ONG busca doações para o resgate da autoestima de pacientes que lutam contra o câncer

Para ampliar as ações voltadas ao resgate da autoestima de mulheres portadoras do câncer de mama, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas está em busca de doações que financiem a confecção de sutiãs com enchimento, os quais serão destinados, no dia 6 de julho, a pacientes pré-selecionadas pelo Serviço Social da Fundação Cecon, durante uma atividade que receberá o apoio da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc).

A meta é arrecadar pelo menos R$ 2 mil para a compra de insumos para a produção, explica a presidente da Rede, Tammy Cavalcante. De acordo com ela, as doações podem ser feitas através da vakinha virtual da ONG (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/dia-das-criancas-rede-feminina-de-combate-ao-cancer-amazonas), ou, via transferência bancária (Banco Sicoob, Código 756, Agência 3352, Conta Corrente 138-4, CNPJ: 07.154.473/0001-92).

“Serão entregues 20 sutiãs com próteses e mais 20 próteses individuais. A idéia é confeccionar, inicialmente, pelo menos 80 peças, a serem doadas gradativamente, durante as atividades de acolhimento das pacientes oncológicas”, explicou Tammy.

As próteses que irão compor os sutiãs para mulheres mastectomizadas (que perderam parcialmente ou completamente as mamas), serão confeccionadas por voluntárias da Rede Feminina e o tecido para o bojo foi doado pela Tapajós Tecido, parceira no projeto.  Os demais materiais precisam ser custeados, como silica gel, malha para a capa protetora, enchimentos e afins.

O câncer de mama é o segundo em incidência no Amazonas e o primeiro no mundo. Tammy explica que o procedimento de mastectomia é, em geral, muito traumático às pacientes e acaba afetando a autoestima e muitas vezes, o equilíbrio psicológico, além do convívio social. Apesar de uma parte delas optar pela cirurgia de reconstrução da mama, a grande maioria acaba não se submetendo a esse procedimento. E as próteses artesanais são o pontapé inicial para superar esse obstáculo.

“Trabalhamos também outras ações voltadas ao resgate da vaidade, com voluntárias de cursos de estética, que ajudam com cortes de cabelo, escovação, manicure, maquiagem, depilação, entre outros serviços. Temos um espaço dedicado exclusivamente a essas ações, na sede da Lacc (Dom Pedro), que funciona através de agendamento. É uma forma de mostrarmos que essas pacientes não estão sozinhas e também de reforçar a humanização durante o tratamento contra o câncer, que é longo e muito difícil”, explicou.

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Presença de sangue no esperma pode ser causada por infecção na próstata, alerta urologista

Denominada hemospermia, a presença de sangue no esperma ejaculado pode acometer homens de idades variadas. Como na maioria das vezes ocorre sem sintomas, o alerta vem, geralmente, quando se nota a mudança da coloração do esperma, após a atividade sexual, que pode ir de rosa claro ao vermelho ou marrom, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo. Pelo menos 2% dos relatos urológicos estão ligados à alteração, mas especialistas acreditam que esse número é maior, já que muitos casos são sub-notificados.

De acordo com ele, grande parte dos homens com a alteração, continua tendo uma vida sexual normal até que algum sintoma decorrente da piora do caso passe a aparecer. “Mas, mesmo com algum sintoma evidente, como desconforto, por exemplo, muitos homens deixam de procurar ajuda por vergonha ou timidez”, frisou o médico.

Entre as mais comuns infecções/inflamações da próstata, está a prostatite, causada por bactérias do intestino capazes de contaminar áreas próximas. A hiperplasia benigna de próstata, caracterizada pelo crescimento da glândula, também pode contribuir para a hemospermia. Os ductos ejaculatórios também podem ser a causa do sangramento, em casos de processos inflamatórios.

A próstata é uma glândula que faz parte do aparelho genital masculino e está localizada perto da bexiga do homem. Sua principal função é armazenar um líquido que, junto aos espermatozóides, formam o sêmen.

