Tecnologia embarcada em drone agrícola vai detectar doenças na lavoura

Utilizar o drone como ferramenta agrícola já é uma realidade que melhora a produtividade no campo. Mas agora, a empresa Horus Aeronaves e Basf, em parceria com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Sebrae, avança e cria uma tecnologia que amplia e melhora seu desempenho. Trata-se de um software para drone de monitoramento agrícola que detecta os locais de maior infestação de pragas e vegetação doente no cultivo de soja.

O projeto foi desenvolvido pela Fundação CERTI, Unidade EMBRAPII, e reúne dados captados por câmeras especiais instaladas no drone. Com as informações e imagens obtidas, é possível identificar com exatidão os locais infestados por pragas, plantas invasoras, doenças ou deficiência nutricional.

Em geral, o processo convencional no combate a ervas daninhas na cultura de soja é baseado na verificação periódica do plantio e algumas medidas acabam sendo adotadas tardiamente. O software agilizará este processo permitindo um monitoramento preventivo e de maior abrangência através das análises de campo. Além disso, identificado o problema na lavoura, não mais será necessária a utilização de herbicidas nas áreas saudáveis.

“A tecnologia possibilitará estimar linhas e falhas de plantio e identificar ervas daninhas, aumentando em até 20% a produtividade. Será possível também integrar os dados obtidos com os drones aos maquinários agrícolas para aplicação de insumos, gerando uma economia de até 50%”, diz o CEO da Hórus, Fabrício Hertz. De acordo com Laercio Aniceto Silva, superintendente de Negócios da CERTI, o modelo EMBRAPII traz um importante ganho no desenvolvimento da indústria. “O financiamento não reembolsável viabiliza que uma empresa de pequeno porte como a Horus possa contratar projetos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) com a CERTI e ainda envolver a BASF, interessada nos impactos que esta solução trará para os produtores em campo”, diz.

EMBRAPII e Sebrae

Este e diversos outros projetos são resultados de uma parceria entre EMBRAPII e Sebrae que firmaram recentemente novo contrato que pode alavancar até R$100 milhões em investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em projetos de startups, micro e pequenas empresas. O objetivo é financiar ideias inovadoras de pequenos empreendedores buscando potencializar a competitividade de suas empresas no mercado.

No modelo convencional da EMBRAPII são financiados até 1/3 do valor dos projetos inovadores da indústria brasileira com recursos não reembolsáveis, além de colocar à disposição para seu desenvolvimento as Unidades EMBRAPII, renomados centros de pesquisa credenciados pela instituição. No modelo específico que inclui o Sebrae, os empreendedores recebem o complemento de suas contrapartidas financeiras nos projetos compartilhando os riscos e contribuindo para sua viabilização.

Foto: Divulgação

Estudantes de Barreirinha transformam Amazônia em sala de aula e serão representantes do Brasil em conferência na Itália

Dados do Censo Escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que 56% das escolas de Ensino Médio não têm laboratório de ciências. A Escola Professora Maria Belém, em Barreirinha (AM) – pequeno município localizado no coração da Amazônia – faz parte dessa estatística. Chamando a atenção para essa realidade, alunos do 3º ano do Ensino Médio pensaram em uma solução simples, porém extremamente criativa: levar a sala de aula para fora dos muros da escola. Era o início do projeto “Amazônia, um laboratório natural“, um dos premiados na 5ª Edição do Desafio Criativos da Escola, de 2019, iniciativa do Instituto Alana.

Com o objetivo de transpor os livros e dinamizar o tempo de estudo, cinco alunos se reuniram com o professor de biologia para propor alternativas para as atividades práticas na escola. Em pouco tempo, os jovens perceberam que tinham à disposição o maior laboratório natural do mundo: a Floresta Amazônica. Depois de se apropriarem dos temas que poderiam ser usados como fonte de estudos, 25 alunos viajaram de barco até a comunidade vizinha de São Francisco do Paraná do Moura. Lá, divididos em grupos, pesquisaram sobre diferentes temas, tais como os tipos de água, os habitat, as florestas primária e secundária, os aspectos das diversas plantas e os tipos de serpentes.

Além de evidenciar a falta de laboratório na escola, o sucesso da experiência transformou a percepção da turma e melhorou significativamente a absorção dos conteúdos de disciplinas como física, química e biologia. Durante todo o projeto, o grupo contou com o apoio do professor, que contribuiu com soluções para as dúvidas que surgiam e, posteriormente, ajudou na organização dos debates. A iniciativa foi multiplicada para outras turmas do “Maria Belém”, que se inspiraram no primeiro teste e passaram a ocupar outros espaços não formais e torná-los extensões das salas de aula.

De Barreirinha para Roma!

