“A melhor tática é apostar em todas as vacinas”, afirma Miguel Nicolelis

Para o neurocientista, as autoridades não devem descartar nenhum imunizante que está sendo desenvolvido para conter o avanço do novo coronavírus

Considerado pela Scientific America um dos 20 cientistas mais influentes do mundo, o neurocientista Miguel Nicolelis comparou a busca pela vacina contra o novo coronavírus a uma corrida de cavalos. Para ele, não se pode descartar nenhuma hipótese entre as medicações que estão sendo pesquisadas. Coordenador do Comitê Científico do Consórcio do Nordeste, Nicolelis participou nesta quinta-feira (29) da videoconferência (webinar) “Cérebro, o criador do universo e a Comunicação”, transmitida pela In Press Oficina, e falou sobre ciência, o funcionamento do cérebro e fake news.

“Acredito piamente que a vacina é o grande trunfo que vamos ter para reduzir a taxa de transmissão. A vacina é como corrida de cavalos. Tem 15 cavalos na raia e você de antemão não sabe que cavalo vai ganhar. A melhor tática é apostar em todos. Enquanto ela [vacina] não vem, em teoria teríamos que manter o que funciona, o isolamento”, afirma o Nicolelis.

Em confinamento no seu apartamento em São Paulo desde o início da pandemia, o neurocientista crê que o Brasil falhou desde o início, principalmente por ignorar os avisos externos e minimizar a gravidade da doença. “É a maior tragédia humana da história do Brasil num único evento. Nos deparamos com um sistema e instituições que negaram a gravidade da pandemia. Perdemos a guerra no começo”, diz Nicolelis.

A pandemia colocou o planeta na maior crise dos últimos 100 anos e, segundo ele, comprovou a fragilidade do modelo adotado pela sociedade moderna. “Estamos vivendo momentos épicos da história. Um pacotinho nanométrico de gordura e proteína, com um filete de RNA dentro, pôs a humanidade de joelhos, a ponto de estarmos enfrentando a maior crise econômica, maior que a depressão dos anos 30”, compara.

Entretanto, a vulnerabilidade do sistema não foi o único responsável pelas milhares de mortes causadas pela Covid-19. Nicolelis crê que a disseminação de fake news em larga escala contribuiu decisivamente para ampliar o alcance da pandemia.

“É por isso que muita gente morreu na pandemia. Nós estamos precisando de uma vacina num momento que o jornalismo sério e profissional sofre os maiores ataques da história. Esse processo acelerou com a criação de mídias de massa que permitem que essas notícias se espalhem. O cérebro é mais propenso à fake news do que verdades. E esse é o grande problema do mundo atual”, avalia.

Na mesma direção, a sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins, resume em poucas palavras o cenário criado pelo coronavírus: “a pandemia é também uma crise de confiança, uma guerra de narrativas e desencontros”.

Participaram da entrevista a sócia-diretora da In Press Oficina, Patrícia Marins; a Diretora de Curadoria e Novos Produtos, Miriam Moura; e a Diretora de Relacionamento com o Poder Público, Fernanda Lambach.

O cérebro como criador do universo

Professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis é autor do livro “O Verdadeiro Criador de Tudo – Como o Cérebro Humano Esculpiu o Universo como Nós o Conhecemos”, no qual propõe que o cérebro humano é o verdadeiro criador do universo.

“Para o universo ter significado ele precisa de um intérprete. Não sabemos se existe outra forma inteligente, a nossa melhor escolha para o centro do universo é a mente humana. A brainet é o mecanismo que permitiu criar os grupos sociais mais produtivos. Mitos, deuses, sistemas políticos e dinheiro vêm da mente humana. Nós vivemos imersos na nossa criação”, explica.

Diante dessa teoria de que o cérebro é o centro do universo, Nicolelis defende que a inteligência artificial jamais será capaz de superá-lo. “Dar um download nas nossas memórias e deixar num DVD nunca vai acontecer, porque as memórias são analógicas e depositadas nas sinapses dos neurônios”, diz.

Defensor de uma sociedade matriarcal, como ele mesmo se definiu, o neurocientista ainda fez um contraponto ao historiador e filósofo israelense Yuval Harari, autor do best-seller internacional “Sapiens: Uma breve história da humanidade”, que aborda desde a evolução arcaica da espécie humana na idade da pedra, até o século XXI.

“A minha visão de mundo do Yuval é completamente diferente. Eu gostei muito do Sapiens, achei que ele fez um trabalho muito bom de simplificar ideias complexas. Mas acho que ele cometeu alguns erros de análise e visão, como quando ele diz que os impérios eram inevitáveis. Eu discordo frontalmente. Inclusive eu quero a volta do matriarcado do neolítico superior”, sintetiza Miguel Nicolelis.