Giuseppe Figliuolo explica que quanto mais agravado o caso, maior pode ser o sangramento que é eliminado junto ao esperma. No início, os sintomas inexistem, mas se não tratada a tempo, pode levar a dores, febre, calafrios, urina turva, mal estar, entre outros.

Outra causa provável da hemospermia pode ser uma complicação pós-cirúrgica. Os procedimentos cirúrgicos para o tratamento da próstata, por exemplo, estão inseridos nesse contexto, destaca Figliuolo.  

O diagnóstico, geralmente, é feito através de avaliação clínica e pode ter indicação de exames como o espermograma, urina e urocultura. “Em alguns casos, necessita-se de avaliações mais aprofundadas, com exames complementares como ressonância magnética da próstata, cistoscopia ou biópsia (retirada de fragmento para análise patológica)”, disse o especialista.

O tratamento é conservador, com a utilização de medicamentos, inibidores de crescimento prostático, entre outros. 

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Cirurgia robótica e videolaparoscopia ganham espaço na urologia

Os avanços tecnológicos em saúde têm trazido importantes benefícios e mais qualidade de vida aos pacientes. No caso da urologia, destacam-se melhorias no campo cirúrgico, tais como as cirurgias robóticas e videolaparoscopias, ambas consideradas minimamente invasivas e com menos efeitos colaterais e sequelas associadas. O urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que os procedimentos são indicados para o tratamento de diversas alterações, entre elas, os cânceres de próstata, rins e cálculos urinários.

“Hoje, em Manaus, não dispomos de cirurgia robótica nas unidades de saúde. Porém, nos antecipamos na Urocentro, por sabermos dos benefícios desses procedimentos, e celebramos parcerias com unidades de referência em São Paulo e no Rio de Janeiro, que dispõem dessa tecnologia. Além disso, passamos por treinamentos na área, agregando valor às terapias ofertadas hoje no mercado local”, frisou.

De acordo com ele, além de ser mais rápida, a cirurgia robótica é feita através de pequenas incisões e, sendo assim, apresenta menos risco de sangramento durante o procedimento e também no pós-cirúrgico. “A recuperação é mais rápida e as chances de sequelas são menores”, afirmou.


O especialista deu como exemplo as modalidades voltadas para o tratamento das neoplasias malignas de próstata, consideradas as mais incidentes na população masculina do Amazonas, com previsão de 580 casos/ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde.

“O robô, que é guiado por um médico, que fica em uma cabine dentro do centro cirúrgico. O equipamento tem uma precisão maior na hora da extração do tumor. Por isso, os riscos de se desenvolver incontinência urinária e disfunção erétil pós-cirurgia, são reduzidos, já que as pinças são mais direcionadas, ocasionando menos dano tecidual”, explicou Figliuolo.

Para procedimentos que implicam na ressecção de tecidos maiores, o procedimento também pode ser aplicado. “No caso do câncer renal, a nefrectomia radical, ou seja, a retirada total de um dos rins, também é possível através da tecnologia robótica. Outra modalidade bastante utilizada é a vídeolaparoscopia, que utiliza pinças e pequenas incisões, com a vantagem de ter uma recuperação mais rápida. Em pouco tempo, o paciente retorna às suas atividades cotidianas, sem prejuízos maiores”, assegurou.

De acordo com Giuseppe Figliuolo, ambos os procedimentos só são indicados após uma análise minuciosa, que inclui exames de imagem, avaliação médica, exames complementares laboratoriais, entre outros.

“É importante frisar que todos os procedimentos, cirúrgicos ou não, vão depender do estadiamento da doença. Ou seja: da extensão que ela apresenta. Quando mais cedo as alterações são detectadas, maiores as chances de cura e de procedimentos menos invasivos. Por isso, destacamos sempre a necessidade das avaliações anuais, que buscam investigar problemas assintomáticos, que se desenvolvem de forma lenta e que só são evidenciados, geralmente, quando o paciente passa a sentir dor, nas fases intermediária ou avançada”, reforçou o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e tem mais de 20 anos de experiência na área.

