Idosos serão vacinados contra a Influenza em suas casas

Diante das mudanças no cenário nacional de transmissibilidade do novo coronavírus, causador da Covid-19, numa decisão inédita no país, anunciada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, os idosos de Manaus serão vacinados contra a gripe sem que precisem sair de suas casas. A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, iniciaria nesta segunda-feira, 23/3, mas devido à forte chuva que cai sobre a cidade nesta manhã, a Prefeitura de Manaus adiou o início da campanha de vacinação contra a gripe, para esta terça-feira, 24/3. Hoje, o trabalho das equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ficará concentrado no cadastro dos idosos, que não sejam acompanhados pela Estratégia Saúde da Família, no site http://semsa.manaus.am.gov.br.

Ao acessar o link, uma mensagem direcionará para a página de cadastro. Será necessário preencher as informações do idoso a ser vacinado – CPF, data de nascimento, telefone para contato e nome completo. Na etapa seguinte deverão ser indicados os dados de endereço completo, como CEP e ponto de referência. Em seguida, um endereço de e-mail para contato. A quarta tela será para conferência dos dados, possibilitando a correção, caso seja necessário. A última tela terá a mensagem de confirmação do cadastro, com a orientação que o idoso aguarde que a equipe de vacinação irá até ele.

“Nossos técnicos do Departamento de Tecnologia da Informação trabalharam durante todo o final de semana para criar esse formulário por meio do qual os idosos poderão realizar o cadastro. A orientação do prefeito Arthur Neto é que nenhum dos mais de 111 mil idosos residentes em Manaus fique sem vacina”, afirma o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Para os idosos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família (ESF), as equipes seguirão os cadastros individuais  já existentes para realização da vacinação de casa em casa já a partir de segunda-feira.

Cadastro dos idosos pode ser feito no site da SEMSA https://semsa.manaus.am.gov.br/

Metas

A Campanha de Vacinação contra Influenza tem a meta de imunizar 522.065 pessoas em Manaus. Serão três etapas e vai atender todos os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, encerrando no dia 22 de maio. A segunda etapa da campanha terá início no dia 16 de abril, e será direcionada para professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, conforme orientação médica.

A partir do dia 9 de maio será iniciada a terceira etapa da campanha com vacinação direcionada para os grupos: crianças de seis meses até menores de seis anos, gestantes, puérperas, jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, povos indígenas, população privada de liberdade, pessoas com deficiência, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade, incluído este ano na campanha contra a Influenza, ampliando o acesso da população à vacina e prevenindo riscos. O objetivo final é imunizar no mínimo 90% do público alvo em cada grupo prioritário.

Texto – Sandra Monteiro/Semsa
Foto – Alex Pazuello / Arquivo Semcom

Tecnologia embarcada em drone agrícola vai detectar doenças na lavoura

Utilizar o drone como ferramenta agrícola já é uma realidade que melhora a produtividade no campo. Mas agora, a empresa Horus Aeronaves e Basf, em parceria com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Sebrae, avança e cria uma tecnologia que amplia e melhora seu desempenho. Trata-se de um software para drone de monitoramento agrícola que detecta os locais de maior infestação de pragas e vegetação doente no cultivo de soja.

O projeto foi desenvolvido pela Fundação CERTI, Unidade EMBRAPII, e reúne dados captados por câmeras especiais instaladas no drone. Com as informações e imagens obtidas, é possível identificar com exatidão os locais infestados por pragas, plantas invasoras, doenças ou deficiência nutricional.

Em geral, o processo convencional no combate a ervas daninhas na cultura de soja é baseado na verificação periódica do plantio e algumas medidas acabam sendo adotadas tardiamente. O software agilizará este processo permitindo um monitoramento preventivo e de maior abrangência através das análises de campo. Além disso, identificado o problema na lavoura, não mais será necessária a utilização de herbicidas nas áreas saudáveis.

