Nova Zelândia lança campanha de reconexão ao mundo a partir de valores da cultura Maori

A Nova Zelândia lançou a campanha global A Journey of Reflection (Uma Jornada de Reflexão) para reconectar o país aos neozelandeses e aos turistas do mundo todo, por meio do compartilhamento de mensagens de reflexão sobre o que importa na vida. Essa iniciativa reforça valores relevantes da sua nação, nesse momento em que alguns sinais iniciais de recuperação começam a ser percebidos pela população da Nova Zelândia e ao redor do mundo.

Enquanto o país está se recuperando e aguarda o momento seguro quando poderá receber novamente visitantes, a Nova Zelândia produziu dois vídeos (vídeo 1 e vídeo 2) que trazem valores profundamente importantes que foram incorporados no estilo de vida dos neozelandeses a partir da herança da sua cultura Maori única. Alguns desses valores que a campanha leva para reflexão e estão na narrativa dos vídeos são o kaitiakitanga, que na cultura Maori significa proteger e cuidar de pessoas e lugares; o valor manaaki manuhiri, ou seja, acolher e cuidar de todos os visitantes; e whanaungatanga, que representa tratar os outros como família.

“Uma pausa forçada pode ser um motivo para reflexão sobre o que é mais importante para todos nós. Em tempos de crise, há oportunidades. Um tempo para refletir e redefinir nós mesmos e o mundo em que vivemos. À medida que velhos hábitos se desintegram sob força maior, novos caminhos podem surgir ou podemos simplesmente ser lembrados sobre o que sempre importou”, comenta Brodie Reid, diretora de Marketing do Turismo Nova Zelândia.

A Nova Zelândia se orgulha de como sempre manteve suas portas abertas para visitantes e o cuidado com eles e com a sua nação. E isso representa o valor Maori manaaki refletido na cultura do país. “Nós sabemos que muitas pessoas ao redor do mundo sentem uma conexão especial com o nosso país. Por isso queremos garantir que estamos cuidando dele e, quando estiver seguro, esperamos ansiosos em compartilhá-lo novamente”, completa Brodie Reid.

Enquanto aguarda a abertura das fronteiras internacionais, a Nova Zelândia também lançou a campanha Do Something New New Zeland (Faça algo novo Nova Zelândia), para os neozelandeses. O vídeo os incentiva a explorem o seu próprio país e todas as aventuras e descobertas que ele oferece.

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Covid 19: Campanha alerta para aumento dos casos de violência doméstica

Recomendadas pelas autoridades de saúde para conter a propagação do novo Coronavírus, as medidas de isolamento social provocaram mudanças sociais significativas e lançaram luz para um problema antigo, que atinge mulheres de todo o mundo: a violência doméstica.

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente entre os meses de março e abril deste ano, houve um aumento significativo de atendimentos de casos relativos à violência doméstica no telefone 190. Somente em São Paulo, o crescimento chegou a 45% de ocorrências registradas. Além disso, o estudo destaca um importante aliado da causa: as redes sociais. Impedidas de sair de casa, as vítimas não conseguem ir até uma unidade policial registrar ocorrência e é por meio das redes que chegam muitas denúncias. Segundo o balanço, de todos os relatos feitos nas redes, 431% foram de brigas de casal e mais da metade (53%) foram publicados apenas no mês de abril.

A coordenadora do Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Maria Cristiana Ziouva, chama a atenção para o aumento dos casos de violência: “Estamos recebendo informações dos tribunais de Justiça de todo o país. Os casos de violência doméstica e de feminicídio aumentaram significativamente nesse período de isolamento”. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por exemplo, registrou um aumento de 50% nos casos de violência doméstica durante o período de confinamento.