Fotos: Reprodução Videoconferência
Texto: Divulgação

A politização da vacina

Rodrigo Augusto Prando *

O enredo, aqui no Brasil, já é conhecido. O Presidente Bolsonaro, novamente, desautoriza e submete à humilhação o Ministro da Saúde. Antes, foram Mandetta e Teich, solenemente defenestrados; o primeiro, por defender o distanciamento/isolamento social; o segundo, por não aceitar indicar a cloroquina. Agora, é o General Pazuello, contudo, com uma diferença: os dois primeiros ministros são médicos e o atual, militar. Portanto, seguindo a hierarquia, Pazuello já explicou, limpidamente, que “é simples assim, um manda e outro obedece”.

O caso em tela, com Bolsonaro e Pazuello, está ligado às questões atinentes à vacina produzida com tecnologia chinesa e em parceria com o Instituto Butantan, no estado de São Paulo. O Ministro da Saúde havia se comprometido a comprar cerca de 46 milhões de doses da Coronavac, desde que fosse efetivada a aprovação pela Anvisa, como deve ser neste caso.

No entanto, no dia seguinte, Bolsonaro veio a público afirmar que tal compra não se daria, que não teria aporte do Governo Federal para a “vacina chinesa”. Em mensagem enviada a seus ministros, o presidente asseverou: “Alerto que não compraremos vacina da China, bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre covid-19”.

Deste comunicado, é certo que o presidente não mantém diálogo com Doria, aliás, o diálogo de Bolsonaro se dá com as redes sociais, sua base de apoio mais ideológica, e não com médicos, cientistas ou outras lideranças políticas. Mas, é cedo para afirmar que não comprará a vacina chinesa, até porque o caso pode ser judicializado e, ainda, as pressões políticas e da sociedade poderão fazer o presidente recuar. Qual o sentido de tudo isso? As vacinas chinesas não são confiáveis? O tempo de pesquisa não permite confiar nos resultados? O Instituto Butantan não oferece um serviço de qualidade cientificamente comprovada para o Brasil? Nada disso. A vacina de Oxford, por exemplo, está praticamente no mesmo patamar da Coronavac e tem financiamento do Governo Federal.

Então, o que está em jogo são duas dimensões: a ideológica e a política, ambas, infelizmente, colocando a saúde e a vida dos brasileiros em plano inferior.

Ideologicamente, Bolsonaro abandona o ator moderado dos últimos tempos e se volta, com vigor, às redes sociais, onde estão os bolsonaristas mais identificados ideologicamente com os valores sempre tornados públicos pelo presidente: negacionismo e postura anticientífica regados com teorias da conspiração. Isto posto, Bolsonaro e os bolsonaristas condenam a “vacina chinesa” comunista, mas são consumidores de quase tudo o que a China produz e exporta.

* Rodrigo Augusto Prando é Professor e Pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.

Foto: Divulgação
Ilustração: Alexandra Koch | Pixabay  

Fórum Global de Bem-Estar Emocional abordará impacto da pandemia

Um fato unânime e mundial que a pandemia de COVID-19 trouxe foi o impacto emocional nas pessoas. Do dia para a noite houve uma mudança radical no padrão de vida, na rotina e na socialização do ser humano. Passados quase seis meses, a pergunta é: como estamos olhando para as nossas emoções? Como estão os nossos relacionamentos? Quais aprendizados vamos levar?

Para responder a estas e outras questões, o Grupo Mulheres do Brasil reuniu seus núcleos do mundo todo para uma ação conjunta, on-line e gratuita, o 1º Fórum Global de Bem-Estar Emocional, que será realizado no dia 26 de setembro (sábado), das 9h às 18h (horário de Brasília), pelo canal do YouTube do Grupo.

“Juntas somos mais fortes! Uma frase que nos inspira todos os dias. Se já reuníamos um grupo de mulheres com competências e habilidades capazes de grandes transformações, agora com a forte expansão do Grupo no mundo todo, estamos construindo uma sinergia ainda mais forte”, ressalta Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil.

Marisa Cesar, CEO do Grupo, explica que a proposta é reunir neste Fórum todas as ações que estão sendo realizadas pelos quatro cantos do planeta. “Estamos trazendo profissionais especializados nos mais variados temas ligados à depressão, inteligência emocional, mindfulness, psicologia positiva, relacionamentos, para apoiar e ajudar as pessoas a passarem por esse momento de forma mais leve e saírem fortalecidas”, explica Marisa Cesar, CEO do Grupo Mulheres do Brasil.

O evento contará com a presença da atriz Denise Fraga, do terapeuta transpessoal Tadashi Kadomoto e de muitos outros profissionais. Ao todo, serão cinco painéis, intercalados por performances artísticas e práticas de meditação, mindfulness, yoga, entre outras.

Outra novidade do Fórum é a fusão de projetos que surgiram em decorrência da pandemia – o Escuta com Afeto para a comunidade em geral – e o @Elas Apoiam – para as mulheres do Grupo -, e o lançamento de uma plataforma global de Apoio Emocional.

“Nosso objetivo é lançar uma plataforma continuada e colaborativa, realizando fóruns de temas variados e ações que apoiem a mulher na construção de uma estrutura emocional que a ajude a enfrentar qualquer adversidade”, afirma Annette de Castro, líder do Grupo Mulheres do Brasil Núcleo Fortaleza.

