Astellas Oncologia premia trabalho de formação de voluntários que cuidam de filhos de pacientes

Foram 27 projetos brasileiros inscritos na área de cuidados com o câncer que vão além da medicina. Número de inscrições no Brasil superou a soma de projetos canadenses, ingleses, africanos, europeus e australiano

A Astellas divulgou os vencedores do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”. A 4ª Edição do desafio global em busca de ideias inovadoras que podem gerar uma mudança significativa na atenção e cuidado com câncer premiou com US$ 100 mil o projeto da canadense Audrey Guth, fundadora da Nanny Angel Network, de Toronto. O valor será usado para financiar a expansão do seu trabalho de formação de voluntários que cuidam de crianças cujas mães foram diagnosticadas com câncer.

“As mães, principalmente em populações carentes, geralmente são forçadas a escolher entre cuidar de seus filhos e procurar tratamento, e um diagnóstico tão sério pode deixar as crianças tristes, assustadas e ansiosas”, disse Guth. “Sou grata pela oportunidade de expandir o alcance e o impacto da Nanny Angel Network, pois procuramos aliviar o fardo de viver com câncer para as famílias”.

Pelo primeiro ano, ideias brasileiras puderam participar da premiação. “Ficamos extremamente felizes por esse motivo, mas principalmente porque a adesão dos proponentes brasileiros foi enorme para uma primeira edição no país. Isso nos dá muito orgulho”, diz Ricardo Ogawa, Gerente Geral da Astellas Farma Brasil.

Três finalistas apresentaram suas ideias a um painel de juízes, incluindo o empresário de celebridades e ativista do câncer Bill Rancic e outros líderes de inovação, saúde e negócios, durante um evento ao vivo em Nova York, em outubro.

O desafio deste ano concedeu quatro prêmios, totalizando US$ 200 mil em fundos (um grande prêmio de US$ 100 mil, dois prêmios de inovação de US$ 45 mil e um prêmio de ideias emergentes de US$ 10 mil).

Juntamente com o financiamento, todos os vencedores terão a oportunidade de participar do Tedmed 2020 como bolsistas, juntando-se a uma comunidade única e multidisciplinar de importantes pensadores e realizadores de todo o cenário da saúde, medicina e inovação científica. Os vencedores também receberão uma associação complementar de um ano da Matter, uma incubadora global de start-ups de assistência médica, nexo comunitário e acelerador de inovação corporativa.

Os vencedores deste ano foram:

• Daniella Koren, de Nova York, EUA, fundadora da Arches Technology, cuja ideia é expandir um programa digital de educação e engajamento de pacientes chamado MyCareCompass, que fornece informações relevantes e educação baseada em evidências para as pessoas afetadas pelo câncer, ao longo da jornada de tratamento.

• Leslie Schover, do Texas, EUA, fundadora da Will2Love, cuja ideia é adaptar programas de auto-ajuda para homens e mulheres para atender às necessidades de populações especiais, incluindo sobreviventes mais jovens e sobreviventes LGBTQ+. O Will2Love fornece educação on-line e orientação de especialistas para ajudar as pessoas afetadas pelo câncer a superar problemas de saúde e fertilidade sexual, treina profissionais de oncologia para gerenciar melhor esses problemas e consulta hospitais para estabelecer programas de saúde reprodutiva.

“A Astellas está extremamente orgulhosa em ajudar a promover essas ideias inspiradoras dos vencedores deste ano, que estão trabalhando ativamente para transformar o que significa viver com um diagnóstico de câncer e melhorar a experiência do paciente durante toda a jornada”, disse Mark Reisenauer, VicePresidente Sênior da Unidade de Negócios Oncologia da Astellas.