“A tecnologia possibilitará estimar linhas e falhas de plantio e identificar ervas daninhas, aumentando em até 20% a produtividade. Será possível também integrar os dados obtidos com os drones aos maquinários agrícolas para aplicação de insumos, gerando uma economia de até 50%”, diz o CEO da Hórus, Fabrício Hertz. De acordo com Laercio Aniceto Silva, superintendente de Negócios da CERTI, o modelo EMBRAPII traz um importante ganho no desenvolvimento da indústria. “O financiamento não reembolsável viabiliza que uma empresa de pequeno porte como a Horus possa contratar projetos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) com a CERTI e ainda envolver a BASF, interessada nos impactos que esta solução trará para os produtores em campo”, diz.

EMBRAPII e Sebrae

Este e diversos outros projetos são resultados de uma parceria entre EMBRAPII e Sebrae que firmaram recentemente novo contrato que pode alavancar até R$100 milhões em investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em projetos de startups, micro e pequenas empresas. O objetivo é financiar ideias inovadoras de pequenos empreendedores buscando potencializar a competitividade de suas empresas no mercado.

No modelo convencional da EMBRAPII são financiados até 1/3 do valor dos projetos inovadores da indústria brasileira com recursos não reembolsáveis, além de colocar à disposição para seu desenvolvimento as Unidades EMBRAPII, renomados centros de pesquisa credenciados pela instituição. No modelo específico que inclui o Sebrae, os empreendedores recebem o complemento de suas contrapartidas financeiras nos projetos compartilhando os riscos e contribuindo para sua viabilização.

Foto: Divulgação

Estudantes de Barreirinha transformam Amazônia em sala de aula e serão representantes do Brasil em conferência na Itália

Dados do Censo Escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que 56% das escolas de Ensino Médio não têm laboratório de ciências. A Escola Professora Maria Belém, em Barreirinha (AM) – pequeno município localizado no coração da Amazônia – faz parte dessa estatística. Chamando a atenção para essa realidade, alunos do 3º ano do Ensino Médio pensaram em uma solução simples, porém extremamente criativa: levar a sala de aula para fora dos muros da escola. Era o início do projeto “Amazônia, um laboratório natural“, um dos premiados na 5ª Edição do Desafio Criativos da Escola, de 2019, iniciativa do Instituto Alana.

Com o objetivo de transpor os livros e dinamizar o tempo de estudo, cinco alunos se reuniram com o professor de biologia para propor alternativas para as atividades práticas na escola. Em pouco tempo, os jovens perceberam que tinham à disposição o maior laboratório natural do mundo: a Floresta Amazônica. Depois de se apropriarem dos temas que poderiam ser usados como fonte de estudos, 25 alunos viajaram de barco até a comunidade vizinha de São Francisco do Paraná do Moura. Lá, divididos em grupos, pesquisaram sobre diferentes temas, tais como os tipos de água, os habitat, as florestas primária e secundária, os aspectos das diversas plantas e os tipos de serpentes.

Além de evidenciar a falta de laboratório na escola, o sucesso da experiência transformou a percepção da turma e melhorou significativamente a absorção dos conteúdos de disciplinas como física, química e biologia. Durante todo o projeto, o grupo contou com o apoio do professor, que contribuiu com soluções para as dúvidas que surgiam e, posteriormente, ajudou na organização dos debates. A iniciativa foi multiplicada para outras turmas do “Maria Belém”, que se inspiraram no primeiro teste e passaram a ocupar outros espaços não formais e torná-los extensões das salas de aula.

De Barreirinha para Roma!

Agora, três estudantes e um professor orientador da iniciativa embarcam, em novembro, para Roma, na Itália, com a equipe do Criativos da Escola. Como parte da premiação deste ano, os sete grupos premiados participarão da Conferência Global “Eu Posso” (I Can) – com a presença do Papa Francisco, de artistas e demais lideranças mundiais – onde vão compartilhar suas experiências de protagonismo, empatia, criatividade e trabalho em equipe para outros 2 mil estudantes de todo o mundo. Além da imersão, o grupo ganhará também o valor de R$ 1.500 para o projeto e R$ 500 para o educador.