Agora, três estudantes e um professor orientador da iniciativa embarcam, em novembro, para Roma, na Itália, com a equipe do Criativos da Escola. Como parte da premiação deste ano, os sete grupos premiados participarão da Conferência Global “Eu Posso” (I Can) – com a presença do Papa Francisco, de artistas e demais lideranças mundiais – onde vão compartilhar suas experiências de protagonismo, empatia, criatividade e trabalho em equipe para outros 2 mil estudantes de todo o mundo. Além da imersão, o grupo ganhará também o valor de R$ 1.500 para o projeto e R$ 500 para o educador.

A novidade desta edição fica por conta da viagem de premiação ser internacional: uma imersão em Roma, na Itália, no final de novembro, irá reunir mais de 2 mil crianças e jovens de países integrantes do movimento Design for Change – do qual o Criativos da Escola faz parte.

“Os sete projetos representarão um movimento de crianças e jovens de todo o Brasil que nos apresentam a beleza e a força de soluções coletivas, inovadoras e solidárias para os desafios de seus territórios e para os problemas que mais os incomodam em suas realidades. Estamos muito felizes em divulgar estas iniciativas que irão mostrar para o mundo não só projetos incríveis, mas também a necessidade de olharmos para as questões abordadas por cada um deles e para os direitos que deveriam ser garantidos para toda a sociedade”, comemora o coordenador do Criativos da Escola, Gabriel Maia Salgado.

Sobre o Instituto Alana

O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

Foto: divulgação

Boto Cor de Rosa é bicampeão do Çairé

Com 464 pontos, um a mais que o boto Tucuxi, o boto Cor de Rosa conquistou o bicampeonato do Festival dos Botos do Çairé 2019, ocorrido na Vila de Alter do Chão, no oeste do Pará.

A disputa das duas agremiações foi acirrada durante toda a apuração, ocorrida na tarde desta segunda-feira, 23, data do encerramento da festa, no Lago dos Botos, em Alter do Chão. Esse é o 11° título do boto Cor de Rosa, o qual desempata a competição que estava igualada em 10 títulos para cada agremiação.

O boto campeão de 2019 destacou na sua apresentação a importância da água para a preservação da vida do planeta, a sustentabilidade como fonte de vida, e empolgou a torcida com seus cordões de carimboleiros, itens, artes cênicas, alegorias e torcida.

Um dos destaques foi a transformação de Nossa Senhora da Saúde, padroeira da vila, na Saraipora, representada pela Rainha do Çairé, Maria Eulália.

A cênica da sedução da cabocla pelo boto homem violeiro também chamou a atenção dos jurados e dos presentes.

O resultado está sendo muito comemorado pelos brincantes e torcedores do Cor de Rosa na Vila se Alter do Chão, berço do boto.

Os botos se apresentaram no último dia 21, sábado.

Texto e fotos: Nely Pedroso

Estudo aponta marcador promissor no pós-operatório digestivo oncológico

O estudo do nutricionista clínico-oncológico Ábner Souza Paz, especialista em terapias nutricionais da SENSUMED Oncologia e pesquisador do Instituto SENSUMED de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, que finalizou seu mestrado, realizado na Universidade Federal do Amazonas – UFAM, pelo Programa de Pós-graduação em Cirurgia – PPGRACI, aponta um marcador promissor, o Ângulo de Fase (AF°), advindo de aplicação de Bioimpedância Elétrica, na atuação das equipes cirúrgicas digestivas oncológicas, no intuito de prever situações indesejáveis no pós-operatório, tais como efeitos da desnutrição e até mesmo o óbito.

Pela dissertação de mestrado de Ábner Souza, que teve orientação da professora Drª. Maria Conceição de Oliveira, e avaliação da professora Drª. Ana Rita e do médico cirurgião e professor Dr. Gerson Nakajima, foi provado que o marcador AF° é mais sensível em diagnosticar a desnutrição e prever possíveis problemas após a cirurgia, quando comparado com os outros marcadores convencionais usados na prática clínica.

Segundo o especialista, a utilização do AF° favorece a compreensão da equipe cirúrgica multidisciplinar para as condutas conservadoras, durante o período operatório, dando assim maior chance de recuperação aos pacientes, bem como menores riscos de morte.

Os métodos de avaliação nutricional com o AF°, no pré-operatório, explica Ábner Souza, apresentam diagnóstico, mesmo antes da intervenção cirúrgica, de valores com significação clínica de elevado risco e de piora do quadro de desnutrição, com possíveis desfechos negativos no pós-operatório. “Sendo assim, a avaliação nos dá embasamento para talvez postergar o procedimento cirúrgico, em detrimento de um possível preparo de imunonutrição no pré-operatório”, enfatiza o nutricionista clínico-oncológico. Destacando-se nesse sentido o cuidado com a alta prevalência de desnutriç& atilde;o antes de procedimento cirúrgico favorecendo as complicações pós-operatórias graves, das quais a desnutrição é um fator preditivo para sua ocorrência.

