We’e’ena é resistência indígena na passarela da semana de moda Brasil Eco Fashion Week

Por Lenise Ipiranga

A coleção de We’e’ena Tikuna Arte Indígena com grafismos e o tecido vegetal de Tururi, típicos da cultura do povo Tikuna, originária da Aldeia de Umariuaçu, no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, na região do alto Rio Solimões, Região Norte, estará novamente na passarela da quarta edição da semana de moda Brasil Eco Fashion Week (BEFW), reconhecido como o maior encontro de moda e sustentabilidade da América Latina, que neste ano acontecerá em formato on-line, de 18 a 22 de novembro, com a exibição de desfiles de 16 marcas, vindas de todas as regiões do Brasil.

“Estou muito feliz de mostrar mais uma vez a nossa moda indígena, porque toda arte é forma de resistência para nós, povos indígenas. E eu quero dar essa visibilidade à nossa cultura, principalmente à mulher”, anunciou We’e’ena Tikuna, nome que significa “a onça que nada para o outro lado no rio”, artista plástica formada pelo Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura do Amazonas – IDC, em dezembro de 2004, com diversas premiações e exposições já realizadas e dedicada ao trabalho de inclusão social dos povos indígenas por meio da sua arte.

A convite feito pelo diretor executivo da Brasil Eco Fashion Week 2020, Rafael Morais, We’e’ena Tikuna apresentará a coleção Tururi, que tem um pouco do contemporâneo e também da sua ancestralidade. “Eu apresento no desfile a coleção Tururi, um tecido nativo de fibra de madeira do meu povo, o qual utilizamos há milhares de anos, como cobertor, absorvente, toalha. E levarei para a passarela para que todos possam conhecer o que meu povo usa”, ressalta a estilista, sobre as peças de vestuário em tecido vegetal da sua coleção.

“Posso ser quem você é sem deixar de ser quem eu sou”

We’e’ena aponta que ao se falar em moda indígena e inclusão social, ela destaca a Brasil Eco Fashion Week, por ter incluído a coleção da Arte Indígena. “Muitas marcas ou grifes tem o uso de alguma simbologia indígena, mas nunca é o indígena o seu próprio protagonista”, frisa We’e’ena. E lembra que “por muito tempo o povo indígena foi tutelado e agora chegou a vez de mostrar que somos capazes de protagonizar nossa própria história. Por isso quero dar voz à moda autoral indígena”.

A artista plástica ressalta a importância de participar de um evento nacional de moda e representar seu povo, sua ancestralidade, sua Amazônia, como forma de valorizar e dar visibilidade à história e cultura dos povos indígenas e, assim, tentar diminuir o preconceito e a desinformação sobre seu povo. “O indígena é sempre visto de maneira pejorativa. Nosso povo é um povo ágrafo (que não se expressa por meio da escrita), a nossa história sempre foi passada de pai para filho pela oralidade (uso falado de uma língua, característica dos povos ágrafos), por isso muitas pessoas não conhecem ou conhecem e pensam que não existem mais indígenas”, esclarece a indígena Tikuna.

We’e’ena destaca uma citação do líder indígena Marcos Terena, de que “posso ser quem você é sem deixar de ser quem eu sou”. E enfatiza que esse é o momento de cumprir essa missão de levar para o mundo da moda, da arte, a resistência, a visibilidade da cultura dos povos indígenas. “E o Brasil Eco Fashion abriu essa porta para mostrar que o indígena está incluído, não está excluído. Sinto-me muito honrada em poder representar nossa história e nossa arte”, concluiu a estilista.

Quarta Edição

“Este ano está sendo um desafio adaptar o evento, o qual requer uma programação on-line menor do que na versão física. É desafiador replanejar e rever o que estávamos acostumados a fazer”, destaca Rafael Morais, diretor executivo da semana de moda Brasil Eco Fashion Week (BEFW). Ele acredita que no universo on-line o evento atingirá outros públicos, de pessoas que não conseguiam acompanhar presencialmente a programação do evento. “A palavra é adaptação”, frisa.

A BEFW chega em sua quarta edição, segundo Morais, com pontos muito positivos dos três anos anteriores de um evento anual, nacional, que trabalha no segmento da moda, da sustentabilidade e do consumo consciente. A semana de moda baseia-se em três pilares: o setor de desfiles – com a oportunidade de uma passarela para os empreendedores e marcas; o showroom – a feira dos expositores, com a possibilidade de comercialização de peças; e o setor de conteúdo – com debates, apresentação de inovações, projetos, propostas. “Para tudo funcionar, entendemos que é necessário mobilizar os consumidores e investidores (players de mercado), jogando luz aos assuntos e aos temas relacionados à proposta do nosso evento”, avalia o diretor executivo. Na última edição, de 2019, foram 70 atividades, 15 workshops e 5 palcos.

Rafael Morais destaca o desafio de adaptar o evento ao formato on-line em tempos de pandemia | Fotosite

“O evento preza tanto pela inclusão de marcas de moda do segmento ecológico e em dar espaço a essas empresas, com também sempre abraçou a diversidade, a pluralidade, das marcas e da equipe de trabalho”, ressalta Rafael Morais, ao falar que o evento sempre contou com um elenco de modelos (casting) muito diverso, além das marcas inscritas ou convidadas. As inscrições são realizadas por meio de edital, com curadoria e curadores para cada setor, para ampliar o olhar da diversidade.

O objetivo é oferecer a oportunidade de uma passarela para marcas que não tenham essa possibilidade, explica Morais, como a moda indígena da We’e’na Tikuna, a moda inclusiva e novos modelos de negócios – como ocorreu no ano passado com desfile da loja multimarcas Bemglô, uma plataforma pioneira de consumo sustentável idealizada pela atriz Glória Pires e amigos; e da loja de aluguel de roupas Roupateca –, e neste ano contará com a participação de uma cooperativa, a Justa Trama, de Porto Alegre com a cadeia produtiva de algodão do Ceará e Mato Grosso do Sul.

