Inscrições abertas para a edição 2021 do festival Potência das Artes do Norte

A pandemia gerada pela Covid-19 despertou um grupo de artistas para criar o PAN, festival Potência das Artes do Norte, que chega a segunda edição em 2021. Até o próximo dia 29 de março, o evento on-line está com inscrições abertas para três atividades integrantes da programação: apresentação de espetáculos, núcleo de crítica e pitch.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas apenas pelo site https://linktr.ee/pan.norte e são exclusivas para espetáculos de artistas independentes e/ou grupos que atuam em um dos sete estados do Norte do Brasil. Não serão aceitas inscrições via correios. O regulamento pode ser acessado através do link http://bit.ly/PAN21Regulamento.

Para a programação artística, serão selecionadas 14 propostas cênicas e, cada uma, receberá um cachê no valor de R$ 2 mil. Somente podem se inscrever no PAN grupos de artes ou artistas independentes com atuação na Região Norte cujos espetáculos não tenham sido apresentados na edição anterior do evento.

No ato da inscrição são exigidos os seguintes documentos: sinopse do espetáculo; breve currículo do artista/grupo/companhia; portfólio do artista/grupo/companhia (anexo via upload); link do vídeo na íntegra em plataforma digital (YouTube, Vimeo), com resolução mínima de 720p, com legendas em português disponíveis – sem uso de senha para que o conteúdo seja acessado pela comissão de seleção; link contendo três fotos do espetáculo com alta resolução (exigido 300 DPI, no mínimo); ficha técnica atualizada do espetáculo; e autorização de apresentação expedida pelo autor, ou pela SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), ou ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Arte).

Núcleo de crítica e pitch

Entre as novidades da segunda edição do PAN estão o núcleo de crítica e o pitch, ambos também estão com inscrições abertas. As duas iniciativas buscam promover intercâmbio entre os setores culturais do Norte do Brasil, com foco na profissionalização e no escoamento das produções artísticas para outras localidades dentro e fora do País.

Para o núcleo de crítica, poderão se inscrever artistas, estudantes, críticos e núcleos de todas as regiões do País que estejam desenvolvendo pesquisa em crítica teatral. Serão selecionados quatro participantes que deverão acompanhar, debater e escrever junto aos participantes do festival. A inscrição é feita no site do PAN e é necessário enviar uma carta de intenção de participação e breve currículo do artista/grupo/companhia. Cada participante receberá uma bolsa de R$ 600.

No pitch, a proposta é que grupos, coletivos ou artistas independentes realizem uma apresentação de, no máximo, 5 minutos, em formato livre, de suas propostas cênicas de distintas linguagens (oficinas, espetáculos, festivais…) para uma banca de curadores e programadores de renome nacional. Serão selecionadas sete propostas. Para se inscrever, é necessário acessar o site do PAN e incluir as seguintes informações: nome e resumo da proposta de apresentação; breve currículo do artista/grupo/companhia; portfólio do artista/grupo/companhia (upload do arquivo); quantidade de artistas envolvidos na proposta (em caso do espetáculo entrar em turnê); especificações de volume e carga e proposta de cachê por apresentação (em caso do espetáculo entrar em turnê).

Com a proposta de amplificar produções cênicas dos sete estados do Norte do País, o PAN é um festival on-line e gratuito que será realizado de 24 a 30 de abril. A iniciativa foi contemplada com a Lei Aldir Blanc, através do Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM).

Sobre o PAN

O PAN , Potência das Artes do Norte, é o primeiro festival on-line de artes cênicas surgido em uma PANdemia, com intuito de estimular debates, programação acadêmica e exibição de espetáculos da região norte do Brasil para todo o país e outros países. A proposta do festival é inspirada também na etimologia da palavra “PAN” – de todo ou por inteiro, além de também fazer referência ao Deus Pã da mitologia grega, divindade dos bosques e da natureza.

Mais informações estão no Instagram @pan.norte e Facebook https://fb.me/pan.norte2020. Em caso de dúvidas, o e-mail para contato é pan.artesdonorte@gmail.com.

Serviço

O quê? Inscrições para a 2ª Edição do Potência das Artes do Norte (PAN)

Quando? De 15 a 29 de março de 2021

Onde? https://linktr.ee/pan.norte

Quanto? Gratuito

Foto: divulgação

Peça “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em sessões online

Depois do sucesso nas plataformas digitais, a peça “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em cartaz na versão online para curta temporada, com sessões aos domingos e às terças-feiras. Vista por quase três mil pessoas no Brasil e ao redor do mundo, em apenas 8 apresentações, o espetáculo revela um pouco sobre o conhecimento e a pessoa de a filósofa Helena Petrovna Blavatsky, interpretada pela atriz Beth Zalcman em monólogo, com texto da filósofa Lúcia Helena Galvão e encenação de Luiz Antônio Rocha.

Conhecida por confrontar as correntes ortodoxas da ciência, da filosofia e da religião, Blavatsky  foi uma das figuras mais notáveis do final do século 19. A escritora russa foi antes de tudo uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano e se tornando imprescindível no pensamento moderno.

Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi. O monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, escrito pela filósofa Lúcia Helena Galvão, professora voluntária e palestrante da organização Nova Acrópole, com milhões de visualizações no seu canal no Youtube, aceitou o desafio para escrever seu primeiro texto para teatro, uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e sobre a existência humana.

A montagem propõe uma dramaturgia inspirada no conceito desenvolvido pelo artista Leonardo Da Vinci em suas obras, conhecido como “sfumato”, ou seja, sem linhas ou fronteiras, o que corrobora a ideia da filósofa: “A linha que vos separa existe apenas em vossas mentes”.

O ponto de partida para a direção de arte, cenário e figurinos basearam-se em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet, que traduz com beleza a solidão deste último instante de vida de Helena.

O monólogo arrebatou a crítica especializada e formadores de opinião e teve todas as apresentações esgotadas na primeira temporada, rompendo fronteiras e visto ao redor do mundo.

“Linda a integração Helena Blavatsky/Beth Zalcman no palco. Onde começa o amor de uma, o amor de outra, difícil dizer. Estão amalgamadas. A gente entende e admira a dimensão do trabalho de Blavatsky, na entrega de corpo e alma de Zalcman. Lindo de ver”, afirma a atriz e produtora Clarice Niskier.

Para o produtor e gestor do Centro Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), Robson Leitão, o texto e a interpretação arrebatadora levaram-no à emoção. “A emoção me tomou de surpresa em vários momentos, enquanto presenciava a realização da magia teatral, transmutando um belo texto, em forma de monólogo”. 

“A certeza do que dizer, e a coragem de dizer!”, declarou o ator Paulo Figueiredo. Já o cantor e compositor Jorge Vercillo, destacou o conteúdo transcendental do texto. “A Metafísica que permeia o texto nos mostra uma mulher que encarna no planeta terra, numa terceira dimensão, o sagrado e o feminino”,  afirmou.

Devido ao sucesso da primeira temporada, “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” volta em cartaz na versão on line aos domingos, sempre às 19:30h, e às terças, às 20h30, com venda de ingressos pela plataforma Sympla e a transmissão do espetáculo pela plataforma Zoom.

Parte da Bilheteria (20%) será destinada ao programa “Criança para o Bem”, que beneficia crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social da periferia do Distrito Federal e é mantido pela Nova Acrópole. Mais informações: https://criancaparaobem.org.br

Sinopse  

A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres no final do séc. 19. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, é um mergulho no universo que existe dentro de nós.

Ficha Técnica

Texto original: Lucia Helena Galvão

Interpretação: Beth Zalcman

Encenação: Luiz Antônio Rocha

Cenário e Figurinos: Eduardo Albini

Iluminação: Ricardo Fuji

Assistente de Direção: Ilona Wirth

Visagismo: Mona Magalhães

Fotos: Daniel Castro e Marlon Maycon

Consultoria de movimento (gestos):Toninho Lobo

Operador Técnico: Toninho Lobo

Parceria: Nova Acrópole

Realização: Beth Zalcman e Luiz Antônio Rocha

Serviço:

Helena Blavatsky, a voz do silêncio – Apresentações virtuais

Monólogo teatral inspirado na trajetória e na obra da escritora russa Helena Blavatsky

Temporada: De 21 de fevereiro a 30 de março de 2021. Aos domingos, às 19h30, e às terças- feiras, às 20h30.

Ingressos: a partir de R$ 30

Onde comprar e assistir: www.sympla.com.br

Classificação etária: 14 anos

Foto: divulgação

We’e’ena é resistência indígena na passarela da semana de moda Brasil Eco Fashion Week

Por Lenise Ipiranga

A coleção de We’e’ena Tikuna Arte Indígena com grafismos e o tecido vegetal de Tururi, típicos da cultura do povo Tikuna, originária da Aldeia de Umariuaçu, no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, na região do alto Rio Solimões, Região Norte, estará novamente na passarela da quarta edição da semana de moda Brasil Eco Fashion Week (BEFW), reconhecido como o maior encontro de moda e sustentabilidade da América Latina, que neste ano acontecerá em formato on-line, de 18 a 22 de novembro, com a exibição de desfiles de 16 marcas, vindas de todas as regiões do Brasil.

“Estou muito feliz de mostrar mais uma vez a nossa moda indígena, porque toda arte é forma de resistência para nós, povos indígenas. E eu quero dar essa visibilidade à nossa cultura, principalmente à mulher”, anunciou We’e’ena Tikuna, nome que significa “a onça que nada para o outro lado no rio”, artista plástica formada pelo Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura do Amazonas – IDC, em dezembro de 2004, com diversas premiações e exposições já realizadas e dedicada ao trabalho de inclusão social dos povos indígenas por meio da sua arte.

A convite feito pelo diretor executivo da Brasil Eco Fashion Week 2020, Rafael Morais, We’e’ena Tikuna apresentará a coleção Tururi, que tem um pouco do contemporâneo e também da sua ancestralidade. “Eu apresento no desfile a coleção Tururi, um tecido nativo de fibra de madeira do meu povo, o qual utilizamos há milhares de anos, como cobertor, absorvente, toalha. E levarei para a passarela para que todos possam conhecer o que meu povo usa”, ressalta a estilista, sobre as peças de vestuário em tecido vegetal da sua coleção.