As limitações desse estudo, ressalta o pesquisador, incluem a avaliação de pacientes de apenas um único centro médico implicando no transversal, tamanho da amostra com um número expressivo.

Perspectivas

Pelo estudo realizado, destaca Ábner Souza, o marcador AFº deverá se tornar ferramenta rotineiramente empregada nos serviços de oncologia, possibilitando antever o prognóstico do paciente, além de poder servir como instrumento de triagem nutricional, possibilitando o encaminhamento de pacientes ao serviço de nutrição. “Dessa maneira, é possível reduzir as complicações decorrentes do tratamento cirúrgico oncológico e, consequentemente, proporcionar melhores desfechos, inclusive com menores custos hospitalares”, avalia o pesquisador.

Ábner Souza recomenda que os métodos antropométricos de avaliação nutricional, relacionados às medidas físicas do corpo humano, devem ser reavaliados à luz da epidemia de sobrepeso e obesidade. O nutricionista adianta que novos estudos devem sugerir pontos de corte que sejam mais sensíveis para identificar desnutrição. E demais métodos de avaliação nutricional, como dinamometria e EMAP, devem ser melhor avaliados em diferentes populações com maiores números de participantes.

A partir dessa dissertação, avalia Ábner Souza, novos trabalhos poderão ser desenvolvidos em assuntos relacionados ao estado nutricional e à gravidade da inflamação em pacientes com câncer, bem como incorporar o AFº como indicador prognóstico durante a avaliação pré-operatória.

Foto: Divulgação

Queimadas na Amazônia seguem rastro do desmatamento, mostra análise

O número de focos de calor registrados na Amazônia já é 60% mais alto do que o registrado nos últimos três anos. O pico tem relação com o desmatamento, e não com uma seca mais forte como poderia se supor, segundo nota técnica sobre a atual temporada de queimadas que o Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (Ipam) divulgou hoje, 20 de agosto.

Confira a nota técnica na íntegra.

De 1º de janeiro a 14 de agosto, 32.728 focos foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Uma das hipóteses para explicar a alta em 2019 seria uma estiagem intensa, como registrada em 2016. Mas ela não se confirmou: apesar da seca, há mais umidade na Amazônia hoje do que havia nos últimos três anos.

Se a seca não explica as queimadas atuais, a retomada da derrubada da floresta faz isso. O fogo é normalmente usado para limpar o terreno depois do desmatamento, e a relação entre os dois fatores é positiva em uma análise entre os focos de calor e o registro de derrubada feito pelo Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD).

“Não há fogo natural na Amazônia. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios na temporada de seca”, explica a diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, uma das autoras da nota. “Mesmo em uma estiagem menos intensa do que em 2016, quando sofremos com um El Niño muito forte, o risco do fogo escapar é alto.”

A fumaça desencadeia uma série de problemas respiratórios em quem mora na região, o que gera ainda gastos com saúde pública e prejuízos econômicos pela ausência de funcionários. No Acre, que a nota destaca como exemplo, os satélites já registraram 1.790 focos de calor, número 57% mais alto do que em 2018 e 23% mais alto do que em 2016, com cidades respirando uma quantidade de material particulado muito acima do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

“As consequências para a população são imensas. A poluição do ar causa doenças e o impacto econômico pode ser alto”, diz o pesquisador sênior do Ipam, Paulo Moutinho. “Combater o desmatamento, que é um vetor das queimadas, e desestimular o uso do fogo para limpar o terreno são fundamentais para garantir a saúde das pessoas e das florestas.”

Foto: reprodução

Serviço Florestal Brasileiro e Ufam inauguram Casa do Carbono em Manaus

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) inauguraram no último dia 8 de agosto o primeiro Laboratório de Inventário e Mensuração Florestal – a Casa do Carbono, que irá apoiar os esforços do Inventário Florestal Nacional na determinação de peso seco e teor de carbono armazenado pelas árvores da Amazônia.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, que, esteve no ato, representando a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou que a Casa do Carbono permitirá tratar de forma científica, por meio de dados, o volume de madeira, biomassa e carbono armazenado pela Floresta Amazônica.

“Com a implementação da Casa Carbono, teremos elementos técnico-científicos para fazermos a gestão da floresta. Dentro dessa visão, trabalharemos conjuntamente com a Ufam e o Fundo Amazônia, para extrairmos dados que possibilitem mensurar a floresta e a sua biomassa”, disse Colatto.

O reitor da Ufam, Sylvio Puga, destacou a importância da obra para a pesquisa e o conhecimento sobre a Amazônia. “Agora, podemos dizer que temos a única Casa de Carbono da região Norte e que estará a serviço do nosso país e do mundo. As informações produzidas aqui serão públicas e estarão disponibilizadas para qualquer pessoa que queira entender mais sobre a Amazônia”, avaliou o reitor.

