Idosos serão vacinados contra a Influenza em suas casas

Diante das mudanças no cenário nacional de transmissibilidade do novo coronavírus, causador da Covid-19, numa decisão inédita no país, anunciada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, os idosos de Manaus serão vacinados contra a gripe sem que precisem sair de suas casas. A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, iniciaria nesta segunda-feira, 23/3, mas devido à forte chuva que cai sobre a cidade nesta manhã, a Prefeitura de Manaus adiou o início da campanha de vacinação contra a gripe, para esta terça-feira, 24/3. Hoje, o trabalho das equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ficará concentrado no cadastro dos idosos, que não sejam acompanhados pela Estratégia Saúde da Família, no site http://semsa.manaus.am.gov.br.

Ao acessar o link, uma mensagem direcionará para a página de cadastro. Será necessário preencher as informações do idoso a ser vacinado – CPF, data de nascimento, telefone para contato e nome completo. Na etapa seguinte deverão ser indicados os dados de endereço completo, como CEP e ponto de referência. Em seguida, um endereço de e-mail para contato. A quarta tela será para conferência dos dados, possibilitando a correção, caso seja necessário. A última tela terá a mensagem de confirmação do cadastro, com a orientação que o idoso aguarde que a equipe de vacinação irá até ele.

“Nossos técnicos do Departamento de Tecnologia da Informação trabalharam durante todo o final de semana para criar esse formulário por meio do qual os idosos poderão realizar o cadastro. A orientação do prefeito Arthur Neto é que nenhum dos mais de 111 mil idosos residentes em Manaus fique sem vacina”, afirma o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Para os idosos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família (ESF), as equipes seguirão os cadastros individuais  já existentes para realização da vacinação de casa em casa já a partir de segunda-feira.

Cadastro dos idosos pode ser feito no site da SEMSA https://semsa.manaus.am.gov.br/

Metas

A Campanha de Vacinação contra Influenza tem a meta de imunizar 522.065 pessoas em Manaus. Serão três etapas e vai atender todos os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, encerrando no dia 22 de maio. A segunda etapa da campanha terá início no dia 16 de abril, e será direcionada para professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, conforme orientação médica.

A partir do dia 9 de maio será iniciada a terceira etapa da campanha com vacinação direcionada para os grupos: crianças de seis meses até menores de seis anos, gestantes, puérperas, jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, povos indígenas, população privada de liberdade, pessoas com deficiência, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade, incluído este ano na campanha contra a Influenza, ampliando o acesso da população à vacina e prevenindo riscos. O objetivo final é imunizar no mínimo 90% do público alvo em cada grupo prioritário.

Texto – Sandra Monteiro/Semsa
Foto – Alex Pazuello / Arquivo Semcom

Idosos e trabalhadores da saúde começam a receber a vacina contra a gripe nesta segunda-feira, 23/3

Idosos com idade a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde são o público-alvo da 1ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza (Gripe), que inicia na próxima segunda-feira, 23/3. Neste ano, o Ministério da Saúde antecipou a campanha, que normalmente acontece no mês de abril, considerando a evolução do novo coronavírus, causador da Covid-19, em todo o Brasil.

Por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto, para atender aos idosos a Prefeitura de Manaus irá montar 53 postos de vacinação contra a Influenza em locais estratégicos distribuídos nas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, além dos postos na zona rural.  A lista com o endereço dos locais de vacina será disponibilizada no site da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): http://abre.ai/aRZg

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que a vacina não protege contra o coronavírus, mas a imunização dos grupos prioritários contra a Influenza vai ajudar a minimizar o impacto nos serviços de saúde, reduzindo o número de casos de gripe em um momento em que ocorre a pandemia de uma nova doença no mundo.

“Nesta etapa da campanha, a prioridade é proteger a saúde dos idosos, que são os mais vulneráveis às síndromes respiratórias. Filhos, filhas, netos e netas devem concentrar os esforços no cuidado com os pais e avôs, já que os idosos são os que têm maior risco de desenvolver complicações graves, como pneumonia, tanto no caso de Influenza quanto em relação à Covid-19”, alerta Marcelo Magaldi.

O Ministério da Saúde, segundo o secretário, recomenda a vacina contra a gripe apenas para grupos considerados de risco, que são as pessoas com maior chance de desenvolver complicações graves pela doença, como é o caso dos idosos, e para grupos que estão mais expostos à infecção pela Influenza, como acontece com os profissionais de saúde.

“Os trabalhadores de saúde estão incluídos nessa primeira etapa porque atuam diretamente no cuidado com os pacientes. Além disso, com a circulação no Brasil do novo coronavírus é essencial proteger a saúde desses profissionais, para evitar afastamentos do trabalho por um problema de saúde que pode ser evitado com a vacinação, garantindo um atendimento mais adequado da população”, destaca Marcelo Magaldi.

Postos

Em reunião realizada na quinta-feira, 19/3, com gestores de Vigilância Epidemiológica dos Distritos de Saúde (Disas) Norte, Sul, Leste, Oeste e Rural, a Semsa finalizou a elaboração das estratégias que serão utilizadas nesta primeira etapa da campanha contra a Influenza.

