Espetáculo ‘Preciso Falar’ inicia circulação pelo interior do Amazonas

A Cacompanhia de Artes Cênicas iniciou a circulação do espetáculo ‘Preciso Falar’ por municípios do interior do Amazonas. A peça explora a linguagem da palhaçaria feminina para tratar da solidão da mulher negra. As primeiras localidades a receberem foram Novo Airão (dia 26 de junho) e Manacapuru (27). Em julho, é a vez de Itacoatiara (dia 3), Itapiranga (4), Careiro da Várzea (18), Autazes (24) e Maués (31), além de Nova Olinda do Norte (data ainda a ser definida), com entrada gratuita, faixa etária mínima de 12 anos, e respeitando os protocolos de segurança para a prevenção da Covid-19 estabelecidos pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM).

Com Daniely Lima no elenco e direção de Jean Palladino, ‘Preciso Falar, a Circulação’ foi contemplada pelo Prêmio Encontro das Artes, promovido pela Lei Aldir Blanc através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC/AM). 

‘Preciso Falar’ aborda narrativas pessoais e coletivas da vivência, enquanto mulher negra, de Lola, a palhaça de Daniely. “O espetáculo é um grito. Começou com um desejo de denúncia e de colocar o assunto em pauta. Lola, a minha palhaça, conta as nossas memórias da infância, adolescência, início da fase adulta e como é estar inserida em uma universidade. A partir de cada fase, ela vai desenhando territórios no chão. Para cada um, Lola dá vida a um personagem que atravessou esses momentos de micro e macro violências simbólicas”, disse a atriz Daniely que também assume a dramaturgia em parceria com Palladino.

Dialogando com a comunidade

A circulação pelo interior do Amazonas e na periferia de Manaus é um desejo antigo da produção. “Temos como público-alvo mulheres, jovens e adolescentes, que estão em fase de descoberta e reconhecimento enquanto indivíduos no mundo. É muito válido compartilhar nosso processo. Circular era algo que almejamos há muito tempo e estou feliz”, complementou Daniely. Após cada apresentação, uma roda de conversa mediada pela artista Andreza Afro Amazônica ocorrerá para levantar questões sobre o espetáculo, a negritude e demais temáticas pertinentes.

As atividades de ‘Preciso Falar, a Circulação’ ocorrerão até o fim de julho. A programação e mais informações podem ser encontradas nos perfis do Instagram @daniely.lima_ e @cacompanhia ou pelo site www.cacompanhia.com.

Sinopse

E a palhaça negra o que é?  Lola desenha um mapa de seus territórios, seus rastros se tornam cartografias, histórias remendadas, porque ligeiramente são silenciadas, apagadas. A Palhaça é mulher, negra e resistente, desenhando em solo seu local de fala.

Ficha Técnica

Daniely Lima –  Atriz e Dramaturga 

Jean Palladino – Diretor e Dramaturgo 

Kelly Vanessa – Produção 

Andreza Afro Amazônica – Provocadora Cênica 

Fotografa –  Laryssa Gaynett

Serviço

O quê? Circulação do espetáculo ‘Preciso Falar’

Onde? Itacoatiara (03/07), Itapiranga (04/07), Careiro da Várzea (18/07), Autazes (24/07), Maués (31/07) e Nova Olinda do Norte

Quanto? Gratuito

Faixa Etária: 12 anos

Foto: divulgação

Semana da Arte 2021 aborda ‘Arte como instrumento de apreciação da vida’

Platão definia arte como a capacidade humana de fazer coisas de maneira inteligente através do aprendizado, sendo um reflexo da capacidade criadora do ser humano. Manifestada em várias linguagens, dialoga com cada indivíduo de maneira única, o que pode ser um meio para o desenvolvimento das emoções e para a compreensão da vida.

Esta é a tônica da Semana da Arte, evento anual promovido pela Organização Internacional Nova Acrópole Brasil que acontece de 24 a 26 de junho, às 20h (BSB)com atividades gratuitas transmitidas pelo canal da instituição no Youtube, atualmente com mais de 720 mil inscritos.  Este é o segundo ano consecutivo que a programação acontece de forma online.

