Espetáculo ‘Preciso Falar’ inicia circulação pelo interior do Amazonas

A Cacompanhia de Artes Cênicas iniciou a circulação do espetáculo ‘Preciso Falar’ por municípios do interior do Amazonas. A peça explora a linguagem da palhaçaria feminina para tratar da solidão da mulher negra. As primeiras localidades a receberem foram Novo Airão (dia 26 de junho) e Manacapuru (27). Em julho, é a vez de Itacoatiara (dia 3), Itapiranga (4), Careiro da Várzea (18), Autazes (24) e Maués (31), além de Nova Olinda do Norte (data ainda a ser definida), com entrada gratuita, faixa etária mínima de 12 anos, e respeitando os protocolos de segurança para a prevenção da Covid-19 estabelecidos pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM).

Com Daniely Lima no elenco e direção de Jean Palladino, ‘Preciso Falar, a Circulação’ foi contemplada pelo Prêmio Encontro das Artes, promovido pela Lei Aldir Blanc através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC/AM). 

‘Preciso Falar’ aborda narrativas pessoais e coletivas da vivência, enquanto mulher negra, de Lola, a palhaça de Daniely. “O espetáculo é um grito. Começou com um desejo de denúncia e de colocar o assunto em pauta. Lola, a minha palhaça, conta as nossas memórias da infância, adolescência, início da fase adulta e como é estar inserida em uma universidade. A partir de cada fase, ela vai desenhando territórios no chão. Para cada um, Lola dá vida a um personagem que atravessou esses momentos de micro e macro violências simbólicas”, disse a atriz Daniely que também assume a dramaturgia em parceria com Palladino.

Dialogando com a comunidade

A circulação pelo interior do Amazonas e na periferia de Manaus é um desejo antigo da produção. “Temos como público-alvo mulheres, jovens e adolescentes, que estão em fase de descoberta e reconhecimento enquanto indivíduos no mundo. É muito válido compartilhar nosso processo. Circular era algo que almejamos há muito tempo e estou feliz”, complementou Daniely. Após cada apresentação, uma roda de conversa mediada pela artista Andreza Afro Amazônica ocorrerá para levantar questões sobre o espetáculo, a negritude e demais temáticas pertinentes.

As atividades de ‘Preciso Falar, a Circulação’ ocorrerão até o fim de julho. A programação e mais informações podem ser encontradas nos perfis do Instagram @daniely.lima_ e @cacompanhia ou pelo site www.cacompanhia.com.

Sinopse

E a palhaça negra o que é?  Lola desenha um mapa de seus territórios, seus rastros se tornam cartografias, histórias remendadas, porque ligeiramente são silenciadas, apagadas. A Palhaça é mulher, negra e resistente, desenhando em solo seu local de fala.

Ficha Técnica

Daniely Lima –  Atriz e Dramaturga 

Jean Palladino – Diretor e Dramaturgo 

Kelly Vanessa – Produção 

Andreza Afro Amazônica – Provocadora Cênica 

Fotografa –  Laryssa Gaynett

Serviço

O quê? Circulação do espetáculo ‘Preciso Falar’

Onde? Itacoatiara (03/07), Itapiranga (04/07), Careiro da Várzea (18/07), Autazes (24/07), Maués (31/07) e Nova Olinda do Norte

Quanto? Gratuito

Faixa Etária: 12 anos

Foto: divulgação

Semana da Arte 2021 aborda ‘Arte como instrumento de apreciação da vida’

Platão definia arte como a capacidade humana de fazer coisas de maneira inteligente através do aprendizado, sendo um reflexo da capacidade criadora do ser humano. Manifestada em várias linguagens, dialoga com cada indivíduo de maneira única, o que pode ser um meio para o desenvolvimento das emoções e para a compreensão da vida.

Esta é a tônica da Semana da Arte, evento anual promovido pela Organização Internacional Nova Acrópole Brasil que acontece de 24 a 26 de junho, às 20h (BSB)com atividades gratuitas transmitidas pelo canal da instituição no Youtube, atualmente com mais de 720 mil inscritos.  Este é o segundo ano consecutivo que a programação acontece de forma online.

“A vida como arte” é a palestra que abre a programação cultural na quinta-feira, 24.06, às 20h (BSB). O diretor-presidente de Nova Acrópole Brasil- divisão Norte, Luís Carlos Marques Fonseca aborda aspectos filosóficos de como podemos reconhecer a existência da arte e apreciá-la enquanto modo de vida.

Na sexta-feira, 25.06, no mesmo horário, o professor Leandro Aguiar aborda a vivência e as lições que podem ser apreendidas da obra do compositor e músico alemão Johann Sebastian Bach na palestra “Aprendendo com J. S Bach e sua música”. Considerado um dos mais importantes artistas da história da música, grande intérprete do cravo e do órgão, Bach e sua obra foram responsáveis por marcar o período histórico conhecido como Barroco.