Na foto: Audrey Guth, fundadaora da Nanny Angel Network, vencedora do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”

Edital Cidade+Recicleiros abre inscrições para municípios mudarem a realidade do lixo

Até dia 1º de setembro, todos os municípios brasileiros com população superior a 20 mil habitantes poderão se inscrever gratuitamente no edital Cidade+Recicleiros (cidademais.recicleiros.org.br/). A segunda edição do edital, uma parceria entre o Instituto Recicleiros e a empresa SIG Combibloc, contemplará até 12 cidades com assessoria técnica especializada para o desenvolvimento e implantação de seus programas de coleta seletiva de resíduos. As cidades que se destacarem nessa fase poderão ainda receber Unidades de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMR), assessoria técnica de longo prazo, campanhas de conscientização para os moradores, e os recursos necessários para que os Programas de Coleta Seletiva funcionem de forma qualificada, independente, sustentável e economicamente viável. O objetivo? Contribuir para o avanço da coleta seletiva e reciclagem de resíduos pós-consumo em todo Brasil, por meio da implementação e disseminação de modelos inovadores e de alta eficiência em algumas regiões, pois para vencer o desafio do lixo em nível nacional é preciso começar localmente.

Erich Burger, sócio fundador da ONG Recicleiros, ressalta que as cidades não têm custo para receber e implementar o Programa. “O compromisso dos municípios será com a regulamentação da coleta seletiva por meio do plano que desenvolveremos em parceria com a administração municipal, e a realização da coleta e transporte dos resíduos descartados até a Unidade de Processamento de Materiais Recicláveis. Burger também explica a origem dos recursos financeiros necessários ao sucesso da iniciativa. “Eles vêm de um fundo formado pelo Instituto Recicleiros com recursos captados em diversas fontes, como empresas que investem no Cidade+Recicleiros para cumprir com as metas de Logística Reversa das embalagens que colocam no mercado”. Entre as mais de 700 empresas que já aderiram ao Cidade+Recicleiros estão BASF, Cargil, Royal Canin, Red Bull, Colgate Palmolive, Aurora, Mars, Guabí, Ceratti e JBS.

Os investimentos aportados no programa Cidade+Recicleiros não são repassados ao município, mas direcionados à implementação da UPMR (obras e equipamentos); 60 meses de assessoria técnica e apoio à gestão do Programa (prefeitura e cooperativa); formação e capacitação de cooperativa de trabalho para executar os serviços de separação, beneficiamento e destinação do material reciclável; e ações de comunicação para engajar e orientar a população sobre o descarte seletivo. A seleção dos contemplados, baseada em critérios técnicos, será conduzida por um comitê de avaliação composto por especialistas do Instituto Recicleiros e pelos parceiros do edital.

Além do meio ambiente

O Programa Cidade+Recicleiros é fundamentado em três pontos principais: meio ambiente, pessoas e políticas públicas. O programa visa reduzir efetivamente os impactos da má gestão do lixo no meio ambiente, mas não se restringe a isso: a questão social está no holofote assim como as ações de conscientização ambiental e a implantação da UPMR, que será operada por meio de organizações de catadores de materiais recicláveis assessoradas ou mesmo formadas pelo Instituto Recicleiros, gerando trabalho e renda para população em estágio de vulnerabilidade social.

O programa de formação e assessoria técnica para organizações de catadores é uma das especialidades da ONG Recicleiros, que projeta empreendimentos capazes de remunerar seus trabalhadores com pelo menos o equivalente a um salário mínimo, garantindo também férias remuneradas, condições de trabalho adequadas e um ambiente motivador. Planejados para serem sustentáveis do ponto de vista econômico, podem ainda oferecer diversas oportunidades, se bem geridos e, para esse fim, o Instituto Recicleiros oferecerá um programa de assessoria intensiva por 24 meses, além de outros 36 de acompanhamento à gestão dessas organizações. O edital Cidade+Recicleiros 2019 acontecerá em quatro etapas – vale lembrar que a participação no edital é voluntária e gratuita, e não haverá cobrança de qualquer taxa antes, durante ou após o processo de seleção:

• 01/08/19 a 01/09/2019 – Inscrições (formulário disponível em cidademais.recicleiros.org.br);

• Até 20/09/2019 – Envio da documentação (obrigatória e complementar) em arquivos digitalizados – os originais deverão ser enviados ao Instituto caso o município seja selecionado;

• 30/09/2019 a 18/10/2019 – Entrevistas e reuniões entre a equipe Recicleiros e o grupo de trabalho dos municípios pré-selecionados;

• 28/10/2019 – Divulgação dos municípios contemplados e publicação da agenda de trabalho.