A novidade desta edição fica por conta da viagem de premiação ser internacional: uma imersão em Roma, na Itália, no final de novembro, irá reunir mais de 2 mil crianças e jovens de países integrantes do movimento Design for Change – do qual o Criativos da Escola faz parte.

“Os sete projetos representarão um movimento de crianças e jovens de todo o Brasil que nos apresentam a beleza e a força de soluções coletivas, inovadoras e solidárias para os desafios de seus territórios e para os problemas que mais os incomodam em suas realidades. Estamos muito felizes em divulgar estas iniciativas que irão mostrar para o mundo não só projetos incríveis, mas também a necessidade de olharmos para as questões abordadas por cada um deles e para os direitos que deveriam ser garantidos para toda a sociedade”, comemora o coordenador do Criativos da Escola, Gabriel Maia Salgado.

Sobre o Instituto Alana

O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

Foto: divulgação

Boto Cor de Rosa é bicampeão do Çairé

Com 464 pontos, um a mais que o boto Tucuxi, o boto Cor de Rosa conquistou o bicampeonato do Festival dos Botos do Çairé 2019, ocorrido na Vila de Alter do Chão, no oeste do Pará.

A disputa das duas agremiações foi acirrada durante toda a apuração, ocorrida na tarde desta segunda-feira, 23, data do encerramento da festa, no Lago dos Botos, em Alter do Chão. Esse é o 11° título do boto Cor de Rosa, o qual desempata a competição que estava igualada em 10 títulos para cada agremiação.

O boto campeão de 2019 destacou na sua apresentação a importância da água para a preservação da vida do planeta, a sustentabilidade como fonte de vida, e empolgou a torcida com seus cordões de carimboleiros, itens, artes cênicas, alegorias e torcida.

Um dos destaques foi a transformação de Nossa Senhora da Saúde, padroeira da vila, na Saraipora, representada pela Rainha do Çairé, Maria Eulália.

A cênica da sedução da cabocla pelo boto homem violeiro também chamou a atenção dos jurados e dos presentes.

O resultado está sendo muito comemorado pelos brincantes e torcedores do Cor de Rosa na Vila se Alter do Chão, berço do boto.

Os botos se apresentaram no último dia 21, sábado.

Texto e fotos: Nely Pedroso

Estudo aponta marcador promissor no pós-operatório digestivo oncológico

O estudo do nutricionista clínico-oncológico Ábner Souza Paz, especialista em terapias nutricionais da SENSUMED Oncologia e pesquisador do Instituto SENSUMED de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, que finalizou seu mestrado, realizado na Universidade Federal do Amazonas – UFAM, pelo Programa de Pós-graduação em Cirurgia – PPGRACI, aponta um marcador promissor, o Ângulo de Fase (AF°), advindo de aplicação de Bioimpedância Elétrica, na atuação das equipes cirúrgicas digestivas oncológicas, no intuito de prever situações indesejáveis no pós-operatório, tais como efeitos da desnutrição e até mesmo o óbito.

Pela dissertação de mestrado de Ábner Souza, que teve orientação da professora Drª. Maria Conceição de Oliveira, e avaliação da professora Drª. Ana Rita e do médico cirurgião e professor Dr. Gerson Nakajima, foi provado que o marcador AF° é mais sensível em diagnosticar a desnutrição e prever possíveis problemas após a cirurgia, quando comparado com os outros marcadores convencionais usados na prática clínica.

Segundo o especialista, a utilização do AF° favorece a compreensão da equipe cirúrgica multidisciplinar para as condutas conservadoras, durante o período operatório, dando assim maior chance de recuperação aos pacientes, bem como menores riscos de morte.

