Inscrições abertas para residência médica e novos cursos de pós-graduação e MBA

São Paulo – O Hospital Alemão Oswaldo Cruz dá início ao processo de inscrições para as novas modalidades de residência médica e cursos de pós-graduação e MBA da Faculdade de Educação em Ciências da Saúde (FECS). As inscrições vão até 18 de dezembro.

Para os profissionais que buscam expandir seu conhecimento em especialidades médicas, a faculdade já oferece cursos de pós-graduação em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Neurocirurgia Oncológica, Ecocardiografia, Urologia Robótica, Endoscopia Avançada, Clínica Médica e Otorrinolaringologia.

Com a intenção de oferecer a melhor qualidade de ensino e formação da saúde, o Hospital segue com planos para abrir mais cursos em 2020 e apresenta oito novas disciplinas integradas à grade da faculdade, como Controle de Infecção Hospitalar (programa multiprofissional, aberto para médicos, enfermeiros e farmacêuticos), Especialização em Docência em Saúde, Especialização em Práticas Integrativas, Assistência Farmacêutica em Oncologia, Enfermagem em Centro Cirúrgico, Central de Material e RPA, Auditoria em Saúde, Multiprofissional para o tratamento da dor e Engenharia e Arquitetura Hospitalar.

Para quem busca por MBA, o Hospital conta com o curso de Gestão e Inovação em Saúde, e agora também passa a oferecer especializações em Gestão de Qualidade em Saúde, Gestão de Saúde Integral e Gestão e Tecnologia em Saúde 4.0 (on-line). O início das aulas está previsto para fevereiro e março.

Residência Médica

A Instituição deu início ao programa de residência médica em 2013 e hoje disponibiliza seis cursos nas seguintes áreas: Oncologia Clínica, Clínica Médica, Medicina Intensiva, Medicina de Emergência, Anestesiologia e Endoscopia. Os candidatos concorrem a duas vagas em todos os cursos, exceto o de Oncologia Clínica, que terá apenas uma vaga no ano letivo.

Para mais informações sobre os programas de residência e os novos cursos, acesse o site do Hospital e da FECS.

A Faculdade

A Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz conta com um corpo docente especializado e titulado, formado por profissionais atuantes no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e professores de outras áreas do conhecimento, com passagem por instituições de ensino renomadas.
Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz — www.fecs.org.br

O Hospital

Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, em 2019 a Instituição completou 122 anos.

A unidade de saúde é certificada pela Joint Commission International (JCI) — principal agência mundial de acreditação em saúde –, conta com um corpo clínico formado por mais de 3.900 médicos cadastrados ativos, e tem capacidade total instalada de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público.

Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz — http://www.hospitaloswaldocruz.org.br/

Programa ajuda UTIs públicas a melhorar indicadores de qualidade

Iniciativa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira prestará assessoria gerencial, treinamento e aprimoramento técnico a uma UTI pública que precise melhorar seus processos

São Paulo, agosto de 2019 – De acordo com dados do último Censo das UTIs, realizado em 2016 pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o Brasil possui um total de 1.961 unidades em atividade no País, das quais 550 (28%) são exclusivamente públicas e 499 de cunho filantrópico – totalizando 54% das UTIs que atuam no território nacional. Uma realidade comum nesse nicho específico, de acordo com análise da AMIB, está na dificuldade vivida pelas UTIs públicas de estabelecer padrões de qualidade de forma equiparada às unidades privadas do setor.

“De uma maneira geral, as UTI privadas são regidas por padrões de qualidade e segurança aos quais têm que se adequar sob o risco de perderem pacientes. Esses princípios ainda não atingiram as UTI públicas de forma disseminada, por motivos diversos, mas há uma preocupação da sociedade civil em relação a esse aspecto que deverá se traduzir, mais cedo ou mais tarde, na adoção de medidas que contemplem essas imposições”, afirma Dr. Ciro Leite Mendes, presidente da AMIB.

É justamente para estimular um movimento de mudança nesse cenário que a instituição acaba de lançar o AMIB Adota, um programa que visa apoiar UTIs públicas no aprimoramento de processos visando a melhoria de seus indicadores de qualidade. O projeto pretende mostrar que a implementação das estratégias sistematizadas tem um grande impacto nos indicadores e na eficiência da UTI, apoiando as unidades nesse processo com orientações sobre gerenciamento e capacitação profissional.  

O programa prevê a escolha de uma UTI brasileira que tenha indicadores abaixo da média, que será acompanhada em um processo de assessoria gerencial, treinamento e aprimoramento técnico, além de supervisão permanente ao longo de 12 meses. A ação é gratuita e todo o trabalho de instrução será realizado pelos associados da AMIB de forma voluntária.

