O câncer em 2020: como estamos nessa batalha?

Por Dra. Vivian Antunes

Entre outras tantas coisas, o câncer é um desafio para a humanidade. É temido por quase todos nós (senão todos), é vigorosamente caçado por cientistas ao longo dos séculos, é doloroso para os milhões que dele sofrem e é passível de prevenção em um terço das vezes.

A doença é mesmo um desafio vivo. A história dessa moléstia se entrelaça com a própria história da humanidade, com seu primeiro registro há 4 milhões de anos. Por mais que hoje se saiba mais sobre o câncer do que nunca, e que marcantes avanços sejam reconhecidos, ainda é responsável por 9,6 milhões de mortes todos os anos.

Dados recentes publicados pela American Cancer Society (ACS) documentam uma queda de 2,2% na mortalidade por câncer entre 2016 e 2017. Essa é a maior queda registrada até hoje, e pode ser parcialmente explicada pelos avanços nos cuidados do câncer de pulmão e melanoma nesse período. A mortalidade por câncer subiu até 1991, e desde então teve queda de 29%.

O mundo da ciência está otimista por presenciar o que antes parecia inatingível, como o advento da imunoterapia (tratamento que faz com que o sistema imunológico atue contra o câncer), e que traz maior chance de cura mesmo para pacientes com metástases.

As coisas também têm mudado para aqueles que vivem com a doença, não só pelos melhores desfechos e melhor controle de sintomas, mas sobretudo por assumirem cada vez mais o protagonismo do seu tratamento.

Não existe mais espaço para a medicina que olha exclusivamente para a doença. Entra em ação o trabalho de dar acesso a informações qualificadas para que os pacientes compartilhem decisões que respeitem seus valores. É viver com coerência, na saúde e na doença. É tratar com respeito a doença e o doente.

Esse processo, às vezes citado como “empoderamento” do paciente, vai além da qualificação médica: requer ação dos meios de informação por diferentes mídias, o ativismo e empenho de organizações relacionadas ao tratamento e resultam em uma feliz mudança de paradigmas no tratamento de seres humanos.

A contar para o lado triste da história estão as vidas que poderiam ser salvas com a adequada implementação de estratégias de prevenção e detecção precoce. Por exemplo, cerca de um terço das doenças neoplásicas podem ser prevenidas.

O tabaco ainda é responsável por 22% das mortes por câncer, e evitar a obesidade, manter atividade física e dieta adequadas reduzem consideravelmente o risco de desenvolver diversos tipos de tumores, como o de mama, intestino e próstata.

Ainda no caminho do que podemos evitar está o câncer de colo uterino. O Brasil tem um lamentável e elevadíssimo número de mulheres que sofrem e morrem por essa doença. É importante mencionar o papel da vacinação contra o vírus HPV como um marco na luta contra mortes pelo câncer. A melhor conscientização e educação da população, bem como estratégias de saúde pública, podem reduzir mortes por câncer. Não é otimismo excessivo. É ciência e ação!

Em um país de grandes disparidades, temos também o que chamo de desigualdade do câncer. O acesso aos recursos que trazem maior chance de cura e mais do que dobram o tempo de vida de pacientes não é homogêneo. Felizmente os tratamentos são a cada dia melhores, mas também, proporcionalmente mais caros. Sem falar no desequilíbrio no número de mortes por câncer no mundo, sendo mais frequente nos países em desenvolvimento.

O Dia Mundial do Câncer fortalece o movimento de todos que enxergam o câncer como um desafio a ser combatido para que, um dia, seja uma doença menos temida, menos sofrida, mais compreendida pela ciência e quem sabe, previnida em uma boa parte das vezes, senão em todas elas.

Vivian Castro Antunes de Vasconcelos é médica oncologista clinica do Hospital Vera Cruz, grupo SOnHe e CAISM-UNICAMP. É mestre em ciências na área de Oncologia pela Unicamp. Membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO).