Entre outras marcas selecionadas este ano, além da convidada We’e’ena Tikuna Arte Indígena, da região do alto Rio Solimões-Amazonas, estarão na BEFW a Catarina Mina, estreante com roupas em renda de bilro, do projeto de 120 artesãs do Ceará, que sempre participou do evento com bolsas e acessórios feitos à mão; da Paraíba, a Natural Cotton Color, referência em algodão orgânico naturalmente colorido; do Rio Grande do Sul, a Nuz Demi Couture, de peças com modelagens múltiplas; de São Paulo, o estilista e alfaiate Leandro Castro, com moda produzida com tecidos de reuso; e de Belo Horizonte, a estreante Libertées, que iniciou como projeto social de capacitação de mulheres detentas; de Brasília, Flávia Amadeu vai apresentar biojoias feitas em látex natural da Amazônia desenvolvido junto a comunidades seringueiras locais. As marcas escolhidas passaram por processo de curadoria e representam as cinco regiões do país.

As inscrições para o público já estão abertas no site, pelo link: https://brasilecofashion.com.br/participe/

Serviço:
Brasil Eco Fashion Week – 4a edição
Formato Online
18 a 22 de novembro

Canais do evento:
Site: brasilecofashion.com.br
Instagram: @brasilecofashionweek
Linkedin: Brasil Eco Fashion Week

Dori Carvalho representa o Amazonas e leva seu talento para Festival de Poesia nacional

Dois Córregos, cidade do interior de São Paulo, conhecida como a terra da poesia, realiza nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2020, a partir das 20h (Hora Brasília), a 13ª edição de seu Festival de Poesia. Com o tema “Poesia a arte do encontro”, o evento pretende trazer mais leveza em meio à pandemia do Covid-19 e conta com a participação virtual de artistas dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal, como Dori Carvalho, do Amazonas.

A videoconferência (webinar) reunirá artistas locais e de outras regiões do Brasil para prestigiar a diversidade poética, estimular o encontro com as rimas e permitir que os cidadãos gorjeiem suas criações. O poeta Dori Carvalho, que representará o estado do Amazonas durante o festival é ator, prosador e diretor de teatro. Além de atuar em diversos espetáculos teatrais e participar de diversos filmes, é autor dos livros de poemas “Desencontro das Águas” e “Paixão e fúria”, editados pela editora Valer e “Meu ovo esquerdo”, pela editora Travessia.

No teatro, Dori Carvalho atuou em A Farsa do Juiz; A balada do flautista; O elogio da preguiça; Aquela outra face da tribo; Os morcegos; Zaratustra; Ekhart – o cruel; Next; O mendigo e o cão morto; e Pique-nique no front. E também participou de filmes como A cor dos pássaros e Bad Boy, de Herbert Brödl; Silvino Santos – o cineasta da selva, de Aurélio Michiles; Nas asas do condor, de Cristiane Garcia, baseado em conto de Milton Hatoum; e Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles.

Dori Carvalho foi ainda diretor da Divisão Artística da TV Educativa, coordenador e professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal do Amazonas; coordenador do Centro de Artes Chaminé; coordenador de eventos e assessor editorial da Editora Valer; diretor de produção e apresentador da TV Câmara, coordenador da Comissão de Acervo Histórico da Câmara de Manaus.

Durante o Festival, o município leva para as ruas da cidade, literalmente, as criações de artistas já reconhecidos por sua obra e as da própria população. Em sua 13ª edição, pela primeira vez o Festival reunirá renomados artistas dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, que participarão do evento por meio de videoconferências (webinares). Ao final do Festival, as poesias serão reunidas para posterior lançamento de um livro.

“Acredito que a poesia é um caminho para o resgate dos sonhos, da ternura e da esperança. E que é o caminho para a transformação humana, ao expressar o afeto, a generosidade e a paz”, afirma José Eduardo Mendes Camargo, idealizador e fundador da ONG Usina de Sonhos, responsável pelo Festival e por outras iniciativas ligadas à produção literária com foco em poesia em Dois Córregos.

Usina de Sonhos

Fundada em 1995, e idealizada pelo empresário e poeta José Eduardo Mendes Camargo, a Usina de Sonhos visa obter uma transformação positiva do ser humano por meio do desenvolvimento da criança e da comunidade através das mais variadas formas de linguagem, em especial a poética. Desta forma, estimula e contribui para o surgimento de novos talentos, para o despertar do interesse pela leitura, para o desenvolvimento do pensamento crítico e de produções e manifestações culturais.

O projeto, que foi reconhecido pela UNESCO, órgão das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Cultura, está presente em escolas públicas e particulares de Dois Córregos, por meio da adesão a concursos de poesias; nas indústrias, onde funcionários são estimulados a produzir poesias e participar de concursos culturais; na penitenciária feminina, tem contribuído com a autoestima e a solução de conflitos entre as mulheres encarceradas.

O evento é aberto e para participar é só acessar as redes:
Instagram: @instituto_usina_de_sonhos
Youtube: Instituto Usina de Sonhos
Facebook: Usina de Sonhos

Escritora amazonense promove pré-venda do livro “Carrego meus furos comigo”

O livro “Carrego meus furos comigo”, da escritora amazonense Susy Freitas, composto por três blocos de 13 poemas, aborda a relação entre a mulher e a violência física, psicológica, simbólica na cidade de Manaus (AM). E nesta semana inicia a campanha de pré-venda em financiamento realizado pela Editora Urutau. A obra foi escolhida em uma seleção nacional realizada pela editora paulista no primeiro semestre de 2020, que periodicamente recebe originais em busca de novos autores para seu catálogo. 

Esse é o terceiro livro lançado por Susy Freitas. Ela já publicou “Véu sem voz” pela editora mineira Bartlebee em 2015, e “Alerta, Selvagem”, pela paulista Patuá em 2019, que também foi o vencedor do Prêmio Literário Cidade de Manaus em 2018 na categoria poesia.