A professora Lucia Helena Galvão encerra a Semana da Arte com a palestra “Reflexões para perceber a Beleza”, também às 20h (BSB). A busca pelo sentido da beleza é também a busca pelo sentido da vida, conforme ressalta a filósofa e professora de Nova Acrópole.

Como exemplo, ela lembra a citação de Curuppumullage Jinarajadasa, filósofo e escritor cingalês e um dos mais importantes autores teosóficos do mundo, autor de mais de 50 livros e 1,6 mil artigos em periódicos no mundo: “Todas as verdadeiras formas de arte fazem a consciência humana compreender na vida aqueles valores que a Alma já conhece no plano da intuição”. “Vemos que só se reconhece a beleza na vida por que ela está dentro de nós; é como um espelho, um reflexo da Alma e aí reside o grande potencial da arte na vida”, afirma.

Programação Semana da Arte 2021

Quinta-feira, 24.06 – 20h (BSB)

“A vida como arte” – Luís Carlos Marques Fonseca

Sexta-feira, 25.06 – 20h (BSB)

“Aprendendo com J. S. Bach e sua música” – Leandro Botelho Aguiar

Sábado, 26.06 – 20h (BSB)

“Reflexões para perceber a Beleza” – Lúcia Helena Galvão

SERVIÇO

O QUÊ: Semana da Arte 2021

QUANDO: 24 a 26 de junho

HORÁRIO:20h (Brasília)

ONDE: youtube.com/NovaAcropole

QUANTO: Gratuito

Sobre os palestrantes

Luís Carlos Marques Fonseca é diretor presidente da Nova Acrópole Brasil – divisão Norte, responsável pela gestão de mais de 35 sedes localizadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Há 37 anos atua como instrutor de filosofia, ministrando diversos cursos oferecidos regularmente pela Nova Acrópole, dentre os quais se destacam: Ética e Moral; Sociopolítica; Filosofia da História; Oratória; Administração do Tempo; História da Filosofia Antiga e Medieval; Simbologia Teológica; Mitologia e Sabedoria Oriental.É formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília, tendo atuado por mais de 30 anos como executivo em empresas de telecomunicações que operam no Brasil.

Leandro Botelho Aguiar – iniciou o estudo da filosofia na Organização Nova Acrópole em 1995 e é instrutor das cátedras de ética, sociopolítica, filosofia da história, simbologia e história da filosofia do oriente e ocidente. Possui experiência em música nas áreas de coral, apreciação musical e artística em geral.

Lúcia Helena Galvão Maya é professora de filosofia da Organização Nova Acrópole há 31 anos.  Ministra aulas sobre os mais variados temas: ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros. Poetisa, já publicou quatro livros, além de produzir artigos e crônicas frequentemente publicados pela imprensa de todo o país. Profere ainda palestras e conferências regularmente para grandes públicos no Brasil.

Foto: Divulgação

Consciência e Atitudes

Neste dia 5 de junho de 2021, nossa consciência deve estar em sintonia com a Casa Comum de todos os viventes em nosso planeta e Mãe Terra, com profundo zelo com a Ecologia Integral, que devemos enquanto comunidade, seres humanos, ser solidários, com respeito à natureza, que tanto nos beneficia com os recursos naturais e que devem ser geridos com sustentabilidade, para que possamos entregar aos nossos filhos e netos um planeta digno de se viver em harmonia, com as bênçãos do Grande Arquiteto do Universo – que é DEUS!

Temos ainda de combater a pobreza extrema dos que estão sofrendo de fome, de falta de abrigo e amor fraterno! Temos que sair de nossas zonas de conforto e praticarmos a caridade com compaixão dos que mais precisam, em tempos tão difíceis, em meio a essa pandemia avassaladora e cruel.

Nesse sentido, precisamos “Pensar global e agir local”, devemos estar atentos e conscientes do que acontece no mundo, mas a nossa atuação pode e deve ser em nosso meio, em nosso lar, comunidade e trabalho. Podemos influenciar nossos amigos, vizinhos e familiares. E essa corrente sustentável pode atingir pessoas influentes e distantes. Podemos conservar, preservar e de forma sustentável ajudar o mundo, apenas melhorando hábitos com respeito ao planeta e todas as suas criaturas existentes.

Temos, ainda, o desmatamento na Amazônia Brasileira que diminui a quantidade de árvores e, com isso, diminui: a densidade da floresta; a assimilação de CO2; o Regime Hidrológico, responsável pela evapotranspiração dos vapores d’água, transportados pelos rios voadores, para o equilíbrio e manutenção das chuvas para o resto do mundo.

