Campanha da Adepam beneficia 12 municípios amazonenses

A diretoria da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Amazonas (Adepam) sensibilizada com as dificuldades do setor de saúde para proporcionar atendimento para todos os contaminados pelo novo coronavírus promoveu a campanha “Manaus Precisa Respirar”, que angariou doações para 12 municípios amazonenses.

A demanda emergencial do Amazonas foi encampada pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), que compartilhou a solicitação para as demais associações estaduais das cinco regiões brasileiras. “A campanha teve uma repercussão inesperada. Pessoas de todo o Brasil, e inclusive do exterior, entraram em contato, querendo saber como colaborar. No total, contabilizamos 736 doadores, a maioria anônimos, que se sensibilizaram com as dificuldades enfrentadas pelo Amazonas frente ao colapso na rede de assistência. Aproveito esta oportunidade para agradecer a cada doação, a cada gesto de empatia demonstrado no momento de maior dificuldade enfrentado pelo Amazonas durante a pandemia”, destacou o presidente da Adepam, defensor público Arlindo Gonçalves.

Devido à escassez de produtos médicos hospitalares em Manaus por causa da elevada demanda por estes artigos e, pela hiper inflação dos preços dos poucos itens encontrados na cidade, a diretoria da Adepam optou por fazer uma ampla pesquisa de mercado a fim de valorizar as doações oriundas de assalariados. “A campanha da Adepam teve o apoio de várias pessoas de toda a parte do país, especificamente de pessoas físicas que retiraram recursos do seu orçamento doméstico para amenizar a dor de pessoas que elas sequer conheciam. Diante do esforço pessoal de cada benfeitor, a diretoria decidiu que era mais do que justo pesquisar muito até fechar negócios. As compras demoraram um pouco além do previsto, mas valeram a pena. Conseguimos comprar mais e ajudar mais pessoas”, explicou Arthur Macedo, diretor e defensor público.

Vale ressaltar que além da alta demanda e da subida nos valores dos produtos, outro fator que ocasionou demora nas entregas deve-se a distância entre Manaus e os grandes centros produtores e distribuidores destes tipos de produtos como Brasília, Espírito Santo, Curitiba e São Paulo. “Conseguimos comprar equipamentos que realmente são úteis para salvar vidas, tais como tais como bipap, máscaras, macacões e demais materiais de EPIs, essenciais para os profissionais da saúde”, destacou Helom Nunes, defensor público e responsável pelas compras dos produtos.

As primeiras doações foram levadas à Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), que distribuiu os produtos para as unidades de saúde da capital. Além disso, as defensoras e defensores com atuação no interior do Amazonas se encarregaram de realizar as entregas em Boa Vista do Ramos, Borba, Coari, Humaitá, Itacoatiara, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Silves, Tabatinga e Tefé.

ONU lança versão brasileira de site de combate à desinformação durante pandemia

Com o objetivo de aumentar o volume e o alcance de informações precisas e confiáveis sobre a covid-19, o site ‘Verificado’ disponibiliza conteúdo inteiramente em português e pode ser acessado pelo endereço compartilheverificado.com.br.

“Não podemos ceder nossos espaços virtuais para aqueles que publicam mentiras, medo e ódio”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao anunciar a iniciativa. “Desinformação é divulgada online, em aplicativos de mensagem e de pessoa para pessoa. Seus criadores usam produção e métodos de distribuição maliciosos. Para combater isso, cientistas e instituições como as Nações Unidas precisam alcançar pessoas com informação acurada, na qual possam confiar. “

O site Verificado é liderado pelo Departamento de Comunicação Global (DCG) da ONU e traz dados, orientações e números relacionados ao novo coronavírus vindos de fontes seguras e confiáveis, graças a parcerias feitas pelas Nações Unidas com agências, influenciadores, sociedade civil, empresas e organizações de mídia.

“A internet tem uma influência poderosa, assim como a televisão. Quando há fontes de informação fortes e conflitantes, em quem a pessoa vai acreditar e como ela chegará a uma conclusão firme? Eu acredito que o site Verificado assegura ao mundo que as Nações Unidas se mantêm como uma fonte de informação independente e confiável, por meio do seu Departamento de Comunicação Global”, disse Kimberly Mann, diretora do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio de Janeiro).