De acordo com a subsecretária municipal de Gestão da Saúde, enfermeira Adriana Elias Lopes, este ano, para evitar a aglomeração de idosos nas unidades de saúde, a vacina contra a Influenza será disponibilizada em pontos estratégicos em todas as zonas da cidade.

“Por causa da preocupação da população com o novo coronavírus, as unidades de saúde estão recebendo um maior número de pessoas com sintomas de síndromes gripais. Por isso, a vacina contra influenza para os idosos não estará disponível nas unidades de saúde. A estratégia definida pela Semsa é estabelecer postos de vacinação em locais de fácil acesso com ambientes mais amplos e ventilados. Assim, o atendimento ao público alvo da campanha e aos pacientes nas unidades de saúde será realizado de forma mais eficiente e tranquila, como nos orientou o prefeito Arthur Neto”, esclarece Adriana Elias.

Os 53 pontos com a vacina contra Influenza irão funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h. A recomendação é para que os idosos procurem um posto apresentando o cartão de vacina, cartão SUS e documento de identidade. A vacinação estará disponível até o final do mês de maio, não sendo necessárias aglomerações. As pessoas acima de 60 anos com sinais de gripe deverão evitar sair de casa e aguardar melhora do quadro para buscar a vacinação.

Já os trabalhadores da saúde serão imunizados de acordo com a programação de cada serviço de saúde de atuação.

Metas

A Campanha de Vacinação contra Influenza tem a meta de imunizar 522.065 pessoas em Manaus. Desse total, 111.669 são idosos a partir de 60 anos e 55.514 são profissionais da saúde.

A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Semsa, Marinélia Ferreira, explica que idosos e profissionais da saúde serão imunizados no período da primeira etapa da campanha, iniciando no dia 23 de março.

“Porém, a campanha contra a Influenza terá três etapas e vai atender todos os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, encerrando no dia 22 de maio”, informa Marinélia.

A segunda etapa da campanha terá início no dia 16 de abril, direcionada para professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, conforme orientação médica.

A partir do dia 9 de maio será iniciada a terceira etapa da campanha com vacinação direcionada para os grupos: crianças de seis meses até menores de seis anos, gestantes, puérperas, jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, povos indígenas, população privada de liberdade, pessoas com deficiência, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade.

“O grupo de pessoas de 55 a 59 anos foi incluído este ano na campanha contra a Influenza, ampliando o acesso da população à vacina e prevenindo riscos. O objetivo final é imunizar no mínimo 90% do público-alvo em cada grupo prioritário”, destaca Marinélia Ferreira.

Zona rural

A população da zona rural de Manaus deve ficar atenta porque a estratégia da campanha contra a Influenza será diferenciada, atendendo as especificidades das comunidades fluviais e terrestres, e a necessidade de deslocamento em grandes distâncias geográficas das equipes de saúde.

Sarampo

Além da campanha contra a Influenza, o Ministério da Saúde recomendou o início de uma nova etapa da Campanha contra o Sarampo, no período de 23 de março a 30 de junho, para vacinação indiscriminada de todas as pessoas na faixa etária de 20 a 49 anos. A vacina contra o sarampo estará disponível nas unidades de Saúde.

Texto – Eurivania Galúcio / Semsa
Fotos – Altemar Alcântara / Arquivo Semcom

Campanha nacional sobre Epilepsia convida população para mobilização no Março Roxo

Embarcando no conceito do Março Roxo, a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) coordena a campanha “Epilepsia – Abrace Esta Causa”, cujo principal objetivo é combater o preconceito por meio da disseminação de informações. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia atinge mais de 50 milhões de pessoas no planeta, com estimativa de que 3,5 milhões não recebem ou não fazem o tratamento adequado. Na América Latina, são quase 8 milhões de pessoas convivendo com a doença, sendo que 3 milhões são brasileiros.

“Muitas pessoas acham que a epilepsia é contagiosa. Por isso, não ajudam quando veem alguém tendo uma crise convulsiva. Também existe um estigma muito forte de que é uma doença mental, o que não é verdade. A campanha tem este papel importante de mostrar que a pessoa com epilepsia sofre mais com o preconceito do que com a própria doença”, explica Maria Alice Susemihl, presidente da ABE.

A primeira e mais abrangente ação será a mobilização de milhares de pessoas caminhando em importantes pontos das cidades do Brasil, que vão reforçar o valor da informação e o quão prejudicial é o preconceito. São Paulo, que vai contar com a presença e o apoio da atriz Julia Almeida Bailey; Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Florianópolis e Belo Horizonte estarão sincronizados em 29 de março. Fora a caminhada, algumas cidades programaram ciclos de palestras, distribuição de materiais informativos etc.

Campanha terá presença e o apoio da atriz Julia Almeida Bailey

Especificamente em São Paulo, de 23 de março a 23 de abril, a ABE se faz presente dentro das Estações do Metrô da cidade. Serão 70 cartazes com informações sobre primeiros socorros nas cabines de pagamento, e os transeuntes do Sacomã, Vila Prudente (linhas 2 Verde) e República (linhas 3 Vermelha e 4 Amarela) vão cruzar com uma campanha informativa e participar de atividades lúdicas. Voluntários vão distribuir folders para as pessoas que também poderão transitar entre uma exposição com dicas e mitos x verdades. Para finalizar, de 17 a 27 de março, a ABE realiza, na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), uma exposição de desenhos de crianças com epilepsia.

