Empreendedora indígena ganha grafitada em Manaus

Neurilene Cruz, membro do grupo de mulheres indígenas da etnia Kambeba que gerencia o Restaurante Sumimi, na comunidade Três Unidos, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, às margens da Boca do Rio Cuieiras, a aproximadamente 60km de Manaus (AM), foi homenageada com uma ilustração grafitada pelas mãos de Deborah de Lemos, em uma fachada na Av. Torquato Tapajós, uma das principais avenidas de Manaus/AM, que ficará exposta até o dia 12 de dezembro.

A homenagem é parte do movimento #elasinvestem, que procura mostrar o quanto as assessoradas do Consulado da Mulher – ação social da marca Consul, com 17 anos de atuação, mais de 35 mil pessoas beneficiadas em mais de 551 projetos apoiados por todo o Brasil, que trabalha na transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo feminino e geração de renda – investem tempo, amor, esforço e conhecimento em seus negócios.

Neurilene Cruz começou a trabalhar com alimentação em 2010 e não parou mais. Ela e o grupo de mulheres da comunidade conheceram o Consulado da Mulher em 2016, quando a Fundação Amazonas Sustentável – FAS as inscreveu na 4ª edição do Prêmio Consulado da Mulher. Neurilene Cruz foi uma das vencedoras, juntamente com o Restaurante Sumimi, e a conquista do Prêmio Consulado da Mulher permitiu que o dinheiro recebido promovesse melhorias no restaurante, para que pudesse receber mais visitantes com mais conforto.

Ilustração de Neurilene Cruz pela grafiteira Deborah Lemos

Atualmente, além de cuidar do restaurante Sumimi, a manauara Neurilene Cruz também recepciona turistas que visitam o local e dá aulas de culinária indígena – ajudando outras mulheres a se tornarem independentes.

E como forma de homenagear e incentivar o empreendedorismo feminino, a imagem de Neurilene ficará grafitada em um muro da Av. Torquato Tapajós, uma das avenidas mais importantes de Manaus, até o dia 12 de dezembro. Outras empreendedoras do Consulado da Mulher também foram homenageadas, tendo suas imagens grafitadas em famosos pontos turísticos como o Beco do Batman, em São Paulo.

Foto: Divulgação

Estudantes de Barreirinha transformam Amazônia em sala de aula e serão representantes do Brasil em conferência na Itália

Dados do Censo Escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que 56% das escolas de Ensino Médio não têm laboratório de ciências. A Escola Professora Maria Belém, em Barreirinha (AM) – pequeno município localizado no coração da Amazônia – faz parte dessa estatística. Chamando a atenção para essa realidade, alunos do 3º ano do Ensino Médio pensaram em uma solução simples, porém extremamente criativa: levar a sala de aula para fora dos muros da escola. Era o início do projeto “Amazônia, um laboratório natural“, um dos premiados na 5ª Edição do Desafio Criativos da Escola, de 2019, iniciativa do Instituto Alana.

Com o objetivo de transpor os livros e dinamizar o tempo de estudo, cinco alunos se reuniram com o professor de biologia para propor alternativas para as atividades práticas na escola. Em pouco tempo, os jovens perceberam que tinham à disposição o maior laboratório natural do mundo: a Floresta Amazônica. Depois de se apropriarem dos temas que poderiam ser usados como fonte de estudos, 25 alunos viajaram de barco até a comunidade vizinha de São Francisco do Paraná do Moura. Lá, divididos em grupos, pesquisaram sobre diferentes temas, tais como os tipos de água, os habitat, as florestas primária e secundária, os aspectos das diversas plantas e os tipos de serpentes.

Além de evidenciar a falta de laboratório na escola, o sucesso da experiência transformou a percepção da turma e melhorou significativamente a absorção dos conteúdos de disciplinas como física, química e biologia. Durante todo o projeto, o grupo contou com o apoio do professor, que contribuiu com soluções para as dúvidas que surgiam e, posteriormente, ajudou na organização dos debates. A iniciativa foi multiplicada para outras turmas do “Maria Belém”, que se inspiraram no primeiro teste e passaram a ocupar outros espaços não formais e torná-los extensões das salas de aula.

De Barreirinha para Roma!

Agora, três estudantes e um professor orientador da iniciativa embarcam, em novembro, para Roma, na Itália, com a equipe do Criativos da Escola. Como parte da premiação deste ano, os sete grupos premiados participarão da Conferência Global “Eu Posso” (I Can) – com a presença do Papa Francisco, de artistas e demais lideranças mundiais – onde vão compartilhar suas experiências de protagonismo, empatia, criatividade e trabalho em equipe para outros 2 mil estudantes de todo o mundo. Além da imersão, o grupo ganhará também o valor de R$ 1.500 para o projeto e R$ 500 para o educador.

A novidade desta edição fica por conta da viagem de premiação ser internacional: uma imersão em Roma, na Itália, no final de novembro, irá reunir mais de 2 mil crianças e jovens de países integrantes do movimento Design for Change – do qual o Criativos da Escola faz parte.