Queremos que todas as mulheres saibam que estamos aqui, juntas e vamos nos ajudar nessa rede colaborativa de sororidade e apoio”, ressalta Fátima Macedo, líder do Grupo de Apoio Emocional do Grupo Mulheres do Brasil.

Para participar do evento basta entrar no canal do YouTube: http://www.youtube.com/grupomulheresdobrasil

Serviço
1º Fórum Global de Bem-Estar Emocional
Data: 26 de setembro
Horário: das 9h às 18h (horário de Brasília)
Onde: Youtube: http://www.youtube.com/c/GrupoMulheresdoBrasil
On-line e gratuito

Einstein faz nova remessa de doações para cerca de 600 aldeias indígenas e mais de 130 hospitais públicos e filantrópicos

Para apoiar o trabalho de profissionais de saúde no atendimento de pacientes com o novo coronavírus, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein irá doar R﹩ 40 milhões em Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) – que compreendem máscaras de proteção N95 e protetor facial (face shield) – e álcool gel a 138 hospitais públicos e filantrópicos do país.

Serão beneficiados hospitais de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe. Também serão doados EPI’s e álcool gel para profissionais de saúde que atuam, através de 5 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), em cerca de 600 aldeias indígenas no Mato Grosso.

Os produtos doados foram adquiridos pelo Einstein como parte da sua preparação para o combate à pandemia em São Paulo. A distribuição destes materiais e a escolha das unidades beneficiadas considerou, além da necessidade e número de funcionários, a evolução da doença, o número de leitos e internações nos diferentes municípios brasileiros.

A ação, que conta com o apoio logístico da DHL, tem início previsto para segunda quinzena de agosto com a saída de 51 carretas de São Paulo e deve durar um mês.

Outras doações

Desde o início da pandemia, o Einstein recebeu de uma rede de doadores recursos financeiros, materiais e equipamentos totalizando R﹩ 42,6 milhões, que foram integralmente transferidos para ações junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e comunidades carentes.

Na primeira remessa, no mês de abril, para os estados do Amazonas, Pará e Ceará, foram R﹩ 4,1 milhões destinados à distribuição de EPI’s e álcool gel

Do total, mais de R﹩ 36 milhões foram destinados à ampliação e melhoria da infraestrutura de unidades públicas de saúde públicos geridas pelo Einstein em São Paulo – como respiradores e outros equipamentos médicos. Entre os beneficiados estão o Hospital M’Boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch, o Hospital da Vila Santa Catarina – Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho, a UPA Campo Limpo e o Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu. Ainda na capital paulista, foram entregues 50 mil kits de higiene para a prevenção da Covid-19 e cerca de 25 mil cestas básicas aos moradores da comunidade de Paraisópolis e regiões da Vila Andrade e Campo Limpo, na zona sul.

As doações fazem parte do compromisso Einstein no apoio ao sistema público de saúde por meio da transferência de práticas, conhecimento e recursos que contribuam para a qualidade do atendimento oferecido à população.

Foto: Divulgação|Einstein

Movimento Saúde Emocional oferece conteúdo gratuito para apoiar professores

A Nova Escola, negócio social voltado a apoiar e oferecer recursos para educadores e melhorar a educação pública no Brasil, acaba de lançar um movimento para sensibilizar, apoiar e engajar os professores nos desafios relacionados à sua saúde mental durante a após a pandemia. Questões que acompanham a profissão há anos foram especialmente agravadas com o isolamento social e os desafios do ensino remoto.

O Movimento Saúde Emocional de A a Z, uma iniciativa realizada em parceria com a Fundação Tide Setubal e com o apoio da Fundação Lemann, apoiará esses profissionais, em um espaço de reflexão, conhecimento, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas sobre sua saúde emocional, por meio de conteúdos e ferramentas de apoio exclusivos para professores da educação infantil e do ensino fundamental 1 e 2.

As premissas do Movimento são: diversidade racial; professor protagonista; foco na prática do educador; e respeito à realidade da escola pública brasileira. Ele integra a campanha Nova Escola Em Casa, lançada no fim de março em resposta às necessidades dos educadores neste período de pandemia. O acesso a todos os recursos será online e gratuito por meio da plataforma da Nova Escola .

“O interesse pelo tema ganhou força depois de uma análise sobre os desconfortos emocionais que professoras e professores sentem, em dados que coletamos em uma pesquisa de 2018 sobre a saúde do educador. Passamos então a incorporar na missão da Nova Escola o desenvolvimento de recursos e soluções para apoiá-lo de forma mais completa. A parceria com a Tide Setubal, fundação que também buscava incentivar projetos para mitigar os efeitos da pandemia, permitiu então a criação de recursos específicos aos desafios atuais. Precisamos seguir dando muita atenção a esse assunto, que não surgiu agora, mas é urgente”, diz Ana Ligia Scachetti, Gerente Pedagógica da Nova Escola.