A maior diferença de “Carrego meus furos comigo” em relação às obras anteriores da autora é o diálogo com referências mais específicas, que vão da mexicana Xitlalitl Rodríguez Mendoza, passando pelas americanas Eileen Myles e Patti Smith, além da atenção às questões de gênero como norteadoras do cotidiano. A orelha de “Carrego meus furos comigo” fica por conta de Camila Assad, escritora e tradutora paulista que venceu o Prêmio ProAC por “Desterro”, lançado pela Editora Macondo. 

Em tempos de pandemia do novo Coronavírus, a pré-venda de “Carrego meus furos comigo” pela editora acontece online, no site https://benfeitoria.com/furos. E visa atingir a meta mínima para dar início à impressão da obra. Assim, os leitores podem colaborar com valores que vão de R$20,00 a R$200,00, tendo direito a recompensas como o recebimento do livro em casa, além de pôsteres, edições autografadas e outras obras da editora independente que já publicou um vencedor do Prêmio Jabuti (o livro de poesia Identidade, de Daniel Francoy). Após a fase de pré-venda, “Carrego meus furos comigo” também estará à venda no site da Urutau: http://editoraurutau.com.br/.

Susy e as letras

Susy Freitas, natural de Manaus – Amazonas, além de escritora, trabalha nas áreas de Comunicação e Educação no Ensino Superior. É autora dos livros de poesia “Véu sem voz” (Bartlebee, 2015) e “Alerta, Selvagem” (Patúa, 2019), além de ser uma das editoras da Revista Torquato, publicação online voltada à literatura e artes visuais. Também atua como crítica de cinema no site Cine Set, fazendo parte da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema. Já publicou ensaios sobre o tema em livros da Abraccine e organizou, com o jornalista Caio Pimenta, o livro “Cine Set e a crítica de cinema no Amazonas” (Casa Literária, 2019).

Serviço
O quê: pré-venda do livro “Carrego meus furos comigo”
Quando: até meados de outubro
Quanto: investimento a partir de R$20,00
Link: https://benfeitoria.com/furos

Foto: Marcelo Moraes | Divulgação

Santaella e Beatriz Procópio lançam single “Vem Cá Me Diz”

Os compositores e cantores amazonenses, Santaella e Beatriz Procópio, lançarão nesta sexta-feira (18), a composição “Vem Cá Me Diz”, gravada em plena quarentena, totalmente à distância, e fruto da primeira parceria profissional dos participantes do reality musical The Four Brasil, exibido pela TV Record e apresentado por Xuxa Meneghel.

“Estou muito feliz com essa parceria. A Beatriz é minha amiga de infância e acabamos trilhando o mesmo caminho na música. Participei do The Four, em 2019, e ela neste ano de 2020. Agora vamos poder concretizar um projeto que já havíamos pensado há algum tempo e, quem diria, conseguimos colocar em prática mesmo com toda a pandemia”, afirmou Santaella.

A canção é no estilo samba pop, com uma pitada de bossa nova e traços de soul music. A letra flerta diretamente com as incertezas trazidas pela nova realidade dos relacionamentos interpessoais, onde nada é definido e muitas questões surgem. “É uma música carregada de frescor, com melodia arrebatadora e batidas incitantes”, explica Beatriz Procópio.

De forma totalmente independente, o single teve participação de artistas de Manaus, São Paulo e Belo Horizonte. A produção é de Raphael Perez, que também é responsável pelas percussões. Tem Bruno Mattos no violão, Luís Serrão, no baixo e Diego Vargas, nos teclados. Mixagem de Victor Nery e masterização de Maurício Gargel. O projeto tem a identidade visual de Aurora c.o. (@aurora.c.o.).

A partir da zero hora de 18 de setembro, “Vem Cá Me Diz” estará disponível todas as plataformas digitais como Spotify, Deezer, Apple Music e Tidal.

Santaella
Semifinalista da primeira edição do reality musical The Four Brasil (Rede Record), em 2019, tem dez anos de carreira e três composições próprias lançadas nas plataformas digitais: “Hemisfério Hostil” (2018), “Só Agora” (2019) e “Estado Natural’ (2019). A música “Só Agora” possui mais de 164 mil streamings. Está no processo de finalização de seu primeiro EP, que deve ser lançado em 2021.
Suas composições trazem um som groveado brasileiro, que une R&B, MPB, jazz e soul

Beatriz Procópio
Participante da edição de 2020 do reality musical The Four Brasil (Rede Record), começou a cantar profissionalmente apenas em 2019, apesar de compor desde criança e postar vídeos nas suas redes sociais desde a adolescência.
Possui composições autorais que seguem a linha MPB, e sempre falam de experiências pessoais. Tem dois singles lançados nas plataformas digitais, ambos em 2020: “Luz” e “Mine”.

Fotos – Aurora.c.o.

Prêmio Funarte RespirArte para 1.600 produções tem inscrições até 3 de agosto

Termina dia 3 de agosto o prazo de inscrições para o edital do Prêmio Funarte RespirArte, que promove a seleção de atrações online em vídeos e estimula a arte de vertentes culturais de todas as regiões do país. Dirigido a todos os campos alcançados pela Fundação Nacional de Artes o processo seletivo faz parte do programa Funarte de Toda Gente.

​​​​​​​No Prêmio Funarte RespirArte serão contempladas 1.600 produções artísticas em vídeo, inéditas, realizadas em plataformas digitais, com premiações de R$ 2,5 mil para cada trabalho (deduzidos os tributos). As áreas alcançadas são: circo, artes visuais, música, dança, teatro e artes integradas. A Funarte concederá 270 prêmios para cada uma das linguagens específicas e 250 para artes integradas, num investimento de R$ 4.072.000,00 (R$ 4 milhões para os projetos e R$ 72 mil para custos administrativos). As inscrições são gratuitas.

Podem se inscrever no edital brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos; e pessoas jurídicas de natureza cultural – tais como produtoras, companhias ou grupos. Os participantes devem ter residência ou sede e atuação comprovadas no país. Todas as produções inscritas devem ser registradas em vídeos, formatados segundo critérios estabelecidos no edital e publicados em plataformas digitais de acesso público. O número de prêmios poderá ser ampliado, caso a Funarte venha a dispor de mais recursos.