Foto: https://www.worldcancerday.org/pt-br
Portal Vida Amazônica apoia a Campanha Mundial #DiaMundialdoCâncer #EuSouEEuVou

Astellas Oncologia premia trabalho de formação de voluntários que cuidam de filhos de pacientes

Foram 27 projetos brasileiros inscritos na área de cuidados com o câncer que vão além da medicina. Número de inscrições no Brasil superou a soma de projetos canadenses, ingleses, africanos, europeus e australiano

A Astellas divulgou os vencedores do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”. A 4ª Edição do desafio global em busca de ideias inovadoras que podem gerar uma mudança significativa na atenção e cuidado com câncer premiou com US$ 100 mil o projeto da canadense Audrey Guth, fundadora da Nanny Angel Network, de Toronto. O valor será usado para financiar a expansão do seu trabalho de formação de voluntários que cuidam de crianças cujas mães foram diagnosticadas com câncer.

“As mães, principalmente em populações carentes, geralmente são forçadas a escolher entre cuidar de seus filhos e procurar tratamento, e um diagnóstico tão sério pode deixar as crianças tristes, assustadas e ansiosas”, disse Guth. “Sou grata pela oportunidade de expandir o alcance e o impacto da Nanny Angel Network, pois procuramos aliviar o fardo de viver com câncer para as famílias”.

Pelo primeiro ano, ideias brasileiras puderam participar da premiação. “Ficamos extremamente felizes por esse motivo, mas principalmente porque a adesão dos proponentes brasileiros foi enorme para uma primeira edição no país. Isso nos dá muito orgulho”, diz Ricardo Ogawa, Gerente Geral da Astellas Farma Brasil.

Três finalistas apresentaram suas ideias a um painel de juízes, incluindo o empresário de celebridades e ativista do câncer Bill Rancic e outros líderes de inovação, saúde e negócios, durante um evento ao vivo em Nova York, em outubro.

O desafio deste ano concedeu quatro prêmios, totalizando US$ 200 mil em fundos (um grande prêmio de US$ 100 mil, dois prêmios de inovação de US$ 45 mil e um prêmio de ideias emergentes de US$ 10 mil).

Juntamente com o financiamento, todos os vencedores terão a oportunidade de participar do Tedmed 2020 como bolsistas, juntando-se a uma comunidade única e multidisciplinar de importantes pensadores e realizadores de todo o cenário da saúde, medicina e inovação científica. Os vencedores também receberão uma associação complementar de um ano da Matter, uma incubadora global de start-ups de assistência médica, nexo comunitário e acelerador de inovação corporativa.

Os vencedores deste ano foram:

• Daniella Koren, de Nova York, EUA, fundadora da Arches Technology, cuja ideia é expandir um programa digital de educação e engajamento de pacientes chamado MyCareCompass, que fornece informações relevantes e educação baseada em evidências para as pessoas afetadas pelo câncer, ao longo da jornada de tratamento.

• Leslie Schover, do Texas, EUA, fundadora da Will2Love, cuja ideia é adaptar programas de auto-ajuda para homens e mulheres para atender às necessidades de populações especiais, incluindo sobreviventes mais jovens e sobreviventes LGBTQ+. O Will2Love fornece educação on-line e orientação de especialistas para ajudar as pessoas afetadas pelo câncer a superar problemas de saúde e fertilidade sexual, treina profissionais de oncologia para gerenciar melhor esses problemas e consulta hospitais para estabelecer programas de saúde reprodutiva.

“A Astellas está extremamente orgulhosa em ajudar a promover essas ideias inspiradoras dos vencedores deste ano, que estão trabalhando ativamente para transformar o que significa viver com um diagnóstico de câncer e melhorar a experiência do paciente durante toda a jornada”, disse Mark Reisenauer, VicePresidente Sênior da Unidade de Negócios Oncologia da Astellas.

Na foto: Audrey Guth, fundadaora da Nanny Angel Network, vencedora do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”

Plataforma de conversa visa fomentar a educação médica

A Amgen, uma das maiores empresas de biotecnologia do mundo, lança no Brasil a ferramenta Conversando Sobre Mieloma Múltiplo, que visa fomentar a atualização do conhecimento científico de médicos que tratam este tipo de câncer. A plataforma, gratuita para os especialistas, apresentará vídeos no formato de blocos de conversa que, de forma didática, discutirão os temas mais atuais e relevantes acerca do Mieloma Múltiplo, bem como as melhores práticas no tratamento e cuidado com o paciente.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a coordenação médica do Dr. Angelo Maiolino, referência no tratamento do Mieloma Múltiplo no Brasil, e lançada durante o HEMO – principal congresso de hematologia do país, realizado entre 6 e 9 de novembro pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. A iniciativa é exclusiva para os médicos brasileiros, a fim de fomentar e contribuir com o acesso à educação cientifica.

