Monja Coen conta o que aprendeu com o silêncio

Reconhecida como uma das maiores personalidades religiosas do país, fundadora da Comunidade Zen-Budista Zendo Brasil, Cláudia Dias Baptista de Souza, a Monja Coen, já vivenciou diferentes experiências ao longo da vida.

Cláudia seguiu por caminhos que a levaram para lugares distintos, do perfeito ao imperfeito. Os diversos países, culturas e episódios a trouxeram até esta narrativa. Em “O que Aprendi com o Silêncio”, publicado pela Editora Planeta, ela compartilha “retalhos da memória”, contando alguns episódios da sua infância, como o batismo católico e momentos com os pais e os avós.

No livro, ela também fala sobre seu primeiro encontro com o budismo na Califórnia, a carreira de jornalismo durante a Ditadura Militar, além das memórias dos casamentos e abusos sofridos. Na obra, a líder espiritual reconstrói seu passado de forma sincera, mas com a leveza de alguém que é livre dos episódios relatados.

Com 72 anos de idade e 44 dedicados à prática meditativa, a autora best-seller, reconhecida como personalidade no Brasil e no mundo, ensina por meio de suas experiências a quietude viva e excitante de jamais repetir um instante e assim encontrar um estado de tranquilidade onde o som e o silêncio se mesclam. Com prefácio de Clóvis de Barros Filho, “O que Aprendi com o Silêncio” é um recurso pacifico para o leitor se beneficiar da sua verdadeira liberdade. Da paz que vem para desvendar as tramas mentais, pois o passado se foi.

“Já não sou quem fui. Nem sou quem serei. 
Se feri e incomodei, não foi com essa intenção.
Procurava o Caminho, a luz, a vida. Pensava que no sexo, nas drogas,
na música encontraria um sentido a uma vida vazia.
Encontrei o nada.Ao encontrar o nada encontrei o todo. ”

(O que Aprendi com o Silêncio – Uma autobiografia, pág. 180)

Monja Coen é a primaz fundadora da Comunidade Zen-Budista Zendo Brasil, criada em 2001, com sede no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Teve seu primeiro contato com o zen-budismo no Zen Center de Los Angeles, onde fez os votos monásticos em 1983. Residiu por oito anos no Mosteiro Feminino de Nagoya, no Japão, onde graduou-se como monja especial, habilitada a ministrar aulas de budismo para monges e leigos. Sob a orientação de Shundô Aoyama Dôchô Rôshi, sua mestra de treinamento, foi a primeira monja líder do mosteiro.

Ao retornar ao Brasil em 1995, como missionária da tradição Sôtô Zenshû, serviu no Templo Busshinji, no bairro da Liberdade, em São Paulo, durante seis anos. Em sua comunidade, que sedia o Templo Taikozan Tenzui Zenji, mantém atividades regulares, como cursos, liturgias, retiros e palestras, além da realização de casamentos, cerimônias fúnebres e memoriais, bênçãos de locais e de crianças. É constantemente convidada a dar palestras em empresas e instituições de ensino em várias localidades do país. É autora dos best-sellers “Zen para Distraídos”, “A Sabedoria da Transformação” e “Aprenda a Viver o Agora”.

Sinopse: Sem o objetivo de compor uma autobiografia propriamente dita, Cláudia Dias Baptista de Souza, conhecida como Monja Coen, compartilha com o leitor memórias de alguns dos momentos mais marcantes de sua história, detalhes de sua conversão ao zen-budismo, de sua trajetória monástica, além de toda transformação que viveu aprendendo a silenciar a mente. Entre o que a autora chama de “retalhos da memória”, episódios marcados por intensa transformação são apresentados ao leitor. Desde sua infância em São Paulo, rodeada de livros e música em uma família católica, ao seu primeiro divórcio e gravidez aos 17 anos, Coen, que significa “um só círculo” em japonês, faz reflexões resultantes de uma vida e de quase 45 anos no Caminho Zen.

Ficha técnica
Título: O que Aprendi com o Silêncio – Uma autobiografia
Autora: Monja Coen
Páginas: 232
Preço: R$ 44,90
Selo Academia
Editora Planeta



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