Os métodos de avaliação nutricional com o AF°, no pré-operatório, explica Ábner Souza, apresentam diagnóstico, mesmo antes da intervenção cirúrgica, de valores com significação clínica de elevado risco e de piora do quadro de desnutrição, com possíveis desfechos negativos no pós-operatório. “Sendo assim, a avaliação nos dá embasamento para talvez postergar o procedimento cirúrgico, em detrimento de um possível preparo de imunonutrição no pré-operatório”, enfatiza o nutricionista clínico-oncológico. Destacando-se nesse sentido o cuidado com a alta prevalência de desnutriç& atilde;o antes de procedimento cirúrgico favorecendo as complicações pós-operatórias graves, das quais a desnutrição é um fator preditivo para sua ocorrência.

As limitações desse estudo, ressalta o pesquisador, incluem a avaliação de pacientes de apenas um único centro médico implicando no transversal, tamanho da amostra com um número expressivo.

Perspectivas

Pelo estudo realizado, destaca Ábner Souza, o marcador AFº deverá se tornar ferramenta rotineiramente empregada nos serviços de oncologia, possibilitando antever o prognóstico do paciente, além de poder servir como instrumento de triagem nutricional, possibilitando o encaminhamento de pacientes ao serviço de nutrição. “Dessa maneira, é possível reduzir as complicações decorrentes do tratamento cirúrgico oncológico e, consequentemente, proporcionar melhores desfechos, inclusive com menores custos hospitalares”, avalia o pesquisador.

Ábner Souza recomenda que os métodos antropométricos de avaliação nutricional, relacionados às medidas físicas do corpo humano, devem ser reavaliados à luz da epidemia de sobrepeso e obesidade. O nutricionista adianta que novos estudos devem sugerir pontos de corte que sejam mais sensíveis para identificar desnutrição. E demais métodos de avaliação nutricional, como dinamometria e EMAP, devem ser melhor avaliados em diferentes populações com maiores números de participantes.

A partir dessa dissertação, avalia Ábner Souza, novos trabalhos poderão ser desenvolvidos em assuntos relacionados ao estado nutricional e à gravidade da inflamação em pacientes com câncer, bem como incorporar o AFº como indicador prognóstico durante a avaliação pré-operatória.

Foto: Divulgação

Queimadas na Amazônia seguem rastro do desmatamento, mostra análise

O número de focos de calor registrados na Amazônia já é 60% mais alto do que o registrado nos últimos três anos. O pico tem relação com o desmatamento, e não com uma seca mais forte como poderia se supor, segundo nota técnica sobre a atual temporada de queimadas que o Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (Ipam) divulgou hoje, 20 de agosto.

Confira a nota técnica na íntegra.

De 1º de janeiro a 14 de agosto, 32.728 focos foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Uma das hipóteses para explicar a alta em 2019 seria uma estiagem intensa, como registrada em 2016. Mas ela não se confirmou: apesar da seca, há mais umidade na Amazônia hoje do que havia nos últimos três anos.

Se a seca não explica as queimadas atuais, a retomada da derrubada da floresta faz isso. O fogo é normalmente usado para limpar o terreno depois do desmatamento, e a relação entre os dois fatores é positiva em uma análise entre os focos de calor e o registro de derrubada feito pelo Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD).

“Não há fogo natural na Amazônia. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios na temporada de seca”, explica a diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, uma das autoras da nota. “Mesmo em uma estiagem menos intensa do que em 2016, quando sofremos com um El Niño muito forte, o risco do fogo escapar é alto.”

