Fórum Virada Sustentável debate hoje sobre Amazônia e Pantanal

Nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, encerra a programação do Fórum Virada Sustentável 2020, que neste ano foi toda promovida virtualmente pela 10ª Virada Sustentável SP, fato que ampliou a possibilidade de participação do público para além de São Paulo. São dois painéis para debater e nos fazer refletir sobre o meio ambiente: às 14h, tem a conversa Biomas em foco – soluções e desafios para a preservação – Especial Pantanal; e logo após, às 15h, uma edição especial do Batata Quente para discutir a atual situação da Amazônia.

O painel Biomas em foco tem participação de Rui Chammas, CEO do ISA CETEEP; Cel. Ângelo Rabelo, fundador do Instituto Homem Pantaneiro; e Esteban Payán, diretor regional da Panthera na América do Sul. No painel Batata Quente, o cartunista Caco Galhardo, o jornalista Matthew Shirts e a escritora Giovana Madalosso entrevistam o ambientalista Virgílio Viana.

Virgílio Viana é superintendente Geral da Fundação Amazonas Sustentável | FAS

Última Semana

O Fórum da 10ª Virada Sustentável SP está em sua última semana, que pela primeira vez em sua história teve 1 mês de programação, com proposta de um modelo híbrido, adaptado para a pandemia. Totalmente gratuitas, as atividades do Fórum foram realizadas através de transmissão online ao vivo, com tradução em Libras, permitindo que o público de fora de São Paulo pudesse participar de todos o evento.

Ao longo das cinco semanas de programação, passaram pelo Fórum diversos profissionais que abordaram questões de como podemos pensar em um futuro que une desenvolvimento e sustentabilidade. A economista Kate Raworth, criadora do conceito Economia Donut, e o arquiteto William McDonoughcoautor do Cradle to Cradle (Berço ao berço), participaram da primeira semana do evento, e juntos reuniram mais 20 mil pessoas em suas palestras virtuais.

A Virada

A 10ª Virada Sustentável SP, reconhecido como o maior evento de sustentabilidade do Brasil, envolve articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades. O evento, que gera ampla visibilidade às iniciativas e debates positivos e inspiradores da cidade, que refletem temas como biodiversidade, cidadania, mobilidade urbana, água, direito à cidade, mudanças climáticas, bem-estar, consumo consciente e economia verde, entre outros, teve mais uma vez a parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Entre os dias 16 de setembro e 18 de outubro, em todas as regiões da cidade de São Paulo e nas plataformas virtuais, a Virada Sustentável 2020 apresentou uma programação inteiramente gratuita com instalações, projeções, grafites, cinema, intervenções, programação de bem-estar, além do Fórum Virada Sustentável.

Fórum Virada Sustentável 2020 I Meio Ambiente

• Biomas em foco | Soluções e desafios para a preservação – Especial Pantanal > Um debate aberto sobre como conservação da biodiversidade, desenvolvimento local e emergência climática são temas interligados e qual o papel dos diferentes atores envolvidos.

Convidados
Esteban Payán – Diretor Regional – Panthera na América do SulCel.
Ângelo Rabelo – Instituto Homem Pantaneiro
Rui Chammas – CEO ISA CTEEP

Mediação: Dal Marcondes

Data: 14/10
Horário: 14h às 15h
Local: Transmissão ao vivo online
Inscrição pelo site da Virada Sustentável > http://www.viradasustentavel.org.br

• Batata Quente especial na Virada Sustentável entrevista Virgílio Viana > Será discutida a situação da Amazônia através de rodadas de perguntas do jornalista Matthew Shirts, do cartunista Caco Galhardo e da escritora Giovana Madalosso ao ambientalista Virgílio Viana.

Anfitrião | Fervura no Clima
Convidado | Virgilio Viana – FAS

Entrevistadores
Matthew Shirts
Caco Galhardo
Giovana Madalosso

Data: 14/10
Horário: 15h às 16h
Local: Transmissão ao vivo online
Inscrição pelo site da Virada Sustentável > http://www.viradasustentavel.org.br

Foto Ilustração: Fotos Públicas|Bruno Kelly|Amazônia Real
Foto Virgílio Viana: Divulgação

1ª telha fotovoltaica de concreto do país deve chegar ao mercado em 2021

A telha fotovoltaica de concreto BIG-F10 – primeira telha de concreto com tecnologia desenvolvida no Brasil, que capta energia solar para a produção de energia elétrica a partir de células fotovoltaicas aplicadas diretamente nas telhas, sem a necessidade de painéis adicionais -, do grupo Eternit, especializado em matérias-primas, produtos e soluções para o setor de construção civil, foi certificada no início do mês de setembro pelo INMETRO, sob o registro 005443/2020. E sua omercialização para o grande público em todo o país está prevista para o primeiro semestre de 2021.

