Idosos serão vacinados contra a Influenza em suas casas

Diante das mudanças no cenário nacional de transmissibilidade do novo coronavírus, causador da Covid-19, numa decisão inédita no país, anunciada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, os idosos de Manaus serão vacinados contra a gripe sem que precisem sair de suas casas. A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, iniciaria nesta segunda-feira, 23/3, mas devido à forte chuva que cai sobre a cidade nesta manhã, a Prefeitura de Manaus adiou o início da campanha de vacinação contra a gripe, para esta terça-feira, 24/3. Hoje, o trabalho das equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ficará concentrado no cadastro dos idosos, que não sejam acompanhados pela Estratégia Saúde da Família, no site http://semsa.manaus.am.gov.br.

Ao acessar o link, uma mensagem direcionará para a página de cadastro. Será necessário preencher as informações do idoso a ser vacinado – CPF, data de nascimento, telefone para contato e nome completo. Na etapa seguinte deverão ser indicados os dados de endereço completo, como CEP e ponto de referência. Em seguida, um endereço de e-mail para contato. A quarta tela será para conferência dos dados, possibilitando a correção, caso seja necessário. A última tela terá a mensagem de confirmação do cadastro, com a orientação que o idoso aguarde que a equipe de vacinação irá até ele.

“Nossos técnicos do Departamento de Tecnologia da Informação trabalharam durante todo o final de semana para criar esse formulário por meio do qual os idosos poderão realizar o cadastro. A orientação do prefeito Arthur Neto é que nenhum dos mais de 111 mil idosos residentes em Manaus fique sem vacina”, afirma o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Para os idosos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família (ESF), as equipes seguirão os cadastros individuais  já existentes para realização da vacinação de casa em casa já a partir de segunda-feira.

Cadastro dos idosos pode ser feito no site da SEMSA https://semsa.manaus.am.gov.br/

Metas

A Campanha de Vacinação contra Influenza tem a meta de imunizar 522.065 pessoas em Manaus. Serão três etapas e vai atender todos os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, encerrando no dia 22 de maio. A segunda etapa da campanha terá início no dia 16 de abril, e será direcionada para professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, conforme orientação médica.

A partir do dia 9 de maio será iniciada a terceira etapa da campanha com vacinação direcionada para os grupos: crianças de seis meses até menores de seis anos, gestantes, puérperas, jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, povos indígenas, população privada de liberdade, pessoas com deficiência, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade, incluído este ano na campanha contra a Influenza, ampliando o acesso da população à vacina e prevenindo riscos. O objetivo final é imunizar no mínimo 90% do público alvo em cada grupo prioritário.

Texto – Sandra Monteiro/Semsa
Foto – Alex Pazuello / Arquivo Semcom

Idosos e trabalhadores da saúde começam a receber a vacina contra a gripe nesta segunda-feira, 23/3

Idosos com idade a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde são o público-alvo da 1ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza (Gripe), que inicia na próxima segunda-feira, 23/3. Neste ano, o Ministério da Saúde antecipou a campanha, que normalmente acontece no mês de abril, considerando a evolução do novo coronavírus, causador da Covid-19, em todo o Brasil.

Por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto, para atender aos idosos a Prefeitura de Manaus irá montar 53 postos de vacinação contra a Influenza em locais estratégicos distribuídos nas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, além dos postos na zona rural.  A lista com o endereço dos locais de vacina será disponibilizada no site da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): http://abre.ai/aRZg

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que a vacina não protege contra o coronavírus, mas a imunização dos grupos prioritários contra a Influenza vai ajudar a minimizar o impacto nos serviços de saúde, reduzindo o número de casos de gripe em um momento em que ocorre a pandemia de uma nova doença no mundo.

“Nesta etapa da campanha, a prioridade é proteger a saúde dos idosos, que são os mais vulneráveis às síndromes respiratórias. Filhos, filhas, netos e netas devem concentrar os esforços no cuidado com os pais e avôs, já que os idosos são os que têm maior risco de desenvolver complicações graves, como pneumonia, tanto no caso de Influenza quanto em relação à Covid-19”, alerta Marcelo Magaldi.

O Ministério da Saúde, segundo o secretário, recomenda a vacina contra a gripe apenas para grupos considerados de risco, que são as pessoas com maior chance de desenvolver complicações graves pela doença, como é o caso dos idosos, e para grupos que estão mais expostos à infecção pela Influenza, como acontece com os profissionais de saúde.

“Os trabalhadores de saúde estão incluídos nessa primeira etapa porque atuam diretamente no cuidado com os pacientes. Além disso, com a circulação no Brasil do novo coronavírus é essencial proteger a saúde desses profissionais, para evitar afastamentos do trabalho por um problema de saúde que pode ser evitado com a vacinação, garantindo um atendimento mais adequado da população”, destaca Marcelo Magaldi.