“Posso ser quem você é sem deixar de ser quem eu sou”

We’e’ena aponta que ao se falar em moda indígena e inclusão social, ela destaca a Brasil Eco Fashion Week, por ter incluído a coleção da Arte Indígena. “Muitas marcas ou grifes tem o uso de alguma simbologia indígena, mas nunca é o indígena o seu próprio protagonista”, frisa We’e’ena. E lembra que “por muito tempo o povo indígena foi tutelado e agora chegou a vez de mostrar que somos capazes de protagonizar nossa própria história. Por isso quero dar voz à moda autoral indígena”.

A artista plástica ressalta a importância de participar de um evento nacional de moda e representar seu povo, sua ancestralidade, sua Amazônia, como forma de valorizar e dar visibilidade à história e cultura dos povos indígenas e, assim, tentar diminuir o preconceito e a desinformação sobre seu povo. “O indígena é sempre visto de maneira pejorativa. Nosso povo é um povo ágrafo (que não se expressa por meio da escrita), a nossa história sempre foi passada de pai para filho pela oralidade (uso falado de uma língua, característica dos povos ágrafos), por isso muitas pessoas não conhecem ou conhecem e pensam que não existem mais indígenas”, esclarece a indígena Tikuna.

We’e’ena destaca uma citação do líder indígena Marcos Terena, de que “posso ser quem você é sem deixar de ser quem eu sou”. E enfatiza que esse é o momento de cumprir essa missão de levar para o mundo da moda, da arte, a resistência, a visibilidade da cultura dos povos indígenas. “E o Brasil Eco Fashion abriu essa porta para mostrar que o indígena está incluído, não está excluído. Sinto-me muito honrada em poder representar nossa história e nossa arte”, concluiu a estilista.

Quarta Edição

“Este ano está sendo um desafio adaptar o evento, o qual requer uma programação on-line menor do que na versão física. É desafiador replanejar e rever o que estávamos acostumados a fazer”, destaca Rafael Morais, diretor executivo da semana de moda Brasil Eco Fashion Week (BEFW). Ele acredita que no universo on-line o evento atingirá outros públicos, de pessoas que não conseguiam acompanhar presencialmente a programação do evento. “A palavra é adaptação”, frisa.

A BEFW chega em sua quarta edição, segundo Morais, com pontos muito positivos dos três anos anteriores de um evento anual, nacional, que trabalha no segmento da moda, da sustentabilidade e do consumo consciente. A semana de moda baseia-se em três pilares: o setor de desfiles – com a oportunidade de uma passarela para os empreendedores e marcas; o showroom – a feira dos expositores, com a possibilidade de comercialização de peças; e o setor de conteúdo – com debates, apresentação de inovações, projetos, propostas. “Para tudo funcionar, entendemos que é necessário mobilizar os consumidores e investidores (players de mercado), jogando luz aos assuntos e aos temas relacionados à proposta do nosso evento”, avalia o diretor executivo. Na última edição, de 2019, foram 70 atividades, 15 workshops e 5 palcos.

Rafael Morais destaca o desafio de adaptar o evento ao formato on-line em tempos de pandemia | Fotosite

“O evento preza tanto pela inclusão de marcas de moda do segmento ecológico e em dar espaço a essas empresas, com também sempre abraçou a diversidade, a pluralidade, das marcas e da equipe de trabalho”, ressalta Rafael Morais, ao falar que o evento sempre contou com um elenco de modelos (casting) muito diverso, além das marcas inscritas ou convidadas. As inscrições são realizadas por meio de edital, com curadoria e curadores para cada setor, para ampliar o olhar da diversidade.

O objetivo é oferecer a oportunidade de uma passarela para marcas que não tenham essa possibilidade, explica Morais, como a moda indígena da We’e’na Tikuna, a moda inclusiva e novos modelos de negócios – como ocorreu no ano passado com desfile da loja multimarcas Bemglô, uma plataforma pioneira de consumo sustentável idealizada pela atriz Glória Pires e amigos; e da loja de aluguel de roupas Roupateca –, e neste ano contará com a participação de uma cooperativa, a Justa Trama, de Porto Alegre com a cadeia produtiva de algodão do Ceará e Mato Grosso do Sul.

Entre outras marcas selecionadas este ano, além da convidada We’e’ena Tikuna Arte Indígena, da região do alto Rio Solimões-Amazonas, estarão na BEFW a Catarina Mina, estreante com roupas em renda de bilro, do projeto de 120 artesãs do Ceará, que sempre participou do evento com bolsas e acessórios feitos à mão; da Paraíba, a Natural Cotton Color, referência em algodão orgânico naturalmente colorido; do Rio Grande do Sul, a Nuz Demi Couture, de peças com modelagens múltiplas; de São Paulo, o estilista e alfaiate Leandro Castro, com moda produzida com tecidos de reuso; e de Belo Horizonte, a estreante Libertées, que iniciou como projeto social de capacitação de mulheres detentas; de Brasília, Flávia Amadeu vai apresentar biojoias feitas em látex natural da Amazônia desenvolvido junto a comunidades seringueiras locais. As marcas escolhidas passaram por processo de curadoria e representam as cinco regiões do país.