Critérios

São aceitos no processo seletivo os seguintes tipos de trabalhos:
 Artes Visuais – Produções em diferentes práticas contemporâneas, como performance, vídeo de artistas, “videomapping” e arte sonora, entre outras; bem como nas demais práticas convencionais, como pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, entre outras, e suas “interfaces para veiculação em plataformas digitais”.
Dança – Para trabalhos nos diversos segmentos dessa linguagem.
Teatro – Criações nas várias modalidades, tais como contação de histórias, teatro de bonecos, de fantoches, de sombras; e no formato de monólogo, leitura dramática, drama e humor, entre outros.
Circo – Produções nos diferentes tipos de artes circenses.
Música – Trabalhos em qualquer estilo e gênero musical.
Artes Integradas – Criações direcionadas, de forma integrada, para mais de uma das linguagens citadas acima.

​​​​​​​As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário online, em link abaixo. O prazo termina em 45 dias a contar do dia seguinte à publicação do edital no Diário Oficial da União, ou seja, no dia 3 de agosto, às 17h59. A Funarte considera para este prazo o horário de Brasília (DF).

O vídeo inscrito deverá ser disponibilizado em arquivo online, por meio de link, com compartilhamento aberto, informado no formulário de inscrição. Neste deve ser anexado o currículo do candidato – no qual se comprove atuação no Brasil, na área artística na qual se inscreveu.
No edital, os interessados encontrarão instruções sobre especificações técnicas do vídeo, inscrições, sugestões de plataformas online ou em nuvem de armazenamento, link de disponibilização e preenchimento de formulário, além de outras informações e regras detalhadas.

Outros lançamentos da Funarte
Com foco em geração de trabalho e renda para profissionais da arte, capacitação e inclusão, o Programa Funarte de Toda Gente conta com investimento de quase R$ 20 milhões em atividades de várias vertentes artísticas, por meio de diversas ações – algumas em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, com curadoria da Escola de Música da UFRJ. Fazem parte da iniciativa o Projeto Bossa Criativa – Arte de Toda Gente e o Sistema Nacional de Orquestras Sociais, lançados recentemente, além do Projeto Um Novo Olhar (com lançamento em julho) entre outras ações.

Acesse o edital do Prêmio Funarte RespirArte e mais informações em www.funarte.gov.br/edital

Exposição “Nipetirã” é recorde de visitação e terá catálogo virtual

A Coletiva reúne mais de 130 obras de arte de 4 artistas indígenas e foi visitada por mais de 10 mil pessoas, na Galeria do Largo, em Manaus-AM

Um pouco mais de 10 mil pessoas visitaram a exposição Nipetirã, que ficou em cartaz durante 4 meses e meio na Galeria do Largo, no Largo de São Sebastião, Centro de Manaus-AM. Aberta em outubro de 2019 para marcar as comemorações do Governo do Amazonas pelos 350 anos da cidade de Manaus, a exposição “Nipetirã” (que significa “todos” na língua Tukano) apresentou a cultura ancestral amazônica por meio de 130 obras de arte de quatro artistas indígenas – Dhiani Pa’saro (etnia Wanano), Duhigó (etnia Tukano), Sãnipã (etnia Apurinã/Kamadeni) e Yúpuri (etnia Tukano). Um catálogo virtual e imagens da exposição poderão ser vistas futuramente na internet.

A exposição apresentou um projeto expográfico que contemplou quatro ambientes artísticos com murais pintados nas paredes da Galeria do Largo e que expressam o imaginário, a mitologia, o cotidiano e a ambiência destes artistas dentro suas etnias. Além dos murais, a mostra exibiu 54 obras – entre pinturas e quadros de marchetaria – e 72 esferas de acrílica sobre ouriço de castanha-do-Pará, exibidas em uma instalação em formato de totem na parte central da exposição.

Nipetirã: Carlysson Sena, Duhigó, Yúpuri, Sãnipã e Dhiani Pa’saro

Promovida pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com a Manaus Amazônia Galeria de Arte, a exposição teve entrada gratuita e é um sucesso de público. Os artistas expositores que já possuem projeção nacional puderam com a exposição serem um pouco mais conhecidos pela cidade. “A arte amazônica é, de fato, um presente para quem pode apreciá-la. É uma honra poder apresentar em um dos espaços da SEC uma exposição totalmente feita por artistas indígenas, que representam uma face importante do nosso povo”, destacou Marcos Apolo Muniz, secretário da cultura e economia criativa.

Para Carlysson Sena, fundador da Manaus Amazônia Galeria de Arte, a exposição foi um marco importante, pois conectou a população aos quatro artistas que estão salvaguardando suas culturas, por meio das artes visuais. Criou também um elo de conhecimento e amor de quem visitou, com a arte contemporânea produzida na Amazônia e com a temática amazônica. “Vamos eternizar a exposição por meio de um catálogo virtual e imagens em vídeo que irão compor um passeio pela exposição, como se ela nunca tivesse sido encerrada. Este material está em produção pela Manaus Amazônia Galeria de Arte e estará disponível no site da galeria em breve”, avaliou Carlysson.

Ancestralidade

O diretor da Galeria do Largo e curador da exposição, Cristóvão Coutinho, explicou que a parceria com a Manaus Amazônia Galeria de Arte e a Galeria do Largo, proporcionou ao espaço expositivo oportunidades inúmeras, em que a sociedade tomou conhecimento de sua relação existencial com uma produção artística concebida por artistas que tem em seu DNA elementos culturais dos povos indígenas da Amazônia. “A mostra possibilitou aproximações de concepções estéticas, nesse momento de inserção da identidade de nossas ancestralidades, e foi perceptível a imersão dos visitantes na proposta curatorial da Nipetirã”, completou Coutinho.

