ONG busca doações para o resgate da autoestima de pacientes que lutam contra o câncer

Para ampliar as ações voltadas ao resgate da autoestima de mulheres portadoras do câncer de mama, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas está em busca de doações que financiem a confecção de sutiãs com enchimento, os quais serão destinados, no dia 6 de julho, a pacientes pré-selecionadas pelo Serviço Social da Fundação Cecon, durante uma atividade que receberá o apoio da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc).

A meta é arrecadar pelo menos R$ 2 mil para a compra de insumos para a produção, explica a presidente da Rede, Tammy Cavalcante. De acordo com ela, as doações podem ser feitas através da vakinha virtual da ONG (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/dia-das-criancas-rede-feminina-de-combate-ao-cancer-amazonas), ou, via transferência bancária (Banco Sicoob, Código 756, Agência 3352, Conta Corrente 138-4, CNPJ: 07.154.473/0001-92).

“Serão entregues 20 sutiãs com próteses e mais 20 próteses individuais. A idéia é confeccionar, inicialmente, pelo menos 80 peças, a serem doadas gradativamente, durante as atividades de acolhimento das pacientes oncológicas”, explicou Tammy.

As próteses que irão compor os sutiãs para mulheres mastectomizadas (que perderam parcialmente ou completamente as mamas), serão confeccionadas por voluntárias da Rede Feminina e o tecido para o bojo foi doado pela Tapajós Tecido, parceira no projeto.  Os demais materiais precisam ser custeados, como silica gel, malha para a capa protetora, enchimentos e afins.

O câncer de mama é o segundo em incidência no Amazonas e o primeiro no mundo. Tammy explica que o procedimento de mastectomia é, em geral, muito traumático às pacientes e acaba afetando a autoestima e muitas vezes, o equilíbrio psicológico, além do convívio social. Apesar de uma parte delas optar pela cirurgia de reconstrução da mama, a grande maioria acaba não se submetendo a esse procedimento. E as próteses artesanais são o pontapé inicial para superar esse obstáculo.

“Trabalhamos também outras ações voltadas ao resgate da vaidade, com voluntárias de cursos de estética, que ajudam com cortes de cabelo, escovação, manicure, maquiagem, depilação, entre outros serviços. Temos um espaço dedicado exclusivamente a essas ações, na sede da Lacc (Dom Pedro), que funciona através de agendamento. É uma forma de mostrarmos que essas pacientes não estão sozinhas e também de reforçar a humanização durante o tratamento contra o câncer, que é longo e muito difícil”, explicou.

Foto: divulgação

Nova campanha fala sobre abuso infantil e violência doméstica

Diante do cenário de abuso infantil no Brasil, o jornalista e premiado publicitário Brunno Barbosa, idealizador da ONG Bandeiras Brancas, entidade que visa com ações criativas de comunicação a espalhar a paz, criou uma campanha de conscientização e alerta sobre o crescimento do abuso e violência doméstica em confinamento e isolamento social.

“Trata-se de uma campanha de conscientização. Nosso objetivo com esse material e promover uma conscientização da população para que estejam atentos a movimentações diferentes vindos dos vizinhos (principalmente nesse período de isolamento) e/ou mudanças no comportamento das crianças. Essas circunstâncias podem ser indícios de abusos domésticos”, explica Brunno Barbosa, idealizador da ONG.

A campanha criada originalmente em inglês, visa alertar o problema social não só no Brasil, como no mundo inteiro.

O abuso infantil é, incontestavelmente, um dos maiores problemas do Brasil. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, divulgados em 2019 pela revista Veja São Paulo, diariamente, são notificadas no Brasil, em média, 233 agressões de diferentes tipos (física, psicológica e tortura) contra crianças e adolescentes com idade até 19 anos.

Os números, que já são altamente impactantes, tendem a aumentar cada vez mais devido a pandemia do coronavírus. Com as aulas suspensas, as crianças estão passando mais tempo em casa com seus familiares, o que já as expõem, com maior frequência, a familiares abusivos e incontroláveis.

Esta tendência também é fortemente apontada no relatório elaborado pela World Vision (ONG), e divulgado no site oficial da Agência Brasil. Segundo o documento, estima-se que até 85 milhões de crianças e adolescentes, com idades entre 2 e 17 anos, poderão se somar às vítimas de violência física, emocional e sexual nos próximos três meses em todo o planeta. O número representa um aumento que pode variar de 20% a 32% da média anual das estatísticas oficiais.

Além disso, de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no país aumentou de 11,2% para 12,6% no trimestre que vai de fevereiro a abril, o que resulta em cerca de 898 mil pessoas sem renda fixa. Fator este que pode agravar ainda mais os quadros da violência infantil, contribuindo para que estes pais descontem seus sentimentos de raiva e frustração nas crianças.

“As tensões acumuladas com temores sobre a pandemia, a intensa convivência familiar, a sobrecarga de tarefas domésticas e o trabalho em casa, ou a falta de emprego e renda, podem ser geradoras ou agravantes de conflitos e violências em muitos lares. Violências que já poderiam ocorrer, anteriormente, contra crianças e adolescentes vão se manter e podem se agravar”, afirmou Bárbara Salvaterra, coordenadora estadual do Programa Saúde na Escola (PSE) e Saúde do Adolescente, que representa a SES-RJ no CEDCA-RJ.

A coordenadora do Unicef no Rio de Janeiro, Luciana Phebo, explicou que neste momento de pandemia, ficar em casa é importante para a proteção contra o coronavírus. “Mas é preciso, também, que todos façamos um esforço extra e estejamos atentos para evitar que crianças e adolescentes sofram agressões e outros atos de violência”.

Para assistir o vídeo da campanha, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=QLXMJY2bkPU

Imagem: divulgação