Alteração que atinge 5% das mulheres grávidas, cistite aumenta as chances de partos prematuros

Causada geralmente por infecção bacteriana, a cistite (inflamação na bexiga) atinge principalmente pessoas do sexo feminino e pode evoluir para outras partes do trato urinário, como uretra e rins, causando desconforto, dores e outros sintomas. Estão inseridas nesse contexto, 5% das mulheres gestantes, que quando acometidas pela alteração, têm os riscos de partos prematuros e até abortos, potencializados, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo.

Doutor em saúde coletiva, Figliuolo explica que, no caso das mulheres grávidas, o alargamento do trato urinário, ocasionado pelas mudanças hormonais, as torna mais propensas a esse tipo de problema, quadro que facilita o acesso das bactérias à bexiga e até ao útero, provocando, em casos mais graves, a antecipação dos partos.

Pessoas fora dessa condição também são alvos fáceis e podem desenvolver a cistite de forma repetitiva. Quando isso ocorre, a orientação é que haja uma avaliação clínica com um urologista, para a correção do problema e a melhoria da qualidade de vida do paciente.

O especialista ressalta que a principal causadora da cistite, também conhecida como infecção urinária, ou, Infecção do Trato Urinário (ITU), é a bactéria Escherichia coli, ou, E.coli, que integra a microbiota intestinal e acaba migrando para o sistema urinário. “No caso das mulheres, a cistite é mais comum porque a uretra feminina é mais curta que a masculina, o que facilita o acesso da bactéria ao organismo”, destacou.

De acordo com o especialista, sintomas como necessidade urgente de urinar com mais frequência, liberação de quantidade pequena de urina, ardor ao fazer xixi, dores pélvicas e na bexiga, nas costas, sangue na urina e febre, podem indicar a presença da alteração, que se não tratada adequadamente, com a dosagem medicamentosa prescrita por um médico, pode evoluir para quadros de infecção generalizada e levar, inclusive, à morte.

Prevenção

Apesar de comum, a cistite pode ser prevenida com medicas simples no dia-a-dia, como consumir muita água (pelo menos dois litros ao dia para ajudar a eliminar as bactérias da bexiga durante a micção), esvaziar com frequência a bexiga – segurar o xixi por tempo prolongado é contraindicado -, reforçar os cuidados com a higiene pessoal, urinar após as relações sexuais, usar sempre o papel higiênico na direção da frente para trás e, se possível, lavar a região após evacuar.

“Roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, ajudam na proliferação dessas bactérias nocivas. Na região Norte, onde o calor é potencializado pela proximidade com a Linha do Equador, isso fica mais evidente e os cuidados devem ser redobrados”, frisou.

Foto: divulgação

Alteração silenciosa, gordura no fígado atinge cerca de 30% dos brasileiros

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que cerca de 30% da população brasileira é acometida pela esteatose hepática não alcoólica, alteração negligenciada por boa parte dos indivíduos e que tem como uma das principais características, o desenvolvimento silencioso e assintomático inicialmente. Especialistas alertam que, se não tratada a tempo e da forma adequada, a doença pode evoluir para a morte ou levar a quadros graves de saúde.

A presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Karina Barros, explica que a gordura no fígado, também classificada como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), está diretamente associada à má alimentação (rica em gorduras saturadas presentes em fast-food, enlatados e embutidos, por exemplo), ao diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo e outros fatores de risco, como as síndromes metabólicas (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides – nesses últimos dois casos, denomina-se dislipidemia).

No entanto, há pessoas magras (sem tendência a engordar) que também desenvolvem o problema, devido ao consumo de alimentos muito gordurosos.

“Há alguns anos, estimava-se que o número de brasileiros acometidos pela esteatose hepática chegava a 20%. Com a vida corrida, a falta de tempo e a comodidade de pedir um alimento pronto para consumo em casa ou no trabalho, sem a devida atenção às orientações nutricionais gerais, esse número já chega a 30%. Por isso, é preciso alertar as pessoas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, através de um check up médico anual, por exemplo, e do controle das doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, que associadas à gordura no fígado, podem levar a quadros mais complicados à saúde e a tratamentos mais prolongados”, destaca Karina Barros.