O chefe do Departamento de Meio Ambiente e Fundo Amazônia do BNDES, Nabil Moura Kadri, explicou que o apoio do Fundo Amazônia à Ufam se deu, por meio do Serviço Florestal Brasileiro, dentro do projeto do Inventário Florestal Nacional (IFN).

“A Ufam é o locus principal para a geração de conhecimento e inovação. Será fundamental essa parceria para que a gente conheça melhor, não só os estoques de carbono, mas também as florestas para aprimorar as políticas públicas de preservação e conservação”, declarou.

Equações Alométricas

O diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, Joberto Veloso de Freitas, explicou que, para que as estimativas do volume de madeira e peso da biomassa de cada árvore possam ser feitas, é necessário dispor de equações matemáticas, que transformam os dados coletados em campo (altura e diâmetro) em variáveis mais complexas. Essas equações são chamadas de equações alométricas. O desenvolvimento dessas equações envolve a derrubada, cubagem e pesagem total de centenas de árvores, com subsequente tratamento de amostras de madeira em laboratório para a determinação do peso seco de cada árvore e a determinação do teor de carbono por espécie.

Inventário Florestal

O Inventário Florestal Nacional é um levantamento realizado pelo Governo Federal para produzir informações sobre os recursos florestais brasileiros. A coleta de dados é feita em todo o território brasileiro, diretamente nas florestas – naturais e plantadas – incluindo a coleta de amostras botânicas e de solo, a medição das árvores e a realização de entrevistas com os moradores das proximidades. Desta forma, são avaliadas a qualidade e as condições das florestas e a sua importância para as pessoas.

Fotos: SFB/divulgação

Simpósio reúne especialistas, profissionais e estudantes de Saúde para atualizar e discutir sobre câncer colorretal

A clínica SENSUMED Oncologia, por meio de seu Instituto Sensumed de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, realizam o I Simpósio de Câncer Colorretal, com especialistas, profissionais e estudantes da área da saúde para compartilhar e discutir atualizações sobre o diagnóstico e tratamento de câncer colorretal, nesta sexta-feira, dia 26 de março de 2019, das 8h às 18h, no auditório da Fecomercio, rua São Luís, 555 – Adrianópolis. Informações no site sencop.com.br

“O câncer colorretal, que é o câncer de intestino, é um tumor que tem aumentado sua incidência e acometimento tanto nos homens como, principalmente, nas mulheres, provavelmente relacionado à falta de alimentação e hábitos saudáveis e de exercício físico”, avalia o oncologista clínico e diretor técnico da SENSUMED Oncologia, Dr. William Fuzita. E alerta que esse aumento de casos, provavelmente, está relacionado à falta de cuidado na alimentação, falta de exercício físico e hábitos de vida errôneos como o fumo, fastfood, carnes embutidas, entre outros alimentos; além da falta de ingestão de fibras como verduras, legumes e frutas .

O especialista, que também preside a comissão organizadora do evento científico e é pesquisador principal do ISENP, ressalta que diante dessa realidade, faz-se necessário difundir mais as informações sobre como diagnosticar e tratar, bem como o desenvolvimento da tecnologia na área de oncologia clínica, que tem apresentado novas técnicas terapêuticas, as quais todos os profissionais da área de saúde devem ter conhecimento, a fim de proporcionar o melhor tratamento e ter o melhor resultado dos pacientes oncológicos com câncer de intestino, os quais são o objetivo do evento.

Com três palestrantes nacionais, seis palestrantes do Amazonas e 12 palestrantes da equipe transdisciplinar da SENSUMED Oncologia, o I Simpósio de Câncer Colorretal está dividido em cinco painéis temáticos: Metástases, Multidisciplinar, Câncer Anal, Câncer de Cólon e Câncer de Reto.

Especialistas

Entre os especialistas nacionais da programação do evento científico estão a Dra. Elisângela de Jesus Silva, biomédica, PhD em Oncologia, Medical Science Liaison – Medical Affairs, da Merck S.A., falará sobre “Perspectivas futuras da imunoterapia no cenário Oncológico”; Dr. Duílio Reis da Rocha Filho, oncologista clínico chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Walter Cantídio | HUWC | UFC – MERCK, falará sobre “Lateralidade do tumor colônico: qual a importância?” e sobre “Estratégias da quimioterapia de conversão”, no Painel Câncer de Cólon; e a Dra. Marcela Crosara, oncologista clínica e Coordenadora médica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês|Brasília-DF, falará sobre “Câncer colorretal metastático: papel de terapia anti-VEGF com bevacizumabe e individualização do tratamento”, no Painel Metástases.