Devemos priorizar a segurança dos recursos naturais, com um monitoramento perene e eficaz contra as forças destrutivas que insistem em desmatar e promover queimadas criminosas, as quais destroem a flora e a fauna implacavelmente, colocando em risco a vida e a sobrevivência dos povos tradicionais e indígenas em nossa casa comum. Devemos preservar as áreas de extrema significância ecológica e ambiental, para podermos proporcionar as conexões biológicas, transições gênicas das espécies do reino animal, insecta, aquático dentre outros no contexto do bioma amazônico.

Mais que um Dia mundial de comemorações, precisamos ter CONSCIÊNCIA E ATITUDES globais e locais para nossa casa comum em nossa ecologia integral.

Jurimar Collares Ipiranga
Engenheiro Florestal | CREA AM 8687-D
Mestre em Gestão Ambiental e Áreas Protegidas – UFAM/FCA
Avaliador e Perito Florestal – IBAPE

FOTO: Bruno Kelly|Amazonia Real | Fotos Públicas | Queimada vista aérea floresta próximo a Porto Velho/RO

Inscrições abertas para o Programa Educacional de Vigilância em Saúde na Fronteira da Fiocruz

Para fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), lançou a primeira seleção pública do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de abril. O edital completo está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O VigiFronteiras-Brasil oferece gratuitamente 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Técnico Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia – Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM).

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas.

Etapas

As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 30 de abril no link indicado no edital, cujo download deve ser feito no site: formacaovigisaude.fiocruz.br. No edital estão listados todos os documentos necessários, a forma de apresentação, além do cronograma de seleção. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo – prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista – na mesma página em que se inscreveu. As aulas serão iniciadas em agosto.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço:

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: de 22 de março a 30 de abril de 2021

Para quem: profissionais e gestores que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Início das aulas: agosto de 2021

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

Foto: reprodução

Inscrições abertas para a edição 2021 do festival Potência das Artes do Norte

A pandemia gerada pela Covid-19 despertou um grupo de artistas para criar o PAN, festival Potência das Artes do Norte, que chega a segunda edição em 2021. Até o próximo dia 29 de março, o evento on-line está com inscrições abertas para três atividades integrantes da programação: apresentação de espetáculos, núcleo de crítica e pitch.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas apenas pelo site https://linktr.ee/pan.norte e são exclusivas para espetáculos de artistas independentes e/ou grupos que atuam em um dos sete estados do Norte do Brasil. Não serão aceitas inscrições via correios. O regulamento pode ser acessado através do link http://bit.ly/PAN21Regulamento.

Para a programação artística, serão selecionadas 14 propostas cênicas e, cada uma, receberá um cachê no valor de R$ 2 mil. Somente podem se inscrever no PAN grupos de artes ou artistas independentes com atuação na Região Norte cujos espetáculos não tenham sido apresentados na edição anterior do evento.

No ato da inscrição são exigidos os seguintes documentos: sinopse do espetáculo; breve currículo do artista/grupo/companhia; portfólio do artista/grupo/companhia (anexo via upload); link do vídeo na íntegra em plataforma digital (YouTube, Vimeo), com resolução mínima de 720p, com legendas em português disponíveis – sem uso de senha para que o conteúdo seja acessado pela comissão de seleção; link contendo três fotos do espetáculo com alta resolução (exigido 300 DPI, no mínimo); ficha técnica atualizada do espetáculo; e autorização de apresentação expedida pelo autor, ou pela SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), ou ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Arte).

Núcleo de crítica e pitch

Entre as novidades da segunda edição do PAN estão o núcleo de crítica e o pitch, ambos também estão com inscrições abertas. As duas iniciativas buscam promover intercâmbio entre os setores culturais do Norte do Brasil, com foco na profissionalização e no escoamento das produções artísticas para outras localidades dentro e fora do País.

Para o núcleo de crítica, poderão se inscrever artistas, estudantes, críticos e núcleos de todas as regiões do País que estejam desenvolvendo pesquisa em crítica teatral. Serão selecionados quatro participantes que deverão acompanhar, debater e escrever junto aos participantes do festival. A inscrição é feita no site do PAN e é necessário enviar uma carta de intenção de participação e breve currículo do artista/grupo/companhia. Cada participante receberá uma bolsa de R$ 600.

No pitch, a proposta é que grupos, coletivos ou artistas independentes realizem uma apresentação de, no máximo, 5 minutos, em formato livre, de suas propostas cênicas de distintas linguagens (oficinas, espetáculos, festivais…) para uma banca de curadores e programadores de renome nacional. Serão selecionadas sete propostas. Para se inscrever, é necessário acessar o site do PAN e incluir as seguintes informações: nome e resumo da proposta de apresentação; breve currículo do artista/grupo/companhia; portfólio do artista/grupo/companhia (upload do arquivo); quantidade de artistas envolvidos na proposta (em caso do espetáculo entrar em turnê); especificações de volume e carga e proposta de cachê por apresentação (em caso do espetáculo entrar em turnê).