Postos

Em reunião realizada na quinta-feira, 19/3, com gestores de Vigilância Epidemiológica dos Distritos de Saúde (Disas) Norte, Sul, Leste, Oeste e Rural, a Semsa finalizou a elaboração das estratégias que serão utilizadas nesta primeira etapa da campanha contra a Influenza.

De acordo com a subsecretária municipal de Gestão da Saúde, enfermeira Adriana Elias Lopes, este ano, para evitar a aglomeração de idosos nas unidades de saúde, a vacina contra a Influenza será disponibilizada em pontos estratégicos em todas as zonas da cidade.

“Por causa da preocupação da população com o novo coronavírus, as unidades de saúde estão recebendo um maior número de pessoas com sintomas de síndromes gripais. Por isso, a vacina contra influenza para os idosos não estará disponível nas unidades de saúde. A estratégia definida pela Semsa é estabelecer postos de vacinação em locais de fácil acesso com ambientes mais amplos e ventilados. Assim, o atendimento ao público alvo da campanha e aos pacientes nas unidades de saúde será realizado de forma mais eficiente e tranquila, como nos orientou o prefeito Arthur Neto”, esclarece Adriana Elias.

Os 53 pontos com a vacina contra Influenza irão funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h. A recomendação é para que os idosos procurem um posto apresentando o cartão de vacina, cartão SUS e documento de identidade. A vacinação estará disponível até o final do mês de maio, não sendo necessárias aglomerações. As pessoas acima de 60 anos com sinais de gripe deverão evitar sair de casa e aguardar melhora do quadro para buscar a vacinação.

Já os trabalhadores da saúde serão imunizados de acordo com a programação de cada serviço de saúde de atuação.

Metas

A Campanha de Vacinação contra Influenza tem a meta de imunizar 522.065 pessoas em Manaus. Desse total, 111.669 são idosos a partir de 60 anos e 55.514 são profissionais da saúde.

A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Semsa, Marinélia Ferreira, explica que idosos e profissionais da saúde serão imunizados no período da primeira etapa da campanha, iniciando no dia 23 de março.

“Porém, a campanha contra a Influenza terá três etapas e vai atender todos os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, encerrando no dia 22 de maio”, informa Marinélia.

A segunda etapa da campanha terá início no dia 16 de abril, direcionada para professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, conforme orientação médica.

A partir do dia 9 de maio será iniciada a terceira etapa da campanha com vacinação direcionada para os grupos: crianças de seis meses até menores de seis anos, gestantes, puérperas, jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, povos indígenas, população privada de liberdade, pessoas com deficiência, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade.

“O grupo de pessoas de 55 a 59 anos foi incluído este ano na campanha contra a Influenza, ampliando o acesso da população à vacina e prevenindo riscos. O objetivo final é imunizar no mínimo 90% do público-alvo em cada grupo prioritário”, destaca Marinélia Ferreira.

Zona rural

A população da zona rural de Manaus deve ficar atenta porque a estratégia da campanha contra a Influenza será diferenciada, atendendo as especificidades das comunidades fluviais e terrestres, e a necessidade de deslocamento em grandes distâncias geográficas das equipes de saúde.

Sarampo

Além da campanha contra a Influenza, o Ministério da Saúde recomendou o início de uma nova etapa da Campanha contra o Sarampo, no período de 23 de março a 30 de junho, para vacinação indiscriminada de todas as pessoas na faixa etária de 20 a 49 anos. A vacina contra o sarampo estará disponível nas unidades de Saúde.

Texto – Eurivania Galúcio / Semsa
Fotos – Altemar Alcântara / Arquivo Semcom

Campanha nacional sobre Epilepsia convida população para mobilização no Março Roxo

Embarcando no conceito do Março Roxo, a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) coordena a campanha “Epilepsia – Abrace Esta Causa”, cujo principal objetivo é combater o preconceito por meio da disseminação de informações. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia atinge mais de 50 milhões de pessoas no planeta, com estimativa de que 3,5 milhões não recebem ou não fazem o tratamento adequado. Na América Latina, são quase 8 milhões de pessoas convivendo com a doença, sendo que 3 milhões são brasileiros.

“Muitas pessoas acham que a epilepsia é contagiosa. Por isso, não ajudam quando veem alguém tendo uma crise convulsiva. Também existe um estigma muito forte de que é uma doença mental, o que não é verdade. A campanha tem este papel importante de mostrar que a pessoa com epilepsia sofre mais com o preconceito do que com a própria doença”, explica Maria Alice Susemihl, presidente da ABE.

A primeira e mais abrangente ação será a mobilização de milhares de pessoas caminhando em importantes pontos das cidades do Brasil, que vão reforçar o valor da informação e o quão prejudicial é o preconceito. São Paulo, que vai contar com a presença e o apoio da atriz Julia Almeida Bailey; Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Florianópolis e Belo Horizonte estarão sincronizados em 29 de março. Fora a caminhada, algumas cidades programaram ciclos de palestras, distribuição de materiais informativos etc.