Detectada geralmente por exames de imagem, como a ultrassonografia, a esteatose também pode estar associada, segundo pesquisas na área, a doenças no fígado, como a hepatite, e até a alterações no ovário, conhecidas como ovário policístico, além do hipotireoidismo e ao uso de corticoides e outros medicamentos.

O quadro de esteatose hepática se dá através do acúmulo excessivo de gordura (lipídios) nas células do fígado (os hepatócitos). Os laudos da esteatose hepática podem apontar grau 1 (esteatose hepática leve) quando há pequeno acúmulo de gordura; grau 2, quando há acúmulo moderado e esteatose hepática; grau 3, quando o acúmulo de gordura no fígado é grande e o quadro é mais preocupante.

Na maioria dos casos, o tratamento é feito através de dieta com acompanhamento nutricional, uso de medicamentos e exercícios físicos regulares, além de avaliação médica especializada e acompanhamento de clínico geral ou hepatologista.

Segundo a Associação Brasileira de Hepatologia (ABH), “desde que controlado os fatores que causaram a doença, a esteatose pode permanecer estável em torno de 70 a 80% dos pacientes. Em 20 a 30% dos casos a esteatose pode evoluir para esteatoepatite, que pode ser controlada com o tratamento adequado. Entretanto essa forma da doença tem maior potencial de progressão ao longo dos anos para cirrose e carcinoma hepatocelular, se não for devidamente orientada”, destaca a entidade.

Foto: divulgação

Sesc AM oferece tratamentos que auxiliam na recuperação pulmonar de pessoas que tiveram Covid-19

Uma das sequelas mais frequentes deixadas pela Covid-19 é o comprometimento respiratório. Para auxiliar na recuperação destes pacientes o Sesc Amazonas está oferecendo atendimentos de fisioterapia pulmonar e treinos específicos na academia, para pessoas que contraíram a doença.

A Academia Sesc oferece exercícios voltados para o fortalecimento muscular, condicionamento cardiorrespiratório, hipertrofia de músculos atrofiados devido a imobilidade adquirida durante a doença, além da recuperação das capacidades de coordenação.

A encarregada do Departamento Físico Esportivo do Sesc AM, Roberta Nascimento, ressalta a importância das atividades físicas especificas para esse público. “O exercício físico é fundamental para a recuperação e prevenção da Covid-19. Nosso time de professores está qualificado e preparado para atender esse grupo de alunos com muita atenção e cuidado, com treinos e acompanhamentos  específicos, visando o tratamento”, disse.

O tratamento fisioterápico engloba técnicas que podem ser preventivas ou curativas e tem como objetivo mobilizar secreções, melhorar oxigenação do sangue, promover reexpansão pulmonar, diminuir o trabalho respiratório e reeducar a função respiratória.

A fisioterapeuta Joelma Damazio, destaca que outros pacientes também podem se beneficiar com a fisioterapia respiratória. “Esse conjunto de exercícios tem por objetivo reabilitar o paciente que teve alguma lesão pulmonar. Mas se estende para demais patologias respiratórias, como asma, bronquite, pneumonia e também aqueles pacientes que necessitam fazer um condicionamento da musculatura respiratória”, explicou.

A Clínica de Fisioterapia e a Academia Sesc ficam localizadas na Unidade Sesc Balneário (avenida Constantinopla, 288, bairro Planalto), possuem uma estrutura com equipamentos modernos, professores certificados e estão seguindo todas as recomendações do Ministério da Saúde no combate a Covid-19. Para mais informações a respeito de valores e horários ligue (92) 2121-5362 – Academia Sesc/ (92) 3656-2400 – Clínica de Fisioterapia Sesc.

Foto: Sesc AM/divulgação

Inscrições abertas para o Programa Educacional de Vigilância em Saúde na Fronteira da Fiocruz

Para fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), lançou a primeira seleção pública do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de abril. O edital completo está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O VigiFronteiras-Brasil oferece gratuitamente 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Técnico Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia – Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM).

