Plataforma de conversa visa fomentar a educação médica

A Amgen, uma das maiores empresas de biotecnologia do mundo, lança no Brasil a ferramenta Conversando Sobre Mieloma Múltiplo, que visa fomentar a atualização do conhecimento científico de médicos que tratam este tipo de câncer. A plataforma, gratuita para os especialistas, apresentará vídeos no formato de blocos de conversa que, de forma didática, discutirão os temas mais atuais e relevantes acerca do Mieloma Múltiplo, bem como as melhores práticas no tratamento e cuidado com o paciente.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a coordenação médica do Dr. Angelo Maiolino, referência no tratamento do Mieloma Múltiplo no Brasil, e lançada durante o HEMO – principal congresso de hematologia do país, realizado entre 6 e 9 de novembro pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. A iniciativa é exclusiva para os médicos brasileiros, a fim de fomentar e contribuir com o acesso à educação cientifica.

“O Brasil é um território com diversas realidades. A ideia da plataforma é reunir conhecimento acadêmico, experiências clínicas e a diversidade que o médico enfrenta na aplicação da medicina para compartilhar com a classe as boas práticas no tratamento de pacientes com essa doença, que ainda é um grande desafio no diagnóstico e tratamento”, explica Angelo Maiolino.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta os plasmócitos – células sanguíneas responsáveis pela produção de anticorpos. A ciência ainda não reconhece quais são os fatores que causam a enfermidade, portanto, não existem formas de prevenção. A maior parte dos pacientes tem mais de 65 anos e os casos são um pouco mais frequentes em homens do que em mulheres. Atualmente não existe cura para a doença, porém, os recentes avanços na medicina têm aumentado a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. [1]

“O mieloma múltiplo é um dos tipos de câncer mais complexos de se estudar, diagnosticar e tratar. Por muitas décadas, os pacientes não encontraram tratamento disponível que atuasse na progressão da doença”, afirma Dr. Maiolino. “Nos últimos anos, a medicina avançou em novas tecnologias que permitem que os médicos consigam tratar a doença, inclusive, em estágios mais avançados aumentando a qualidade de vida deste paciente”.

Serviço
“Conversando Sobre Mieloma Múltiplo”
Acesso gratuito para médicos
Link: http://www.conversandosobremm.com.br.

[1] Tipos de Câncer — Mieloma Múltiplo. A.C. Camargo. Disponível em http://www.accamargo.org.br/tipos-de-cancer/mieloma-multiplo.

A.C.Camargo lança série “Ciência que faz diferença”

Você sabia que Biobanco é o local onde são armazenadas coletas de materiais biológicos humanos para estudos e descobertas de doenças, assim como desenvolvimento de novos medicamentos? E que a Genômica é a ciência que estuda o genoma completo de um organismo e pode determinar a sequência de um DNA ou apenas o mapeamento de uma escala genética? E que a imunoterapia é um tratamento que tem como principal objetivo potencializar o sistema imunológico para combater doenças como o câncer? E, por fim, que o Microbioma é um conjunto de bactérias, fungos e vírus que compõem o organismo e tem um papel muito importante no corpo humano?

Se você não sabia disso ou quer saber mais sobre cada um destes assuntos, não perca os intervalos dos canais GloboNews e GNT. Ambos estão exibindo uma série desenvolvida pelo A.C.Camargo Cancer Center sob a temática “Ciência que faz diferença”. São quatro vídeos que abordam os temas Biobanco, Genômica, Imunoterapia e Microbioma.

A Pesquisa é um dos pilares do A.C.Camargo Cancer Center. É a geração de conhecimento científico que beneficia a prática assistencial, promovendo inovações ao tratamento e permitindo praticar uma oncologia cada vez mais personalizada.