“O Programa Cidade+Recicleiros tem um papel muito importante em trabalhar desenvolvendo e apoiando a cadeia de reciclagem no Brasil. A SIG tem o objetivo de ser uma empresa de impacto positivo, e impactar políticas públicas de reciclagem e criar oportunidade de parceria entre os principais influenciadores desta cadeia é um passo importante para alcançarmos este objetivo global”, pontua Isabela De Marchi, responsável pela área de Sustentabilidade da SIG nas Américas.

2018, primeiro edital

No ano passado, os municípios brasileiros contemplados pelo Cidade+Recicleiros foram Casimiro de Abreu (RJ), Naviraí (MS) e Piracaia (SP). Depois das etapas de diagnóstico e desenvolvimento dos Planos de Coleta Seletiva, os municípios agora estão em fase de implantação das Unidades de Processamento de Materiais Recicláveis. O próximo passo será a inauguração das operações das coletas, cujo potencial total de material a ser reciclado mensalmente é de mais de 640 toneladas, com 162 postos de trabalho:

• Casimiro de Abreu: 215 toneladas / 57 cooperados

• Naviraí: 250 toneladas / 62 cooperados

• Piracaia: 175 toneladas / 43 cooperados

“O Cidade+Recicleiros é uma forma segura e efetiva de solucionar a questão da reciclagem em municípios brasileiros, um projeto em que todas as partes saem ganhando: as prefeituras recebem o apoio necessário para efetivar a política pública da coleta seletiva que gera diversos benefícios e atrai visibilidade para a cidade; o setor empresarial investe em nosso programa para fomentar operações de alto impacto socioambiental associadas a resultados efetivos de reciclagem de suas embalagens; os catadores têm condições dignas de trabalho e perspectiva de crescimento; e os cidadãos passam a contar com serviços mais qualificados e um lugar ainda melhor para viver”, conclui Burger.

Foto: reprodução

TCE-AM recebe certificado por participação em projetos de reflorestamento

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) recebeu certificação do programa internacional Printreleaf pela participação em projetos de reflorestamento. O certificado, vitalício, garante que o número de árvores reflorestadas equivalem ao número de papel utilizado pelo Tribunal.

A secretária-geral de Administração do TCE-AM, Virna Pereira, explicou que o Tribunal vem trabalhando para reduzir o impacto ambiental. “Nós implantamos o sistema SEI para reduzir o número de papel usado em processos, mas procuramos, também, uma instituição que fosse referência para nos ajudar a minimizar ainda mais o dano causado pelo uso de papel”, esclareceu a secretária.

A Printreleaf é uma plataforma desenvolvida nos Estados Unidos e associada a projetos de reflorestamento em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Uma vez que uma empresa ou instituição se inscreve na plataforma, ela calcula a quantidade de papel gasto e o equivalente em árvores cortadas para produzir aquele papel. Assim, os clientes podem selecionar onde reflorestam seu consumo por meio da rede de Projetos de Reflorestamento Global PrintReleaf Certified ™.

Ao falar da certificação, a conselheira-presidente do TCE, Yara Lins dos Santos, ressaltou a importância de participar do projeto. “O Tribunal é reconhecido nacional e internacionalmente como um Tribunal Verde, portanto é importante darmos o exemplo. A Constituição garante que um meio ambiente equilibrado é direito de todos e é dever também do poder público preservá-lo”, comentou.