“Esse programa tem muita importância para nós. Uma vez concluído, ele servirá para demonstrar que investimento baixo em gestão e capacitação é uma questão que pode ser considerada efetiva. Se houver investimento é possível melhorar os indicadores de qualidade das UTI públicas, tanto relacionados ao desfecho dos pacientes quanto aqueles relativos ao uso de recursos. É nossa pretensão que isso possa servir de modelo para as iniciativas governamentais no setor”, avalia o presidente da AMIB.

Como participar do AMIB Adota

As inscrições para projeto vão até 8 de novembro e podem participar UTIs de todo o País que internam majoritariamente pacientes do Sistema Único de Saúde e integram o programa UTI Brasileiras, uma iniciativa da AMIB e da Epimed Solutions que consolida um Registro Nacional de Terapia Intensiva no Brasil. É preciso que as unidades participantes preencham seus dados de forma integral e contínua neste programa durante pelo menos três meses antes da data da seleção.

“Para saber se uma UTI pública desenvolve um bom papel na saúde, é necessária uma análise de indicadores de desempenho mínimos e que essa informação seja coletada localmente. Para isso é fundamental que a coleta de dados seja nacionalmente adotada, algo que a AMIB busca tornar realidade no país por meio do projeto UTIs Brasileiras”, explica Dr. Ciro.  

A unidade que quiser participar deve preencher um formulário específico e anexar a carta do presidente da regional AMIB de seu Estado com exposição de motivos pelos quais espera ser selecionada. Para se candidatar e acessar o regulamento, basta clicar aqui.

Há 38 anos atuando em favor da valorização do médico intensivista, a AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira hoje reúne mais de 7 mil associados e 25 regionais espalhadas em todo o território nacional e tem como principal missão o fomento à pesquisa, formação, titulação e defesa dos profissionais da medicina intensiva.

Texto: Trama Comunicação

Cirurgia robótica e videolaparoscopia ganham espaço na urologia

Os avanços tecnológicos em saúde têm trazido importantes benefícios e mais qualidade de vida aos pacientes. No caso da urologia, destacam-se melhorias no campo cirúrgico, tais como as cirurgias robóticas e videolaparoscopias, ambas consideradas minimamente invasivas e com menos efeitos colaterais e sequelas associadas. O urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que os procedimentos são indicados para o tratamento de diversas alterações, entre elas, os cânceres de próstata, rins e cálculos urinários.

“Hoje, em Manaus, não dispomos de cirurgia robótica nas unidades de saúde. Porém, nos antecipamos na Urocentro, por sabermos dos benefícios desses procedimentos, e celebramos parcerias com unidades de referência em São Paulo e no Rio de Janeiro, que dispõem dessa tecnologia. Além disso, passamos por treinamentos na área, agregando valor às terapias ofertadas hoje no mercado local”, frisou.

De acordo com ele, além de ser mais rápida, a cirurgia robótica é feita através de pequenas incisões e, sendo assim, apresenta menos risco de sangramento durante o procedimento e também no pós-cirúrgico. “A recuperação é mais rápida e as chances de sequelas são menores”, afirmou.


O especialista deu como exemplo as modalidades voltadas para o tratamento das neoplasias malignas de próstata, consideradas as mais incidentes na população masculina do Amazonas, com previsão de 580 casos/ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde.

“O robô, que é guiado por um médico, que fica em uma cabine dentro do centro cirúrgico. O equipamento tem uma precisão maior na hora da extração do tumor. Por isso, os riscos de se desenvolver incontinência urinária e disfunção erétil pós-cirurgia, são reduzidos, já que as pinças são mais direcionadas, ocasionando menos dano tecidual”, explicou Figliuolo.

Para procedimentos que implicam na ressecção de tecidos maiores, o procedimento também pode ser aplicado. “No caso do câncer renal, a nefrectomia radical, ou seja, a retirada total de um dos rins, também é possível através da tecnologia robótica. Outra modalidade bastante utilizada é a vídeolaparoscopia, que utiliza pinças e pequenas incisões, com a vantagem de ter uma recuperação mais rápida. Em pouco tempo, o paciente retorna às suas atividades cotidianas, sem prejuízos maiores”, assegurou.

De acordo com Giuseppe Figliuolo, ambos os procedimentos só são indicados após uma análise minuciosa, que inclui exames de imagem, avaliação médica, exames complementares laboratoriais, entre outros.

“É importante frisar que todos os procedimentos, cirúrgicos ou não, vão depender do estadiamento da doença. Ou seja: da extensão que ela apresenta. Quando mais cedo as alterações são detectadas, maiores as chances de cura e de procedimentos menos invasivos. Por isso, destacamos sempre a necessidade das avaliações anuais, que buscam investigar problemas assintomáticos, que se desenvolvem de forma lenta e que só são evidenciados, geralmente, quando o paciente passa a sentir dor, nas fases intermediária ou avançada”, reforçou o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e tem mais de 20 anos de experiência na área.