As inscrições para o público já estão abertas no site, pelo link: https://brasilecofashion.com.br/participe/

Serviço:
Brasil Eco Fashion Week – 4a edição
Formato Online
18 a 22 de novembro

Canais do evento:
Site: brasilecofashion.com.br
Instagram: @brasilecofashionweek
Linkedin: Brasil Eco Fashion Week

Dori Carvalho representa o Amazonas e leva seu talento para Festival de Poesia nacional

Dois Córregos, cidade do interior de São Paulo, conhecida como a terra da poesia, realiza nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2020, a partir das 20h (Hora Brasília), a 13ª edição de seu Festival de Poesia. Com o tema “Poesia a arte do encontro”, o evento pretende trazer mais leveza em meio à pandemia do Covid-19 e conta com a participação virtual de artistas dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal, como Dori Carvalho, do Amazonas.

A videoconferência (webinar) reunirá artistas locais e de outras regiões do Brasil para prestigiar a diversidade poética, estimular o encontro com as rimas e permitir que os cidadãos gorjeiem suas criações. O poeta Dori Carvalho, que representará o estado do Amazonas durante o festival é ator, prosador e diretor de teatro. Além de atuar em diversos espetáculos teatrais e participar de diversos filmes, é autor dos livros de poemas “Desencontro das Águas” e “Paixão e fúria”, editados pela editora Valer e “Meu ovo esquerdo”, pela editora Travessia.

No teatro, Dori Carvalho atuou em A Farsa do Juiz; A balada do flautista; O elogio da preguiça; Aquela outra face da tribo; Os morcegos; Zaratustra; Ekhart – o cruel; Next; O mendigo e o cão morto; e Pique-nique no front. E também participou de filmes como A cor dos pássaros e Bad Boy, de Herbert Brödl; Silvino Santos – o cineasta da selva, de Aurélio Michiles; Nas asas do condor, de Cristiane Garcia, baseado em conto de Milton Hatoum; e Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles.

Dori Carvalho foi ainda diretor da Divisão Artística da TV Educativa, coordenador e professor do Núcleo de Teatro da Universidade Federal do Amazonas; coordenador do Centro de Artes Chaminé; coordenador de eventos e assessor editorial da Editora Valer; diretor de produção e apresentador da TV Câmara, coordenador da Comissão de Acervo Histórico da Câmara de Manaus.

Durante o Festival, o município leva para as ruas da cidade, literalmente, as criações de artistas já reconhecidos por sua obra e as da própria população. Em sua 13ª edição, pela primeira vez o Festival reunirá renomados artistas dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, que participarão do evento por meio de videoconferências (webinares). Ao final do Festival, as poesias serão reunidas para posterior lançamento de um livro.

“Acredito que a poesia é um caminho para o resgate dos sonhos, da ternura e da esperança. E que é o caminho para a transformação humana, ao expressar o afeto, a generosidade e a paz”, afirma José Eduardo Mendes Camargo, idealizador e fundador da ONG Usina de Sonhos, responsável pelo Festival e por outras iniciativas ligadas à produção literária com foco em poesia em Dois Córregos.

Usina de Sonhos

Fundada em 1995, e idealizada pelo empresário e poeta José Eduardo Mendes Camargo, a Usina de Sonhos visa obter uma transformação positiva do ser humano por meio do desenvolvimento da criança e da comunidade através das mais variadas formas de linguagem, em especial a poética. Desta forma, estimula e contribui para o surgimento de novos talentos, para o despertar do interesse pela leitura, para o desenvolvimento do pensamento crítico e de produções e manifestações culturais.

O projeto, que foi reconhecido pela UNESCO, órgão das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Cultura, está presente em escolas públicas e particulares de Dois Córregos, por meio da adesão a concursos de poesias; nas indústrias, onde funcionários são estimulados a produzir poesias e participar de concursos culturais; na penitenciária feminina, tem contribuído com a autoestima e a solução de conflitos entre as mulheres encarceradas.

O evento é aberto e para participar é só acessar as redes:
Instagram: @instituto_usina_de_sonhos
Youtube: Instituto Usina de Sonhos
Facebook: Usina de Sonhos

Fórum Virada Sustentável debate hoje sobre Amazônia e Pantanal

Nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, encerra a programação do Fórum Virada Sustentável 2020, que neste ano foi toda promovida virtualmente pela 10ª Virada Sustentável SP, fato que ampliou a possibilidade de participação do público para além de São Paulo. São dois painéis para debater e nos fazer refletir sobre o meio ambiente: às 14h, tem a conversa Biomas em foco – soluções e desafios para a preservação – Especial Pantanal; e logo após, às 15h, uma edição especial do Batata Quente para discutir a atual situação da Amazônia.

O painel Biomas em foco tem participação de Rui Chammas, CEO do ISA CETEEP; Cel. Ângelo Rabelo, fundador do Instituto Homem Pantaneiro; e Esteban Payán, diretor regional da Panthera na América do Sul. No painel Batata Quente, o cartunista Caco Galhardo, o jornalista Matthew Shirts e a escritora Giovana Madalosso entrevistam o ambientalista Virgílio Viana.