A fim de mudar esta triste realidade, instituições e empresas desenvolvem projetos que ajudem as vítimas a romperem o silêncio. O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, lançou o projeto “Carta de Mulheres”, onde as mulheres acessam o formulário on-line12 e uma equipe especializada responderá com as orientações. A sociedade civil organizada também segue implementando iniciativas para apoiar as mulheres em situação de violência doméstica durante a pandemia. A plataforma “Mapa do Acolhimento” lançou o #TôComElas conectando mulheres que sofreram violência a advogadas e psicólogas voluntárias. Os Institutos Justiça de Saia, Bem Querer Mulher e Nelson Willians lançaram a força-tarefa “Justiceiras”, que reúne voluntárias para oferecer orientações gratuitas às vítimas de violência por whatsapp e telefone.

O setor privado também está se mobilizando na causa. O Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, reconhecido por ser uma empresa de ‘alma feminina’, lançou o projeto “Quarentena sem violência”, um guia que orienta as colaboradoras as formas de atuar diante de uma situação de violência ou ajudar pessoas que enfrentam este tipo de prática. O conteúdo produzido com base na Lei Maria da Penha, auxilia mulheres a identificarem os sinais de relações abusivas, destaca os tipos de violência mais comuns, o ciclo da violência no âmbito familiar, as formas de denunciar e os aplicativos que auxiliam em momentos de tensão, entre outros detalhes.

De acordo com a Presidente Executiva do Grupo Sabin, Dra Lídia Abdalla, o documento é uma forma de acolher colaboradores que possam passar por este tipo de violência e mostrar que o mais importante é que elas saibam que não estão sozinhas. “O Grupo Sabin é reconhecido por ser uma empresa que valoriza a diversidade e investe na força da mulher e é em momentos tão delicados como estes que estreitamos mais ainda nossas conexões com estas mulheres, para que saibam que estamos juntos na batalha contra esta realidade”, destaca a executiva.

O guia destaca casos de violência não relatados por mulheres, mas que são práticas comuns que agressores têm adotado durante a quarentena. “Muitas mulheres são impedidas de higienizar as mãos com sabonete ou álcool em gel, por exemplo. Um risco à saúde e uma forma de violência grave”, destaca a Presidente. O documento ratifica ainda outras formas de violência praticadas durante a pandemia, como a disseminação de informações erradas sobre a doença e o isolamento, como forma de exercer poder e controle. Além disso, o documento alerta como os agressores podem utilizar as restrições recomendadas para o controle da pandemia para reduzir o acesso a serviços e ao apoio psicossocial, como proibir a comunicação com familiares por redes sociais. “Com menos contato com sua rede afetiva, a mulher pode estar mais suscetível a atos de violência”, finaliza.

Empatia na essência

Fundada por duas mulheres, as bioquímicas Janete Vaz e Sandra Soares Costa, a empresa tem 77% do quadro funcional dominado pela força feminina e aposta cada vez mais na gestão amparada por uma política de portas abertas, apoiando o capital humano e o protagonismo feminino.

Presente em todas as regiões do país, a empresa se destaca no mercado nacional de ter 74% dos cargos de liderança ocupados por mulheres. De norte a sul do país, são mais de 5.400 colaboradores oferecendo acesso à população brasileira serviços de saúde de excelência. “Nossos colaboradores seguem atuantes e incansáveis na busca por garantir que cada paciente esteja sempre no centro do cuidado. Por isso, estamos investindo cada vez mais na expansão dos nossos canais de atendimentos e ampliando o nosso portfólio, para promover a cada um dos nossos clientes uma experiência bem sucedida com nossos serviços”, destaca a executiva.

“Somos uma empresa reconhecida pelo acolhimento e cuidado com nossos profissionais e, ainda diante dos desafios e adversidades da pandemia, seguimos adotando medidas de enfrentamento para proteger cada colaborador. Cuidamos de vidas, tanto dos pacientes como dos nossos profissionais e este projeto reafirma o nosso propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas”, finaliza.

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Dia Nacional da Imunização: vacinação em dia previne mais de 20 doenças

Celebrado anualmente em 9 de junho, o Dia Nacional da Imunização destaca a importância de manter a carteira de vacinação atualizada para prevenir surtos de doenças fatais e evitar que outras já erradicadas voltem a fazer vítimas. Embora ainda não haja vacina para a Covid-19, as já existentes ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a diminuir as chances de complicações por outras doenças que podem ocasionar agravamentos em pessoas com comorbidades ou condições clínicas especiais, por exemplo.