Foto: divulgação

Cardiologista alerta sobre as diferenças entre crise de ansiedade e problemas cardíacos

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela dados preocupantes sobre a saúde psíquica dos brasileiros. O país ocupa o 4º lugar no ranking dos países com mais pessoas ansiosas, ficando atrás apenas do Paquistão – que lidera a pesquisa com 28% da população com quadro de ansiedade -, dos Estados Unidos (25%) e da Colômbia (24%). Cerca de 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade ao longo da vida, e os cardiologistas recebem, com cada vez mais frequência, pacientes com transtornos de ansiedade manifestando algum problema cardiológico.

Segundo o cardiologista e clínico geral do HCor, Dr. Abrão Cury, a ansiedade é a antecipação de uma possível situação de ameaça. O medo é algo comum e protege as pessoas de diversos perigos. “No entanto, quando a sensação de angústia é permanente, gera reações físicas e atrapalha atividades cotidianas, e é preciso averiguar se a ansiedade ganhou um patamar patológico”, explica Cury.

A base bioquímica do ataque de pânico é a baixa de serotonina – neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar -, que ocasiona diversos sintomas como a aceleração dos batimentos cardíacos, em uma resposta corporal às emoções intensas durante a crise. “Por isso, é comum os pacientes ansiosos procurarem o cardiologista ‘achando’ que estão tendo um infarto agudo do miocárdio”, alerta o cardiologista.

Quando os especialistas recebem essas reclamações, são solicitados os exames de eletrocardiograma, teste ergométrico e holter para verificar se há algum problema cardiológico ou como o coração reagiu após a pressão da crise. Por vezes, por se tratar apenas de manifestações emocionais, não é constatada nenhuma desordem nos resultados.

Abrão Cury alerta, no entanto, que os sintomas nunca devem ser ignorados. “O pico de ansiedade aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias, o que pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral). Por isso, é importante deixar de lado a timidez e a falta de tempo, e sempre procurar a ajuda de especialistas que indicarão os tratamentos mais adequados”, sugere o cardiologista.

Em alguns casos, o tratamento com medicação, psicoterapia e terapia ocupacional são suficientes. O acompanhamento dura, no mínimo, seis meses, mas pode perdurar por mais tempo, variando para cada paciente. “O uso de antidepressivo, ansiolítico e psicoterapia, aliados a prática regular de atividades físicas, alimentação saudável, boas noites de sono e tempo para se dedicar ao lazer aumentam a qualidade de vida e são os métodos mais recomendados aos ansiosos”, finaliza.

Queixas mais comuns de ansiedade nos consultórios cardiológicos:

Falta de ar

Palpitações

Dores no peito

Dormência

Formigamento

Tremores em alguma parte do corpo

Foto: reprodução

Anvisa aprova terapia combinada para câncer de pulmão

O câncer de pulmão é o segundo tipo mais incidente no Brasil, acaba de ganhar o tratamento combinado, até então inédito no país. A terapia combinada associando quimioterapia, imunoterapia e antiangiogênicos acaba de ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e já está disponível na rede privada.

Esse é um dos temas do evento “Tenho Câncer, e agora?”, que será realizado no próximo dia 3 de agosto, em São Paulo. O evento tem inscrições gratuitas e é aberto à população em geral. Para se inscrever basta acessar o site www.tenhocancereagora.com.br ou 0800 – 773-3241 e 11 3721 5317. Um dos palestrantes será o oncologista Dr. William Willian Junior. Ele dirige o departamento de Hematologia e Oncologia do Hospital BP, antiga Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O palestrante vai falar exatamente sobre a “terapia alvo, pequenas moléculas, grandes impactos”. O Dr. William, que esteve no maior congresso de oncologia do mundo, realizado em junho deste ano, em Chicago, traz as informações mais recentes sobre o assunto. E adianta que vai apresentar números impressionantes sobre a eficácia da terapia alvo. No caso de um tipo específico de câncer avançado de pulmão, com mutações nos genes EGFR e ALK, por exemplo, antes da terapia alvo, os pacientes viviam entre 10 e 12 meses. Agora vivem entre quatro e cinco anos, segundo os mais recentes estudos apresentados em Chicago.

Essa estratégia de usar novas categorias de medicamentos para bloquear a função do tal motorzinho dentro da célula cancerígena, matando-a e impedindo sua proliferação, tem apresentado resultados animadores em pacientes em estado avançado da doença. “Se o esquema terá o mesmo resultado positivo em pacientes com estados iniciais, ainda não se sabe”, alerta o Dr. William.