Campanha terá presença e o apoio da atriz Julia Almeida Bailey

Especificamente em São Paulo, de 23 de março a 23 de abril, a ABE se faz presente dentro das Estações do Metrô da cidade. Serão 70 cartazes com informações sobre primeiros socorros nas cabines de pagamento, e os transeuntes do Sacomã, Vila Prudente (linhas 2 Verde) e República (linhas 3 Vermelha e 4 Amarela) vão cruzar com uma campanha informativa e participar de atividades lúdicas. Voluntários vão distribuir folders para as pessoas que também poderão transitar entre uma exposição com dicas e mitos x verdades. Para finalizar, de 17 a 27 de março, a ABE realiza, na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), uma exposição de desenhos de crianças com epilepsia.

Março Roxo no mundo

O “Março Roxo” acontece em todo o mundo. A Escócia é um outro exemplo onde o transporte público vira uma importante plataforma de multiplicação de conhecimento. Alertas em escadas rolantes, trilhos dos trens e a #TalkEpilepsy (Fale Sobre Epilepsia) ajudam a fixar o que é correto sobre a doença. Aqui no Brasil, para mais informações, basta acessar o site http://www.epilepsiabrasil.org.br.

A Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), coordenadora da campanha “Epilepsia – Abrace Esta Causa”, é uma Associação sem fins lucrativos que se estabeleceu como organização para divulgar conhecimentos acerca dos tipos de epilepsia, disposta a promover a melhora da qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença. Integra o International Bureau for Epilepsy e é composta por pacientes, familiares, médicos, neurologistas, nutricionistas e outros profissionais. Atua formando grupos de autoajuda, facilitando a reabilitação profissional, lutando pelo fornecimento regular de medicamentos nos postos de saúde e hospitais públicos, além de batalhar, incansavelmente, pelo bem-estar dos pacientes e pelo fim dos estigmas e preconceitos sociais.

Programação
Epilepsia – Abrace Esta Causa

São Paulo
• 17 de março, a partir das 18h30, até 27 de março.
Exposição dos desenhos de crianças com epilepsia.
Local: Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) – Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Moema, São Paulo.

• De 23 de março a 23 de abril.
Metrôs da cidade de São Paulo.

Estação República, de 23 de março a 3 de abril.
Panfletagem com a Cia Doutores Epi-Riso: 26 de março, das 19h às 21h.

Estação Sacomã, de 6 a 12 de abril.
Panfletagem com ginga de capoeira: 11 de abril, das 19h às 21h.

Estação Vila Prudente, de 15 a 23 de abril.
Panfletagem com apresentação musical: 22 de abril, das 19h às 21h.

• 29 de março, das 9h às 12h.
Caminhada na Avenida Paulista. Ponto de encontro: Parque Mário Covas (Av. Paulista 1853).

Ribeirão Preto
• 21 de março, das 9h às 14h.
Ciclo de palestras com neurologistas, neurocirurgiões, neuropsicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, advogados e mães de pessoas com epilepsia de vários graus. A ideia é que todos esses profissionais possam orientar educadores, pais e profissionais da saúde sobre a doença, seus limites, cuidados, suporte. Este evento terá certificado e é gratuito. Para participar, informe nome completo e profissão pelo e-mail purpledayribeiraopretobrasil@gmail.com para inscrição.
Local: Centro Médico de Ribeirão Preto – Rua Thomaz Nogueira Gaia, 1275, Jardim Irajá.

• 29 de março, das 9h às 14h.
Caminhada no Parque Dr. Luis Carlos Raya (Rua Severiano Amaro dos Santos, s/n – Jardim Botânico). Haverá um espaço com profissionais da saúde, alongamento e caminhada solidária (às 10h), palhaços, brincadeiras, balões roxos, pipoca, algodão doce e água.

Rio de Janeiro
• 26 de março.
“Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia – A Importância do Cuidado ao Paciente com Epilepsia e do Esclarecimento à População”.
11h: Recepção.
11h30: Palestra: A importância da adesão ao tratamento, as opções terapêuticas e diagnóstico na epilepsia farmacorresistente.
12:30: Encerramento.
Local: Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer – R. do Rezende, 156 – Centro.

• 29 de março, das 9h às 12h.
Caminhada na Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao corte Cantagalo.

Florianópolis
• 29 de março
Caminhada com distribuição de camisetas e folders na Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, mais conhecida como Avenida Beira-Mar Norte, localizada na região central da cidade.

Belo Horizonte
• 29 de março
Caminhada no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, na Av. Afonso Pena, 1377 – Centro.

Tecnologia inovadora é aliada de estudantes com perda auditiva

A tecnologia na área auditiva é mais uma aliada na inclusão escolar. Muitos pais e professores ainda não conhecem o dispositivo “Amigo”, um sistema FM que permite a comunicação direta dos professores com crianças e jovens que têm deficiência auditiva. Dentro da sala de aula, essa tecnologia é fundamental para ajudar esses alunos a entender com clareza o que o professor está ensinando, mesmo com o burburinho das conversas de seus colegas.