“Somos a única companhia brasileira a produzir localmente um produto revolucionário que irá ajudar a diminuir o consumo de energia tradicional de forma ecológica, ao mesmo tempo em que promove eficiência no uso”, afirma Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit.

A Tégula Solar, empresa que pertence ao Grupo, iniciou a produção sob demanda na fábrica de Atibaia, no interior paulista, para projetos-pilotos em parceria com clientes selecionados em locais residenciais, comerciais e de agronegócio. Com capacidade total de 11 MWp/a (ou 11 Megawatts-pico ao ano) em geração de energia, a unidade recebeu a instalação de equipamentos nacionais e importados, e adaptou sua infraestrutura para a fabricação da nova linha de produtos de alta tecnologia.

Economia

Cada telha de concreto da Eternit Solar produz 9,16 watts e tem dimensão de 365 x 475 mm. A capacidade de produção média mensal de uma única telha é de 1,15 Kilowatts hora por mês (kwh/mês). A estimativa é que essa tecnologia seja vantajosa para o consumidor ao permitir entre 10% e 20% de economia no valor total da compra e da instalação das telhas fotovoltaicas, em relação aos painéis solares montados em cima de telhados comuns. O retorno sobre o investimento ocorre dentro de um período relativamente curto, de 3 a 5 anos, dependendo do sistema.

O número de telhas fotovoltaicas necessário para uma residência vai depender da quantidade de energia que se deseja produzir, da localização do imóvel, inclinação e orientação com relação ao sol, entre outros fatores. Uma residência pequena pode ter em torno de 100 a 150 telhas fotovoltaicas de concreto. Casas de médio e alto padrão, de 300 a 600 unidades ou mais. O restante do telhado é feito com telhas comuns, complementadas com acabamentos como cumeeiras, laterais, espigão do mesmo modelo, com mesmo material e encaixes perfeitos, garantindo a melhor estética do telhado.

Rede Mulher Empreendedora distribui 10 milhões de máscaras em todo o país

O projeto “Heróis Usam Máscaras”, uma parceria entre Bradesco, Itaú e Santander, que tem como objetivo gerar renda e ajudar no combate à pandemia da Covid-19, distribui gratuitamente 10 milhões de máscaras em todo o país. Coordenada pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), a iniciativa contou com a participação de 5 mil costureiras de 20 estados. O projeto foi concebido pelo Instituto BEI, por meio de parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, destacou que a iniciativa cria oportunidades concretas para o exercício do empreendedorismo entre milhares de integrantes da cadeia produtiva do setor têxtil.

“Mais que um conceito, este projeto é uma realidade que transforma vidas e desperta novas possibilidades. Por isso, estamos orgulhosos em participar deste movimento que faz inclusão social e traz empoderamento”, apontou ele. “Esse círculo virtuoso nasce na indústria têxtil, ganha capilaridade nas máquinas de costura operadas por milhares de micro e pequenas empreendedoras em 20 estados e obtém como resultado a proteção de milhões de brasileiras e brasileiros nesta pandemia. A união de forças entre iniciativa privada, poder público, comunidades e sociedade neste projeto é um exemplo de como, juntos, podemos encontrar caminhos para a superação das adversidades”, completou.

Para Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco, o esforço conjunto do setor bancário potencializa iniciativas como esta, alcançando mais pessoas em todo o país. “O momento pede medidas urgentes e a colaboração de todos. Nós, do Itaú Unibanco, continuaremos engajados em iniciativas como esta, que ajudam a amenizar os efeitos sociais da pandemia, e na construção de redes de solidariedade”, disse.

“Estamos direcionando o potencial empreendedor brasileiro para a produção de equipamentos que minimizam o risco de contágio pelo coronavírus. Seguiremos firmes no compromisso de apoiar a sociedade de todas as formas possíveis, tanto com soluções de negócios quanto no reforço à capacidade de enfrentar os impactos da pandemia em nosso país”, afirmou Sérgio Rial, presidente do Santander.

Distribuição

As máscaras produzidas pelo projeto Heróis Usam Máscaras serão entregues a ONGs, prefeituras e governos dos estados. Até o momento 58 instituições em 12 estados já receberam e estão organizando a distribuição para a população. Entre elas estão a Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro (500 mil máscaras), a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Campina Grande, na Paraíba (55 mil) a Prefeitura de Manaus, no Amazonas (27 mil), e a Prefeitura de Niterói, no Rio de Janeiro (110 mil).