A plataforma oferece conteúdo verificado sobre a covid-19 em três temas: ciência – para salvar vidas; solidariedade – para promover cooperação local e global; e soluções – para defender o apoio a populações impactadas. Os leitores também podem se cadastrar para receber as novidades do site por e-mail e se tornar “voluntários de informações”, compartilhando dados e orientações confiáveis com suas redes de amigos e familiares.

“Em muitos países, a crescente desinformação em canais digitais está impedindo a resposta de saúde pública e provocando instabilidade. Há esforços inquietantes de explorar a crise para avançar nativismo ou atingir grupos minoritários, o que pode piorar na medida em que a pressão aumenta nas sociedades e instabilidades econômicas e sociais entram em cena”, afirma a sub-secretária-geral da ONU para Comunicação Global, Melissa Fleming.

O site Verificado é realizado em colaboração com a Purpose, uma das maiores organizações de mobilização social do mundo, e tem o apoio da Fundação IKEA e da Luminate. Além disso, o projeto também conta com o apoio de articulação da Nexus.

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Segeam doa totens para a dispensação de álcool gel 70% a unidades públicas de saúde

A Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) doará às unidades da rede pública de saúde do Amazonas, 18 unidades de totens dispensers de álcool gel 70% antisséptico, que ajudarão na prevenção à Covid-19 e mitigação de seus impactos na rede SUS. Segundo a presidente da instituição, enfermeira Karina Barros, os primeiros itens foram entregues nesta semana, ao Serviço de Pronto Atendimento Danilo Corrêa (Cidade Nova, zona Norte), e às maternidades Ana Braga (zona Leste) e Nazira Daou (Zona Norte).

Ela explica que a ação visa fortalecer a rede de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e, ao mesmo tempo, garantir mais segurança a pacientes e profissionais que atuam na rede pública, entre eles, enfermeiros da própria Segeam.

“No campo da responsabilidade social, traçamos cronogramas de ações que visem o bem-estar coletivo. E por estarmos em um momento difícil, sabemos que iniciativas como essa fazem toda a diferença”, destacou. Os totens possuem um sistema de dispensação do produto que deve ser acionado na base, com a ajuda dos pés, evitando o contato direto com as mãos.

A idéia foi pautada em recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de demais autoridades da área, as quais apontam que uma das formas de se minimizar o contágio do covid-19 (vírus SARS-COV-2) é o uso do álcool etílico 70% em forma de gel para assepsia das mãos e higienização de superfícies e objetos.

Em fevereiro deste ano, o presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), José de Ribamar Oliveira Filho, emitiu nota reforçando que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo”.

No âmbito do SUS, a utilização do produto é considerada essencial, pois é nas unidades de saúde que os profissionais ficam expostos a vírus e bactérias, diariamente, e o álcool ajuda a evitar contágios em todos os setores da assistência.

 Unidades a serem beneficiadas com a doação

– Maternidade Nazira Daou

– Maternidade Ana Braga

– Instituto da Mulher dona Lindu

– Maternidade Balbina Mestrinho

– Maternidade Chapot Prevost

– Hospital e Pronto Socorro João Lúcio

– Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto (serão 2 unidades)

– Hospital e Pronto Socorro da Criança Zona Sul

– Hospital e Pronto Socorro da Criança Zona Leste

– Hospital e Pronto Socorro da Criança Zona Oeste

– Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo

– Policlínica PAM Codajás

– Policlínica PAM Gilberto Mestrinho

– Policlínica Zeno Lanzini

– Policlínica e SPA Danilo Corrêa

– Policlínica José Lins

– Lar Residencial Terapêutico Rosa Blaya (SRT)

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Nova campanha fala sobre abuso infantil e violência doméstica

Diante do cenário de abuso infantil no Brasil, o jornalista e premiado publicitário Brunno Barbosa, idealizador da ONG Bandeiras Brancas, entidade que visa com ações criativas de comunicação a espalhar a paz, criou uma campanha de conscientização e alerta sobre o crescimento do abuso e violência doméstica em confinamento e isolamento social.

“Trata-se de uma campanha de conscientização. Nosso objetivo com esse material e promover uma conscientização da população para que estejam atentos a movimentações diferentes vindos dos vizinhos (principalmente nesse período de isolamento) e/ou mudanças no comportamento das crianças. Essas circunstâncias podem ser indícios de abusos domésticos”, explica Brunno Barbosa, idealizador da ONG.

A campanha criada originalmente em inglês, visa alertar o problema social não só no Brasil, como no mundo inteiro.