Na proposta curatorial, a artista Sanipã trouxe as esferas/ouriços e pintou grafismos das etnias das quais descende – Apurinã e Kamadeni – que resgatam a memória desses povos, caracterizando o ambiente sobre o universo. Duhigó preparou um ambiente que fala sobre a casa, com pinturas sobre as pedras do município de São Gabriel da Cachoeira, sua terra natal, e trazendo referências de sua mitologia Tukano. Dhiani Pa’saro pintou o ambiente sobre o sagrado, com representações de rituais, o pajé, a música e instrumentos sagrados dos Wanano. Já Yúpuri fez o ambiente sobre o mundo, com grafismos e pinturas que refletem sobre sua identidade inserida no mundo contemporâneo.

Duhigó, artista plástica da etnia Tukano, batizou o nome da exposição com um nome indígena que é muito significativo, pois une o trabalho de artistas de diversas etnias. “Nipetirã somos todos nós artistas indígenas, que buscamos trazer de volta aquilo do passado que ainda tem em nossa imaginação e que nós queremos mostrar para que as pessoas possam conhecer, apreciar e pesquisar”, diz a artista que, junto com Dhiani Pa’saro, está também em exposição nacional coletiva e itinerante intitulada “VaiVém”, nos Centros Culturais Banco do Brasil de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – reunindo 113 artistas com obras de arte sobre as redes de dormir brasileiras.

Todos Artistas

Sanipã (significa “Caba”, um tipo de vespa) nasceu em 31 de outubro de 1979, na região do Caetitu, localizada no município de Lábrea, nas margens do rio Purus, Amazonas. Em 2005, formou-se no curso de Pintura da Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em Manaus. Tornou-se a primeira indígena da etnia Apurinã e Kamadeni a se profissionalizar nas artes visuais. Atualmente vive e trabalha em Manaus e Lábrea. Em sua arte, expressa a cultura dos dois povos que descende: Apurinã e Kamadeni. Em suas telas e suportes derivados da floresta, há os grafismos, artefatos, rituais e o imaginário que envolve sua vivência como indígena da Amazônia. Sãnipã resgata a memória de sua tribo e de seu povo, com leituras e releituras da estética indígena.

Sanipã é a primeira indígena da etnia Apurinã e Kamadeni a se profissionalizar nas artes visuais

Dhiani Pa’saro (nome que significa “Pato do Mato”, na língua indígena Wanano) é um índio da etnia Wanano e nasceu em 23 de fevereiro de 1975, na aldeia Tainá, no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro. É filho de pai Wanano e mãe Kobéua. Veio para Manaus aos 23 anos e formou-se em Pintura e Marchetaria na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em 2007 e 2008. É o primeiro indígena da etnia Wanano a se profissionalizar nas artes visuais. Fala fluentemente as línguas indígenas Wanano, Kobéua e Tukano. Em suas telas, Dhiani expressa, principalmente, a cultura primitiva e ancestral da Amazônia na cosmovisão indígena, dentro de uma expressão poética original e muito própria de um artista que vê na arte a possibilidade de salvaguardar a memória ancestral de seu povo Wanano.

Dhiani revela a cultura primitiva e ancestral da Amazônia na cosmovisão indígena

Duhigó (significa “primogênita”, na língua indígena Tukano) nasceu em 02 de março de 1957, na aldeia Paricachoeira, município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro. É filha de pai Tukano e mãe Dessana (etnias amazônicas). Mora em Manaus desde 1995. Concluiu o curso de Pintura na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em 2005, tornando-se a primeira indígena da etnia Tukano a se profissionalizar nas artes visuais. Em suas telas, expressa, principalmente, a cultura ancestral da Amazônia na cosmovisão indígena.

Duhigó tem produção artística continua e já participou de exposições no Brasil e no exterior

Também costuma representar em seus trabalhos o cotidiano próprio das “nações” indígenas, seus artefatos e elementos mitológicos. Sua prioridade é registrar a memória dos índios Tukano, assim como a natureza amazônica presentes em sua memória afetiva. Fala fluentemente as línguas indígenas Tukano, Dessana e Tuyuka, além do português. Desde 2005, Duhigó possui uma contínua produção artística que já lhe rendeu exposições no Brasil e no exterior. Em 2009, o Governo do Amazonas presenteou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, com sua obra “Pote Tukano”, durante a campanha para a cidade de Manaus se tornar sub-sede da Copa do Mundo de 2014.

A pintura de Yúpuri tem como característica poética os registros de rituais, o cotidiano caboclo e indígena da Amazônia

Yúpury (significa “o primogênito da nação Tukano da 3ª geração”, na língua Tukano) nasceu em Porto Velho, Rondônia, no dia 15 de julho de 1987, filho de mãe Tukano e pai baiano. Em 2007, concluiu o curso de Pintura na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em Manaus. Filho da artista Duhigó sempre acompanhou sua mãe no ofício das artes visuais, desenvolvendo o seu próprio estilo. Atualmente, Yúpury encontra na arte uma terapia e uma forma de contribuir para que os hábitos e costumes de sua etnia Tukano sejam preservados. O que antes era uma memória guardada na oralidade indígena passa a ser eternizado pela arte visual do artista. Sua pintura tem como característica poética os registros de rituais, o cotidiano caboclo e indígena da Amazônia, bem como os elementos mitológicos dos índios tukano em diálogo com a contemporaneidade.

Texto e Fotos: Manaus Amazônia Galeria de Arte/Divulgação

Passo a Paço 2019 traz diversidade de atrações e feira gastronômica

A sexta edição do Festival Passo a Paço, que integra a programação oficial das celebrações dos 350 anos de Manaus, comemorado dia 24 de outubro, acontecerá de 5 a 8 de setembro. Um dos principais acontecimentos culturais da região Norte, o evento vai reunir no Centro Histórico música, artes e gastronomia, com acesso gratuito para a população.