Março Roxo no mundo

O “Março Roxo” acontece em todo o mundo. A Escócia é um outro exemplo onde o transporte público vira uma importante plataforma de multiplicação de conhecimento. Alertas em escadas rolantes, trilhos dos trens e a #TalkEpilepsy (Fale Sobre Epilepsia) ajudam a fixar o que é correto sobre a doença. Aqui no Brasil, para mais informações, basta acessar o site http://www.epilepsiabrasil.org.br.

A Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), coordenadora da campanha “Epilepsia – Abrace Esta Causa”, é uma Associação sem fins lucrativos que se estabeleceu como organização para divulgar conhecimentos acerca dos tipos de epilepsia, disposta a promover a melhora da qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença. Integra o International Bureau for Epilepsy e é composta por pacientes, familiares, médicos, neurologistas, nutricionistas e outros profissionais. Atua formando grupos de autoajuda, facilitando a reabilitação profissional, lutando pelo fornecimento regular de medicamentos nos postos de saúde e hospitais públicos, além de batalhar, incansavelmente, pelo bem-estar dos pacientes e pelo fim dos estigmas e preconceitos sociais.

Programação
Epilepsia – Abrace Esta Causa

São Paulo
• 17 de março, a partir das 18h30, até 27 de março.
Exposição dos desenhos de crianças com epilepsia.
Local: Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) – Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Moema, São Paulo.

• De 23 de março a 23 de abril.
Metrôs da cidade de São Paulo.

Estação República, de 23 de março a 3 de abril.
Panfletagem com a Cia Doutores Epi-Riso: 26 de março, das 19h às 21h.

Estação Sacomã, de 6 a 12 de abril.
Panfletagem com ginga de capoeira: 11 de abril, das 19h às 21h.

Estação Vila Prudente, de 15 a 23 de abril.
Panfletagem com apresentação musical: 22 de abril, das 19h às 21h.

• 29 de março, das 9h às 12h.
Caminhada na Avenida Paulista. Ponto de encontro: Parque Mário Covas (Av. Paulista 1853).

Ribeirão Preto
• 21 de março, das 9h às 14h.
Ciclo de palestras com neurologistas, neurocirurgiões, neuropsicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, advogados e mães de pessoas com epilepsia de vários graus. A ideia é que todos esses profissionais possam orientar educadores, pais e profissionais da saúde sobre a doença, seus limites, cuidados, suporte. Este evento terá certificado e é gratuito. Para participar, informe nome completo e profissão pelo e-mail purpledayribeiraopretobrasil@gmail.com para inscrição.
Local: Centro Médico de Ribeirão Preto – Rua Thomaz Nogueira Gaia, 1275, Jardim Irajá.

• 29 de março, das 9h às 14h.
Caminhada no Parque Dr. Luis Carlos Raya (Rua Severiano Amaro dos Santos, s/n – Jardim Botânico). Haverá um espaço com profissionais da saúde, alongamento e caminhada solidária (às 10h), palhaços, brincadeiras, balões roxos, pipoca, algodão doce e água.

Rio de Janeiro
• 26 de março.
“Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia – A Importância do Cuidado ao Paciente com Epilepsia e do Esclarecimento à População”.
11h: Recepção.
11h30: Palestra: A importância da adesão ao tratamento, as opções terapêuticas e diagnóstico na epilepsia farmacorresistente.
12:30: Encerramento.
Local: Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer – R. do Rezende, 156 – Centro.

• 29 de março, das 9h às 12h.
Caminhada na Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao corte Cantagalo.

Florianópolis
• 29 de março
Caminhada com distribuição de camisetas e folders na Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, mais conhecida como Avenida Beira-Mar Norte, localizada na região central da cidade.

Belo Horizonte
• 29 de março
Caminhada no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, na Av. Afonso Pena, 1377 – Centro.

Exposição “Nipetirã” é recorde de visitação e terá catálogo virtual

A Coletiva reúne mais de 130 obras de arte de 4 artistas indígenas e foi visitada por mais de 10 mil pessoas, na Galeria do Largo, em Manaus-AM

Um pouco mais de 10 mil pessoas visitaram a exposição Nipetirã, que ficou em cartaz durante 4 meses e meio na Galeria do Largo, no Largo de São Sebastião, Centro de Manaus-AM. Aberta em outubro de 2019 para marcar as comemorações do Governo do Amazonas pelos 350 anos da cidade de Manaus, a exposição “Nipetirã” (que significa “todos” na língua Tukano) apresentou a cultura ancestral amazônica por meio de 130 obras de arte de quatro artistas indígenas – Dhiani Pa’saro (etnia Wanano), Duhigó (etnia Tukano), Sãnipã (etnia Apurinã/Kamadeni) e Yúpuri (etnia Tukano). Um catálogo virtual e imagens da exposição poderão ser vistas futuramente na internet.

