Presença de sangue no esperma pode ser causada por infecção na próstata, alerta urologista

Denominada hemospermia, a presença de sangue no esperma ejaculado pode acometer homens de idades variadas. Como na maioria das vezes ocorre sem sintomas, o alerta vem, geralmente, quando se nota a mudança da coloração do esperma, após a atividade sexual, que pode ir de rosa claro ao vermelho ou marrom, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo. Pelo menos 2% dos relatos urológicos estão ligados à alteração, mas especialistas acreditam que esse número é maior, já que muitos casos são sub-notificados.

De acordo com ele, grande parte dos homens com a alteração, continua tendo uma vida sexual normal até que algum sintoma decorrente da piora do caso passe a aparecer. “Mas, mesmo com algum sintoma evidente, como desconforto, por exemplo, muitos homens deixam de procurar ajuda por vergonha ou timidez”, frisou o médico.

Entre as mais comuns infecções/inflamações da próstata, está a prostatite, causada por bactérias do intestino capazes de contaminar áreas próximas. A hiperplasia benigna de próstata, caracterizada pelo crescimento da glândula, também pode contribuir para a hemospermia. Os ductos ejaculatórios também podem ser a causa do sangramento, em casos de processos inflamatórios.

A próstata é uma glândula que faz parte do aparelho genital masculino e está localizada perto da bexiga do homem. Sua principal função é armazenar um líquido que, junto aos espermatozóides, formam o sêmen.

Giuseppe Figliuolo explica que quanto mais agravado o caso, maior pode ser o sangramento que é eliminado junto ao esperma. No início, os sintomas inexistem, mas se não tratada a tempo, pode levar a dores, febre, calafrios, urina turva, mal estar, entre outros.

Outra causa provável da hemospermia pode ser uma complicação pós-cirúrgica. Os procedimentos cirúrgicos para o tratamento da próstata, por exemplo, estão inseridos nesse contexto, destaca Figliuolo.  

O diagnóstico, geralmente, é feito através de avaliação clínica e pode ter indicação de exames como o espermograma, urina e urocultura. “Em alguns casos, necessita-se de avaliações mais aprofundadas, com exames complementares como ressonância magnética da próstata, cistoscopia ou biópsia (retirada de fragmento para análise patológica)”, disse o especialista.

O tratamento é conservador, com a utilização de medicamentos, inibidores de crescimento prostático, entre outros. 

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Homens fazem menos exames que mulheres, aponta Ministério da Saúde

As campanhas de conscientização dedicadas às mulheres e aos homens se tornaram eventos oficiais nos calendários de saúde. A divulgação das ações traz à tona o questionamento: por que os homens se cuidam menos que as mulheres? Essa falta de cuidado reflete nos números. Elas vivem mais do que eles em quase todas as partes do mundo – e tem sido assim nos últimos 100 anos. No Brasil, a expectativa de vida dos homens é de 72,8 anos em 2018, enquanto a das mulheres é de 79,9 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora a violência seja um dos fatores que justifique essa diferença, a falta de cuidado com a saúde também tem um peso grande.

Mais de um terço dos homens não cuidam da própria saúde, indica o Ministério da Saúde. O levantamento “Um Novo Olhar para a Saúde do Homem”, feito pela revista Saúde em parceria com o Instituto Lado a Lado Pela Vida, e divulgado em setembro de 2019, mostrou que, apesar de o urologista ser visto por 37% dos entrevistados como o médico do homem, 59% não costumam manter consultas periódicas.

O câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele (não-melanoma), de acordo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é uma doença silenciosa, ​ com cerca de 70 mil novos casos a cada ano e o número de mortes causadas pela doença, segundo o Inca, chegou a 15.391, em 2017, o que mostra que 42 homens morrem por dia em decorrência da doença e, aproximadamente, 3 milhões vivem com a doença no Brasil. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos em desenvolvimento, de acordo com o Inca, e se descoberto precocemente tem 90% de chance de cura.

Apesar dos dados alarmantes e das campanhas realizadas, muitos homens, por preconceito e desconhecimento, têm medo de fazer os exames preventivos. De acordo com o Painel Abramed 2019 – O DNA do Diagnóstico, o número de pacientes atendidos alcançou mais de 35 milhões, nas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), em 2018, que representam 50,2% dos exames na saúde suplementar e 21% no total do país.

Assim como no ano anterior, as mulheres correspondem ao maior percentual de atendimentos, 62%. O atendimento aos homens representou 38% do total no mesmo período. Comprovando que o público feminino demonstra maior preocupação com a saúde e realiza mais exames preventivos do que os homens.

Segundo indicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), para homens a partir dos 50 anos é recomendado fazer anualmente o exame de antígeno prostático específico (PSA), que é um dos procedimentos preventivos e de diagnóstico precoce, e o de toque retal, visando avaliar consistência e presença de nódulos na glândula. Normalmente, solicita-se também ultrassonografia das vias urinárias e próstata. Todos são cobertos pela Rol de Procedimentos e Eventos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determina a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. Esses exames, quando associados, de acordo com o Inca, podem dar uma segurança de cerca de 90% ou mais, auxiliando no diagnóstico precoce da doença, já que 20% dos casos são diagnosticados na fase inicial.

“Pessoas com antecedentes familiares de neoplasia prostática, obesos e raça negra têm maior predisposição a este tipo de tumor e devem iniciar o check-up prostático já aos 40 anos, afirma o urologista do HCor, marca associada a Abramed, Antonio Correa Lopes Neto.