“Os sete projetos representarão um movimento de crianças e jovens de todo o Brasil que nos apresentam a beleza e a força de soluções coletivas, inovadoras e solidárias para os desafios de seus territórios e para os problemas que mais os incomodam em suas realidades. Estamos muito felizes em divulgar estas iniciativas que irão mostrar para o mundo não só projetos incríveis, mas também a necessidade de olharmos para as questões abordadas por cada um deles e para os direitos que deveriam ser garantidos para toda a sociedade”, comemora o coordenador do Criativos da Escola, Gabriel Maia Salgado.

Sobre o Instituto Alana

O Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

Foto: divulgação

Botos Cor de Rosa e Tucuxi “brigam” pelo desempate de títulos no Çairé 2019

No ritmo de carimbó e com apelos à preservação da floresta, os botos Cor de Rosa, atual campeão do festival, e Tucuxi foram os donos do terceiro dia da Festa do Çairé, em Alter do Chão, oeste do estado do Pará.

Saraipora do Boto Cor de Rosa

O resultado da disputa será conhecido nesta segunda-feira (23), à tarde, com a abertura da nota dos jurados, quatro no total, contando com o presidente da comissão, que não tem direito a voto. Portanto, é a nota dos jurados, que tiveram a responsabilidade de analisar os 16 itens de avaliação do certame, que vai desempatar a disputa igualada em dez títulos para cada um.

Os itens de avaliação são: apresentador, cantador, rainha do Çairé, cabocla Borari, curandeiro, rainha do artesanato, boto homem encantador, boto animal evolução, rainha do Lago Verde, carimbó, organização do conjunto folclórico, alegorias, letra e música, ritual, torcida, sedução.

“Este ano tem mais esse ingrediente. Vamos ter que desempatar essa disputa. Nós, do boto Tucuxi estamos confiantes”, disse Edilson Santana, que é compositor e cantador do Tucuxi.

Edilson Santana é bem conhecido dos amazonenses. Ex-amo do boi Caprichoso, este ano voltou integrar o grupo de cantores do boi-bumbá Garantido (Festival de Parintins). No Tucuxi, defendeu a música, “Somos resistência”, de sua autoria.

Torcida

Com 30 minutos de “esquenta” da torcida, que a exemplo do Festival de Parintins (Amazonas) não se manifesta na apresentação contrário, os botos ocuparam o lago de apresentação do Çairódromo com alegorias, ítens e carimboleiros, que deram um show a parte com coreografias e indumentárias trabalhadas. As torcidas contam pontos e por isso era visível a animação a cada entrada de alegoria, item e cordão coreografado.

Apresentação

A disputa dos botos pelo título, iniciou com o boto Cor de Rosa que trouxe para o lago dos Botos o tema “Alter do Chão, berço da vida”, dando ênfase a sustentabilidade como fonte da vida, a água.

Um dos pontos altos de sua apresentação foi transformação da alegoria de Nossa Senhora da Saúde, padroeira da vila, na Saraipora, representada pela Rainha do Çairé, Maria Eulália de Oliveira.

No ápice da apresentação dos botos, a lenda do boto (identidade cultural do povo borari), mito do imaginário popular na Amazônia. De acordo com a lenda amazônica, até hoje o boto aparece nas festas ribeirinhas e as moças no período fértil têm que tomar cuidado com os homens elegantes que aparecem vestidos de branco. É a encenação da sedução da cabocla, que é apresentada pelos botos.

O presidente do boto Cor de Rosa, Miguel Von, acredita na vitória. “Fizemos uma bonita apresentação. Deu tudo certo. Não tivemos quebra de alegoria. Tudo funcionou 100%”, afirmou ao final da apresentação do boto vermelho.

O boto Tucuxi, que este ano tenta recuperar o título de campeão perdido ano passado, levou para o lago a temática “A Resistência Borari”. No contexto apresentado, estavam a luta pela sobrevivência, o grito contra a destruição da floresta, a cultura do índio e do do caboclo.

Em uma das cenas, o Tucuxi levou para o lago o forno de produção de farinha.

Não faltaram alegorias e indumentárias bonitas na apresentação dos botos, elaboradas por artistas de Santarém, Alter do Chão e Parintins, que se integram na produção de espetáculos culturais no oeste do Pará.

Texto e fotos: Nely Pedroso | Especial para o Portal Vida Amazônica

Çairé inicia com levantamento dos mastros em Alter do Chão

Texto e fotos: Nely Pedroso

A tradicional Festa do Cairé, que ocorre sempre no mês de setembro em Alter do Chão, oeste do Pará, iniciou nesta quinta-feira (19), com o ritual religioso de inauguração do barracão, guardião do símbolo do Cairé (Divino Espirito Santo), procissão e levantamento dos mastros, ocorridos na Praça do Cairé.