De acordo com a médica membro da Doctoralia, especialista em vacinas, Melissa Palmieri, a imunização está entre os marcos da humanidade que contribuíram para o aumento da expectativa e da qualidade de vida. “As vacinas salvam vidas. Graças ao avanço da medicina, hoje já é possível prevenir mais de 20 doenças importantes em diferentes faixas etárias. No Brasil, conseguimos erradicar a poliomielite. Chegamos a ter o selo de eliminação do sarampo, que infelizmente foi perdido no ano passado, o que traz um alerta para toda a sociedade que conquistas como essas dependem de uma ação coletiva em prol de estarmos em dia com as nossas vacinas”, ressalta.

Como forma de conscientizar a população sobre a importância da iniciativa, o Ministério da Saúde implementou, em 1973, o Programa Nacional de Imunizações, que estabeleceu um calendário nacional de vacinação contra as principais doenças que acometem crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.

Segundo Melissa, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o calendário de vacinação deve ser seguido por toda a vida. “É um engano pensar que na fase adulta não há mais vacinas para tomar. Quem está com a carteira desatualizada coloca em risco não apenas a própria saúde, mas a de todos, já que pode se tornar um transmissor de doenças, em especial para os grupos mais vulneráveis”, alerta.

Nos últimos anos, um movimento de pessoas que são contra a imunização, chamado de “antivacinas”, tem preocupado as autoridades de saúde e os médicos. “Os movimentos antivacinas são tão perigosos quanto agentes infecciosos, como vírus e bactérias, porque ameaçam reverter o progresso alcançado no combate às doenças evitáveis”, complementa.

A Covid-19 mostra ao mundo o que a falta de uma vacina pode trazer de consequências negativas a nível individual e social. “Não podemos esquecer o surto de febre amarela, em Minas Gerais, em dezembro de 2016, que se estendeu por vários estados em áreas com baixas coberturas vacinais e áreas que não eram de risco para a doença, elevando a mortalidade em cerca de 30% em pessoas acometidas pelo vírus. Não seguir o calendário de vacinação é uma escolha irresponsável com as vidas das pessoas, sob o aspecto social pode se enquadrar como um crime contra a saúde pública. Por isso, não podemos retroceder quando o assunto é vacinação e este dia vem nos chamar atenção para este tema tão importante”, finaliza a especialista da Doctoralia, Melissa Palmieri.

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Lacc lança carta aberta à sociedade com pedido de ajuda para a manutenção de projetos

A Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) assinou, por meio de sua diretoria, uma carta aberta à sociedade amazonense, com um pedido de ajuda para a manutenção de seus projetos sociais. A ONG, que atua no Amazonas  há 65 anos, está passando por dificuldades financeiras, agravadas pela pandemia do novo coronavírus, que tem afetado instituições do terceiro setor, levando à queda na arrecadação. “Estamos correndo o risco de termos que suspender parcialmente alguns auxílios por falta de recursos, deixando vários pacientes sem o suporte que precisam para continuarem os tratamentos oncológicos”, explicou a presidente da entidade, Marília Muniz.

De acordo com ela, apesar de ser uma instituição sem fins lucrativos, a Lacc depende de doações para manter suas ações sociais, tais como a doação mensal de cestas básicas a pacientes de baixa renda que lutam contra o câncer, o custeio de aluguéis sociais, o transporte de pacientes à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) para a realização de tratamento de radioterapia e quimioterapia, o fornecimento diário de lanches às pessoas em tratamento hospitalar, o custeio de passagens terrestres e fluviais aos que moram no interior e em outros estados e estão em tratamento em Manaus e, finalmente, o suporte às ações assistenciais e de prevenção da FCecon.