Foto: Reprodução|A.C.Camargo

Oncologia de Precisão é tema de livro lançado no Congresso da SBOC 2019

Como a Oncologia de Precisão tem revolucionado a vida dos pacientes com câncer ao selecionar os melhores candidatos para drogas-alvo e imunoterapia é o tema abordado no livro Biomarcadores em Oncologia, da editora Manole e com a coordenação dos oncologistas Felipe Ades, Marcos André Costa e Ricardo Caponero, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Além dos coordenadores da publicação, o livro conta com 25 capítulos assinados por diversos oncologistas, dentre eles Alessandro Leal, André Márcio Murad, Alessandra Real Salgues, Cheng Tzu Yen, Carlos Teixeira, Denis Jardim, Eliza Ricardo, Evandro Sobroza de Mello, Fernando Santini, Felipe Canedo, Leandro Jonata Oliveira, Maria Fernanda Vicentini, Michelle Samora, Marcelo dos Santos, Renata D’Alpino, Rodrigo Munhoz e Taciana Mutão.

O lançamento aconteceu durante o segundo dia do 21º Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), na quinta-feira (24/10) um dos principais congressos de oncologia clínica da América Latina. O evento aconteceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no Hotel Windsor Oceânico.

O livro teve distribuição gratuita durante o evento e foi a única oportunidade para adquirir um exemplar físico. No entanto, para quem tiver interesse de ler o material digitalmente, todos os capítulos da obra ficarão disponíveis no site oficial http://biomarcadoresemoncologia.com.br/.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, é reconhecido entre os maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, em 2019 a Instituição completou 122 anos. Certificado pela Joint Commission International (JCI) — principal agência mundial de acreditação em saúde, por altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento aos pacientes.

Sobre os coordenadores

Felipe Ades tem residência de Oncologia Clínica no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCa), mestrado pelo Institut Gustave Roussy (Paris, França) e doutorado pelo Institut Jules Bordet (Bruxelas, Bélgica). É diretor de Relações Internacio­nais do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP) — braço Europa. Oncologista e Coordenador do Núcleo de Oncologia Mamária do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Marcos André Costa tem residência em Oncologia Clínica pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCa). É oncologista e Chefe da Pesquisa Clínica em Câncer do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP).

Ricardo Caponero é médico oncologista clínico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Presidente do Conselho Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). O oncologista é mes­tre em Oncologia Molecular.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz — www.hospitaloswaldocruz.org.br/

Texto e Foto: Divulgação

Setembro reforça o alerta sobre a prevenção do câncer de intestino

Classificado como o 5º tipo de câncer entre os homens do Amazonas e o 4º entre as mulheres, o câncer de colorretal entra em evidência este mês, com o ‘Setembro Verde’, que alerta sobre a prevenção à doença. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão é de 280 casos/ano no Estado, incluindo também o câncer de reto. A maior parte (170) em mulheres, cuja taxa bruta de incidência, ou seja, o número de casos para cada 100 mil pessoas, chega a 8,40.

O cirurgião oncológico e membro da diretoria da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), Dr. Manoel Jesus Pinheiro Júnior, explica que o cólon é a maior parte do intestino grosso, área onde há a maior ocorrência de casos de câncer do intestino.

O intestino compõe o aparelho digestivo e tem função essencial no processo de digestão de alimentos, pois é nele que ocorre a absorção da água necessária à formação do chamado bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal.

“Entre os fatores considerados de risco para a doença estão os pólipos intestinais e a constipação, popularmente conhecida por prisão de ventre. Quanto maior o intervalo entre uma evacuação e outra, mais tempo as fezes ficam acumuladas no intestino, irritando a parede e potencializando o risco de desenvolvimento dos pólipos, que por sua vez, podem evoluir para tumores malignos ou benignos”, explica o especialista em oncologia.

Jesus Pinheiro alerta que sinais como sangue nas fezes, dores abdominais e na região pélvica com certa freqüência, além de dores ao liberar as fezes, merecem uma investigação mais aprofundada de um especialista. “Durante a análise clínica, podem ser indicados exames de imagem como retosigmoidoscopia e colonoscopia com biópsia. Após a coleta de fragmentos para a análise patológica, pode-se chegar ao diagnóstico do câncer ou descartá-lo, buscando outros tratamentos menos agressivos”, explica.

Os tratamentos indicados podem ser: cirúrgico, radioterápiuco ou quimioterápido. Há casos em que as terapias são associadas, de modo a combater de forma mais eficaz a doença. “Lembramos que, a partir dos 50 anos, é recomendada a colonoscopia anual para o rastreio de alterações no intestino. Isso porque, a maior parte dos casos de câncer não apresenta sintomas na fase inicial. E quando diagnosticado precocemente, o câncer tem maiores chances de cura”, frisou.