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas.

Etapas

As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 30 de abril no link indicado no edital, cujo download deve ser feito no site: formacaovigisaude.fiocruz.br. No edital estão listados todos os documentos necessários, a forma de apresentação, além do cronograma de seleção. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo – prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista – na mesma página em que se inscreveu. As aulas serão iniciadas em agosto.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço:

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: de 22 de março a 30 de abril de 2021

Para quem: profissionais e gestores que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Início das aulas: agosto de 2021

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

Foto: reprodução

Associação de enfermagem lança programa com dicas de saúde no YouTube

Com foco na promoção à saúde, a Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) lançou, na última semana, em seu canal no YouTube, o programa “Pé de saúde em casa”, uma iniciativa que visa facilitar, durante o período da pandemia do novo coronavírus, o acesso da população a informações relevantes, voltadas à prevenção de doenças, fatores de risco e reabilitação.

Embora o nome do projeto faça alusão ao programa “Pé Diabético”, desenvolvido pela Segeam na rede pública estadual de saúde do Amazonas, a série de vídeos abordará temas variados. A primeira edição, publicada na última semana nas plataformas digitais, está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=CsNTI0ar7Kk, e traz como mote uma sequência de “exercícios respiratórios”, importantes ao processo de reabilitação e bem-estar de pacientes com problemas no aparelho respiratório, entre eles, sequelas provocadas pela Covid-19.

No vídeo, de pouco mais de quatro minutos, a fisioterapeuta Paula Gondim, que atua no Ambulatório de Egressos, um dos braços do programa Pé Diabético em Manaus, explica como executar cada exercício, as posições indicadas, número de repetições, entre outros detalhes.

A presidente da Segeam, enfermeira Karina Barros, explica que, mesmo com as dicas, é importante que haja um acompanhamento médico, dependendo do quadro clínico de cada paciente.

Ela destaca, ainda, que a produção dos vídeos ocorrerá por tempo indeterminado e frisa a importância das tecnologias para o momento atual vivido pela humanidade. “Como já sabemos, autoridades em saúde, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), têm reforçado a importância de se manter o distanciamento social, como medida de combate à pandemia. No Amazonas, vivemos, há poucas semanas, momentos muito difíceis. Por isso, decidimos utilizar a internet, para estreitar a relação com a população e, ao mesmo tempo, contribuir com as ações em saúde, levando orientação e reforçando protocolos já utilizados em atendimentos domiciliares e até mesmo hospitalares”, enfatizou. Os vídeos serão publicados no canal do YouTube (Segeam) e serão reproduzidos nos perfis da Associação no Instagram (@segeam_amazonas) e Facebook (@Segeam). Os personagens atenderão a critérios técnicos, como formação e especialização nas áreas de abordagem.

Foto: divulgação

Inscrições abertas para a edição 2021 do festival Potência das Artes do Norte

A pandemia gerada pela Covid-19 despertou um grupo de artistas para criar o PAN, festival Potência das Artes do Norte, que chega a segunda edição em 2021. Até o próximo dia 29 de março, o evento on-line está com inscrições abertas para três atividades integrantes da programação: apresentação de espetáculos, núcleo de crítica e pitch.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas apenas pelo site https://linktr.ee/pan.norte e são exclusivas para espetáculos de artistas independentes e/ou grupos que atuam em um dos sete estados do Norte do Brasil. Não serão aceitas inscrições via correios. O regulamento pode ser acessado através do link http://bit.ly/PAN21Regulamento.

Para a programação artística, serão selecionadas 14 propostas cênicas e, cada uma, receberá um cachê no valor de R$ 2 mil. Somente podem se inscrever no PAN grupos de artes ou artistas independentes com atuação na Região Norte cujos espetáculos não tenham sido apresentados na edição anterior do evento.