Com a proposta de amplificar produções cênicas dos sete estados do Norte do País, o PAN é um festival on-line e gratuito que será realizado de 24 a 30 de abril. A iniciativa foi contemplada com a Lei Aldir Blanc, através do Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM).

Sobre o PAN

O PAN , Potência das Artes do Norte, é o primeiro festival on-line de artes cênicas surgido em uma PANdemia, com intuito de estimular debates, programação acadêmica e exibição de espetáculos da região norte do Brasil para todo o país e outros países. A proposta do festival é inspirada também na etimologia da palavra “PAN” – de todo ou por inteiro, além de também fazer referência ao Deus Pã da mitologia grega, divindade dos bosques e da natureza.

Mais informações estão no Instagram @pan.norte e Facebook https://fb.me/pan.norte2020. Em caso de dúvidas, o e-mail para contato é pan.artesdonorte@gmail.com.

Serviço

O quê? Inscrições para a 2ª Edição do Potência das Artes do Norte (PAN)

Quando? De 15 a 29 de março de 2021

Onde? https://linktr.ee/pan.norte

Quanto? Gratuito

Foto: divulgação

Peça “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em sessões online

Depois do sucesso nas plataformas digitais, a peça “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em cartaz na versão online para curta temporada, com sessões aos domingos e às terças-feiras. Vista por quase três mil pessoas no Brasil e ao redor do mundo, em apenas 8 apresentações, o espetáculo revela um pouco sobre o conhecimento e a pessoa de a filósofa Helena Petrovna Blavatsky, interpretada pela atriz Beth Zalcman em monólogo, com texto da filósofa Lúcia Helena Galvão e encenação de Luiz Antônio Rocha.

Conhecida por confrontar as correntes ortodoxas da ciência, da filosofia e da religião, Blavatsky  foi uma das figuras mais notáveis do final do século 19. A escritora russa foi antes de tudo uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano e se tornando imprescindível no pensamento moderno.

Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi. O monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, escrito pela filósofa Lúcia Helena Galvão, professora voluntária e palestrante da organização Nova Acrópole, com milhões de visualizações no seu canal no Youtube, aceitou o desafio para escrever seu primeiro texto para teatro, uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e sobre a existência humana.

A montagem propõe uma dramaturgia inspirada no conceito desenvolvido pelo artista Leonardo Da Vinci em suas obras, conhecido como “sfumato”, ou seja, sem linhas ou fronteiras, o que corrobora a ideia da filósofa: “A linha que vos separa existe apenas em vossas mentes”.

O ponto de partida para a direção de arte, cenário e figurinos basearam-se em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet, que traduz com beleza a solidão deste último instante de vida de Helena.

O monólogo arrebatou a crítica especializada e formadores de opinião e teve todas as apresentações esgotadas na primeira temporada, rompendo fronteiras e visto ao redor do mundo.

“Linda a integração Helena Blavatsky/Beth Zalcman no palco. Onde começa o amor de uma, o amor de outra, difícil dizer. Estão amalgamadas. A gente entende e admira a dimensão do trabalho de Blavatsky, na entrega de corpo e alma de Zalcman. Lindo de ver”, afirma a atriz e produtora Clarice Niskier.

Para o produtor e gestor do Centro Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), Robson Leitão, o texto e a interpretação arrebatadora levaram-no à emoção. “A emoção me tomou de surpresa em vários momentos, enquanto presenciava a realização da magia teatral, transmutando um belo texto, em forma de monólogo”. 

“A certeza do que dizer, e a coragem de dizer!”, declarou o ator Paulo Figueiredo. Já o cantor e compositor Jorge Vercillo, destacou o conteúdo transcendental do texto. “A Metafísica que permeia o texto nos mostra uma mulher que encarna no planeta terra, numa terceira dimensão, o sagrado e o feminino”,  afirmou.

Devido ao sucesso da primeira temporada, “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em cartaz na versão on line aos domingos, sempre às 19:30h, e às terças, às 20h30, com venda de ingressos pela plataforma Sympla e a transmissão do espetáculo pela plataforma Zoom.

Parte da Bilheteria (20%) será destinada ao programa “Criança para o Bem”, que beneficia crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social da periferia do Distrito Federal e é mantido pela Nova Acrópole. Mais informações: https://criancaparaobem.org.br

Sinopse  

A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres no final do séc. 19. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, é um mergulho no universo que existe dentro de nós.