O número de exames de PSA realizados na saúde suplementar em 2018, segundo a ANS, foi 475.198, sendo 29,7 exames para cada mil beneficiários (homens a partir de 20 anos). Enquanto no Sistema Único de Saúde (SUS) foram feitos 6.768.013 exames, sendo 108,6 para cada mil homens (a partir de 20 anos).

Outra informação importante, porém, preocupante, é que na saúde suplementar os homens entre 50 e 59 anos realizaram 132 mil exames, em 2018, ante a uma população de 2,4 milhões de pessoas do sexo masculino, o que representa 5,5% do total, segundo a Troca de Informação na Saúde Suplementar (TISS). “Esperava-se que este número fosse bem maior, pois nesta idade, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS), a realização do PSA é obrigatória. Teríamos de estar com um percentual bem mais próximo do 100%”, ressalva Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Custos

Os gastos no Brasil em relação ao tratamento de câncer (excluindo promoção e prevenção) aumentaram de R$ 470 milhões para R$ 3,3 bilhões, entre 1999 e 2015, um crescimento de sete vezes num período de 16 anos. Cerca de dois terços destes gastos estão relacionados somente à quimioterapia.

Os números mostram que diagnosticar a doença nos estágios iniciais de tratamento e aumentar os esforços de prevenção de fatores de risco do câncer, reduz os custos na saúde. Quanto mais tardio o diagnóstico, mais oneroso é o tratamento.

Estudo feito pelo Hospital Sírio-Libanês aponta que, em 2018, foram gastos cerca de 9,3% do PIB no consumo de bens e serviços de saúde no Brasil (aproximadamente R$ 640 bilhões). Historicamente, o setor público realiza em média 42,8% das despesas, enquanto o desembolso realizado por famílias e empresas representa em média 57,2% do total. O país apresenta uma proporção de gasto público abaixo dos demais países de renda média. Por outro lado, tem uma contribuição privada bem acima na comparação com diversos países desenvolvidos.

“Investir em diagnóstico precoce do câncer, além de aumentar as possibilidades de cura, traz economia à saúde suplementar e ao SUS, por evitar gastos elevados, e proporcionar, principalmente, maior segurança ao paciente, que terá mais qualidade de vida”, afirma Shcolnik.

Demora no tratamento

A demora dos homens em ir ao médico é também um dos fatores que retardam o diagnóstico precoce da doença. Em média, eles esperam seis meses para procurarem um médico após os sintomas de câncer de próstata. O intervalo médio entre os primeiros indícios da doença, o diagnóstico e o início do tratamento é de 15 meses.

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, com 200 homens acima dos 40 anos, diagnosticados com câncer de próstata há mais de dois anos, divididos em grupos de pacientes metastáticos e não metastáticos no Brasil, divulgada em maio deste de 2019, mostra que 51% dos pacientes com a doença em fase metastática descobriram o câncer de próstata em estágio avançado, 67% conheciam pouco ou não conheciam a doença antes do diagnóstico e um em cada três homens nunca procuraram um médico como medida preventiva, apenas recorrendo a um especialista após apresentar algum sintoma da enfermidade.

“Os homens tem medo da doença em si e dos possíveis efeitos colaterais dos tratamentos como, por exemplo, a disfunção erétil”, afirma Diogo Bastos, oncologista do Hospital Sírio-Libanês e Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Segundo o médico, a maioria das pessoas acredita que todo homem que é submetido a um tratamento para câncer de próstata terá uma disfunção erétil, o que não é verdade. “Existem muitos tratamentos seguros atualmente e que não evoluem para esse problema. Em geral, esse é um câncer altamente curável, mas quanto mais cedo detectar, maior é a chance de cura”, conclui.

As informações das auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) em diversos estados, processadas em 2010, e divulgadas no Painel Abramed 2019 — O DNA do diagnóstico, revelaram que 60,5% dos pacientes foram diagnosticados em estadiamento (classificação preconizada pela União Internacional para o Controle do Câncer que determina a extensão do tumor presente no corpo de uma pessoa e onde está localizado) avançado, níveis 3 e 4 (sendo 0 para a doença restrita a área inicial; 1 – tumor restrito a uma parte do corpo; 2 – localmente avançado; 3 – localmente avançado com comprometimento do sistema linfático ou espalhando por mais tecido; e 4 – metástase a distância, espalhando para outros órgãos ou todo o corpo).

“A saúde é o bem mais desejado pelo brasileiro e, por isso, não pode ser postergada. É ela que pode possibilitar ao país condições para a retomada do crescimento, amadurecimento e aumento de produtividade. Neste setor, com muitos atores e desafios, o diagnóstico cumpre o seu protagonismo como importante elo dessa engrenagem”, ressalta Wilson Shcolnik.

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Plataforma de hospedagens destaca opções em Manaus

Temporada de férias se aproximando, nem sempre é fácil encontrar a casa dos sonhos para você, seus amigos e sua família curtirem um período de laser e descanso. Com a competição pelos melhores espaços em alta é preciso estar atento aos recursos disponíveis nas plataformas digitais.

O Airbnb, um dos maiores marketplaces (shopping virtual) do mundo para estadias e atividades únicas e autênticas, com mais de 7 milhões de acomodações e 40 mil atividades personalizadas, desenvolvidas por anfitriões locais, destaca alguma opções no Amazonas e elenca cinco dicas para facilitar a sua busca e aproveitar o ano novo no melhor estilo: viajando!