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Julho verde acende alerta sobre o câncer de cabeça e pescoço

As neoplasias malignas de boca (cavidade oral e orofaringe) são as que predominam na lista dos cânceres de cabeça e pescoço no Amazonas, somando 110 casos ao ano, conforme a última projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS). Esse tipo de tumor é mais comum a partir dos 40 anos e tem relação direta com fatores de risco externos, como o tabagismo e o alcoolismo, mas também pode estar associado ao vírus HPV (Papilomavírus Humano), ao excesso de gordura corporal e à exposição ao sol (no caso dos lábios), explica a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira oncológica Marília Muniz.

Conforme informações do Inca, o câncer de boca afeta lábios, gengivas, bochechas, céu da boca, língua e a região embaixo da língua. A parte posterior da língua, as amígdalas e o palato fibroso, compõem a orofaringe.

O cirurgião de cabeça e pescoço, Fábio Bindá, esclarece que quando individualizados os grupos por sexo, predomina na população masculina o câncer de boca (com 80 casos) e na feminina, o de tireoide (com 70 casos previstos por ano). Além deles e do câncer de boca, fazem parte do grupo dos cânceres de cabeça e pescoço os tumores malignos de laringe, faringe e esôfago cervical. Juntos, eles somam 280 novos diagnósticos no Amazonas, anualmente, conforme estimativa.

“Os diagnósticos, em sua maioria, se dão com a doença em estágio intermediário ou avançado, o que dificulta o tratamento. Hoje, as abordagens cirúrgicas têm apresentado resultados satisfatórios, quando o diagnóstico é feito na fase inicial. Também podem ser utilizados durante o processo de combate ao câncer a quimioterapia, radioterapia e a iodoterapia (esta última voltada para o câncer de tireoide)”, explicou.

Entre os sinais do câncer de cabeça e pescoço estão: feridas na cavidade oral ou nos lábios, que não cicatrizam em até 15 dias; manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua; rouquidão persistente; nódulos ou caroços na região do pescoço; dificuldades ao mastigar ou ao engolir; dificuldade na fala ou para movimentar a língua e sensação de que há algo preso na garganta.

Campanha Julho Verde

Há alguns anos, instituições de saúde e entidades de apoio à causa câncer, inseriram em seus calendários o “Julho Verde”, campanha voltada à prevenção do câncer de cabeça e pescoço, cuja maioria dos casos tem diagnóstico tardio, o que leva a um tratamento agressivo e às vezes mutilador.

“No caso do tabagismo, as campanhas estão voltadas para a prevenção, em especial, nas escolas, buscando evitar que crianças e adolescentes tenham contato com o cigarro. O mesmo ocorre com as bebidas alcoólicas. Associados, esses dois produtos podem influenciar no desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Entre eles, estão os de cabeça e pescoço e os dos aparelhos respiratório, digestivo e urinário”, destacou Marília Muniz, presidente da Lacc.

Ela explica que a entidade tem atuado fortemente na política de prevenção e controle do câncer no Amazonas, contando com a ajuda da sociedade, que realiza doações voluntárias à instituição. As colaborações podem ser feitas pelo site www.laccam.org.br ou pelo telefone (92) 2101- 4900 .

Para ela, a intensificação das campanhas e a parceria entre os entes públicos e privados, para a disseminação de informações sobre prevenção e os fatores de risco do câncer, tendem a reduzir o número de casos e também de mortes no Amazonas. “Acreditamos no poder da informação e no envolvimento e comprometimento da sociedade com essa causa, que é tão importante e atinge milhares de famílias, todos os anos, no nosso estado. Queremos ampliar nossa atuação. Mas, para isso, precisamos da participação da população com doações e novos voluntários”, concluiu.