O rito religioso do povo Borari (habitantes da Vila de Alter do Chão, como são conhecidos) foi conduzido pelo capitão, juízes, mordomos, saraipora, procuradeira, entre outros personagens da festa, que em procissão circularam ao redor dos mastros, levantados em uma competição acirrada entre homens e mulheres. Os homens levaram a melhor no levantamento dos mastros ornamentados por galhos de plantas e frutas, muitas frutas, simbolizando fartura.

A saraipora Dalva de Jesus Vieira, guardiã do símbolo do Çairé há cinco anos, sente-se orgulhosa por conduzir o símbolo sagrado da festa, que é a Santíssima Trindade. “Faço isso com muita devoção”, garante.

O evento traz sempre boas lembranças aos moradores tradicionais de Alter, como assegurou a moradora Francisca Garcia Costa, 96, que é cega, mas faz questão de participar da festa. “Venho e fico escutando as músicas entoadas na celebração”, afirma, sentada na entrada do barracão.

Dona Santila de Sousa Alves, 77, também faz questão de participar da abertura da festa. “Faço questão de vir. Eu sempre participava ajudando na programação”, garante.

Programação

A Festa do Çairé, que data mais de 300 anos, terá, até o dia 23, uma grande programação, com apresentações musicais (locais e regionais), ritos religiosos como ladainhas e procissões, cerimônia do beija fita e a disputa ferrenha entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, marcada para o sábado, dia 21.

Estrutura

Toda uma estrutura foi montada pela Prefeitura de Santarém para a festa. O Lago dos Botos recebeu obras de infraestrutura para os shows, como um palco com camarins, banheiros, além de arquibancadas, camarotes, iluminação, barracas na praça de alimentação e banheiros públicos.

É intenção do prefeito Nélio Aguiar concluir a estrutura definitiva do Lago dos Botos. Para isso, vai pedir ajuda ao governador Jader Barbalho, em pleito a ser entregue nos próximos dias, conforme assegurou. “É uma festa grandiosa, que não é só da área da cultura, mas de Santarém, de Alter do Chão e de todas as secretarias envolvidas. Que todos tenhamos um Çairé de paz, de alegria do povo de Alter do Chão e do povo Borari”, diz.

A festa de abertura foi bonita e encerrou com muita comilança: sanduíches e frutas foram distribuídos aos moradores e visitantes. Fechando a programação matutina, um show musical em ritmo de carimbo do conjunto musical nativo Espanta Cão.

Vale lembrar que no encerramento do Çairé, dia 23, o barracão até então para atos litúrgicos, se transforma em festa com danças tradicionais do local, como Marambiré, Quebra Macaxeira, Matucará e Desfeiteira.

Alter do Chão é um dos distritos de Santarém (PA), distante a 37 quilômetros pela rodovia Everaldo Martins. Os principais atrativos turísticos são as praias do Amor e do Cajueiro.

Terceira Feira Internacional de Vinhos na Amazônica acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto

Especialistas em vinhos e renomados sommelières são presenças confirmadas na 3ª edição da Feira Internacional de Vinhos na Amazônia (Fiva). Gabriela Monteleone e Mikaela Paim farão parte da programação técnica da feira junto com Carlos Cabral, Denise Rohnelt, Joachim Schnorr, Dayane Casal, o cardiologista Tales Esper e o consultor esportivo Leonardo Santos. A programação de palestras acontecerá dentro do espaço da Fiva na sala Merlot, agendada para os dias 20 e 21 de agosto das 14h às 18h30, no Centro de Convenções Vasco Vasques (avenida Constantino Nery – Chapada).

A paulistana Mikaela Paim está na área de gastronomia desde 2004, se formou sommelière de vinhos em 2007, e para sua formação em todas bebidas alcoólicas do mundo viajou mais de 30 países. Hoje, com mais de 28 especializações em vinho, é a única brasileira especialista em alcoólicos, água, chá, café e sommelière internacional de charutos. Também faz palestras, consultorias, eventos e empreende em restaurantes em São Paulo e participa de iniciativas em prol do vinho no Brasil, como Enobrasil, Provinho e diretora de Vinhos na Abraselsp.

Outro nome confirmado, Gabriela Monteleone, formada em Gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi, há 15 anos é sommelière, certificada pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP). Atuou em casas renomadas em São Paulo como Ici Bistro, Pomodori e GERO (Grupo Fasano). É head sommelier e Wine Director do Grupo D.O.M., cuidando das operações dos restaurantes D.O.M. e Dalva e Dito. É professora na ABS-SP, elabora cartas de vinhos e harmonizações de menus para empresas e para as chefes de cozinha Bel Coelho e Gabriela Barreto.É certificada pelos órgãos franceses Interloire e BIVC como Ambassadrisse Officielle dos vinhos do Vale do Loire (FR).