“A vida como arte” é a palestra que abre a programação cultural na quinta-feira, 24.06, às 20h (BSB). O diretor-presidente de Nova Acrópole Brasil- divisão Norte, Luís Carlos Marques Fonseca aborda aspectos filosóficos de como podemos reconhecer a existência da arte e apreciá-la enquanto modo de vida.

Na sexta-feira, 25.06, no mesmo horário, o professor Leandro Aguiar aborda a vivência e as lições que podem ser apreendidas da obra do compositor e músico alemão Johann Sebastian Bach na palestra “Aprendendo com J. S Bach e sua música”. Considerado um dos mais importantes artistas da história da música, grande intérprete do cravo e do órgão, Bach e sua obra foram responsáveis por marcar o período histórico conhecido como Barroco.

A professora Lucia Helena Galvão encerra a Semana da Arte com a palestra “Reflexões para perceber a Beleza”, também às 20h (BSB). A busca pelo sentido da beleza é também a busca pelo sentido da vida, conforme ressalta a filósofa e professora de Nova Acrópole.

Como exemplo, ela lembra a citação de Curuppumullage Jinarajadasa, filósofo e escritor cingalês e um dos mais importantes autores teosóficos do mundo, autor de mais de 50 livros e 1,6 mil artigos em periódicos no mundo: “Todas as verdadeiras formas de arte fazem a consciência humana compreender na vida aqueles valores que a Alma já conhece no plano da intuição”. “Vemos que só se reconhece a beleza na vida por que ela está dentro de nós; é como um espelho, um reflexo da Alma e aí reside o grande potencial da arte na vida”, afirma.

Programação Semana da Arte 2021

Quinta-feira, 24.06 – 20h (BSB)

“A vida como arte” – Luís Carlos Marques Fonseca

Sexta-feira, 25.06 – 20h (BSB)

“Aprendendo com J. S. Bach e sua música” – Leandro Botelho Aguiar

Sábado, 26.06 – 20h (BSB)

“Reflexões para perceber a Beleza” – Lúcia Helena Galvão

SERVIÇO

O QUÊ: Semana da Arte 2021

QUANDO: 24 a 26 de junho

HORÁRIO:20h (Brasília)

ONDE: youtube.com/NovaAcropole

QUANTO: Gratuito

Sobre os palestrantes

Luís Carlos Marques Fonseca é diretor presidente da Nova Acrópole Brasil – divisão Norte, responsável pela gestão de mais de 35 sedes localizadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Há 37 anos atua como instrutor de filosofia, ministrando diversos cursos oferecidos regularmente pela Nova Acrópole, dentre os quais se destacam: Ética e Moral; Sociopolítica; Filosofia da História; Oratória; Administração do Tempo; História da Filosofia Antiga e Medieval; Simbologia Teológica; Mitologia e Sabedoria Oriental.É formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília, tendo atuado por mais de 30 anos como executivo em empresas de telecomunicações que operam no Brasil.

Leandro Botelho Aguiar – iniciou o estudo da filosofia na Organização Nova Acrópole em 1995 e é instrutor das cátedras de ética, sociopolítica, filosofia da história, simbologia e história da filosofia do oriente e ocidente. Possui experiência em música nas áreas de coral, apreciação musical e artística em geral.

Lúcia Helena Galvão Maya é professora de filosofia da Organização Nova Acrópole há 31 anos.  Ministra aulas sobre os mais variados temas: ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros. Poetisa, já publicou quatro livros, além de produzir artigos e crônicas frequentemente publicados pela imprensa de todo o país. Profere ainda palestras e conferências regularmente para grandes públicos no Brasil.

Foto: Divulgação

‘Infecção cruzada’ em ambiente hospitalar pode ser evitada com adesão a protocolos de biossegurança

Ambientes com risco de contaminação biológica, como é o caso da maioria das unidades hospitalares, são também propícios ao que especialistas chamam de ‘contaminação cruzada’. Ela pode ocorrer quando um visitante, paciente ou profissional, transporta e/ou transfere micro-organismos de fora para dentro dos hospitais, e vice-versa. De acordo com a enfermeira da Associação Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas (Segeam), Hanna Carvalho, estudos recentes apontam que esse tipo de situação ocorre com uma frequência de 13% a 34,3% dentro das unidades de saúde, mas pode ser evitada através de medidas simples, focadas em protocolos de biossegurança.