No ato da inscrição são exigidos os seguintes documentos: sinopse do espetáculo; breve currículo do artista/grupo/companhia; portfólio do artista/grupo/companhia (anexo via upload); link do vídeo na íntegra em plataforma digital (YouTube, Vimeo), com resolução mínima de 720p, com legendas em português disponíveis – sem uso de senha para que o conteúdo seja acessado pela comissão de seleção; link contendo três fotos do espetáculo com alta resolução (exigido 300 DPI, no mínimo); ficha técnica atualizada do espetáculo; e autorização de apresentação expedida pelo autor, ou pela SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), ou ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Arte).

Núcleo de crítica e pitch

Entre as novidades da segunda edição do PAN estão o núcleo de crítica e o pitch, ambos também estão com inscrições abertas. As duas iniciativas buscam promover intercâmbio entre os setores culturais do Norte do Brasil, com foco na profissionalização e no escoamento das produções artísticas para outras localidades dentro e fora do País.

Para o núcleo de crítica, poderão se inscrever artistas, estudantes, críticos e núcleos de todas as regiões do País que estejam desenvolvendo pesquisa em crítica teatral. Serão selecionados quatro participantes que deverão acompanhar, debater e escrever junto aos participantes do festival. A inscrição é feita no site do PAN e é necessário enviar uma carta de intenção de participação e breve currículo do artista/grupo/companhia. Cada participante receberá uma bolsa de R$ 600.

No pitch, a proposta é que grupos, coletivos ou artistas independentes realizem uma apresentação de, no máximo, 5 minutos, em formato livre, de suas propostas cênicas de distintas linguagens (oficinas, espetáculos, festivais…) para uma banca de curadores e programadores de renome nacional. Serão selecionadas sete propostas. Para se inscrever, é necessário acessar o site do PAN e incluir as seguintes informações: nome e resumo da proposta de apresentação; breve currículo do artista/grupo/companhia; portfólio do artista/grupo/companhia (upload do arquivo); quantidade de artistas envolvidos na proposta (em caso do espetáculo entrar em turnê); especificações de volume e carga e proposta de cachê por apresentação (em caso do espetáculo entrar em turnê).

Com a proposta de amplificar produções cênicas dos sete estados do Norte do País, o PAN é um festival on-line e gratuito que será realizado de 24 a 30 de abril. A iniciativa foi contemplada com a Lei Aldir Blanc, através do Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM).

Sobre o PAN

O PAN , Potência das Artes do Norte, é o primeiro festival on-line de artes cênicas surgido em uma PANdemia, com intuito de estimular debates, programação acadêmica e exibição de espetáculos da região norte do Brasil para todo o país e outros países. A proposta do festival é inspirada também na etimologia da palavra “PAN” – de todo ou por inteiro, além de também fazer referência ao Deus Pã da mitologia grega, divindade dos bosques e da natureza.

Mais informações estão no Instagram @pan.norte e Facebook https://fb.me/pan.norte2020. Em caso de dúvidas, o e-mail para contato é pan.artesdonorte@gmail.com.

Serviço

O quê? Inscrições para a 2ª Edição do Potência das Artes do Norte (PAN)

Quando? De 15 a 29 de março de 2021

Onde? https://linktr.ee/pan.norte

Quanto? Gratuito

Foto: divulgação

Peça “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em sessões online

Depois do sucesso nas plataformas digitais, a peça “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em cartaz na versão online para curta temporada, com sessões aos domingos e às terças-feiras. Vista por quase três mil pessoas no Brasil e ao redor do mundo, em apenas 8 apresentações, o espetáculo revela um pouco sobre o conhecimento e a pessoa de a filósofa Helena Petrovna Blavatsky, interpretada pela atriz Beth Zalcman em monólogo, com texto da filósofa Lúcia Helena Galvão e encenação de Luiz Antônio Rocha.

Conhecida por confrontar as correntes ortodoxas da ciência, da filosofia e da religião, Blavatsky  foi uma das figuras mais notáveis do final do século 19. A escritora russa foi antes de tudo uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano e se tornando imprescindível no pensamento moderno.

Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi. O monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, escrito pela filósofa Lúcia Helena Galvão, professora voluntária e palestrante da organização Nova Acrópole, com milhões de visualizações no seu canal no Youtube, aceitou o desafio para escrever seu primeiro texto para teatro, uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e sobre a existência humana.