Ficha Técnica

Texto original: Lucia Helena Galvão

Interpretação: Beth Zalcman

Encenação: Luiz Antônio Rocha

Cenário e Figurinos: Eduardo Albini

Iluminação: Ricardo Fuji

Assistente de Direção: Ilona Wirth

Visagismo: Mona Magalhães

Fotos: Daniel Castro e Marlon Maycon

Consultoria de movimento (gestos):Toninho Lobo

Operador Técnico: Toninho Lobo

Parceria: Nova Acrópole

Realização: Beth Zalcman e Luiz Antônio Rocha

Serviço:

Helena Blavatsky, a voz do silêncio – Apresentações virtuais

Monólogo teatral inspirado na trajetória e na obra da escritora russa Helena Blavatsky

Temporada: De 21 de fevereiro a 30 de março de 2021. Aos domingos, às 19h30, e às terças- feiras, às 20h30.

Ingressos: a partir de R$ 30

Onde comprar e assistir: www.sympla.com.br

Classificação etária: 14 anos

Foto: divulgação

“Pantanal: vida, morte e renascimento” em coleção de imagens do bioma

No Dia do Pantanal, nesta quinta-feira, 12 de novembro, o WWF-Brasil lança uma exposição internacional de fotos da maior planície úmida do planeta. O conceito da coleção de imagens é mostrar o bioma em três momentos cruciais vividos em 2020: em seu esplendor, durante as queimadas e na fase subsequente, quando o bioma tenta se recuperar. “Pantanal: Vida, Morte e Renascimento” acontece em ambiente virtual e, portanto, está acessível à população dos três países pelos quais o bioma se estende: Brasil, Bolívia e Paraguai.

A exposição reúne imagens poderosas e emblemáticas da riqueza da biodiversidade e sua emocionante resiliência capturadas pelas lentes de renomados fotógrafos brasileiros, bolivianos e paraguaios, como Araquém Alcântara, André Zumak, Nathália do Valle e Reynaldo Leite Martins Júnior (Brasil), Alejandro de los Rios e Stefflen Reichle (Bolívia) e Lourdes Matoso Mendez e Tatiane Galluppi Selich (Paraguai).

Pantanal ferido e queimado em sua soberania expõe urgência de soluções

Em seu conjunto, as 24 fotos narram a tragédia que se abateu na região pela conjunção da ação da natureza, na forma da maior seca já registrada desde 1973, com a ação humana, que iniciou os incêndios. Embora exaustivamente expostas pela imprensa, as imagens do período de queimadas ainda são uma forte denúncia da exploração insensata da natureza – denúncia esta que se torna ainda mais forte frente ao contraste de como o bioma se encontrava antes das queimadas.

Mas a exposição visa também ressaltar a capacidade regenerativa do Pantanal e a consequente importância de preservação desse bioma nos próximos anos, notadamente as áreas destruídas em 2020. No acumulado dos dez meses deste ano, 4,2 milhões de hectares foram queimados no Pantanal, equivalentes a quase um terço do bioma – uma área que agora precisa de tempo para se recompor. Diversas imagens da exposição mostram que esse renascimento já começou e alimentam a esperança de que o Pantanal recupere sua pujança.

Esperança e renascimento no rosto do povo pantaneiro

A exposição também mostra a resiliência dos povos da região. A brasileira Nathália do Valle optou por mostrar os rostos das pessoas que moram no bioma como símbolo de esperança e renascimento. Tatiane Galluppi Selich, por sua vez, retratou um mito da cultura Yshir Ybytoso, que só existe no Pantanal paraguaio e que, assim como o bioma, está ameaçado.

Para os Yshir, Nemurt é um ser poderoso que representa o equilíbrio do mundo através da bengala que ele segura sobre os ombros: se ele ficar cansado e o abaixar, os seres humanos deixarão de existir. A fotógrafa incluiu esta imagem para mostrar a necessidade de respeito pela cultura e tradições ancestrais, que também precisam ser preservadas.

A exposição é realizada em parceria com a Sciacco Studio (https://www.instagram.com/sciaccostudio/) e ficará disponível de 12/11 a 27/11 na plataforma https://bit.ly/ExpoPantanal


Tatiana Galluppi / WWF-Brasil

Araquem Alcântara / WWF-Brasil

Nathallia do Valle / WWF-Brasil

Livro e vídeos valorizam saberes da floresta das mulheres do Careiro|AM

Projeto é apoiado pelo GT Agenda 2030 com recursos da União Europeia e promove o valor dos saberes tradicionais e da ciência da floresta

‘Mulheres e as ervas da Amazônia’, sobre o reconhecimento e promoção do valor dos saberes tradicionais e da ciência da floresta. é o livro a ser lançado pelo Instituto 5 Elementos, uma das organizações que integram o Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030), no próximo dia 10 de novembro, às 17h30 (hora Brasília-DF), nos canais digitais do instituto. A publicação é acompanhada por dez vídeos educativos que mostram como são produzidas, por exemplo, a pasta de cúrcuma com gengibre, a água de babosa, a máscara facial com pó de açaí, pomada de copaíba e andiroba, batom orgânico, entre outros produtos.