Segundo a supervisora do Programa Pé Diabético, coordenado pela Segeam em unidades públicas de saúde vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde (SES), é importante explicar, inicialmente, que a infecção cruzada é um tipo de infecção hospitalar, a qual é adquirida após a admissão do paciente em instituição de saúde. “Ela pode se manifestar durante a internação ou após a alta médica e, pela sua gravidade, e aumento do tempo de internação do paciente, é causa importante de morbimortalidade, caracterizando-se assim como problema de saúde pública”, frisou.

Uma das maiores formas de disseminação de micro-organismos, atualmente, em unidades hospitalares, ocorre através da infecção cruzada, com propagação de agentes que são nocivos à saúde, durante os cuidados voltados aos pacientes, executados por profissionais de saúde. “Por isso, a adoção de protocolos como o de higienização das mãos, uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), de limpeza de superfícies, esterilização de equipamentos e materiais e o correto descarte de perfurocortantes (seringas e bisturis etc), é tão importante, e deve ser redobrada atualmente, já que estamos enfrentando uma pandemia mundial”, assegurou Hanna Carvalho.

Outro ponto levantado pela especialista é a reciclagem profissional, com foco no conhecimento e atualização de medidas que reduzam os riscos de transmissão de organismos como vírus e bactérias, além da correta prática clínica. “O conhecimento sobre os vários riscos de transmissão é fundamental para o controle das infecções hospitalares. No caso da infecção cruzada no ambiente clínico, a qual ocorre através do contato de ‘pessoa para pessoa’, pelo ar, ou, por meio de objetos compartilhados, há de se esclarecer como isso pode ser evitado”, esclareceu.

Limpeza e desinfecção

No contexto da pandemia da Covid-19, ela explica que, por ser o coronavírus um agente altamente transmissível, o contágio ocorre a partir de tosse, espirros e gotículas de saliva, por exemplo. Além de atingir diretamente indivíduos próximos, o vírus pode acabar depositado em superfícies, o que exige uma limpeza frequente dos ambientes.

“Destacamos a importância da limpeza dentro desse contexto, além dos cuidados pessoais. Limpar e desinfectar os ambientes corretamente, seguindo as normas e protocolos preconizados, é imprescindível. Os enfermeiros também devem atentar para a importância da orientação aos pacientes e acompanhantes durante a internação, reforçando as medidas de prevenção, especialmente, a de higienização das mãos e uso de máscaras faciais”, mencionou a enfermeira.

De acordo com ela, o check list e a promoção dessas medidas fazem parte das atribuições de enfermeiros, mas também devem ser disseminados por todo o corpo profissional das instituições de saúde, tratando a questão da forma mais abrangente possível e inserindo as medidas na rotina hospitalar.

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Síndrome multissistêmica, Covid-19 pode resultar em casos de disfunção erétil

Considerada uma síndrome multissistêmica (que pode atingir vários aparelhos do organismo ao mesmo tempo), a Covid-19 já atrai a atenção de profissionais da Urologia, pois há relatos de sequelas importantes que afetam, inclusive, a saúde sexual masculina, com destaque para a disfunção erétil, conhecida popularmente como impotência sexual. O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que o problema ocorre a partir do comprometimento da musculatura e do sistema vascular.

” A ereção peniana ocorre a partir do aumento da dilatação dos vasos e do fluxo sanguíneo em até 60 vezes, cenário decorrente de estímulos eróticos. A disfunção erétil pós-covid-19 ocorre, segundo estudos recentes, a partir do comprometimento dessa estrutura. E se o paciente tiver outros fatores de risco associados, como o diabetes e a hipertensão arterial, por exemplo, os riscos de se adquirir esse tipo de alteração são potencializados”, explica Figliuolo, que é doutor em Saúde Coletiva.

Ele destaca que a disfunção sexual pode ocorrer por vários motivos. Entre eles, estão as causas orgânicas e as emocionais. “Vale ressaltar que cerca de 40% das pessoas que tiveram Covid-19 vão apresentar algum tipo de sequela. Nesse público, incluem-se pessoas com disfunção sexual”, assegurou.