A fumaça desencadeia uma série de problemas respiratórios em quem mora na região, o que gera ainda gastos com saúde pública e prejuízos econômicos pela ausência de funcionários. No Acre, que a nota destaca como exemplo, os satélites já registraram 1.790 focos de calor, número 57% mais alto do que em 2018 e 23% mais alto do que em 2016, com cidades respirando uma quantidade de material particulado muito acima do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

“As consequências para a população são imensas. A poluição do ar causa doenças e o impacto econômico pode ser alto”, diz o pesquisador sênior do Ipam, Paulo Moutinho. “Combater o desmatamento, que é um vetor das queimadas, e desestimular o uso do fogo para limpar o terreno são fundamentais para garantir a saúde das pessoas e das florestas.”

Foto: reprodução

Serviço Florestal Brasileiro e Ufam inauguram Casa do Carbono em Manaus

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) inauguraram no último dia 8 de agosto o primeiro Laboratório de Inventário e Mensuração Florestal – a Casa do Carbono, que irá apoiar os esforços do Inventário Florestal Nacional na determinação de peso seco e teor de carbono armazenado pelas árvores da Amazônia.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, que, esteve no ato, representando a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou que a Casa do Carbono permitirá tratar de forma científica, por meio de dados, o volume de madeira, biomassa e carbono armazenado pela Floresta Amazônica.

“Com a implementação da Casa Carbono, teremos elementos técnico-científicos para fazermos a gestão da floresta. Dentro dessa visão, trabalharemos conjuntamente com a Ufam e o Fundo Amazônia, para extrairmos dados que possibilitem mensurar a floresta e a sua biomassa”, disse Colatto.

O reitor da Ufam, Sylvio Puga, destacou a importância da obra para a pesquisa e o conhecimento sobre a Amazônia. “Agora, podemos dizer que temos a única Casa de Carbono da região Norte e que estará a serviço do nosso país e do mundo. As informações produzidas aqui serão públicas e estarão disponibilizadas para qualquer pessoa que queira entender mais sobre a Amazônia”, avaliou o reitor.

O chefe do Departamento de Meio Ambiente e Fundo Amazônia do BNDES, Nabil Moura Kadri, explicou que o apoio do Fundo Amazônia à Ufam se deu, por meio do Serviço Florestal Brasileiro, dentro do projeto do Inventário Florestal Nacional (IFN).

“A Ufam é o locus principal para a geração de conhecimento e inovação. Será fundamental essa parceria para que a gente conheça melhor, não só os estoques de carbono, mas também as florestas para aprimorar as políticas públicas de preservação e conservação”, declarou.

Equações Alométricas

O diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, Joberto Veloso de Freitas, explicou que, para que as estimativas do volume de madeira e peso da biomassa de cada árvore possam ser feitas, é necessário dispor de equações matemáticas, que transformam os dados coletados em campo (altura e diâmetro) em variáveis mais complexas. Essas equações são chamadas de equações alométricas. O desenvolvimento dessas equações envolve a derrubada, cubagem e pesagem total de centenas de árvores, com subsequente tratamento de amostras de madeira em laboratório para a determinação do peso seco de cada árvore e a determinação do teor de carbono por espécie.

Inventário Florestal

O Inventário Florestal Nacional é um levantamento realizado pelo Governo Federal para produzir informações sobre os recursos florestais brasileiros. A coleta de dados é feita em todo o território brasileiro, diretamente nas florestas – naturais e plantadas – incluindo a coleta de amostras botânicas e de solo, a medição das árvores e a realização de entrevistas com os moradores das proximidades. Desta forma, são avaliadas a qualidade e as condições das florestas e a sua importância para as pessoas.