A produção multimídia lança luz aos conhecimentos de mães, agricultoras, artesãs, cozinheiras e curandeiras da Amazônia, sobre o uso das ervas medicinais, suas práticas de manuseio para a criação de produtos para a saúde, bem-estar e beleza, conforme explica Mônica Borba, gestora institucional do Instituto 5 Elementos. E acrescenta que a obra procura não apenas resgatar usos e costumes de ervas da floresta mas, principalmente, valorizar esses saberes como uma riqueza das comunidades e fortalecer uma bioeconomia que preserva a floresta e estimula seu uso sustentável.

A publicação e os vídeos foram produzidos a partir do projeto Agenda 2030 – Saúde e saberes das mulheres de Careiro (AM) –, que em 2020 promoveu uma formação envolvendo 29 mulheres. O projeto recebeu o apoio financeiro do GT Agenda 2030, no I Edital de Seleção Interna de Projetos, que contou com recursos da União Europeia.

Segundo Mônica, a riqueza dos depoimentos e dos conhecimentos dessas mulheres identificada durante o curso acendeu na equipe do projeto a vontade de fazer mais, de levar os saberes daquelas mulheres para além de suas comunidades.

As autoras dos saberes da floresta: Eli Marcia Freitas dos Santos, Liliane Silva do Nascimento, Nilcinha de Jesus Amaral Ferreira e Raimunda Cheila Alves, do município do Careiro, do Estado do Amazonas, estarão na transmissão do lançamento

O projeto foi realizado em parceria com a Casa do Rio e também contou com o apoio financeiro da Associação BEM-TE-VI Diversidade e da Awí Superfoods. No evento de lançamento, haverá a participação de quatro das mulheres da comunidade de Careiro: Eli Marcia Freitas dos Santos, Liliane Silva do Nascimento, Nilcinha de Jesus Amaral Ferreira e Raimunda Cheila Alves. Também participarão as professoras Mônica Borba e Marta Magalhães e o diretor da Casa do Rio, Thiago Cavalli Azambuja.

II Edital 

O GT Agenda 2030 está com chamada aberta para o seu II Edital de Seleção Interna de Projetos. Este ano, estão sendo destinados 98 mil euros para apoiar projetos de promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como estratégia para superação das desigualdades, principalmente no contexto da pandemia da Covid-19. Serão apoiadas 12 iniciativas brasileiras de instituições que compõem formalmente o GT. As propostas podem ser enviadas até o dia 9 de novembro pelo e-mail projetoue.gt2030@gmail.com.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres e as ervas da Amazônia
Quando: 10.11.2020, das 17h30 às 18h30 (hora de Brasília|DF)
Plataformas: Youtube e Facebook do Instituto 5 Elementos

We’e’ena é resistência indígena na passarela da semana de moda Brasil Eco Fashion Week

Por Lenise Ipiranga

A coleção de We’e’ena Tikuna Arte Indígena com grafismos e o tecido vegetal de Tururi, típicos da cultura do povo Tikuna, originária da Aldeia de Umariuaçu, no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, na região do alto Rio Solimões, Região Norte, estará novamente na passarela da quarta edição da semana de moda Brasil Eco Fashion Week (BEFW), reconhecido como o maior encontro de moda e sustentabilidade da América Latina, que neste ano acontecerá em formato on-line, de 18 a 22 de novembro, com a exibição de desfiles de 16 marcas, vindas de todas as regiões do Brasil.

“Estou muito feliz de mostrar mais uma vez a nossa moda indígena, porque toda arte é forma de resistência para nós, povos indígenas. E eu quero dar essa visibilidade à nossa cultura, principalmente à mulher”, anunciou We’e’ena Tikuna, nome que significa “a onça que nada para o outro lado no rio”, artista plástica formada pelo Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura do Amazonas – IDC, em dezembro de 2004, com diversas premiações e exposições já realizadas e dedicada ao trabalho de inclusão social dos povos indígenas por meio da sua arte.

A convite feito pelo diretor executivo da Brasil Eco Fashion Week 2020, Rafael Morais, We’e’ena Tikuna apresentará a coleção Tururi, que tem um pouco do contemporâneo e também da sua ancestralidade. “Eu apresento no desfile a coleção Tururi, um tecido nativo de fibra de madeira do meu povo, o qual utilizamos há milhares de anos, como cobertor, absorvente, toalha. E levarei para a passarela para que todos possam conhecer o que meu povo usa”, ressalta a estilista, sobre as peças de vestuário em tecido vegetal da sua coleção.