De acordo com Figliuolo,  20% dessas pessoas têm associação com quadros depressivos e podem chegar a desenvolver  estresse pós-traumático,  ansiedade, entre outros. “Lembramos também que há a questão hormonal. A chegada da andropausa reduz a produção dos hormônios responsáveis pelo desejo sexual. Homens inseridos nesse contexto, e que passaram por quadros moderados ou mais graves de Covid-19, têm mais chances de sofrer de impotência “, ressaltou.

Figliuolo explica que as consequências da Covid-19 no aparelho sexual masculino se assemelham aos danos causados pelo Diabetes, uma vez que ambas as doenças estão ligadas a problemas na microvascularização. “O corpo cavernoso do pênis precisa do aumento no fluxo sanguíneo para chegar à ereção. Se os vasos são afetados, esse processo se torna mais difícil”.

Como a disfunção erétil pode ser decorrente de múltiplos fatores, é preciso avaliar do ponto de vista multidisciplinar,  considerando questões comportamentais, orgânicas, uso de certos medicamentos, entre outros.

O especialista assegura que, para a maior parte dos casos, há tratamento, que vai desde a reposição hormonal , até as terapias psicológicas e cirurgias para o implante de próteses. “Para os homens que já registraram perda de ereção pontual, lembramos que pode se tratar de fator fisiológico, não necessariamente de alguma doença que implique em tratamento medicamentoso. Nesses casos, acreditamos que a ansiedade pode ser a causadora do problema”, destacou o cirurgião.

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Pandemia reforça preocupações com o hábito de fumar

Por César Augusto*

A pandemia do novo coronavírus veio reforçar o alerta quanto aos danos que pessoas doentes podem ter agravados por conta do tabagismo. Isso decorre por conta da irritação provocada pelas substâncias presentes no cigarro. “Elas afetam a pele que reveste a região da faringe e laringe, provocando um processo inflamatório crônico”, explica o otorrinolaringologista Cícero Matsuyama, do Hospital CEMA, de São Paulo.

Os danos à garganta podem comprometer a fala, causar alterações de deglutição e motricidade de toda essa região anatômica, e isso inclui não somente o cigarro, mas também o charuto, cachimbo, narguilé e similares. O processo irritativo pode ainda favorecer o aparecimento da Covid-19, tendo em vista que o fumante passa por diversos processos inflamatórios no aparelho respiratório e pode, ainda, desenvolver quadros mais graves. “A infecção pelo vírus SARS-COV2 é basicamente devido a dois princípios, a de uma pneumonia viral que pode ocasionar uma pneumonia bacteriana secundária gravíssima; e uma vasculite que pode atingir tanto vasos de pequeno calibre como de grande calibre, daí o perigo de tromboses e embolias”, explica Matsuyama. “A pessoa tabagista já possui lesões inflamatórias pulmonares, então é fácil entender que com um processo de pneumonia, seja viral ou bacteriana, associada a uma vasculite, o risco de evolução para complicações graves é evidente e frequente”, acrescenta.

Cícero Murayama, otorrinolaringologista do Hospital CEMA

Entre os diversos tipos de produtos da indústria tabagista, o grau de risco chega a ser relativo. Segundo Murayama, o cigarro comum tem inúmeras substâncias cancerígenas em sua constituição, por isso a preocupação para doenças mais graves. “Mas, o fumo utilizado no narguilé, cachimbo e outros por vezes tem constituição desconhecida, que pode variar de acordo com a origem da sua produção, ficando difícil uma padronização para possíveis avaliações científicas do perigo da aquisição de doenças originadas nestes diferentes tipos de tabagismo”, afirma.

Apesar da queda apontada no número de fumantes no país – 46% entre 1989 e 2010, segundo o Ministério da Saúde – com papel importante das campanhas de conscientização sobre os efeitos nocivos do tabagismo, principalmente o Dia Mundial de Combate ao Cigarro, em 31 de maio, a continuidade desse trabalho é imprescindível. Entretanto, há uma falsa impressão de que o tabagismo está em queda ou em desuso pela população em geral. Conforme o otorrinolaringologista, uma das razões talvez seja o convívio das pessoas com tabagistas, principalmente no momento de descontração, de lazer e relaxamento, e principalmente por causa do negacionismo das pessoas por nunca admitirem que elas potencialmente podem ser vítimas de patologias oriundas do ato de fumar.