A montagem propõe uma dramaturgia inspirada no conceito desenvolvido pelo artista Leonardo Da Vinci em suas obras, conhecido como “sfumato”, ou seja, sem linhas ou fronteiras, o que corrobora a ideia da filósofa: “A linha que vos separa existe apenas em vossas mentes”.

O ponto de partida para a direção de arte, cenário e figurinos basearam-se em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet, que traduz com beleza a solidão deste último instante de vida de Helena.

O monólogo arrebatou a crítica especializada e formadores de opinião e teve todas as apresentações esgotadas na primeira temporada, rompendo fronteiras e visto ao redor do mundo.

“Linda a integração Helena Blavatsky/Beth Zalcman no palco. Onde começa o amor de uma, o amor de outra, difícil dizer. Estão amalgamadas. A gente entende e admira a dimensão do trabalho de Blavatsky, na entrega de corpo e alma de Zalcman. Lindo de ver”, afirma a atriz e produtora Clarice Niskier.

Para o produtor e gestor do Centro Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), Robson Leitão, o texto e a interpretação arrebatadora levaram-no à emoção. “A emoção me tomou de surpresa em vários momentos, enquanto presenciava a realização da magia teatral, transmutando um belo texto, em forma de monólogo”. 

“A certeza do que dizer, e a coragem de dizer!”, declarou o ator Paulo Figueiredo. Já o cantor e compositor Jorge Vercillo, destacou o conteúdo transcendental do texto. “A Metafísica que permeia o texto nos mostra uma mulher que encarna no planeta terra, numa terceira dimensão, o sagrado e o feminino”,  afirmou.

Devido ao sucesso da primeira temporada, “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em cartaz na versão on line aos domingos, sempre às 19:30h, e às terças, às 20h30, com venda de ingressos pela plataforma Sympla e a transmissão do espetáculo pela plataforma Zoom.

Parte da Bilheteria (20%) será destinada ao programa “Criança para o Bem”, que beneficia crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social da periferia do Distrito Federal e é mantido pela Nova Acrópole. Mais informações: https://criancaparaobem.org.br

Sinopse  

A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres no final do séc. 19. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, é um mergulho no universo que existe dentro de nós.

Ficha Técnica

Texto original: Lucia Helena Galvão

Interpretação: Beth Zalcman

Encenação: Luiz Antônio Rocha

Cenário e Figurinos: Eduardo Albini

Iluminação: Ricardo Fuji

Assistente de Direção: Ilona Wirth

Visagismo: Mona Magalhães

Fotos: Daniel Castro e Marlon Maycon

Consultoria de movimento (gestos):Toninho Lobo

Operador Técnico: Toninho Lobo

Parceria: Nova Acrópole

Realização: Beth Zalcman e Luiz Antônio Rocha

Serviço:

Helena Blavatsky, a voz do silêncio – Apresentações virtuais

Monólogo teatral inspirado na trajetória e na obra da escritora russa Helena Blavatsky

Temporada: De 21 de fevereiro a 30 de março de 2021. Aos domingos, às 19h30, e às terças- feiras, às 20h30.

Ingressos: a partir de R$ 30

Onde comprar e assistir: www.sympla.com.br

Classificação etária: 14 anos

Foto: divulgação

Taxa de câncer de colo uterino no Amazonas é 102% maior que a média brasileira

Com uma taxa bruta de casos de câncer de colo de útero 102,3% maior que a brasileira, o Amazonas tem como um dos grandes desafios na saúde pública, e também na privada, conscientizar sobre a importância da prevenção à doença, através de ações individuais e coletivas, como a realização anual do exame preventivo Papanicolau e a vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano), principal agente causador da alteração, explica a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira oncológica Marília Muniz.