O software da Printreleaf, que funciona de maneira automatizada, tem parceria com projetos de reflorestamento no Brasil, México, Estados Unidos, República Dominicana, Índia, Irlanda e Madagascar, ajudando a gerar empregos e movimentar a economia nesses locais.

Foto: TCE/Ascom

Projetos do interior do Amazonas estão entre os finalistas do Prêmio Itaú-Unicef

Por César Augusto*

ATUALIZADO EM 28/11/2018: O projeto “Meninas e Meninos de Ouro”, em execução no município do Careiro pela OSC Casa do Rio, conquistou o terceiro lugar no Prêmio Itaú-Unicef.

Dois projetos do Amazonas – um de Parintins e outro do Careiro – são finalistas da 13ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, que será entregue no próximo dia 27 de novembro. A premiação identifica, estimula e dá visibilidade a projetos que contribuem para garantir o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. Este ano, a premiação se divide em duas categorias: Parceria em Ação, em que são reconhecidas parcerias entre organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas; e OSC em Ação, dedicada a projetos realizados exclusivamente pelas OSCs.

O programa é uma iniciativa do Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

“O prêmio dá luz a boas práticas que são mobilizadoras e incentivam outras organizações a desenvolverem ações socioeducativas com crianças e adolescentes. Os projetos possibilitam mais tempo de aprendizagem, circulação por espaços diferentes e acesso a conteúdos e informações novas”, explica a gerente de Fomento do Itaú Social, Camila Feldberg.

Os projetos amazonenses foram selecionados na categoria OSC em Ação. Nesta fase, cada um recebe R$ 40 mil, que se somam aos R$ 20 mil já garantidos por terem sido escolhidos para a etapa semifinal.

Em Parintins, a 369 quilômetros de Manaus, a OSC Associação Cidadania Social e Sustentabilidade executa o projeto “Escola de Artes Irmão Miguel de Pascale: Educação, Cultura, Arte e Cidadania”, segundo a coordenadora, Francisca Izabel Castro Porto, o trabalho envolve oficinas de arte educação de verdade, com danças, desenho, pintura artística, charango, violão, percussão, pintura em tecido, teclado e capoeira, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, no contraturno escolar com crianças e adolescentes na faixa de 7 a 20 anos.

“O projeto já existe há cerca de 20 anos. As dificuldades fizeram com que ele ficasse algumas vezes sem atividades, mas superamos isso dando andamento com parcerias”, explica Francisca. Segundo ela, a receptividade da comunidade é muito boa. “É um projeto praticamente pioneiro porque preserva a cultura do boi bumbá, que é um dos principais objetivos”, afirma a coordenadora.

No projeto desenvolvido em Parintins, as atividades tem apoio da Associação Cultural Boi Bumbá Caprichoso e visam a preservação da cultura

A participação dos jovens – hoje em torno de 300 pessoas – é iniciada com critérios de seleção básicos, inclusive estarem matriculados na escola Regular da Associação Cultural Boi Bumbá Caprichoso, berço do projeto.

De acordo com Francisca, que durante oito anos foi gestora da escola e criou a missão, valores e metodologia do projeto, o trabalho é feito dentro dos quatro pilares da educação: ser, fazer, conhecer e conviver. “Hoje sou coordenadora junto com uma equipe gestora. O presidente da Associação Cultural Boi Bumbá Caprichoso apoia totalmente o projeto, inclusive são nossos mantenedores”, explica Francisca Porto.

As atividades, informa a coordenadora, são quase sempre ligadas ao folclore, mas também envolvem a cultura brasileira e em geral. “O projeto funciona em Parintins na Escola de Artes Irmão Miguel de Pasquale, ao lado do curral Zeca Xibelão. Nossa instituição assumiu na gestão do presidente José Tupinambá, que este ano completou dois anos, até porque também sou sócia fundadora da Associação Cultural Boi Bumbá Caprichoso, gestora de projetos sociais e coordenadora de projetos”, conclui.