“Cedemos um carro para auxiliar as equipes do Serviço de Terapia da Dor e Cuidados Paliativos da FCecon, que atendem os pacientes FPTs (Fora de Possibilidade Terapêutica), em casa, fazendo o controle da dor e dando mais dignidade a essas pessoas que estão na fase final da vida”, ressaltou o vice-presidente da Lacc, médico mastologista Jesus Pinheiro.

Toda a diretoria da ONG é composta por voluntários que apoiam a causa e que, de alguma forma, ajudam a manter o projeto vivo. “A Lacc tem uma hospedaria em sua sede (rua Padre Manuel da Nóbrega, Dom Pedro, Manaus), pronta para receber pacientes em situação de vulnerabilidade social durante o período em que são submetidos à terapia. Mas, embora ela tenha sido inaugurada há alguns anos, ainda não foi ativada por falta de recursos. É muito triste saber que algumas pessoas abandonam o tratamento por não terem onde ficar quando vêm a Manaus”, frisou Pinheiro.

A Lacc trabalha com doações através de seu site (www.laccam.org.br), call center (92-2101 4900), depósitos ou transferências bancárias ( especificações: Liga Amazonense Contra o Câncer – LACC CNPJ: 04.499.182/0001-48 Banco: Bradesco / Agencia: 0482-0 / Conta Corrente: 691.017-3) e boleto bancário ( https://lacc.doaeacao.com.br ). 

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Unidade Móvel do Sesc oferece exames gratuitos de mamografia e preventivo

A unidade móvel Sesc Saúde da Mulher – Tarcila Mendes, irá oferecer exames gratuitos de mamografia, preventivo e ações de educação em saúde. Os agendamentos já podem ser feitos no Centro Estadual de Convivência do Idoso – Aparecida, na rua Wilkens de Matos, s/nº, bairro Nossa Senhora Aparecida. Os atendimentos começam no dia 15 de outubro.

Os agendamentos podem ser feitos de segunda a sexta-feira das 9h às 11h30 e das 13h às 16h. As mulheres de 40 a 49 anos que desejarem fazer o exame de mamografia precisam levar a xerox do RG, CPF, Cartão do Sus, comprovante de residência e encaminhamento médico, acima de 50 anos não é necessário apresentar encaminhamento médico, somente os documentos.

Para o preventivo a faixa etária é de 25 a 64 anos, as mulheres interessadas devem levar xerox do RG, CPF, Cartão do Sus e comprovante de residência. Já as ações de educação em saúde contam com palestras, rodas de conversa e debates.

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A unidade atua como uma clínica da mulher sobre rodas, visando a prevenção do câncer de mama e colo de útero através da realização de exames de rastreamento como a mamografia digital e o papanicolau, além de ações educativas para a promoção da saúde.

Além de oferecer um atendimento humanizado a infraestrutura da unidade móvel chama a atenção, dentro da carreta há um consultório para realização de exames citopatológicos, uma sala de mamografia com exames de rastreio por imagem, banheiro, tenda externa com espaço multimídia para ações educativas, recepção e sala de espera. Dispõe ainda de um ambiente climatizado, além de elevador de acesso para deficientes.

Foto: Sesc/divulgação

Páscoa Solidária levará acolhimento a pacientes com câncer da rede pública estadual de saúde

Com a proximidade da Páscoa, feriado cristão que celebra a ressurreição de Cristo, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Amazonas (RFCC-AM), entidade filantrópica, convida a população a exercitar a solidariedade, através de mais uma campanha, que recebe o apoio da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc). O foco, desta vez, é a arrecadação de caixas de chocolates, que serão destinadas a cerca de 300 pacientes oncológicos de baixa renda em tratamento na rede pública de saúde do Estado, explicou a diretora da RFCC-AM, Tammy Cavalcante.

A Páscoa Solidária, que acontece anualmente, há mais de dez anos, tem o objetivo de reforçar o acolhimento e a humanização no ambiente hospitalar, com a entrega de chocolates a pacientes em situação de vulnerabilidade social, que lutam contra o câncer, e estão acamados na Fundação Cecon. Para doar, basta entregar as caixas de chocolate na sede da Lacc (rua Padre Manuel da Nóbrega, Dom Pedro, atrás do colégio La Salle).