Recursos pedagógicos

O pacote de ações do Movimento Saúde Emocional de A a Z estará disponível a partir de 11 de agosto. Inclui matérias jornalísticas que serão publicadas no site da Nova Escola e três edições completas, uma para cada etapa de ensino, do Nova Escola Box, caixa de conteúdos digitais com sugestões práticas sobre o tema, além de um e-book com dicas de bem-estar. Também farão parte do Nova Escola Box indicações de livros, textos, vídeos e áudios ligados ao tema.

“Estamos prevendo ainda atividades para que os professores usem com os seus alunos. Desenhos, contações de histórias e rodas de conversa para que falem do que estão sentindo. Assim como os professores, os alunos também devem sair da pandemia com uma carga de perdas e seguirão precisando de muito apoio”, completa Ana Ligia.

Para Tide Setubal, psicóloga e psicanalista e coordenadora da área de saúde mental da Fundação Tide Setubal, o Movimento auxiliará os educadores a cuidarem constantemente da saúde emocional em suas vidas pessoal e profissional. “Incentivaremos também que tentem promover espaços de trocas e reflexões com seus alunos para cuidarmos desse universo emocional e afetivo central na vida de todos. Essas atividades são importantíssimas para que professores e estudantes criem narrativas, entendimentos e elaborações sobre o que estamos vivendo. A pandemia escancarou questões como a enorme desigualdade social do nosso país e a necessidade de olharmos para temas que deixávamos de lado, entre eles a saúde mental”.

Com o tema ‘Saúde emocional do professor – O que é possível fazer?’, especialistas como Christian Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP, a psicóloga escolar Roberta Federico e Gláucia Tavares, psicóloga clínica e presidente da Rede API – Apoio a Perdas (Ir) reparáveis, participarão de um webinário para falar de assuntos como estresse, ansiedade e burnout. A formação ocorrerá no dia 13 de agosto às 15 horas, com duas horas de duração, e será transmitida simultaneamente no site da Nova Escola, no Facebook e no YouTube. O vídeo ficará disponível após a transmissão.

E, já que o Movimento Saúde Emocional de A a Z visa a troca de informações, experiências e aprendizados entre os professores, a comunidade Nova Escola em Casa, que existe desde março de 2020 no Facebook, será usada para conectar e gerar conversas entre as pessoas que se encontram na mesma situação. Elas serão incentivadas a compartilhar depoimentos e os caminhos que têm adotado para lidar com a saúde emocional.

“Os profissionais da educação tiveram que se reinventar, se adaptar a ferramentas virtuais, manter os alunos estimulados e, ao mesmo tempo, lidar com todas as pressões do cotidiano impostas pela pandemia. Esse contexto torna ainda mais fundamental um olhar cuidadoso para a saúde emocional dos professores, daí a importância desse movimento”, diz Daniel de Bonis, diretor de políticas educacionais da Fundação Lemann .

Campanha nas redes sociais

A campanha da ação contará com depoimentos de professores coletados por meio de mobilizações nas redes sociais da Nova Escola e no site da campanha, histórias estas que serão potencializadas posteriormente, por meio do trabalho de atrizes e atores em vídeos que circularão na internet. Lá também será compartilhado um dicionário do Movimento com palavras e termos de A a Z para aqueles que quiserem saber mais sobre saúde emocional.

Serviço:

>>> A partir de 11 de Agosto

Conteúdos especiais e recursos exclusivos do Nova Escola Box, tudo gratuito: http://novaescola.org.br/saude-emocional

>>> 13 de Agosto

Webinário gratuito com especialistas: https://novaescola.org.br/subhome/177/saude-emocional

Comunidade no Facebook para conectar e gerar conversas entre as pessoas que se encontram na mesma situação: Nova Escola em Casa

Outras redes sociais Nova Escola:
> Instagram
> Twitter
> LinkedIn

Rede Mulher Empreendedora distribui 10 milhões de máscaras em todo o país

O projeto “Heróis Usam Máscaras”, uma parceria entre Bradesco, Itaú e Santander, que tem como objetivo gerar renda e ajudar no combate à pandemia da Covid-19, distribui gratuitamente 10 milhões de máscaras em todo o país. Coordenada pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), a iniciativa contou com a participação de 5 mil costureiras de 20 estados. O projeto foi concebido pelo Instituto BEI, por meio de parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, destacou que a iniciativa cria oportunidades concretas para o exercício do empreendedorismo entre milhares de integrantes da cadeia produtiva do setor têxtil.

“Mais que um conceito, este projeto é uma realidade que transforma vidas e desperta novas possibilidades. Por isso, estamos orgulhosos em participar deste movimento que faz inclusão social e traz empoderamento”, apontou ele. “Esse círculo virtuoso nasce na indústria têxtil, ganha capilaridade nas máquinas de costura operadas por milhares de micro e pequenas empreendedoras em 20 estados e obtém como resultado a proteção de milhões de brasileiras e brasileiros nesta pandemia. A união de forças entre iniciativa privada, poder público, comunidades e sociedade neste projeto é um exemplo de como, juntos, podemos encontrar caminhos para a superação das adversidades”, completou.