Ele ressalta que os principais métodos preventivos envolvem a manutenção de uma dieta regular contendo frutas, verduras, alimentos à base de fibras, cereais e carnes brancas. Além disso, o consumo de pelo menos dois litros de água também ajuda, pois irriga o intestino e reduz a constipação. “Manter níveis adequados de vitamina D no organismo e praticar regularmente exercícios físicos também ajudam a prevenir o câncer colorretal, uma vez que reduzem a resistência à insulina e libera a endorfina, que fortalece o sistema imunológico”, finalizou.

Já conhece a Lacc?

A Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) foi fundada em 1955. Entre os projetos sociais financiados a partir da doação de colaboradores à Lacc, destacam-se: aluguéis sociais para pacientes de fora que buscam tratamento em Manaus; pagamento de transporte fluvial e terrestre; doação de cestas básicas mensais às famílias em situação de vulnerabilidade; compra de alimentação especial para pessoas pré-cadastradas pelo Serviço Social da FCecon; suporte às ações de prevenção e cuidados paliativos da unidade hospitalar; distribuição diária de lanches na FCecon no horário da manhã; campanhas voltadas à recuperação da auto-estima dos pacientes, entre outros. As doações à ONG podem ser feitas através do site www.laccam.org.br ou pelo telefone (92) 2101-4900 .

Foto: divulgação

Unidade Móvel do Sesc oferece exames gratuitos de mamografia e preventivo

A unidade móvel Sesc Saúde da Mulher – Tarcila Mendes, irá oferecer exames gratuitos de mamografia, preventivo e ações de educação em saúde. Os agendamentos já podem ser feitos no Centro Estadual de Convivência do Idoso – Aparecida, na rua Wilkens de Matos, s/nº, bairro Nossa Senhora Aparecida. Os atendimentos começam no dia 15 de outubro.

Os agendamentos podem ser feitos de segunda a sexta-feira das 9h às 11h30 e das 13h às 16h. As mulheres de 40 a 49 anos que desejarem fazer o exame de mamografia precisam levar a xerox do RG, CPF, Cartão do Sus, comprovante de residência e encaminhamento médico, acima de 50 anos não é necessário apresentar encaminhamento médico, somente os documentos.

Para o preventivo a faixa etária é de 25 a 64 anos, as mulheres interessadas devem levar xerox do RG, CPF, Cartão do Sus e comprovante de residência. Já as ações de educação em saúde contam com palestras, rodas de conversa e debates.

Saiba mais

A unidade atua como uma clínica da mulher sobre rodas, visando a prevenção do câncer de mama e colo de útero através da realização de exames de rastreamento como a mamografia digital e o papanicolau, além de ações educativas para a promoção da saúde.

Além de oferecer um atendimento humanizado a infraestrutura da unidade móvel chama a atenção, dentro da carreta há um consultório para realização de exames citopatológicos, uma sala de mamografia com exames de rastreio por imagem, banheiro, tenda externa com espaço multimídia para ações educativas, recepção e sala de espera. Dispõe ainda de um ambiente climatizado, além de elevador de acesso para deficientes.

Foto: Sesc/divulgação

Programa ajuda UTIs públicas a melhorar indicadores de qualidade

Iniciativa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira prestará assessoria gerencial, treinamento e aprimoramento técnico a uma UTI pública que precise melhorar seus processos

São Paulo, agosto de 2019 – De acordo com dados do último Censo das UTIs, realizado em 2016 pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o Brasil possui um total de 1.961 unidades em atividade no País, das quais 550 (28%) são exclusivamente públicas e 499 de cunho filantrópico – totalizando 54% das UTIs que atuam no território nacional. Uma realidade comum nesse nicho específico, de acordo com análise da AMIB, está na dificuldade vivida pelas UTIs públicas de estabelecer padrões de qualidade de forma equiparada às unidades privadas do setor.

“De uma maneira geral, as UTI privadas são regidas por padrões de qualidade e segurança aos quais têm que se adequar sob o risco de perderem pacientes. Esses princípios ainda não atingiram as UTI públicas de forma disseminada, por motivos diversos, mas há uma preocupação da sociedade civil em relação a esse aspecto que deverá se traduzir, mais cedo ou mais tarde, na adoção de medidas que contemplem essas imposições”, afirma Dr. Ciro Leite Mendes, presidente da AMIB.