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Março Lilás entra para o calendário oficial do Amazonas

Lançada há poucos anos no Brasil, a campanha Março Lilás, alusiva ao combate ao câncer de colo uterino, entrou oficialmente para o calendário do Amazonas e veio para reforçar a importância da realização dos exames de rastreio da doença, segundo a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira Marília Muniz. A neoplasia maligna, que é considerada 100% previnível, é o principal tipo de câncer em mulheres no Estado e deve registrar, em 2019, cerca de 840 novos casos, conforme projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS).

O câncer de colo uterino é causado, em quase 100% dos casos, pelo vírus HPV, cuja transmissão ocorre durante as relações sexuais e, por isso, é considerado uma DST.

No último dia 11 de janeiro, o governo do Estado publicou em seu Diário Oficial (DOE), a lei 4.768, que institui a campanha no âmbito do Amazonas. A publicação foi assinada pelo governador Wilson Lima e outros dois secretários de Estado.

A Lei determina que o movimento seja comemorado anualmente e que tenha como símbolo um laço lilás. “A campanha tem por objetivo sensibilizar a população quanto à prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo uterino, orientação a respeito do adequado tratamento, bem como, o encaminhamento para as instituições de saúde públicas especializadas”, diz o texto.

No caso do Amazonas, além da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Estado (FCecon), a população também pode contar com unidades de saúde habilitadas para ofertar parte dos tratamentos assistenciais voltados ao combate ao câncer, como o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), da Ufam, e a Sensumed Oncologia, parceiros no reforço à Política de Atenção Oncológica, lembro Marília Muniz.

“Costumávamos trabalhar, em uma parceria entre ONGs e diversas instituições, a sensibilização da população feminina sobre os exames de prevenção e rastreio dos cânceres de colo uterino e de mama, durante a campanha Outubro Rosa. O movimento acontece há mais de uma década no Estado. Agora, teremos mais uma oportunidade de reforçar a necessidade de realização do exame preventivo (Papanicolau) para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Através dele, é possível detectar as lesões pré-cancerosas e combatê-las, antes que elas evoluam para um câncer”, destacou Muniz, que tem mais de 20 anos de experiência na área.

Ela lembra que, além de fazer o exame, é importante que a mulher não deixe de buscar o resultado e de retornar ao seu médico, para a indicação de eventuais tratamentos. “Hoje, o câncer de colo uterino é um dos que mais matam mulheres no Estado. Precisamos mudar essa realidade, aliando informação de qualidade, ações de governo e o apoio da sociedade. Só assim conseguiremos reduzir a mortalidade e o número de casos no Amazonas”, assegurou.

Marília lembra que a Lacc e entidades como a Rede Feminina de Combate ao Câncer e o Centro de Integração Amigas da Mama (Ciam), têm trabalhado campanhas educativas importantes para a região, com alcance, inclusive, de municípios do interior, através de parcerias com as prefeituras. As ações são financiadas por doações da sociedade à Lacc, através do call Center 2101-4900 e do site www.laccam.org.br. “As contribuições também possibilitam a manutenção de inúmeros projetos sociais voltados para pacientes de baixa renda, que lutam contra a doença em Manaus”, concluiu.

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Sintomas não evidentes aumentam taxa de mortalidade por câncer renal

O câncer de rim é o terceiro mais frequente no aparelho urinário masculino, ficando atrás somente dos cânceres de próstata e bexiga. Representa aproximadamente 3% das neoplasias malignas em adultos no Brasil. Recentemente, o ex-goleiro do Corinthians, Jairo do Nascimento, que fez história no clube paulista nos anos 1970, foi diagnosticado com um tipo raro da doença, o que mobilizou a solidariedade do clube de futebol.

De acordo com o urologista Giuseppe Figliuolo, do Centro de Urologia do Amazonas (Urocentro), aproximadamente 30% dos pacientes só são diagnosticados após a metástase (disseminação da doença para outras partes do corpo). Como a maioria não apresenta sintomas – apenas 5% dos pacientes podem apresentar os principais sinais da doença –, a taxa de mortalidade dos pacientes diagnosticados com câncer de rim é alta, alcançando até 50%.