A exposição apresentou um projeto expográfico que contemplou quatro ambientes artísticos com murais pintados nas paredes da Galeria do Largo e que expressam o imaginário, a mitologia, o cotidiano e a ambiência destes artistas dentro suas etnias. Além dos murais, a mostra exibiu 54 obras – entre pinturas e quadros de marchetaria – e 72 esferas de acrílica sobre ouriço de castanha-do-Pará, exibidas em uma instalação em formato de totem na parte central da exposição.

Nipetirã: Carlysson Sena, Duhigó, Yúpuri, Sãnipã e Dhiani Pa’saro

Promovida pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com a Manaus Amazônia Galeria de Arte, a exposição teve entrada gratuita e é um sucesso de público. Os artistas expositores que já possuem projeção nacional puderam com a exposição serem um pouco mais conhecidos pela cidade. “A arte amazônica é, de fato, um presente para quem pode apreciá-la. É uma honra poder apresentar em um dos espaços da SEC uma exposição totalmente feita por artistas indígenas, que representam uma face importante do nosso povo”, destacou Marcos Apolo Muniz, secretário da cultura e economia criativa.

Para Carlysson Sena, fundador da Manaus Amazônia Galeria de Arte, a exposição foi um marco importante, pois conectou a população aos quatro artistas que estão salvaguardando suas culturas, por meio das artes visuais. Criou também um elo de conhecimento e amor de quem visitou, com a arte contemporânea produzida na Amazônia e com a temática amazônica. “Vamos eternizar a exposição por meio de um catálogo virtual e imagens em vídeo que irão compor um passeio pela exposição, como se ela nunca tivesse sido encerrada. Este material está em produção pela Manaus Amazônia Galeria de Arte e estará disponível no site da galeria em breve”, avaliou Carlysson.

Ancestralidade

O diretor da Galeria do Largo e curador da exposição, Cristóvão Coutinho, explicou que a parceria com a Manaus Amazônia Galeria de Arte e a Galeria do Largo, proporcionou ao espaço expositivo oportunidades inúmeras, em que a sociedade tomou conhecimento de sua relação existencial com uma produção artística concebida por artistas que tem em seu DNA elementos culturais dos povos indígenas da Amazônia. “A mostra possibilitou aproximações de concepções estéticas, nesse momento de inserção da identidade de nossas ancestralidades, e foi perceptível a imersão dos visitantes na proposta curatorial da Nipetirã”, completou Coutinho.

Na proposta curatorial, a artista Sanipã trouxe as esferas/ouriços e pintou grafismos das etnias das quais descende – Apurinã e Kamadeni – que resgatam a memória desses povos, caracterizando o ambiente sobre o universo. Duhigó preparou um ambiente que fala sobre a casa, com pinturas sobre as pedras do município de São Gabriel da Cachoeira, sua terra natal, e trazendo referências de sua mitologia Tukano. Dhiani Pa’saro pintou o ambiente sobre o sagrado, com representações de rituais, o pajé, a música e instrumentos sagrados dos Wanano. Já Yúpuri fez o ambiente sobre o mundo, com grafismos e pinturas que refletem sobre sua identidade inserida no mundo contemporâneo.

Duhigó, artista plástica da etnia Tukano, batizou o nome da exposição com um nome indígena que é muito significativo, pois une o trabalho de artistas de diversas etnias. “Nipetirã somos todos nós artistas indígenas, que buscamos trazer de volta aquilo do passado que ainda tem em nossa imaginação e que nós queremos mostrar para que as pessoas possam conhecer, apreciar e pesquisar”, diz a artista que, junto com Dhiani Pa’saro, está também em exposição nacional coletiva e itinerante intitulada “VaiVém”, nos Centros Culturais Banco do Brasil de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – reunindo 113 artistas com obras de arte sobre as redes de dormir brasileiras.

Todos Artistas

Sanipã (significa “Caba”, um tipo de vespa) nasceu em 31 de outubro de 1979, na região do Caetitu, localizada no município de Lábrea, nas margens do rio Purus, Amazonas. Em 2005, formou-se no curso de Pintura da Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em Manaus. Tornou-se a primeira indígena da etnia Apurinã e Kamadeni a se profissionalizar nas artes visuais. Atualmente vive e trabalha em Manaus e Lábrea. Em sua arte, expressa a cultura dos dois povos que descende: Apurinã e Kamadeni. Em suas telas e suportes derivados da floresta, há os grafismos, artefatos, rituais e o imaginário que envolve sua vivência como indígena da Amazônia. Sãnipã resgata a memória de sua tribo e de seu povo, com leituras e releituras da estética indígena.

Sanipã é a primeira indígena da etnia Apurinã e Kamadeni a se profissionalizar nas artes visuais

Dhiani Pa’saro (nome que significa “Pato do Mato”, na língua indígena Wanano) é um índio da etnia Wanano e nasceu em 23 de fevereiro de 1975, na aldeia Tainá, no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro. É filho de pai Wanano e mãe Kobéua. Veio para Manaus aos 23 anos e formou-se em Pintura e Marchetaria na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em 2007 e 2008. É o primeiro indígena da etnia Wanano a se profissionalizar nas artes visuais. Fala fluentemente as línguas indígenas Wanano, Kobéua e Tukano. Em suas telas, Dhiani expressa, principalmente, a cultura primitiva e ancestral da Amazônia na cosmovisão indígena, dentro de uma expressão poética original e muito própria de um artista que vê na arte a possibilidade de salvaguardar a memória ancestral de seu povo Wanano.