Para Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco, o esforço conjunto do setor bancário potencializa iniciativas como esta, alcançando mais pessoas em todo o país. “O momento pede medidas urgentes e a colaboração de todos. Nós, do Itaú Unibanco, continuaremos engajados em iniciativas como esta, que ajudam a amenizar os efeitos sociais da pandemia, e na construção de redes de solidariedade”, disse.

“Estamos direcionando o potencial empreendedor brasileiro para a produção de equipamentos que minimizam o risco de contágio pelo coronavírus. Seguiremos firmes no compromisso de apoiar a sociedade de todas as formas possíveis, tanto com soluções de negócios quanto no reforço à capacidade de enfrentar os impactos da pandemia em nosso país”, afirmou Sérgio Rial, presidente do Santander.

Distribuição

As máscaras produzidas pelo projeto Heróis Usam Máscaras serão entregues a ONGs, prefeituras e governos dos estados. Até o momento 58 instituições em 12 estados já receberam e estão organizando a distribuição para a população. Entre elas estão a Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro (500 mil máscaras), a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Campina Grande, na Paraíba (55 mil) a Prefeitura de Manaus, no Amazonas (27 mil), e a Prefeitura de Niterói, no Rio de Janeiro (110 mil).

Nos próximos dias as Secretarias de Saúde e órgãos de assistência do governo do Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará receberão as máscaras, somando um total de 3 milhões de unidades do acessório de segurança que se tornou um dos mais importantes na prevenção à pandemia. A ONG Amigos do Bem, além do Médicos Sem Fronteiras, serão parceiros para o escoamento da produção.

Em Manaus-AM, a doação de 27 mil máscaras foi feita em 22 de julho passado, como parte da Campanha #ManausSolidária, da Prefeitura de Manaus, por meio do Fundo Manaus Solidária, presidido pela primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro. “Essa entrega é muito importante: de um lado nós tivemos a distribuição de renda, para que as costureiras produzissem as máscaras; e do outro lado a população, que vai receber a doação”, destacou.

Mesmo com a diminuição do número de casos confirmados do novo coronavírus na cidade de Manaus, enfatiza a primeira-dama, o Fundo Manaus Solidária continua com o trabalho de arrecadação de doações de alimentos e kits de higiene. Até o momento já foram distribuídas 10 mil máscaras para servidores municipais que estão na linha de frente (exceto da Saúde, que segue outro protocolo). As outras 17 mil máscaras serão distribuídas para pessoas em vulnerabilidade, juntamente com os kits da campanha #ManausSolidária.

Geração de Renda

Segundo Ana Fontes, fundadora da RME e presidente do IRME, um projeto como este, que gera renda em toda cadeia, é fundamental para o momento que estamos vivendo, e solidariamente ajuda as pessoas que precisam, mas não possuem acesso a uma máscara.

O Instituto RME, criado em 2017, é o braço social da Rede Mulher Empreendedora – RME, apoiado em valores como igualdade de gênero, oportunidade para todos, educação, capacitação acessível e colaboração social. O foco é capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil e ajudá-las a conseguir autonomia sobre suas vidas e seus negócios.

“É um projeto que gera renda para as pessoas que produzem os tecidos, os insumos, instituições que estão apoiando as costureiras e, ainda, ajuda na ponta quem não tem condições de comprar uma máscara. As pessoas e entidades têm um papel fundamental de apoio nesta pandemia”, disse.

Mulheres

Um dos objetivos do projeto é a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Costureiras que em outros locais recebiam apenas R﹩ 0,30 por máscara receberam em média R﹩ 1,34 por unidade produzida.

O projeto Heróis Usam Máscaras contou com a participação de 62 organizações da Sociedade Civil que administram o trabalho de 5.983 costureiras e costureiros, sendo que os homens representam 2%. Pessoas do Brasil inteiro participaram divididos da seguinte forma: 122 pessoas da região centro Oeste, 684 no Nordeste, 140 na região Norte, 80 pessoas do Sul e 4.957 da região Sudeste do País.

Segundo a costureira Márcia Oliveira Ferro, moradora do município de Mirador Negrão, no interior de Alagoas, o projeto foi fundamental e de grande ajuda. “Na minha casa somos em quatro adultos e uma criança. Eu fazia parte de um projeto de bolos, que parou com a pandemia. A renda produção das máscaras era o que tínhamos para o nosso sustento. A cada máscara que eu fazia eu pensava em como o meu trabalho era importante para outras pessoas e contribui para ajudar salvar vidas”, disse ela.

“O projeto foi transformador, mudou a minha vida e de todas mulheres que participam”, diz Talita Furigo dos Santos, da cidade de São Paulo. “O projeto me mostrou que não é impossível ajudar alguém quando realmente se quer ajudar. Eu estou muito feliz de ter participado desse projeto. Ele foi uma ponte para o meu futuro”, contou.