Dados da Estimativa de Casos Novos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), apontam que a taxa bruta, que projeta o número de casos para cada 100 mil mulheres, é de 16,35 para o Brasil e 33,08 para o Amazonas. Quando se trata de Manaus, a situação é ainda mais grave, com uma taxa bruta de incidência de 51,94 para a mesma proporção de mulheres. Significa dizer que a maior parte dos casos está concentrada na capital. O Inca é um órgão é subordinado ao Ministério da Saúde (MS) e a tabela com a estimativa consta na projeção mais recente lançada pelo Governo Federal.

Em 2019, o movimento Março Lilás foi lançado no Amazonas, através da Lei 4.768/19, sancionada pelo Governo do Amazonas. Em 2021, ano de pandemia, explica Marília Muniz, as ações educativas estão mais tímidas, restritas à conscientização em ambientes hospitalares internos e à internet.

“Por isso, decidimos lançar um alerta sobre a situação. A ampliação de ações educativas, tendo as novas tecnologias como aliadas, podem ajudar a mudar uma triste realidade que assombra nosso Estado. Temos um dos maiores índices da doença no País e sabemos que isso pode ser evitado, uma vez que o câncer de colo uterino é 100% prevenível”, destacou.

Usar o preservativo durante as relações sexuais, vacinar meninas em idade escolar para imunizá-las contra o HPV e chamar a atenção de mulheres em idade reprodutiva, sobre a necessidade do preventivo, são medidas essenciais para conter o avanço desse tipo de neoplasia maligna, que deve acometer, só em 2021, cerca de 700 mulheres no Amazonas e 16.710 no Brasil.

“Uma informação importante é: se fizer o Papanicolau, busque o resultado. E, em caso de alteração sugestiva, procure ajuda médica especializada o mais rápido possível”, orienta Marília. De acordo com ela, mais de 90% dos casos de câncer de colo uterino são provocados pelo HPV (Papilomavírus Humano), considerado uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), mas que pode ser evitado.

“Existem centenas de tipos de HPV, mas apenas 13 são considerados oncogênicos (que podem evoluir para o câncer), o que não anula a importância e a responsabilidade de se investigar caso a caso. As lesões provocadas pelo HPV são consideradas precursoras e, se tratadas a tempo, não evoluem para quadros de câncer”, assegurou.

O ideal, segundo a especialista, é que mulheres com vida sexual ativa façam um check up médico uma vez ao ano, se antecipando a eventuais problemas, ou, detectando-os precocemente. “Agendar-se com antecedência para consultas com ginecologista, mastologista e outros especialistas, é um ato de amor próprio. Lembramos que, na oncologia, o principal ditado é: quanto mais cedo o câncer é descoberto, maiores são as chances de cura”, concluiu.

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Campanha da Adepam beneficia 12 municípios amazonenses

A diretoria da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Amazonas (Adepam) sensibilizada com as dificuldades do setor de saúde para proporcionar atendimento para todos os contaminados pelo novo coronavírus promoveu a campanha “Manaus Precisa Respirar”, que angariou doações para 12 municípios amazonenses.

A demanda emergencial do Amazonas foi encampada pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), que compartilhou a solicitação para as demais associações estaduais das cinco regiões brasileiras. “A campanha teve uma repercussão inesperada. Pessoas de todo o Brasil, e inclusive do exterior, entraram em contato, querendo saber como colaborar. No total, contabilizamos 736 doadores, a maioria anônimos, que se sensibilizaram com as dificuldades enfrentadas pelo Amazonas frente ao colapso na rede de assistência. Aproveito esta oportunidade para agradecer a cada doação, a cada gesto de empatia demonstrado no momento de maior dificuldade enfrentado pelo Amazonas durante a pandemia”, destacou o presidente da Adepam, defensor público Arlindo Gonçalves.

Devido à escassez de produtos médicos hospitalares em Manaus por causa da elevada demanda por estes artigos e, pela hiper inflação dos preços dos poucos itens encontrados na cidade, a diretoria da Adepam optou por fazer uma ampla pesquisa de mercado a fim de valorizar as doações oriundas de assalariados. “A campanha da Adepam teve o apoio de várias pessoas de toda a parte do país, especificamente de pessoas físicas que retiraram recursos do seu orçamento doméstico para amenizar a dor de pessoas que elas sequer conheciam. Diante do esforço pessoal de cada benfeitor, a diretoria decidiu que era mais do que justo pesquisar muito até fechar negócios. As compras demoraram um pouco além do previsto, mas valeram a pena. Conseguimos comprar mais e ajudar mais pessoas”, explicou Arthur Macedo, diretor e defensor público.