Virgílio Viana é superintendente Geral da Fundação Amazonas Sustentável | FAS

Última Semana

O Fórum da 10ª Virada Sustentável SP está em sua última semana, que pela primeira vez em sua história teve 1 mês de programação, com proposta de um modelo híbrido, adaptado para a pandemia. Totalmente gratuitas, as atividades do Fórum foram realizadas através de transmissão online ao vivo, com tradução em Libras, permitindo que o público de fora de São Paulo pudesse participar de todos o evento.

Ao longo das cinco semanas de programação, passaram pelo Fórum diversos profissionais que abordaram questões de como podemos pensar em um futuro que une desenvolvimento e sustentabilidade. A economista Kate Raworth, criadora do conceito Economia Donut, e o arquiteto William McDonoughcoautor do Cradle to Cradle (Berço ao berço), participaram da primeira semana do evento, e juntos reuniram mais 20 mil pessoas em suas palestras virtuais.

A Virada

A 10ª Virada Sustentável SP, reconhecido como o maior evento de sustentabilidade do Brasil, envolve articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades. O evento, que gera ampla visibilidade às iniciativas e debates positivos e inspiradores da cidade, que refletem temas como biodiversidade, cidadania, mobilidade urbana, água, direito à cidade, mudanças climáticas, bem-estar, consumo consciente e economia verde, entre outros, teve mais uma vez a parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Entre os dias 16 de setembro e 18 de outubro, em todas as regiões da cidade de São Paulo e nas plataformas virtuais, a Virada Sustentável 2020 apresentou uma programação inteiramente gratuita com instalações, projeções, grafites, cinema, intervenções, programação de bem-estar, além do Fórum Virada Sustentável.

Fórum Virada Sustentável 2020 I Meio Ambiente

• Biomas em foco | Soluções e desafios para a preservação – Especial Pantanal > Um debate aberto sobre como conservação da biodiversidade, desenvolvimento local e emergência climática são temas interligados e qual o papel dos diferentes atores envolvidos.

Convidados
Esteban Payán – Diretor Regional – Panthera na América do SulCel.
Ângelo Rabelo – Instituto Homem Pantaneiro
Rui Chammas – CEO ISA CTEEP

Mediação: Dal Marcondes

Data: 14/10
Horário: 14h às 15h
Local: Transmissão ao vivo online
Inscrição pelo site da Virada Sustentável > http://www.viradasustentavel.org.br

• Batata Quente especial na Virada Sustentável entrevista Virgílio Viana > Será discutida a situação da Amazônia através de rodadas de perguntas do jornalista Matthew Shirts, do cartunista Caco Galhardo e da escritora Giovana Madalosso ao ambientalista Virgílio Viana.

Anfitrião | Fervura no Clima
Convidado | Virgilio Viana – FAS

Entrevistadores
Matthew Shirts
Caco Galhardo
Giovana Madalosso

Data: 14/10
Horário: 15h às 16h
Local: Transmissão ao vivo online
Inscrição pelo site da Virada Sustentável > http://www.viradasustentavel.org.br

Foto Ilustração: Fotos Públicas|Bruno Kelly|Amazônia Real
Foto Virgílio Viana: Divulgação

Escritora amazonense promove pré-venda do livro “Carrego meus furos comigo”

O livro “Carrego meus furos comigo”, da escritora amazonense Susy Freitas, composto por três blocos de 13 poemas, aborda a relação entre a mulher e a violência física, psicológica, simbólica na cidade de Manaus (AM). E nesta semana inicia a campanha de pré-venda em financiamento realizado pela Editora Urutau. A obra foi escolhida em uma seleção nacional realizada pela editora paulista no primeiro semestre de 2020, que periodicamente recebe originais em busca de novos autores para seu catálogo. 

Esse é o terceiro livro lançado por Susy Freitas. Ela já publicou “Véu sem voz” pela editora mineira Bartlebee em 2015, e “Alerta, Selvagem”, pela paulista Patuá em 2019, que também foi o vencedor do Prêmio Literário Cidade de Manaus em 2018 na categoria poesia.

A maior diferença de “Carrego meus furos comigo” em relação às obras anteriores da autora é o diálogo com referências mais específicas, que vão da mexicana Xitlalitl Rodríguez Mendoza, passando pelas americanas Eileen Myles e Patti Smith, além da atenção às questões de gênero como norteadoras do cotidiano. A orelha de “Carrego meus furos comigo” fica por conta de Camila Assad, escritora e tradutora paulista que venceu o Prêmio ProAC por “Desterro”, lançado pela Editora Macondo. 

Em tempos de pandemia do novo Coronavírus, a pré-venda de “Carrego meus furos comigo” pela editora acontece online, no site https://benfeitoria.com/furos. E visa atingir a meta mínima para dar início à impressão da obra. Assim, os leitores podem colaborar com valores que vão de R$20,00 a R$200,00, tendo direito a recompensas como o recebimento do livro em casa, além de pôsteres, edições autografadas e outras obras da editora independente que já publicou um vencedor do Prêmio Jabuti (o livro de poesia Identidade, de Daniel Francoy). Após a fase de pré-venda, “Carrego meus furos comigo” também estará à venda no site da Urutau: http://editoraurutau.com.br/.