A costureira Gracilene Feitosa Trajano, de Manaus, no Amazonas, sempre trabalhou em projetos com voluntárias, no entanto, com a pandemia ficou desempregada. “Para mim, participar do projeto foi fundamental. Fiquei sem trabalho durante a pandemia e com o dinheiro que ganhei com a produção das máscaras consegui me manter”, explicou.

Fotos: Divulgação/IRME

UNICEF e Undime lançam guia para buscar criança e adolescente que estão sem acesso à aprendizagem

No último dia 24 de julho, foi lançado o guia Busca Ativa Escolar em Crises e Emergência, para apoiar estados e municípios na garantia do direito à educação de crianças e adolescentes em situações de calamidade pública e emergências, como a pandemia da Covid-19, quando escolas precisaram ser fechadas, deixando cerca de 35 milhões de crianças e adolescentes longe das salas de aula. Foram criadas opções para a continuidade da aprendizagem em casa, mas nem todos estão conseguindo manter o processo de aprendizagem – em especial os mais vulneráveis.

O guia é fruto da parceria do UNICEF com a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“A busca ativa precisa começar já, em paralelo à preparação das redes escolares para que possam reabrir em segurança”, explica Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. “Não há como definir uma data única de volta às aulas presenciais no País, que tem de ser decidida de acordo com a situação epidemiológica de cada estado e município. Mas a preparação das redes escolares para a reabertura de maneira segura deve ser prioridade absoluta em todo o País, assim como a busca ativa de quem não está conseguindo aprender com as escolas fechadas”, defende.

O fechamento das escolas gerou impacto negativo significativo na aprendizagem, na nutrição – uma vez que muitas crianças dependem da merenda escolar – e na segurança de crianças e adolescentes, em especial os mais vulneráveis. Mesmo com as opções de atividades para a continuidade das aprendizagens em casa, pelo menos 4,8 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil não têm acesso à internet em casa, além de outros milhões com acesso precário ou falta de equipamento, não podendo manter o vínculo com a escola durante todo o período de isolamento social. Tudo isso, somado a questões econômicas, contribui para a evasão.

“A exclusão escolar afeta os mais vulneráveis. Há milhões de crianças e adolescentes que estavam na escola, aprendendo, mas não conseguiram manter atividades em casa por falta de estrutura e estão ficando para atrás. Há, também, 6,4 milhões de meninas e meninos que já estavam com dois ou mais anos de atraso escolar, e correm o risco de não conseguir mais voltar. E há, ainda, mais de 1,7 milhão que já estavam fora da escola antes da pandemia, e estão ficando cada vez mais longe dela”, explica Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil.

Para reverter esse quadro, mesmo enquanto as escolas ainda estão fisicamente fechadas, é preciso ir atrás de cada um deles e tomar as medidas necessárias para que consigam retomar os estudos e seguir aprendendo. É isso que propõe a Busca Ativa Escolar, estratégia lançada em 2017 e agora adaptada para situações de calamidade pública e emergências, como a pandemia da Covid-19

O guia busca auxiliar as escolas no seu planejamento de reabertura ou de readequação de ações. Está dividido em três seções, trazendo orientações para potencializar a Busca Ativa Escolar e enfrentar a crise, e orientações para o acolhimento e o cuidado dentro das escolas, divididos por etapa escolar. Além disso, traz conteúdos de referências que podem ser usados pelos municípios.

É urgente preparar as escolas para reabrir em segurança
Além de encontrar meninas e meninos que estão fora da escola, ou em risco de evadir, é fundamental preparar as escolas para receber os estudantes em segurança, mitigando os riscos de infecção pelo novo coronavírus. Não se pode determinar uma data única para a volta às aulas presenciais no País – o que deve acontecer de acordo com a situação da pandemia em cada lugar. Mas uma coisa é certa: é urgente colocar crianças e adolescentes como prioridade absoluta nos investimentos e planos de retomada.

“Crianças e adolescentes são as vítimas ocultas da pandemia, sendo quem mais sofre com as consequências da crise em médio e longo prazos. É urgente que os governos priorizem crianças e adolescentes em seus planos de reabertura e invistam nas ações necessárias para a retomada das escolas. O UNICEF chama cada estado e município a agir agora para garantir condições seguras de funcionamento das escolas, e a analisar a situação da pandemia para definir o momento seguro de reabrir”, defende Florence Bauer.

É preciso garantir que as escolas estejam preparadas para recebê-los com segurança. Isso inclui adaptações no ambiente escolar que mantenham estudantes, famílias e profissionais de educação protegidos, como adaptações no transporte escolar, na ventilação das salas de aulas e no acesso a água e saneamento nas escolas, entre outros pontos. Há também que se investir em práticas pedagógicas e apoio psicossocial a educadores e profissionais para a retomada.