“Posso ser quem você é sem deixar de ser quem eu sou”

We’e’ena aponta que ao se falar em moda indígena e inclusão social, ela destaca a Brasil Eco Fashion Week, por ter incluído a coleção da Arte Indígena. “Muitas marcas ou grifes tem o uso de alguma simbologia indígena, mas nunca é o indígena o seu próprio protagonista”, frisa We’e’ena. E lembra que “por muito tempo o povo indígena foi tutelado e agora chegou a vez de mostrar que somos capazes de protagonizar nossa própria história. Por isso quero dar voz à moda autoral indígena”.

A artista plástica ressalta a importância de participar de um evento nacional de moda e representar seu povo, sua ancestralidade, sua Amazônia, como forma de valorizar e dar visibilidade à história e cultura dos povos indígenas e, assim, tentar diminuir o preconceito e a desinformação sobre seu povo. “O indígena é sempre visto de maneira pejorativa. Nosso povo é um povo ágrafo (que não se expressa por meio da escrita), a nossa história sempre foi passada de pai para filho pela oralidade (uso falado de uma língua, característica dos povos ágrafos), por isso muitas pessoas não conhecem ou conhecem e pensam que não existem mais indígenas”, esclarece a indígena Tikuna.

We’e’ena destaca uma citação do líder indígena Marcos Terena, de que “posso ser quem você é sem deixar de ser quem eu sou”. E enfatiza que esse é o momento de cumprir essa missão de levar para o mundo da moda, da arte, a resistência, a visibilidade da cultura dos povos indígenas. “E o Brasil Eco Fashion abriu essa porta para mostrar que o indígena está incluído, não está excluído. Sinto-me muito honrada em poder representar nossa história e nossa arte”, concluiu a estilista.

Quarta Edição

“Este ano está sendo um desafio adaptar o evento, o qual requer uma programação on-line menor do que na versão física. É desafiador replanejar e rever o que estávamos acostumados a fazer”, destaca Rafael Morais, diretor executivo da semana de moda Brasil Eco Fashion Week (BEFW). Ele acredita que no universo on-line o evento atingirá outros públicos, de pessoas que não conseguiam acompanhar presencialmente a programação do evento. “A palavra é adaptação”, frisa.

A BEFW chega em sua quarta edição, segundo Morais, com pontos muito positivos dos três anos anteriores de um evento anual, nacional, que trabalha no segmento da moda, da sustentabilidade e do consumo consciente. A semana de moda baseia-se em três pilares: o setor de desfiles – com a oportunidade de uma passarela para os empreendedores e marcas; o showroom – a feira dos expositores, com a possibilidade de comercialização de peças; e o setor de conteúdo – com debates, apresentação de inovações, projetos, propostas. “Para tudo funcionar, entendemos que é necessário mobilizar os consumidores e investidores (players de mercado), jogando luz aos assuntos e aos temas relacionados à proposta do nosso evento”, avalia o diretor executivo. Na última edição, de 2019, foram 70 atividades, 15 workshops e 5 palcos.

Rafael Morais destaca o desafio de adaptar o evento ao formato on-line em tempos de pandemia | Fotosite

“O evento preza tanto pela inclusão de marcas de moda do segmento ecológico e em dar espaço a essas empresas, com também sempre abraçou a diversidade, a pluralidade, das marcas e da equipe de trabalho”, ressalta Rafael Morais, ao falar que o evento sempre contou com um elenco de modelos (casting) muito diverso, além das marcas inscritas ou convidadas. As inscrições são realizadas por meio de edital, com curadoria e curadores para cada setor, para ampliar o olhar da diversidade.

O objetivo é oferecer a oportunidade de uma passarela para marcas que não tenham essa possibilidade, explica Morais, como a moda indígena da We’e’na Tikuna, a moda inclusiva e novos modelos de negócios – como ocorreu no ano passado com desfile da loja multimarcas Bemglô, uma plataforma pioneira de consumo sustentável idealizada pela atriz Glória Pires e amigos; e da loja de aluguel de roupas Roupateca –, e neste ano contará com a participação de uma cooperativa, a Justa Trama, de Porto Alegre com a cadeia produtiva de algodão do Ceará e Mato Grosso do Sul.

