Força-tarefa monitora possível avanço de manchas de óleo na costa atlântica paraense

Ilha do Lombo Branco, Augusto Corrêa/PA

A força-tarefa que monitora a possível chegada de óleo a costa Atlântica do Pará está, nesta sexta-feira (25), no município de Augusto Corrêa, na região nordeste paraense. Equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual, Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Instituto Biologia e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (BioMa) e representantes do município atuam em conjunto para realizar ações preventivas na região. 

“Criamos uma rede de relação com a prefeitura, pescadores e toda a comunidade para que juntos consigamos fazer o monitoramento tanto em terra quanto no mar. Quem conhece mais a região é quem vive no local. E os trabalhadores do mar tem informações geográficas sobre o movimento de correntes marinhas. Estamos estabelecendo essas conexões para dar a eles informações sobre como agir caso as manchas de óleo cheguem até aqui”, avaliou Rodolpho Zahluth Bastos, secretário adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

As equipes utilizam duas embarcações para fazer o monitoramento nas praia Coroa Comprida, Jabutiteua, Cupim, Camarau-Açu e Sarnambi. O ponto de apoio é a praia do Cupim, onde as equipes vão pernoitar devido a localização. “Nós vamos sair para vistoriar as localidades. Na quinta (24) nos reunimos com pescadores e não temos informações de mancha de óleo na costa marítima. Agora vamos trabalhar a prevenção, a força-tarefa vai dar informações importantes como quem deve ser procurado caso o óleo chegue até aqui”, explicou Lilielson da Silva Araújo, secretário da coordenação da Defesa Civil Municipal de Augusto Corrêa.

Na quarta (23) e quinta-feira (24) a força-tarefa atuou na região de Viseu, na divisa entre os estados do Pará e do Maranhão. Os profissionais realizaram o monitoramento nas praias Jabutitiua, Sardinha, Porco, Jatium, além da pedra do Gurupi, Ilha do Lembo Branco e Ilha de Apeú Salvador, onde a equipe pernoitou. Em nenhuma localidade foi encontrado óleo.

A professora da UFRA, Tabila Neide, explica que o monitoramento é importante principalmente porque uma das primeiras áreas que podem ser atingidas se o óleo chegar ao Pará é a reserva extrativista Marinha Guripi-Piriá, uma unidade de conservação federal criada em 2005 e com área de um pouco mais de 74 mil hectares. “O monitoramento permitiu também um trabalho de conscientização nas comunidades pescadoras. Principalmente para que os trabalhadores e moradores da área tenham conhecimento sobre o possível surgimento de óleo”.

A ação vai continuar no sábado (26), quando será feito um novo monitoramento embarcado nas praias de Augusto Corrêa, com a mesma logística feita anteriormente em Viseu. No domingo (27), a equipe retorna a Belém.

Texto: Ronan Frias – SEMAS / Agência Pará

Fotos: Agência Pará / Fotos Públicas

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