Desde o início da pandemia, o UNICEF vem trabalhando com estados e municípios na formulação de protocolos e planos para a reabertura. Em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Banco Mundial e Programa Mundial de Alimentos (PMA), foi desenvolvido um protocolo com medidas claras que precisam ser tomadas. Também já há protocolos desenvolvidos pela Undime e pelo Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) .

“Os municípios estão organizando protocolos e buscando as condições para ofertar o que for necessário, em termos de higiene e saúde, para receber todos na escola em segurança”, afirma Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da Undime.

Foto: Ilustração/Lourdes NiqueGrentz-Pixabay

UNICEF inclui cartilha sobre saúde menstrual em kit de higiene na pandemia

Brasília – Garantir o acesso a informações seguras é fundamental para se proteger contra o coronavírus e cuidar da saúde. Mas nem sempre crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade conseguem receber essas informações. Por isso, desde o começo da pandemia, o UNICEF tem produzido cartilhas, folhetos e cartazes, com informações seguras e baseadas em evidências científicas, que estão sendo distribuídos em capitais brasileiras. Entre esses materiais, foi incluída uma cartilha sobre saúde menstrual.

A cartilha Menstruação na Pandemia e Outras Coisinhas é voltada a meninas adolescentes e possui informações sobre como acompanhar e entender o ciclo menstrual, métodos anticoncepcionais e saúde sexual. O material inclui, também, informações sobre saúde mental. Traz, ainda, orientações às meninas sobre o que fazer em situações de violência, incluindo canais de denúncia e os caminhos para acessá-los.

A cartilha faz parte de um conjunto de conteúdos impressos que têm sido produzidos e distribuídos pelo UNICEF a crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade. Grande parte dos materiais é entregue junto com as doações de produtos de higiene e limpeza que estão sendo distribuídos em 10 capitais brasileiras. Há, também, distribuição em locais específicos, como unidades socioeducativas e abrigos para migrantes venezuelanos.

Folhetos sobre saúde e direitos


Entre os conteúdos distribuídos está, também, um folheto sobre como cuidar da saúde em tempos de Covid-19. Ilustrado pelos personagens da turminha do Bairro do Limoeiro, ele traz instruções sobre o que é a Covid-19, como se prevenir e como lidar com o isolamento social. Produzido pela Mauricio de Sousa Produções, com o apoio do UNICEF, o material foi traduzido para o espanhol e alcançou também imigrantes e refugiados venezuelanos.

Além dele, foram produzidos e distribuídos folhetos com informações sobre o auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal.

Para unidades socioeducativas, o UNICEF preparou cartazes com informações sobre o coronavírus, os direitos garantidos a adolescentes e os canais de apoio psicossocial. Os cartazes foram afixados nas paredes das unidades.

Os folhetos foram impressos com apoio de Água de Manaus, Americanas, Bayer; Instituto Mitsui, Ministério Público do Trabalho (MPT), Supervia e Unilever. Além de Arteris, CGN, EDF Renewables, Gemini Energy, Omega Energia, Essencis e Termoverde, essas por meio de parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Resposta à Covid-19 – A disseminação de informações faz parte da resposta do UNICEF à Covid-19, mas a estratégia não se limita a isso. Ao mesmo tempo em que busca responder às necessidades emergenciais de crianças, adolescentes e suas famílias, o UNICEF tem trabalhado em ações estruturais de longo prazo para minimizar os efeitos da pandemia na vida de meninas e meninos, e garantir direitos.

Entre as ações, destacam-se o fornecimento de itens de higiene e limpeza; o trabalho com governos nos níveis federal, estadual e municipal, empresas e sociedade civil para diminuir o impacto da crise nos serviços de saúde, educação, assistência social e proteção contra a violência de meninos e meninas; e o apoio à saúde mental de adolescentes e o monitoramento da situação e o impacto social da pandemia para produzir evidências em apoio a políticas e ações.

Médico é o profissional em quem os brasileiros mais confiam

Qual o profissional em quem você mais confia e acredita? Com essa pergunta em mãos, o Instituto Datafolha foi às ruas para saber o grau de confiabilidade da população brasileira em diferentes categorias de trabalhadores. O resultado confirmou os médicos, com 35% de aprovação, como aqueles que são depositários de maior grau de confiança e credibilidade por parte da população. Na segunda posição, aparecem os professores, com 21%, e os bombeiros, com 11%.

O mesmo levantamento indica que a situação provocada pela Covid-19, em que informações desencontradas têm deixado a população insegura, contribuiu para o aumento do percentual de confiabilidade dos médicos. Na pesquisa anterior, realizada em 2018, também pelo Datafolha a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), os médicos tinham um índice de 24%, que agora cresceu nove pontos percentuais.

Atrás de médicos, professores e bombeiros, aparecem policiais (5%), militares e juízes (cada categoria com 4%) e advogados, jornalistas e engenheiros (3%, cada). Na sequência, surgem os procuradores de Justiça (com 1%) e os políticos (com 0,5%). A pesquisa ouviu 1.511 pessoas, com 16 anos ou mais, em entrevistas estruturadas por telefone, de todas as regiões do país. A amostra contemplou a distribuição da população segundo sexo, classes sociais e níveis de escolaridade.