Crianças participantes do projeto “Escola de Artes Irmão Miguel de Pascale: Educação, Cultura, Arte e Cidadania”: cerca de 300 participantes da comunidade de Parintins

Acesso

No Careiro, a 86 quilômetros da capital em linha reta, a OSC Casa do Rio desenvolve o projeto “Meninas e Meninos de Ouro”. Segundo o coordenador Thiago Cavalli Azambuja, tudo começou em 2011, na comunidade Santa Izabel do Rio Tupana, quando teve início um projeto de educação de base com jovens sem acesso à escola formal. “Em 2012, conseguimos levar um projeto da Seduc (Secretaria de Estado da Educação) para lá e então conseguimos que o ensino fosse normalizado. Passaram-se três anos até que esses jovens entrassem no ensino médio e migrassem para o centro urbano do Careiro”, conta Azambuja.

Com os altos índices de criminalidade, drogadição e evasão escolar, a OSC estruturou um Centro de Saberes na sede municipal, onde os jovens pudessem passar por formações para além da educação formal oferecida. “Foi então que começamos a oferecer uma série de oficinas (mídias sociais, fotografia, filmagem e edição de vídeo, grafite, estêncil, jogos, computação, inclusão digital, preparatório para o Enem, reforço escolar, entre outras) sempre focando na formação social, politica e ambiental desses jovens, dando condições para que os mesmos fossem protagonistas da transformação social de seus futuros, de suas comunidades, de seu município”, informa o coordenador.

A partir disso, alguns coletivos jovens começaram a se formar e receber apoio da OSC para que eles mesmos iniciassem o processo de fomentar o protagonismo jovens em outras comunidades do entorno. “Hoje esses jovens ocupam conselhos da educação e da criança e do adolescente na cidade, visitam comunidades com uma série de oficinas para estimular o protagonismo jovem comunitário, a consciência e a responsabilidade dos jovens perante a sociedade e o mundo que habitam”, declara Thiago.

No projeto “Meninas e Meninos de Ouro”, no Careiro, jovens recebem benefícios além da educação formal, contribuindo para sua inserção social

O projeto envolve em torno de 20 voluntários envolvidos na execução de atividades e formação dos jovens, com benefícios aos jovens da sede do Careiro, comunidades ribeirinhas, assentamentos, e ramais do entorno da rodovia BR 319 (Manaus-Porto Velho) naquele município. “Em 2017 tivemos em torno de 250 jovens impactados”, comemora o coordenador.

O “Meninas e Meninos de Ouro” oferece atividades de formação por meio de oficinas de vídeo, grafite, edição, entre outros, sempre com o eixo transversal social, político e ambiental, atividades para melhoria do desempenho escolar, como o reforço escolar e preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e outras que buscam o fortalecimento da identidade e resgate cultural, como é o caso do Rua de Brincar. Tudo isso tem apoio da Brazil Foudantion, da Francesconi Fund e de algumas pessoas físicas.

“Os benefícios estão no âmbito qualitativo de como as atividades reverberam na vida e futuro desses jovens. Observamos, ao longo dos anos, que a vida dos jovens que vivem em comunidades estão sempre baseadas no trabalho com a família, seja no roçado, pescando ou caçando e na escola, e sabemos que essa última, apesar de todos os esforços, tem dialogado muito pouco com os anseios dos jovens e com a realidade local, legando uma geração de jovens passivos àquilo que lhes é legado enquanto herança social”, aponta Azambuja. Segundo o coordenador, quando esses Meninos e Meninas de Ouro chegam nas comunidades, eles mostram a outros jovens através das atividades que realizam que é possível tomar para si o seu futuro nas mãos e serem os protagonistas da transformação social local e de suas próprias vidas.