O processo de aprendizagem sobre o comportamento das células cancerígenas é contínuo. O palestrante do “Tenho Câncer, e agora?” comenta ainda estudos que mostraram que, dependendo da doença, as células doentes se tornam resistentes à terapia alvo, o que complica ainda mais a busca pela cura ou o esforço para transformar uma doença incurável em doença crônica, portanto, tratável.

SERVIÇO

Tenho Câncer, e agora?

Data: 3 agosto

Horário: 8h às 13h30

Local: Hotel Pullman Vila Olímpia

R. Olimpíadas, 205 – Vila Olímpia, São Paulo – SP

Inscrições gratuitas, vagas limitadas: 0800 – 773-3241 ou 11 -3721-5317

Dor pélvica crônica impacta diretamente na qualidade de vida dos pacientes

Com duração de seis meses ou mais, a Síndrome da Dor Pélvica Crônica caracteriza-se por estar centralizada entre o abdome e o quadril e é considerada debilitante, além de vir acompanhada de grande impacto social e na qualidade de vida do paciente, podendo gerar depressão. Ela pode estar associada a doenças como prostatite, cistite e até à síndrome do cólon irritável e atinge tanto homens quanto mulheres, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo.

De acordo com ele, o problema é mais amplo e prevalente do que se pensa. A dor pélvica crônica pode ser provocada por problemas neurológicos, psicológicos, endrócrinos, gastrintestinais, urinários, ginecológicos ou no músculo-esquelético.

“Em parte dos casos urológicos, a prostatite, doença inflamatória que causa inchaço na próstata, é um dos fatores recorrentes. As cistites, que caracterizam-se por inflamações na bexiga, também podem causar o problema, se não tratada a tempo e de forma adequada”, destacou.

Já a síndrome do cólon irritável (distúrbio da motilidade intestinal) provoca dor abdominal constante, constipação (prisão de ventre), diarréia e cãibras na região pélvica. Por ter inúmeros fatores de risco, esse tipo de dor crônica é bastante comum na população.

Principais características

“Uma das principais características dessa dor, que se assemelha a uma cólica, é que sua intensidade é maior, levando o indivíduo a buscar ajuda médica, geralmente. Ela aumenta com o passar do tempo e pode ser tratada clinicamente ou cirurgicamente, dependendo do caso e da avaliação clínica”, frisou.

Na população feminina, o problema acomete entre 15 e 20% das mulheres em idade reprodutiva. “Na maioria dos casos, essas mulheres ou não recebem o diagnóstico ou nunca fizeram tratamento por que deixam de procurar um especialista. Por isso, reforçamos a necessidade de uma investigação mais aprofundada”, explicou Figliuolo.

No dos homens, a população acometida é, geralmente, de jovens ou pessoas meia-idade. Sabe-se, ainda, que a síndrome está associada a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e, quando resulta em dor muito intensa, afeta o desempenho sexual e causar fadiga constante.

Nesse grupo específico, a dor pélvica crônica também ocorre durante o processo de ejaculação, ao urinar ou na eliminação das fezes, causa fluxo urinário lento ou obstrutivo, aumento da freqüência urinária, dor abaixo do umbigo, pressão ou desconforto.

Podem auxiliar no diagnóstico os exames laboratoriais (hemograma, exame de urina , PSA e etc) e exames de imagem ( ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros).

Estruturas envolvidas

O especialista reforça que qualquer estrutura abdomino-pélvica pode estar envolvida, mas, destacam-se órgãos genitais, vasos sanguíneos, músculos e parede abdominal, além da bexiga, ureteres e intestino.

“É bom observar que qualquer sinal de dor pélvica deve ser analisado por um médico. Mas, se o problema persistir por meses, com desconforto na pelve, períneo ou genitália e as causas não são explicáveis – ou seja, não estão associadas a doenças como o câncer ou anomalias estruturais -, é preciso uma atenção maior”.

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Julho verde acende alerta sobre o câncer de cabeça e pescoço

As neoplasias malignas de boca (cavidade oral e orofaringe) são as que predominam na lista dos cânceres de cabeça e pescoço no Amazonas, somando 110 casos ao ano, conforme a última projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS). Esse tipo de tumor é mais comum a partir dos 40 anos e tem relação direta com fatores de risco externos, como o tabagismo e o alcoolismo, mas também pode estar associado ao vírus HPV (Papilomavírus Humano), ao excesso de gordura corporal e à exposição ao sol (no caso dos lábios), explica a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira oncológica Marília Muniz.

Conforme informações do Inca, o câncer de boca afeta lábios, gengivas, bochechas, céu da boca, língua e a região embaixo da língua. A parte posterior da língua, as amígdalas e o palato fibroso, compõem a orofaringe.