Carlos Cabral estuda vinho desde 1969. É idealizador e fundador da 1ª Confraria de Vinhos do Brasil – a Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (1980); membro das Confrarias dos vinhos da Bairrada, Alentejo, Madeira, Periquita (Portugal) e Saint Ubert (Espanha). É autor dos livros “A Presença do Vinho no Brasil”, “Porto: um Vinho e sua Imagem”, “A Mesa e a Diplomacia Brasileira”, “Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto”, “Imagens da Diplomacia Brasileira” e “Ferreira, Imagem que Marca”. É consultor de Vinhos da rede Pão de Açúcar Supermercados e ainda tem o projeto de pesquisa do Vinho do Porto no Ciclo da Borracha da Amazônia.

Denise Rohnelt de Araújo é jornalista especialista em gastronomia e turismo, atuando na área gastronômica desde 1997.Gaúcha de Porto Alegre, vive em Roraima há 28 anos, mas está na região amazônica há 41 anos, se dividindo entre os estados do Amazonas, Roraima e, recentemente, Pará. Além do jornalismo, formou-se em cozinha e confeitaria internacional no Instituto Internacional de Artes Culinárias Mausi Sebess, em Buenos Aires, Argentina. Ainda é curadora de eventos gastronômicos como: Feira Rota do SaboRR em Boa Vista, Roraima, e três edições da Feira Internacional de Gastronomia Amazônica – Figa, em Manaus. Foi jurada no reality gastronômico MasterChef Rede BAND de TV.

Palestras

A Fiva vai iniciar sempre às 14h e encerrará às 18h30, na sala Merlot. No dia 20, as palestras serão com o sommelier Joachim Schnorr (AM) com o tema “Técnicas de Degustação”. Às 16h, Gabriela Monteleone falará de “Vinhos naturais: tendência ou contracultura?”. Às 17h, será a vez de Mikaela Paim ministrar “Imersão ao mundo do vinho”.

No segundo dia de feira, as palestras começam com o tema “Drinks com espumantes”, ministrada por Denise Rohnelt. Na sequência, a empresária Dayane Casal, o cardiologista Tales Esper e o consultor esportivo Leonardo Santos farão o workshop “Vinho e Saúde”. A palestra de encerramento será com Carlos Cabral, com o tema “O mercado brasileiro do vinho e o comportamento do consumidor”.

Espaço Gourmet

O participante, além do circuito de degustação com 250 rótulos de vinhos, ilhas de frios e pães inclusos no passaporte da Fiva, vai ter à disposição um espaço gourmet (por adesão) com o restaurante Sabor A Mi, no comando de Luciana Felicori, com serviço a la carte para aqueles visitantes que desejaram compor as harmonizações com vinhos e espumantes.

Empresas relacionadas ao mundo do vinho, música ao vivo, estacionamento amplo com serviço de vallet, espaço totalmente climatizado com conforto para o visitante da feira e localização privilegiada.

Os expositores confirmados são Adega Alentejana, Top Internacional, Zahil Importadora, Freixenet, Vinícola Casa Perini, Decanter, Lídio Carraro, Grand Cru, Cantu Importadora, Obra Prima, Ecovino, Nossa Senhora de Fátima Importadora, Vinícola Famiglia Valduga, Bodegas Wine, Inovini, La Pastina, Oiram, Anima Vi um e Bacozon, além da Amazon Explorers, Vinotage, Santa Cláudia, Novotempo, MRM Sistema, Fabiana Arquitetura, Senac, Amazonastur e o apoio institucional da Abrasel no Amazonas.

O passaporte para um dia custa R$ 149, e R$ 270 para os dois dias. Mais informações podem ser obtidas via e-mails contato@fivaamazon.com e fivaamazonia@gmail.com.

Foto: divulgação

Passo a Paço 2019 traz diversidade de atrações e feira gastronômica

A sexta edição do Festival Passo a Paço, que integra a programação oficial das celebrações dos 350 anos de Manaus, comemorado dia 24 de outubro, acontecerá de 5 a 8 de setembro. Um dos principais acontecimentos culturais da região Norte, o evento vai reunir no Centro Histórico música, artes e gastronomia, com acesso gratuito para a população.

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, pontuou a evolução, a diversidade e a importância do Passo a Paço no processo de ressignificação do centro histórico. “Temos uma edição do Passo a Paço extremamente dedicada à celebração dos 350 anos da cidade de Manaus, porque não poderíamos deixar de entregar algo que fosse à altura da nossa cidade. No momento que vemos tanta intolerância, nós precisamos entregar o amor e o Passo a Paço vem celebrando, mais uma vez, a diversidade, fomentando a cena local, valorizando os trabalhos dos artistas desenvolvidos aqui e somando-se a grandes nomes da música nacional e internacional. O Centro é um lugar democrático”, disse Bernardo.

Atrações

A principal atração deste ano é o rapper, produtor musical e ator americano Thomas DeCarlo Callaway, mais conhecido como CeeLo Green, que se apresenta no primeiro dia do evento, dia 5, no palco da Plataforma Malcher, situada dentro do porto de Manaus, às margens do rio Negro. Com influências do hip hop, funk e R&B, o artista se destaca por seu trabalho no soul, sendo dele o hit mundial “Crazy”, que alcançou a primeira posição em várias paradas de singles em 2016, além de “Cry Baby” e “Forget You”, ambas lançadas em 2010. Seu trabalho mais recente foi em 2015, com o álbum Heart Blanche.