Atividades de grafite são incluídas no projeto desenvolvido pela OSC Casa do Rio no município do Careiro

Expectativa

Com relação ao prêmio Itaú-Unicef, as expectativas são boas. “Vivemos em uma região da Amazônia que se caracteriza pela ausência do Estado, de políticas públicas efetivas para a juventude, o que nos lega uma alta criminalidade e violência juvenil, baixo rendimento e altos índices de evasão escolar. Nessas condições, de certa forma, executar projetos e obter os resultados que temos obtidos nos últimos anos, já nos faz vencedores ao lado de tantas outras iniciativas que acontecem pelo Brasil afora”, declara Thiago Azambuja. “O prêmio nos dá o selo Itaú-Unicef, isso é o reconhecimento por todos esses anos de luta e também a confirmação de que estamos fazendo um bom trabalho. Certamente, isso nos ajudará a buscar novos parceiros e a divulgar a iniciativa. Agora, se formos premiados entre as 4 primeiras nacionais dentre mais de 3,5 mil iniciativas inscritas, será incrível, pois teremos condições de aplicar mais recursos nas atividades, aprimorar a qualidade dos serviços que estamos oferecendo e impactar cada vez mais jovens”, emenda o coordenador. “Segura, coração, que é muita emoção”, finaliza.

O Prêmio

No 27 de novembro, em cerimônia no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, serão anunciados os seis projetos vencedores, com nova premiação. A categoria OSC em Ação terá quatro premiadas por ordem de colocação (1º lugar, R$ 150 mil; 2º lugar, R$ 140 mil; 3º lugar, R$ 130 mil; e 4º lugar, R$ 120 mil). Na categoria Parceria em Ação, serão duas vencedoras. O 1º lugar recebe R$ 400 mil e o 2º lugar, R$ 360 mil, valores divididos igualmente entre a organização e a escola. Nas duas categorias, somam-se a esses valores os recursos garantidos nas etapas anteriores (semifinal e final).

Iniciada em abril deste ano, a 13ª edição do Prêmio Itaú-Unicef recebeu mais de 3,5 mil inscrições nas duas categorias. Os valores de premiação tiveram crescimento de 47,5% em relação a 2017, totalizando R$ 5,9 milhões.

Desde a primeira edição, foram registradas mais de 17 mil inscrições e 1.750 cidades tiveram ações contempladas. Os projetos vencedores no ano passado foram “Circulando a Cultura na Escola” (Major Sales/RN); “Aluno repórter – a imprensa na escola” (Bragança/PA); “Projeto Olho Vivo’’ (Niterói/RJ); e “Cultura, Esporte e Cidadania” (Criciúma/SC).

* Com informações da assessoria do Prêmio Itaú-Unicef

Fotos: divulgação

Pesquisa sobre frutos amazônicos rende ao Inpa segundo lugar em premiação sobre sustentabilidade

Estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) sobre o potencial biotecnológico, nutricional e efeito dos frutos camu-camu, cubiu, açaí e pupunha para auxiliar na prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, colesterol e obesidade são reconhecidos pelo Prêmio Samuel Benchimol. Os pesquisadores Francisca Souza e Jaime Aguiar conquistaram a segunda colocação na categoria Projetos de Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica com a proposta “Frutos amazônicos como estratégia de inovação, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida”. A cerimônia de entrega ocorre no dia 23 de novembro, em Belém (PA).

Na última década, o Grupo de Alimentos e Nutrição do Inpa se dedicou a estudar as propriedades e funcionalidades de frutos nativos, espécies que tem participação na economia do setor agrícola da região. A proposta agora é agregar valor a alimentos existentes e na elaboração de novos produtos regionais, nutritivos e funcionais. Essa é a primeira vez que o Grupo de Pesquisa Alimentos e Nutrição do Inpa, liderado por Francisca Souza, é contemplado com o Prêmio Professor Samuel Benchimol. “Esse prêmio é um reconhecimento do trabalho que vem sendo realizado há mais de dez anos estudando os frutos amazônicos e divulgando benefícios deles para a saúde das pessoas”, disse Souza.