A atividade, que contará com a presença do tradicional coelhinho, personagem interpretado por um voluntário da ONG, está programada para o dia 17 deste mês, no horário da manhã. Durante a ação, kits de higiene pessoal também devem ser doados nos setores de Quimioterapia e internação, incluindo enfermarias compartilhadas para adultos e crianças. Também estão previstas apresentações musicais.

“Tudo para levar mais calor humano a essas pessoas, que precisam de apoio nessa fase difícil da vida e, quando mais carinho elas recebem, mais se sente fortalecidas e com as energias renovadas para enfrentar essa batalha”, destacou a diretora.

Tammy destaca que o fortalecimento da Política Nacional da Humanização em unidades hospitalares, como a FCecon, conhecida como referência em cancerologia em toda a Amazônia Ocidental, faz toda a diferença durante o tratamento. “Muitos pacientes passam por terapias prolongadas, o que faz com que fiquem meses dentro do hospital. As atividades voltadas à humanização ajudam também no reforço do vínculo entre as pessoas que lutam contra a doença e os profissionais que atuam na assistência”, explicou.

A atividade da RFCC-AM precede o feriado da Semana Santa, que começa na sexta-feira, 19. A Páscoa será comemorada dia 21 deste mês (domingo). Trata-se da principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã.

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TJAM vai habilitar cooperativas interessadas em participar de projeto de coleta seletiva de resíduos

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) vai selecionar associações ou cooperativas interessadas em fazer a coleta dos resíduos recicláveis, descartados por unidades da Corte Estadual. O edital com os critérios de habilitação foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) de terça-feira (dia 26) e pode ser consultado na íntegra, neste link.

As associações ou cooperativas interessadas em participar do procedimento de habilitação têm até o dia 8 de março para fazer a entrega dos documentos exigidos no edital. A divulgação da lista de habilitadas será feita no dia 13 de março.

A medida integra as ações do programa de coleta seletiva, um dos eixos do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário (PLS-TJAM) que tem, dentre seus objetivos “o de estimular a redução do impacto negativo ambiental, aprimorando as ações que promovam a gestão de resíduos sólidos”.

Desenvolvido pelo Subcomitê de Logística Sustentável, ligado à Divisão de Planejamento do TJAM, o Plano segue as diretrizes da Lei Estadual 249/2015 – que torna obrigatória a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual e sua destinação prioritária às associações ou cooperativas de catadores de material recicláveis –; da Resolução 201/2015, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata da implantação do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário; dentre outras normativas referentes ao tema.

Coordenadora do Subcomitê de Logística Sustentável do TJAM, Monike Antony ressalta que, conforme o Edital de Habilitação publicado no DJe, serão celebrados Termos de Compromisso, com vigência de seis meses, para até quatro entidades. “É uma forma de assegurar a relação custo-benefício favorável aos esforços empreendidos pelos catadores e não gerar dependência das entidades com o TJAM”, frisou a coordenadora.

Chefe do Setor de Projetos da Divisão de Planejamento, Bruno Oliveira de Souza explica que o Edital de chamamento vai habilitar as empresas que estiverem aptas a desenvolver o serviço para o TJAM, no que se refere à coleta dos resíduos recicláveis e sua destinação final conforme o previsto na legislação ambiental.

“Paralelamente ao lançamento do Edital de Habilitação, estaremos também adesivando nossos recipientes de coleta de lixo de forma que cada um seja utilizado para um tipo específico de resíduo e, ainda, fazendo o trabalho de conscientização sobre o tema junto aos servidores. A gestão ambiental é uma quebra de paradigmas e é necessário investir na educação para fomentar uma nova cultura organizacional”, frisou Bruno.

A fase piloto do programa acontecerá na sede do TJAM, no Centro Administrativo anexo e na Casa da Justiça, que funcionam todos no mesmo complexo, no Aleixo. A proposta é, em seguida, ampliar para as demais unidades da capital, como os Fóruns Henoch Reis, Lúcio Fonte, Azarias Menescal, dentre outros.