O abuso infantil é, incontestavelmente, um dos maiores problemas do Brasil. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, divulgados em 2019 pela revista Veja São Paulo, diariamente, são notificadas no Brasil, em média, 233 agressões de diferentes tipos (física, psicológica e tortura) contra crianças e adolescentes com idade até 19 anos.

Os números, que já são altamente impactantes, tendem a aumentar cada vez mais devido a pandemia do coronavírus. Com as aulas suspensas, as crianças estão passando mais tempo em casa com seus familiares, o que já as expõem, com maior frequência, a familiares abusivos e incontroláveis.

Esta tendência também é fortemente apontada no relatório elaborado pela World Vision (ONG), e divulgado no site oficial da Agência Brasil. Segundo o documento, estima-se que até 85 milhões de crianças e adolescentes, com idades entre 2 e 17 anos, poderão se somar às vítimas de violência física, emocional e sexual nos próximos três meses em todo o planeta. O número representa um aumento que pode variar de 20% a 32% da média anual das estatísticas oficiais.

Além disso, de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no país aumentou de 11,2% para 12,6% no trimestre que vai de fevereiro a abril, o que resulta em cerca de 898 mil pessoas sem renda fixa. Fator este que pode agravar ainda mais os quadros da violência infantil, contribuindo para que estes pais descontem seus sentimentos de raiva e frustração nas crianças.

“As tensões acumuladas com temores sobre a pandemia, a intensa convivência familiar, a sobrecarga de tarefas domésticas e o trabalho em casa, ou a falta de emprego e renda, podem ser geradoras ou agravantes de conflitos e violências em muitos lares. Violências que já poderiam ocorrer, anteriormente, contra crianças e adolescentes vão se manter e podem se agravar”, afirmou Bárbara Salvaterra, coordenadora estadual do Programa Saúde na Escola (PSE) e Saúde do Adolescente, que representa a SES-RJ no CEDCA-RJ.

A coordenadora do Unicef no Rio de Janeiro, Luciana Phebo, explicou que neste momento de pandemia, ficar em casa é importante para a proteção contra o coronavírus. “Mas é preciso, também, que todos façamos um esforço extra e estejamos atentos para evitar que crianças e adolescentes sofram agressões e outros atos de violência”.

Para assistir o vídeo da campanha, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=QLXMJY2bkPU

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Os desafios da enfermagem no tratamento de pacientes graves com covid-19

As medidas adotadas pelas equipes de enfermagem, com o apoio de demais profissionais e gestores da saúde, têm ajudado a salvar vidas, especialmente nos serviços de Urgência e Emergência do Amazonas. Além do desafio de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, há também o da capacitação e atualização periódica para a melhoria da assistência, algo que ocorre de forma paralela às práticas de segurança ao paciente e ao trabalhador, explica a presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Enfermagem e Gestão em Saúde), enfermeira Karina Barros.

O aperfeiçoamento dos protocolos de segurança, ocorrido desde o início da pandemia no Brasil, garantiu que grande parte dos profissionais não fosse contaminada durante a atuação em saúde.

No caso dos enfermeiros emergencistas, a realização ou suporte às entubações, reanimações de pacientes portadores de covid-19 e o frequente contato com secreções e gotículas de saliva (aerossol), além da prática de aspirar as vias respiratórias, colocam os profissionais de frente com o vírus, diariamente. Por isso, a insistência no uso contínuo de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e álcool em gel 70% antisséptico durante os plantões. 

“O face shield (viseira), por exemplo, impede que na hora da reanimação, na qual parte dos pacientes está em ventilação mecânica, a chuva de aerossol chegue até o profissional de saúde. Associado às máscaras, a proteção é ainda maior”, destaca.

Modalidades e classificação de risco

Entre as modalidades de pacientes recebidos nos serviços de Urgência e Emergência, estão: os clínicos, os traumáticos e os com covid-19. Há casos em que pacientes com covid se enquadram nas três categorias. Outra medida adotada com a chegada da covid-19, foi a adaptação do Protocolo de Manchester, conhecido popularmente como Classificação de Risco.

Uma derivação desse protocolo, que usa as cores para determinar a gravidade de cada paciente, e assim, a prioridade no atendimento, gerou as chamadas Salas Rosas, que contém sua própria subclassificação, conforme o grau de gravidade da Síndrome Respiratória Aguda (SRA). O tema foi abordado durante a Primeira Semana da Enfermagem Segeam, que contou com a participação de profissionais de diversas áreas de atuação.