As pesquisas do grupo buscam estudar o potencial biotecnológico e o papel de frutos amazônicos com relevante valor econômico e nutricional e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como as doenças metabólicas (dislipidemias – como colesterol- e diabetes) e obesidade. São pesquisados o potencial econômico, tecnológico, nutricional e funcional da pupunha (Bactris gasipaes Kunth), açaí (Euterpe oleracea Mart.), camu-camu (Myrciaria dubia (Kunth) Mac Vaugh) e o cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal).

“Todos esses frutos são nativos e normalmente são subaproveitados, necessitando de novas tecnologias em relação ao processamento que possibilitem aumento da vida de prateleira e melhor utilização”, explicou Souza, que junto com Aguiar foram os únicos pesquisadores do Amazonas contemplados nessa edição do prêmio.

Os pesquisadores esperam ainda que a tecnologia seja transferida ao setor produtivo e as empresas se encarreguem de produzir em escala comercial com preços ao alcance da população. Outra aspiração é formar profissionais para atuar na área da nutrição humana, no aproveitamento tecnológico dos frutos regionais e contribuir para minimizar os problemas de saúde pública, como desnutrição e doenças crônicas não transmissíveis. “Espera-se estar contribuindo na terapia nutricional de diabéticos”, destacou Souza.

Na área ambiental, a tecnologia utilizará resíduos (cascas e sementes) que são considerados contaminantes ambientais quando descartados em excesso, de modo que não haverá risco de danos ao meio ambiente.

Testes

Para saber as propriedades funcionais dos frutos transformados em alimentos, as pesquisas do grupo testaram, a partir do açaí, a farinha, bebidas (suco e néctar), extratos e cereais; da pupunha, foram farinha e cereal; do cubiu, farinha e bebidas; e do camu-camu investigaram farinha, bebidas e produtos liofilizados (desidratados), barra de cereal, biscoito e pães. Os testes sensorial e laboratorial foram feitos em roedores e humanos. “Os resultados apontaram para redução de níveis de glicose e colesterol usando produtos à base de cubiu, camu-camu e o açaí”, contou Souza.

Os estudos do grupo são resultados de um projeto maior denominado “Frutos amazônicos para produção de alimentos funcionais”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Prêmio Samuel Benchimol e Banco da Amazônia

Os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo são voltados ao empreendedorismo consciente. O prêmio Banco da Amazônia abrange duas categorias: Economia Criativa e Economia Verde, além do reconhecimento da Empresa Amazônia e de um microempreendedor de sucesso, com o prêmio Florescer.

Constituídos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Banco da Amazônia e unificados em 2009, os prêmios foram criados para promover a reflexão e propor ações sobre as perspectivas econômicas, científicas, tecnológicas, ambientais, sociais e de empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

Foto: Ascom/Emater (via Fotos Públicas)

Pesquisas em biodiversidade e sustentabilidade tem premiações

A Natura, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), irá premiar dois pesquisadores com prêmios de 25 mil reais, cada, na segunda edição do Prêmio Capes – Natura Campus de Excelência em Pesquisa. Com inscrições abertas até 4 de julho, a premiação tem como objetivo estimular a pesquisa e a produção de artigos científicos de alto impacto acadêmico nas áreas de Sustentabilidade e Biodiversidade.

Nesta segunda edição, serão selecionados trabalhos científicos que tratem dos temas Biodiversidade: Bioconversão de resíduos de cadeia amazônica e Conservação: Prospecção de microrganismos potenciais para bioativos. Com isso, Capes e Natura visam contribuir com o avanço do conhecimento e da inovação em áreas estratégicas.