Boa imagem

O alto nível de confiança e credibilidade depositado nos médicos se deve, principalmente, à percepção das mulheres (42%), da população com ensino fundamental (42%) e com idade a partir de 45 anos (37%). A boa imagem da categoria também é maior entre os que ganham até dois salários mínimos (41%) ou mais de 10 salários mínimos (33%). Do ponto de vista da distribuição geográfica, os percentuais são muito próximos, com ligeiro destaque para os estados do Nordeste (37%) e Sul (38%).

Os dados coletados pelo Datafolha ainda permitiram captar qual a percepção dos brasileiros com respeito à atuação dos médicos brasileiros no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Na opinião de 77%, o trabalho desses profissionais é considerado ótimo ou bom. Outros 17% consideram essa performance como regular e apenas 6% como ruim ou péssimo.

As mulheres (78%), a população com idades de 45 a 59 anos (82%), os com nível superior (81%) e com rendimento maior do que dez salários mínimos (78%) são os segmentos que se destacam no que se refere à imagem positiva dos médicos. Geograficamente, o bom conceito não apresenta grandes variações por região, ficando, em média, em 76%.

Pandemia

Essa avaliação do trabalho dos médicos durante a pandemia vem amparada em percepções específicas. Por exemplo, 79% dos brasileiros avaliam como ótimo ou bom o empenho dos profissionais para atender os pacientes, e 73% classificam da mesma forma a qualidade da assistência oferecida. Para 64%, o nível de confiança depositada no trabalho realizado durante a pandemia é alto.

Por outro lado, 49% dos brasileiros acreditam que o trabalho do médico não tem recebido a valorização merecida, considerando-a como regular, ruim ou péssimo. Já 65% avaliam com esses mesmos conceitos as condições de trabalho oferecidas aos médicos, ou seja, entendem que o trabalho desses profissionais tem sido prejudicado por falta de infraestrutura.

De forma geral, independentemente do período da pandemia, os brasileiros mantêm o entendimento de que os médicos são vítimas de problemas de gestão. Para 99% dos entrevistados, esses profissionais carecem de condições adequadas para o pleno exercício de suas atividades. Já na percepção de 95%, eles merecem ser alvos de medidas de valorização, como maior remuneração e plano de carreira.

Foto: Hamilton Viana / Pixabay

ONU lança versão brasileira de site de combate à desinformação durante pandemia

Com o objetivo de aumentar o volume e o alcance de informações precisas e confiáveis sobre a covid-19, o site ‘Verificado’ disponibiliza conteúdo inteiramente em português e pode ser acessado pelo endereço compartilheverificado.com.br.

“Não podemos ceder nossos espaços virtuais para aqueles que publicam mentiras, medo e ódio”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao anunciar a iniciativa. “Desinformação é divulgada online, em aplicativos de mensagem e de pessoa para pessoa. Seus criadores usam produção e métodos de distribuição maliciosos. Para combater isso, cientistas e instituições como as Nações Unidas precisam alcançar pessoas com informação acurada, na qual possam confiar. “

O site Verificado é liderado pelo Departamento de Comunicação Global (DCG) da ONU e traz dados, orientações e números relacionados ao novo coronavírus vindos de fontes seguras e confiáveis, graças a parcerias feitas pelas Nações Unidas com agências, influenciadores, sociedade civil, empresas e organizações de mídia.

“A internet tem uma influência poderosa, assim como a televisão. Quando há fontes de informação fortes e conflitantes, em quem a pessoa vai acreditar e como ela chegará a uma conclusão firme? Eu acredito que o site Verificado assegura ao mundo que as Nações Unidas se mantêm como uma fonte de informação independente e confiável, por meio do seu Departamento de Comunicação Global”, disse Kimberly Mann, diretora do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio de Janeiro).

A plataforma oferece conteúdo verificado sobre a covid-19 em três temas: ciência – para salvar vidas; solidariedade – para promover cooperação local e global; e soluções – para defender o apoio a populações impactadas. Os leitores também podem se cadastrar para receber as novidades do site por e-mail e se tornar “voluntários de informações”, compartilhando dados e orientações confiáveis com suas redes de amigos e familiares.

“Em muitos países, a crescente desinformação em canais digitais está impedindo a resposta de saúde pública e provocando instabilidade. Há esforços inquietantes de explorar a crise para avançar nativismo ou atingir grupos minoritários, o que pode piorar na medida em que a pressão aumenta nas sociedades e instabilidades econômicas e sociais entram em cena”, afirma a sub-secretária-geral da ONU para Comunicação Global, Melissa Fleming.

O site Verificado é realizado em colaboração com a Purpose, uma das maiores organizações de mobilização social do mundo, e tem o apoio da Fundação IKEA e da Luminate. Além disso, o projeto também conta com o apoio de articulação da Nexus.

Foto: reprodução