Nota Técnica

Em março deste ano, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) emitiu mais uma nota técnica, com recomendações aos profissionais da enfermagem, durante a pandemia do novo Coronavírus, que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), em janeiro. A nota também reforça medidas educativas que visam minimizar os efeito da pandemia.

Na nota, a entidade destaca a relevância da Enfermagem na detecção e avaliação dos casos suspeitos, não apenas em razão de sua capacidade técnica, mas também por constituírem-se no maior número de profissionais da área da saúde, e serem a única categoria profissional que está nas 24 horas junto ao paciente.

E recomenda realizar a higiene das mãos antes e depois do contato com pacientes ou material suspeito e antes de colocar e remover os EPIs; evitar exposições desnecessárias entre pacientes, profissionais e visitantes dos serviços de saúde;  estimular a adesão e adotar as demais medidas de controle de infecção institucionais e dos órgãos governamentais (Ministério da Saúde, Anvisa e Secretarias de Saúde); apoiar e orientar medidas de prevenção e controle para o novo coronavírus (covid-19); reforçar a importância da comunicação e notificação imediata de casos suspeitos para infecção humana pelo novo covid); manter-se atualizado a respeito dos níveis de alerta para intervir no controle e prevenção deste agravo; estimular a equipe de Enfermagem a manter-se atualizada sobre o cenário global e nacional da infecção humana pelo novo Coronavírus (covid-19), por meio de fontes de informação oficiais; orientar e apoiar o uso, remoção e descarte de Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais da equipe de enfermagem de acordo com o protocolo de manejo clínico para a infecção humana pelo novo Coronavírus (covid-19), conforme recomendação da Anvisa; realizar a limpeza e desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência pelos pacientes e equipes assistenciais, entre outros.

Confira a íntegra da nota: http://www.cofen.gov.br/cofen-publica-nota-de-esclarecimento-sobre-o-coronavirus-covid-19_77835.html

Foto: divulgação

Covid 19: Campanha alerta para aumento dos casos de violência doméstica

Recomendadas pelas autoridades de saúde para conter a propagação do novo Coronavírus, as medidas de isolamento social provocaram mudanças sociais significativas e lançaram luz para um problema antigo, que atinge mulheres de todo o mundo: a violência doméstica.

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente entre os meses de março e abril deste ano, houve um aumento significativo de atendimentos de casos relativos à violência doméstica no telefone 190. Somente em São Paulo, o crescimento chegou a 45% de ocorrências registradas. Além disso, o estudo destaca um importante aliado da causa: as redes sociais. Impedidas de sair de casa, as vítimas não conseguem ir até uma unidade policial registrar ocorrência e é por meio das redes que chegam muitas denúncias. Segundo o balanço, de todos os relatos feitos nas redes, 431% foram de brigas de casal e mais da metade (53%) foram publicados apenas no mês de abril.

A coordenadora do Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Maria Cristiana Ziouva, chama a atenção para o aumento dos casos de violência: “Estamos recebendo informações dos tribunais de Justiça de todo o país. Os casos de violência doméstica e de feminicídio aumentaram significativamente nesse período de isolamento”. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por exemplo, registrou um aumento de 50% nos casos de violência doméstica durante o período de confinamento.

A fim de mudar esta triste realidade, instituições e empresas desenvolvem projetos que ajudem as vítimas a romperem o silêncio. O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, lançou o projeto “Carta de Mulheres”, onde as mulheres acessam o formulário on-line12 e uma equipe especializada responderá com as orientações. A sociedade civil organizada também segue implementando iniciativas para apoiar as mulheres em situação de violência doméstica durante a pandemia. A plataforma “Mapa do Acolhimento” lançou o #TôComElas conectando mulheres que sofreram violência a advogadas e psicólogas voluntárias. Os Institutos Justiça de Saia, Bem Querer Mulher e Nelson Willians lançaram a força-tarefa “Justiceiras”, que reúne voluntárias para oferecer orientações gratuitas às vítimas de violência por whatsapp e telefone.

O setor privado também está se mobilizando na causa. O Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, reconhecido por ser uma empresa de ‘alma feminina’, lançou o projeto “Quarentena sem violência”, um guia que orienta as colaboradoras as formas de atuar diante de uma situação de violência ou ajudar pessoas que enfrentam este tipo de prática. O conteúdo produzido com base na Lei Maria da Penha, auxilia mulheres a identificarem os sinais de relações abusivas, destaca os tipos de violência mais comuns, o ciclo da violência no âmbito familiar, as formas de denunciar e os aplicativos que auxiliam em momentos de tensão, entre outros detalhes.