Entre as atrações nacionais, a cena indie desponta com a participação do cantor e DJ Jaloo e da cantora, instrumentalista, atriz e escritora Letrux. Ambos irão se apresentar no novo palco da feira da Banana, juntamente com nomes como Sidney Magal, Roberta Miranda e Diogo Álvaro Ferreira, artisticamente conhecido como Baco Exu do Blues, um dos maiores rappers da música contemporânea. A proposta é promover a mistura dos conceitos de cult e brega.

Ainda dentro do conceito alternativo, a banda Liniker e os Caramelows reforçam a diversidade do Passo a Paço, trazendo ao palco da Plataforma Malcher músicas do soul e black music em composições autorais e que abordam as relações com pessoas e com o mundo. Completam o time de artistas nacionais a funkeira Ludmilla, o rapper Emicida, o cantor Fagner e o sambista Zeca Pagodinho.

Além disso, mais de 30 artistas locais se somarão às atrações nacionais, abrilhantando e dando o toque amazônico ao evento. Eles irão comandar os palcos do Coreto da praça Dom Pedro II, Banana e Plataforma Malcher.

‘Passinho’

Inovando, mais uma vez, e pensando no lazer e segurança de crianças e jovens, o último dia do Passo a Paço 2019, o domingo (8) será totalmente dedicado às famílias. Nesse dia, a programação cultural estará concentrada no palco Arena (estacionamento do Paço da Liberdade) e no Coreto, junto à Feira Gastronômica.

Uma das atrações é o grupo paulista Barbatuques que, além do vocal, utiliza a percussão corporal, sapateado e improvisação, que tornaram o grupo reconhecido e atuante tanto no meio artístico quanto educacional, resultando em espetáculos musicais, álbuns, treinamentos e oficinas que já foram levados a mais de 20 países ao redor do mundo.

Fecha a programação do “Passinho”, a dupla de comediantes do FutParódias, que já tem mais de seis milhões de inscritos em seu canal do YouTube com vídeos de paródias sobre futebol.

Teatro

Considerado referência nacional no teatro de bonecos, o Grupo Giramundo, que tem 50 anos de trajetória, é a proposta que o Festival Passo a Paço traz para este ano. Uma exposição comemorativa será montada no espaço do Museu do Porto, sob a administração da Prefeitura de Manaus, que realizará também a intervenção urbana nas ruas do centro histórico, onde acontece o evento, com bonecos de mais de 4 metros de altura.

Um dos grupos de teatro de bonecos mais premiados em todo o mundo, o Giramundo é uma atração para todos os tipos de públicos: do adulto ao infantil. A cada ano, além de montar um novo espetáculo, o grupo faz uma remontagem. As 950 marionetes, que já encenaram ou ainda encenam as peças do grupo, compõem o maior acervo de coleção privada do Brasil.

Feira Gastronômica

A Prefeitura de Manaus publicou, na edição 4.641 do Diário Oficial do Município (DOM) da última quinta-feira (18) o Edital de Chamamento Público que objetiva a permissão do uso de espaço público para a operação de venda de alimentos durante o Festival Passo a Paço 2019.

Para esta edição, o edital de n° 06/2019, prevê 40 espaços para a venda de alimentos durante o festival, divididos em quatro categorias: Barraca do Chef (até 20 vagas); Novos Chefs (até duas vagas); Food Truck (até 15 vagas) e Futuros Talentos (até três vagas). Os espaços integram a Feira Gastronômica, um dos principais atrativos do festival.

As categorias “Barraca do Chef”, “Novos Chefs” e “Futuros Talentos” são caracterizadas como um espaço temporário montado com estrutura e equipamentos culinários que auxiliarão no preparo e na comercialização das comidas. Já os food trucks, são espaços móveis que transportam e vendem comida, podendo ser furgões ou caminhões de pequeno porte.

Para concorrer ao edital, os interessados deverão protocolizar a proposta, no prazo de sete dias úteis a contar da publicação do edital, no setor de Protocolo da sede da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), localizada na avenida André Araújo, n° 2767, bairro Aleixo, zona Centro-Sul, no horário comercial das 8h às 17h.

Na proposta deverá conter portfólio, que demonstre a experiência e/ou a quantidade de serviços ofertados pelo estabelecimento ou chef, tais como certificados, diploma de graduação em gastronomia, premiações, críticas e outros comprovando as atividades realizadas na área gastronômica, além de documentos solicitados no edital e de ficha de inscrição disponibilizada no link http://dom.manaus.am.gov.br/pdf/2019/julho/DOM%204641%2018.07.2019%20CAD%201.pdf. O edital na íntegra e todos os requisitos necessários também estão disponíveis na página.

Categoria ‘Futuros Talentos’

Destinada às universidades com curso de graduação em andamento de Gastronomia, a categoria visa estimular a formação acadêmica e o incentivo à pesquisa e a profissionalização no mercado de trabalho. Cada instituição convidada pela Manauscult poderá operar uma barraca e comercializar a venda de alimentos que serão elaborados por seus alunos durante o festival.