Nos próximos dias as Secretarias de Saúde e órgãos de assistência do governo do Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará receberão as máscaras, somando um total de 3 milhões de unidades do acessório de segurança que se tornou um dos mais importantes na prevenção à pandemia. A ONG Amigos do Bem, além do Médicos Sem Fronteiras, serão parceiros para o escoamento da produção.

Em Manaus-AM, a doação de 27 mil máscaras foi feita em 22 de julho passado, como parte da Campanha #ManausSolidária, da Prefeitura de Manaus, por meio do Fundo Manaus Solidária, presidido pela primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro. “Essa entrega é muito importante: de um lado nós tivemos a distribuição de renda, para que as costureiras produzissem as máscaras; e do outro lado a população, que vai receber a doação”, destacou.

Mesmo com a diminuição do número de casos confirmados do novo coronavírus na cidade de Manaus, enfatiza a primeira-dama, o Fundo Manaus Solidária continua com o trabalho de arrecadação de doações de alimentos e kits de higiene. Até o momento já foram distribuídas 10 mil máscaras para servidores municipais que estão na linha de frente (exceto da Saúde, que segue outro protocolo). As outras 17 mil máscaras serão distribuídas para pessoas em vulnerabilidade, juntamente com os kits da campanha #ManausSolidária.

Geração de Renda

Segundo Ana Fontes, fundadora da RME e presidente do IRME, um projeto como este, que gera renda em toda cadeia, é fundamental para o momento que estamos vivendo, e solidariamente ajuda as pessoas que precisam, mas não possuem acesso a uma máscara.

O Instituto RME, criado em 2017, é o braço social da Rede Mulher Empreendedora – RME, apoiado em valores como igualdade de gênero, oportunidade para todos, educação, capacitação acessível e colaboração social. O foco é capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil e ajudá-las a conseguir autonomia sobre suas vidas e seus negócios.

“É um projeto que gera renda para as pessoas que produzem os tecidos, os insumos, instituições que estão apoiando as costureiras e, ainda, ajuda na ponta quem não tem condições de comprar uma máscara. As pessoas e entidades têm um papel fundamental de apoio nesta pandemia”, disse.

Mulheres

Um dos objetivos do projeto é a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Costureiras que em outros locais recebiam apenas R﹩ 0,30 por máscara receberam em média R﹩ 1,34 por unidade produzida.

O projeto Heróis Usam Máscaras contou com a participação de 62 organizações da Sociedade Civil que administram o trabalho de 5.983 costureiras e costureiros, sendo que os homens representam 2%. Pessoas do Brasil inteiro participaram divididos da seguinte forma: 122 pessoas da região centro Oeste, 684 no Nordeste, 140 na região Norte, 80 pessoas do Sul e 4.957 da região Sudeste do País.

Segundo a costureira Márcia Oliveira Ferro, moradora do município de Mirador Negrão, no interior de Alagoas, o projeto foi fundamental e de grande ajuda. “Na minha casa somos em quatro adultos e uma criança. Eu fazia parte de um projeto de bolos, que parou com a pandemia. A renda produção das máscaras era o que tínhamos para o nosso sustento. A cada máscara que eu fazia eu pensava em como o meu trabalho era importante para outras pessoas e contribui para ajudar salvar vidas”, disse ela.

“O projeto foi transformador, mudou a minha vida e de todas mulheres que participam”, diz Talita Furigo dos Santos, da cidade de São Paulo. “O projeto me mostrou que não é impossível ajudar alguém quando realmente se quer ajudar. Eu estou muito feliz de ter participado desse projeto. Ele foi uma ponte para o meu futuro”, contou.

A costureira Gracilene Feitosa Trajano, de Manaus, no Amazonas, sempre trabalhou em projetos com voluntárias, no entanto, com a pandemia ficou desempregada. “Para mim, participar do projeto foi fundamental. Fiquei sem trabalho durante a pandemia e com o dinheiro que ganhei com a produção das máscaras consegui me manter”, explicou.

Fotos: Divulgação/IRME

Como (re)pensar a sustentabilidade

*por Camila Von Muller Vergueiro Caram

Você sabia que, segundo o Google Trends, a pergunta mais buscada na internet com relação a sustentabilidade no Brasil, no período de 13/06/19 a 13/06/20, é “O que é sustentabilidade?”. Parece estranho que essa seja a questão que mais intriga os brasileiros em pleno século XXI, mas há uma explicação para isso.

A questão é que o conceito de sustentabilidade mudou muito ao longo dos anos. No começo da minha carreira, essa palavra já tinha ganhado destaque, mas ainda estava associada ao cuidado com o meio ambiente, junto com outros termos, como reflorestamento, limpeza de rios e lagos, economia de energia e papel, repensar o uso de combustíveis fósseis, mas sempre associando sustentabilidade ao meio ambiente.