De acordo com a Presidente Executiva do Grupo Sabin, Dra Lídia Abdalla, o documento é uma forma de acolher colaboradores que possam passar por este tipo de violência e mostrar que o mais importante é que elas saibam que não estão sozinhas. “O Grupo Sabin é reconhecido por ser uma empresa que valoriza a diversidade e investe na força da mulher e é em momentos tão delicados como estes que estreitamos mais ainda nossas conexões com estas mulheres, para que saibam que estamos juntos na batalha contra esta realidade”, destaca a executiva.

O guia destaca casos de violência não relatados por mulheres, mas que são práticas comuns que agressores têm adotado durante a quarentena. “Muitas mulheres são impedidas de higienizar as mãos com sabonete ou álcool em gel, por exemplo. Um risco à saúde e uma forma de violência grave”, destaca a Presidente. O documento ratifica ainda outras formas de violência praticadas durante a pandemia, como a disseminação de informações erradas sobre a doença e o isolamento, como forma de exercer poder e controle. Além disso, o documento alerta como os agressores podem utilizar as restrições recomendadas para o controle da pandemia para reduzir o acesso a serviços e ao apoio psicossocial, como proibir a comunicação com familiares por redes sociais. “Com menos contato com sua rede afetiva, a mulher pode estar mais suscetível a atos de violência”, finaliza.

Empatia na essência

Fundada por duas mulheres, as bioquímicas Janete Vaz e Sandra Soares Costa, a empresa tem 77% do quadro funcional dominado pela força feminina e aposta cada vez mais na gestão amparada por uma política de portas abertas, apoiando o capital humano e o protagonismo feminino.

Presente em todas as regiões do país, a empresa se destaca no mercado nacional de ter 74% dos cargos de liderança ocupados por mulheres. De norte a sul do país, são mais de 5.400 colaboradores oferecendo acesso à população brasileira serviços de saúde de excelência. “Nossos colaboradores seguem atuantes e incansáveis na busca por garantir que cada paciente esteja sempre no centro do cuidado. Por isso, estamos investindo cada vez mais na expansão dos nossos canais de atendimentos e ampliando o nosso portfólio, para promover a cada um dos nossos clientes uma experiência bem sucedida com nossos serviços”, destaca a executiva.

“Somos uma empresa reconhecida pelo acolhimento e cuidado com nossos profissionais e, ainda diante dos desafios e adversidades da pandemia, seguimos adotando medidas de enfrentamento para proteger cada colaborador. Cuidamos de vidas, tanto dos pacientes como dos nossos profissionais e este projeto reafirma o nosso propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas”, finaliza.

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Chega de pseudociência

Por Vivaldo José Breternitz*

Nesses tempos de pandemia, aumentou exponencialmente o número de curiosos, políticos, gurus e terapeutas de diversas linhas alternativas, nem sempre honestos, que tem proposto a adoção de práticas e remédios para combater a covid-19. A situação chegou a tal ponto que Donald Trump sugeriu a injeção de desinfetantes, e o que é pior, alguns seguiram a recomendação e morreram.

Essa explosão de desinformação, que a Organização Mundial da Saúde chama de “infodemia”, chamou a atenção de cientistas sérios que passaram a combatê-la, como o professor Timothy Allen Caulfield, da Universidade de Alberta, no Canadá, que é especialista em questões legais, políticas e éticas ligadas à pesquisa médica.

Para Caulfield, devemos deixar de tolerar a pseudociência, especialmente em universidades e instituições de saúde famosas, como a Cleveland Clinic, de Ohio, que legitimam práticas não científicas como o reiki, que pretende “balancear a energia vital que flui através de todas as coisas vivas”.

Também é necessário combater propostas de quiropatas, naturopatas, herbalistas, consteladores e “terapeutas holísticos”, versões modernosas das benzedeiras do tempo de nossas avós, que estão oferecendo produtos e serviços destinados a combater a pandemia – precisamos reconhecer que ajustamentos da espinha dorsal, alinhamentos dos chakras, injeções de vitaminas e práticas similares são absolutamente inúteis para esse fim.