Os médicos convidados do Amazonas, que participarão das apresentações e discussões dos temas e painéis, são os especialistas Dr. Daniel Lira, cirurgião geral, cirurgião oncológico e videolaparoscópico do Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas – FCECON|AM; Dr. Gerson Nakajima, cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista, coordenador técnico do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Getúlio Vargas | HUGV|EBSERH|UFAM; Dr. Higino Felipe Figueiredo, cirurgião oncológico da Fundação Centro de Controle de Oncologia – FCECON e Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV|UFAM; Dr. Ivan Tra mujas, coloproctologista e cirurgião do Aparelho Digestivo, professor adjunto de Clínica Cirúrgica e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia (PPGRACI) da Universidade Federal do Amazonas | UFAM; Dr. Jeancarllo Silva, cirurgião oncológico, no Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV|UFAM; e Dr. Leonardo Simão, cirurgião do Aparelho Digestivo, cirurgião Assistencial do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV|UFAM e professor de Clínica Cirúrgica da Universidade do Estado do Amazonas – UEA.

Da equipe transdisciplinar da SENSUMED Oncologia teremos a participação dos especialistas Ábner Souza Paz, nutricionista clínico oncológico e paliativista; Dr. Alfredo Reichl, rádio-oncologista; Dr. André Campana, rádio-oncologista, diretor clínico da SENSUMED Oncologia; Janaína Dutra, enfermeira; Dr. João Bergamasco, cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo; Dra. Juliana de Araújo Melo Fortes, geriatra; Dra. Lia Mizobe Ono, cirurgiã-dentista, laserterapeuta e diretora de Ensino e Pesquisa da SENSUMED Oncologia; Dra. Paulyne Viapiana, médica assistente; Dra. Stephanie Bianco, dermatologista; Dr. William Fuzita, oncologista clínico e diretor técnico da SENSUMED Oncologia; e Dra. Yasmi ne Nadaf Akel, rádio-oncologista.

ISENP

O Instituto Sensumed de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, que realiza o I Simpósio de Câncer Colorretal, foi inaugurado no mês de agosto de 2018, durante o I Congresso Sensumed Oncologia Personalizada – I SENCOP, e criado a partir do ideal científico de promover o conhecimento e incentivar atividades de ensino, extensão e pesquisa na área da saúde, com ênfase em oncologia.

O Simpósio de Câncer Colorretal, oportunamente realizado no mês de Abril de 2019, foi idealizado em apoio à campanha de conscientização sobre esse tipo de tumor, a qual é destacada no mês de março com o laço azul marinho.

Serviço

I Simpósio de Câncer Colorretal
Inscrições Abertas
Horário
:Das 8h às 18h
Carga horário:10h
Contatos:92 99472-0890 (whatsapp)
E-mail:sencop@sencop.com.br
Valor: Profissional R$ 100,00 – Acadêmico R$ 40,00
Credenciamento:Dia 26 de Abril, às 7h45
Local: Auditório da Fecomercio, rua São Luís, 555 – Adrianópolis
Site: sencop.com.br

Instituto Brasileiro de Biodiversidade lança portal sobre bioinvasão

O Projeto Coral-Sol, do Instituto Brasileiro de Biodiversidade – BrBio, lança, no dia 3 de abril, às 18h, a Plataforma Brasileira de Bioinvasão – Bioinvasão Brasil. Inédita e gratuita, essa plataforma tem por objetivo reunir e disponibilizar registros de espécies exóticas invasoras marinhas para a sociedade. O evento de lançamento acontece na sede da Associação de Amigos do Jardim Botânico (AAJB).

“A plataforma será lançada inicialmente com dados gerados pelas ações de monitoramento do Projeto Coral-Sol, realizadas em diversos pontos da costa do estado do RJ. Ao longo do tempo, vamos incluir registros das outras espécies exóticas invasoras marinhas no Brasil e contamos com a participação de todos aqueles que queiram fazer parte desta iniciativa”, explica Fernanda Casares, coordenadora do Projeto Coral-Sol.

A bioinvasão é uma questão séria, e representa um dos fatores que mais ameaça a biodiversidade global. No Brasil, o coral-sol é um potente bioinvasor que compete com espécies nativas, produz substâncias químicas nocivas à flora e à fauna marinha locais, causando impactos ecológicos e socioeconômicos, uma vez que prejudica o ecoturismo, a pesca e a indústria petrolífera.

“Esta plataforma é uma ferramenta valiosa para o combate à bioinvasão no Brasil e um desejo antigo do Projeto Coral-Sol. Há uma tendência cada vez maior no mundo acadêmico de disponibilizar dados científicos e técnicos para auxiliar tomadas de decisão. E mais, o fato da plataforma receber contribuições externas permitirá um maior envolvimento da sociedade no combate às espécies invasoras marinhas, alertando para a importância da conservação marinha. Isto tem tudo a ver com o propósito do BrBio de fazer a ponte entre os pesquisadores e a sociedade em geral”, destaca Simone Oigman-Pszczol, diretora-executiva do BrBio. 

O evento de lançamento conta com a demonstração da plataforma e a exposição Beleza Fatal, que inclui fotografias subaquáticas do Concurso Beleza Fatal, realizado pelo BrBio em parceria com a AbiSub. 