“Para levar adiante esse trabalho, precisamos ter as empresas habilitadas para fazer a coleta seletiva. E essas empresas têm de cumprir os requisitos necessários, estar com a sua documentação em dia, comprovar capacidade técnica e que possam, ainda, nos fornecer o certificado de que o material coletado teve a destinação final correta”, acrescentou o chefe do Setor de Projetos.

Ação experimental

Varas do Fórum Henoch Reis, numa ação de iniciativa da Divisão de Serviço Social – que também integra o Subcomitê de Logística Sustentável –, já vem realizando a coleta seletiva de papel, destinando o material a uma cooperativa de reciclagem. A ação, que no mês de janeiro resultou na reciclagem de meia tonelada de papel, tem a participação de 15 unidades judiciárias e a parceria da Eco-cooperativa de Materiais Recicláveis do Amazonas.

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Lacc pede o apoio da sociedade para ampliar doações pela internet

Com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção, apoio e assistência ao paciente oncológico na região Norte, a Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), que completou 64 anos neste mês, enfrenta um de seus maiores desafios em 2019: garantir a adesão da sociedade à sua plataforma online (www.laccam.org.br). O canal foi criado especialmente para facilitar as doações à instituição através da internet e, assim, reforçar importantes projetos sociais, explica a presidente da entidade, enfermeira Marília Muniz.

Muniz assumiu a direção da ONG neste ano, em substituição ao mastologista Jesus Pinheiro, que atuou diretamente na melhoria das áreas financeira a administrativa da instituição, promovendo o equilíbrio econômico e a ampliação das ações e campanhas temáticas. 

“Com a recuperação econômica do País, que enfrentou nos últimos anos uma crise econômica devastadora, renovamos as esperanças de ampliação da nossa receita, contando com uma ferramenta que visa aproximar o contribuinte da instituição e, ao mesmo tempo, levar mais informação de qualidade sobre a prevenção ao câncer, focando nos principais fatores de risco ambientais e nas metodologias para o diagnóstico precoce da doença”, destacou Muniz.

De acordo com ela, atualmente, a maior parte da arrecadação da Lacc vem dos agendamentos via Call Center (telefone 92-21014900), cujo fluxo inclui um a equipe de mensageiros para buscar, pessoalmente, as doações nas residências ou locais pré-agendados pelos colaboradores.

“Apesar de ser nosso principal meio de captação de recursos, ainda é um processo caro para a instituição. Com o site, além de garantir uma ferramenta segura e prática, chamada PagSeguro, podemos ampliar, com alguns cliks, nossa área de arrecadação, antes restrita a Manaus”, explicou.

A Lacc registra, no Amazonas, mais de 100 mil atendimentos/ano, que incluem a destinação de lanches, diariamente, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon); o custeio de aluguéis sociais e passagens fluviais e terrestres para pacientes de baixa renda; o transporte de pessoas em tratamento de radioterapia ou quimioterapia na rede pública; a entrega de cestas básicas e/ou alimentação especial para pacientes em situação de vulnerabilidade; o suporte às ações e campanhas de prevenção desenvolvidas no Estado e às atividades assistenciais do Serviço de Terapia da Dor e Cuidados Paliativos da Fundação Cecon, entre outros.

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Lar Janell Doyle promove campanha “Mochila Solidária” até dia 13

Arrecadar materiais escolares para 150 crianças é o objetivo da campanha ‘Mochila Solidária’, promovida pelo Lar Batista Janell Doyle, em Manaus, até o próximo dia 13 de dezembro. Além das crianças e adolescentes abrigados na instituição, o material também irá beneficiar estudantes que moram no entorno da casa, situada no bairro do Mauazinho, na zona sul da capital amazonense.

Cada mochila deve conter cadernos, conjuntos de lápis para escrever e de cor, borracha, régua, canetas hidrocor, massa de modelar e resma de papel A4, a serem utilizados nas atividades escolares em 2019.