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, pontuou a evolução, a diversidade e a importância do Passo a Paço no processo de ressignificação do centro histórico. “Temos uma edição do Passo a Paço extremamente dedicada à celebração dos 350 anos da cidade de Manaus, porque não poderíamos deixar de entregar algo que fosse à altura da nossa cidade. No momento que vemos tanta intolerância, nós precisamos entregar o amor e o Passo a Paço vem celebrando, mais uma vez, a diversidade, fomentando a cena local, valorizando os trabalhos dos artistas desenvolvidos aqui e somando-se a grandes nomes da música nacional e internacional. O Centro é um lugar democrático”, disse Bernardo.

Atrações

A principal atração deste ano é o rapper, produtor musical e ator americano Thomas DeCarlo Callaway, mais conhecido como CeeLo Green, que se apresenta no primeiro dia do evento, dia 5, no palco da Plataforma Malcher, situada dentro do porto de Manaus, às margens do rio Negro. Com influências do hip hop, funk e R&B, o artista se destaca por seu trabalho no soul, sendo dele o hit mundial “Crazy”, que alcançou a primeira posição em várias paradas de singles em 2016, além de “Cry Baby” e “Forget You”, ambas lançadas em 2010. Seu trabalho mais recente foi em 2015, com o álbum Heart Blanche.

Entre as atrações nacionais, a cena indie desponta com a participação do cantor e DJ Jaloo e da cantora, instrumentalista, atriz e escritora Letrux. Ambos irão se apresentar no novo palco da feira da Banana, juntamente com nomes como Sidney Magal, Roberta Miranda e Diogo Álvaro Ferreira, artisticamente conhecido como Baco Exu do Blues, um dos maiores rappers da música contemporânea. A proposta é promover a mistura dos conceitos de cult e brega.

Ainda dentro do conceito alternativo, a banda Liniker e os Caramelows reforçam a diversidade do Passo a Paço, trazendo ao palco da Plataforma Malcher músicas do soul e black music em composições autorais e que abordam as relações com pessoas e com o mundo. Completam o time de artistas nacionais a funkeira Ludmilla, o rapper Emicida, o cantor Fagner e o sambista Zeca Pagodinho.

Além disso, mais de 30 artistas locais se somarão às atrações nacionais, abrilhantando e dando o toque amazônico ao evento. Eles irão comandar os palcos do Coreto da praça Dom Pedro II, Banana e Plataforma Malcher.

‘Passinho’

Inovando, mais uma vez, e pensando no lazer e segurança de crianças e jovens, o último dia do Passo a Paço 2019, o domingo (8) será totalmente dedicado às famílias. Nesse dia, a programação cultural estará concentrada no palco Arena (estacionamento do Paço da Liberdade) e no Coreto, junto à Feira Gastronômica.

Uma das atrações é o grupo paulista Barbatuques que, além do vocal, utiliza a percussão corporal, sapateado e improvisação, que tornaram o grupo reconhecido e atuante tanto no meio artístico quanto educacional, resultando em espetáculos musicais, álbuns, treinamentos e oficinas que já foram levados a mais de 20 países ao redor do mundo.

Fecha a programação do “Passinho”, a dupla de comediantes do FutParódias, que já tem mais de seis milhões de inscritos em seu canal do YouTube com vídeos de paródias sobre futebol.

Teatro

Considerado referência nacional no teatro de bonecos, o Grupo Giramundo, que tem 50 anos de trajetória, é a proposta que o Festival Passo a Paço traz para este ano. Uma exposição comemorativa será montada no espaço do Museu do Porto, sob a administração da Prefeitura de Manaus, que realizará também a intervenção urbana nas ruas do centro histórico, onde acontece o evento, com bonecos de mais de 4 metros de altura.

Um dos grupos de teatro de bonecos mais premiados em todo o mundo, o Giramundo é uma atração para todos os tipos de públicos: do adulto ao infantil. A cada ano, além de montar um novo espetáculo, o grupo faz uma remontagem. As 950 marionetes, que já encenaram ou ainda encenam as peças do grupo, compõem o maior acervo de coleção privada do Brasil.

Feira Gastronômica

A Prefeitura de Manaus publicou, na edição 4.641 do Diário Oficial do Município (DOM) da última quinta-feira (18) o Edital de Chamamento Público que objetiva a permissão do uso de espaço público para a operação de venda de alimentos durante o Festival Passo a Paço 2019.

Para esta edição, o edital de n° 06/2019, prevê 40 espaços para a venda de alimentos durante o festival, divididos em quatro categorias: Barraca do Chef (até 20 vagas); Novos Chefs (até duas vagas); Food Truck (até 15 vagas) e Futuros Talentos (até três vagas). Os espaços integram a Feira Gastronômica, um dos principais atrativos do festival.

As categorias “Barraca do Chef”, “Novos Chefs” e “Futuros Talentos” são caracterizadas como um espaço temporário montado com estrutura e equipamentos culinários que auxiliarão no preparo e na comercialização das comidas. Já os food trucks, são espaços móveis que transportam e vendem comida, podendo ser furgões ou caminhões de pequeno porte.

Para concorrer ao edital, os interessados deverão protocolizar a proposta, no prazo de sete dias úteis a contar da publicação do edital, no setor de Protocolo da sede da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), localizada na avenida André Araújo, n° 2767, bairro Aleixo, zona Centro-Sul, no horário comercial das 8h às 17h.

Na proposta deverá conter portfólio, que demonstre a experiência e/ou a quantidade de serviços ofertados pelo estabelecimento ou chef, tais como certificados, diploma de graduação em gastronomia, premiações, críticas e outros comprovando as atividades realizadas na área gastronômica, além de documentos solicitados no edital e de ficha de inscrição disponibilizada no link http://dom.manaus.am.gov.br/pdf/2019/julho/DOM%204641%2018.07.2019%20CAD%201.pdf. O edital na íntegra e todos os requisitos necessários também estão disponíveis na página.

Categoria ‘Futuros Talentos’

Destinada às universidades com curso de graduação em andamento de Gastronomia, a categoria visa estimular a formação acadêmica e o incentivo à pesquisa e a profissionalização no mercado de trabalho. Cada instituição convidada pela Manauscult poderá operar uma barraca e comercializar a venda de alimentos que serão elaborados por seus alunos durante o festival.