Susy e as letras

Susy Freitas, natural de Manaus – Amazonas, além de escritora, trabalha nas áreas de Comunicação e Educação no Ensino Superior. É autora dos livros de poesia “Véu sem voz” (Bartlebee, 2015) e “Alerta, Selvagem” (Patúa, 2019), além de ser uma das editoras da Revista Torquato, publicação online voltada à literatura e artes visuais. Também atua como crítica de cinema no site Cine Set, fazendo parte da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema. Já publicou ensaios sobre o tema em livros da Abraccine e organizou, com o jornalista Caio Pimenta, o livro “Cine Set e a crítica de cinema no Amazonas” (Casa Literária, 2019).

Serviço
O quê: pré-venda do livro “Carrego meus furos comigo”
Quando: até meados de outubro
Quanto: investimento a partir de R$20,00
Link: https://benfeitoria.com/furos

Foto: Marcelo Moraes | Divulgação

Santaella e Beatriz Procópio lançam single “Vem Cá Me Diz”

Os compositores e cantores amazonenses, Santaella e Beatriz Procópio, lançarão nesta sexta-feira (18), a composição “Vem Cá Me Diz”, gravada em plena quarentena, totalmente à distância, e fruto da primeira parceria profissional dos participantes do reality musical The Four Brasil, exibido pela TV Record e apresentado por Xuxa Meneghel.

“Estou muito feliz com essa parceria. A Beatriz é minha amiga de infância e acabamos trilhando o mesmo caminho na música. Participei do The Four, em 2019, e ela neste ano de 2020. Agora vamos poder concretizar um projeto que já havíamos pensado há algum tempo e, quem diria, conseguimos colocar em prática mesmo com toda a pandemia”, afirmou Santaella.

A canção é no estilo samba pop, com uma pitada de bossa nova e traços de soul music. A letra flerta diretamente com as incertezas trazidas pela nova realidade dos relacionamentos interpessoais, onde nada é definido e muitas questões surgem. “É uma música carregada de frescor, com melodia arrebatadora e batidas incitantes”, explica Beatriz Procópio.

De forma totalmente independente, o single teve participação de artistas de Manaus, São Paulo e Belo Horizonte. A produção é de Raphael Perez, que também é responsável pelas percussões. Tem Bruno Mattos no violão, Luís Serrão, no baixo e Diego Vargas, nos teclados. Mixagem de Victor Nery e masterização de Maurício Gargel. O projeto tem a identidade visual de Aurora c.o. (@aurora.c.o.).

A partir da zero hora de 18 de setembro, “Vem Cá Me Diz” estará disponível todas as plataformas digitais como Spotify, Deezer, Apple Music e Tidal.

Santaella
Semifinalista da primeira edição do reality musical The Four Brasil (Rede Record), em 2019, tem dez anos de carreira e três composições próprias lançadas nas plataformas digitais: “Hemisfério Hostil” (2018), “Só Agora” (2019) e “Estado Natural’ (2019). A música “Só Agora” possui mais de 164 mil streamings. Está no processo de finalização de seu primeiro EP, que deve ser lançado em 2021.
Suas composições trazem um som groveado brasileiro, que une R&B, MPB, jazz e soul

Beatriz Procópio
Participante da edição de 2020 do reality musical The Four Brasil (Rede Record), começou a cantar profissionalmente apenas em 2019, apesar de compor desde criança e postar vídeos nas suas redes sociais desde a adolescência.
Possui composições autorais que seguem a linha MPB, e sempre falam de experiências pessoais. Tem dois singles lançados nas plataformas digitais, ambos em 2020: “Luz” e “Mine”.

Fotos – Aurora.c.o.

GOBAM realiza LIVE Solidária da Independência em benefício de crianças, jovens e idosos

Nesta Semana da Pátria, em homenagem aos dias do Amazonas, da Amazônia e da Independência do Brasil, o Grande Oriente do Brasil Amazonas – GOBAM, liderado por seu grão-mestre Jurimar Collares Ipiranga, realiza uma transmissão ao vivo pelo canal Youtube, com quatro atrações musicais, neste domingo, dia 6 de setembro, às 15h (hora Manaus), para arrecadar doações para as instituições Paróquia N. Srª. Mãe de Misericórdia e Casa do Idoso São Vicente de Paula, as quais trabalham com crianças, jovens e idosos.

Zezinho Correa, Eloi Junior, Carlos Batata, maestro Moisés Rodrigues e a soprano Carol Martins estarão no palco do Auditório Gabriel Gentil, no Centro Cultural Povos da Amazônia – CCPA, para uma apresentação de duas horas de composições clássicas da Bossa Nova, da música erudita, e da regionalidade do Norte e Nordeste brasileiros, para homenagear as datas nacionais e incentivar as doações às instituições de caridade, a serem feitos pelas contas bancárias informadas durante o evento. A LIVE Solidária da Independência será transmitida também pelo Portal Rede Colmeia, um sistema de integração de maçons, cunhadas e sobrinhos, que tem alcance nacional e internacional.