Nos últimos tempos, o conceito ficou mais abrangente e incorporou a roupagem de como está hoje no dicionário, que especifica sustentabilidade relacionando-a a aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais, buscando suprir as necessidades do presente sem afetar as gerações futuras.

Ao meu ver, faz mais sentido, já que quando pensamos nas gerações futuras, construímos em nossa mente o mundo que queremos deixar a elas. E, de fato, ele não é permeado apenas pelo meio ambiente.

Por isso, a sustentabilidade precisa ser pensada por todos nós em suas várias facetas. Sustentabilidade é cuidar da água, da terra, da natureza. Mas, também é olhar para a igualdade de gênero, dar condições aos colaboradores para exercerem suas funções da melhor maneira possível, estimular a criatividade, reconhecer que as pessoas são o que diferencia uma empresa da outra, dividir o que se tem em grande quantidade com quem tem muito pouco, proporcionar cultura, educação e saúde a todos, melhorar a distribuição de renda, deixar de segmentar as pessoas pela cor da pele ou origem social, estimular o cuidado com a saúde e educar sobre todas essas questões.

É um conceito realmente bastante amplo, que está pouco a pouco saindo do campo das ideias para o das ações. No entanto, é preciso a força e a compreensão de toda a sociedade para que isso aconteça.

Percebe como não é tão esquisito saber que, pelo menos no Brasil, a pergunta “o que é sustentabilidade?” é a que reúne mais acessos quando se busca sobre o conceito de sustentabilidade no período citado? E esse fator complementa outra pesquisa realizada também no Google Trends, considerando todo o mundo e o período de 14/06/19 a 14/06/20, onde a primeira pergunta mais buscada é, na tradução para o português: “Por que as empresas estão começando a incorporar a sustentabilidade em seu modelo de negócios?”.

A resposta está visível, por um viés ou pelo outro. A sociedade mudou, assim como aconteceu com o conceito de sustentabilidade. Hoje, uma empresa desperta interesse não só pela posição que ocupa no mercado ou por seu faturamento, mas também pelo propósito e pelas práticas relacionadas a diversidade, sustentabilidade e iniciativas sociais, para citar alguns exemplos. De fato, é tudo isso que irá determinar o verdadeiro valor de uma marca.

Mas aqui vale uma ressalva. Da mesma forma que sustentabilidade não é só cuidar do ‘verde’, ela também não é só filantropia. É preciso entender, praticar e disseminar o conhecimento de sustentabilidade em sua amplitude.

Uma forma de começar essa discussão na sua empresa é ter a agenda de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) como o fio condutor para uma atuação responsável aliada à ideia de progresso, já que ela engloba 17 objetivos, os ODSs (http://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/). Estou segura de que não há evolução sem uma agenda de crescimento sustentável, da mesma forma em que não há desenvolvimento sem o protagonismo das empresas no tema.

A maioria das empresas já entendeu que implantar iniciativas sustentáveis não é um gasto, mas sim um investimento. Já estão no radar, também, as vantagens competitivas proporcionadas pelo tema, as oportunidades de mercado que são criadas, bem como a atração e retenção de talentos por trás de uma empresa sustentável. Mas quero trazer aqui uma provocação para quem talvez não saiba por onde começar: simplesmente comece!

Você pode começar de várias maneiras: por meio de pequenas práticas; com agendas sustentáveis e se comprometendo a solucionar os principais problemas globais, mas em âmbito local; apoiando a pequena comunidade no entorno da sua empresa. E essas são apenas algumas das várias iniciativas que podem surgir.

Começar pode não ser fácil, mas tem um valor enorme. Não só para você ou a sua empresa, mas para os colaboradores, a cadeia de fornecedores, as comunidades, os clientes, os investidores e todos os que estão à volta deles. Por isso, volto a dizer: simplesmente comece! Essa a forma que temos para construir o futuro no melhor tempo, o agora.

* Camila Von Muller Vergueiro Caram é superintendente de Estratégia Digital e Marketing da OdontoPrev, empresa líder em planos odontológicos na América Latina e maior operadora do setor de saúde do Brasil em número de clientes.

Sustentabilidade nas empresas aumenta demanda por profissionais com atuação em meio ambiente

A participação do Brasil na agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) vem promovendo uma mudança de comportamento por parte das empresas e sociedade. Para se ter uma ideia, das 17 metas principais, oito são focadas na preservação dos recursos naturais e na transformação no modo de consumir e produzir dos países participantes.

Com essa perspectiva, as empresas estão cada vez mais preocupadas com as questões ambientais e sua adequação ao plano global de sustentabilidade. A preocupação é validada pela população, que está mais consciente e procura consumir produtos de organizações dedicadas em preservar, recuperar e proporcionar condições de vida dignas para as próximas gerações.