Dhiani revela a cultura primitiva e ancestral da Amazônia na cosmovisão indígena

Duhigó (significa “primogênita”, na língua indígena Tukano) nasceu em 02 de março de 1957, na aldeia Paricachoeira, município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro. É filha de pai Tukano e mãe Dessana (etnias amazônicas). Mora em Manaus desde 1995. Concluiu o curso de Pintura na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em 2005, tornando-se a primeira indígena da etnia Tukano a se profissionalizar nas artes visuais. Em suas telas, expressa, principalmente, a cultura ancestral da Amazônia na cosmovisão indígena.

Duhigó tem produção artística continua e já participou de exposições no Brasil e no exterior

Também costuma representar em seus trabalhos o cotidiano próprio das “nações” indígenas, seus artefatos e elementos mitológicos. Sua prioridade é registrar a memória dos índios Tukano, assim como a natureza amazônica presentes em sua memória afetiva. Fala fluentemente as línguas indígenas Tukano, Dessana e Tuyuka, além do português. Desde 2005, Duhigó possui uma contínua produção artística que já lhe rendeu exposições no Brasil e no exterior. Em 2009, o Governo do Amazonas presenteou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, com sua obra “Pote Tukano”, durante a campanha para a cidade de Manaus se tornar sub-sede da Copa do Mundo de 2014.

A pintura de Yúpuri tem como característica poética os registros de rituais, o cotidiano caboclo e indígena da Amazônia

Yúpury (significa “o primogênito da nação Tukano da 3ª geração”, na língua Tukano) nasceu em Porto Velho, Rondônia, no dia 15 de julho de 1987, filho de mãe Tukano e pai baiano. Em 2007, concluiu o curso de Pintura na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em Manaus. Filho da artista Duhigó sempre acompanhou sua mãe no ofício das artes visuais, desenvolvendo o seu próprio estilo. Atualmente, Yúpury encontra na arte uma terapia e uma forma de contribuir para que os hábitos e costumes de sua etnia Tukano sejam preservados. O que antes era uma memória guardada na oralidade indígena passa a ser eternizado pela arte visual do artista. Sua pintura tem como característica poética os registros de rituais, o cotidiano caboclo e indígena da Amazônia, bem como os elementos mitológicos dos índios tukano em diálogo com a contemporaneidade.

Texto e Fotos: Manaus Amazônia Galeria de Arte/Divulgação

Tecnologia inovadora é aliada de estudantes com perda auditiva

A tecnologia na área auditiva é mais uma aliada na inclusão escolar. Muitos pais e professores ainda não conhecem o dispositivo “Amigo”, um sistema FM que permite a comunicação direta dos professores com crianças e jovens que têm deficiência auditiva. Dentro da sala de aula, essa tecnologia é fundamental para ajudar esses alunos a entender com clareza o que o professor está ensinando, mesmo com o burburinho das conversas de seus colegas.

O “Amigo” é composto por um transmissor e um receptor. O professor, na frente da sala de aula, usa o transmissor acoplado discretamente na roupa, e a sua voz é transmitida diretamente para o receptor que está no aparelho auditivo do aluno. Isso ajuda a diminuir qualquer efeito negativo de distância, reverberação ou ruído de fundo, mantendo o sinal da fala original alto e claro.

“Através de um exame audiológico simples, muitas desordens do sistema auditivo são encontradas. Os pais devem estar atentos para os casos de crianças que falam alto, assistem TV em volume exagerado, apresentam rouquidão crônica, otites de repetição nos ouvidos, têm dificuldades na escola, desatenção, distorções na fala e atraso no desenvolvimento da linguagem”, explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, responsável pelo Programa Infanto-Juvenil Cuidado Auditivo Amigo da Criança, da Telex Soluções Auditivas.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 7% da população mundial é portadora de algum grau de perda auditiva.

“Com problemas na audição, as crianças podem apresentar dificuldades para aprender, já que não ouvem bem o que está sendo ensinado, afetando a leitura e escrita. Além disso, podem ter problemas de relacionamento com colegas e distúrbios de comportamento, como falta de concentração ou retraimento em excesso. Está comprovado que alunos com problemas de audição têm menor rendimento escolar. Agora, com o ‘Sistema Amigo’, da Telex, tudo ficará mais fácil”, conclui a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada

O câncer em 2020: como estamos nessa batalha?

Por Dra. Vivian Antunes

Entre outras tantas coisas, o câncer é um desafio para a humanidade. É temido por quase todos nós (senão todos), é vigorosamente caçado por cientistas ao longo dos séculos, é doloroso para os milhões que dele sofrem e é passível de prevenção em um terço das vezes.