Fotos: SFB/divulgação

Simpósio reúne especialistas, profissionais e estudantes de Saúde para atualizar e discutir sobre câncer colorretal

A clínica SENSUMED Oncologia, por meio de seu Instituto Sensumed de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, realizam o I Simpósio de Câncer Colorretal, com especialistas, profissionais e estudantes da área da saúde para compartilhar e discutir atualizações sobre o diagnóstico e tratamento de câncer colorretal, nesta sexta-feira, dia 26 de março de 2019, das 8h às 18h, no auditório da Fecomercio, rua São Luís, 555 – Adrianópolis. Informações no site sencop.com.br

“O câncer colorretal, que é o câncer de intestino, é um tumor que tem aumentado sua incidência e acometimento tanto nos homens como, principalmente, nas mulheres, provavelmente relacionado à falta de alimentação e hábitos saudáveis e de exercício físico”, avalia o oncologista clínico e diretor técnico da SENSUMED Oncologia, Dr. William Fuzita. E alerta que esse aumento de casos, provavelmente, está relacionado à falta de cuidado na alimentação, falta de exercício físico e hábitos de vida errôneos como o fumo, fastfood, carnes embutidas, entre outros alimentos; além da falta de ingestão de fibras como verduras, legumes e frutas .

O especialista, que também preside a comissão organizadora do evento científico e é pesquisador principal do ISENP, ressalta que diante dessa realidade, faz-se necessário difundir mais as informações sobre como diagnosticar e tratar, bem como o desenvolvimento da tecnologia na área de oncologia clínica, que tem apresentado novas técnicas terapêuticas, as quais todos os profissionais da área de saúde devem ter conhecimento, a fim de proporcionar o melhor tratamento e ter o melhor resultado dos pacientes oncológicos com câncer de intestino, os quais são o objetivo do evento.

Com três palestrantes nacionais, seis palestrantes do Amazonas e 12 palestrantes da equipe transdisciplinar da SENSUMED Oncologia, o I Simpósio de Câncer Colorretal está dividido em cinco painéis temáticos: Metástases, Multidisciplinar, Câncer Anal, Câncer de Cólon e Câncer de Reto.

Especialistas

Entre os especialistas nacionais da programação do evento científico estão a Dra. Elisângela de Jesus Silva, biomédica, PhD em Oncologia, Medical Science Liaison – Medical Affairs, da Merck S.A., falará sobre “Perspectivas futuras da imunoterapia no cenário Oncológico”; Dr. Duílio Reis da Rocha Filho, oncologista clínico chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Walter Cantídio | HUWC | UFC – MERCK, falará sobre “Lateralidade do tumor colônico: qual a importância?” e sobre “Estratégias da quimioterapia de conversão”, no Painel Câncer de Cólon; e a Dra. Marcela Crosara, oncologista clínica e Coordenadora médica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês|Brasília-DF, falará sobre “Câncer colorretal metastático: papel de terapia anti-VEGF com bevacizumabe e individualização do tratamento”, no Painel Metástases.

Os médicos convidados do Amazonas, que participarão das apresentações e discussões dos temas e painéis, são os especialistas Dr. Daniel Lira, cirurgião geral, cirurgião oncológico e videolaparoscópico do Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas – FCECON|AM; Dr. Gerson Nakajima, cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista, coordenador técnico do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Getúlio Vargas | HUGV|EBSERH|UFAM; Dr. Higino Felipe Figueiredo, cirurgião oncológico da Fundação Centro de Controle de Oncologia – FCECON e Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV|UFAM; Dr. Ivan Tra mujas, coloproctologista e cirurgião do Aparelho Digestivo, professor adjunto de Clínica Cirúrgica e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia (PPGRACI) da Universidade Federal do Amazonas | UFAM; Dr. Jeancarllo Silva, cirurgião oncológico, no Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV|UFAM; e Dr. Leonardo Simão, cirurgião do Aparelho Digestivo, cirurgião Assistencial do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV|UFAM e professor de Clínica Cirúrgica da Universidade do Estado do Amazonas – UEA.