O “Amigo” é composto por um transmissor e um receptor. O professor, na frente da sala de aula, usa o transmissor acoplado discretamente na roupa, e a sua voz é transmitida diretamente para o receptor que está no aparelho auditivo do aluno. Isso ajuda a diminuir qualquer efeito negativo de distância, reverberação ou ruído de fundo, mantendo o sinal da fala original alto e claro.

“Através de um exame audiológico simples, muitas desordens do sistema auditivo são encontradas. Os pais devem estar atentos para os casos de crianças que falam alto, assistem TV em volume exagerado, apresentam rouquidão crônica, otites de repetição nos ouvidos, têm dificuldades na escola, desatenção, distorções na fala e atraso no desenvolvimento da linguagem”, explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, responsável pelo Programa Infanto-Juvenil Cuidado Auditivo Amigo da Criança, da Telex Soluções Auditivas.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 7% da população mundial é portadora de algum grau de perda auditiva.

“Com problemas na audição, as crianças podem apresentar dificuldades para aprender, já que não ouvem bem o que está sendo ensinado, afetando a leitura e escrita. Além disso, podem ter problemas de relacionamento com colegas e distúrbios de comportamento, como falta de concentração ou retraimento em excesso. Está comprovado que alunos com problemas de audição têm menor rendimento escolar. Agora, com o ‘Sistema Amigo’, da Telex, tudo ficará mais fácil”, conclui a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada

O câncer em 2020: como estamos nessa batalha?

Por Dra. Vivian Antunes

Entre outras tantas coisas, o câncer é um desafio para a humanidade. É temido por quase todos nós (senão todos), é vigorosamente caçado por cientistas ao longo dos séculos, é doloroso para os milhões que dele sofrem e é passível de prevenção em um terço das vezes.

A doença é mesmo um desafio vivo. A história dessa moléstia se entrelaça com a própria história da humanidade, com seu primeiro registro há 4 milhões de anos. Por mais que hoje se saiba mais sobre o câncer do que nunca, e que marcantes avanços sejam reconhecidos, ainda é responsável por 9,6 milhões de mortes todos os anos.

Dados recentes publicados pela American Cancer Society (ACS) documentam uma queda de 2,2% na mortalidade por câncer entre 2016 e 2017. Essa é a maior queda registrada até hoje, e pode ser parcialmente explicada pelos avanços nos cuidados do câncer de pulmão e melanoma nesse período. A mortalidade por câncer subiu até 1991, e desde então teve queda de 29%.

O mundo da ciência está otimista por presenciar o que antes parecia inatingível, como o advento da imunoterapia (tratamento que faz com que o sistema imunológico atue contra o câncer), e que traz maior chance de cura mesmo para pacientes com metástases.

As coisas também têm mudado para aqueles que vivem com a doença, não só pelos melhores desfechos e melhor controle de sintomas, mas sobretudo por assumirem cada vez mais o protagonismo do seu tratamento.

Não existe mais espaço para a medicina que olha exclusivamente para a doença. Entra em ação o trabalho de dar acesso a informações qualificadas para que os pacientes compartilhem decisões que respeitem seus valores. É viver com coerência, na saúde e na doença. É tratar com respeito a doença e o doente.

Esse processo, às vezes citado como “empoderamento” do paciente, vai além da qualificação médica: requer ação dos meios de informação por diferentes mídias, o ativismo e empenho de organizações relacionadas ao tratamento e resultam em uma feliz mudança de paradigmas no tratamento de seres humanos.

A contar para o lado triste da história estão as vidas que poderiam ser salvas com a adequada implementação de estratégias de prevenção e detecção precoce. Por exemplo, cerca de um terço das doenças neoplásicas podem ser prevenidas.

O tabaco ainda é responsável por 22% das mortes por câncer, e evitar a obesidade, manter atividade física e dieta adequadas reduzem consideravelmente o risco de desenvolver diversos tipos de tumores, como o de mama, intestino e próstata.

Ainda no caminho do que podemos evitar está o câncer de colo uterino. O Brasil tem um lamentável e elevadíssimo número de mulheres que sofrem e morrem por essa doença. É importante mencionar o papel da vacinação contra o vírus HPV como um marco na luta contra mortes pelo câncer. A melhor conscientização e educação da população, bem como estratégias de saúde pública, podem reduzir mortes por câncer. Não é otimismo excessivo. É ciência e ação!

Em um país de grandes disparidades, temos também o que chamo de desigualdade do câncer. O acesso aos recursos que trazem maior chance de cura e mais do que dobram o tempo de vida de pacientes não é homogêneo. Felizmente os tratamentos são a cada dia melhores, mas também, proporcionalmente mais caros. Sem falar no desequilíbrio no número de mortes por câncer no mundo, sendo mais frequente nos países em desenvolvimento.

O Dia Mundial do Câncer fortalece o movimento de todos que enxergam o câncer como um desafio a ser combatido para que, um dia, seja uma doença menos temida, menos sofrida, mais compreendida pela ciência e quem sabe, previnida em uma boa parte das vezes, senão em todas elas.