O cirurgião de cabeça e pescoço, Fábio Bindá, esclarece que quando individualizados os grupos por sexo, predomina na população masculina o câncer de boca (com 80 casos) e na feminina, o de tireoide (com 70 casos previstos por ano). Além deles e do câncer de boca, fazem parte do grupo dos cânceres de cabeça e pescoço os tumores malignos de laringe, faringe e esôfago cervical. Juntos, eles somam 280 novos diagnósticos no Amazonas, anualmente, conforme estimativa.

“Os diagnósticos, em sua maioria, se dão com a doença em estágio intermediário ou avançado, o que dificulta o tratamento. Hoje, as abordagens cirúrgicas têm apresentado resultados satisfatórios, quando o diagnóstico é feito na fase inicial. Também podem ser utilizados durante o processo de combate ao câncer a quimioterapia, radioterapia e a iodoterapia (esta última voltada para o câncer de tireoide)”, explicou.

Entre os sinais do câncer de cabeça e pescoço estão: feridas na cavidade oral ou nos lábios, que não cicatrizam em até 15 dias; manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua; rouquidão persistente; nódulos ou caroços na região do pescoço; dificuldades ao mastigar ou ao engolir; dificuldade na fala ou para movimentar a língua e sensação de que há algo preso na garganta.

Campanha Julho Verde

Há alguns anos, instituições de saúde e entidades de apoio à causa câncer, inseriram em seus calendários o “Julho Verde”, campanha voltada à prevenção do câncer de cabeça e pescoço, cuja maioria dos casos tem diagnóstico tardio, o que leva a um tratamento agressivo e às vezes mutilador.

“No caso do tabagismo, as campanhas estão voltadas para a prevenção, em especial, nas escolas, buscando evitar que crianças e adolescentes tenham contato com o cigarro. O mesmo ocorre com as bebidas alcoólicas. Associados, esses dois produtos podem influenciar no desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Entre eles, estão os de cabeça e pescoço e os dos aparelhos respiratório, digestivo e urinário”, destacou Marília Muniz, presidente da Lacc.

Ela explica que a entidade tem atuado fortemente na política de prevenção e controle do câncer no Amazonas, contando com a ajuda da sociedade, que realiza doações voluntárias à instituição. As colaborações podem ser feitas pelo site www.laccam.org.br ou pelo telefone (92) 2101- 4900 .

Para ela, a intensificação das campanhas e a parceria entre os entes públicos e privados, para a disseminação de informações sobre prevenção e os fatores de risco do câncer, tendem a reduzir o número de casos e também de mortes no Amazonas. “Acreditamos no poder da informação e no envolvimento e comprometimento da sociedade com essa causa, que é tão importante e atinge milhares de famílias, todos os anos, no nosso estado. Queremos ampliar nossa atuação. Mas, para isso, precisamos da participação da população com doações e novos voluntários”, concluiu.

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As onze melhores maneiras de aumentar a fertilidade

Tentar engravidar pode ser um momento emocionante, mas estressante para homens e mulheres. Alguns conseguem conceber imediatamente, mas, para alguns, a demora pode parecer uma eternidade. Não importa se está tentando conceber seu primeiro ou décimo filho, há algumas coisas simples que você pode fazer para aumentar sua fertilidade. Embora haja muita argumentação na mídia de que certos tipos de alimentos ou suplementos podem aumentar a fertilidade, muitos não são apoiados pela Ciência.

“Algumas das substâncias presentes no meio ambiente e  algumas atitudes do dia a dia podem prejudicar o processo de fertilização. Hábitos inadequados, se ainda não tiverem sido corrigidos, deverão ser evitados ao máximo, tanto pela mulher quanto pelo homem”, afirma o médico Arnaldo Schizzi Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Abaixo, onze dicas, baseadas na Ciência, que podem melhorar as chances de homens e mulheres de conceber.

1: Tenha um peso saudável

Idealmente, a maioria das mulheres gostaria de ter o “peso perfeito”, mas o peso ideal para cada indivíduo pode não ser o peso ideal para a fertilidade. As pessoas que estão em ambos os lados do espectro, com excesso ou abaixo do peso, podem achar difícil conceber.

O peso pode afetar a regulação hormonal e, portanto, afetar a ovulação. Manter um peso corporal saudável pode ajudar a regular a ovulação normal e aumentar a probabilidade de conceber.

2: Mantenha o esperma saudável

A maioria das mulheres se concentra na saúde e qualidade dos óvulos e no momento da ovulação; no entanto, a saúde do esperma também é importante. Quantidade, movimento e estrutura são todos componentes importantes da saúde do esperma, e há uma série de coisas que os homens podem fazer (ou evitar) para ajudar a manter o esperma saudável. Na tentativa de manter os espermatozoides saudáveis, homens são encorajados a manter um peso corporal saudável, manter uma dieta saudável, prevenir doenças sexualmente transmissíveis, controlar o estresse e se exercitar regularmente.