O Projeto Coral-Sol tem apoio de recursos recorrentes do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado pela Chevron Brasil com o Ministério Público Federal com implementação do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO.

Sobre o Projeto Coral-Sol:

O Projeto Coral-Sol nasceu em 2006 para enfrentar o crescente problema do coral-sol na costa brasileira. Sua missão é conservar a biodiversidade marinha brasileira através do controle do coral-sol, minimizando os seus impactos ambientais e socioeconômicos, promovendo a recuperação dos ecossistemas marinhos e a sustentabilidade ecológica, econômica e social das regiões afetadas. O Projeto Coral-Sol (PCS) é pioneiro no combate da bioinvasão marinha no Brasil. É realizado em parceria com as universidades, instituições governamentais públicas federais, estaduais, municipais, iniciativas privadas e a sociedade civil, em especial a comunidade da Ilha Grande, na Costa Verde, RJ, região mais afetada pelo problema.

Foto: Edson Faria Jr./BrBio

Carreta da Saúde completa 10 anos de combate à hanseníase no país com cerca de 70 mil atendimentos

O projeto Carreta Novartis da Saúde, que percorre o Brasil para combater a hanseníase, completa 10 anos como um dos principais projetos de erradicação da doença no país. Atuando em parceria com o Ministério da Saúde, a carreta é responsável por cerca de 25% de todos os diagnósticos realizados.

Segundo dados cadastrados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), entre 2014 e 2018 o projeto já percorreu quase 500 municípios de diferentes estados, realizou cerca de 70 mil atendimentos e concluiu o diagnóstico de 2.369 pessoas, que foram encaminhadas para o tratamento adequado.

Apenas em 2018, a Carreta Novartis da Saúde passou por 97 municípios nos estados do Pará, Tocantins, Piauí, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, estados que são altamente endêmicos para a hanseníase, realizando mais de 12 mil atendimentos. Desse total, foram diagnosticados 582 novos casos da doença, crescimento de 32% se comparado com o registrado em 2017. Também ao longo do ano, 1.900 profissionais de saúde pública foram capacitados por meio da parceria com DAHW.

A hanseníase é considerada um problema de saúde pública por décadas. Embora a doença tenha sido controlada na maior parte do mundo, ela continua a afetar cerca de 200 mil pessoas por ano, especialmente em países como o Brasil, Índia e Indonésia. Alinhada ao princípio de promover o acesso, a Novartis está comprometida com a eliminação da hanseníase em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Combate à doença no país

A Carreta Novartis da Saúde está em atividade desde 2009. Trata-se de um caminhão itinerante com cinco consultórios e um laboratório que percorre estados brasileiros, oferecendo atendimento gratuito e exames, além de esclarecer dúvidas e conscientizar a população sobre a prevenção.

Após o diagnóstico, os pacientes recebem o tratamento completo por meio de medicamentos da Novartis doados à Organização Mundial da Saúde (OMS), que os repassa a países como o Brasil. O tratamento poliquimioterapia (PQT), que está disponível gratuitamente em toda a rede pública do Brasil, cura a hanseníase, interrompe sua transmissão e previne as deformidades.

O projeto é resultado de uma parceria da Novartis com o Ministério da Saúde, com apoio do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), que buscam a erradicação da doença até 2020.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica e curável que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. A doença já deveria estar erradicada, mas atinge cerca de 30 mil pessoas no país ao ano. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com novos casos de hanseníase, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, há uma redução de 34,1% no número de novos casos diagnosticados no país entre 2006 e 2015. A queda é reflexo de uma série de ações implantadas para o enfrentamento da doença, como é o caso da Carreta Novartis da Saúde. A hanseníase, comumente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e reduz a sensibilidade da pele. Geralmente, o distúrbio ocasiona manchas esbranquiçadas em áreas como mãos, pés e olhos, mas também pode afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. 

Foto: divulgação

Fórum inicia agenda de mobilização em Manaus com abraço simbólico e caminhada pelo Dia Mundial da Água

Conservação de nascentes, lagos, igarapés e rios; fiscalização e implementação de comitês de bacia hidrográfica; informação e transparência sobre políticas públicas voltadas para esgotamento sanitário e abastecimento de água em Manaus são algumas das principais preocupações do Fórum das Águas, coletivo de entidades da sociedade civil que promove, nos próximos dias 21 e 22 de março, uma intensa programação em comemoração ao Dia Mundial da Água na capital amazonense e cujo lema deste ano é “A Água nossa de cada dia”.

O objetivo é inserir o tema na pauta da cidade a fim de despertar linhas de reflexão e ação, além de incidir em políticas públicas que entendam que água deva ser tratada de modo inteligente, recuperando a biodiversidade dos mananciais de água, tendo em vista a preservação do meio ambiente, uma vez que a água é a única fonte de riqueza natural que, se extinta, leva à destruição da vida na Terra.  