Valores

Os pratos de comidas comercializados pelos proponentes na Feira Gastronômica, sendo salgados e doces, deverão respeitar o valor mínimo de R$ 5 e o valor máximo de R$ . Os proponentes poderão comercializar, ainda, venda de bebidas, desde que sejam artesanais e originais, como sucos naturais, smoothies, drinques e outros.

Atrações do Passo a Paço 2019

5 de setembro

CeeLo Green

Ludmilla

Jaloo

Roberta Miranda

6 de setembro

Emicida

Fagner

Letrux

Sidney Magal

7 de setembro

Zeca Pagodinho

Liniker e os Caramelows

Baco Exu do Blues

Guto Lima

8 de setembro – Passinho

FutParódias

Barbatuques

Raylla Araújo

Lorenzo Fortes

Marcella Bártholo

Show da Zelda

Gandhicats

Di Bubuia

Atrações Locais

Anne Jezini

Santaella

Coletivo 333

Gramophone

Elisa Maia

Baile da Papaizinha

Manauaras em Extinção

Bumba Meu Rock

Saturno

May Seven

Oblivion

Serginho Queiroz

Dan Stump

Lotus

James Rios

Sinezio Rolim

Mady e Seus Namorados

Antônio Bahia

Lary Go & Strela

Saravá

Catraia Rock

Pororoca Atômica

Raulnei e Renier de Carvalho

Mão pra Riba

Carol Amaral

Fotos: Jéssica Rebello/Arquivo Manauscult 2018

Da floresta amazônica para o tapete vermelho do Oscar

Em seu sétimo destino, a Expedição #AquiTemSebrae desembarcou em Cruzeiro do Sul, no Acre (a 635 quilômetros da capital, Rio Branco), para conhecer a história do artesão e empresário Maqueson Pereira da Silva. Com uma técnica singular de marchetaria, ele vende suas obras para países de todos os continentes e já expôs em cidades como Paris, Tóquio, Nova Iorque, Milão e Londres. No Oscar de 2017, teve uma de suas clutches (bolsas de mão), usada pela estilista Stacy London.

Mas o início dessa trajetória de sucesso não foi nada fácil. Do local onde vivia, no Seringal Flora, até a cidade mais próxima na época – Porto Walter/AC, eram três dias de viagem de barco. Maqueson nasceu no seringal no final dos anos 50 e aprendeu a ler com seu avô, que era cego. Trabalhava com o pai na extração do látex das seringueiras e já entalhava a madeira, construindo barcos e instrumentos musicais. “Minha família veio do Ceará no auge do ciclo da borracha. E a gente vivia muito isolado. Ao mesmo tempo que a gente tinha tudo, tinha a natureza, a gente estava distante de tudo”, lembra.

Maqueson só iniciou os estudos formais aos 14 anos, quando saiu do seringal e ingressou em uma escola coordenada por padres missionários alemães. Devido a seu destaque em disciplinas como língua portuguesa e alemã, matemática e teologia, foi transferido do Acre para estudar no Instituto Liebermann, na cidade de Salete, em Santa Catarina. O seminário exigia que, além dos estudos formais, o aluno desenvolvesse alguma habilidade manual. Ele, então, optou pelo trabalho com a madeira, tão íntima dos seus tempos de floresta. Começou a construir móveis e utensílios e, intuitivamente, a desenvolver quadros usando a marchetaria, o que chamou a atenção do responsável pelos seus estudos, Guilherme Schüler, padre alemão, que logo lhe apresentou os detalhes históricos e artísticos daquela técnica, estimulando seu aprendizado e desenvolvimento.

Arte com madeira colorida natural

A marchetaria é a técnica de se utilizar lâminas de madeira recortadas e aplicadas de forma minuciosa, formando figuras. No caso da Marchetaria do Acre, os conhecimentos de Maqueson em botânica o permite utilizar em sua arte mais de 150 espécies de madeiras e raízes, obtendo colorações inimagináveis para a marchetaria. E sem o uso de tintas. “Eu comecei a trabalhar com a marchetaria porque queria criar algo diferente, não queria fazer móveis. Hoje, usamos resíduos de árvores e madeiras de áreas certificadas. Usamos a madeira natural, sem pintura, e o céu é o limite para a quantidade de tons que podemos combinar. Assim, cada peça é única”, ressalta.

No início de sua carreira, Maqueson trabalhava basicamente com a arte sacra e o cubismo. Após alguns anos, com a ajuda do padre, foi para a Alemanha onde se especializou ainda mais em sua técnica. Estudou também na Itália e na Suíça. Retornou para Cruzeiro do Sul e inaugurou sua oficina. A partir daí, em um resgate de suas origens, passou a incluir em suas obras temas da flora e da fauna amazônica.

Sua oficina é responsável por cerca de 20 empregos diretos, produzindo objetos de arte, decoração e moda para diversas lojas e galerias do país e do exterior, além de órgãos governamentais. “Sei o que significa começar do zero e chegar até aqui. Em muitos momentos, enfrentei preconceitos e me sentia inferiorizado, por ser um `caboclo` nascido nas barrancas do Rio Juruá. Tudo o que aconteceu na minha trajetória foi muito importante. Hoje entendo que esta origem representa um diferencial do meu trabalho”, diz, emocionado.

Árvore que dá boa sombra

O primeiro plano de negócios do Sebrae na cidade de Cruzeiro do Sul foi realizado para a abertura da empresa Marchetaria do Acre, no início dos anos de 1990. De lá pra cá, a parceria continua firme. A convite do Sebrae, Maqueson já participou de diversas feiras, missões e exposições nacionais e internacionais, como a Expo Milão. Ele também já foi reconhecido, por três vezes, pelo Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. “Estas feiras foram fundamentais para eu me tornar conhecido. Eu sempre tive o olhar para o mercado externo e, com o olhar muito crítico, precisamos vencer desafios de insumos e logística para conquistar os clientes, mantendo o compromisso com a qualidade e o cumprimento dos prazos”, explica. Com este foco, hoje a empresa consegue vender para todo o Brasil e para países como Japão, Estados Unidos, Itália, Catar e Emirados Árabes Unidos.