Valores

Os pratos de comidas comercializados pelos proponentes na Feira Gastronômica, sendo salgados e doces, deverão respeitar o valor mínimo de R$ 5 e o valor máximo de R$ . Os proponentes poderão comercializar, ainda, venda de bebidas, desde que sejam artesanais e originais, como sucos naturais, smoothies, drinques e outros.

Atrações do Passo a Paço 2019

5 de setembro

CeeLo Green

Ludmilla

Jaloo

Roberta Miranda

6 de setembro

Emicida

Fagner

Letrux

Sidney Magal

7 de setembro

Zeca Pagodinho

Liniker e os Caramelows

Baco Exu do Blues

Guto Lima

8 de setembro – Passinho

FutParódias

Barbatuques

Raylla Araújo

Lorenzo Fortes

Marcella Bártholo

Show da Zelda

Gandhicats

Di Bubuia

Atrações Locais

Anne Jezini

Santaella

Coletivo 333

Gramophone

Elisa Maia

Baile da Papaizinha

Manauaras em Extinção

Bumba Meu Rock

Saturno

May Seven

Oblivion

Serginho Queiroz

Dan Stump

Lotus

James Rios

Sinezio Rolim

Mady e Seus Namorados

Antônio Bahia

Lary Go & Strela

Saravá

Catraia Rock

Pororoca Atômica

Raulnei e Renier de Carvalho

Mão pra Riba

Carol Amaral

Fotos: Jéssica Rebello/Arquivo Manauscult 2018

Da floresta amazônica para o tapete vermelho do Oscar

Em seu sétimo destino, a Expedição #AquiTemSebrae desembarcou em Cruzeiro do Sul, no Acre (a 635 quilômetros da capital, Rio Branco), para conhecer a história do artesão e empresário Maqueson Pereira da Silva. Com uma técnica singular de marchetaria, ele vende suas obras para países de todos os continentes e já expôs em cidades como Paris, Tóquio, Nova Iorque, Milão e Londres. No Oscar de 2017, teve uma de suas clutches (bolsas de mão), usada pela estilista Stacy London.

Mas o início dessa trajetória de sucesso não foi nada fácil. Do local onde vivia, no Seringal Flora, até a cidade mais próxima na época – Porto Walter/AC, eram três dias de viagem de barco. Maqueson nasceu no seringal no final dos anos 50 e aprendeu a ler com seu avô, que era cego. Trabalhava com o pai na extração do látex das seringueiras e já entalhava a madeira, construindo barcos e instrumentos musicais. “Minha família veio do Ceará no auge do ciclo da borracha. E a gente vivia muito isolado. Ao mesmo tempo que a gente tinha tudo, tinha a natureza, a gente estava distante de tudo”, lembra.

Maqueson só iniciou os estudos formais aos 14 anos, quando saiu do seringal e ingressou em uma escola coordenada por padres missionários alemães. Devido a seu destaque em disciplinas como língua portuguesa e alemã, matemática e teologia, foi transferido do Acre para estudar no Instituto Liebermann, na cidade de Salete, em Santa Catarina. O seminário exigia que, além dos estudos formais, o aluno desenvolvesse alguma habilidade manual. Ele, então, optou pelo trabalho com a madeira, tão íntima dos seus tempos de floresta. Começou a construir móveis e utensílios e, intuitivamente, a desenvolver quadros usando a marchetaria, o que chamou a atenção do responsável pelos seus estudos, Guilherme Schüler, padre alemão, que logo lhe apresentou os detalhes históricos e artísticos daquela técnica, estimulando seu aprendizado e desenvolvimento.

Arte com madeira colorida natural

A marchetaria é a técnica de se utilizar lâminas de madeira recortadas e aplicadas de forma minuciosa, formando figuras. No caso da Marchetaria do Acre, os conhecimentos de Maqueson em botânica o permite utilizar em sua arte mais de 150 espécies de madeiras e raízes, obtendo colorações inimagináveis para a marchetaria. E sem o uso de tintas. “Eu comecei a trabalhar com a marchetaria porque queria criar algo diferente, não queria fazer móveis. Hoje, usamos resíduos de árvores e madeiras de áreas certificadas. Usamos a madeira natural, sem pintura, e o céu é o limite para a quantidade de tons que podemos combinar. Assim, cada peça é única”, ressalta.

No início de sua carreira, Maqueson trabalhava basicamente com a arte sacra e o cubismo. Após alguns anos, com a ajuda do padre, foi para a Alemanha onde se especializou ainda mais em sua técnica. Estudou também na Itália e na Suíça. Retornou para Cruzeiro do Sul e inaugurou sua oficina. A partir daí, em um resgate de suas origens, passou a incluir em suas obras temas da flora e da fauna amazônica.