“Normalmente a doença só é localizada quando se faz exame em busca de outras coisas. Por isso reforçamos a importância da prevenção, do acompanhamento anual do funcionamento do aparelho geniturinário, principalmente em pessoas com idade entre 50 e 70 anos”, afirmou o especialista. Como a frequência é maior na população masculina, Figliuolo alerta ainda para a necessidade de conscientização, uma vez que os homens tendem a negligenciar os cuidados com a própria saúde.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, apontam uma estimativa da incidência de 6,2 mil casos de câncer de rim para 2018 no Brasil, sendo 3,7 mil casos em homens e 2,5 mil em mulheres.

Tratamento

A cirurgia é o único tratamento curativo definitivo para o câncer de rim.  Métodos como a laparoscopia, considerada minimamente invasiva, já são utilizados com sucesso em vários casos.  “Esse tipo de cirurgia é realizada com pequenos furos, por onde o médico insere uma micro-câmera e as pinças necessárias para o procedimento, o que diminui a dor, além de tornar o processo de recuperação mais rápido”, explica Giuseppe Figliuolo.

Outro procedimento já realizado em Manaus e que garante a preservação do rim, é nefrectomia parcial, que consiste na retirada somente do tumor renal, preservando o órgão.

Diagnóstico e fatores de risco

Tabagismo, obesidade, hipertensão e histórico familiar são alguns dos fatores de risco para o câncer renal. Além disso, de 6% a 10% dos pacientes apresentam dor no flanco, sangue na urina e massa abdominal palpável. No entanto, a forma mais frequente de diagnóstico são os achados incidentais em exames de rotina, como a ultrassonografia do abdômen.

O diagnóstico definitivo da doença é feito através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, seguidos de biópsia da lesão, cujo tecido é retirado cirurgicamente e submetido à análise patológica.

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Rede Feminina de Combate ao Câncer promove encontro com primeiras-damas do Amazonas

Com a proposta de democratizar o debate acerca do câncer e seus fatores de risco, e levar ao interior informações sobre a sistemática do tratamento ofertado na capital, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas (RFCC-AM) realiza, no próximo dia 9, o 1º Encontro das Primeiras-Damas para a adesão à causa. “Queremos provocar o envolvimento das participantes nos projetos sociais desenvolvidos pela ONG, ao longo dos últimos 47 anos. Essa experiência poderá auxiliá-las na criação de novas políticas públicas municipais e no planejamento das ações de prevenção nas localidades mais afastadas”, explicou a presidente da instituição, enfermeira Marília Muniz.

O evento acontece no auditório da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) – rua Francisco Orellana, Dom Pedro -, a partir das 9h, com vasta programação, que inclui palestras diversas e uma visita à sede da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), instituição parceira, que atua há mais de 60 anos no Estado, com importantes projetos que auxiliam pacientes oncológicos de baixa renda. O presidente da Lacc, mastologista Jesus Pinheiro, também foi convidado para falar do trabalho realizado pela entidade.

“Hoje, os pacientes com câncer, oriundos do interior, são encaminhados à capital para tratamento especializado, e tem o apoio das ONGs que atuam em parceria com a FCecon, no reforço do acolhimento. No ciclo de palestras e rodas de conversa ofertados durante o evento, trataremos dessa temática e teremos a participação de pacientes que vivenciam o câncer e que enfrentam essa batalha, diariamente, em busca da cura”, frisou Muniz.

Além das primeiras-damas dos 62 municípios amazonenses, o evento também é aberto aos participantes das organizações sociais do Amazonas. Também participarão da atividade enquanto convidados, representantes do Centro de Integração Amigas da Mama (Ciam), membros da FCecon, o cardiologista Aristóteles Comte de Alencar Filho, e a cantora Lili Andrade, que participará como voluntária, durante a apresentação do Hino Nacional.