Evitar fumar, limitar o consumo de álcool, evitar toxinas, como pesticidas e produtos químicos, são passos que podem ser tomados para promover a saúde do esperma. Manter o escroto fresco é um tópico de debate e a pesquisa não é conclusiva sobre o efeito do calor e da produção de espermatozoides; no entanto, certificar-se de que os testículos não ficam muito quentes (em roupas íntimas apertadas, por exemplo) pode ser algo sensato. É importante que os homens considerem usar roupas íntimas folgadas, ficar menos tempo sentados e evitem fontes de calor, como saunas e banheiras de hidromassagem. Também pode ser sensato manter laptops e telefones celulares longe do escroto.

3: Previna doenças sexualmente transmissíveis

Evitar doenças sexualmente transmissíveis (DST) é recomendado para proteger não só a saúde geral, mas também a fertilidade. A gonorreia e a clamídia, em particular, causam problemas de fertilidade em homens e mulheres. Existem medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de contrair uma DST. Em primeiro lugar, é uma boa ideia usar sempre preservativos e limitar o número de parceiros sexuais. Indivíduos em um relacionamento monogâmico devem se certificar de que seu parceiro tenha sido testado e não tenha uma DST.

4: Faça sexo

Se você estiver em um relacionamento heterossexual e tentar conceber, é melhor fazer sexo vaginal com frequência, especialmente durante o período fértil da mulher. Em média, os dias mais férteis do ciclo menstrual de uma mulher incluem os 5 dias antes da ovulação (liberação de um óvulo), o dia da ovulação e 2-3 dias após ela ocorrer. Isto é 10-16 dias após um período, se os ciclos forem normalmente de 28 dias. Fazer sexo a cada dia ou dois aumenta as chances de pegar aquele período fértil.

5: Escolha a lubrificação

Alguns casais podem precisar de lubrificação para a relação sexual, mas nem todos os lubrificantes são iguais. Eles podem ser comprados na farmácia ou encontrados em nossas próprias cozinhas. Se você estiver procurando por um “remédio caseiro”, considere o uso de óleo para bebês, óleo de canola ou clara de ovo. Ao comprar lubrificantes sem receita, considere um que tenha sido projetado com a fertilidade em mente. A motilidade espermática pode ser inibida em até 100% quando lubrificantes à base de água são usados. No entanto, alguns foram criados especialmente para pessoas que querem se tornar pais.

6: Beba com sabedoria

Homens e mulheres precisam ter cautela em relação a bebidas alcoólicas quando pensam em aumentar as chances de melhorar a fertilidade. Nos homens, o excesso de álcool pode diminuir a produção de testosterona, causar impotência e contribuir para uma diminuição do esperma produzido pelo organismo. Nas mulheres, o consumo excessivo de álcool pode levar a certos distúrbios da ovulação, e isso afeta sua capacidade de conceber.

7: Minimize o consumo de café

Além do consumo de álcool, a cafeína pode desempenhar um papel na infertilidade. Isso quando se consome 500 miligramas ou mais por dia, o equivalente a cerca de 5 xícaras. Os limites diários recomendados de consumo de cafeína são de cerca de 200-250 miligramas por dia.

8: Não fume

Nós todos sabemos que fumar é ruim para a saúde em geral, mas também pode afetar a capacidade de uma mulher engravidar. Isso sem falar que a mulher grávida precisa parar de fumar. O fumo, em homens, pode levar à diminuição da produção de espermatozoides, diminuição da motilidade e causar danos ao DNA; nas mulheres, também pode envelhecer prematuramente os ovários.

9: Pare com o excesso de exercício

Embora o exercício seja bom para a saúde em geral, ao tentar engravidar, o exercício vigoroso pode ser mais prejudicial do que benéfico. Exercícios vigorosos excessivos (mais de 5 horas por semana), podem levar a problemas de fertilidade devido à supressão da ovulação e do hormônio progesterona. Todo mundo tem diferentes expectativas de aptidão física e níveis de atividade física, portanto, falar com um médico é importante para determinar o quanto de atividade física é melhor para cada indivíduo.

10: Cuidado com as toxinas

Certos produtos químicos podem contribuir para a infertilidade masculina e feminina. Homens e mulheres expostos a pesticidas, chumbo e solventes orgânicos podem ter problemas de fertilidade.

Pessoas que lidam com impressoras ou atuam em lavanderias, trabalhadores industriais ou agrícolas, cabeleireiros e auxiliares de consultório dentário, por exemplo, podem aumentar os riscos de infertilidade devido à exposição a certos produtos químicos relacionados ao trabalho. Uma pessoa que esteja preocupada com a fertilidade e fatores de risco pessoais, deve falar com um médico.