“O Brasil é um território com diversas realidades. A ideia da plataforma é reunir conhecimento acadêmico, experiências clínicas e a diversidade que o médico enfrenta na aplicação da medicina para compartilhar com a classe as boas práticas no tratamento de pacientes com essa doença, que ainda é um grande desafio no diagnóstico e tratamento”, explica Angelo Maiolino.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta os plasmócitos – células sanguíneas responsáveis pela produção de anticorpos. A ciência ainda não reconhece quais são os fatores que causam a enfermidade, portanto, não existem formas de prevenção. A maior parte dos pacientes tem mais de 65 anos e os casos são um pouco mais frequentes em homens do que em mulheres. Atualmente não existe cura para a doença, porém, os recentes avanços na medicina têm aumentado a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. [1]

“O mieloma múltiplo é um dos tipos de câncer mais complexos de se estudar, diagnosticar e tratar. Por muitas décadas, os pacientes não encontraram tratamento disponível que atuasse na progressão da doença”, afirma Dr. Maiolino. “Nos últimos anos, a medicina avançou em novas tecnologias que permitem que os médicos consigam tratar a doença, inclusive, em estágios mais avançados aumentando a qualidade de vida deste paciente”.

Serviço
“Conversando Sobre Mieloma Múltiplo”
Acesso gratuito para médicos
Link: http://www.conversandosobremm.com.br.

[1] Tipos de Câncer — Mieloma Múltiplo. A.C. Camargo. Disponível em http://www.accamargo.org.br/tipos-de-cancer/mieloma-multiplo.

A.C.Camargo lança série “Ciência que faz diferença”

Você sabia que Biobanco é o local onde são armazenadas coletas de materiais biológicos humanos para estudos e descobertas de doenças, assim como desenvolvimento de novos medicamentos? E que a Genômica é a ciência que estuda o genoma completo de um organismo e pode determinar a sequência de um DNA ou apenas o mapeamento de uma escala genética? E que a imunoterapia é um tratamento que tem como principal objetivo potencializar o sistema imunológico para combater doenças como o câncer? E, por fim, que o Microbioma é um conjunto de bactérias, fungos e vírus que compõem o organismo e tem um papel muito importante no corpo humano?

Se você não sabia disso ou quer saber mais sobre cada um destes assuntos, não perca os intervalos dos canais GloboNews e GNT. Ambos estão exibindo uma série desenvolvida pelo A.C.Camargo Cancer Center sob a temática “Ciência que faz diferença”. São quatro vídeos que abordam os temas Biobanco, Genômica, Imunoterapia e Microbioma.

A Pesquisa é um dos pilares do A.C.Camargo Cancer Center. É a geração de conhecimento científico que beneficia a prática assistencial, promovendo inovações ao tratamento e permitindo praticar uma oncologia cada vez mais personalizada.

Foto: Reprodução|A.C.Camargo

Oncologia de Precisão é tema de livro lançado no Congresso da SBOC 2019

Como a Oncologia de Precisão tem revolucionado a vida dos pacientes com câncer ao selecionar os melhores candidatos para drogas-alvo e imunoterapia é o tema abordado no livro Biomarcadores em Oncologia, da editora Manole e com a coordenação dos oncologistas Felipe Ades, Marcos André Costa e Ricardo Caponero, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Além dos coordenadores da publicação, o livro conta com 25 capítulos assinados por diversos oncologistas, dentre eles Alessandro Leal, André Márcio Murad, Alessandra Real Salgues, Cheng Tzu Yen, Carlos Teixeira, Denis Jardim, Eliza Ricardo, Evandro Sobroza de Mello, Fernando Santini, Felipe Canedo, Leandro Jonata Oliveira, Maria Fernanda Vicentini, Michelle Samora, Marcelo dos Santos, Renata D’Alpino, Rodrigo Munhoz e Taciana Mutão.

O lançamento aconteceu durante o segundo dia do 21º Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), na quinta-feira (24/10) um dos principais congressos de oncologia clínica da América Latina. O evento aconteceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no Hotel Windsor Oceânico.