“O tabagismo é um ato que acompanha a civilização humana há centenas de anos, e seria muito inocente pensar que campanhas antitabagistas seriam eficazes somente com 30 a 40 anos na mídia escrita ou eletrônica”, declara. Para ele, a eficiência dessas medidas deveria ser diária, vinculada nas várias formas de mídia, com orientação rigorosa nas escolas, tanto em cursos do ensino fundamental, médio e superior como nos canais de tv aberta ou nas emissoras de rádios, em uma luta constante e persistente.

A frequência tem um papel importante no desenvolvimento de doenças mais graves causadas pelo cigarro. “Quanto mais se fuma, maiores as chances de que a pessoa tenha enfermidades, como tumores na garganta”, detalha o especialista do CEMA.

Atualmente, o total de adultos fumantes no Brasil fica em torno de 12,6%, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). “A luta contra o tabagismo é feita há décadas. Houve muito progresso, mas tenho notado um crescente aumento do hábito de fumar em pessoas mais jovens. Então fica a mensagem que as leis são importantes, mas as orientações sobre os malefícios do tabagismo devem ser constantes. Só dessa forma conseguiremos diminuir um hábito tão agressivo ao corpo humano”, resume Matsuyama.

“Estudos demonstram que quanto mais se fuma, maiores as chances de complicações decorrentes do tabagismo, porém o que se tem observado é que existe uma predisposição importante pessoal na aquisição destas complicações”, atesta o médico. “Então, observamos pessoas que fumaram durante a vida, com uma frequência muito grande, apresentando tumores em todo trato respiratório ou enfisemas pulmonares, mas também em pessoas com doenças graves que fumaram somente em momentos de lazer ou passivos, é lógico numa frequência bem menor, mas ela não é totalmente nula”.

Foto principal: Rogério Uchôa / Agência Pará

Foto do médico: Divulgação

*com matéria da assessoria de comunicação

Alteração que atinge 5% das mulheres grávidas, cistite aumenta as chances de partos prematuros

Causada geralmente por infecção bacteriana, a cistite (inflamação na bexiga) atinge principalmente pessoas do sexo feminino e pode evoluir para outras partes do trato urinário, como uretra e rins, causando desconforto, dores e outros sintomas. Estão inseridas nesse contexto, 5% das mulheres gestantes, que quando acometidas pela alteração, têm os riscos de partos prematuros e até abortos, potencializados, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo.

Doutor em saúde coletiva, Figliuolo explica que, no caso das mulheres grávidas, o alargamento do trato urinário, ocasionado pelas mudanças hormonais, as torna mais propensas a esse tipo de problema, quadro que facilita o acesso das bactérias à bexiga e até ao útero, provocando, em casos mais graves, a antecipação dos partos.

Pessoas fora dessa condição também são alvos fáceis e podem desenvolver a cistite de forma repetitiva. Quando isso ocorre, a orientação é que haja uma avaliação clínica com um urologista, para a correção do problema e a melhoria da qualidade de vida do paciente.

O especialista ressalta que a principal causadora da cistite, também conhecida como infecção urinária, ou, Infecção do Trato Urinário (ITU), é a bactéria Escherichia coli, ou, E.coli, que integra a microbiota intestinal e acaba migrando para o sistema urinário. “No caso das mulheres, a cistite é mais comum porque a uretra feminina é mais curta que a masculina, o que facilita o acesso da bactéria ao organismo”, destacou.

De acordo com o especialista, sintomas como necessidade urgente de urinar com mais frequência, liberação de quantidade pequena de urina, ardor ao fazer xixi, dores pélvicas e na bexiga, nas costas, sangue na urina e febre, podem indicar a presença da alteração, que se não tratada adequadamente, com a dosagem medicamentosa prescrita por um médico, pode evoluir para quadros de infecção generalizada e levar, inclusive, à morte.

Prevenção

Apesar de comum, a cistite pode ser prevenida com medicas simples no dia-a-dia, como consumir muita água (pelo menos dois litros ao dia para ajudar a eliminar as bactérias da bexiga durante a micção), esvaziar com frequência a bexiga – segurar o xixi por tempo prolongado é contraindicado -, reforçar os cuidados com a higiene pessoal, urinar após as relações sexuais, usar sempre o papel higiênico na direção da frente para trás e, se possível, lavar a região após evacuar.

“Roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, ajudam na proliferação dessas bactérias nocivas. Na região Norte, onde o calor é potencializado pela proximidade com a Linha do Equador, isso fica mais evidente e os cuidados devem ser redobrados”, frisou.

Foto: divulgação

Alteração silenciosa, gordura no fígado atinge cerca de 30% dos brasileiros

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que cerca de 30% da população brasileira é acometida pela esteatose hepática não alcoólica, alteração negligenciada por boa parte dos indivíduos e que tem como uma das principais características, o desenvolvimento silencioso e assintomático inicialmente. Especialistas alertam que, se não tratada a tempo e da forma adequada, a doença pode evoluir para a morte ou levar a quadros graves de saúde.

A presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Karina Barros, explica que a gordura no fígado, também classificada como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), está diretamente associada à má alimentação (rica em gorduras saturadas presentes em fast-food, enlatados e embutidos, por exemplo), ao diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo e outros fatores de risco, como as síndromes metabólicas (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides – nesses últimos dois casos, denomina-se dislipidemia).

No entanto, há pessoas magras (sem tendência a engordar) que também desenvolvem o problema, devido ao consumo de alimentos muito gordurosos.

“Há alguns anos, estimava-se que o número de brasileiros acometidos pela esteatose hepática chegava a 20%. Com a vida corrida, a falta de tempo e a comodidade de pedir um alimento pronto para consumo em casa ou no trabalho, sem a devida atenção às orientações nutricionais gerais, esse número já chega a 30%. Por isso, é preciso alertar as pessoas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, através de um check up médico anual, por exemplo, e do controle das doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, que associadas à gordura no fígado, podem levar a quadros mais complicados à saúde e a tratamentos mais prolongados”, destaca Karina Barros.

Detectada geralmente por exames de imagem, como a ultrassonografia, a esteatose também pode estar associada, segundo pesquisas na área, a doenças no fígado, como a hepatite, e até a alterações no ovário, conhecidas como ovário policístico, além do hipotireoidismo e ao uso de corticoides e outros medicamentos.

O quadro de esteatose hepática se dá através do acúmulo excessivo de gordura (lipídios) nas células do fígado (os hepatócitos). Os laudos da esteatose hepática podem apontar grau 1 (esteatose hepática leve) quando há pequeno acúmulo de gordura; grau 2, quando há acúmulo moderado e esteatose hepática; grau 3, quando o acúmulo de gordura no fígado é grande e o quadro é mais preocupante.

Na maioria dos casos, o tratamento é feito através de dieta com acompanhamento nutricional, uso de medicamentos e exercícios físicos regulares, além de avaliação médica especializada e acompanhamento de clínico geral ou hepatologista.

Segundo a Associação Brasileira de Hepatologia (ABH), “desde que controlado os fatores que causaram a doença, a esteatose pode permanecer estável em torno de 70 a 80% dos pacientes. Em 20 a 30% dos casos a esteatose pode evoluir para esteatoepatite, que pode ser controlada com o tratamento adequado. Entretanto essa forma da doença tem maior potencial de progressão ao longo dos anos para cirrose e carcinoma hepatocelular, se não for devidamente orientada”, destaca a entidade.

Foto: divulgação

Sesc AM oferece tratamentos que auxiliam na recuperação pulmonar de pessoas que tiveram Covid-19

Uma das sequelas mais frequentes deixadas pela Covid-19 é o comprometimento respiratório. Para auxiliar na recuperação destes pacientes o Sesc Amazonas está oferecendo atendimentos de fisioterapia pulmonar e treinos específicos na academia, para pessoas que contraíram a doença.

A Academia Sesc oferece exercícios voltados para o fortalecimento muscular, condicionamento cardiorrespiratório, hipertrofia de músculos atrofiados devido a imobilidade adquirida durante a doença, além da recuperação das capacidades de coordenação.

A encarregada do Departamento Físico Esportivo do Sesc AM, Roberta Nascimento, ressalta a importância das atividades físicas especificas para esse público. “O exercício físico é fundamental para a recuperação e prevenção da Covid-19. Nosso time de professores está qualificado e preparado para atender esse grupo de alunos com muita atenção e cuidado, com treinos e acompanhamentos  específicos, visando o tratamento”, disse.