11: Tenha uma alimentação saudável

Seja cauteloso com alimentos coloridos, medicamentos ayurvédicos da Índia e algumas ervas chinesas, que podem conter substâncias tóxicas. Bebidas “diet” e alimentos “light”  são permitidos. Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como embutidos, manteiga, frituras e alguns peixes de água doce que podem conter dioxina, uma substancia tóxica presente na atmosfera que, por meio do ar e da água, se aloja na gordura dos animais. Procure beber pelo menos oito copos de água por dia. Isso ajudará a manter a melhor atividade metabólica. Comida japonesa (sushi) é permitida, se for imune à toxoplasmose.

Para saber mais sobre alimentação e fertilidade, visite o site https://dietadafertilidade.com.br/

Para quando a gravidez não vem

“Infelizmente, por mais cuidados que se tome, a natureza não privilegia a todos. Mesmo o indivíduo que tem uma saúde clínica e hormonal perfeita, uma dieta ideal, hábitos de vida corretos e um estilo de vida impecável poderá ter contra ele a genética ou outros fatores negativos, que provoquem golpes agressivos e até fatais à sua saúde reprodutiva”, explica Cambiaghi. Porém, o especialista lembra que, se isso acontecer, há sempre uma alternativa: “A ciência se incumbirá de proteger, defender ou devolver a fertilidade, por meio de técnicas modernas de diagnósticos e tratamentos que deverão ser aplicados de acordo com cada caso. No final, tudo dará certo”.

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Má alimentação e sedentarismo são fatores de risco para a disfunção erétil

Aproximadamente 50% dos homens acima dos 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil. Quanto mais idoso é o homem, maior a probabilidade de apresentar o problema, seja pela idade avançada ou pela maior prevalência de doenças nessa faixa etária, fatores que influenciam o distúrbio da ereção. Os dados são da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Em boa parte dos casos, a alteração pode ser prevenida a partir da alimentação.

Ainda segundo a pesquisa, 56% dos homens que sofrem com o problema afirmaram ser hipertensos, 19% diabéticos, 13% têm colesterol alto e 12% deles são cardíacos. A realidade identificada no Brasil também encontra paralelos no exterior. Uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública de Harvard mostrou que a obesidade e o sedentarismo aumentam as chances de disfunção erétil. Isto porque, a alteração no sistema circulatório reflete diretamente na ereção.

“O acúmulo de gordura abdominal não é, necessariamente, a causa do problema, mas as alterações metabólicas decorrentes da obesidade podem gerar problemas sexuais”, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo.

Alimentos com muito açúcar também podem ser prejudiciais. Os carboidratos servem para fornecer energia ao organismo, mas se forem consumidos em excesso – principalmente no caso dos sedentários – eles não serão totalmente utilizados pelo organismo e acabarão ajudando a aumentar o depósito de gordura no corpo.

Consumir alimentos riscos em gordura insaturada ou trans, presente em frituras como batata-frita, pastel, sanduíche, entre outros, também pode causar prejuízo a médio e longo prazo.

O quê é disfunção erétil?

A disfunção erétil (DE), também chamada de impotência sexual, é a dificuldade de manter a ereção peniana, em pelo menos 50% das tentativas, por tempo suficiente para permitir a penetração vaginal e a satisfação sexual.

Figliuolo explica, ainda, que a automedicação não é recomendada, uma vez que não existe o chamado “efeito milagroso”. “O que estimula a ereção é o desejo; o medicamento só funcionará se houver este fator associado. Também não é recomendável a utilização deste meio por homens saudáveis com a intenção de prolongar o efeito da ereção. Isto pode ocasionar riscos à Saúde”, afirma o urologista.  

Alimentação saudável ajuda a manter a ereção

Mais comum a partir dos 40 anos, a disfunção erétil de causa orgânica está relacionada a uma causa física. Problemas cardiovasculares, metabólicos, neurológicos, hormonais, cirurgias ou uso de certos medicamentos ou substâncias são os motivos mais frequentes por trás do problema.  Por isso, a atenção à qualidade dos alimentos ingeridos ajuda a manter a saúde do corpo, a circulação do sangue e, consequentemente, a ereção.

“Bons hábitos devem ser mantidos, como praticar atividade física com regularidade, dormir bem, ter uma alimentação balanceada, evitar bebidas alcoólicas e cigarro e controlar o diabetes. Além disso, é importante evitar traumas na região para não comprometer as ereções”, explica Giuseppe Figiliuolo.

Ele ressalta que, em situações como a embriaguez, por exemplo, a inibição circulatória pode ser tão grande, que a ereção não se sustenta. Além disso, a desidratação resultante do consumo excessivo de álcool também pode atrapalhar a circulação no pênis. Outro fator que implica na disfunção erétil é o consumo de drogas ilícitas.