Três tipos de hospedagens são apontadas como opção para curtir a natureza e conhecer aspectos culturais e turísticos da região, na capital Manaus. Refúgio Samaúma, na comunidade ribeirinha do Livramento, na zona rural de Manaus; Casa Flutuante, em área de reserva ambiental no Rio Negro; e o Flat Tropical, no final da praia da Ponta Negra.

Refúgio Samaúma é opção de chalé, passeios, box de banho a céu aberto e banheiro ecológico

Para encontrar estas e tantas outras opções de hospedagem na Amazônia e em outros 190 países do mundo, confira cinco dicas de busca do local para sua próxima hospedagem:

Filtros >>> Para encontrar o melhor cantinho, não deixe de lado os filtros avançados de busca. Muito mais do que definir o local, a data e quantas pessoas irão com você, é possível pré-visualizar o tipo de acomodação desejada, selecionar lugares únicos (de barco a casa flutuante!), o número de quartos e camas, assim como as regras da casa para pets, por exemplo. Além disso, o Airbnb possibilita procurar exclusivamente por anúncios de Superhosts — anfitriões experientes e bem avaliados, que reúnem o que há de melhor em hospitalidade dentro da plataforma.

Comodidades >>> Vai viajar com crianças? Segundo pesquisa do Airbnb, comodidades como cozinha completa, televisão, estacionamento gratuito e máquina de lavar são indispensáveis para a maioria das pessoas. Por isso, na plataforma é possível buscar locais que tenham tudo isso e diversas outras facilidades que atendam a sua demanda para o momento: desde itens essenciais (como toalha e papel higiênico), passando por aquecimento central e até cabides.

Casa Flutuante é opção típica da região para passeio e hospedagem

Avaliações >>> O Airbnb já recebeu mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo, formando uma comunidade forte e confiável. Ao escolher a acomodação ideal para você, confira os depoimentos de quem já viveu essa experiência e compartilhou como foi. Se tiver qualquer detalhe a esclarecer, fale com o seu anfitrião pela plataforma de maneira ágil e segura.

Pagamento seguro e rastreável >>> Para proteger viajantes e anfitriões, o Airbnb garante a segurança do pagamento, que é 100% rastreável, via cartão de crédito, e só é liberado para o anfitrião 24h após o check-in, a fim de assegurar que tudo esteja como o que foi anunciado.

A opção urbana, ao final da praia da Ponta Negra é o Flat Tropical

Dúvidas? >>> Se houver qualquer problema, o Airbnb disponibiliza um serviço de Atendimento ao Cliente para anfitriões e hóspedes, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, em 11 idiomas — incluindo português. 

Fotos: Divulgação

Monja Coen conta o que aprendeu com o silêncio

Reconhecida como uma das maiores personalidades religiosas do país, fundadora da Comunidade Zen-Budista Zendo Brasil, Cláudia Dias Baptista de Souza, a Monja Coen, já vivenciou diferentes experiências ao longo da vida.

Cláudia seguiu por caminhos que a levaram para lugares distintos, do perfeito ao imperfeito. Os diversos países, culturas e episódios a trouxeram até esta narrativa. Em “O que Aprendi com o Silêncio”, publicado pela Editora Planeta, ela compartilha “retalhos da memória”, contando alguns episódios da sua infância, como o batismo católico e momentos com os pais e os avós.

No livro, ela também fala sobre seu primeiro encontro com o budismo na Califórnia, a carreira de jornalismo durante a Ditadura Militar, além das memórias dos casamentos e abusos sofridos. Na obra, a líder espiritual reconstrói seu passado de forma sincera, mas com a leveza de alguém que é livre dos episódios relatados.

Com 72 anos de idade e 44 dedicados à prática meditativa, a autora best-seller, reconhecida como personalidade no Brasil e no mundo, ensina por meio de suas experiências a quietude viva e excitante de jamais repetir um instante e assim encontrar um estado de tranquilidade onde o som e o silêncio se mesclam. Com prefácio de Clóvis de Barros Filho, “O que Aprendi com o Silêncio” é um recurso pacifico para o leitor se beneficiar da sua verdadeira liberdade. Da paz que vem para desvendar as tramas mentais, pois o passado se foi.

“Já não sou quem fui. Nem sou quem serei. 
Se feri e incomodei, não foi com essa intenção.
Procurava o Caminho, a luz, a vida. Pensava que no sexo, nas drogas,
na música encontraria um sentido a uma vida vazia.
Encontrei o nada.Ao encontrar o nada encontrei o todo. ”

(O que Aprendi com o Silêncio – Uma autobiografia, pág. 180)

Monja Coen é a primaz fundadora da Comunidade Zen-Budista Zendo Brasil, criada em 2001, com sede no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Teve seu primeiro contato com o zen-budismo no Zen Center de Los Angeles, onde fez os votos monásticos em 1983. Residiu por oito anos no Mosteiro Feminino de Nagoya, no Japão, onde graduou-se como monja especial, habilitada a ministrar aulas de budismo para monges e leigos. Sob a orientação de Shundô Aoyama Dôchô Rôshi, sua mestra de treinamento, foi a primeira monja líder do mosteiro.

Ao retornar ao Brasil em 1995, como missionária da tradição Sôtô Zenshû, serviu no Templo Busshinji, no bairro da Liberdade, em São Paulo, durante seis anos. Em sua comunidade, que sedia o Templo Taikozan Tenzui Zenji, mantém atividades regulares, como cursos, liturgias, retiros e palestras, além da realização de casamentos, cerimônias fúnebres e memoriais, bênçãos de locais e de crianças. É constantemente convidada a dar palestras em empresas e instituições de ensino em várias localidades do país. É autora dos best-sellers “Zen para Distraídos”, “A Sabedoria da Transformação” e “Aprenda a Viver o Agora”.