O presidente da Capes, Abilio Baeta Neves, reconhece a importância de homenagear trabalhos oriundos da pós-graduação, já que estes são um dos principais responsáveis pelos avanços na produção científica do país. “Produções de excelência recompensam o trabalho da Capes e de toda a pós-graduação brasileira”, afirma.

“Na Natura, enxergamos a sustentabilidade como motor de inovação e acreditamos ser essencial que as empresas estejam cada vez mais conectadas com o mundo acadêmico, fonte de pesquisa científica com potencial de criação de tecnologias disruptivas. Nesta segunda edição do Prêmio Capes – Natura Campus, estão em pauta dois desafios contemporâneos importantes: agregar valor aos resíduos nas cadeias de ingredientes da biodiversidade Amazônica e obtenção de novos ativos via biotecnologia”, afirma Daniel Gonzaga, diretor de Inovação e Desenvolvimento de Produtos da Natura.

Além do valor em dinheiro de 25 mil reais, cada um dos premiados receberá passagem aérea e diária para comparecerem à cerimônia de premiação, além de obtenção de certificado para os autores premiados e para o programa de pós-graduação e pesquisa de onde se originou o artigo premiado.

Podem concorrer ao prêmio trabalhos individuais ou em coautoria de portadores do título de mestre ou doutor ou matriculados em programas de mestrado ou doutorado, vinculados a uma instituição de pós-graduação e pesquisa reconhecidos pelo Ministério da Educação. Os artigos devem ter sido publicados em periódico científico de alto impacto a partir de 2016 até a data de encerramento das inscrições. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site http://pcn.capes.gov.br.

Foto meramente ilustrativa: Luciete Pedrosa/Ascom-Inpa

Natura é reconhecida entre as empresas mais éticas do mundo

A Natura foi reconhecida como uma das empresas mais éticas do mundo em 2018 pelo Ethisphere Institute, líder global na definição e desenvolvimento de padrões para práticas éticas nos negócios. A companhia é a única brasileira da lista.

Em 2018, foram premiadas 135 empresas de 24 países e 57 setores industriais. Este também é o oitavo ano em que a Natura recebe este reconhecimento. A premiação reforça o comprometimento da marca com práticas responsáveis e éticas em todos os níveis.

“É uma honra estar entre as premiadas pelo Ethisphere Institute como uma das empresas mais éticas do mundo pela oitava vez. Esse com certeza é mais um incentivo para mantermos a busca constante pelas melhores práticas de governança. Trabalhamos diariamente para reforçar nosso compromisso com o mais alto nível de integridade em todas as nossas ações e com todos os nossos públicos, sobretudo as nossas consultoras e as nossas consumidoras”, afirma João Paulo Ferreira, presidente da Natura.

“Embora o discurso ao redor do mundo tenha mudado profundamente em 2017, uma voz poderosa emergiu. Corporações globais que operam sob uma mesma diretriz são hoje a maior força da sociedade para melhorar as condições humanas. Neste ano vimos companhias encontrado sua voz. As empresas mais éticas do mundo em particular continuaram a mostrar liderança exemplar”, afirma o CEO da Ethisphere, Timothy Erblich. “Parabenizo a todos na Natura por este reconhecimento”, conclui.

Empresa foi homenageada por premiação que reconhece companhias por aspectos como ética, cidadania, governança, liderança, inovação e reputação

A avaliação é baseada no Quociente Ético™ (EQ), parâmetro desenvolvido pelo próprio Instituto para analisar o desempenho das organizações de maneira padronizada e consistente. Entre os aspectos analisados estão ética, cidadania, governança, liderança, inovação e reputação.

A lista completa dos homenageados pode ser encontrada em: https://worldsmostethicalcompanies.com/honorees

A Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Líder no setor de venda direta no Brasil, com mais de 1,8 milhão de consultoras, registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2016. Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México e Peru, detém também o controle da marca inglesa de beleza The Body Shop e da australiana Aesop. A marca está presente das mãos das consultoras Natura, na internet e até em lojas em Paris e Nova York.