Os interessados em participar da campanha podem deixar suas doações na sede da instituição (Rua Igarapé de Mauá, nº 1, no bairro Mauazinho), de segunda-feira a sábado, a partir das 8h.

A entrega das mochilas será realizada na manhã da sexta-feira (14), na festa Sonho de Criança, evento natalino promovido anualmente pela instituição, no qual são distribuídos também lanches e presentes para as crianças e famílias da comunidade.

22 anos

O Lar Batista Janell Doyle é uma das instituições sociais mais tradicionais e atuantes de Manaus. Fundado em 1996, o espaço já atendeu mais de 6 mil crianças em situação de risco social (violação de direitos, vítimas de abusos, maus-tratos e negligência familiar, entre outras situações que afetam seu desenvolvimento) ao longo destes 22 anos.

Atualmente conta com 26 acolhidos – de zero a 18 anos de idade – que recebem assistência social e psicológica diariamente por uma equipe de especialistas, além de desenvolver uma série de programas sociais na comunidade em seu entorno.

Além da campanha ‘Mochila Solidária’, o Janell Doyle também está recebendo doações de cestas básicas, alimentos (principalmente carne, frango e leite em pó), fraldas (tamanho XXG), material de higiene e limpeza a serem repassadas para os moradores do bairro e também para manutenção das atividades da instituição.

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Campanhas combatem boatos sobre vacinação contra sarampo para melhorar a imunização

Com 271 casos confirmados de sarampo dos 1.841 notificados desde março de 2018, Manaus teve decretação de situação de emergência para conter o avanço da epidemia da doença na capital amazonense. Os números divulgados no Informe Epidemiológico da Sala de Situação de Vigilância em Saúde publicado em 3 de julho revelam que o crescimento no número de casos suspeitos aumenta a possibilidade de disseminação da enfermidade para outros Estados, colocando em risco os compromissos para certificação da eliminação da circulação do vírus do sarampo.

Durante todo o mês de agosto, a partir do dia 6, acontecerá em nível nacional a Campanha Nacional Contra a Poliomielite e o sarampo, e dentro da situação de emergência buscará a intensificação da aplicação da vacina para alcançar 95% da população, controlando assim a epidemia. O público-alvo é composto de crianças com no mínimo 6 anos até adultos de 49 anos. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) estimam que a população nessa faixa etária seja de 724.048 pessoas, mas aproximadamente 40% ainda não foram devidamente imunizadas. O maior número de ocorrências tem sido observado ao longo da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista), na zona norte de Manaus.

O infectologista e diretor de Assistência Médica da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-DHV), Antônio Magela Tavares, alerta sobre campanhas antivacinas baseadas em suposições e sem embasamento científico. “O sarampo, uma das doenças mais antigas de que se tem ciência mas que já tem vacina, chegou a ser vetada por pais de crianças e jovens por acreditarem que a vacina causava autismo”, exemplifica.

De acordo com Magela, os serviços de epidemiologia do Estado começaram a ficar atentos e iniciar campanhas após as notificações de casos na Venezuela, ano passado. Depois começaram as ocorrências em Roraima, principal ponto de destino dos imigrantes venezuelanos. “Como temos uma ligação direta com Boa Vista, vimos que era questão de tempo chegar aqui, por isso temos hoje o maior número de registros de sarampo na zona Norte da capital, que é por onde se entra em Manaus”, explica.

Mitos

O sarampo, conforme o infectologista, faz parte do grupo de viroses comuns da infância, não exclusivas dela. Juntamente com a crença de que a enfermidade causaria autismo, é um dos mitos que ainda existem, e vários adultos foram internados com a doença. “Ela pode evoluir gravemente em grupos de risco, com populações mais vulneráveis. Isso inclui quem faz quimioterapia, gestantes, idosos e crianças desnutridos, portadores de doenças crônicas e usuários de corticoides”, alerta Magela. Ele acrescenta que a vacina contra o sarampo também contempla a caxumba e a rubéola.