Entre outras marcas selecionadas este ano, além da convidada We’e’ena Tikuna Arte Indígena, da região do alto Rio Solimões-Amazonas, estarão na BEFW a Catarina Mina, estreante com roupas em renda de bilro, do projeto de 120 artesãs do Ceará, que sempre participou do evento com bolsas e acessórios feitos à mão; da Paraíba, a Natural Cotton Color, referência em algodão orgânico naturalmente colorido; do Rio Grande do Sul, a Nuz Demi Couture, de peças com modelagens múltiplas; de São Paulo, o estilista e alfaiate Leandro Castro, com moda produzida com tecidos de reuso; e de Belo Horizonte, a estreante Libertées, que iniciou como projeto social de capacitação de mulheres detentas; de Brasília, Flávia Amadeu vai apresentar biojoias feitas em látex natural da Amazônia desenvolvido junto a comunidades seringueiras locais. As marcas escolhidas passaram por processo de curadoria e representam as cinco regiões do país.

As inscrições para o público já estão abertas no site, pelo link: https://brasilecofashion.com.br/participe/

Serviço:
Brasil Eco Fashion Week – 4a edição
Formato Online
18 a 22 de novembro

Canais do evento:
Site: brasilecofashion.com.br
Instagram: @brasilecofashionweek
Linkedin: Brasil Eco Fashion Week

Dori Carvalho representa o Amazonas e leva seu talento para Festival de Poesia nacional

Dois Córregos, cidade do interior de São Paulo, conhecida como a terra da poesia, realiza nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2020, a partir das 20h (Hora Brasília), a 13ª edição de seu Festival de Poesia. Com o tema “Poesia a arte do encontro”, o evento pretende trazer mais leveza em meio à pandemia do Covid-19 e conta com a participação virtual de artistas dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal, como Dori Carvalho, do Amazonas.

A videoconferência (webinar) reunirá artistas locais e de outras regiões do Brasil para prestigiar a diversidade poética, estimular o encontro com as rimas e permitir que os cidadãos gorjeiem suas criações. O poeta Dori Carvalho, que representará o estado do Amazonas durante o festival é ator, prosador e diretor de teatro. Além de atuar em diversos espetáculos teatrais e participar de diversos filmes, é autor dos livros de poemas “Desencontro das Águas” e “Paixão e fúria”, editados pela editora Valer e “Meu ovo esquerdo”, pela editora Travessia.

No teatro, Dori Carvalho atuou em A Farsa do Juiz; A balada do flautista; O elogio da preguiça; Aquela outra face da tribo; Os morcegos; Zaratustra; Ekhart – o cruel; Next; O mendigo e o cão morto; e Pique-nique no front. E também participou de filmes como A cor dos pássaros e Bad Boy, de Herbert Brödl; Silvino Santos – o cineasta da selva, de Aurélio Michiles; Nas asas do condor, de Cristiane Garcia, baseado em conto de Milton Hatoum; e Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles.

Dori Carvalho foi ainda diretor da Divisão Artística da TV Educativa, coordenador e professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal do Amazonas; coordenador do Centro de Artes Chaminé; coordenador de eventos e assessor editorial da Editora Valer; diretor de produção e apresentador da TV Câmara, coordenador da Comissão de Acervo Histórico da Câmara de Manaus.

Durante o Festival, o município leva para as ruas da cidade, literalmente, as criações de artistas já reconhecidos por sua obra e as da própria população. Em sua 13ª edição, pela primeira vez o Festival reunirá renomados artistas dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, que participarão do evento por meio de videoconferências (webinares). Ao final do Festival, as poesias serão reunidas para posterior lançamento de um livro.

“Acredito que a poesia é um caminho para o resgate dos sonhos, da ternura e da esperança. E que é o caminho para a transformação humana, ao expressar o afeto, a generosidade e a paz”, afirma José Eduardo Mendes Camargo, idealizador e fundador da ONG Usina de Sonhos, responsável pelo Festival e por outras iniciativas ligadas à produção literária com foco em poesia em Dois Córregos.

Usina de Sonhos

Fundada em 1995, e idealizada pelo empresário e poeta José Eduardo Mendes Camargo, a Usina de Sonhos visa obter uma transformação positiva do ser humano por meio do desenvolvimento da criança e da comunidade através das mais variadas formas de linguagem, em especial a poética. Desta forma, estimula e contribui para o surgimento de novos talentos, para o despertar do interesse pela leitura, para o desenvolvimento do pensamento crítico e de produções e manifestações culturais.

O projeto, que foi reconhecido pela UNESCO, órgão das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Cultura, está presente em escolas públicas e particulares de Dois Córregos, por meio da adesão a concursos de poesias; nas indústrias, onde funcionários são estimulados a produzir poesias e participar de concursos culturais; na penitenciária feminina, tem contribuído com a autoestima e a solução de conflitos entre as mulheres encarceradas.

O evento é aberto e para participar é só acessar as redes:
Instagram: @instituto_usina_de_sonhos
Youtube: Instituto Usina de Sonhos
Facebook: Usina de Sonhos