Vivian Castro Antunes de Vasconcelos é médica oncologista clinica do Hospital Vera Cruz, grupo SOnHe e CAISM-UNICAMP. É mestre em ciências na área de Oncologia pela Unicamp. Membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO).

Foto: https://www.worldcancerday.org/pt-br
Portal Vida Amazônica apoia a Campanha Mundial #DiaMundialdoCâncer #EuSouEEuVou

Especialista em autismo é reforço para difundir conhecimento sobre uso da Cannabis medicinal

O neuropediatra e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, Rubens Wajnsztejn – que é palestrante do Cann x Lisboa, primeiro evento realizado na Europa para pra discutir a Cannabis medicinal do ponto de vista da ciência, da tecnologia e do mercado/indústria, no dia 12 de fevereiro, com o tema “CBD e suas aplicações nos distúrbios do espectro autista” -, é o novo reforço da HempMeds Brasil, primeira empresa brasileira a importar de forma legal a Cannabis medicinal para o Brasil.

Professor há mais de três décadas dos cursos de medicina do Centro Universitário Saúde ABC, em Santo André/SP, especialista em autismo e prescrição de CBD, ele assume o cargo de executivo responsável pela área médica, ou CMO (Chief Medical Officer). Wajnsztejn é formado pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), tem mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e é doutor em Ciências da Saúde na Faculdade de Medicina do ABC, instituição em que leciona.

Informação

Uma de suas principais atribuições é a de ajudar a marca pioneira neste novo mercado a difundir ainda mais conhecimento sobre um tratamento que está se popularizando no país, mas que ele já conhece há décadas. A HempMeds entende que a desinformação e o preconceito sobre o assunto prejudicam a vida de cerca de 4 milhões de pacientes, os quais podem ser beneficiados pelo canabidiol.

“Mais do que um conhecedor de causa, ele é pesquisador e tem contato direto com médicos brasileiros e futuros profissionais da saúde. Portanto, vai levar ainda mais informações sobre esse tratamento, que melhora a qualidade de vida de pacientes com doenças raras e de difícil tratamento”, afirma Caroline Heinz, vice-presidente da HempMeds Brasil.

Diante das movimentações positivas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Wajnsztejn entra na HempMeds Brasil em um momento essencial para os pacientes e um novo setor da indústria financeira. Em dezembro, o órgão regulador permitiu a venda de CBD em todas as farmácias brasileiras. Já no último dia 22 de janeiro, o colegiado aprovou a flexibilização e desburocratização da importação de produtos à base de Cannabis medicinal.

Indústria

Em 2015, a HempMeds® Brasil tornou-se a primeira empresa a fornecer um produto à base de Cannabis, o RSHO ™, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), de maneira judicializada, que não têm condições de pagar pelo medicamento. Em julho, do mesmo ano, a Receita Federal também reduziu os impostos para importação do CBD e outros medicamentos, facilitando o acesso a mais famílias brasileiras.

A Medical Marijuana, Inc. (MJNA), grupo matriz da HempMeds Brasil, é a primeira empresa de Cannabis publicamente negociada nos Estados Unidos, não vende ou distribui quaisquer produtos que violem a Lei de Substâncias Controladas dos Estados Unidos (US.CSA). Estas empresas produzem, vendem e distribuem produtos à base de cânhamo e estão envolvidas com a distribuição federalmente legal de produtos médicos à base de maconha em determinados mercados internacionais. O canabidiol é um componente natural do óleo de cânhamo.

Uso excessivo de antibióticos pode causar de infecções até reações alérgicas

De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil apresenta uma média superior aos países da Europa em relação ao uso de antibióticos, com 22,75 doses por dia. O risco é que a ingestão indiscriminada desse tipo de medicamento, seja por escolha do paciente ou sob prescrição médica, possa causar uma série de efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia, reações alérgicas, entre outras condições.

Segundo Maria Lúcia Biancalana, infectologista da Beneficência Portuguesa (BP) de São Paulo, outra preocupação relacionada ao uso incorreto dessa classe de medicamentos é a de que surja uma seleção de bactérias multirresistentes aos antibióticos. “O uso indiscriminado pode favorecer o crescimento dessas superbactérias. Por isso, é importante que o tratamento com antibióticos seja feito apenas para causas específicas e por tempo adequado. Quando as bactérias se tornam resistentes, os antibióticos habituais perdem a eficiência e não impedem a multiplicação desses microrganismos. Bactérias resistentes são mais difíceis de serem eliminadas e geralmente exigem medicamentos mais tóxicos. Além disso, há o risco de se alastrarem, pois podem ser transmitidas para outras pessoas”, afirma a médica.

Ela ressalta também que é essencial que a população compreenda os riscos e limites do uso desses medicamentos e das várias ameaças que ele traz. “É fundamental usar antibióticos apenas quando indicado e prescrito por um profissional de saúde, seguir a prescrição à risca, evitar reutilizar medicamentos usados em outros tratamentos e que estejam disponíveis em casa e não compartilhar antibióticos com outras pessoas”, orienta a profissional.