A programação consta de dois dias de atividades: no dia 21.03, a partir das 16h, haverá mobilização com cartazes e faixas educativas para chamar a atenção da população sobre a importância do Dia Mundial da Água. No dia 22.03, haverá abraço simbólico da nascente do Tarumã no bairro Jorge Teixeira às 9h, coordenado pelo Projeto Salve o Mindu, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Às 15h, a caminhada pela Água inicia na Praça Paulo Jacob, na avenida Igarapé de Manaus, Centro, e segue até a Praça da Matriz, com previsão de chegada às 17h. 

Para se ter uma idéia sobre a importância do tema e a dimensão do problema, basta considerar que o planeta Terra, embora seja composto por 70% de água, somente 0,7% é potável. Nesse contexto, a crise que afeta os igarapés da Bacia do São Raimundo, também afetam com a mesma intensidade de impacto, outras dez bacias hidrográficas de Manaus cujo sentido da correnteza, em geral poluída, é o rio Negro, tributário da maior e mais importante bacia hidrográfica do planeta, a Bacia Amazônica.

“É neste conceito que o Fórum das Águas baseia sua preocupação e princípio de luta, desde 2012. E não estamos sozinhos: tivemos a Campanha da Fraternidade 2016 com o tema ‘Casa comum, nossa responsabilidade’, que reacendeu a discussão sobre nossa responsabilidade com o Meio Ambiente, uma vez que o mundo em que vivemos é uma casa para todas as pessoas. Além disso, conseguimos aprovar a realização do Sínodo sobre a Amazônia, que abriga o maior manancial de água do planeta. Então, temos esta responsabilidade de garantir a existência das gerações futuras, mas que é preciso que comecemos porque já estamos atrasados”, afirmou o padre jesuíta Paulo Tadeu Barausse, do Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social (Sares), uma das instituições fundadoras do Fórum.

Ele lembra ainda que, a exemplo da tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão onde havia exploração de minério, não há, no Brasil, legislação que ampare o julgamento de crimes contra mãe natureza. “Diante disso, fica-se à mercê da justiça comum, sem que haja qualquer parâmetro de responsabilização e todo esse contexto é o motivador da nossa luta”, completou o jesuíta.

Em nível mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, ainda em 2018, a “Década Internacional para a Ação: Água para o Desenvolvimento Sustentável (2018-2028)” como forma de alertar e estimular ações em busca de solução para o problema.

Em Manaus, a proposta de renaturalização do igarapé do Mindu e de criação do Comitê da Bacia do Mindu, a partir dos conselhos do Parque Municipal Nascentes do Mindu, Parque do Mindu e Parque dos Bilhares, idealizado e encampado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), é uma das formas de iniciar o movimento de resgate e preservação de um dos principais cursos de água receptor de resíduos. A renaturalização é um conceito mundial já adotado, por exemplo, no rio Tâmisa, em Londres; e Cheonggyecheon, em Seul, modificando o cenário urbano-turístico e gerando positivo no ambiente e na economia. Estudo coordenado e orientado pela geógrafa Selma Batista, professora da instituição de ensino que também integra do Fórum das Águas, aponta que manter o modelo de canalização e aterramento de cursos d’água contribui para a produção de cenários de crise e risco socioambiental, provocados por inundações, deslizamentos, doença de veiculação hídrica entre outros danos para o homem e Natureza.

Responsável pelo “Projeto Salve o Mindu”, Selma Batista explica que a importância de se olhar para o curso d’água se dá em função das suas dimensões e localização geográfica: é o maior igarapé da cidade, com 16 quilômetros de extensão, atravessando 12 bairros de Manaus como marco divisor da cidade em Leste e Oeste. Em mais 4 quilômetros, juntamente com outros afluentes, alcança o rio Negro onde descarta toneladas de lixo, resíduos, entulhos e esgoto, carregados pela correnteza das águas das chuvas. Quando torrenciais, provocam inundações colocando em risco a população, irregularmente residente em suas margens ou mesmo as regulares, cadastradas com IPTU.

“O que considerávamos como ‘geração futura’ já são os nossos filhos e o que deixamos de legado, de cuidado com a água? Por isso trazemos esta proposta de começarmos cuidando do Mindu sem perdermos de vista a perspectiva da importância da luta sobre outras complexidades que envolvem o assunto água, como esgotamento sanitário e abastecimento, por exemplo”, afirma Batista.

Ela aponta como exemplo, a necessidade de discussão e reflexão junto à sociedade sobre a eficácia de projetos como Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), implementado pelo Governo do Estado do Amazonas na bacia do Educandos; o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), na bacia do São Raimundo; e o Programa de Integração, Mobilidade e Desenvolvimento da Cidade de Manaus (PIMD/Manaus) que, juntos, somam um volume total de empréstimos de mais de US$ 1,35 bilhão, o que acaba por endividar Estado e Município sem, no entanto, terem corrigido o problema, colocando em risco os recursos hídricos urbanos, as encostas, a mata ciliar e o clima de Manaus.