A doença é mesmo um desafio vivo. A história dessa moléstia se entrelaça com a própria história da humanidade, com seu primeiro registro há 4 milhões de anos. Por mais que hoje se saiba mais sobre o câncer do que nunca, e que marcantes avanços sejam reconhecidos, ainda é responsável por 9,6 milhões de mortes todos os anos.

Dados recentes publicados pela American Cancer Society (ACS) documentam uma queda de 2,2% na mortalidade por câncer entre 2016 e 2017. Essa é a maior queda registrada até hoje, e pode ser parcialmente explicada pelos avanços nos cuidados do câncer de pulmão e melanoma nesse período. A mortalidade por câncer subiu até 1991, e desde então teve queda de 29%.

O mundo da ciência está otimista por presenciar o que antes parecia inatingível, como o advento da imunoterapia (tratamento que faz com que o sistema imunológico atue contra o câncer), e que traz maior chance de cura mesmo para pacientes com metástases.

As coisas também têm mudado para aqueles que vivem com a doença, não só pelos melhores desfechos e melhor controle de sintomas, mas sobretudo por assumirem cada vez mais o protagonismo do seu tratamento.

Não existe mais espaço para a medicina que olha exclusivamente para a doença. Entra em ação o trabalho de dar acesso a informações qualificadas para que os pacientes compartilhem decisões que respeitem seus valores. É viver com coerência, na saúde e na doença. É tratar com respeito a doença e o doente.

Esse processo, às vezes citado como “empoderamento” do paciente, vai além da qualificação médica: requer ação dos meios de informação por diferentes mídias, o ativismo e empenho de organizações relacionadas ao tratamento e resultam em uma feliz mudança de paradigmas no tratamento de seres humanos.

A contar para o lado triste da história estão as vidas que poderiam ser salvas com a adequada implementação de estratégias de prevenção e detecção precoce. Por exemplo, cerca de um terço das doenças neoplásicas podem ser prevenidas.

O tabaco ainda é responsável por 22% das mortes por câncer, e evitar a obesidade, manter atividade física e dieta adequadas reduzem consideravelmente o risco de desenvolver diversos tipos de tumores, como o de mama, intestino e próstata.

Ainda no caminho do que podemos evitar está o câncer de colo uterino. O Brasil tem um lamentável e elevadíssimo número de mulheres que sofrem e morrem por essa doença. É importante mencionar o papel da vacinação contra o vírus HPV como um marco na luta contra mortes pelo câncer. A melhor conscientização e educação da população, bem como estratégias de saúde pública, podem reduzir mortes por câncer. Não é otimismo excessivo. É ciência e ação!

Em um país de grandes disparidades, temos também o que chamo de desigualdade do câncer. O acesso aos recursos que trazem maior chance de cura e mais do que dobram o tempo de vida de pacientes não é homogêneo. Felizmente os tratamentos são a cada dia melhores, mas também, proporcionalmente mais caros. Sem falar no desequilíbrio no número de mortes por câncer no mundo, sendo mais frequente nos países em desenvolvimento.

O Dia Mundial do Câncer fortalece o movimento de todos que enxergam o câncer como um desafio a ser combatido para que, um dia, seja uma doença menos temida, menos sofrida, mais compreendida pela ciência e quem sabe, previnida em uma boa parte das vezes, senão em todas elas.

Vivian Castro Antunes de Vasconcelos é médica oncologista clinica do Hospital Vera Cruz, grupo SOnHe e CAISM-UNICAMP. É mestre em ciências na área de Oncologia pela Unicamp. Membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO).

Foto: https://www.worldcancerday.org/pt-br
Portal Vida Amazônica apoia a Campanha Mundial #DiaMundialdoCâncer #EuSouEEuVou

Especialista em autismo é reforço para difundir conhecimento sobre uso da Cannabis medicinal

O neuropediatra e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, Rubens Wajnsztejn – que é palestrante do Cann x Lisboa, primeiro evento realizado na Europa para pra discutir a Cannabis medicinal do ponto de vista da ciência, da tecnologia e do mercado/indústria, no dia 12 de fevereiro, com o tema “CBD e suas aplicações nos distúrbios do espectro autista” -, é o novo reforço da HempMeds Brasil, primeira empresa brasileira a importar de forma legal a Cannabis medicinal para o Brasil.

Professor há mais de três décadas dos cursos de medicina do Centro Universitário Saúde ABC, em Santo André/SP, especialista em autismo e prescrição de CBD, ele assume o cargo de executivo responsável pela área médica, ou CMO (Chief Medical Officer). Wajnsztejn é formado pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), tem mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e é doutor em Ciências da Saúde na Faculdade de Medicina do ABC, instituição em que leciona.

Informação

Uma de suas principais atribuições é a de ajudar a marca pioneira neste novo mercado a difundir ainda mais conhecimento sobre um tratamento que está se popularizando no país, mas que ele já conhece há décadas. A HempMeds entende que a desinformação e o preconceito sobre o assunto prejudicam a vida de cerca de 4 milhões de pacientes, os quais podem ser beneficiados pelo canabidiol.