Os antibióticos salvam vidas e são fundamentais para tratar infecções comuns como pneumonia e até condições que mais sérias como a sepse. Porém, não são eficientes para combater infecções causadas por vírus como os da gripe e de resfriados. “Por isso é tão importante que haja conscientização não só dos profissionais de saúde como também da população de forma geral”, afirma a médica.

Com o intuito de estimular o bom uso desse tipo de medicamento, a BP mantém o Programa de Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos, que visa garantir o efeito farmacoterapêutico máximo desses agentes, reduzir a ocorrência de eventos adversos nos pacientes e prevenir a seleção e a disseminação de microrganismos resistentes.

Foto: Reprodução

Presença de sangue no esperma pode ser causada por infecção na próstata, alerta urologista

Denominada hemospermia, a presença de sangue no esperma ejaculado pode acometer homens de idades variadas. Como na maioria das vezes ocorre sem sintomas, o alerta vem, geralmente, quando se nota a mudança da coloração do esperma, após a atividade sexual, que pode ir de rosa claro ao vermelho ou marrom, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo. Pelo menos 2% dos relatos urológicos estão ligados à alteração, mas especialistas acreditam que esse número é maior, já que muitos casos são sub-notificados.

De acordo com ele, grande parte dos homens com a alteração, continua tendo uma vida sexual normal até que algum sintoma decorrente da piora do caso passe a aparecer. “Mas, mesmo com algum sintoma evidente, como desconforto, por exemplo, muitos homens deixam de procurar ajuda por vergonha ou timidez”, frisou o médico.

Entre as mais comuns infecções/inflamações da próstata, está a prostatite, causada por bactérias do intestino capazes de contaminar áreas próximas. A hiperplasia benigna de próstata, caracterizada pelo crescimento da glândula, também pode contribuir para a hemospermia. Os ductos ejaculatórios também podem ser a causa do sangramento, em casos de processos inflamatórios.

A próstata é uma glândula que faz parte do aparelho genital masculino e está localizada perto da bexiga do homem. Sua principal função é armazenar um líquido que, junto aos espermatozóides, formam o sêmen.

Giuseppe Figliuolo explica que quanto mais agravado o caso, maior pode ser o sangramento que é eliminado junto ao esperma. No início, os sintomas inexistem, mas se não tratada a tempo, pode levar a dores, febre, calafrios, urina turva, mal estar, entre outros.

Outra causa provável da hemospermia pode ser uma complicação pós-cirúrgica. Os procedimentos cirúrgicos para o tratamento da próstata, por exemplo, estão inseridos nesse contexto, destaca Figliuolo.  

O diagnóstico, geralmente, é feito através de avaliação clínica e pode ter indicação de exames como o espermograma, urina e urocultura. “Em alguns casos, necessita-se de avaliações mais aprofundadas, com exames complementares como ressonância magnética da próstata, cistoscopia ou biópsia (retirada de fragmento para análise patológica)”, disse o especialista.

O tratamento é conservador, com a utilização de medicamentos, inibidores de crescimento prostático, entre outros. 

Foto: Divulgação

Homens fazem menos exames que mulheres, aponta Ministério da Saúde

As campanhas de conscientização dedicadas às mulheres e aos homens se tornaram eventos oficiais nos calendários de saúde. A divulgação das ações traz à tona o questionamento: por que os homens se cuidam menos que as mulheres? Essa falta de cuidado reflete nos números. Elas vivem mais do que eles em quase todas as partes do mundo – e tem sido assim nos últimos 100 anos. No Brasil, a expectativa de vida dos homens é de 72,8 anos em 2018, enquanto a das mulheres é de 79,9 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora a violência seja um dos fatores que justifique essa diferença, a falta de cuidado com a saúde também tem um peso grande.

Mais de um terço dos homens não cuidam da própria saúde, indica o Ministério da Saúde. O levantamento “Um Novo Olhar para a Saúde do Homem”, feito pela revista Saúde em parceria com o Instituto Lado a Lado Pela Vida, e divulgado em setembro de 2019, mostrou que, apesar de o urologista ser visto por 37% dos entrevistados como o médico do homem, 59% não costumam manter consultas periódicas.

O câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele (não-melanoma), de acordo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é uma doença silenciosa, ​ com cerca de 70 mil novos casos a cada ano e o número de mortes causadas pela doença, segundo o Inca, chegou a 15.391, em 2017, o que mostra que 42 homens morrem por dia em decorrência da doença e, aproximadamente, 3 milhões vivem com a doença no Brasil. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos em desenvolvimento, de acordo com o Inca, e se descoberto precocemente tem 90% de chance de cura.