O tratamento fisioterápico engloba técnicas que podem ser preventivas ou curativas e tem como objetivo mobilizar secreções, melhorar oxigenação do sangue, promover reexpansão pulmonar, diminuir o trabalho respiratório e reeducar a função respiratória.

A fisioterapeuta Joelma Damazio, destaca que outros pacientes também podem se beneficiar com a fisioterapia respiratória. “Esse conjunto de exercícios tem por objetivo reabilitar o paciente que teve alguma lesão pulmonar. Mas se estende para demais patologias respiratórias, como asma, bronquite, pneumonia e também aqueles pacientes que necessitam fazer um condicionamento da musculatura respiratória”, explicou.

A Clínica de Fisioterapia e a Academia Sesc ficam localizadas na Unidade Sesc Balneário (avenida Constantinopla, 288, bairro Planalto), possuem uma estrutura com equipamentos modernos, professores certificados e estão seguindo todas as recomendações do Ministério da Saúde no combate a Covid-19. Para mais informações a respeito de valores e horários ligue (92) 2121-5362 – Academia Sesc/ (92) 3656-2400 – Clínica de Fisioterapia Sesc.

Foto: Sesc AM/divulgação

Inscrições abertas para o Programa Educacional de Vigilância em Saúde na Fronteira da Fiocruz

Para fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), lançou a primeira seleção pública do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de abril. O edital completo está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O VigiFronteiras-Brasil oferece gratuitamente 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Técnico Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia – Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM).

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas.

Etapas

As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 30 de abril no link indicado no edital, cujo download deve ser feito no site: formacaovigisaude.fiocruz.br. No edital estão listados todos os documentos necessários, a forma de apresentação, além do cronograma de seleção. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo – prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista – na mesma página em que se inscreveu. As aulas serão iniciadas em agosto.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço:

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: de 22 de março a 30 de abril de 2021

Para quem: profissionais e gestores que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Início das aulas: agosto de 2021

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

Foto: reprodução

Associação de enfermagem lança programa com dicas de saúde no YouTube

Com foco na promoção à saúde, a Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) lançou, na última semana, em seu canal no YouTube, o programa “Pé de saúde em casa”, uma iniciativa que visa facilitar, durante o período da pandemia do novo coronavírus, o acesso da população a informações relevantes, voltadas à prevenção de doenças, fatores de risco e reabilitação.

Embora o nome do projeto faça alusão ao programa “Pé Diabético”, desenvolvido pela Segeam na rede pública estadual de saúde do Amazonas, a série de vídeos abordará temas variados. A primeira edição, publicada na última semana nas plataformas digitais, está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=CsNTI0ar7Kk, e traz como mote uma sequência de “exercícios respiratórios”, importantes ao processo de reabilitação e bem-estar de pacientes com problemas no aparelho respiratório, entre eles, sequelas provocadas pela Covid-19.

No vídeo, de pouco mais de quatro minutos, a fisioterapeuta Paula Gondim, que atua no Ambulatório de Egressos, um dos braços do programa Pé Diabético em Manaus, explica como executar cada exercício, as posições indicadas, número de repetições, entre outros detalhes.

A presidente da Segeam, enfermeira Karina Barros, explica que, mesmo com as dicas, é importante que haja um acompanhamento médico, dependendo do quadro clínico de cada paciente.

Ela destaca, ainda, que a produção dos vídeos ocorrerá por tempo indeterminado e frisa a importância das tecnologias para o momento atual vivido pela humanidade. “Como já sabemos, autoridades em saúde, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), têm reforçado a importância de se manter o distanciamento social, como medida de combate à pandemia. No Amazonas, vivemos, há poucas semanas, momentos muito difíceis. Por isso, decidimos utilizar a internet, para estreitar a relação com a população e, ao mesmo tempo, contribuir com as ações em saúde, levando orientação e reforçando protocolos já utilizados em atendimentos domiciliares e até mesmo hospitalares”, enfatizou. Os vídeos serão publicados no canal do YouTube (Segeam) e serão reproduzidos nos perfis da Associação no Instagram (@segeam_amazonas) e Facebook (@Segeam). Os personagens atenderão a critérios técnicos, como formação e especialização nas áreas de abordagem.

Foto: divulgação