É justamente para estimular um movimento de mudança nesse cenário que a instituição acaba de lançar o AMIB Adota, um programa que visa apoiar UTIs públicas no aprimoramento de processos visando a melhoria de seus indicadores de qualidade. O projeto pretende mostrar que a implementação das estratégias sistematizadas tem um grande impacto nos indicadores e na eficiência da UTI, apoiando as unidades nesse processo com orientações sobre gerenciamento e capacitação profissional.  

O programa prevê a escolha de uma UTI brasileira que tenha indicadores abaixo da média, que será acompanhada em um processo de assessoria gerencial, treinamento e aprimoramento técnico, além de supervisão permanente ao longo de 12 meses. A ação é gratuita e todo o trabalho de instrução será realizado pelos associados da AMIB de forma voluntária.

“Esse programa tem muita importância para nós. Uma vez concluído, ele servirá para demonstrar que investimento baixo em gestão e capacitação é uma questão que pode ser considerada efetiva. Se houver investimento é possível melhorar os indicadores de qualidade das UTI públicas, tanto relacionados ao desfecho dos pacientes quanto aqueles relativos ao uso de recursos. É nossa pretensão que isso possa servir de modelo para as iniciativas governamentais no setor”, avalia o presidente da AMIB.

Como participar do AMIB Adota

As inscrições para projeto vão até 8 de novembro e podem participar UTIs de todo o País que internam majoritariamente pacientes do Sistema Único de Saúde e integram o programa UTI Brasileiras, uma iniciativa da AMIB e da Epimed Solutions que consolida um Registro Nacional de Terapia Intensiva no Brasil. É preciso que as unidades participantes preencham seus dados de forma integral e contínua neste programa durante pelo menos três meses antes da data da seleção.

“Para saber se uma UTI pública desenvolve um bom papel na saúde, é necessária uma análise de indicadores de desempenho mínimos e que essa informação seja coletada localmente. Para isso é fundamental que a coleta de dados seja nacionalmente adotada, algo que a AMIB busca tornar realidade no país por meio do projeto UTIs Brasileiras”, explica Dr. Ciro.  

A unidade que quiser participar deve preencher um formulário específico e anexar a carta do presidente da regional AMIB de seu Estado com exposição de motivos pelos quais espera ser selecionada. Para se candidatar e acessar o regulamento, basta clicar aqui.

Há 38 anos atuando em favor da valorização do médico intensivista, a AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira hoje reúne mais de 7 mil associados e 25 regionais espalhadas em todo o território nacional e tem como principal missão o fomento à pesquisa, formação, titulação e defesa dos profissionais da medicina intensiva.

Texto: Trama Comunicação

Estudo aponta marcador promissor no pós-operatório digestivo oncológico

O estudo do nutricionista clínico-oncológico Ábner Souza Paz, especialista em terapias nutricionais da SENSUMED Oncologia e pesquisador do Instituto SENSUMED de Ensino e Pesquisa Ruy França – ISENP, que finalizou seu mestrado, realizado na Universidade Federal do Amazonas – UFAM, pelo Programa de Pós-graduação em Cirurgia – PPGRACI, aponta um marcador promissor, o Ângulo de Fase (AF°), advindo de aplicação de Bioimpedância Elétrica, na atuação das equipes cirúrgicas digestivas oncológicas, no intuito de prever situações indesejáveis no pós-operatório, tais como efeitos da desnutrição e até mesmo o óbito.

Pela dissertação de mestrado de Ábner Souza, que teve orientação da professora Drª. Maria Conceição de Oliveira, e avaliação da professora Drª. Ana Rita e do médico cirurgião e professor Dr. Gerson Nakajima, foi provado que o marcador AF° é mais sensível em diagnosticar a desnutrição e prever possíveis problemas após a cirurgia, quando comparado com os outros marcadores convencionais usados na prática clínica.

Segundo o especialista, a utilização do AF° favorece a compreensão da equipe cirúrgica multidisciplinar para as condutas conservadoras, durante o período operatório, dando assim maior chance de recuperação aos pacientes, bem como menores riscos de morte.