Talvez essas coisas possam funcionar como placebos e aliviar a tensão dos doentes, mas em termos práticos atrapalham o desenvolvimento da pesquisa científica séria e confundem os leigos, ao misturar conceitos díspares como física quântica, células tronco e outros.

Em tempos onde há pessoas que são contra vacinas ou negam que o clima está mudando, pode parecer difícil combater a desinformação gerada pelos algoritmos que governam as redes sociais e por celebridades de diversas áreas não ligadas à ciência e que acabam divulgando pseudociência.

Esperemos que um dos legados da pandemia seja o reconhecimento de que tolerar a pseudociência pode fazer muito mal a todos.

* Vivaldo José Breternitz é doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, professor de Planejamento Estratégico e Sistemas Integrados de Gestão da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O que está em discussão é a sobrevivência!

*Por Diogo Cuoco

Tenho visto muito debate sobre isolamento vertical ou horizontal e exponho aqui a minha visão sobre o assunto e o que tenho pensado sobre a crise. Em momentos de histeria, está evidente que se dificulta a manutenção do equilíbrio e do respeito. Vivemos um momento de discussões calorosas sobre a vida e a sobrevivência.

Os que defendem a vida, chamam a atenção para uma trágica pandemia, em um cenário de guerra com muitas mortes e doentes. Os da sobrevivência, divulgam números e dados indicando que irão morrer mais pessoas de outras doenças, fomes e suicídios como efeito do confinamento do coronavírus. Agridem-se, medem forças, ultrapassam limites. Mas quem está realmente certo?

Vivemos sim uma grande pandemia. Voltamos a ser indígenas em contato com uma “gripezinha” vinda de outro país. Adoecemos e morremos. O problema é que não estamos mais em florestas; vivemos aglomerados. Já tínhamos uma enorme quantidade da população doente ou suspeita utilizando os hospitais, lotando corredores, brigando por vagas em UTIs. Então, onde arrumar espaço para tantos outros que irão necessitar?

Medidas de isolamento social para ganhar tempo e permitir a estruturação do sistema de saúde devem e estão sendo tomadas. Por outro lado, como ficam os pacientes que necessitam de tratamento para doenças como câncer, insuficiência renal e coronariana que precisam de acompanhamento constante? Quantos também irão morrer com o adiamento de cirurgias? Qual realmente é a medida do custo da morte? Mortes por coronavírus, por acidente de carro, pela violência urbana e em decorrência de complicações cardiovasculares?

Como empreendedor, não estou apartado da sociedade em que vivo e, especialmente por sentir na pele, também questiono o fator econômico. Quantos irão fechar portas, perder empregos, morrer de fome e entrar em depressão se esse isolamento social se prolongar por três, quatro, cinco meses ou mais?

O que está em discussão – e parece que temos que ter muito equilíbrio para perceber e refletir – é a sobrevivência. Sobrevivência individual, dos países e do mundo. Inclusive, cabe a análise do modelo de sociedade globalizada que tínhamos e o que queremos para nosso futuro e das gerações que se seguirão às nossas.

As entidades médicas e os pesquisadores terão que parar de pensar somente em um vírus e pensar no ser humano como um todo. Os economistas terão que parar de pensar só no desastre econômico. Precisamos estar saudáveis, mas para isso precisamos comer e viver para poder sobreviver. Isso não só envolve as medidas de cuidados em prevenção de qualquer doença, mas também na “saúde” econômica.

Passado o isolamento inicial para evitar o colapso da saúde, que se abram as discussões entre dois grupos, pois viver tem uma relação direta com sobreviver.

*Diogo Cuoco é founder e CEO da Taki Pagamentos, startup credenciada do Denatran com soluções para parcelar no cartão diversos tipos de pagamentos de tributos.

Festival AmazôniaS Online será transmitido neste final de semana

O Festival AmazôniaS Online chega neste fim de semana, de 17 a 19 de abril para pensar possibilidades de resistência e de vida em tempos de pandemia. Esse intercâmbio entre ativistas e artistas do Norte do país e de São Paulo trará rodas de conversa, shows e exibição de filmes, com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Com a presença de lideranças indígenas e quilombolas, músicos e cineastas, o evento se inicia na sexta-feira, às 22h, em parceria com a Greve Mundial pelo Clima, com a Festa do Clima, uma celebração à vida através da música com o músico produtor Daniel Ganjaman como o DJ da noite.