O líder da ordem maçônica no Amazonas, grão-mestre Jurimar Ipiranga, destaca que, entre inúmeras ações que o GOBAM realiza, também dedica ações sociais às comunidades carentes, asilos, abrigos de pessoas com deficiências, ribeirinhos, indígenas, vítimas de incêndios urbanos, entre outros grupos em vulnerabilidade. “Assim como hoje, estamos aqui buscando auxilio para crianças que não podem ser deixadas para trás, esquecidas nas ruas de Manaus, jovens que precisam de oportunidades e para idosos que necessitam de atenção e amparo”, enfatizou o grão-mestre.

História

A presença da maçonaria no Amazonas remonta ao final do século 19, e o Grande Oriente do Brasil Amazonas, o GOBAM, teve sua fundação formal em 4 de março de 1979, relembra o grão-mestre. “Ao longo da nossa história, temos dado nossa parcela de contribuição na condução do aprimoramento humano e na construção de nossa sociedade, fincada no coração da Amazônia, assim como ao longo de décadas, a Maçonaria tem participado de importantes movimentos de emancipação da nação e dos brasileiros”, ressaltou.

Na abolição da escravatura – que no Amazonas ocorreu 4 anos antes da Lei Áurea -; na ascensão da República; nos esforços da Segunda Guerra Mundial; nas lutas pela redemocratização do país; e nas grandes lutas sociais contra a fome e a miséria humana;  bem como na atual pandemia do novo coronavirus, são algumas das contribuições da ordem no país. Especialmente, enfatiza Jurimar Ipiranga, nessa data histórica da Independência do Brasil, em que celebram 198 anos da maçonaria brasileira.

Jurimar Ipiranga pontua que são duas datas magnas da ordem no Brasil: a de fundação do GOB, em 17 de junho 1822, quando liderados pelos irmãos de ordem José Bonifácio de Andrada e Silva e Joaquim Gonçalves Ledo, tiveram papel preponderante no fortalecimento pela independência do país; e o Dia do Maçom, em alusão à memorável reunião maçônica de 20 de agosto do mesmo ano, quando Joaquim Ledo pediu a emancipação política brasileira e no seguinte 7 de setembro, às margens do rio Ipiranga, o então príncipe regente D. Pedro I – iniciado na ordem como Irmão Guatimozim -, declarou de fato a Independência do Brasil.

Doações

Na LIVE Solidária da Independência, realizada pelo GOBAM neste dia 6 de setembro de 2020, às 15h (Hora Manaus), pelo seu canal na plataforma do Youtube, as pessoas podem fazer suas doações para os programas sociais coordenados pelo Padre Leudo e irmã de ordem Rose Kadoshi, da Paróquia N. Srª. Mãe de Misericórdia, localizada na Rua Dom Pedro I, 1370 – Compensa 1, por meio de sua conta bancária na Caixa Econômica Federal, Agência: 2980, Conta Corrente: 00000130-8, CNPJ: 04.026.811.0022-47. E para a Casa do Idoso São Vicente de Paula, localizado na Rua Jerônimo Ribeiro 14, bairro de São Raimundo, em sua conta bancária no Bradesco, Agência: 0320-4, Conta Corrente: 0428014-8, CNPJ: 04.162.681/0001-45.

O grão-mestre do GOBAM ressalta que ao longo da história mundial da Maçonaria, sempre foram chamados ao trabalho de construção de uma sociedade justa, igualitária, livre e fraterna. “E no Brasil do século 19, quando foi erigido o Grande Oriente do Brasil, o GOB, não foi diferente; como agora no século 21 também nos apresentamos ao auxílio fraterno”, frisou.

Serviço

LIVE Solidária da Independência
Data: 6 de setembro de 2020
Hora: 15h (Hora Manaus)
Canal: Youtube > Grande Oriente do Brasil Amazonas-AM

Atrações:
Zezinho Correa
Maestro Moisés Rodrigues
Soprano Carol Martins
Eloi Junior
Carlos Batata

Doações para:
Paróquia N. Sra. Mãe da Misericórdia
CAIXA Econômica Federal
Agência: 2980
Conta Corrente: 00000130-8
CNPJ: 04.026.811.0022-47

Casa do Idoso São Vicente de Paula
Bradesco
Agência: 0320-4
Conta Corrente: 0428014-8
CNPJ: 04.162.681/0001-45

Prêmio Funarte RespirArte para 1.600 produções tem inscrições até 3 de agosto

Termina dia 3 de agosto o prazo de inscrições para o edital do Prêmio Funarte RespirArte, que promove a seleção de atrações online em vídeos e estimula a arte de vertentes culturais de todas as regiões do país. Dirigido a todos os campos alcançados pela Fundação Nacional de Artes o processo seletivo faz parte do programa Funarte de Toda Gente.

​​​​​​​No Prêmio Funarte RespirArte serão contempladas 1.600 produções artísticas em vídeo, inéditas, realizadas em plataformas digitais, com premiações de R$ 2,5 mil para cada trabalho (deduzidos os tributos). As áreas alcançadas são: circo, artes visuais, música, dança, teatro e artes integradas. A Funarte concederá 270 prêmios para cada uma das linguagens específicas e 250 para artes integradas, num investimento de R$ 4.072.000,00 (R$ 4 milhões para os projetos e R$ 72 mil para custos administrativos). As inscrições são gratuitas.