O Senac EAD disponibiliza qualificações no segmento ambiental em todos os níveis de ensino e uma das opções é o curso Técnico em Meio Ambiente. O curso de nível médio totaliza 1200 horas (20 meses), período em que o aluno terá acesso a conhecimentos que vão da elaboração e implementação de projetos ambientais, até o controle e gestão de sistemas integrados no setor.

De acordo com a coordenadora do Técnico em Meio Ambiente do Senac EAD, Marília Coelho Teixeira, a área de atuação para esses profissionais é abrangente. “Há oportunidades no setor público para cargos de fiscalização e gestão ambiental, porém, a iniciativa privada oferece mais opções. O cidadão com formação técnica poderá trabalhar na análise e coleta de dados ambientais, elaboração de laudos e documentos para licenciamento ambiental, além de atuar na operação e gerenciamento de sistemas de tratamentos de resíduos sólidos e efluentes”, detalha.

A docente confirma a atenção das empresas em implementar ações e projetos de proteção ao meio ambiente, visto que compreendem a importância de estabelecer os critérios de sustentabilidade. “A contratação de profissionais da área de meio ambiente é de suma importância para as organizações, pois, são eles que irão colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos no curso e propor ações de melhoria e sustentabilidade em prol da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável”, observa.

Mudança de comportamento

Apesar da conscientização e mudança de comportamento de grande parte da sociedade, algumas ações precisam ser reforçadas com frequência. A docente Marília pontua ações simples e que podem ser incorporadas ao cotidiano das famílias, que desejam contribuir com a preservação do meio ambiente:

– Separação correta de resíduos sólidos urbanos, ainda mais relevante em razão da pandemia do novo coronavírus (famílias estão gerando resíduos hospitalares como máscaras e luvas);

– Consumo consciente com relação aos produtos essenciais para o ser humano, ou seja, comprar o que realmente for utilizar e evitar o consumo supérfluo;

– Comprar produtos de empresas que possuem valores de responsabilidade socioambiental e sustentável, assim, você está valorizando essas organizações;

– Reutilizar produtos e embalagens;

– Ser mais flexível com o trabalho em home office, pois, é uma atitude considerada sustentável. O fato dos colaboradores não precisarem se deslocar todos os dias para o emprego influencia diretamente na redução de emissões atmosféricas dos gases de efeito estufa.

Fonte: Indicadores brasileiros para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) http://odsbrasil.gov.br/

Serviço:

As inscrições para o curso Técnico em Meio Ambiente estão abertas entre os dias 22 de junho e 17 de agosto de 2020. Mais informações sobre valores e o conteúdo programático das aulas podem ser verificadas na página: http://www.ead.senac.br/cursos-tecnicos/tecnico-em-meio-ambiente/

Foto: reprodução

Temporada de fogo começa em alta na Amazônia

O período seco na Amazônia – quando, em 2019, foram registradas queimadas de dimensões trágicas – está começando com dados alarmantes. O número de queimadas entre 1 e 21 de junho de 2020 é o maior dos últimos 10 anos nesse período – e ficou 50% acima da média dos 10 anos anteriores (2010 a 2019), que foi de 979.

Nos primeiros 21 dias de junho, foram detectados 1.469 focos de queimadas no bioma Amazônia, 30% a mais que no mesmo período de 2019, quando 1.125 focos foram registrados pelo Inpe. Desses 1.469 focos de queimadas detectados na Amazônia entre 1 e 21 de junho de 2020, 63% ocorreram no Mato Grosso (915).

Esses são os dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Somados aos dados de desmatamento recente, este aumento no número de focos em um mês que historicamente é mais baixo anuncia o que está por vir.

Desmatamento

Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2020, houve alertas de desmatamento para 2.032 km2 na Amazônia Legal, o maior número registrado para o período desde 2015. E o corte raso na floresta amazônica continua subindo.

A ameaça é que o desmate deste ano supere os 10.129 km2 medidos no ano passado, na maior taxa desde 2008 e mais do que o dobro da taxa medida em 2012.

Se olharmos de agosto de 2019 a maio de 2020 com base nos dados do Deter, do Inpe, o desmatamento foi de 6.504 km2, 78% a mais em comparação ao período anterior (agosto de 2018 a maio de 2019), quando foram desmatados 3.654 km2. Esse período de 10 meses exclui os meses de junho e julho, quando o desmatamento é historicamente mais alto.