Sinopse: Sem o objetivo de compor uma autobiografia propriamente dita, Cláudia Dias Baptista de Souza, conhecida como Monja Coen, compartilha com o leitor memórias de alguns dos momentos mais marcantes de sua história, detalhes de sua conversão ao zen-budismo, de sua trajetória monástica, além de toda transformação que viveu aprendendo a silenciar a mente. Entre o que a autora chama de “retalhos da memória”, episódios marcados por intensa transformação são apresentados ao leitor. Desde sua infância em São Paulo, rodeada de livros e música em uma família católica, ao seu primeiro divórcio e gravidez aos 17 anos, Coen, que significa “um só círculo” em japonês, faz reflexões resultantes de uma vida e de quase 45 anos no Caminho Zen.

Ficha técnica
Título: O que Aprendi com o Silêncio – Uma autobiografia
Autora: Monja Coen
Páginas: 232
Preço: R$ 44,90
Selo Academia
Editora Planeta



Cuide-se! Antes de ajudar outra pessoa

Você se doa muito aos outros e tem dificuldade de dizer não? Está sempre disposto a cuidar de alguém, mas sente que não recebe o mesmo em troca? No livro Cuide-se – Aprenda a se ajudar em primeiro lugar, publicado pela Luz da Serra Editora, a autora Cátia Bazzan explica a importância de cuidar de si mesmo, sem culpas nem fardos, para conseguir auxiliar melhor as pessoas em volta. A obra é recheada de indicações essenciais para que o leitor aprenda a viver pelo seu propósito e, então, possa impactar o restante do mundo de forma mais leve e fluida.

Por meio de exercícios, Cátia Bazzan ajuda o leitor a compreender quais áreas da vida estão em desequilíbrio e orienta como se comprometer com suas próprias metas, acreditar nelas e cuidar de si mesmo. Um dos maiores ensinamentos ressaltados no livro é: você é incapaz de doar aos outros aquilo que não tem! A partir do exemplo de pessoas que obtiveram ajuda da escritora em sua atividade como terapeuta holística, ela compartilha valiosos ensinamentos:

“Sobretudo, faltava algo muito importante: ela cuida­va com total dedicação de tudo e de todos, menos de si mesma. Não demorou muito e ela entendeu que não tinha nada de errado com a sua vida. O motivo de estar completamente desconectada de si e da sua essência, sem saber qual caminho devia seguir, era simplesmente o fato de nunca ter parado para ‘se ouvir’ com atenção, pois não dava tempo para isso.” Cuide-se, pág. 27.

Com esta obra, o leitor também será levado a refletir sobre qual é o seu padrão de comportamento na hora de ajudar e quais os principais erros que comete. A autora descreve quatro principais grupos de personalidades neste quesito: doadores, sugadores, vítimas e sobrecarregados. Para cada um deles, ela sugere formas de buscar o equilíbrio para transformar suas capacidades em virtudes.

Palestrante e escritora gaúcha Cátia Bazzan é referência em Terapia Holística e desenvolvimento pessoal

Cátia Bazzan tem mais de 14 anos de estudos na área de desenvolvimento pessoal e Terapia Holística. Ela já ministrou palestras e cursos em todo o Brasil e é criadora dos programas Top Terapeuta Terapeuta do Zero, que ajudam profissionais das áreas de Terapias Holísticas, Integrativas, Naturalistas e Complementares a desenvolverem sua carreira. Em Cuide-se – Aprenda a se ajudar em primeiro lugar, a escritora compartilha toda essa experiência para ajudar o leitor a tomar decisões corretas. Ela ressalta ainda a importância de viver com paixão:

Para ter uma vida extraordinária, é fundamental ter entusiasmo. Inclusive a origem dessa palavra vem do grego en theos, que significa literalmente ‘Deus dentro de nós em ação’. (…) Não importa em qual Deus, ou deuses, você acredita – ou se nem mesmo acredita em algum, o fato é que, quando você está entusiasmado, entra em contato direto com uma força muito poderosa e positiva dentro de si. Cuide-se, pág. 78.

Ajudar é uma arte e não precisa significar sacrifícios ou o abandono dos próprios objetivos. Ao aprender a se doar de forma equilibrada e dentro de suas capacidades, as pessoas conseguem alinhar a vida para receber todas as bençãos que merecem. 

Cuide-se – Aprenda a se ajudar em primeiro lugar é uma obra repleta de lições poderosas, que vão gerar um impacto positivo na realidade do leitor e, por consequência, na vida das pessoas amadas. A proposta é incentivar o mergulho no autoconhecimento. Quanto mais consciente de si mesmo, mais a vida fluirá em todos os sentidos.