Os métodos de avaliação nutricional com o AF°, no pré-operatório, explica Ábner Souza, apresentam diagnóstico, mesmo antes da intervenção cirúrgica, de valores com significação clínica de elevado risco e de piora do quadro de desnutrição, com possíveis desfechos negativos no pós-operatório. “Sendo assim, a avaliação nos dá embasamento para talvez postergar o procedimento cirúrgico, em detrimento de um possível preparo de imunonutrição no pré-operatório”, enfatiza o nutricionista clínico-oncológico. Destacando-se nesse sentido o cuidado com a alta prevalência de desnutriç& atilde;o antes de procedimento cirúrgico favorecendo as complicações pós-operatórias graves, das quais a desnutrição é um fator preditivo para sua ocorrência.

As limitações desse estudo, ressalta o pesquisador, incluem a avaliação de pacientes de apenas um único centro médico implicando no transversal, tamanho da amostra com um número expressivo.

Perspectivas

Pelo estudo realizado, destaca Ábner Souza, o marcador AFº deverá se tornar ferramenta rotineiramente empregada nos serviços de oncologia, possibilitando antever o prognóstico do paciente, além de poder servir como instrumento de triagem nutricional, possibilitando o encaminhamento de pacientes ao serviço de nutrição. “Dessa maneira, é possível reduzir as complicações decorrentes do tratamento cirúrgico oncológico e, consequentemente, proporcionar melhores desfechos, inclusive com menores custos hospitalares”, avalia o pesquisador.

Ábner Souza recomenda que os métodos antropométricos de avaliação nutricional, relacionados às medidas físicas do corpo humano, devem ser reavaliados à luz da epidemia de sobrepeso e obesidade. O nutricionista adianta que novos estudos devem sugerir pontos de corte que sejam mais sensíveis para identificar desnutrição. E demais métodos de avaliação nutricional, como dinamometria e EMAP, devem ser melhor avaliados em diferentes populações com maiores números de participantes.

A partir dessa dissertação, avalia Ábner Souza, novos trabalhos poderão ser desenvolvidos em assuntos relacionados ao estado nutricional e à gravidade da inflamação em pacientes com câncer, bem como incorporar o AFº como indicador prognóstico durante a avaliação pré-operatória.

Foto: Divulgação

ONA certifica serviço oncológico no Amazonas

A clínica SENSUMED Oncologia agora é certificada pela Organização Nacional de Acreditação | ONA, em Serviço Oncológico, única no Amazonas e na região Norte certificada nessa categoria, para o biênio 2019-2021. A divulgação foi feita na última quarta-feira, 14 de agosto de 2019. A unidade de saúde é acreditada no nível 1 – Acreditado, no qual cumpre ou supera, em 70% ou mais, os padrões de qualidade e segurança definidos pela ONA, em todas as áreas de atividades da instituição, inclusive aspectos estruturais e assistenciais.

“Trabalhamos para promover o bem-estar e oferecer tratamento oncológico de qualidade, transdisciplinar, humanizado e personalizado, baseado em evidências científicas. A conquista dessa acreditação é resultado do empenho e talento individual e coletivo de nossa equipe”, avalia o diretor técnico e oncologista clínico da SENSUMED Oncologia, Dr. William Fuzita. E enfatiza que a certificação traduz a contribuição da clínica e de seus profissionais no combate ao câncer no Amazonas, dedicada às pessoas que lutam bravamente contra essa doença.

SENSUMED Oncologia destaca-se em tecnologia e tratamentos avançados de Radioterapia

Acreditação

A ONA é responsável pelo desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde, a qual trabalha, desde 1999, para que as instituições de saúde no Brasil adotem práticas de gestão e assistenciais que levem à melhoria do cuidado para o paciente. Além de referência nacional, os padrões ONA são reconhecidos no exterior. Para reconhecer a acreditação, que é um método de avaliação e certificação que busca, por meio de padrões e requisitos previamente definidos, promover a qualidade e a segurança da assistência no setor de saúde, a ONA conta com instituições credenciadas.