Saúde pública

Vistas isoladamente, as queimadas representam graves riscos à saúde da população. Um dos efeitos é o aumento do registro de internações hospitalares por doenças respiratórias. Estudo da Fundação Oswaldo Cruz constatou que o número de crianças internadas dobrou entre maio e junho de 2019 – no início do período das queimadas, numa amostra de 100 municípios da Amazônia Legal. Foram 2,5 mil internações a mais por mês, o que teria custado R$ 1,5 milhão extras ao Sistema Único de Saúde. E não são apenas as crianças que sofrem. “As queimadas na Amazônia representam um grande risco à saúde da população. Os poluentes emitidos por essas queimadas podem ser transportados a grande distância, alcançando cidades distantes dos focos de queimadas”, diz o informe do Observatório de Clima e Saúde, ligado à Fiocruz. 

Foto: Araquém Alcântara/WWF Brasil

Cientistas mapeiam grilagem em florestas públicas na Amazônia

Um novo artigo científico de autores brasileiros, publicado na última segunda-feira (23) na revista “Land Use Policy”, mapeia a grilagem em florestas públicas não-destinadas na Amazônia. Dos 49,8 milhões de hectares de florestas sob responsabilidade estadual e federal, mas ainda não alocados a nenhuma categoria de uso, 11,6 milhões de hectares foram declarados irregularmente como imóveis rurais, de uso particular, no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (CAR). Essa área equivale a dois estados do Rio de Janeiro.

O impacto da grilagem se traduz facilmente em desmatamento. Nessas áreas, os pesquisadores identificaram 2,6 milhões de hectares derrubados até 2018, uma área do tamanho de Sergipe. Tal destruição gerou a emissão de 1,2 bilhão de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. Oitenta por cento da área desmatada (2,1 milhões de hectares) apresenta registro no CAR, demonstrando a intenção de uso privado de uma área pública.

Se toda a área registrada até hoje como propriedade privada fosse legalizada, de 2,2 a 5,5 milhões de hectares poderiam ser derrubados nos próximos anos – isso seguindo os limites de desmatamento definidos pelo Código Florestal, quando muitas vezes o desmatamento é maior que o permitido.

Nos últimos anos, a grilagem de florestas não-destinadas aumentou. Em 2019, foi a categoria fundiária onde mais se derrubou floresta na Amazônia, de acordo com dados do sistema de alertas de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Deter. A tendência se mantém em 2020.

Passo a passo

Para fazer a análise, os pesquisadores primeiro limparam as sobreposições das florestas não-designadas no Cadastro Nacional de Florestas, do Serviço Florestal Brasileiro, que conta com 62 milhões de hectares, com outras áreas na base fundiária da Amazônia. Com isso, chegou-se a 49,8 milhões de hectares de florestas públicas, próxima ao tamanho da Espanha, que ainda não foram destinadas para proteção ou uso sustentável de seus recursos naturais, como previsto na Lei de Gestão de Florestas Públicas, de 2006. Deste quinhão, os estados da Amazônia possuem uma área maior (32,7 milhões de ha) do que o governo federal (17,1 milhões de ha).

A grilagem dessas áreas tem como objetivo frequente a especulação fundiária. “Na Amazônia, observamos a seguinte dinâmica: um grileiro entra na área pública e a registra como dele ou no nome de laranjas; depois desmata a área, coloca algumas cabeças de gado para se dizer pecuarista e tenta de todos os jeitos a regularização, ou espera um desavisado comprar a terra. Uma vez vendida, essa terra entra no sistema de produção agropecuária, e o novo dono e seus produtos carregam esse passivo, enquanto o grileiro passa para a próxima área”, explica o pesquisador Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), um dos autores principais do estudo.

O CAR, como registro de regularidade ambiental da propriedade, autodeclarado pelo ocupante, entra nessa equação como uma tentativa de se forjar uma ocupação regular. Por isso, é preciso barrar a validação desses cadastros falsos no sistema. “Esses registros estão na base de dados do governo. Para atuar contra a ilegalidade, é fundamental que o poder público atue para, no mínimo, avaliar a legalidade da ocupação destas áreas, pois isso é roubo do patrimônio público”, diz Moutinho.

A pesquisadora Claudia Azevedo-Ramos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que liderou o estudo, destaca o papel dessas florestas. “É preciso destinar essas florestas para fins de proteção e uso sustentável. Preservar esses ecossistemas significa respeitar os direitos das populações tradicionais e indígenas, que muitas vezes são expulsos pelos grileiros, além de manter a chuva e o clima estáveis, fundamentais para a produção agrícola na Amazônia.”