“Embora possa proporcionar a sensação de melhora inicialmente, ao longo do tempo e com o uso excessivo, essas substâncias tendem a prejudicar a ereção e a libido por conta dos efeitos no cérebro”, explica. O mesmo serve para o cigarro, devido à presença de elementos que entopem a microcirculação, o que atinge também o pênis e a ereção. 

Preservar os bons hábitos influenciam também na qualidade do sono, o que afeta a ereção masculina. “A falta de sono aumenta as chances de problemas cardiovasculares e diabetes e favorece o ganho de peso, que são fatores que contribuem para a impotência”, explica o especialista.

Tratamento

Praticar atividade física regulares, perder peso, interromper o uso de tabaco e drogas ilícitas, além da moderação no uso de álcool, são medidas que podem ter um impacto positivo na função erétil. Em casos amenos, apenas esse tipo de mudança é suficiente para resolver o problema.

Em outros casos, a tecnologia tem sido grande aliada no tratamento. Considerada uma terapia não invasiva, a Aires Shock Wave, recurso à base de ondas de choque extracorpóreas de baixa intensidade, promove estímulos que ajudam a corrigir a disfunção erétil no tecido peniano e pélvico, resultando no aumento do fluxo sanguíneo, fator necessário para atingir e manter uma ereção suficiente para o desempenho sexual. O tratamento realizado na Urocentro, único na Região Norte, está disponível para pacientes, mediante avaliação médica.  

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Campanhas educativas são importantes aliadas no combate ao câncer

Você sabia que o tabagismo potencializa o desenvolvimento de diversos tipos de câncer? E que consumir com frequência alimentos ricos em gordura saturada, bebidas alcoólicas e ter uma vida sedentária também? São informações de conhecimento público, mas que só chegaram ao alcance da população por força das ações de sensibilização e campanhas educativas de apoio à causa. Isto por que, hoje, o câncer é uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo. Apesar disso, afirmam especialistas, ele pode ser evitado em uma parcela significativa dos casos “esporádicos”.

A presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira Muniz, explica que os cânceres esporádicos são aqueles provocados, especialmente, por fatores externos. Entre os movimentos que buscam chamar a atenção para a prevenção, estão: ‘Outubro Rosa’, ‘Novembro Azul’, ‘Setembro Dourado’, ‘Julho Verde’ e o caçula da lista, o ‘Março Lilás’, introduzido ao calendário oficial do Amazonas, recentemente, para chamar a atenção para a necessidade de se prevenir as neoplasias malignas de colo uterino, que figuram no topo da lista em incidência quando se trata da população feminina no Estado.

Nos últimos 20 anos, destaca Marília Muniz, os movimentos sociais, ONGs e afins, passaram a fortalecer as campanhas educativas, de modo que a informação chegasse às escolas, empresas, órgãos públicos e privados, metodologia que acabou ampliando a repercussão das ações e chamando a atenção das autoridades.

“Hoje, tentamos trabalhar, com o apoio da mídia e de diversos parceiros, diversas temáticas ao longo dos anos, para que o processo seja contínuo e estimule cada vez mais a sociedade a participar”, frisou Muniz.

Ela explica que entre as campanhas estão: o Março Lilás (sensibilização sobre o câncer de colo de útero), Julho Verde (câncer de cabeça e pescoço), Setembro Dourado (câncer infanto-juvenil), Outubro Rosa (câncer de mama), Novembro Azul (câncer de próstata) e Dezembro Laranja (câncer de pele). Além disso, em meses alternados, são trabalhadas as prevenções a outros tipos de neoplasias malignas, como as de colorretal, cerebral, pulmão, entre outras.

Conscientização

“Acreditamos que só assim, conseguiremos atingir o maior número de pessoas. As ações têm efeito a longo prazo. A idéia é criar agentes multiplicadores e levar as novas gerações a compreenderem que o tabagismo, o alcoolismo, a indústria de fast foods, entre outros, ajudam a compor um grupo de fatores de risco. É mais: há evidências científicas suficientes para garantirmos que sozinhos ou combinados, esses fatores aumentam as chances de se desenvolver inúmeros tipos de cânceres, os quais chamamos de provocados”, alertou Muniz.

A Lacc participa ativamente das campanhas de prevenção no Amazonas, em parceria com o Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DPCC) da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (FCecon), além de outros parceiros. O trabalho é financiado pelas doações da população à ONG, que também desenvolve projetos sociais de apoio a pacientes oncológicos de baixa renda. As contribuições podem ser feitas pelo portal www.laccam.org.br ou pelo telefone (92) 2101-4900.

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