Podem se inscrever no edital brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos; e pessoas jurídicas de natureza cultural – tais como produtoras, companhias ou grupos. Os participantes devem ter residência ou sede e atuação comprovadas no país. Todas as produções inscritas devem ser registradas em vídeos, formatados segundo critérios estabelecidos no edital e publicados em plataformas digitais de acesso público. O número de prêmios poderá ser ampliado, caso a Funarte venha a dispor de mais recursos.

Critérios

São aceitos no processo seletivo os seguintes tipos de trabalhos:
 Artes Visuais – Produções em diferentes práticas contemporâneas, como performance, vídeo de artistas, “videomapping” e arte sonora, entre outras; bem como nas demais práticas convencionais, como pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, entre outras, e suas “interfaces para veiculação em plataformas digitais”.
Dança – Para trabalhos nos diversos segmentos dessa linguagem.
Teatro – Criações nas várias modalidades, tais como contação de histórias, teatro de bonecos, de fantoches, de sombras; e no formato de monólogo, leitura dramática, drama e humor, entre outros.
Circo – Produções nos diferentes tipos de artes circenses.
Música – Trabalhos em qualquer estilo e gênero musical.
Artes Integradas – Criações direcionadas, de forma integrada, para mais de uma das linguagens citadas acima.

​​​​​​​As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário online, em link abaixo. O prazo termina em 45 dias a contar do dia seguinte à publicação do edital no Diário Oficial da União, ou seja, no dia 3 de agosto, às 17h59. A Funarte considera para este prazo o horário de Brasília (DF).

O vídeo inscrito deverá ser disponibilizado em arquivo online, por meio de link, com compartilhamento aberto, informado no formulário de inscrição. Neste deve ser anexado o currículo do candidato – no qual se comprove atuação no Brasil, na área artística na qual se inscreveu.
No edital, os interessados encontrarão instruções sobre especificações técnicas do vídeo, inscrições, sugestões de plataformas online ou em nuvem de armazenamento, link de disponibilização e preenchimento de formulário, além de outras informações e regras detalhadas.

Outros lançamentos da Funarte
Com foco em geração de trabalho e renda para profissionais da arte, capacitação e inclusão, o Programa Funarte de Toda Gente conta com investimento de quase R$ 20 milhões em atividades de várias vertentes artísticas, por meio de diversas ações – algumas em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, com curadoria da Escola de Música da UFRJ. Fazem parte da iniciativa o Projeto Bossa Criativa – Arte de Toda Gente e o Sistema Nacional de Orquestras Sociais, lançados recentemente, além do Projeto Um Novo Olhar (com lançamento em julho) entre outras ações.

Acesse o edital do Prêmio Funarte RespirArte e mais informações em www.funarte.gov.br/edital

Nova Zelândia lança campanha de reconexão ao mundo a partir de valores da cultura Maori

A Nova Zelândia lançou a campanha global A Journey of Reflection (Uma Jornada de Reflexão) para reconectar o país aos neozelandeses e aos turistas do mundo todo, por meio do compartilhamento de mensagens de reflexão sobre o que importa na vida. Essa iniciativa reforça valores relevantes da sua nação, nesse momento em que alguns sinais iniciais de recuperação começam a ser percebidos pela população da Nova Zelândia e ao redor do mundo.

Enquanto o país está se recuperando e aguarda o momento seguro quando poderá receber novamente visitantes, a Nova Zelândia produziu dois vídeos (vídeo 1 e vídeo 2) que trazem valores profundamente importantes que foram incorporados no estilo de vida dos neozelandeses a partir da herança da sua cultura Maori única. Alguns desses valores que a campanha leva para reflexão e estão na narrativa dos vídeos são o kaitiakitanga, que na cultura Maori significa proteger e cuidar de pessoas e lugares; o valor manaaki manuhiri, ou seja, acolher e cuidar de todos os visitantes; e whanaungatanga, que representa tratar os outros como família.

“Uma pausa forçada pode ser um motivo para reflexão sobre o que é mais importante para todos nós. Em tempos de crise, há oportunidades. Um tempo para refletir e redefinir nós mesmos e o mundo em que vivemos. À medida que velhos hábitos se desintegram sob força maior, novos caminhos podem surgir ou podemos simplesmente ser lembrados sobre o que sempre importou”, comenta Brodie Reid, diretora de Marketing do Turismo Nova Zelândia.

A Nova Zelândia se orgulha de como sempre manteve suas portas abertas para visitantes e o cuidado com eles e com a sua nação. E isso representa o valor Maori manaaki refletido na cultura do país. “Nós sabemos que muitas pessoas ao redor do mundo sentem uma conexão especial com o nosso país. Por isso queremos garantir que estamos cuidando dele e, quando estiver seguro, esperamos ansiosos em compartilhá-lo novamente”, completa Brodie Reid.

Enquanto aguarda a abertura das fronteiras internacionais, a Nova Zelândia também lançou a campanha Do Something New New Zeland (Faça algo novo Nova Zelândia), para os neozelandeses. O vídeo os incentiva a explorem o seu próprio país e todas as aventuras e descobertas que ele oferece.

Foto: divulgação