Na avaliação de estudos coordenados pela UEA, o cenário sinaliza a necessidade, em curto prazo, de nova captação de recursos para intervenções corretivas em infraestrutura urbanística ou habitacional, ainda que os recursos anteriores não tenham atendido as metas estabelecidas, como, por exemplo, a cobertura da rede de esgoto sanitário instalada pelo Prosamim que se encontra em parte, ociosa.

Programação para o Dia Mundial da Água em Manaus foi divulgada pelo Fórum das Águas

Representante da comunidade João Paulo, no bairro Jorge Teixeira, seo Salatiel Cirilo Cordovil dos Reis sempre militou em prol do benefício do tratamento de água e do esgotamento sanitário em Manaus. “Água é vida”, afirma categoricamente.  Fundador do Fórum das Águas desde 2012, ele aprendeu no dia a dia e por meio da fiscalização de obras, a identificar situações que comprometem as comunidades do bairro e que não visam um futuro de preservação do consumo de água. “Em pouco tempo teremos áreas alagadas na região do Jorge Teixeira por conta de obras como o Prourbis que nem ao menos terminaram e já não servem ao propósito original”, afirmou, explicando que atualmente o esgoto captado não é tratado corretamente. 

Para o presidente do Instituto Sumaúma, Augusto Leite, salvar um fragmento de floresta que hoje é o parque Sumaúma é um dos exemplos do que pode ser construído a partir da coletividade. As ações coordenadas pelo parque incluem mobilização de comunitários e moradores do entorno para serem mais vigilantes quanto a irregularidades, bem como incentivar a educação de crianças do entorno e nas escolas.

O empoderamento de agentes multiplicadores, por meio da informação e conhecimento, dentro do contexto de Comitê de Bacia Hidrográfica, também um dos pontos incentivados pelo Fórum das Águas.  “Vejo que ainda não estamos tão impactados quanto às demais bacias, mas estamos suscetíveis a isso. Estamos consolidando a formação de uma agenda comum, de formação dos comitês de bacia. E isso é uma política muito forte, por exemplo, em MG, onde representantes de todos os comitês se uniram estar no local do acidente de Brumadinho, bem como cobrar e propor soluções, bem como promover políticas públicas que resguardem as águas”, afirmou a bióloga Solange Batista Damasceno, presidente do Comitê de Bacia do Tarumã-Açu, e Conselheira do Conselho Regional de Biologia da 6ª região.

“Ainda não estamos tão impactados quanto às demais bacias de Manaus, mas estamos suscetíveis a isso. A ausência de uma consciência amazônica de pertencimento e de uma cultura de descarte adequada precisa ser trabalhada”, afirma a bióloga que também é educadora ambiental.

O Fórum

O Fórum das Águas tem como princípio ser espaço público, amplo e democrático, aberto ao debate de ideias e experiências, articulador de ações eficazes junto aos movimentos da sociedade civil, lideranças comunitárias, educadores ambientais e demais entidades com a proposta de incidir na construção de políticas sobre a água na cidade de Manaus.

Integram o Fórum das Águas: Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares); MovimentoSalve o Mindu da Universidade do Estado do Amazonas – UEA; Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA); Instituto Sumaúma; Escola Municipal Francisca Nunes; Movimento Cultufuturista da Amazônia; Levante Popular da Juventude; Engajamundo; Rede um grito pela vida; Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus; Comunidade Eclesial de Base (CEBs) regional Norte 1; Movimento Socioambiental SOS Encontro das Águas; Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SJPAM); Amigos Sementes da Natureza do Puraquequara; Parque Municipal Nascente do Mindu; Pastoral da Criança da Arquidiocese de Manaus; Equipe Itinerante; Movimento de Mulheres Negras da Floresta – Dandara; Fórum Permanente das Mulheres de Manaus

Dia Mundial

Instituído Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de fevereiro de 1993, o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, foi criado para alertar a população mundial acerca da importância da preservação hídrica para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta.

De acordo com a ONU, a água potável é um direito humano garantido por lei desde 2010. Mesmo o planeta Terra sendo constituído por aproximadamente 70% de água, apenas 0,7% de toda a água do mundo é potável. É considerada água potável a que é adequada para o consumo humano.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA MUNDIAL DA ÁGUA (22 DE MARÇO)

Dia 21.03: Mobilização para o dia 22 na Bola do Produtor; às 16h

Dia 22.03: Abraço das Nascentes (Nascente do Mindu – Jorge Texeira) – 9h às 11h;

Dia 22.03: Caminhada pela água – Concentração às 15h na Praça Paulo Jacob (Av. Igarapé de Manaus – Centro) até à Praça da Matriz (previsão de chegada às 17h)

Foto principal: Valter Calheiros

Foto interna: Divulgação