Da equipe transdisciplinar da SENSUMED Oncologia teremos a participação dos especialistas Ábner Souza Paz, nutricionista clínico oncológico e paliativista; Dr. Alfredo Reichl, rádio-oncologista; Dr. André Campana, rádio-oncologista, diretor clínico da SENSUMED Oncologia; Janaína Dutra, enfermeira; Dr. João Bergamasco, cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo; Dra. Juliana de Araújo Melo Fortes, geriatra; Dra. Lia Mizobe Ono, cirurgiã-dentista, laserterapeuta e diretora de Ensino e Pesquisa da SENSUMED Oncologia; Dra. Paulyne Viapiana, médica assistente; Dra. Stephanie Bianco, dermatologista; Dr. William Fuzita, oncologista clínico e diretor técnico da SENSUMED Oncologia; e Dra. Yasmi ne Nadaf Akel, rádio-oncologista.

ISENP

O Instituto Sensumed de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, que realiza o I Simpósio de Câncer Colorretal, foi inaugurado no mês de agosto de 2018, durante o I Congresso Sensumed Oncologia Personalizada – I SENCOP, e criado a partir do ideal científico de promover o conhecimento e incentivar atividades de ensino, extensão e pesquisa na área da saúde, com ênfase em oncologia.

O Simpósio de Câncer Colorretal, oportunamente realizado no mês de Abril de 2019, foi idealizado em apoio à campanha de conscientização sobre esse tipo de tumor, a qual é destacada no mês de março com o laço azul marinho.

Serviço

I Simpósio de Câncer Colorretal
Inscrições Abertas
Horário
:Das 8h às 18h
Carga horário:10h
Contatos:92 99472-0890 (whatsapp)
E-mail:sencop@sencop.com.br
Valor: Profissional R$ 100,00 – Acadêmico R$ 40,00
Credenciamento:Dia 26 de Abril, às 7h45
Local: Auditório da Fecomercio, rua São Luís, 555 – Adrianópolis
Site: sencop.com.br

Instituto Brasileiro de Biodiversidade lança portal sobre bioinvasão

O Projeto Coral-Sol, do Instituto Brasileiro de Biodiversidade – BrBio, lança, no dia 3 de abril, às 18h, a Plataforma Brasileira de Bioinvasão – Bioinvasão Brasil. Inédita e gratuita, essa plataforma tem por objetivo reunir e disponibilizar registros de espécies exóticas invasoras marinhas para a sociedade. O evento de lançamento acontece na sede da Associação de Amigos do Jardim Botânico (AAJB).

“A plataforma será lançada inicialmente com dados gerados pelas ações de monitoramento do Projeto Coral-Sol, realizadas em diversos pontos da costa do estado do RJ. Ao longo do tempo, vamos incluir registros das outras espécies exóticas invasoras marinhas no Brasil e contamos com a participação de todos aqueles que queiram fazer parte desta iniciativa”, explica Fernanda Casares, coordenadora do Projeto Coral-Sol.

A bioinvasão é uma questão séria, e representa um dos fatores que mais ameaça a biodiversidade global. No Brasil, o coral-sol é um potente bioinvasor que compete com espécies nativas, produz substâncias químicas nocivas à flora e à fauna marinha locais, causando impactos ecológicos e socioeconômicos, uma vez que prejudica o ecoturismo, a pesca e a indústria petrolífera.

“Esta plataforma é uma ferramenta valiosa para o combate à bioinvasão no Brasil e um desejo antigo do Projeto Coral-Sol. Há uma tendência cada vez maior no mundo acadêmico de disponibilizar dados científicos e técnicos para auxiliar tomadas de decisão. E mais, o fato da plataforma receber contribuições externas permitirá um maior envolvimento da sociedade no combate às espécies invasoras marinhas, alertando para a importância da conservação marinha. Isto tem tudo a ver com o propósito do BrBio de fazer a ponte entre os pesquisadores e a sociedade em geral”, destaca Simone Oigman-Pszczol, diretora-executiva do BrBio. 

O evento de lançamento conta com a demonstração da plataforma e a exposição Beleza Fatal, que inclui fotografias subaquáticas do Concurso Beleza Fatal, realizado pelo BrBio em parceria com a AbiSub. 