Exercício de Avaliação

Já que é preciso começar por um mergulho interior, vamos seguir em frente e ver como você se sente hoje. Neste exercício, você terá a oportunidade de observar como está a sua vida atualmente! Pegue um lápis ou uma caneta e dê uma nota de 0 a 10 para cada aspecto da sua existência:

Como está a sua vida profissional? ( )
Como está a sua vida financeira? ( )
Como está a sua vida amorosa? ( )
Como está a sua vida em família? ( )
Como está a sua intelectualidade e os seus estudos? ( )
Como está a sua saúde física? ( )
Como está o seu equilíbrio mental? ( )
Como está o seu equilíbrio emocional? ( )
Como estão seus relacionamentos em geral? ( )
Como está a sua vida espiritual? ( )
Como está a realização das suas metas? ( )
Como está a sua relação com o tempo e a sua produtividade? ( )

Após avaliar cada item, reflita qual deles está em desequilíbrio (ou com a nota mais baixa). Se empatar com outro item, avalie qual deles é o mais importante neste momento da sua vida. (…)

Então, verifique qual aspecto você quer focar daqui para frente. Depois, estabeleça um objetivo que vai ajudá-lo a aumentar a sua nota. Anote para se lembrar e, inclusive, coloque a data em que vai começar a mudar esse padrão!

De acordo com a sua meta pessoal, vou sugerir que faça um exercício de comprometimento. Essa tarefa é muito importante, porque são palavras de poder e comandos mentais que irão manter você mais focado e comprometido com a sua meta. Depois de fazer o exercício, é indicado que o leia todos os dias. Observe o seguinte modelo que vou mostrar como exemplo. Digamos que eu escolha trabalhar “tempo e produtividade”:

Ficha técnica
Título: Cuide-se
Autora: Cátia Bazzan
ISBN: 978-85-64463-71-4
Editora: Luz da Serra Editora
Páginas: 200
Formato: 16×23 cm
Preço: 44,90
Link para venda https://amzn.to/35Y24jm

Sinopse: Para você é mais fácil se doar do que receber? Você se preocupa tanto com os outros que chega a assumir responsabilidades que não são suas? Neste livro, você vai descobrir a importância de se cuidar em primeiro lugar para depois conseguir ajudar as pessoas de forma equilibrada, sem se sobrecarregar ou carregar fardos pesados. Cátia Bazzan compartilha lições poderosas que vão gerar um impacto positivo na sua realidade e, por consequência, na vida das pessoas que você ama. A autora também indica ações essenciais para você ativar os seus potenciais, viver pelo seu propósito e, então, ajudar as pessoas do seu lugar, de forma leve e fluida. Você entenderá que, ao estar alinhado e bem consigo mesmo, conseguirá contribuir muito mais!

Site da autora:
www.catiabazzan.com.br
Mídias sociais da autora:
www.instagram.com/catia_bazzan
www.facebook.com/catia.bazzan
www.youtube.com/catiabazzan

Queimadas na Amazônia seguem rastro do desmatamento, mostra análise

O número de focos de calor registrados na Amazônia já é 60% mais alto do que o registrado nos últimos três anos. O pico tem relação com o desmatamento, e não com uma seca mais forte como poderia se supor, segundo nota técnica sobre a atual temporada de queimadas que o Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (Ipam) divulgou hoje, 20 de agosto.

Confira a nota técnica na íntegra.

De 1º de janeiro a 14 de agosto, 32.728 focos foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Uma das hipóteses para explicar a alta em 2019 seria uma estiagem intensa, como registrada em 2016. Mas ela não se confirmou: apesar da seca, há mais umidade na Amazônia hoje do que havia nos últimos três anos.

Se a seca não explica as queimadas atuais, a retomada da derrubada da floresta faz isso. O fogo é normalmente usado para limpar o terreno depois do desmatamento, e a relação entre os dois fatores é positiva em uma análise entre os focos de calor e o registro de derrubada feito pelo Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD).

“Não há fogo natural na Amazônia. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios na temporada de seca”, explica a diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar, uma das autoras da nota. “Mesmo em uma estiagem menos intensa do que em 2016, quando sofremos com um El Niño muito forte, o risco do fogo escapar é alto.”

A fumaça desencadeia uma série de problemas respiratórios em quem mora na região, o que gera ainda gastos com saúde pública e prejuízos econômicos pela ausência de funcionários. No Acre, que a nota destaca como exemplo, os satélites já registraram 1.790 focos de calor, número 57% mais alto do que em 2018 e 23% mais alto do que em 2016, com cidades respirando uma quantidade de material particulado muito acima do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

“As consequências para a população são imensas. A poluição do ar causa doenças e o impacto econômico pode ser alto”, diz o pesquisador sênior do Ipam, Paulo Moutinho. “Combater o desmatamento, que é um vetor das queimadas, e desestimular o uso do fogo para limpar o terreno são fundamentais para garantir a saúde das pessoas e das florestas.”

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Terceira Feira Internacional de Vinhos na Amazônica acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto

Especialistas em vinhos e renomados sommelières são presenças confirmadas na 3ª edição da Feira Internacional de Vinhos na Amazônia (Fiva). Gabriela Monteleone e Mikaela Paim farão parte da programação técnica da feira junto com Carlos Cabral, Denise Rohnelt, Joachim Schnorr, Dayane Casal, o cardiologista Tales Esper e o consultor esportivo Leonardo Santos. A programação de palestras acontecerá dentro do espaço da Fiva na sala Merlot, agendada para os dias 20 e 21 de agosto das 14h às 18h30, no Centro de Convenções Vasco Vasques (avenida Constantino Nery – Chapada).

A paulistana Mikaela Paim está na área de gastronomia desde 2004, se formou sommelière de vinhos em 2007, e para sua formação em todas bebidas alcoólicas do mundo viajou mais de 30 países. Hoje, com mais de 28 especializações em vinho, é a única brasileira especialista em alcoólicos, água, chá, café e sommelière internacional de charutos. Também faz palestras, consultorias, eventos e empreende em restaurantes em São Paulo e participa de iniciativas em prol do vinho no Brasil, como Enobrasil, Provinho e diretora de Vinhos na Abraselsp.