O livro teve distribuição gratuita durante o evento e foi a única oportunidade para adquirir um exemplar físico. No entanto, para quem tiver interesse de ler o material digitalmente, todos os capítulos da obra ficarão disponíveis no site oficial http://biomarcadoresemoncologia.com.br/.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, é reconhecido entre os maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, em 2019 a Instituição completou 122 anos. Certificado pela Joint Commission International (JCI) — principal agência mundial de acreditação em saúde, por altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento aos pacientes.

Sobre os coordenadores

Felipe Ades tem residência de Oncologia Clínica no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCa), mestrado pelo Institut Gustave Roussy (Paris, França) e doutorado pelo Institut Jules Bordet (Bruxelas, Bélgica). É diretor de Relações Internacio­nais do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP) — braço Europa. Oncologista e Coordenador do Núcleo de Oncologia Mamária do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Marcos André Costa tem residência em Oncologia Clínica pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCa). É oncologista e Chefe da Pesquisa Clínica em Câncer do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP).

Ricardo Caponero é médico oncologista clínico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Presidente do Conselho Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). O oncologista é mes­tre em Oncologia Molecular.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz — www.hospitaloswaldocruz.org.br/

Texto e Foto: Divulgação

Julho verde acende alerta sobre o câncer de cabeça e pescoço

As neoplasias malignas de boca (cavidade oral e orofaringe) são as que predominam na lista dos cânceres de cabeça e pescoço no Amazonas, somando 110 casos ao ano, conforme a última projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS). Esse tipo de tumor é mais comum a partir dos 40 anos e tem relação direta com fatores de risco externos, como o tabagismo e o alcoolismo, mas também pode estar associado ao vírus HPV (Papilomavírus Humano), ao excesso de gordura corporal e à exposição ao sol (no caso dos lábios), explica a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira oncológica Marília Muniz.

Conforme informações do Inca, o câncer de boca afeta lábios, gengivas, bochechas, céu da boca, língua e a região embaixo da língua. A parte posterior da língua, as amígdalas e o palato fibroso, compõem a orofaringe.

O cirurgião de cabeça e pescoço, Fábio Bindá, esclarece que quando individualizados os grupos por sexo, predomina na população masculina o câncer de boca (com 80 casos) e na feminina, o de tireoide (com 70 casos previstos por ano). Além deles e do câncer de boca, fazem parte do grupo dos cânceres de cabeça e pescoço os tumores malignos de laringe, faringe e esôfago cervical. Juntos, eles somam 280 novos diagnósticos no Amazonas, anualmente, conforme estimativa.

“Os diagnósticos, em sua maioria, se dão com a doença em estágio intermediário ou avançado, o que dificulta o tratamento. Hoje, as abordagens cirúrgicas têm apresentado resultados satisfatórios, quando o diagnóstico é feito na fase inicial. Também podem ser utilizados durante o processo de combate ao câncer a quimioterapia, radioterapia e a iodoterapia (esta última voltada para o câncer de tireoide)”, explicou.

Entre os sinais do câncer de cabeça e pescoço estão: feridas na cavidade oral ou nos lábios, que não cicatrizam em até 15 dias; manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua; rouquidão persistente; nódulos ou caroços na região do pescoço; dificuldades ao mastigar ou ao engolir; dificuldade na fala ou para movimentar a língua e sensação de que há algo preso na garganta.

Campanha Julho Verde

Há alguns anos, instituições de saúde e entidades de apoio à causa câncer, inseriram em seus calendários o “Julho Verde”, campanha voltada à prevenção do câncer de cabeça e pescoço, cuja maioria dos casos tem diagnóstico tardio, o que leva a um tratamento agressivo e às vezes mutilador.

“No caso do tabagismo, as campanhas estão voltadas para a prevenção, em especial, nas escolas, buscando evitar que crianças e adolescentes tenham contato com o cigarro. O mesmo ocorre com as bebidas alcoólicas. Associados, esses dois produtos podem influenciar no desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Entre eles, estão os de cabeça e pescoço e os dos aparelhos respiratório, digestivo e urinário”, destacou Marília Muniz, presidente da Lacc.

Ela explica que a entidade tem atuado fortemente na política de prevenção e controle do câncer no Amazonas, contando com a ajuda da sociedade, que realiza doações voluntárias à instituição. As colaborações podem ser feitas pelo site www.laccam.org.br ou pelo telefone (92) 2101- 4900 .