Sua oficina é responsável por cerca de 20 empregos diretos, produzindo objetos de arte, decoração e moda para diversas lojas e galerias do país e do exterior, além de órgãos governamentais. “Sei o que significa começar do zero e chegar até aqui. Em muitos momentos, enfrentei preconceitos e me sentia inferiorizado, por ser um `caboclo` nascido nas barrancas do Rio Juruá. Tudo o que aconteceu na minha trajetória foi muito importante. Hoje entendo que esta origem representa um diferencial do meu trabalho”, diz, emocionado.

Árvore que dá boa sombra

O primeiro plano de negócios do Sebrae na cidade de Cruzeiro do Sul foi realizado para a abertura da empresa Marchetaria do Acre, no início dos anos de 1990. De lá pra cá, a parceria continua firme. A convite do Sebrae, Maqueson já participou de diversas feiras, missões e exposições nacionais e internacionais, como a Expo Milão. Ele também já foi reconhecido, por três vezes, pelo Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. “Estas feiras foram fundamentais para eu me tornar conhecido. Eu sempre tive o olhar para o mercado externo e, com o olhar muito crítico, precisamos vencer desafios de insumos e logística para conquistar os clientes, mantendo o compromisso com a qualidade e o cumprimento dos prazos”, explica. Com este foco, hoje a empresa consegue vender para todo o Brasil e para países como Japão, Estados Unidos, Itália, Catar e Emirados Árabes Unidos.

O artista, de fala calma e suave, destaca que toda sua história é de muita luta e superação. Afirma que, se um ribeirinho da floresta amazônica conseguiu chegar onde ele chegou, qualquer pessoa, com garra e persistência, pode conquistar seus objetivos. “O importante é buscar seus sonhos e não desistir nunca”, destaca.

Maqueson finaliza citando um provérbio da floresta que costumava ouvir de seu pai: “só encoste em árvore que dá boa sombra”, já que esse tipo de árvore é forte e te dá suporte. Para ele “o Sebrae é esta árvore de boa sombra, sempre oferecendo apoio a quem quer empreender”.

Foto: Lorrane Freitas/Agência Sebrae

Concultura lança edital 2019 para seleção de projetos culturais

O Conselho Municipal de Cultura (Concultura) lançou o edital nº 01/2019 para seleção pública de projetos culturais aptos a serem incentivados pela Lei 2.213 de Incentivo à Cultura. As inscrições abriram no dia 1º de março e seguirão até o dia 31 de agosto de 2019.

O edital prevê apoio cultural por intermédio de patrocínios abarcando diversas áreas da cultura, entre elas, Artes visuais; Artesanato; Audiovisual; Bibliotecas; Centros Culturais; Cinema; Circo; Dança; Design; Cultura Popular; Fotografia; Gastronomia; Literatura; Moda; Museus; Música; Multiplataforma; Teatro; Transmídia e preservação; Restauração do patrimônio natural, material e imaterial e outras assim classificadas pelos órgãos competentes.

O valor disponibilizado para apoios culturais dependerá do coeficiente arrecadador citado no art. 4º. da Lei 2.213/17 referente a cada patrocinador. Os valores, quando aprovados, serão repassados ao Fundo Municipal de Cultura (FMC) e alocados na rubrica orçamentária 13.392.0132.2220 e este repassará ao empreendedor do projeto.

Os projetos deverão ser inscritos até 17h do dia 31 de agosto de 2019, por meio do preenchimento do formulário de inscrição que estará disponível na sede do Conselho Municipal de Cultura, localizado no térreo da Fundação Municipal de Cultural, Turismo e Eventos (Manauscult), na avenida André Araújo, 2.767, Aleixo;  e no sítio eletrônico do Concultura (http://www.concultura.manaus.am.gov.br/) e posterior no Conselho.

Proponentes

Poderá inscrever-se ao edital, pessoa física ou jurídica, domiciliada no município de Manaus, em situação de total adimplência tributária municipal, estadual e federal e que possua experiência comprovada de atuação na área cultural por no mínimo três anos, e que possuam ao menos três comprovações de capacidade executiva do projeto.

O projeto deverá ser feito por meio de currículo acompanhado de comprovações das informações; portfólio relacionado às atividades culturais devidamente referenciadas; instrumentos de parceria realizados com entes privados ou públicos, bem como com organismos internacionais; declarações de experiência prévia e capacitação técnica no desenvolvimento de atividades relacionadas ao objeto do projeto cultural e emitidas por órgãos públicos, instituições de ensino, organizações da sociedade civil devidamente constituídas, empresas públicas ou privadas; prêmios recebidos que possuam correlação à área cultural proposta no projeto; carta de recomendação; comprovação de formação acadêmica e/ou técnica.

O edital completo foi publicado na edição 4.551 do Diário Oficial do Município (DOM) do dia 7/3 e também pode ser consultado no portal Viva Manaus, na barra de “Editais”.