“Mais do que um conhecedor de causa, ele é pesquisador e tem contato direto com médicos brasileiros e futuros profissionais da saúde. Portanto, vai levar ainda mais informações sobre esse tratamento, que melhora a qualidade de vida de pacientes com doenças raras e de difícil tratamento”, afirma Caroline Heinz, vice-presidente da HempMeds Brasil.

Diante das movimentações positivas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Wajnsztejn entra na HempMeds Brasil em um momento essencial para os pacientes e um novo setor da indústria financeira. Em dezembro, o órgão regulador permitiu a venda de CBD em todas as farmácias brasileiras. Já no último dia 22 de janeiro, o colegiado aprovou a flexibilização e desburocratização da importação de produtos à base de Cannabis medicinal.

Indústria

Em 2015, a HempMeds® Brasil tornou-se a primeira empresa a fornecer um produto à base de Cannabis, o RSHO ™, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), de maneira judicializada, que não têm condições de pagar pelo medicamento. Em julho, do mesmo ano, a Receita Federal também reduziu os impostos para importação do CBD e outros medicamentos, facilitando o acesso a mais famílias brasileiras.

A Medical Marijuana, Inc. (MJNA), grupo matriz da HempMeds Brasil, é a primeira empresa de Cannabis publicamente negociada nos Estados Unidos, não vende ou distribui quaisquer produtos que violem a Lei de Substâncias Controladas dos Estados Unidos (US.CSA). Estas empresas produzem, vendem e distribuem produtos à base de cânhamo e estão envolvidas com a distribuição federalmente legal de produtos médicos à base de maconha em determinados mercados internacionais. O canabidiol é um componente natural do óleo de cânhamo.

Astellas Oncologia premia trabalho de formação de voluntários que cuidam de filhos de pacientes

Foram 27 projetos brasileiros inscritos na área de cuidados com o câncer que vão além da medicina. Número de inscrições no Brasil superou a soma de projetos canadenses, ingleses, africanos, europeus e australiano

A Astellas divulgou os vencedores do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”. A 4ª Edição do desafio global em busca de ideias inovadoras que podem gerar uma mudança significativa na atenção e cuidado com câncer premiou com US$ 100 mil o projeto da canadense Audrey Guth, fundadora da Nanny Angel Network, de Toronto. O valor será usado para financiar a expansão do seu trabalho de formação de voluntários que cuidam de crianças cujas mães foram diagnosticadas com câncer.

“As mães, principalmente em populações carentes, geralmente são forçadas a escolher entre cuidar de seus filhos e procurar tratamento, e um diagnóstico tão sério pode deixar as crianças tristes, assustadas e ansiosas”, disse Guth. “Sou grata pela oportunidade de expandir o alcance e o impacto da Nanny Angel Network, pois procuramos aliviar o fardo de viver com câncer para as famílias”.

Pelo primeiro ano, ideias brasileiras puderam participar da premiação. “Ficamos extremamente felizes por esse motivo, mas principalmente porque a adesão dos proponentes brasileiros foi enorme para uma primeira edição no país. Isso nos dá muito orgulho”, diz Ricardo Ogawa, Gerente Geral da Astellas Farma Brasil.

Três finalistas apresentaram suas ideias a um painel de juízes, incluindo o empresário de celebridades e ativista do câncer Bill Rancic e outros líderes de inovação, saúde e negócios, durante um evento ao vivo em Nova York, em outubro.

O desafio deste ano concedeu quatro prêmios, totalizando US$ 200 mil em fundos (um grande prêmio de US$ 100 mil, dois prêmios de inovação de US$ 45 mil e um prêmio de ideias emergentes de US$ 10 mil).

Juntamente com o financiamento, todos os vencedores terão a oportunidade de participar do Tedmed 2020 como bolsistas, juntando-se a uma comunidade única e multidisciplinar de importantes pensadores e realizadores de todo o cenário da saúde, medicina e inovação científica. Os vencedores também receberão uma associação complementar de um ano da Matter, uma incubadora global de start-ups de assistência médica, nexo comunitário e acelerador de inovação corporativa.

Os vencedores deste ano foram:

• Daniella Koren, de Nova York, EUA, fundadora da Arches Technology, cuja ideia é expandir um programa digital de educação e engajamento de pacientes chamado MyCareCompass, que fornece informações relevantes e educação baseada em evidências para as pessoas afetadas pelo câncer, ao longo da jornada de tratamento.

• Leslie Schover, do Texas, EUA, fundadora da Will2Love, cuja ideia é adaptar programas de auto-ajuda para homens e mulheres para atender às necessidades de populações especiais, incluindo sobreviventes mais jovens e sobreviventes LGBTQ+. O Will2Love fornece educação on-line e orientação de especialistas para ajudar as pessoas afetadas pelo câncer a superar problemas de saúde e fertilidade sexual, treina profissionais de oncologia para gerenciar melhor esses problemas e consulta hospitais para estabelecer programas de saúde reprodutiva.

“A Astellas está extremamente orgulhosa em ajudar a promover essas ideias inspiradoras dos vencedores deste ano, que estão trabalhando ativamente para transformar o que significa viver com um diagnóstico de câncer e melhorar a experiência do paciente durante toda a jornada”, disse Mark Reisenauer, VicePresidente Sênior da Unidade de Negócios Oncologia da Astellas.