Para ela, a intensificação das campanhas e a parceria entre os entes públicos e privados, para a disseminação de informações sobre prevenção e os fatores de risco do câncer, tendem a reduzir o número de casos e também de mortes no Amazonas. “Acreditamos no poder da informação e no envolvimento e comprometimento da sociedade com essa causa, que é tão importante e atinge milhares de famílias, todos os anos, no nosso estado. Queremos ampliar nossa atuação. Mas, para isso, precisamos da participação da população com doações e novos voluntários”, concluiu.

Foto: reprodução

Páscoa Solidária levará acolhimento a pacientes com câncer da rede pública estadual de saúde

Com a proximidade da Páscoa, feriado cristão que celebra a ressurreição de Cristo, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas (RFCC-AM), entidade filantrópica, convida a população a exercitar a solidariedade, através de mais uma campanha, que recebe o apoio da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc). O foco, desta vez, é a arrecadação de caixas de chocolates, que serão destinadas a cerca de 300 pacientes oncológicos de baixa renda em tratamento na rede pública de saúde do Estado, explicou a diretora da RFCC-AM, Tammy Cavalcante.

A Páscoa Solidária, que acontece anualmente, há mais de dez anos, tem o objetivo de reforçar o acolhimento e a humanização no ambiente hospitalar, com a entrega de chocolates a pacientes em situação de vulnerabilidade social, que lutam contra o câncer, e estão acamados na Fundação Cecon. Para doar, basta entregar as caixas de chocolate na sede da Lacc (rua Padre Manuel da Nóbrega, Dom Pedro, atrás do colégio La Salle).

A atividade, que contará com a presença do tradicional coelhinho, personagem interpretado por um voluntário da ONG, está programada para o dia 17 deste mês, no horário da manhã. Durante a ação, kits de higiene pessoal também devem ser doados nos setores de Quimioterapia e internação, incluindo enfermarias compartilhadas para adultos e crianças. Também estão previstas apresentações musicais.

“Tudo para levar mais calor humano a essas pessoas, que precisam de apoio nessa fase difícil da vida e, quando mais carinho elas recebem, mais se sente fortalecidas e com as energias renovadas para enfrentar essa batalha”, destacou a diretora.

Tammy destaca que o fortalecimento da Política Nacional da Humanização em unidades hospitalares, como a FCecon, conhecida como referência em cancerologia em toda a Amazônia Ocidental, faz toda a diferença durante o tratamento. “Muitos pacientes passam por terapias prolongadas, o que faz com que fiquem meses dentro do hospital. As atividades voltadas à humanização ajudam também no reforço do vínculo entre as pessoas que lutam contra a doença e os profissionais que atuam na assistência”, explicou.

A atividade da RFCC-AM precede o feriado da Semana Santa, que começa na sexta-feira, 19. A Páscoa será comemorada dia 21 deste mês (domingo). Trata-se da principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã.

Foto: divulgação

Técnica que associa cirurgia à ultrassonografia ajuda no tratamento de pacientes com câncer pélvico

Considerada uma técnica de derivação urinária, ou seja, que desvia o fluxo da urina do seu trajeto normal, a nefrostomia percutânea guiada por ultrassonografia, a qual inclui um implante de cateter, tem ajudado no tratamento de pacientes com diversos tipos de cânceres avançados, localizados na região pélvica. O cirurgião urologista da Urocentro, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que a intervenção auxilia na desobstrução renal, preservando as funções dos rins e evitando a diálise (método indicado para a filtragem externa do sangue), o que, consequentemente, causa menos agressão ao organismo.

Por se tratar de uma técnica guiada por ultrassonografia, a cirurgia não necessita de grandes incisões, já que as imagens são transmitidas em tempo real durante a abordagem. Assim, o procedimento é menos invasivo que os demais e tem a recuperação pós-cirúrgica acelerada.

Apesar de já ser realizada na rede privada, em Manaus, a técnica deve ser incorporada à rotina do SUS muito em breve, já que é tema de uma pesquisa desenvolvida por Figliuolo e um grupo de acadêmicos, na Fcecon, unidade da rede pública.

“Considerada neoadjuvante (realizado antes da terapia definitiva), esse tipo de intervenção pode ser feita com anestesia local e o paciente recebe alta no mesmo dia, após o implante do cateter. É mais uma opção considerada menos invasiva e bastante eficaz. A derivação é feita para que os pacientes tenham uma melhora geral dos seus quadros e, assim, sejam submetidos aos tratamentos definitivos contra o câncer”.