Com esse propósito, a direção da SENSUMED Oncologia iniciou o processo de acreditação no Nível 1 – Acreditado ONA, e recebeu a visita de quatro avaliadoras da Fundação Vanzolini, instituição Acreditadora credenciada, as quais permaneceram na clínica nos dias 24, 25 e 26 de julho, passado, quando percorreram os diversos setores e interagiram com os profissionais para fazer uma detalhada análise das boas práticas e verificar o cumprimento dos padrões do Manual de Certificação Nacional, pois para ser acreditada, a organização precisa comprovadamente atender aos padrões definidos pela ONA, reconhecidos internacionalmente.

Diretoria apresentou estrutura, organização e protocolos para as avaliadoras da Fundação Vanzolini

Após o período de análise das avaliadoras, a SENSUMED Oncologia conquistou a certificação no nível proposto, tornando-se a única clínica do estado do Amazonas e região Norte acreditada no Serviço Oncológico, Nível 1 – Acreditado. A ONA tem mais dois níveis de acreditação, a serem conquistados progressivamente conforme o atendimento aos padrões ONA.

No Amazonas, a SENSUMED Oncologia é a empresa mais recente acreditada, de um total de sete organizações de saúde certificadas no estado, nas categorias de Hospital (4 unidades) e Serviços Ambulatoriais (2 clínicas), conforme o Mapa de Acreditações publicado no site ona.org.br .

Rede Einstein

A SENSUMED Oncologia também conquistou, neste ano de 2019, a certificação do Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do seu Centro de Oncologia e Hematologia Einstein, que é líder em pesquisa, em tecnologia e pioneiro em terapia genética no tratamento do câncer, e passou a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia, que chega com toda a sua expertise em diversas cidades do Brasil por meio de clínicas de referência, sendo a SENSUMED Oncologia em Manaus, na região Norte, e mais outras quatro instituições de saúde das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sul do país.

Diretor Técnico falou sobre a dinâmica da organização da clínica para especialistas do Hospital Albert Einstein

“As pessoas da nossa cidade e dos demais estados da Região Norte, que gostariam de fazer seu tratamento no Einstein, e por algum motivo não podem se deslocar até São Paulo, agora o Einstein veio até o Norte, com a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia”, ressalta Dr. William Fuzita. E acrescenta que o paciente da Clínica SENSUMED Oncologia poderá escolher se prefere se tratar em Manaus, na SENSUMED Oncologia, ou em São Paulo, na unidade Einstein, com o mesmo padrão de qualidade e atenção.

Por meio da Rede, explica o especialista, são compartilhados conhecimento, tecnologia e boas práticas com as instituições. Além disso, as clinicas integrantes da Rede Einstein contarão com serviços de segunda opinião e poderão encaminhar para o Einstein casos mais complexos ou que exijam uma estrutura mais sofisticada.

Fotos: Divulgação / Mayana Lopes

Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa lança curso a distância de Cuidador de Idoso

O Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa lança o curso a distância Cuidador de Idoso dentro de sua nova grade de cursos EAD. A formação é voltada para pessoas com idade igual ou superior a 18 anos com interesse na área e que completaram o ensino fundamental, além de profissionais da saúde, como auxiliares e técnicos de enfermagem. Com isso, o curso oferece uma formação específica e certificação para quem ainda não a tem, apesar da experiência na área.

A coordenadora do curso, Lilian Schafirovits Morillo, geriatra do corpo clínico do Sírio-Libanês, conta que o curso abordará temas como o processo de envelhecimento e o papel do cuidador, destacando pontos importantes como os sinais de alerta em que é necessário solicitar ajuda médica, os riscos da medicação sem orientação do profissional adequado, a forma correta de ministrar remédios e organizar estoques, os cuidados com a pele, a prevenção de quedas e as principais doenças entre idosos. “O nosso principal compromisso é com a qualidade na formação e no cuidado com o idoso. Nossa experiência e excelência dentro do Hospital Sírio-Libanês com a geriatria será amplamente compartilhada durante esta formação”, afirma Lilian.

Christian Fassel Tudesco, superintendente de operações do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, lembra que o curso é o início da carreira, com informações para que as pessoas que não atuam na área conheçam a profissão. Porém, ele lembra que a busca contínua por formação deve ser permanente. “Aqui no Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, por exemplo, temos outros cursos, presenciais, para quem quer seguir nesta área”, diz, citando os cursos Cérebro Ativo, que tem por objetivo promover a saúde cerebral de adultos e idosos, além de cursos de pós-graduação em geriatria voltados para médicos e outros profissionais da área de saúde.