No sábado, a programação começa Ailton Krenak falando sobre suas ideias para adiar o fim do mundo, às 15h. A programação segue com Tati dos Santos, Nega Lu, Marlena Soares, Áurea Sena e Thalita Silva, mulheres negras e quilombolas da Amazônia que fazem uma roda de conversa às 17h. E o dia termina com um bate papo entre as artistas Uýra Sodoma e Roberta Carvalho comentando os ativismos entre Manaus e São Paulo e as performances no isolamento, às 19h.

No domingo, dia 19, haverá a exibição dos documentários do cineasta André D’Elia sobre o acampamento Terra Livre, seguido por uma conversa ao vivo entre ele e Sônia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), às 15h. Logo após, às 17h, Matsipaya Waura Txucarramãe, Kayapó neto do Cacique Raoni, conversa com sua mãe, Kamiha, pajé e grande conhecedora das medicinas tradicionais, e sua irmã Mayalu, que trabalha hoje na Saúde Indígena, sobre os desafios e a resistência indígena em tempos de coronavírus.

O evento termina às 19h, com um show ao vivo das cantoras Tulipa Ruiz e Anelis Assumpção, mostrando como a arte é também uma ferramenta essencial para lidarmos com esses novos tempos.

O evento é realizado pelo Engajamundo, Escola de Ativismo, Greenpeace, Goethe-Institut e Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. A edição física do festival, que era prevista para ocorrer de 17 a 21 de abril, segue nos planos, com nova data sendo anunciada o mais breve possível.

Saiba mais pelo perfil @festivalamazonias (Facebook e Instagram).

Programação completa do festival que começará na sexta-feira, dia 17 de abril

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Suporte psicológico ajuda profissionais da enfermagem no enfrentamento à pandemia de covid-19

Com a proposta de fornecer apoio psicológico durante o período de pandemia do novo coronavírus, a Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), criou um canal de diálogo com seus colaboradores – em sua maioria, profissionais da enfermagem -, para trabalhar o controle da ansiedade durante o exercício da profissão e também no pós-plantão. A psicóloga Francivânia Vieira, gerente do Núcleo de Educação Permanente da instituição, explica que a metodologia inclui o envio de material didático, dinâmicas e atendimento presencial, caso necessário.

O grupo é coordenado por ela e pela psicóloga Quézia Freitas, que atua no Ambulatório de Egressos da Secretaria de Estado da Saúde (Susam). De acordo com Francivânia, a medida foi adotada considerando a carga de estresse obtida por esses profissionais, que estão na linha de frente do combate à covid-19, cuja disseminação segue acelerada em vários países, inclusive no Brasil, conforme dados de instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A metodologia segue protocolos de psicologia e o Código de Ética da categoria e inclui recomendações como: procurar um lugar mais calmo, se possível, para alguns minutos de reflexão durante o dia; praticar exercícios respiratórios – principalmente ao acordar e na hora de dormir; buscar dialogar quando se sentir ansioso e utilizar a tecnologia a seu favor para não se sentir só, mantendo, assim, um contato permanente com o mundo externo (o uso de videochamadas é um exemplo neste último caso).

“Sabemos que não é fácil encarar uma pandemia. O trabalho desses profissionais tem sido essencial para salvar centenas de vidas no nosso Estado e eles merecem um tratamento especial, com todo o apoio necessário. Mas também sabemos que, ao sair do plantão, muitos deles sentem dificuldade em se desligar da realidade hospitalar. Tentamos ajudar ouvindo as experiências dessas pessoas, pois o equilíbrio psicológico é essencial para que elas não adoeçam e mantenham-se firmes nessa missão assistencial”, destacou.

O acesso ao serviço de atendimento criado pela Segeam se dá através dos coordenadores das equipes de cada unidade de saúde onde os colaboradores atuam, a exemplo de prontos-socorros e maternidades públicas.

Protetor facial

Fracivânia explica que a Segeam tem adotado outras medidas de suporte ao controle da disseminação do coronavírus e proteção de seus colaboradores. Um exemplo é a aquisição de mil protetores faciais, que estão sendo entregues, desde a semana passada, aos profissionais de enfermagem contratados pela empresa, durante seus plantões.

Os EPIs (equipamentos de proteção individual), denominados ‘Face Shield’, impedem, por exemplo, que haja a contaminação de enfermeiros por gotículas de saliva que sejam eventualmente expelidas por pessoas com covid-19.

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