Oncologia

Figliuolo destaca que a nefrostomia guiada por ultrassonografia é indicada para pacientes com obstrução ureteral e uremia (aumento de ureia no sangue). Ela serve, ainda, para drenar líquidos acumulado nos rins através de cateter, que pode ser implantado de forma provisória ou definitiva, dependendo da patologia.

“No caso dos pacientes oncológicos, geralmente, os tumores de colo uterino e bexiga avançados, acabam comprimindo os rins, já que ocupam mais espaço na região pélvica. Isso pode levar à insuficiência renal obstrutiva, impedindo que a função renal esteja 100%. Isso faz com que as substâncias tóxicas que deveriam ser eliminadas do organismo, permaneçam lá e só saiam através da filtragem externa, a chamada diálise”, esclareceu o especialista.

Aí entra a nefrostomia guiada, que nesses casos, acaba tendo a finalidade de manter os rins funcionando, retirando os pacientes da diálise, para que os esforços estejam voltados apenas para o tratamento contra o câncer propriamente dito, que geralmente é multimodal, podendo incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Considerada neoadjuvante (realizado antes da terapia definitiva), esse tipo de intervenção pode ser feita com anestesia local e o paciente recebe alta no mesmo dia, após o implante do cateter. É mais uma opção considerada menos invasiva e bastante eficaz. A derivação é feita para que os pacientes tenham uma melhora geral dos seus quadros e, assim, sejam submetidos aos tratamentos definitivos contra o câncer”.

Foto: divulgação

Sensumed realiza I Congresso de Oncologia Personalizada no Amazonas em 16 e 17 de agosto

Nos próximos dias 16 e 17 de agosto, a Clínica Sensumed Oncologia realizará o primeiro Congresso de Oncologia Personalizada no Amazonas – I Sencop, no auditório da Fecomércio/AM, quando reunirá especialistas locais e nacionais para apresentarem e debaterem sobre tratamentos e inovações científicas do segmento. O presidente da Comissão Organizadora, William Fuzita, diretor técnico da clínica, enfatiza que o evento tem a finalidade de difundir e democratizar informações aos profissionais que vivenciam a realidade da oncologia na região.

O evento científico configura-se como uma contribuição da clínica Sensumed Oncologia, de incentivo à formação e qualificação dos profissionais da Saúde dedicados ao estudo e condução do tratamento do câncer no Amazonas, enfatiza Fuzita, que aponta a Oncologia como uma das áreas que mais evolui na medicina, especialmente pela individualização dos tratamentos oncológicos, além das inovações tecnológicas em equipamentos e medicamentos.

Contudo, acrescenta Fuzita, mesmo com uma maior acessibilidade às informações, especialmente por meio da internet, ainda é preciso estimular a educação médica continuada, para a promoção da melhoria e da busca de um atendimento de excelência aos pacientes oncológicos. “E na região Norte, devido ao isolamento geográfico, exige-se um grande empenho, de maneira permanente, para que essa educação médica continuada se concretize”, ressalta o especialista. E o Sencop – Congresso Sensumed de Oncologia Personalizada foi idealizado para inserir-se nesse contexto amazônico, de maneira facilitadora e incentivadora na difusão da informação e do conhecimento.

O congresso segue os valores da Clínica Sensumed Oncologia, de acordo com seu diretor, com relação à atuação ética, ao atendimento humanizado, ao combate personalizado ao câncer, ao desenvolvimento e disseminação do conhecimento, à valorização dos recursos humanos e à responsabilidade socioambiental.

Programação

O I Sencop contempla em sua programação as seguintes áreas temáticas: Bases Biológicas e Moleculares das Neoplasias, Oncologia Clínica, Tratamento Multimodal do Câncer, cuidados paliativos ao paciente oncológico e a apresentação de resumos de trabalhos científicos inscritos e selecionados na área oncológica. O dia 22 de julho de 2018 é o prazo de entrega de trabalhos científicos. O autor deve enviar o trabalho pelo e-mail sencop@sencop.com.br. Para conhecer as normas acesse o site www.sencop.com.br. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone/whatsapp (92) 98403-7654.