O Projeto Coral-Sol tem apoio de recursos recorrentes do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado pela Chevron Brasil com o Ministério Público Federal com implementação do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO.

Sobre o Projeto Coral-Sol:

O Projeto Coral-Sol nasceu em 2006 para enfrentar o crescente problema do coral-sol na costa brasileira. Sua missão é conservar a biodiversidade marinha brasileira através do controle do coral-sol, minimizando os seus impactos ambientais e socioeconômicos, promovendo a recuperação dos ecossistemas marinhos e a sustentabilidade ecológica, econômica e social das regiões afetadas. O Projeto Coral-Sol (PCS) é pioneiro no combate da bioinvasão marinha no Brasil. É realizado em parceria com as universidades, instituições governamentais públicas federais, estaduais, municipais, iniciativas privadas e a sociedade civil, em especial a comunidade da Ilha Grande, na Costa Verde, RJ, região mais afetada pelo problema.

Foto: Edson Faria Jr./BrBio

Carreta da Saúde completa 10 anos de combate à hanseníase no país com cerca de 70 mil atendimentos

O projeto Carreta Novartis da Saúde, que percorre o Brasil para combater a hanseníase, completa 10 anos como um dos principais projetos de erradicação da doença no país. Atuando em parceria com o Ministério da Saúde, a carreta é responsável por cerca de 25% de todos os diagnósticos realizados.

Segundo dados cadastrados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), entre 2014 e 2018 o projeto já percorreu quase 500 municípios de diferentes estados, realizou cerca de 70 mil atendimentos e concluiu o diagnóstico de 2.369 pessoas, que foram encaminhadas para o tratamento adequado.

Apenas em 2018, a Carreta Novartis da Saúde passou por 97 municípios nos estados do Pará, Tocantins, Piauí, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, estados que são altamente endêmicos para a hanseníase, realizando mais de 12 mil atendimentos. Desse total, foram diagnosticados 582 novos casos da doença, crescimento de 32% se comparado com o registrado em 2017. Também ao longo do ano, 1.900 profissionais de saúde pública foram capacitados por meio da parceria com DAHW.

A hanseníase é considerada um problema de saúde pública por décadas. Embora a doença tenha sido controlada na maior parte do mundo, ela continua a afetar cerca de 200 mil pessoas por ano, especialmente em países como o Brasil, Índia e Indonésia. Alinhada ao princípio de promover o acesso, a Novartis está comprometida com a eliminação da hanseníase em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Combate à doença no país

A Carreta Novartis da Saúde está em atividade desde 2009. Trata-se de um caminhão itinerante com cinco consultórios e um laboratório que percorre estados brasileiros, oferecendo atendimento gratuito e exames, além de esclarecer dúvidas e conscientizar a população sobre a prevenção.

Após o diagnóstico, os pacientes recebem o tratamento completo por meio de medicamentos da Novartis doados à Organização Mundial da Saúde (OMS), que os repassa a países como o Brasil. O tratamento poliquimioterapia (PQT), que está disponível gratuitamente em toda a rede pública do Brasil, cura a hanseníase, interrompe sua transmissão e previne as deformidades.

O projeto é resultado de uma parceria da Novartis com o Ministério da Saúde, com apoio do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), que buscam a erradicação da doença até 2020.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica e curável que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. A doença já deveria estar erradicada, mas atinge cerca de 30 mil pessoas no país ao ano. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com novos casos de hanseníase, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, há uma redução de 34,1% no número de novos casos diagnosticados no país entre 2006 e 2015. A queda é reflexo de uma série de ações implantadas para o enfrentamento da doença, como é o caso da Carreta Novartis da Saúde. A hanseníase, comumente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e reduz a sensibilidade da pele. Geralmente, o distúrbio ocasiona manchas esbranquiçadas em áreas como mãos, pés e olhos, mas também pode afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. 

Foto: divulgação