As pessoas podem ter tido sarampo na sua forma mais branda, que felizmente é a maior parte dos casos”, afirma Magela. “Quem já teve sarampo, está imunizado. Como toda epidemia, ela vai passar”, acrescenta. Isso porque, segundo o infectologista, a partir do momento em que 95% da população estiver vacinada, a doença começa a regredir.

As redes sociais tem sido a arma utilizada para tirar dúvidas, compartilhar informações sobre o sarampo e, principalmente, desmentir boatos. “Sempre surgem áudios e vídeos alarmistas, e estamos desmistificando isso para passar informações mais seguras para as pessoas”, explica Magela. “O sarampo é uma das doenças mais antigas, mas que possui vacina. Por que ainda existe? Por causa de campanhas antivacina, que não tem embasamento científico e são baseadas em suposições”, alerta.

Magela conta que, na Inglaterra, um pesquisador publicou em 1998 um artigo no qual associava o autismo à vacina do sarampo. “Houve uma redução drástica na vacinação, o sarampo aumentou, mas o autismo, não. Em 2010, o artigo foi desmentido. Em 12 anos, muita gente deixou de se vacinar, causando explosão da doença em vários países”, lembra. “No Brasil, ainda hoje é assim. São crianças que podem se imunizar entrando em contato com pessoas doentes”.

Antonio Magela Tavares, infectologista da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-DHV), Antônio Magela Tavares: sarampo ainda existe por causa de campanhas antivacina sem embasamento científico

Riscos

O médico da FMT alerta que o sarampo pode causar morte em idosos e crianças, além de causar meningite e encefalite, com grande risco de sequelas psicológicas. “Com toda essa realidade epidemiológica, é mais seguro e inteligente se vacinar. O Brasil hoje é autossuficiente na produção da vacina, feita com todo o rigor de critérios científicos e eficaz. O calendário oficial de vacinas está aí desde 1987, e em torno de umas 20 doenças podem ser prevenidas pela vacinação”, argumenta Magela.

Poliomielite

Até o final do século 20, a poliomielite ainda causou muita preocupação. “A geração que hoje tem 50 a 60 anos se lembra disso. Havia medo muito grande da polio, chamada paralisia infantil por atingir muitas crianças”, lembra Magela.

Atualmente, não há notificações sobre poliomielite, mas isso não elimina os riscos. “Mais de 300 cidades brasileiras estão em situação de risco por terem baixa cobertura vacinal, às vezes abaixo de 50%, por isso essa campanha a partir do dia 6”, justifica o infectologista.

A forma grave da poliomielite compromete o sistema nervoso central e o respiratório, e os estudos para produção de vacinas se intensificaram a partir dos anos 1950. O último caso registrado no Brasil foi em 1990, e após isso a poliomielite foi considerada erradicada no país, o que foi certificado em 1994. “Mas ela ainda existe, o que justifica a vacina. O vírus continua circulando no mundo, e no processo de globalização é fácil ir de um lugar para outro. Daí devemos intensificar a cobertura vacinal”, atesta.

Por que vacinar?

O sarampo é uma doença infecciosa viral alta transmissibilidade, cuja prevenção é feita através da vacina Tríplice Viral que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. Quem a contrai pode evoluir para quadros graves, incluindo meningite, encefalite, pneumonia e morte, principalmente em idosos, crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A transmissão da doença ocorre diretamente de pessoa a pessoa, através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas pelo vírus.

A poliomielite é uma doença causada por um vírus que reside no intestino e é eliminado com as fezes, que contamina água e alimentos, culminando no ataque do vírus ao sistema nervoso central, destruindo os neurônios motores da medula, atrofiando as fibras musculares. Com isso, a criança perde força nos membros inferiores, atrofia, também chegando a causar outras dificuldades como insuficiência respiratória, contaminando água e alimentos e podendo infectar outra pessoa. Há o risco da transmissão direta de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva, fala, espirro e tosse.

Fotos: Mayana Lopes