As inscrições para os participantes, profissionais e acadêmicos de Saúde, estão abertas até um dia antes do evento, em 15 de agosto, às 15h, pelo e-mail sencop@sencop.com.br, pelo fone/whatsap (92) 98403-7654, ou na sede da clínica, rua Belém, 545 (antiga rua Marciano Armond), Adrianópolis, Manaus/AM. O valor das inscrições é de R$ 50,00 para acadêmicos, e de R$ 100,00 para profissionais, com o credenciamento a ser feito no dia 16 de julho, às 8h.

Palestrantes

Entre os palestrantes, o congresso terá a participação de especialistas de outros centros oncológicos do país, como os médicos oncologistas clínicos Dr. Carlos Henrique Andrade Teixeira, do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Dra. Laura Testa, do Grupo de Câncer de Mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp); Dr. Allex Jardim Fonseca, do Núcleo de Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Roraima (UFRR); Dr. Gustavo Girotto, do Centro Integrado de Pesquisa do Hospital de Base de São José do Rio Preto – Famerp; o mastologista Dr. Francisco Pimentel, do Hospital Geral de Fortaleza (HGF); a farmacêutica/bioquímica Dra. Veridiana Soares Cano, gerente de Informação Molecular / Molecular Information Manager – Foundation Medicine da Roche/BR; e a enfermeira Dra. Tamara Otsuru Augustinho Teixeira, do Grupo Oncoclínicas/SP.

Foto: Sensumed Oncologia/Ascom 

 

Serviço

Evento Científico: I Sencop – Congresso Sensumed de Oncologia Personalizada

Data do Evento: 16 e 17 de agosto de 2018

Local: auditório da Fecomércio/AM, R. São Luiz, 555 – Adrianópolis, Manaus/AM

Inscrições Abertas: até 15 de agosto de 2018, às 15h

Contatos:

Fone 92 98403-7654 (whatsapp)

E-mail sencop@sencop.com.br

Valor:

Profissional: R$ 100,00

Acadêmico: R$ 50,00

Credenciamento: 16 de agosto, às 8h

 

Acesse: www.sencop.com.br

Paic-FCecon dará início a quase 50 novas pesquisas na área da oncologia

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon) divulgou a lista com quase 50 novos projetos de pesquisa, classificados para a edição 2018-2019 do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). O programa recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).

Os projetos foram formatados por alunos de diversas universidades públicas e privadas do Estado, com temas voltados à Oncologia. Alguns exemplos são: a relação de vírus oncogênicos com o desenvolvimento do câncer de pênis; análise do exame anatomopatológico de tireoide em hospital de referência em cancerologia; perfil de metástases em pacientes com câncer de tireoide; frequência de diversos tipos de HPV (Papiloma Vírus Humano) em tumores malignos de cavidade oral e orofaringe; e síndrome de Burnout em profissionais de cuidados paliativos.

Também serão abordadas temáticas como: a punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassonografia; sobrevida de pacientes femininas e masculinos com câncer no Amazonas; perfil imunohistoquímico de pacientes com metástases; qualidade de vida sexual dos pacientes com carcinoma de pênis; fungos associados às neoplasias pulmonares; avaliação de marcadores hematológicos em pacientes com tumores gástricos; avaliação nutricional de pacientes cirúrgicos com câncer gástrico, em uso de suplemento alimentar; HPV e o câncer de colo uterino e o perfil epidemiológico, clínico e de imagens dos pacientes submetidos à biópsia de mama na FCecon, entre outros.

O Paic/FCecon está na sua oitava edição. Com os 49 projetos, cujas pesquisas serão iniciadas em agosto, a instituição contabiliza 351 estudantes de nível superior inseridos na área científica. A diretora de Ensino e Pesquisa da FCecon, Kátia Luz Torres, explica que o Paic tem duração de 12 meses.

Os resultados parciais são apresentados após os seis primeiros meses de estudo e os finais, em agosto do ano que vem, durante a Jornada Científica da FCecon. Eles serão formatados como artigos científicos e poderão ser publicados em revistas e periódicos da área.

Muitos trabalhos desenvolvidos através do Paic já foram apresentados em congressos de peso no Brasil e no exterior. É um reconhecimento importante, pois conseguimos contribuir com a melhoria na assistência ao paciente com câncer. Isso também demonstra que estamos avançando cada vez mais, e abrindo as portas para quem tem interesse em ciência e oncologia”, destacou.