A Lei

Regulamentada pela Prefeitura de Manaus em 2018, a Lei Municipal de
Incentivo à Cultura é considerada uma conquista histórica para o segmento
artístico-cultural. Na prática, a Lei autoriza a classe empresarial a destinar até 20% do seu ISS para projetos culturais. A Lei na íntegra está disponível para consulta no site do Concultura pelo link http://concultura.manaus.am.gov.br/lei-municipal-de-incentivo-a-cultura.

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

Inpa lança chamada pública para 48 vagas em Programa de Capacitação Institucional

Estão abertas até o dia 11 de fevereiro as inscrições para o Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ao todo, as seis chamadas públicas oferecem 48 vagas.

O valor da bolsa varia de R$ 2.860 (PCI-DD) a R$ 5.200 (PCI-DA), conforme estipulado nas chamadas. A maioria das bolsas é de PCI-DB, no valor de R$ 4.160.

As chamadas tem o objetivo de selecionar especialistas, pesquisadores e técnicos que contribuirão para a execução de projetos de pesquisa no âmbito do PCI (Inpa/MCTIC/CNPQ 2019-2023). O resultado preliminar será divulgado no dia 26 de fevereiro, e o resultado final, dia 01 de março.

Os profissionais selecionados atuarão em seis grandes áreas distintas: 1) Pesquisas em desenvolvimento em sociedade, ambiente e saúde, 2) Pesquisa em biodiversidade e recursos naturais, 3) Pesquisa em tecnologia e inovação, 4) Pesquisa sobre a floresta e os ciclos biogeoquímicos, 5) Padronização das instalações animais do Inpa e 6) Inovação tecnológica.

Para participar do processo, o candidato deverá ler a chamada pública de interesse e conferir as exigências ao cargo e documentação exigida. As propostas deverão ser encaminhadas ao Inpa para o e-mail pci.inscricao@inpa.gov.br, contendo no título da mensagem o termo “Chamada XX/2019 – PCI”, seguido do nome do candidato e a área de atuação escolhida (Ex.: Chamada 01/2019 – PCI – Fulano de Tal – Área 1).

O processo é dirigido no Inpa pela Coordenação de Capacitação Institucional. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (92) 3643-3103 / 3643-3149 (das 08 às 12h e das 14h às 18h, horário de Manaus) e pelo e-mail: pci.inscricao@inpa.gov.br.

Para ter acesso à Chamada Pública, clique aqui ou acesse no Portal Inpa: Capacitação-Oportunidades e Bolsas-PCI.

LISTA DAS CHAMADAS PÚBLICAS E RESPECTIVAS VAGAS

1. PESQUISAS EM DESENVOLVIMENTO EM SOCIEDADE, AMBIENTE E SAÚDE – 8 vagas

2. PESQUISA EM BIODIVERSIDADE E RECURSOS NATURAIS – 15 vagas

3. PESQUISA EM TECNOLOGIA E INOVAÇÃO – 10 vagas

4. PESQUISA SOBRE A FLORESTA E OS CICLOS BIOGEOQUIMICOS – 10 vagas

5. PADRONIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ANIMAIS DO INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA – 2 vagas

6. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA – 3 vagas

Foto: Eduardo Gomes/acervo Inpa

Proponentes tem prazo de trinta dias para retirar projetos do Conexões Culturais

Os proponentes que tiveram suas propostas inabilitadas no Concurso Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2018, lançado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), tem até o próximo dia 28 de janeiro para solicitar a retirada de seus projetos da Manauscult.

O resultado final com os contemplados no edital Conexões Culturais 2018 foi divulgado no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 27 de dezembro de 2018 e também pode ser consultado no portal Viva Manaus pelo link www.vivamanaus.com/editais. No total, 74 projetos foram selecionados e serão apoiados pela Prefeitura de Manaus. Já os projetos não habilitados podem ser solicitados de volta por seus autores.

Para solicitar seu projeto, o proponente deverá protocolizar um ofício no Protocolo da Manauscult, localizado na avenida André Araújo, 2767, Aleixo, em horário comercial. A solicitação poderá ser atendida de imediato após a confirmação do protocolo. Os documentos que não forem retirados serão incinerados conforme previsto no item 14.12 do edital 006/2018.

Em caso de dúvidas, o proponente poderá entrar em contato através do endereço eletrônico cultura.manauscult@gmail.com ou pelo telefone (92) 3215-2127.

Conexões Culturais

Nesta edição, 462 propostas foram inscritas para concorrer ao edital de Conexões Culturais. Pelo segundo ano consecutivo, a Comissão de Seleção do edital foi composta, em sua maioria, por representantes da sociedade civil
escolhidos pelos próprios agentes culturais.

Este ano, de forma inédita, acatando uma sugestão da Comissão de Seleção, conforme o disposto no edital e no Decreto nº 4.047, houve um remanejamento nos valores do orçamento previsto.

As categorias são divididas em três módulos financeiros, nos valores de R$ 10 mil, R$ 30 mil e R$ 60 mil, com exceção da categoria Ocupação Artística e/ou Cultural em Equipamentos Culturais, dividida em dois módulos de R$ 75 mil e R$ 100 mil.

Foto: Steffanie Schmidt/Manauscult