Envelhecimento

A população brasileira está vivendo mais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa de vida de quem nascer em 2019, por exemplo, é de 80 anos para mulheres e 73 anos para homens. Além disso, projeções do IBGE feitas com base no Censo de 2010 indicam que, até o ano passado, 0,12% da população brasileira era formada por homens com 90 anos ou mais e 0,24% por mulheres com a mesma idade.

Esse aumento na expectativa de vida impulsionou a profissão de Cuidador de Idoso. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, de 2007 a 2017 foi registrado um aumento de 547% entre o número de cuidadores, saltando de 5.263 para 34.051.

SERVIÇO EAD Cuidador de Idosos

Duração: 20 horas – a partir da inscrição, o acesso fica disponível para que o aluno conclua os estudos no prazo que considerar mais adequado
Inscrição e mais informações: http://eadsiriolibanes.org.br/#cuidados-de-idosos

Valor: R$ 300,00

Foto: reprodução

Cirurgia robótica e videolaparoscopia ganham espaço na urologia

Os avanços tecnológicos em saúde têm trazido importantes benefícios e mais qualidade de vida aos pacientes. No caso da urologia, destacam-se melhorias no campo cirúrgico, tais como as cirurgias robóticas e videolaparoscopias, ambas consideradas minimamente invasivas e com menos efeitos colaterais e sequelas associadas. O urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que os procedimentos são indicados para o tratamento de diversas alterações, entre elas, os cânceres de próstata, rins e cálculos urinários.

“Hoje, em Manaus, não dispomos de cirurgia robótica nas unidades de saúde. Porém, nos antecipamos na Urocentro, por sabermos dos benefícios desses procedimentos, e celebramos parcerias com unidades de referência em São Paulo e no Rio de Janeiro, que dispõem dessa tecnologia. Além disso, passamos por treinamentos na área, agregando valor às terapias ofertadas hoje no mercado local”, frisou.

De acordo com ele, além de ser mais rápida, a cirurgia robótica é feita através de pequenas incisões e, sendo assim, apresenta menos risco de sangramento durante o procedimento e também no pós-cirúrgico. “A recuperação é mais rápida e as chances de sequelas são menores”, afirmou.


O especialista deu como exemplo as modalidades voltadas para o tratamento das neoplasias malignas de próstata, consideradas as mais incidentes na população masculina do Amazonas, com previsão de 580 casos/ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde.

“O robô, que é guiado por um médico, que fica em uma cabine dentro do centro cirúrgico. O equipamento tem uma precisão maior na hora da extração do tumor. Por isso, os riscos de se desenvolver incontinência urinária e disfunção erétil pós-cirurgia, são reduzidos, já que as pinças são mais direcionadas, ocasionando menos dano tecidual”, explicou Figliuolo.

Para procedimentos que implicam na ressecção de tecidos maiores, o procedimento também pode ser aplicado. “No caso do câncer renal, a nefrectomia radical, ou seja, a retirada total de um dos rins, também é possível através da tecnologia robótica. Outra modalidade bastante utilizada é a vídeolaparoscopia, que utiliza pinças e pequenas incisões, com a vantagem de ter uma recuperação mais rápida. Em pouco tempo, o paciente retorna às suas atividades cotidianas, sem prejuízos maiores”, assegurou.

De acordo com Giuseppe Figliuolo, ambos os procedimentos só são indicados após uma análise minuciosa, que inclui exames de imagem, avaliação médica, exames complementares laboratoriais, entre outros.

“É importante frisar que todos os procedimentos, cirúrgicos ou não, vão depender do estadiamento da doença. Ou seja: da extensão que ela apresenta. Quando mais cedo as alterações são detectadas, maiores as chances de cura e de procedimentos menos invasivos. Por isso, destacamos sempre a necessidade das avaliações anuais, que buscam investigar problemas assintomáticos, que se desenvolvem de forma lenta e que só são evidenciados, geralmente, quando o paciente passa a sentir dor, nas fases intermediária ou avançada”, reforçou o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e tem mais de 20 anos de experiência na área.

Foto: divulgação