A despeito de a legislação brasileira definir categorias potenciais de destinação para as florestas públicas, e resguardar essas áreas como domínio público, os autores destacam que, desde 2019, todos os programas de designação dessas áreas foram desmontadas pelos governos federal e estaduais. “Estas florestas pertencem aos brasileiros. Aos governos, cabe protegê-las e garantir que não sejam entregues à especulação e à usurpação de seus recursos naturais. Preservar as florestas públicas é garantir que a Amazônia mantenha suas funções climáticas e socioambientais, com benefícios para todo o planeta”, explica Azevedo-Ramos.

Foto: Ibama/arquivo

Novo podcast reflete sobre a relação do homem com o meio ambiente e aproxima os ouvintes de questões da natureza

A quarentena forçada pela crise do novo coronavírus fez com que a sociedade parasse em vários sentidos e a fez refletir sobre inúmeras questões relevantes para a qualidade da vida humana, como a do meio ambiente, uma das principais. Neste cenário nasce o RECONECTA, podcast com apresentação do jornalista, fotógrafo, documentarista e diretor da Bambalaio, Rafael Duarte foto). O programa estreia na próxima sexta-feira, 12 de junho, nos principais agregadores de podcasts e é um espaço de reflexão sobre o futuro próximo do planeta, a forma como as pessoas viverão quando a crise acabar, seus hábitos e ações determinantes para a conservação do meio ambiente, que está diretamente ligado ao bem-estar do ser humano.

A primeira temporada do RECONECTA terá 10 episódios e contará com a participação de pensadores, cientistas e comunicadores que trarão reflexões sobre a conexão entre o ser humano e o seu ambiente natural. O podcast vai contextualizar as questões ambientais dos pontos de vista da nossa sociedade e irá propor caminhos para uma vida de melhor qualidade em um planeta, possivelmente, mais saudável, durável e sustentável.

“Estamos passando por um momento histórico. A humanidade vive uma fase crucial e 2020 é um ano crítico para o planeta. Temos apenas uma década para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A questão ambiental deve se tornar prioridade na pauta internacional para que a gente resolva, enquanto serem humanos, os problemas que nós mesmos criamos e assim restabelecermos um meio ambiente saudável para nós e para as demais espécies”, analisa Duarte. “A sociedade precisa ter mais informações para refletir sobre seu papel no planeta e agir para tornar a sua própria casa um lugar mais durável e sustentável”.

O programa de estreia terá a participação do pensador e líder indígena Ailton Krenak, que fala sobre a conexão do homem e a natureza. Já o segundo episódio, que também será disponibilizado em 12 de junho, conta com o climatologista Carlos Nobre, que debate sobre os desafios climáticos e os riscos que a Amazônia corre. Os demais programas serão lançados quinzenalmente, sempre às sextas-feiras, no Deezer, Spotify, Apple Podcasts, Google Podcast e demais agregadores.

RECONECTA tem produção da Bambalaio, com roteiro, apresentação e edição de Rafael Duarte, e finalização e distribuição da Half Deaf, produtora de podcasts da GMD. Para acompanhar as novidades do podcast, visite os perfis @reconectapodcast e @rafaelduartephotography no Instagram e o perfil @reconectacast no Twitter.

Foto: divulgação

Área desmatada na Amazônia a ser queimada em 2020 pode superar os 4,5 mil km²

Uma área desmatada de pelo menos 4.500 quilômetros quadrados na Amazônia, equivalente a três vezes o município de São Paulo, está pronta para queimar. Resultado da soma do que foi derrubado no ano passado e nos primeiros quatro meses desse ano, e ainda não queimado, essa vegetação no chão pode virar fumaça com a estação seca que começa em junho em mais uma temporada de fogo intensa como observamos em 2019. Se isso ocorrer, o número de internações por problemas respiratórios pode aumentar expressivamente, pressionando ainda mais o sistema de saúde da região, já duramente afetado pela covid-19.

O alerta foi dado nesta segunda-feira (8/6) em uma nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Pelos cálculos dos cientistas, se o ritmo acelerado de desmatamento continuar nos próximos meses, quase 9 mil kmpoderão virar cinzas, já que a época mais intensa de derrubada e queima se inicia agora, com a chegada do período seco na região.

“Coibir as queimadas e o desmatamento neste ano, além de uma ação de proteção ambiental, é também uma medida de saúde”, afirma o autor principal da nota, o pesquisador Paulo Moutinho, do Ipam. A preocupação reflete os dados do ano passado, quando os municípios que mais queimaram na Amazônia viram o ar ficar 53% mais poluído, em média, em relação a 2018. Moutinho ainda pondera que “uma não ação dos poderes públicos na prevenção do desmatamento e das queimadas poderá representar perdas de vidas humanas para além das previstas com a pandemia”. “Precaução é a palavra chave agora”, conclui.

Normalmente, anos assim cheios de fumaça levam centenas de pessoas para postos de saúde e hospitais da região. Se isso acontecer em 2020, elas encontrarão leitos ocupados por infectados pelo coronavírus.