Apesar dos dados alarmantes e das campanhas realizadas, muitos homens, por preconceito e desconhecimento, têm medo de fazer os exames preventivos. De acordo com o Painel Abramed 2019 – O DNA do Diagnóstico, o número de pacientes atendidos alcançou mais de 35 milhões, nas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), em 2018, que representam 50,2% dos exames na saúde suplementar e 21% no total do país.

Assim como no ano anterior, as mulheres correspondem ao maior percentual de atendimentos, 62%. O atendimento aos homens representou 38% do total no mesmo período. Comprovando que o público feminino demonstra maior preocupação com a saúde e realiza mais exames preventivos do que os homens.

Segundo indicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), para homens a partir dos 50 anos é recomendado fazer anualmente o exame de antígeno prostático específico (PSA), que é um dos procedimentos preventivos e de diagnóstico precoce, e o de toque retal, visando avaliar consistência e presença de nódulos na glândula. Normalmente, solicita-se também ultrassonografia das vias urinárias e próstata. Todos são cobertos pela Rol de Procedimentos e Eventos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determina a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. Esses exames, quando associados, de acordo com o Inca, podem dar uma segurança de cerca de 90% ou mais, auxiliando no diagnóstico precoce da doença, já que 20% dos casos são diagnosticados na fase inicial.

“Pessoas com antecedentes familiares de neoplasia prostática, obesos e raça negra têm maior predisposição a este tipo de tumor e devem iniciar o check-up prostático já aos 40 anos, afirma o urologista do HCor, marca associada a Abramed, Antonio Correa Lopes Neto.

O número de exames de PSA realizados na saúde suplementar em 2018, segundo a ANS, foi 475.198, sendo 29,7 exames para cada mil beneficiários (homens a partir de 20 anos). Enquanto no Sistema Único de Saúde (SUS) foram feitos 6.768.013 exames, sendo 108,6 para cada mil homens (a partir de 20 anos).

Outra informação importante, porém, preocupante, é que na saúde suplementar os homens entre 50 e 59 anos realizaram 132 mil exames, em 2018, ante a uma população de 2,4 milhões de pessoas do sexo masculino, o que representa 5,5% do total, segundo a Troca de Informação na Saúde Suplementar (TISS). “Esperava-se que este número fosse bem maior, pois nesta idade, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS), a realização do PSA é obrigatória. Teríamos de estar com um percentual bem mais próximo do 100%”, ressalva Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Custos

Os gastos no Brasil em relação ao tratamento de câncer (excluindo promoção e prevenção) aumentaram de R$ 470 milhões para R$ 3,3 bilhões, entre 1999 e 2015, um crescimento de sete vezes num período de 16 anos. Cerca de dois terços destes gastos estão relacionados somente à quimioterapia.

Os números mostram que diagnosticar a doença nos estágios iniciais de tratamento e aumentar os esforços de prevenção de fatores de risco do câncer, reduz os custos na saúde. Quanto mais tardio o diagnóstico, mais oneroso é o tratamento.

Estudo feito pelo Hospital Sírio-Libanês aponta que, em 2018, foram gastos cerca de 9,3% do PIB no consumo de bens e serviços de saúde no Brasil (aproximadamente R$ 640 bilhões). Historicamente, o setor público realiza em média 42,8% das despesas, enquanto o desembolso realizado por famílias e empresas representa em média 57,2% do total. O país apresenta uma proporção de gasto público abaixo dos demais países de renda média. Por outro lado, tem uma contribuição privada bem acima na comparação com diversos países desenvolvidos.

“Investir em diagnóstico precoce do câncer, além de aumentar as possibilidades de cura, traz economia à saúde suplementar e ao SUS, por evitar gastos elevados, e proporcionar, principalmente, maior segurança ao paciente, que terá mais qualidade de vida”, afirma Shcolnik.

Demora no tratamento

A demora dos homens em ir ao médico é também um dos fatores que retardam o diagnóstico precoce da doença. Em média, eles esperam seis meses para procurarem um médico após os sintomas de câncer de próstata. O intervalo médio entre os primeiros indícios da doença, o diagnóstico e o início do tratamento é de 15 meses.

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, com 200 homens acima dos 40 anos, diagnosticados com câncer de próstata há mais de dois anos, divididos em grupos de pacientes metastáticos e não metastáticos no Brasil, divulgada em maio deste de 2019, mostra que 51% dos pacientes com a doença em fase metastática descobriram o câncer de próstata em estágio avançado, 67% conheciam pouco ou não conheciam a doença antes do diagnóstico e um em cada três homens nunca procuraram um médico como medida preventiva, apenas recorrendo a um especialista após apresentar algum sintoma da enfermidade.

“Os homens tem medo da doença em si e dos possíveis efeitos colaterais dos tratamentos como, por exemplo, a disfunção erétil”, afirma Diogo Bastos, oncologista do Hospital Sírio-Libanês e Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Segundo o médico, a maioria das pessoas acredita que todo homem que é submetido a um tratamento para câncer de próstata terá uma disfunção erétil, o que não é verdade. “Existem muitos tratamentos seguros atualmente e que não evoluem para esse problema. Em geral, esse é um câncer altamente curável, mas quanto mais cedo detectar, maior é a chance de cura”, conclui.