Na foto: Audrey Guth, fundadaora da Nanny Angel Network, vencedora do Prêmio Astellas Oncologia “C3 Prize”

Empreendedora indígena ganha grafitada em Manaus

Neurilene Cruz, membro do grupo de mulheres indígenas da etnia Kambeba que gerencia o Restaurante Sumimi, na comunidade Três Unidos, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, às margens da Boca do Rio Cuieiras, a aproximadamente 60km de Manaus (AM), foi homenageada com uma ilustração grafitada pelas mãos de Deborah de Lemos, em uma fachada na Av. Torquato Tapajós, uma das principais avenidas de Manaus/AM, que ficará exposta até o dia 12 de dezembro.

A homenagem é parte do movimento #elasinvestem, que procura mostrar o quanto as assessoradas do Consulado da Mulher – ação social da marca Consul, com 17 anos de atuação, mais de 35 mil pessoas beneficiadas em mais de 551 projetos apoiados por todo o Brasil, que trabalha na transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo feminino e geração de renda – investem tempo, amor, esforço e conhecimento em seus negócios.

Neurilene Cruz começou a trabalhar com alimentação em 2010 e não parou mais. Ela e o grupo de mulheres da comunidade conheceram o Consulado da Mulher em 2016, quando a Fundação Amazonas Sustentável – FAS as inscreveu na 4ª edição do Prêmio Consulado da Mulher. Neurilene Cruz foi uma das vencedoras, juntamente com o Restaurante Sumimi, e a conquista do Prêmio Consulado da Mulher permitiu que o dinheiro recebido promovesse melhorias no restaurante, para que pudesse receber mais visitantes com mais conforto.

Ilustração de Neurilene Cruz pela grafiteira Deborah Lemos

Atualmente, além de cuidar do restaurante Sumimi, a manauara Neurilene Cruz também recepciona turistas que visitam o local e dá aulas de culinária indígena – ajudando outras mulheres a se tornarem independentes.

E como forma de homenagear e incentivar o empreendedorismo feminino, a imagem de Neurilene ficará grafitada em um muro da Av. Torquato Tapajós, uma das avenidas mais importantes de Manaus, até o dia 12 de dezembro. Outras empreendedoras do Consulado da Mulher também foram homenageadas, tendo suas imagens grafitadas em famosos pontos turísticos como o Beco do Batman, em São Paulo.

Foto: Divulgação

Inscrições abertas para residência médica e novos cursos de pós-graduação e MBA

São Paulo – O Hospital Alemão Oswaldo Cruz dá início ao processo de inscrições para as novas modalidades de residência médica e cursos de pós-graduação e MBA da Faculdade de Educação em Ciências da Saúde (FECS). As inscrições vão até 18 de dezembro.

Para os profissionais que buscam expandir seu conhecimento em especialidades médicas, a faculdade já oferece cursos de pós-graduação em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Neurocirurgia Oncológica, Ecocardiografia, Urologia Robótica, Endoscopia Avançada, Clínica Médica e Otorrinolaringologia.

Com a intenção de oferecer a melhor qualidade de ensino e formação da saúde, o Hospital segue com planos para abrir mais cursos em 2020 e apresenta oito novas disciplinas integradas à grade da faculdade, como Controle de Infecção Hospitalar (programa multiprofissional, aberto para médicos, enfermeiros e farmacêuticos), Especialização em Docência em Saúde, Especialização em Práticas Integrativas, Assistência Farmacêutica em Oncologia, Enfermagem em Centro Cirúrgico, Central de Material e RPA, Auditoria em Saúde, Multiprofissional para o tratamento da dor e Engenharia e Arquitetura Hospitalar.

Para quem busca por MBA, o Hospital conta com o curso de Gestão e Inovação em Saúde, e agora também passa a oferecer especializações em Gestão de Qualidade em Saúde, Gestão de Saúde Integral e Gestão e Tecnologia em Saúde 4.0 (on-line). O início das aulas está previsto para fevereiro e março.

Residência Médica

A Instituição deu início ao programa de residência médica em 2013 e hoje disponibiliza seis cursos nas seguintes áreas: Oncologia Clínica, Clínica Médica, Medicina Intensiva, Medicina de Emergência, Anestesiologia e Endoscopia. Os candidatos concorrem a duas vagas em todos os cursos, exceto o de Oncologia Clínica, que terá apenas uma vaga no ano letivo.

Para mais informações sobre os programas de residência e os novos cursos, acesse o site do Hospital e da FECS.

A Faculdade

A Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz conta com um corpo docente especializado e titulado, formado por profissionais atuantes no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e professores de outras áreas do conhecimento, com passagem por instituições de ensino renomadas.
Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz — www.fecs.org.br

O Hospital

Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, em 2019 a Instituição completou 122 anos.

A unidade de saúde é certificada pela Joint Commission International (JCI) — principal agência mundial de acreditação em saúde –, conta com um corpo clínico formado por mais de 3.900 médicos cadastrados ativos, e tem capacidade total instalada de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público.

Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz — http://www.hospitaloswaldocruz.org.br/