Outro nome confirmado, Gabriela Monteleone, formada em Gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi, há 15 anos é sommelière, certificada pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP). Atuou em casas renomadas em São Paulo como Ici Bistro, Pomodori e GERO (Grupo Fasano). É head sommelier e Wine Director do Grupo D.O.M., cuidando das operações dos restaurantes D.O.M. e Dalva e Dito. É professora na ABS-SP, elabora cartas de vinhos e harmonizações de menus para empresas e para as chefes de cozinha Bel Coelho e Gabriela Barreto.É certificada pelos órgãos franceses Interloire e BIVC como Ambassadrisse Officielle dos vinhos do Vale do Loire (FR).

Carlos Cabral estuda vinho desde 1969. É idealizador e fundador da 1ª Confraria de Vinhos do Brasil – a Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (1980); membro das Confrarias dos vinhos da Bairrada, Alentejo, Madeira, Periquita (Portugal) e Saint Ubert (Espanha). É autor dos livros “A Presença do Vinho no Brasil”, “Porto: um Vinho e sua Imagem”, “A Mesa e a Diplomacia Brasileira”, “Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto”, “Imagens da Diplomacia Brasileira” e “Ferreira, Imagem que Marca”. É consultor de Vinhos da rede Pão de Açúcar Supermercados e ainda tem o projeto de pesquisa do Vinho do Porto no Ciclo da Borracha da Amazônia.

Denise Rohnelt de Araújo é jornalista especialista em gastronomia e turismo, atuando na área gastronômica desde 1997.Gaúcha de Porto Alegre, vive em Roraima há 28 anos, mas está na região amazônica há 41 anos, se dividindo entre os estados do Amazonas, Roraima e, recentemente, Pará. Além do jornalismo, formou-se em cozinha e confeitaria internacional no Instituto Internacional de Artes Culinárias Mausi Sebess, em Buenos Aires, Argentina. Ainda é curadora de eventos gastronômicos como: Feira Rota do SaboRR em Boa Vista, Roraima, e três edições da Feira Internacional de Gastronomia Amazônica – Figa, em Manaus. Foi jurada no reality gastronômico MasterChef Rede BAND de TV.

Palestras

A Fiva vai iniciar sempre às 14h e encerrará às 18h30, na sala Merlot. No dia 20, as palestras serão com o sommelier Joachim Schnorr (AM) com o tema “Técnicas de Degustação”. Às 16h, Gabriela Monteleone falará de “Vinhos naturais: tendência ou contracultura?”. Às 17h, será a vez de Mikaela Paim ministrar “Imersão ao mundo do vinho”.

No segundo dia de feira, as palestras começam com o tema “Drinks com espumantes”, ministrada por Denise Rohnelt. Na sequência, a empresária Dayane Casal, o cardiologista Tales Esper e o consultor esportivo Leonardo Santos farão o workshop “Vinho e Saúde”. A palestra de encerramento será com Carlos Cabral, com o tema “O mercado brasileiro do vinho e o comportamento do consumidor”.

Espaço Gourmet

O participante, além do circuito de degustação com 250 rótulos de vinhos, ilhas de frios e pães inclusos no passaporte da Fiva, vai ter à disposição um espaço gourmet (por adesão) com o restaurante Sabor A Mi, no comando de Luciana Felicori, com serviço a la carte para aqueles visitantes que desejaram compor as harmonizações com vinhos e espumantes.

Empresas relacionadas ao mundo do vinho, música ao vivo, estacionamento amplo com serviço de vallet, espaço totalmente climatizado com conforto para o visitante da feira e localização privilegiada.

Os expositores confirmados são Adega Alentejana, Top Internacional, Zahil Importadora, Freixenet, Vinícola Casa Perini, Decanter, Lídio Carraro, Grand Cru, Cantu Importadora, Obra Prima, Ecovino, Nossa Senhora de Fátima Importadora, Vinícola Famiglia Valduga, Bodegas Wine, Inovini, La Pastina, Oiram, Anima Vi um e Bacozon, além da Amazon Explorers, Vinotage, Santa Cláudia, Novotempo, MRM Sistema, Fabiana Arquitetura, Senac, Amazonastur e o apoio institucional da Abrasel no Amazonas.

O passaporte para um dia custa R$ 149, e R$ 270 para os dois dias. Mais informações podem ser obtidas via e-mails contato@fivaamazon.com e fivaamazonia@gmail.com.

Foto: divulgação

Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa lança curso a distância de Cuidador de Idoso

O Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa lança o curso a distância Cuidador de Idoso dentro de sua nova grade de cursos EAD. A formação é voltada para pessoas com idade igual ou superior a 18 anos com interesse na área e que completaram o ensino fundamental, além de profissionais da saúde, como auxiliares e técnicos de enfermagem. Com isso, o curso oferece uma formação específica e certificação para quem ainda não a tem, apesar da experiência na área.

A coordenadora do curso, Lilian Schafirovits Morillo, geriatra do corpo clínico do Sírio-Libanês, conta que o curso abordará temas como o processo de envelhecimento e o papel do cuidador, destacando pontos importantes como os sinais de alerta em que é necessário solicitar ajuda médica, os riscos da medicação sem orientação do profissional adequado, a forma correta de ministrar remédios e organizar estoques, os cuidados com a pele, a prevenção de quedas e as principais doenças entre idosos. “O nosso principal compromisso é com a qualidade na formação e no cuidado com o idoso. Nossa experiência e excelência dentro do Hospital Sírio-Libanês com a geriatria será amplamente compartilhada durante esta formação”, afirma Lilian.