Na ocasião, os palestrantes também tratarão da incidência da doença no Amazonas, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS), deve registrar 5.860 novos diagnósticos em 2018, a maior parte, em mulheres. “Queremos que as primeiras-damas participem desse movimento que busca alertar a população sobre os fatores de risco e, ao mesmo tempo, atua na acolhida dos portadores da doença, ajudando em questões como hospedagem, transporte, entre outros”, reforçou Muniz.

Sobre a Rede Feminina

A Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas (RFCC-AM) é uma Organização Não Governamental (ONG) que atua no Estado há 47 anos e atende, prioritariamente, pessoas com diagnóstico de neoplasias malignas em tratamento na FCecon. Oficializada pela Srª Carmem Prudente, então presidente da Rede Feminina Nacional, a Rede Feminina no Amazonas teve como primeira presidente, a Srª Marlene Braga de Souza, personalidade atuante nas causas sociais no Estado.

A RFCC adquiriu personalidade jurídica no dia 8 de abril de 1978, como um Departamento da Liga Amazonense Contra o Câncer, mas tornou-se independente em dezembro de 2003. Marlene Braga de Souza ficou à frente da ONG por longos 40 anos (1971/2011) e manteve sua equipe de voluntárias até janeiro de 2011, quando todas decidiram aposentar-se. Hoje, a ONG é vinculada à Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e é presidida pela enfermeira oncológica Marília Muniz.

Atualmente, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas dispõe de 40 voluntárias e desenvolve seis projetos voltados para pacientes em situação de vulnerabilidade social, principalmente, aqueles procedentes dos municípios do interior, de outros Estados e até mesmo países vizinhos.

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Solidariedade: ajude Wanessa a continuar seu tratamento contra câncer no Brasil

Os familiares de Wanessa Taveira de Moraes, 33, iniciaram no dia 11 de julho passado uma campanha on line para arrecadar fundos para cobertura dos custos de tratamento de câncer que ela faz em Lisboa, Portugal. Como a jovem precisa voltar ao Brasil para continuar o tratamento, sua família busca apoio de amigos e outras pessoas para custear passagens aéreas, medicamentos, alimentação, transportes e hospedagens, entre outras necessidades.

Para voltar ao Brasil, Wanessa terá que fazer uma viagem de 10 horas, completamente imóvel, deitada em uma maca e com suporte médico durante o deslocamento, estando bastante debilitada atualmente. O levantamento da família apontou um valor de R$ 60 mil, inclusas aí apenas as passagens aéreas de Wanessa, sua mãe e uma tia, mais a ambulância para buscá-la no aeroporto de São Paulo.

A campanha foi lançada no site Vakinha.com.br, onde pode ser acessada neste link. Quem quiser ajudar poderá contribuir com depósito bancário ou transferência para uma das seguintes contas:

Caixa Econômica Federal

Ag. 2853

Op.: 013

Conta: 00088693-4

Sebastião Laborda Moraes

CPF: 201.984.422-20

 

Bradesco

Ag.: 3736-2

C/C: 0024242-0

Sebastião Laborda Moraes

 

Banco do Brasil

Ag. 1525-3

C/C: 28410-6

Sebastião Laborda Moraes

 

Banco Itaú

Ag.: 0417

C/C : 09591-6

Evelyn Laborda Braga

CPF: 513.433.712-87

Sensumed realiza I Congresso de Oncologia Personalizada no Amazonas em 16 e 17 de agosto

Nos próximos dias 16 e 17 de agosto, a Clínica Sensumed Oncologia realizará o primeiro Congresso de Oncologia Personalizada no Amazonas – I Sencop, no auditório da Fecomércio/AM, quando reunirá especialistas locais e nacionais para apresentarem e debaterem sobre tratamentos e inovações científicas do segmento. O presidente da Comissão Organizadora, William Fuzita, diretor técnico da clínica, enfatiza que o evento tem a finalidade de difundir e democratizar informações aos profissionais que vivenciam a realidade da oncologia na região.

