Comum de todos os viventes em nosso planeta e Mãe Terra, com profundo zelo com a Ecologia Integral, que devemos enquanto comunidade, seres humanos, ser solidários, com respeito à natureza, que tanto nos beneficia com os recursos naturais e que devem ser geridos com sustentabilidade, para que possamos entregar aos nossos filhos e netos um planeta digno de se viver em harmonia, com as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo – que é DEUS!

Temos ainda de combater a pobreza extrema dos que estão sofrendo de fome, de falta de abrigo e amor fraterno! Temos que sair de nossas zonas de conforto e praticarmos a caridade com compaixão dos que mais precisam, em tempos tão difíceis, em meio a essa pandemia avassaladora e cruel.

Nesse sentido, precisamos “Pensar global e agir local”, devemos estar atentos e conscientes do que acontece no mundo, mas a nossa atuação pode e deve ser em nosso meio, em nosso lar, comunidade e trabalho. Podemos influenciar nossos amigos, vizinhos e familiares. E essa corrente sustentável pode atingir pessoas influentes e distantes. Podemos conservar, preservar e de forma sustentável ajudar o mundo, apenas melhorando hábitos com respeito ao planeta e todas as suas criaturas existentes.

Temos, ainda, o desmatamento na Amazônia Brasileira que diminui a quantidade de árvores e, com isso, diminui: a densidade da floresta; a assimilação de CO2; o Regime Hidrológico, responsável pela evapotranspiração dos vapores d’água, transportados pelos rios voadores, para o equilíbrio e manutenção das chuvas para o resto do mundo.

Devemos priorizar a segurança dos recursos naturais, com um monitoramento perene e eficaz contra as forças destrutivas que insistem em desmatar e promover queimadas criminosas, as quais destroem a flora e a fauna implacavelmente, colocando em risco a vida e a sobrevivência dos povos tradicionais e indígenas em nossa casa comum. Devemos preservar as áreas de extrema significância ecológica e ambiental, para podermos proporcionar as conexões biológicas, transições gênicas das espécies do reino animal, insecta, aquático dentre outros no contexto do bioma amazônico.

Mais que um Dia mundial de comemorações, precisamos ter CONSCIÊNCIA E ATITUDES globais e locais para nossa casa comum em nossa ecologia integral.

Jurimar Collares Ipiranga
Engenheiro Florestal | CREA AM 8687-D
Mestre em Gestão Ambiental e Áreas Protegidas – UFAM/FCA
Avaliador e Perito Florestal – IBAPE

FOTO: Bruno Kelly|Amazonia Real | Fotos Públicas | Queimada vista aérea floresta próximo a Porto Velho/RO

Pandemia reforça preocupações com o hábito de fumar

Por César Augusto*

A pandemia do novo coronavírus veio reforçar o alerta quanto aos danos que pessoas doentes podem ter agravados por conta do tabagismo. Isso decorre por conta da irritação provocada pelas substâncias presentes no cigarro. “Elas afetam a pele que reveste a região da faringe e laringe, provocando um processo inflamatório crônico”, explica o otorrinolaringologista Cícero Matsuyama, do Hospital CEMA, de São Paulo.

Os danos à garganta podem comprometer a fala, causar alterações de deglutição e motricidade de toda essa região anatômica, e isso inclui não somente o cigarro, mas também o charuto, cachimbo, narguilé e similares. O processo irritativo pode ainda favorecer o aparecimento da Covid-19, tendo em vista que o fumante passa por diversos processos inflamatórios no aparelho respiratório e pode, ainda, desenvolver quadros mais graves. “A infecção pelo vírus SARS-COV2 é basicamente devido a dois princípios, a de uma pneumonia viral que pode ocasionar uma pneumonia bacteriana secundária gravíssima; e uma vasculite que pode atingir tanto vasos de pequeno calibre como de grande calibre, daí o perigo de tromboses e embolias”, explica Matsuyama. “A pessoa tabagista já possui lesões inflamatórias pulmonares, então é fácil entender que com um processo de pneumonia, seja viral ou bacteriana, associada a uma vasculite, o risco de evolução para complicações graves é evidente e frequente”, acrescenta.

Cícero Murayama, otorrinolaringologista do Hospital CEMA

Entre os diversos tipos de produtos da indústria tabagista, o grau de risco chega a ser relativo. Segundo Murayama, o cigarro comum tem inúmeras substâncias cancerígenas em sua constituição, por isso a preocupação para doenças mais graves. “Mas, o fumo utilizado no narguilé, cachimbo e outros por vezes tem constituição desconhecida, que pode variar de acordo com a origem da sua produção, ficando difícil uma padronização para possíveis avaliações científicas do perigo da aquisição de doenças originadas nestes diferentes tipos de tabagismo”, afirma.

Apesar da queda apontada no número de fumantes no país – 46% entre 1989 e 2010, segundo o Ministério da Saúde – com papel importante das campanhas de conscientização sobre os efeitos nocivos do tabagismo, principalmente o Dia Mundial de Combate ao Cigarro, em 31 de maio, a continuidade desse trabalho é imprescindível. Entretanto, há uma falsa impressão de que o tabagismo está em queda ou em desuso pela população em geral. Conforme o otorrinolaringologista, uma das razões talvez seja o convívio das pessoas com tabagistas, principalmente no momento de descontração, de lazer e relaxamento, e principalmente por causa do negacionismo das pessoas por nunca admitirem que elas potencialmente podem ser vítimas de patologias oriundas do ato de fumar.

“O tabagismo é um ato que acompanha a civilização humana há centenas de anos, e seria muito inocente pensar que campanhas antitabagistas seriam eficazes somente com 30 a 40 anos na mídia escrita ou eletrônica”, declara. Para ele, a eficiência dessas medidas deveria ser diária, vinculada nas várias formas de mídia, com orientação rigorosa nas escolas, tanto em cursos do ensino fundamental, médio e superior como nos canais de tv aberta ou nas emissoras de rádios, em uma luta constante e persistente.

A frequência tem um papel importante no desenvolvimento de doenças mais graves causadas pelo cigarro. “Quanto mais se fuma, maiores as chances de que a pessoa tenha enfermidades, como tumores na garganta”, detalha o especialista do CEMA.

Atualmente, o total de adultos fumantes no Brasil fica em torno de 12,6%, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). “A luta contra o tabagismo é feita há décadas. Houve muito progresso, mas tenho notado um crescente aumento do hábito de fumar em pessoas mais jovens. Então fica a mensagem que as leis são importantes, mas as orientações sobre os malefícios do tabagismo devem ser constantes. Só dessa forma conseguiremos diminuir um hábito tão agressivo ao corpo humano”, resume Matsuyama.

“Estudos demonstram que quanto mais se fuma, maiores as chances de complicações decorrentes do tabagismo, porém o que se tem observado é que existe uma predisposição importante pessoal na aquisição destas complicações”, atesta o médico. “Então, observamos pessoas que fumaram durante a vida, com uma frequência muito grande, apresentando tumores em todo trato respiratório ou enfisemas pulmonares, mas também em pessoas com doenças graves que fumaram somente em momentos de lazer ou passivos, é lógico numa frequência bem menor, mas ela não é totalmente nula”.

Foto principal: Rogério Uchôa / Agência Pará

Foto do médico: Divulgação

*com matéria da assessoria de comunicação