As informações das auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) em diversos estados, processadas em 2010, e divulgadas no Painel Abramed 2019 — O DNA do diagnóstico, revelaram que 60,5% dos pacientes foram diagnosticados em estadiamento (classificação preconizada pela União Internacional para o Controle do Câncer que determina a extensão do tumor presente no corpo de uma pessoa e onde está localizado) avançado, níveis 3 e 4 (sendo 0 para a doença restrita a área inicial; 1 – tumor restrito a uma parte do corpo; 2 – localmente avançado; 3 – localmente avançado com comprometimento do sistema linfático ou espalhando por mais tecido; e 4 – metástase a distância, espalhando para outros órgãos ou todo o corpo).

“A saúde é o bem mais desejado pelo brasileiro e, por isso, não pode ser postergada. É ela que pode possibilitar ao país condições para a retomada do crescimento, amadurecimento e aumento de produtividade. Neste setor, com muitos atores e desafios, o diagnóstico cumpre o seu protagonismo como importante elo dessa engrenagem”, ressalta Wilson Shcolnik.

Foto: Reprodução

Astellas Oncologia premia trabalho de formação de voluntários que cuidam de filhos de pacientes

Foram 27 projetos brasileiros inscritos na área de cuidados com o câncer que vão além da medicina. Número de inscrições no Brasil superou a soma de projetos canadenses, ingleses, africanos, europeus e australiano

A Astellas divulgou os vencedores do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”. A 4ª Edição do desafio global em busca de ideias inovadoras que podem gerar uma mudança significativa na atenção e cuidado com câncer premiou com US$ 100 mil o projeto da canadense Audrey Guth, fundadora da Nanny Angel Network, de Toronto. O valor será usado para financiar a expansão do seu trabalho de formação de voluntários que cuidam de crianças cujas mães foram diagnosticadas com câncer.

“As mães, principalmente em populações carentes, geralmente são forçadas a escolher entre cuidar de seus filhos e procurar tratamento, e um diagnóstico tão sério pode deixar as crianças tristes, assustadas e ansiosas”, disse Guth. “Sou grata pela oportunidade de expandir o alcance e o impacto da Nanny Angel Network, pois procuramos aliviar o fardo de viver com câncer para as famílias”.

Pelo primeiro ano, ideias brasileiras puderam participar da premiação. “Ficamos extremamente felizes por esse motivo, mas principalmente porque a adesão dos proponentes brasileiros foi enorme para uma primeira edição no país. Isso nos dá muito orgulho”, diz Ricardo Ogawa, Gerente Geral da Astellas Farma Brasil.

Três finalistas apresentaram suas ideias a um painel de juízes, incluindo o empresário de celebridades e ativista do câncer Bill Rancic e outros líderes de inovação, saúde e negócios, durante um evento ao vivo em Nova York, em outubro.

O desafio deste ano concedeu quatro prêmios, totalizando US$ 200 mil em fundos (um grande prêmio de US$ 100 mil, dois prêmios de inovação de US$ 45 mil e um prêmio de ideias emergentes de US$ 10 mil).

Juntamente com o financiamento, todos os vencedores terão a oportunidade de participar do Tedmed 2020 como bolsistas, juntando-se a uma comunidade única e multidisciplinar de importantes pensadores e realizadores de todo o cenário da saúde, medicina e inovação científica. Os vencedores também receberão uma associação complementar de um ano da Matter, uma incubadora global de start-ups de assistência médica, nexo comunitário e acelerador de inovação corporativa.

Os vencedores deste ano foram:

• Daniella Koren, de Nova York, EUA, fundadora da Arches Technology, cuja ideia é expandir um programa digital de educação e engajamento de pacientes chamado MyCareCompass, que fornece informações relevantes e educação baseada em evidências para as pessoas afetadas pelo câncer, ao longo da jornada de tratamento.

• Leslie Schover, do Texas, EUA, fundadora da Will2Love, cuja ideia é adaptar programas de auto-ajuda para homens e mulheres para atender às necessidades de populações especiais, incluindo sobreviventes mais jovens e sobreviventes LGBTQ+. O Will2Love fornece educação on-line e orientação de especialistas para ajudar as pessoas afetadas pelo câncer a superar problemas de saúde e fertilidade sexual, treina profissionais de oncologia para gerenciar melhor esses problemas e consulta hospitais para estabelecer programas de saúde reprodutiva.

“A Astellas está extremamente orgulhosa em ajudar a promover essas ideias inspiradoras dos vencedores deste ano, que estão trabalhando ativamente para transformar o que significa viver com um diagnóstico de câncer e melhorar a experiência do paciente durante toda a jornada”, disse Mark Reisenauer, VicePresidente Sênior da Unidade de Negócios Oncologia da Astellas.

Na foto: Audrey Guth, fundadaora da Nanny Angel Network, vencedora do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”