Vale ressaltar que além da alta demanda e da subida nos valores dos produtos, outro fator que ocasionou demora nas entregas deve-se a distância entre Manaus e os grandes centros produtores e distribuidores destes tipos de produtos como Brasília, Espírito Santo, Curitiba e São Paulo. “Conseguimos comprar equipamentos que realmente são úteis para salvar vidas, tais como tais como bipap, máscaras, macacões e demais materiais de EPIs, essenciais para os profissionais da saúde”, destacou Helom Nunes, defensor público e responsável pelas compras dos produtos.

As primeiras doações foram levadas à Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), que distribuiu os produtos para as unidades de saúde da capital. Além disso, as defensoras e defensores com atuação no interior do Amazonas se encarregaram de realizar as entregas em Boa Vista do Ramos, Borba, Coari, Humaitá, Itacoatiara, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Silves, Tabatinga e Tefé.

Alimentos contaminados podem causar doenças diarreicas e levar a quadros de desidratação

Os cuidados na higienização, preparo e armazenamento dos alimentos, são essenciais para evitar doenças como as diarreicas, giardíase, verminoses, leptospirose e algumas infecções causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e outros parasitas, por exemplo. Causadas pela ingestão de alimentos contaminados, as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) somam mais de 250 tipos no mundo, apontam dados do Ministério da Saúde (MS). Entre as consequências das alterações, estão a desidratação, perda de peso e, em casos mais extremos, podem resultar em óbitos, se não tratadas adequadamente.

O nutricionista da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), David Reis, explica que, entre os cuidados indicados, estão: lavar bem os alimentos em água; lavar as mãos regularmente; não manusear alimentos após tocar em animais; não tocar nos alimentos após ter contato com fraldas, banheiro e objetos sujos; selecionar alimentos frescos com boa aparência e, se possível, utilizar uma solução com uma colher de sopa de hipoclorito de sódio (2,5%) ou água sanitária sem soda cáustica (2,0 a 2,5%) para cada litro de água e proceder a imersão, por 15 minutos, lavando em seguida, novamente em água corrente.

O profissional destaca que alguns alimentos requerem cuidados especiais. É o caso dos ovos, que devem ser lavados apenas na hora do consumo. “Desinfetar os utensílios de cozinha antes de usar, proteger os alimentos prontos para consumo (armazenando adequadamente) e evitar o consumo de alimentos que ficaram muito tempo em temperatura ambiente, também fazem parte das boas práticas, assim como, o reaquecimento de alimentos congelados ou refrigerados antes de ingeri-los”, explicou. “Com relação aos alimentos congelados ou refrigerados, é importante que verificar se estão bons para o consumo e se foram armazenados em temperaturas adequadas (refrigeração de 2 a 10 graus e congelamento de -12 a -18 graus), para descartar o crescimento de patógenos”, explicou. Os patógenos são organismos que são capazes de causar doenças em um hospedeiro. 

Outra dica importante é criar o hábito de verificar o prazo de validade, no caso de alimentos industrializados, além de observar, no ato da compra, as condições físicas e de acondicionamento. Evitar consumir alimentos crus ou mal passados, também é uma maneira de prevenção. As infecções podem ser causadas, ainda, pelo consumo de água contaminada. Por isso, explica David Reis, filtrar ou ferver a água antes de consumir é o ideal.

A principal causa das DTA no Brasil, são bactérias como  Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus. O que não descarta a possibilidade de infecções geradas por vírus e substâncias químicas. Por isso, em caso de sintomas como vômitos, diarréias, náuseas, febre, falta de apetite e dores abdominais, o ideal é buscar ajuda médica.

Foto: Divulgação