Christian Fassel Tudesco, superintendente de operações do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, lembra que o curso é o início da carreira, com informações para que as pessoas que não atuam na área conheçam a profissão. Porém, ele lembra que a busca contínua por formação deve ser permanente. “Aqui no Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, por exemplo, temos outros cursos, presenciais, para quem quer seguir nesta área”, diz, citando os cursos Cérebro Ativo, que tem por objetivo promover a saúde cerebral de adultos e idosos, além de cursos de pós-graduação em geriatria voltados para médicos e outros profissionais da área de saúde.

Envelhecimento

A população brasileira está vivendo mais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa de vida de quem nascer em 2019, por exemplo, é de 80 anos para mulheres e 73 anos para homens. Além disso, projeções do IBGE feitas com base no Censo de 2010 indicam que, até o ano passado, 0,12% da população brasileira era formada por homens com 90 anos ou mais e 0,24% por mulheres com a mesma idade.

Esse aumento na expectativa de vida impulsionou a profissão de Cuidador de Idoso. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, de 2007 a 2017 foi registrado um aumento de 547% entre o número de cuidadores, saltando de 5.263 para 34.051.

SERVIÇO EAD Cuidador de Idosos

Duração: 20 horas – a partir da inscrição, o acesso fica disponível para que o aluno conclua os estudos no prazo que considerar mais adequado
Inscrição e mais informações: http://eadsiriolibanes.org.br/#cuidados-de-idosos

Valor: R$ 300,00

Foto: reprodução

Edital Cidade+Recicleiros abre inscrições para municípios mudarem a realidade do lixo

Até dia 1º de setembro, todos os municípios brasileiros com população superior a 20 mil habitantes poderão se inscrever gratuitamente no edital Cidade+Recicleiros (cidademais.recicleiros.org.br/). A segunda edição do edital, uma parceria entre o Instituto Recicleiros e a empresa SIG Combibloc, contemplará até 12 cidades com assessoria técnica especializada para o desenvolvimento e implantação de seus programas de coleta seletiva de resíduos. As cidades que se destacarem nessa fase poderão ainda receber Unidades de Processamento de Materiais Recicláveis (UPMR), assessoria técnica de longo prazo, campanhas de conscientização para os moradores, e os recursos necessários para que os Programas de Coleta Seletiva funcionem de forma qualificada, independente, sustentável e economicamente viável. O objetivo? Contribuir para o avanço da coleta seletiva e reciclagem de resíduos pós-consumo em todo Brasil, por meio da implementação e disseminação de modelos inovadores e de alta eficiência em algumas regiões, pois para vencer o desafio do lixo em nível nacional é preciso começar localmente.

Erich Burger, sócio fundador da ONG Recicleiros, ressalta que as cidades não têm custo para receber e implementar o Programa. “O compromisso dos municípios será com a regulamentação da coleta seletiva por meio do plano que desenvolveremos em parceria com a administração municipal, e a realização da coleta e transporte dos resíduos descartados até a Unidade de Processamento de Materiais Recicláveis. Burger também explica a origem dos recursos financeiros necessários ao sucesso da iniciativa. “Eles vêm de um fundo formado pelo Instituto Recicleiros com recursos captados em diversas fontes, como empresas que investem no Cidade+Recicleiros para cumprir com as metas de Logística Reversa das embalagens que colocam no mercado”. Entre as mais de 700 empresas que já aderiram ao Cidade+Recicleiros estão BASF, Cargil, Royal Canin, Red Bull, Colgate Palmolive, Aurora, Mars, Guabí, Ceratti e JBS.

Os investimentos aportados no programa Cidade+Recicleiros não são repassados ao município, mas direcionados à implementação da UPMR (obras e equipamentos); 60 meses de assessoria técnica e apoio à gestão do Programa (prefeitura e cooperativa); formação e capacitação de cooperativa de trabalho para executar os serviços de separação, beneficiamento e destinação do material reciclável; e ações de comunicação para engajar e orientar a população sobre o descarte seletivo. A seleção dos contemplados, baseada em critérios técnicos, será conduzida por um comitê de avaliação composto por especialistas do Instituto Recicleiros e pelos parceiros do edital.

Além do meio ambiente

O Programa Cidade+Recicleiros é fundamentado em três pontos principais: meio ambiente, pessoas e políticas públicas. O programa visa reduzir efetivamente os impactos da má gestão do lixo no meio ambiente, mas não se restringe a isso: a questão social está no holofote assim como as ações de conscientização ambiental e a implantação da UPMR, que será operada por meio de organizações de catadores de materiais recicláveis assessoradas ou mesmo formadas pelo Instituto Recicleiros, gerando trabalho e renda para população em estágio de vulnerabilidade social.