O artista, de fala calma e suave, destaca que toda sua história é de muita luta e superação. Afirma que, se um ribeirinho da floresta amazônica conseguiu chegar onde ele chegou, qualquer pessoa, com garra e persistência, pode conquistar seus objetivos. “O importante é buscar seus sonhos e não desistir nunca”, destaca.

Maqueson finaliza citando um provérbio da floresta que costumava ouvir de seu pai: “só encoste em árvore que dá boa sombra”, já que esse tipo de árvore é forte e te dá suporte. Para ele “o Sebrae é esta árvore de boa sombra, sempre oferecendo apoio a quem quer empreender”.

Foto: Lorrane Freitas/Agência Sebrae

Concultura lança edital 2019 para seleção de projetos culturais

O Conselho Municipal de Cultura (Concultura) lançou o edital nº 01/2019 para seleção pública de projetos culturais aptos a serem incentivados pela Lei 2.213 de Incentivo à Cultura. As inscrições abriram no dia 1º de março e seguirão até o dia 31 de agosto de 2019.

O edital prevê apoio cultural por intermédio de patrocínios abarcando diversas áreas da cultura, entre elas, Artes visuais; Artesanato; Audiovisual; Bibliotecas; Centros Culturais; Cinema; Circo; Dança; Design; Cultura Popular; Fotografia; Gastronomia; Literatura; Moda; Museus; Música; Multiplataforma; Teatro; Transmídia e preservação; Restauração do patrimônio natural, material e imaterial e outras assim classificadas pelos órgãos competentes.

O valor disponibilizado para apoios culturais dependerá do coeficiente arrecadador citado no art. 4º. da Lei 2.213/17 referente a cada patrocinador. Os valores, quando aprovados, serão repassados ao Fundo Municipal de Cultura (FMC) e alocados na rubrica orçamentária 13.392.0132.2220 e este repassará ao empreendedor do projeto.

Os projetos deverão ser inscritos até 17h do dia 31 de agosto de 2019, por meio do preenchimento do formulário de inscrição que estará disponível na sede do Conselho Municipal de Cultura, localizado no térreo da Fundação Municipal de Cultural, Turismo e Eventos (Manauscult), na avenida André Araújo, 2.767, Aleixo;  e no sítio eletrônico do Concultura (http://www.concultura.manaus.am.gov.br/) e posterior no Conselho.

Proponentes

Poderá inscrever-se ao edital, pessoa física ou jurídica, domiciliada no município de Manaus, em situação de total adimplência tributária municipal, estadual e federal e que possua experiência comprovada de atuação na área cultural por no mínimo três anos, e que possuam ao menos três comprovações de capacidade executiva do projeto.

O projeto deverá ser feito por meio de currículo acompanhado de comprovações das informações; portfólio relacionado às atividades culturais devidamente referenciadas; instrumentos de parceria realizados com entes privados ou públicos, bem como com organismos internacionais; declarações de experiência prévia e capacitação técnica no desenvolvimento de atividades relacionadas ao objeto do projeto cultural e emitidas por órgãos públicos, instituições de ensino, organizações da sociedade civil devidamente constituídas, empresas públicas ou privadas; prêmios recebidos que possuam correlação à área cultural proposta no projeto; carta de recomendação; comprovação de formação acadêmica e/ou técnica.

O edital completo foi publicado na edição 4.551 do Diário Oficial do Município (DOM) do dia 7/3 e também pode ser consultado no portal Viva Manaus, na barra de “Editais”.

A Lei

Regulamentada pela Prefeitura de Manaus em 2018, a Lei Municipal de
Incentivo à Cultura é considerada uma conquista histórica para o segmento
artístico-cultural. Na prática, a Lei autoriza a classe empresarial a destinar até 20% do seu ISS para projetos culturais. A Lei na íntegra está disponível para consulta no site do Concultura pelo link http://concultura.manaus.am.gov.br/lei-municipal-de-incentivo-a-cultura.

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

Proponentes tem prazo de trinta dias para retirar projetos do Conexões Culturais

Os proponentes que tiveram suas propostas inabilitadas no Concurso Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2018, lançado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), tem até o próximo dia 28 de janeiro para solicitar a retirada de seus projetos da Manauscult.

O resultado final com os contemplados no edital Conexões Culturais 2018 foi divulgado no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 27 de dezembro de 2018 e também pode ser consultado no portal Viva Manaus pelo link www.vivamanaus.com/editais. No total, 74 projetos foram selecionados e serão apoiados pela Prefeitura de Manaus. Já os projetos não habilitados podem ser solicitados de volta por seus autores.

Para solicitar seu projeto, o proponente deverá protocolizar um ofício no Protocolo da Manauscult, localizado na avenida André Araújo, 2767, Aleixo, em horário comercial. A solicitação poderá ser atendida de imediato após a confirmação do protocolo. Os documentos que não forem retirados serão incinerados conforme previsto no item 14.12 do edital 006/2018.

Em caso de dúvidas, o proponente poderá entrar em contato através do endereço eletrônico cultura.manauscult@gmail.com ou pelo telefone (92) 3215-2127.

Conexões Culturais

Nesta edição, 462 propostas foram inscritas para concorrer ao edital de Conexões Culturais. Pelo segundo ano consecutivo, a Comissão de Seleção do edital foi composta, em sua maioria, por representantes da sociedade civil
escolhidos pelos próprios agentes culturais.

Este ano, de forma inédita, acatando uma sugestão da Comissão de Seleção, conforme o disposto no edital e no Decreto nº 4.047, houve um remanejamento nos valores do orçamento previsto.

As categorias são divididas em três módulos financeiros, nos valores de R$ 10 mil, R$ 30 mil e R$ 60 mil, com exceção da categoria Ocupação Artística e/ou Cultural em Equipamentos Culturais, dividida em dois módulos de R$ 75 mil e R$ 100 mil.

Foto: Steffanie Schmidt/Manauscult