O evento científico configura-se como uma contribuição da clínica Sensumed Oncologia, de incentivo à formação e qualificação dos profissionais da Saúde dedicados ao estudo e condução do tratamento do câncer no Amazonas, enfatiza Fuzita, que aponta a Oncologia como uma das áreas que mais evolui na medicina, especialmente pela individualização dos tratamentos oncológicos, além das inovações tecnológicas em equipamentos e medicamentos.

Contudo, acrescenta Fuzita, mesmo com uma maior acessibilidade às informações, especialmente por meio da internet, ainda é preciso estimular a educação médica continuada, para a promoção da melhoria e da busca de um atendimento de excelência aos pacientes oncológicos. “E na região Norte, devido ao isolamento geográfico, exige-se um grande empenho, de maneira permanente, para que essa educação médica continuada se concretize”, ressalta o especialista. E o Sencop – Congresso Sensumed de Oncologia Personalizada foi idealizado para inserir-se nesse contexto amazônico, de maneira facilitadora e incentivadora na difusão da informação e do conhecimento.

O congresso segue os valores da Clínica Sensumed Oncologia, de acordo com seu diretor, com relação à atuação ética, ao atendimento humanizado, ao combate personalizado ao câncer, ao desenvolvimento e disseminação do conhecimento, à valorização dos recursos humanos e à responsabilidade socioambiental.

Programação

O I Sencop contempla em sua programação as seguintes áreas temáticas: Bases Biológicas e Moleculares das Neoplasias, Oncologia Clínica, Tratamento Multimodal do Câncer, cuidados paliativos ao paciente oncológico e a apresentação de resumos de trabalhos científicos inscritos e selecionados na área oncológica. O dia 22 de julho de 2018 é o prazo de entrega de trabalhos científicos. O autor deve enviar o trabalho pelo e-mail sencop@sencop.com.br. Para conhecer as normas acesse o site www.sencop.com.br. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone/whatsapp (92) 98403-7654.

As inscrições para os participantes, profissionais e acadêmicos de Saúde, estão abertas até um dia antes do evento, em 15 de agosto, às 15h, pelo e-mail sencop@sencop.com.br, pelo fone/whatsap (92) 98403-7654, ou na sede da clínica, rua Belém, 545 (antiga rua Marciano Armond), Adrianópolis, Manaus/AM. O valor das inscrições é de R$ 50,00 para acadêmicos, e de R$ 100,00 para profissionais, com o credenciamento a ser feito no dia 16 de julho, às 8h.

Palestrantes

Entre os palestrantes, o congresso terá a participação de especialistas de outros centros oncológicos do país, como os médicos oncologistas clínicos Dr. Carlos Henrique Andrade Teixeira, do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Dra. Laura Testa, do Grupo de Câncer de Mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp); Dr. Allex Jardim Fonseca, do Núcleo de Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Roraima (UFRR); Dr. Gustavo Girotto, do Centro Integrado de Pesquisa do Hospital de Base de São José do Rio Preto – Famerp; o mastologista Dr. Francisco Pimentel, do Hospital Geral de Fortaleza (HGF); a farmacêutica/bioquímica Dra. Veridiana Soares Cano, gerente de Informação Molecular / Molecular Information Manager – Foundation Medicine da Roche/BR; e a enfermeira Dra. Tamara Otsuru Augustinho Teixeira, do Grupo Oncoclínicas/SP.

Foto: Sensumed Oncologia/Ascom 

 

Serviço

Evento Científico: I Sencop – Congresso Sensumed de Oncologia Personalizada

Data do Evento: 16 e 17 de agosto de 2018

Local: auditório da Fecomércio/AM, R. São Luiz, 555 – Adrianópolis, Manaus/AM

Inscrições Abertas: até 15 de agosto de 2018, às 15h

Contatos:

Fone 92 98403-7654 (whatsapp)

E-mail sencop@sencop.com.br

Valor:

Profissional: R$ 100,00

Acadêmico: R$ 50,00

Credenciamento: 16 de agosto, às 8h

 

Acesse: www.sencop.com.br