O programa de formação e assessoria técnica para organizações de catadores é uma das especialidades da ONG Recicleiros, que projeta empreendimentos capazes de remunerar seus trabalhadores com pelo menos o equivalente a um salário mínimo, garantindo também férias remuneradas, condições de trabalho adequadas e um ambiente motivador. Planejados para serem sustentáveis do ponto de vista econômico, podem ainda oferecer diversas oportunidades, se bem geridos e, para esse fim, o Instituto Recicleiros oferecerá um programa de assessoria intensiva por 24 meses, além de outros 36 de acompanhamento à gestão dessas organizações. O edital Cidade+Recicleiros 2019 acontecerá em quatro etapas – vale lembrar que a participação no edital é voluntária e gratuita, e não haverá cobrança de qualquer taxa antes, durante ou após o processo de seleção:

• 01/08/19 a 01/09/2019 – Inscrições (formulário disponível em cidademais.recicleiros.org.br);

• Até 20/09/2019 – Envio da documentação (obrigatória e complementar) em arquivos digitalizados – os originais deverão ser enviados ao Instituto caso o município seja selecionado;

• 30/09/2019 a 18/10/2019 – Entrevistas e reuniões entre a equipe Recicleiros e o grupo de trabalho dos municípios pré-selecionados;

• 28/10/2019 – Divulgação dos municípios contemplados e publicação da agenda de trabalho.

“O Programa Cidade+Recicleiros tem um papel muito importante em trabalhar desenvolvendo e apoiando a cadeia de reciclagem no Brasil. A SIG tem o objetivo de ser uma empresa de impacto positivo, e impactar políticas públicas de reciclagem e criar oportunidade de parceria entre os principais influenciadores desta cadeia é um passo importante para alcançarmos este objetivo global”, pontua Isabela De Marchi, responsável pela área de Sustentabilidade da SIG nas Américas.

2018, primeiro edital

No ano passado, os municípios brasileiros contemplados pelo Cidade+Recicleiros foram Casimiro de Abreu (RJ), Naviraí (MS) e Piracaia (SP). Depois das etapas de diagnóstico e desenvolvimento dos Planos de Coleta Seletiva, os municípios agora estão em fase de implantação das Unidades de Processamento de Materiais Recicláveis. O próximo passo será a inauguração das operações das coletas, cujo potencial total de material a ser reciclado mensalmente é de mais de 640 toneladas, com 162 postos de trabalho:

• Casimiro de Abreu: 215 toneladas / 57 cooperados

• Naviraí: 250 toneladas / 62 cooperados

• Piracaia: 175 toneladas / 43 cooperados

“O Cidade+Recicleiros é uma forma segura e efetiva de solucionar a questão da reciclagem em municípios brasileiros, um projeto em que todas as partes saem ganhando: as prefeituras recebem o apoio necessário para efetivar a política pública da coleta seletiva que gera diversos benefícios e atrai visibilidade para a cidade; o setor empresarial investe em nosso programa para fomentar operações de alto impacto socioambiental associadas a resultados efetivos de reciclagem de suas embalagens; os catadores têm condições dignas de trabalho e perspectiva de crescimento; e os cidadãos passam a contar com serviços mais qualificados e um lugar ainda melhor para viver”, conclui Burger.

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Cardiologista alerta sobre as diferenças entre crise de ansiedade e problemas cardíacos

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela dados preocupantes sobre a saúde psíquica dos brasileiros. O país ocupa o 4º lugar no ranking dos países com mais pessoas ansiosas, ficando atrás apenas do Paquistão – que lidera a pesquisa com 28% da população com quadro de ansiedade -, dos Estados Unidos (25%) e da Colômbia (24%). Cerca de 23% dos brasileiros já tiveram algum transtorno de ansiedade ao longo da vida, e os cardiologistas recebem, com cada vez mais frequência, pacientes com transtornos de ansiedade manifestando algum problema cardiológico.

Segundo o cardiologista e clínico geral do HCor, Dr. Abrão Cury, a ansiedade é a antecipação de uma possível situação de ameaça. O medo é algo comum e protege as pessoas de diversos perigos. “No entanto, quando a sensação de angústia é permanente, gera reações físicas e atrapalha atividades cotidianas, e é preciso averiguar se a ansiedade ganhou um patamar patológico”, explica Cury.

A base bioquímica do ataque de pânico é a baixa de serotonina – neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar -, que ocasiona diversos sintomas como a aceleração dos batimentos cardíacos, em uma resposta corporal às emoções intensas durante a crise. “Por isso, é comum os pacientes ansiosos procurarem o cardiologista ‘achando’ que estão tendo um infarto agudo do miocárdio”, alerta o cardiologista.

Quando os especialistas recebem essas reclamações, são solicitados os exames de eletrocardiograma, teste ergométrico e holter para verificar se há algum problema cardiológico ou como o coração reagiu após a pressão da crise. Por vezes, por se tratar apenas de manifestações emocionais, não é constatada nenhuma desordem nos resultados.

Abrão Cury alerta, no entanto, que os sintomas nunca devem ser ignorados. “O pico de ansiedade aumenta a produção de hormônios como cortisol e adrenalina, diminuindo o calibre das artérias, o que pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral). Por isso, é importante deixar de lado a timidez e a falta de tempo, e sempre procurar a ajuda de especialistas que indicarão os tratamentos mais adequados”, sugere o cardiologista.

Em alguns casos, o tratamento com medicação, psicoterapia e terapia ocupacional são suficientes. O acompanhamento dura, no mínimo, seis meses, mas pode perdurar por mais tempo, variando para cada paciente. “O uso de antidepressivo, ansiolítico e psicoterapia, aliados a prática regular de atividades físicas, alimentação saudável, boas noites de sono e tempo para se dedicar ao lazer aumentam a qualidade de vida e são os métodos mais recomendados aos ansiosos”, finaliza.

Queixas mais comuns de ansiedade nos consultórios cardiológicos:

Falta de ar

Palpitações

Dores no peito

Dormência

Formigamento

Tremores em alguma parte do corpo

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