“Durante a temporada de fogo, extensas áreas da Amazônia tem qualidade do ar pior que no centro da cidade de São Paulo devido às queimadas. Isso tem forte efeito na saúde, especialmente em crianças e idosos, que são as populações mais vulneráveis”, explicou o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo, que colaborou com o trabalho. “Como a poluição das queimadas viaja por milhares de quilômetros, comunidades isoladas de índios respiram esta atmosfera insalubre, que é muito acima dos padrões de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde.”

Quatro estados concentram 88% da área desmatada e não queimada: Pará (com 42%) dos 4,5 mil km², Mato Grosso (23%), Rondônia (13%) e Amazonas (10%). Olhando com mais cuidado, onze regiões são especialmente preocupantes. Elas devem ser consideradas como prioritárias para ações de comando e controle, especialmente aquelas planejadas pelo governo federal, assim como para o planejamento de atendimento à saúde pelos governos estaduais.

O fogo é o próximo passo no processo de conversão de uma floresta em outro uso da terra, como pasto, explica a diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar, que também assina a nota técnica. “Por isso, quando temos uma taxa de desmatamento alta na Amazônia, a relação com o aumento de focos de calor é direta. Foi o que vimos acontecer em 2019 e, infelizmente, se nada for feito, é o que deveremos ver em 2020, já que a derrubada continua num ritmo elevado.”

Foto: divulgação

Embrapa e A.B.E.L.H.A. oferecem curso on-line de criação de abelhas sem ferrão

Está no ar o primeiro curso on-line e gratuito sobre criação de abelhas sem ferrão, fruto da colaboração entre a Embrapa Meio Ambiente e a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.).

O Curso de Meliponicultura Embrapa/A.B.E.L.H.A. está disponível na plataforma http://www.embrapa.br/e-campo e no canal da Embrapa Meio Ambiente no YouTube, com linguagem acessível, rico em imagens e demonstrações práticas. As videoaulas vêm atender ao interesse crescente pela criação de abelhas sociais nativas do Brasil. Elas são dóceis – pois não têm ferrão – e podem ser criadas como hobby, mesmo em casa e centros urbanos, ou para fins comerciais, já que produzem méis especiais – alguns com grande valor de mercado.

O curso é idealizado e ministrado por Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente na área de abelhas e polinização, e também membro do comitê científico da A.B.E.L.H.A.. O principal objetivo de suas pesquisas é desenvolver tecnologias para tornar a atividade de criação de abelhas sem ferrão economicamente viável.

“Além de capacitar as pessoas para iniciar na meliponicultura (a criação de abelhas sem ferrão), também queremos aprimorar as técnicas de quem já é criador, mas o faz de forma rústica, para que possa melhorar seu desempenho produtivo”, conta Menezes.

Nos moldes de ensino à distância, a capacitação está dividida em quatro módulos que, no total, somam carga horária de 8 horas. É um curso completo sobre o assunto, com informações sobre a biologia das abelhas sem ferrão e técnicas de manejo. Após assistir às quatro videoaulas, as pessoas estarão preparadas para iniciar sua própria criação e produzir mel.

Abelhas para todo lado

“O Brasil vive um período especial em relação às abelhas, com muito interesse seja do público leigo, seja da Academia. Agora, com o curso de meliponicultura, a ideia é que mais pessoas tenham contato com nossas abelhas. Assim, ajudamos a conservá-las”, explica Ana Assad, diretora-executiva da A.B.E.L.H.A..

O curso conta ainda com o apoio de um importante parceiro do setor produtivo, a Loja das Abelhas , o maior fornecedor de produtos para criação de abelhas sem ferrão do Brasil, e da Kombee, projeto que usa as espécies nativas para ações de educação ambiental.

Serviço

Curso de Meliponicultura Embrapa/A.B.E.L.H.A.

As inscrições são permanentes e, após a sua efetivação, o participante tem sete dias para realizar o curso. Os quatro módulos juntos somam carga horária de 8 horas.

Módulo I: Quem são as abelhas sem ferrão?

Apresenta a diversidade de abelhas presentes no Brasil e as principais características que diferem as abelhas sem ferrão das demais.

Módulo II: Biologia geral das abelhas sem ferrão

Demonstra a biologia geral das abelhas sem ferrão e como suas colônias são organizadas.

Módulo III: Por que criar abelhas sem ferrão?

Mostra caminhos que o meliponicultor pode seguir com a sua atividade.

Módulo IV: Técnicas de manejo de abelhas sem ferrão

Aprendizagem sobre como criar as abelhas sem ferrão e manejá-las de forma eficiente.

Foto: Reprodução